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	<title>Arquivos Marvel - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Marvel - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Thunderbolts*</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2025 12:59:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o final da Saga do Infinito com a estreia de Vingadores: Ultimato (2019), o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) não tem tido bons resultados em suas produções. A Saga do Multiverso começou bem com WandaVision (2021), mas logo em seguida começou a se perder pela quantidade de produções e pelos questionamentos sobre sua qualidade. De lá para cá, poucas coisas fizeram sucesso suficiente para convencer o público geral sobre a nova fase da Marvel Studios, assim como não renderam boas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o final da Saga do Infinito com a estreia de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato (2019)</em></a>, o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) não tem tido bons resultados em suas produções. A Saga do Multiverso começou bem com <em>WandaVision (2021)</em>, mas logo em seguida começou a se perder pela quantidade de produções e pelos questionamentos sobre sua qualidade. De lá para cá, poucas coisas fizeram sucesso suficiente para convencer o público geral sobre a nova fase da Marvel Studios, assim como não renderam boas bilheterias. 2025, no entanto, chegou com a promessa de ser esse novo momento, iniciado com a estreia de <em><strong>Thunderbolts</strong></em>.</p>
<p>A promessa é de que o novo longa-metragem do MCU, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1º), seja diferente de tudo que a Marvel já fez. Mas será que é mesmo? <em><strong>Thunderbolts </strong></em>traz a comicidade e a ação esperada de um projeto da franquia, tem as referências a algumas das histórias pregressas que costuram eixos narrativos do filme e se baseiam em alguns personagens já conhecidos dos fãs. Até então, uma estrutura bem básica e comum para o estúdio. Há, contudo, um olhar mais voltado para a construção dos personagens nesse longa do que em outros.</p>
<p>A costura de <em><strong>Thunderbolts </strong></em>é feita a partir justamente da relação desse grupo disfuncional de criminosos anti-heroicos. Isso por si só já é um elemento um pouco diferente do comum por tornar o novo projeto da Marvel guiado por personagens e não pelo problema. Ainda assim, não é como se fosse a primeira vez que isso é feito e nem é a vez mais bem trabalhada. A produção traz um pouco mais de camadas do que é usual nas dinâmicas narrativas do MCU, mas ainda deixa muito a desejar, especialmente quando pensamos no cerne que move as figuras centrais da história.</p>
<p>O roteiro de Eric Pearson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>, de 2021) e Joanna Calo (<em>Rixa</em>, de 2023) se esforça para desvendar um pouco mais das nuances psicológicas dos personagens, especialmente de Yelena e Bob (interpretados, respectivamente, por Florence Pugh e Lewis Pullman). Mesmo com essa preocupação clara, ainda é pouco para o que a narrativa escancara como dilema moral e pessoal para essas personagens. No caso de Yelena e Bob, eles têm claramente indicativos de ansiedade e depressão e isso, ainda que posto, segue na superfície, diante do que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> se propõe a ser.</p>
<figure id="attachment_19409" aria-describedby="caption-attachment-19409" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19409" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-750x500.jpg" alt="Thunderbolts* (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19409" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Thunderbolts* (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Quando um filme tem como vilão esse vazio que nos corrói por dentro, é preciso que o projeto mergulhe de cabeça num drama existencial e psicológico. O filme até tenta elencar momentos-chave para debater de forma mais aprofundada esses elementos, mas não tem a força suficiente para isso. A sensação é que <em><strong>Thunderbolts </strong></em>varia de uma comédia ácida da relação disfuncional desses ex criminosos para um drama existencial sensível e delicado que nunca se concretiza de forma plena.</p>
<p>E eis que este é o maior problema de produzir histórias hoje em dia para o MCU. Há muito o que se comparar. Já foram mais de 20 filmes e mais de 10 séries e minisséries e é inevitável que o público esteja cansado de ver as mesmas histórias com roupagens diferentes. Além da repetição, o Universo Compartilhado Marvel sofreu muito com esse excesso de produções nos primeiros anos da Saga do Multiverso, o que reverbera até hoje &#8211; e <em><strong>Thunderbolts</strong></em> não consegue sair ileso disso. A fórmula de sucesso da Marvel não parece fazer tanto sentido como em sua primeira década.</p>
<p>Diante de tudo isso, ainda há o fator do controle criativo. Kevin Feige é essa figura que representa a Marvel Studios e todo o seu controle criativo. O plano de comando do MCU, liderado por Feige, por mais que diga o contrário, não permite extrapolações de verdade. Seja por medo de não agradar ou por acreditarem que há limites para os tipos de produções dentro do emblema do MCU, a Marvel não dá liberdade criativa de verdade para seus realizadores. E, das poucas vezes que deu &#8211; como em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos (2021)</em></a> -, o público mais radical destruiu as obras com críticas. E, com todo esse cenário, é claro que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> acaba sendo castrado criativamente também.</p>
<p>Apesar dessas questões, o longa de fato é mais interessante do que muitos dos últimos filmes lançados nos últimos anos. Mesmo que na superfície, os dramas psicológicos dos personagens permitem que o elenco tenha uma interação positiva que entretém e enriquece as cenas com a química evidente. Intérpretes como Florence (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><em>Duna: Parte 2</em></a>, de 2024) e Sebastian Stan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz/"><em>O Aprendiz</em></a>, de 2024) ajudam a dar um fôlego a mais para a história, mesmo com todos os problemas que a rodeiam. No fim, apesar dos esforços do elenco e roteiro, ainda falta mais densidade nas camadas desses personagens e desse projeto que é guiado por personagem para que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> fosse tudo o que podia &#8211; e se propõe narrativamente a &#8211; ser.</p>
<p>Jake Schreier (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cidades-de-papel/"><em>Cidades de Papel</em></a>, de 2015) parece querer deixar a sua marca como cineasta no novo longa da Marvel, mas ele também sofre com esse controle criativo sob o cabresto. O diretor, ao lado dos roteiristas, tenta criar um pouco mais de nuances para diferenciar esse projeto dos demais. Para muitos, a missão provavelmente terá sido cumprida por fugir levemente dessa fórmula estanque do MCU. No entanto, basta um olhar mais atento e fica perceptível que ainda falta muito para que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> alcance o potencial que poderia. Todos esses dilemas giram em torno do controle criativo que poda e afunda a Marvel cada vez mais nessa areia movediça que ela mesmo entrou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jake Schreier</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Florence Pugh, Sebastian Stan, Wyatt Russell, Olga Kurylenko, Lewis Pullman, Geraldine Viswanathan, David Harbour, Hannah John-Kamen e Julia Louis-Dreyfus</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4pgrNd79cnk?si=69PYf2jwVDDhxo1W" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: The Flash</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jun 2023 18:41:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um longa de super-herói chega aos cinemas. Esta é a vez de The Flash, aguardado filme que promete um desfecho do universo da DC, que já avisou recentemente que dará um reboot na maioria dos personagens. Notícia essa que já me deixou bastante inconformada, já que não consigo visualizar outros atores na pele de Superman e Mulher-Maravilha, que não sejam Henry Cavill (Enola Holmes) e Gal Gadot (Alerta Vermelho), respectivamente. Lamentos a parte, aqui em The Flash, Barry Allen, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um longa de super-herói chega aos cinemas. Esta é a vez de <strong><em>The Flash</em></strong>, aguardado filme que promete um desfecho do universo da DC, que já avisou recentemente que dará um <em>reboot</em> na maioria dos personagens. Notícia essa que já me deixou bastante inconformada, já que não consigo visualizar outros atores na pele de Superman e Mulher-Maravilha, que não sejam Henry Cavill (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-enola-holmes-netflix/"><em>Enola Holmes</em></a>) e Gal Gadot (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alerta-vermelho-netflix/"><em>Alerta Vermelho</em></a>), respectivamente.</p>
<p>Lamentos a parte, aqui em <strong><em>The Flash</em></strong>, Barry Allen, interpretado pelo polêmico Ezra Miller (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-segredos-de-dumbledore/"><em>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</em></a>) simplesmente não consegue largar a história da morte da mãe e, consequente, prisão do pai. Em um momento de dor e frustração, ele acaba descobrindo que a sua velocidade permite que ele viaje no tempo e espaço, o que o faz querer voltar no passado e salvar sua mãe. Claramente as coisas não saem conforme o esperado e ele acaba imerso no desespero do multiverso.</p>
<p>Particularmente, não aguento mais filmes que coloquem o multiverso como cerne da questão. É como se nada mais fosse definitivo, já que o personagem pode simplesmente voltar em algum momento em que o roteiro entender que isso seja interessante. Essa equação do multiverso só funciona quando utilizada em doses homeopáticas e não é isso que vem acontecendo ultimamente. Até o filme que ganhou o Oscar, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo/">Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo</a>, fez uso desta técnica. Ou seja, já vejo este mercado como saturado. Porque agora você tá me dizendo que o personagem X morreu, mas pode ser que daqui uns anos, se isso for conveniente, ele possa ressurgir das cinzas com essa desculpa. Acho bem problemático.</p>
<p>Aqui especificamente em <em><strong>The Flash</strong></em>, acredito até que o uso foi bem dosado e com uma argumentação válida. O que move o protagonista neste sentido é a dor do luto nunca superado. E nada mais justo que isso para fazer qualquer pessoa tentar o impossível. Outro ponto importante é que obviamente não dá certo e o personagem sofre as diversas consequências de seus atos. Não há impunidade para quem quer mudar o fio do tempo e as coisas não vão sair exatamente como esperamos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16806" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/5573879.jpg" alt="The Flash" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/5573879.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/5573879-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/5573879-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/5573879-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Nesta tentativa de resolver tudo e consertar os erros, Barry enfia mais ainda os pés pelas mãos. É uma sucessão de remendos que tornam cada vez mais complicado o cenário. Sozinho e desamparado, já que o multiverso te rouba as pessoas que mais confia, ele precisa seguir seu instinto de tentar reduzir os danos e tomar as decisões corretas. Tudo isso enquanto tenta controlar a si mesmo, como um paradoxo interessante da nossa dualidade interior.</p>
<p>Muitos personagens antigos e afetivos aparecem neste meio do caminho. O principal, claro, é o Batman de Michael Keaton (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>). Ele não apenas traz de volta o seu personagem dos anos 1989, como toda a atmosfera que o envolve. Um homem-morcego mais tradicional, com várias gambiarras tecnológicas, morcegos voando ao redor e os bat-móveis característicos. É realmente fantástico e inserido de uma maneira assertiva.</p>
<p>Não há como ignorar, no entanto, toda a polêmica que envolve Ezra Miller. Ainda que ele nos ofereça uma boa atuação, como é de seu costume, é complicado esquecer que ele foi envolvido em inúmeros casos problemáticos de violência, agressão e abuso, dos quais vários ele chegou a confessar. Fica muito claro que ele só está ali por dois motivos simples: dinheiro e é branco. Porque se fosse um ator negro e o filme não estivesse pronto, as consequências viriam antes de qualquer confirmação, como no caso de Jonathan Majors (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-creed-iii/"><em>Creed III</em></a>).</p>
<p>Seguindo o fluxo, <strong><em>The Flash</em></strong> é uma boa finalização de uma era bem bacana da DC. Ainda que eu lamente as decisões do estúdio quanto aos seus protagonistas, esse filme consegue dar um desfecho minimamente respeitoso e lógico. Via de regra, sempre acabo achando que as produções da DC são superiores, especialmente em roteiro, do que as da Marvel, que só ganha mais notoriedade pela quantidade absurda de filmes que são lançados. Aqui eu vejo mais equilíbrio e sensatez.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andy Muschietti</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jeremy Irons, Ezra Miller, Sasha Calle, Luke Brandon Field, Michael Shannon, Ron Livingston, Maribel Verdú, Ben Affleck, Michael Keaton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Am7va7_gOlo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Guardiões da Galáxia Vol.3</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-guardioes-da-galaxia-vol-3/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 May 2023 21:49:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guardiões da Galáxia Vol.3 chega aos cinemas depois de uma caminhada meio tortuosa por parte da Marvel. Depois de nos apresentar produções bem mais ou menos, com CGI feitos de qualquer jeito, o estúdio finalmente resolveu investir tudo aquilo que ele sabe que pode e tem para entregar uma produção de qualidade, a serviços dos fãs. Então podem ir sem medo ao cinema, pois este filme é realmente tudo o que poderia ser. Peter Quill (Chris Pratt, Jurassic World: Domínio) [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> chega aos cinemas depois de uma caminhada meio tortuosa por parte da Marvel. Depois de nos apresentar produções bem mais ou menos, com CGI feitos de qualquer jeito, o estúdio finalmente resolveu investir tudo aquilo que ele sabe que pode e tem para entregar uma produção de qualidade, a serviços dos fãs. Então podem ir sem medo ao cinema, pois este filme é realmente tudo o que poderia ser.</p>
<p>Peter Quill (Chris Pratt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jurassic-world-dominio/"><em>Jurassic World: Domínio</em></a>) ainda sofre a &#8220;perda&#8221; de sua amada Gamora (Zoe Saldana, <em>Avatar: O Caminho da Água</em>) &#8211; que não lembra de absolutamente nada do que eles viveram -, quando tem seu novo QG invadido e Rocket (Bradley Cooper, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-beco-do-pesadelo/"><em>O Beco do Pesadelo</em></a>) acaba sendo gravemente ferido. Na tentativa de salvar o seu amigo, ele precisa explorar mais do passado desconhecido dele e lidar com surpresas que nem imaginava que encontraria no caminho.</p>
<p>Voltar à formatação mais tradicional de produção de filmes é uma decisão sempre acertada da Marvel. O estúdio quis inovar com outros modelos por algum tempo e viu que nem sempre o novo é mais atraente, especialmente se você não dedica o tempo suficiente para isso. E sim, tempo é o que mais tem prejudicado o estúdio da Disney. Com produções que dependem cada vez mais de computação gráfica, não dá para cadenciar uma escala em massa, como se a edição destes filmes fosse algo simples e corriqueiro de fazer.</p>
<p>E se eu já não sou grande fã de filmes que abusam do CGI, imagine aqueles que fazem isso sem dedicar o tempo necessário para nos oferecer cenas de qualidade. Diferente do que vinha fazendo, aqui em <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> a Marvel se dedicou. Da parte dela, na finalização, e da parte de James Gunn (<em>O Esquadrão Suicida</em>), para fazer um <em>grand finale</em> na sua carreira dentro do estúdio, agora que ele foi de vez para a concorrente DC Comics.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-16709 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora.jpg" alt="Guardiões da Galáxia Vol.3" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme pega toda a energia leve e descontraída desta franquia e aplica as emoções necessárias para contextualizar seus personagens. Saber do passado de Rocket faz todo o sentido na trama, o que não vou esmiuçar mais aqui para não dar spoilers. Mas o fato é que não apenas rimos muito no longa, como choramos em vários momentos. Ele é igualmente leve e emocionante, sem pesar a mão de nenhum lado.</p>
<p>À medida que a história vai se aprofundando, vemos que o mote principal do roteiro é amizade. Essa relação de afeto pura e dedicada. Um amor construído e parceiro que torna alguém como parte da nossa família, mesmo sem compartilhar do mesmo sangue ou sobrenome. É a amizade verdadeira que move o mundo para o resgate e a salvação de Rocket. Assim como é este mesmo sentimento que une todos ali com o mesmo cuidado e companheirismo.</p>
<p>Nada menos do que o grupo merecia nesta despedida. Ainda que tenha um sentimento de saudosismo e lamento, não existe sofrimento em deixar partir os personagens que tomam novos caminhos. Depois de passar 2h30 vendo o quanto que a amizade é enaltecida, o acolhimento da partida é algo muito natural. Tanto para os personagens quanto para os espectadores.</p>
<p>É realmente incrível ver como Gunn consegue fazer de <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> um fechamento legítimo e honroso desta trilogia, que teve tanto equilíbrio. Diferente de outras franquias da Marvel que têm altos e baixos, filmes excelentes seguidos de longas super fracos, aqui nós temos constância. Os personagens seguem as suas lógicas, mantém suas personalidades. O humor é presente, mas sem o absurdo do escárnio que foi <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>. Não precisamos ir para o deboche humilhante para fazer o espectador rir.</p>
<p>Assim como a sensação de se sentir em casa, <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3 </strong>nos revela a sua alma mais honesta e clara. A Marvel mostra um respeito pelos fãs, assim como Gunn nos honra com uma belíssima finalização de sua participação no estúdio. Os caminhos que este grupo vai tomar ainda não são exatamente precisos, mas temos a sensação de que isso pouco importa, pois tivemos as emoções que precisávamos para entender todas as mudanças que virão.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Gunn</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Karen Gillan, Pom Klementieff, Will Poulter, Sean Gunn, Nathan Fillion, Vin Diesel, Bradley Cooper</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/d1yNc9skssk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2023 21:03:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania é mais um filme da Marvel que chega aos cinemas com muito alarde e uma recepção bem contraditória. Isso porque a cada dia que passa os marvetes estão mais exigentes e a própria produtora tem colocado cada vez menos esmero nas suas criações. Dito isso, cheguei para assistir ao longa sem qualquer expectativa de qualidade, o que foi ótimo pois acabei me deparando com algo melhor do que poderia imaginar. Neste terceiro filme solo do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em> é mais um filme da Marvel que chega aos cinemas com muito alarde e uma recepção bem contraditória. Isso porque a cada dia que passa os marvetes estão mais exigentes e a própria produtora tem colocado cada vez menos esmero nas suas criações. Dito isso, cheguei para assistir ao longa sem qualquer expectativa de qualidade, o que foi ótimo pois acabei me deparando com algo melhor do que poderia imaginar.</p>
<p>Neste terceiro filme solo do super-herói, Scott Lang (Paul Rudd, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) lida com as mudanças de sua filha, Cassie (Kathryn Newton, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-ben/"><em>O Retorno de Ben</em></a>), que acaba de criar uma ferramenta de comunicação com o reino quântico. O que eles não poderiam imaginar é que os sinais emitidos pelo instrumentos estavam sendo captados, o que os levaria ao reino de fato. A dupla acaba sendo sugada, juntamente com Hope van Dyne (Evangeline Lilly, <em>O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos</em>), Dr. Hank (Michael Douglas, <em>O Método Kominsky</em>) e Janet (Michelle Pfeiffer, <em>Malévola &#8211; Dona do Mal</em>).</p>
<p>Quando chegam ao reino quântico, eles se deparam com muito mais desafios do que poderiam imaginar. Janet escondeu várias informações ao longo de anos, inclusive a sua relação com Kang, O Conquistador (Jonathan Majors, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>), o grande vilão do momento desta nova fase da Marvel. O filme vai fluindo de maneira muito natural, nos apresentando uma equipe, uma crise e um caminho de solução. É algo genérico, claro, mas que funciona muito bem por conta da execução do que é feito. Não há nada de errado em um bom e velho feijão com arroz, contanto que você saiba executar isso de maneira eficiente.</p>
<p>E é isso que acontece aqui em <em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em>. O longa funciona bem como conexão de outros filmes que já estão lançados e outros tantos que ainda vão estrear. O caminho de construção da figura do vilão Kang está sendo bem razoável e o personagem tem toda a imponência necessária para infringir medo e terror nos personagens. Além disso, ele mantém o perfil que foi traçado desde o início e não apela para um lado cômico, que jamais existiria de fato.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16465" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911.jpg" alt="Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com boas cenas de ação e dosando bem a intensidade dos atos, o filme funciona razoavelmente bem. Acredito que o fato de eu não esperar nada dele me ajudou a compreender a sua simplicidade como algo assertivo. É possível que o espectador mais ansioso tenha se decepcionado em alguns pontos. Mas o filme entretém e entrega o necessário para seguirmos para o próximo capítulo. E isso é mais do que suficiente por aqui.</p>
<p>As cenas pós-crédito (são duas) revelam que o caminho de construção do vilão vai levar a um embate épico no final, o que sustenta as teorias de que possivelmente o Homem de Ferro retorne, ainda que como personagem e não na pele de Robert Downey Jr. Algo que definitivamente elevaria essa fase para outro ponto que é, no momento, inalcançável.</p>
<p>A Marvel vem de um período bem complicado em que seus filmes não são mais tão bem recebidos como antes, mas a culpa recai apenas sobre ela mesma. Na ânsia de criar produções em escala, uma atrás da outra, eles têm deixado de lado a qualidade e o cuidado com as criações. É tudo meio feito de última hora, uma sensação de que não dedicaram a energia suficiente para aquilo ser realizado. Algo como um texto entregue sem revisão. E o espectador, por mais fanático que seja, não é burro e percebe tudo isso acontecendo. Essa certeza de que terá público, independente do que seja feito, é que tem sido o lado traiçoeiro da companhia.</p>
<p>Voltando ao ponto de <em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em>, ele funciona direitinho e nos entrega uma boa produção. A frustração se dá quando vemos um chef de cozinha entregando um feijão com arroz simplório e ficamos tentados a pensar como seria uma produção mais audaciosa e dedicada. Ainda assim, vale conferir nos cinemas e seguir nessa saga que está entregando bem menos do que a fase anterior, mas ainda com algum potencial. Tudo depende da própria Marvel!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Peyton Reed</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, Jonathan Majors, Kathryn Newton, Bill Murray, Katy O&#8217;Brian</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6jIz_8tokvg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Thor: Amor e Trovão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 20:28:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Thor: Amor e Trovão chega aos cinemas como um episódio bem independente do universo Marvel, como estamos acostumados. Diferente de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, o cidadão desaviado pode chegar aqui e se entreter normalmente, ainda que a experiência seja muito melhor para quem tem todo o contexto da trama. Essa é uma característica que eu admiro em qualquer filme novo que tem surgido na Marvel, já que a cada dia que passa fica mais impossível alcançar o repertório [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Thor: Amor e Trovão</em></strong> chega aos cinemas como um episódio bem independente do universo Marvel, como estamos acostumados. Diferente de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>, o cidadão desaviado pode chegar aqui e se entreter normalmente, ainda que a experiência seja muito melhor para quem tem todo o contexto da trama. Essa é uma característica que eu admiro em qualquer filme novo que tem surgido na Marvel, já que a cada dia que passa fica mais impossível alcançar o repertório de mais de 20 filmes. Penso que ainda que um universo seja criado (e isso é algo muito bacana), os filmes precisam andar com as próprias pernas para se tornarem mais perpétuos no mundo cinematográfico.</p>
<p>Dito isso, <strong><em>Thor: Amor e Trovão</em></strong> traz o herói Thor depois dos eventos do último filme dos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores</em></a>, acompanhado do grupo de Guardiões das Galáxias, explorando o universo e salvando quem ele consegue. Mal sabe ele que um vilão surge a partir de uma atitude egoísta de um deus que lhe nega a misericórdia divina. Esse antagonista é ninguém menos que Christian Bale (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs Ferrari</em></a>), no papel do temido Gorr, o Carniceiro dos Deuses. Enquanto isso, sua antiga paixão Jane está lutando com um câncer avançado na Terra. Thor atende ao chamado de um deus em perigo e descobre toda a tramoia de Gorr. Com isso, recorre ao Rei Valquíria (Tessa Thompson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-identidade-netflix/"><em>Identidade</em></a>), que está no comando da Nova Asgard.</p>
<p>Como se é esperado da franquia de Thor, a comédia é a régua principal das cenas. Ainda que eu ache que passaram do ponto em alguns momentos, no geral o filme consegue equilibrar bem este formato, deixando espaço para os dramas e romances necessários. Romance esse que precisaria de um pouco mais de aprofundamento entre ele e Jane. Senti falta de mais olho no olho, mais intensidade entre o casal. Talvez um pouco menos de comédia resolvesse essa questão. Ainda assim, existe uma dosagem boa entre os gêneros.</p>
<p>Natalie Portman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vox-lux-o-preco-da-fama/"><em>Vox Lux &#8211; O Preço da Fama</em></a>) está muito bem reassumindo um protagonismo na pele de Jane. Forte e determinada, ela veste bem o lado de Poderosa Thor, deixando Thor surpreso com seu surgimento. Surgimento esse, aliás, que carecia um pouco mais tempo para explicação, já que a narrativa de que o martelo foi salvá-la cai por terra quando descobrimos que ele, na verdade, está sugando seu último centavo de vida. A sua química com Chris Hemsworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mib-homens-de-preto-internacional/"><em>MIB: Homens de Preto – Internacional</em></a>) segue sendo um bom acerto, ainda que a diferença absurda de altura tenha que ter sido minimizada por banquinhos em gravações.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15647" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao.jpg" alt="Thor: Amor e Trovão" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>E do que seria de um filme sem um bom vilão? Aqui Bale entra perfeitamente como o vil Gorr. De fato, as cenas são assustadoras e ele conota todo o medo necessário para aquela circunstância. Sempre em meio às sombras, com características que remetem à escuridão, ele é o próprio pavor em pessoa. A sua transformação no vilão é incrível de se ver, com tamanha dedicação do ator em encarnar cada momento do personagem. É um dos pontos de equilíbrio que falei ali acima sobre humor e outras temáticas.</p>
<p>Esta parte do humor, por sinal, tem várias nuances. Ciúmes de martelos e até cabras berrantes (elas são maravilhosas), todos os detalhes trazem a leveza que já é pertinente ao Thor. Até mesmo o surgimento de novos personagens traz um pouco disso, como é o caso de Zeus de Russel Crowe (<em>Dois Caras Legais</em>). Ele está tão natural quanto poderia assumindo a arrogância e superioridade de Zeus. Esta parte, inclusive, rende cenas bem engraçadas com o físico de Thor pelado.</p>
<p>O roteirista e diretor Taika Waititi (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><em>Jojo Rabbit</em></a>) fez bom uso de seu tempo, elenco e artifícios, criando um longa melhor que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/"><em>Thor: Ragnarok</em></a>, que perdeu a mão em alguns aspectos. Temos humor, drama, romance, intensidade, tudo imerso em uma trilha sonora maravilhosa que já virou uma tradição na Marvel. É gostoso e leve de assistir, tornando-se um entretenimento despretensioso e acertado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Taika Waititi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Hemsworth, Natalie Portman, Christian Bale, Tessa Thompson, Russell Crowe, Jaimie Alexander, Chris Pratt, Dave Bautista, Melissa McCarthy, Matt Damon, Sam Neill</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CTG7omQnS2Q" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Morbius</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2022 19:21:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não se pode dizer que algo nos surpreendeu, quando os indícios estavam por toda parte. Para um filme que mesmo no trailer já revelava que seria uma grande salada de frutas sem sentido, de fato, não posso dizer que Morbius foi uma decepção, já que ele entregou justamente o que prometeu. Mas é que fica a sensação de que não tinha necessidade de ser tão ruim assim, sabe?! A Sony, em associação com a Marvel, surge mais uma vez para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não se pode dizer que algo nos surpreendeu, quando os indícios estavam por toda parte. Para um filme que mesmo no trailer já revelava que seria uma grande salada de frutas sem sentido, de fato, não posso dizer que <em><strong>Morbius</strong> </em>foi uma decepção, já que ele entregou justamente o que prometeu. Mas é que fica a sensação de que não tinha necessidade de ser tão ruim assim, sabe?!</p>
<p>A Sony, em associação com a Marvel, surge mais uma vez para trazer novos elementos e personagens a uma trama que já anda bem complicada e exaurida. Michael Morbius (Jared Leto, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/"><em>Casa Gucci</em></a>) é um jovem que sofre de uma doença sanguínea que o impossibilita de levar uma vida normal, vivendo em clínicas de recuperação. Ele cresce, então, com o foco de ser um grande médico e cientista, que vai descobrir a cura de sua doença e de seu grande amigo, Milo (Matt Smith, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-noite-passada-em-soho/"><em>Noite Passada em Soho</em></a>). Após um Nobel pela criação de um sangue artificial, ele acaba engrenando num projeto duvidoso que mistura DNA de humanos e morcegos, o que poderia levar à sua cura. O tiro sai pela culatra e ele acaba se tornando uma espécie de monstro vampiro.</p>
<p>O lançamento em tela deste novo vilão que vai contracenar com o Homem-Aranha deveria ser um grande momento, ainda mais contando com um ator que possui Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Ledo engano. Este é mais um projeto incompreensível de Jared Leto, que a cada dia que passa se torna mais um Nicolas Cage, que é ótimo artista mas toma decisões bem questionáveis na carreira. Gosto dos dois, mas tem coisas que realmente não tem como defender.</p>
<p>Existe um excesso absurdo de soluções fáceis que meio que duvidam da capacidade intelectual do espectador em compreender mais camadas do que são expostas. Clichês baratos e porcos que nos deixam incrédulos para um filme com tamanho orçamento e o espaço que ocupa por ser da Marvel. O roteiro ainda faz relações desnecessárias com outras tramas, como quando chama Milo de &#8220;alteza&#8221;, nos fazendo lembrar do papel que Matt Smith interpretou de Príncipe Phillipe na série <em>The Crown</em> ou como quando Martine corta o dedo e o sangue faz Morbius ficar agitado, tal qual Bella Swan em <em>A Saga Crepúsculo &#8211; Lua Nova</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15380" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842.jpg" alt="Morbius" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Essa soluções, unidas ao fato de que o roteiro em si perde o contexto (não que ele comece brilhantemente, mas tinha algum potencial ali), fazem com que as 1h45 de duração se tornem muito mais longas para o espectador, que cansa da história. Recentemente assistimos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman/"><em>Batman</em> </a>com suas 3h que nos deixaram entretidos a todo minuto. <em><strong>Morbius</strong> </em>acaba se tornando uma afronta ao nosso tempo escasso e paciência finita.</p>
<p>A medida que a trama evolui, vemos outra decisão simplória de tentar colocar um pseudo vilão para ser antagonista de Morbius, ao invés de simplesmente mostrar o caminho dele até se tornar um assassino inveterado. Milo mudando o comportamento de repente, enquanto um romance aleatório surge em cena, somente para criar motivação para as decisões ruins que o protagonista toma. Diálogos pobres ainda preenchem todos esses momentos.</p>
<p>Mas será que nada salva? Podemos dizer que os efeitos visuais são de qualidade e melhores que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom/"><em>Venom</em></a>, por exemplo. Mas não chegam a ser excelentes ou de chamar a atenção, afinal, para um filme deste estilo, eles não fizeram mais que a obrigação.</p>
<p><em><strong>Morbius</strong> </em>é um filme que prometeu pouco e não entregou nada, fazendo o espectador se questionar até onde vale a necessidade da Marvel de ficar inserindo todos os personagens que funcionam bem nos quadrinhos em tramas de cinema. Curiosa mesmo eu fiquei para entender como será a junção desta história com Homem-Aranha e Venom, porque a gente sempre acha que não dá pra ficar pior. Mas sempre dá.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Daniel Espinosa</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jared Leto , Matt Smith, Adria Arjona, Jared Harris, Al Madrigal, Tyrese Gibson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/S55qvOKW5T0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Homem-Aranha &#8211; Sem Volta para Casa (sem spoilers)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Dec 2021 23:32:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A caminhada de Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês) sempre foi de amadurecimento. A cada aparição, o herói da vizinhança aprendia lições sobre a vida e aperfeiçoava a jornada para se tornar sua melhor versão. No entanto, até o momento, Tom apenas havia dado passos de bebê diante das possibilidades de seu personagem. Mas, a partir de agora, tudo vai mudar. Em seu terceiro filme solo no MCU, o famoso teioso irá engatar em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/">Crítica: Homem-Aranha &#8211; Sem Volta para Casa (sem spoilers)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A caminhada de Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês) sempre foi de amadurecimento. A cada aparição, o herói da vizinhança aprendia lições sobre a vida e aperfeiçoava a jornada para se tornar sua melhor versão. No entanto, até o momento, Tom apenas havia dado passos de bebê diante das possibilidades de seu personagem. Mas, a partir de agora, tudo vai mudar.</p>
<p>Em seu terceiro filme solo no MCU, o famoso teioso irá engatar em sua verdadeira jornada do herói. Ainda que com seu jeitão bobo e juvenil, Peter vai enfrentar dificuldades mais adultas. E aí é que o jogo vira. Amadurecimento é a palavra de ordem de <b><i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i></b>, que estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros. O novo longa-metragem é o momento de transição que o personagem e os fãs precisavam.</p>
<p>Peter Parker (Tom Holland) teve sua identidade revelada. Agora ele terá que lidar com a pressão da exposição, enquanto é acusado de ter matado Mysterio (Jake Gyllenhaal). Sem conseguir separar os dilemas do seu cotidiano juvenil da sua jornada heróica, Peter recorre ao Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) para que o mundo esqueça a verdadeira identidade do querido herói da vizinhança. Na tentativa de fazer o feitiço para ajudar Parker, Stephen Strange acaba se atrapalhando com a mágica. Esse erro libera conhecidos vilões de outros universos, fazendo com que Peter tenha que enfrentar espécies de fantasmas do multiverso.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-14921 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-750x337.jpg" alt="" width="750" height="337" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-750x337.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-610x274.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-770x346.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv.jpg 1210w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na busca por se provar capaz para o mundo, Tom Holland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><i>O Diabo de Cada Dia</i></a>, de 2020, e <i>Cherry &#8211; Inocência Perdida</i>, de 2021) encanta o público com um desempenho admirável. Até o momento, este foi o filme que melhor proporcionou momentos poderosos para o jovem e promissor ator. A narrativa, evidentemente, é construída para que o espectador se veja completamente apaixonado pela evolução do personagem durante os 148 minutos de duração.</p>
<p>Para além do Holland, a composição do elenco é certeira. A longa duração de <i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i> permitiu que os atores e atrizes envolvidos desde os primeiros filmes pudessem ser ainda mais explorados aqui. Desta vez, para além do trio principal, até mesmo Marisa Tomei (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-de-volta-ao-lar/"><em>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-frankie/"><i>Frankie</i></a>, de 2019) e Jon Favreau (<i>Chef</i>, de 2014, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/"><i>Homem-Aranha: Longe de Casa</i></a>, de 2019) tiveram mais oportunidades cênicas de mostrar a sua qualidade artística.</p>
<p>Outro ponto de destaque é a volta dos vilões. A estrutura de seu retorno e a dinâmica deles com o Tom guiam a história para outro lugar. Ver a interação entre eles é, além de nostálgico, potente. Ver Doutor Octopus, de Alfred Molina (<i>Correndo Contra o Tempo</i>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bela-vinganca/"><i>Bela Vingança</i></a>, de 2020), e o Duende Verde, de Willem Dafoe (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><i>Aquaman</i></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><i>O Farol</i></a>, de 2019), contracenando é algo poderoso e que jamais o público teve a oportunidade de ver.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-14922 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-750x313.jpg" alt="" width="750" height="313" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-750x313.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-610x254.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-770x321.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda sobre as dinâmicas do elenco, outra escolha certeira é o protagonismo de Doutor Estranho. A participação de Benedict Cumberbatch (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><i>1917</i></a>, de 2019, e <i>Ataque dos Cães</i>, de 2021) é mais curta do que se imagina, mas isso não torna a sua existência menos importante. Da mesma forma, Strange não tira a atenção do público do foco de <i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i>, que é a jornada do herói de Parker. Assim, uma das preocupações para o enredo do longa deixa de existir e uma das teorias exageradas dos fãs também some.</p>
<p>É essa trajetória que serve de fio condutor para a trama. Do primeiro ao último minuto, é possível vislumbrar um desenvolvimento de personagem jamais visto no Homem-Aranha &#8211; talvez, jamais visto em outro filme solo de super heróis. E, atrelado a isso, o roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers (os quais também escreveram as sequências anteriores) conecta a jornada de autoconhecimento e crescimento de Peter ao futuro misterioso do multiverso do MCU.</p>
<p>Ao final da sessão, todas as expectativas estarão alcançadas. As dúvidas sobre o que era real ou teria também serão sanadas. O que fica é a nostalgia e a sensação de dever cumprido. E a melhor parte para os fãs: saber que ainda veem mais três filmes com a participação do promissor Tom Holland. E com a conclusão desse novo capítulo, Peter Parker enfrentará a vida como ela é, mostrando que o Miranha do MCU é mais do que somente um garoto que teve tudo nas mãos. Mostrando que ele é o herói que todos sempre desejaram ver nas telonas. Mostrando que ele é completo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jon Watts</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch, Jacob Batalon, Alfred Molina, Willem Dafoe, Jamie Foxx, Marisa Tomei e Jon Favreau</p>
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		<title>Especial: Eternos – Pontos Altos e Baixos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Nov 2021 20:43:47 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Chloé Zhao]]></category>
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		<category><![CDATA[Os Eternos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está em cartaz nos cinemas a nova produção do Universo Cinematográfico Marvel: Eternos. Dirigido por Chloé Zhao – vencedora do Oscar de melhor direção, por Nomadland –, o filme conta a história de um grupo de heróis de outra raça, que habita o planeta Terra por diversos séculos, a partir de uma missão específica. Os Eternos, nome do clã destes super poderosos, precisam eliminar os Deviantes, uma espécie que ataca e devora os humanos. Bom, pelo menos, este é o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Está em cartaz nos cinemas a nova produção do Universo Cinematográfico Marvel: <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><strong><em>Eternos</em></strong></a>. Dirigido por Chloé Zhao – vencedora do Oscar de melhor direção, por <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nomadland/"><em>Nomadland</em> </a>–, o filme conta a história de um grupo de heróis de outra raça, que habita o planeta Terra por diversos séculos, a partir de uma missão específica. Os Eternos, nome do clã destes super poderosos, precisam eliminar os Deviantes, uma espécie que ataca e devora os humanos. Bom, pelo menos, este é o plot inicial.</p>
<p>Entre tentar introduzir todos os elementos deste novo universo ficcional, com diversos nomes novos, background longos das personagens e suas relações, a grande questão do longa-metragem é o tempo que ele demora para engatar a sua história. Ao mesmo tempo, ao passo em que a narrativa começa a caminhar e cessa a apresentação extensa, realizada até quase todo o segundo ato, a conexão com a obra se inicia e o espectador pode se pegar vibrando em sua poltrona.</p>
<p>Pensando nisso, o<strong> Coisa de Cinéfilo</strong> reuniu os pontos altos e baixos de <em><strong>Eternos</strong></em>, com o objetivo de trazer uma breve ponderação do que há de melhor e mais dispensável nele. Antes de mais nada, é preciso salientar que, mesmo com fragilidades, este não é um produto ruim. O que acontece aqui é que existe uma vontade tão intensa de mostrar toda a jornada destas heroínas e heróis, que alguns deles ficam subaproveitados e sem camadas. Vê-se apenas a ponto do iceberg de cada situação. Mas, seus deslizes não diminuem seus acertos, como será explicado a seguir. <strong>Confira! </strong></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14734" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1.jpg" alt="eternos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong>PONTOS ALTOS</strong></p>
<ol>
<li><strong>Progressão</strong>: Ainda que tome um tempo considerável, e também desnecessário, para apresentar o passado dos Eternos, em suas tantas épocas habitando a Terra, há um crescimento contínuo da narrativa. Através de um estabelecimento de empatia com as personagens, uma expansão cuidadosa dos perigos que passam e como as decisões são cada vez mais complexas para elas, a trama consegue causar suspensão e deixar que as cenas de ação se tornem cada vez mais emocionantes. Se no início da projeção não existe um espaço ainda construído para que as batalhas causem este efeito, as viradas dentro do enredo são aproveitadas para elevar as potencialidades das sequências de ação e dos envolvimentos afetivos. Seja a partir do momento que Thena (Angelina Jolie) passa a desenvolver uma doença, que muda seu comportamento ou com a descoberta das verdadeiras intenções de Ikarus (Richard Madden), os roteiristas Chloé Zhao, Patrick Burleigh (<em>Pedro Coelho 2: O Fugitivo</em>) e Ryan Firpo (Tem Years) sabem aproveitar as reviravoltas para aumentar a intensidade das emoções colocadas na tela. Paulatinamente, há mais o que ser perdido ou a ser salvo.</li>
<li><strong>Direção</strong>: Há uma reclamação dentro de uma esfera específica de cinéfilos sobre certa dificuldade em se acompanhar longas-metragens deste tipo. Com explosões intensas e lutas velozes, existe um público que acaba não conseguindo criar uma ligação com as histórias trazidas em <em>blockbusters</em>, causando até um tédio pela ausência de equilíbrio rítmico. Neste sentido,<strong><em> Eternos</em> </strong>possui um grande louvor. Através de sua decupagem, é possível acompanhar as batalhas com uma proximidade pouco vista. Ainda que com cortes rápidos, existe tempo de tela para que as emoções dos heróis sejam fruídas. Os olhares e gestos das personagens e as relações que elas estabelecem umas com as outras são notadas, pois os enquadramentos privilegiam os sentimentos daquelas figuras e o quanto duram os planos fomentam ainda mais este elemento. O relacionamento de Thena e Gilgamesh (Ma Dong-seok), por exemplo, é amplamente beneficiado por estes instantes de ação, nos quais detalhes são revelados. O jeito como ele segura na mão dela, enquanto eles lutam ou como se olham quando derrotam um Deviante, faz com que, em poucos segundos, o afeto que existe entre eles seja capturado.</li>
<li><strong>Diversidade</strong>: Se há algo marcante em <strong>Eternos</strong> é a diversidade presente nele, principalmente, dentro da narrativa. O grupo de heróis é liderado por Ajak (Salma Hayek), uma mulher latina, de mais de 50 anos. Além disto, dentro dos 8 integrantes dos Eternos há, ainda, Sersi (Gemma Chan), a líder que sucede Ajak é mulher e oriental; Makkari (Lauren Ridloff), mulher, negra e surda; Phastos (Brian Tyree), um homem negro, casado com um muçulmano; Kingo (Kumail Nanjiani) indiano; Gilgamesh, que é coreano e Thena; mulher que revela ser uma das mais fortes de todos os Eternos. Obviamente, as origens citadas são dos intérpretes, pois na história eles vêm da criação de Arishem (David Kaye). Esta listagem não tem a intenção de ser arbitrária. Representatividade não apenas sobre colocar uma personagem distante que se encaixe em algum grupo identitário. O que existe aqui é uma tentativa notável de abrir um espaço concreto para o desenvolvimento da trama de cada uma destas figuras. Isto é algo bastante considerável, visto que Hollywood – assim como a sociedade no geral – é uma indústria extremamente racista, misógina, xenofóbica, homofóbica e que apresentou um sistema totalmente excludente por tantos anos. Entre 1930 e 1968, ficou vigente, nos Estados Unidos, o Código Hays, regras morais que censuravam as produções hollywoodianas, que barrou e atrasou discursos progressistas e diversos dentro do cinema estadunidense. Em um mundo no qual as produções são cheias de Queerbaiting, Whitewashing e representações falhas, <strong><em>Eternos</em> </strong>dá um passo, aparentemente, forte para algum avanço neste sentido. Ainda há bastante a ser feito e nem todas estas personagens da narrativa são bem exploradas. No entanto, ao se pensar que este é um produto do UCM com a Disney, que será visto por uma quantidade extensa de pessoas, é preciso se comemorar.</li>
</ol>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14736" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3.jpg" alt="eternos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PONTOS BAIXOS</strong></p>
<ol>
<li><strong>Demora pra engatar:</strong> No início de obras audiovisuais, pode ser costumeiro que se leve um tempo para a apresentação dos ambientes e das épocas nas quais elas se passam, das personagens e de suas relações também. Contudo, o que acontece aqui é uma demora intensa na introdução deste universo ficcional para o espectador. Em idas e vindas espaciais e temporais, torna-se cansativo acompanhar a produção, que parece estar sempre começando, repetidamente. Truncada até sua metade, o cerne da questão é que parece que a equipe sentiu uma necessidade de ambientar excessivamente o público e resta pouco espaço para um aprofundamento de tudo aquilo que está sendo colocado em cena. Dentro das diversas batalhas, conflitos e soluções postos, como conhecer, de fato, os sentimentos e intenções de cada um? São 8 heróis , múltiplas subtramas e inúmeras localizações. Talvez, ainda que todos estes elementos fizessem parte do filme, se as entradas e saídas cronológicas e de locais fossem mais naturalizadas e postas menos grandiosamente, outros fatores poderiam ser explorados.</li>
<li><strong>Falta de aproveitamento das personagens:</strong> Ainda pensando sobre o tempo gasto para enaltecer cada locação e época, <em><strong>Eternos</strong> </em>acaba por perder a chance de trazer para quem assiste mais espaço para o desenvolvimento das personagens. Dentro deste contexto, o potencial de Makkari é totalmente dispensado, por exemplo, sem que haja uma premissa forte para ela, deixando-a como uma coadjuvante com pouco tempo para ter seus sentimentos e motivações investigados. Já Thena tem seu <em>plot</em> convocado, mas, ao mesmo tempo, ela acaba por ficar plana. Quando ela está em cena, sabe-se em uma medida maior sobre suas ações, porém Thena é um tanto anulada, diante da trama principal. Neste caminho duvidoso, entre trabalhar e não trabalhar os seus conflitos, tudo soa repentino em sua jornada.</li>
</ol>
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		<title>Crítica: Eternos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Nov 2021 23:07:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, 4 de novembro, o super aguardado longa Eternos, que marca a nova fase da Marvel. Introduzindo novos super-heróis, este filme acontece após os eventos de Vingadores: Ultimato, quando o estalo de Thanos foi revertido. Com direção da queridinha do momento Chloé Zhao (Nomadland), este primeiro episódio de uma nova trajetória corresponde a boa parte das expectativas do público. Os Eternos fazem parte de uma raça de super-humanos criados pelos seres Celestiais e que possuem diversos poderes. Eles [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, 4 de novembro, o super aguardado longa <em><strong>Eternos</strong></em>, que marca a nova fase da Marvel. Introduzindo novos super-heróis, este filme acontece após os eventos de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>, quando o estalo de Thanos foi revertido. Com direção da queridinha do momento Chloé Zhao (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nomadland/"><em>Nomadland</em></a>), este primeiro episódio de uma nova trajetória corresponde a boa parte das expectativas do público.</p>
<p>Os Eternos fazem parte de uma raça de super-humanos criados pelos seres Celestiais e que possuem diversos poderes. Eles habitam a Terra há milhares de anos e estão aqui para nos defender dos Deviantes, inimigos mortais dos Eternos e que colocam a nossa espécie em risco.</p>
<p>Anos após controlarem a situação, os Eternos – grupo principal composto por 10 heróis – vivem em meio à sociedade comum, sempre atentos à possibilidade de precisarem se reunir novamente para enfrentar os deviantes. Isso acontece justamente em Londres, quando um deles surge próximo à Sersi (Gemma Chan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capita-marvel/"><em>Capitã Marvel</em></a>). Ela então o enfrenta e vai em busca dos seus parceiros de outrora, a fim de tentar resolver o problema antes que ele fique ainda pior.</p>
<p>A introdução de um novo universo de super-heróis exige que o primeiro filme seja mais voltado a apresentar os personagens, mesmo que o arco narrativo traga problemas a serem resolvidos. Chloé consegue fazer isso de maneira muito equilibrada, permitindo que o espectador crie empatia com a relação dos heróis, ao mesmo tempo em que uma motivação é dada para que eles entrem em confronto.</p>
<p>O estilo um pouco menos explosivo da diretora é bem-vindo, especialmente por se tratar de uma nova fase da Marvel. Ela consegue inserir humor, drama e ação em doses pontuadas, sem deixar de lado a energia de super-herói que paira constantemente em todas as cenas. É claro que isso pode conferir um ritmo mais lento, especialmente no começo, quando a problemática ainda está sendo criada.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14710" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232.png" alt="Eternos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que Zhao tenha o cuidado de apresentar todos os personagens, falha ao não aprofundar suas personalidades e motivações. Senti falta de mais tempo com Makkari (Lauren Ridloff, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/video-critica-o-som-do-silencio-2020/"><em>O Som do Silêncio</em></a>), por exemplo, que é muito interessante e pouco explorada. Isso soa um pouco contraditório para um filme de 2h40 de duração, mas é que o roteiro opta por focar na linha do tempo dos acontecimentos, num vai e vem constante e um tanto cansativo.</p>
<p>Em termos de proximidade com o universo anterior da Marvel e seus Vingadores, <em><strong>Eternos </strong></em>faz uma boa conexão mas consegue caminhar sozinho, o que é muito importante. Os eventos são pontuados, mas não são utilizados como âncora para as tramas que são criadas aqui. Desta forma, o espectador cria vínculos mais fortes com estes novos personagens, numa empatia que nos faz torcer rapidamente por eles.</p>
<p>Personagens estes que são sabiamente interpretados por um elenco de peso e cuidadosamente escolhido. Além da qualidade técnica, temos o cuidado da representatividade em colocar latinos, negros, asiáticos, surdos, em papéis de relevância. Só lamentamos não ter tanto tempo de tela com eles, já que são muitos personagens introduzidos de vez.</p>
<p><em><strong>Eternos </strong></em>foge do padrão Marvel de criação de filmes, trazendo um roteiro mais complexo, intenso e diferenciado. Talvez por isso as opiniões estejam tão divididas entre críticos e fãs. O filme é muito visual e apresenta uma fotografia impressionante, marca de Zhao e que acrescenta muito à trama. Por outro lado, aquela fórmula que estamos acostumados é deixada de lado e isso certamente vai causar estranheza.</p>
<p>Qualquer que seja a opinião final do espectador, é inegável que <em><strong>Eternos </strong></em>é um longa épico e artístico que dá margem para muitas promessas e coisas bacanas que virão à seguir. Um ótimo resultado para uma expectativa tão grande.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chloé Zhao</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gemma Chan, Richard Madden, Salma Hayek, Angelina Jolie, Barry Keoghan, Kumail Nanjiani, Brian Tyree Henry, Dong-seok Ma, Lauren Ridloff, Harry Stiles, Kit Harington, Lia McHugh</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lRrSFvZUgGw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: Universo Estendido DC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Apr 2021 18:26:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A caminhada do Universo Estendido DC (DCEU) não foi fácil. O novo projeto do estúdio luta para se provar digno da atenção do público e crítica desde seu início com o lançamento de O Homem de Aço (2013). O estúdio precisou (e ainda precisa) enfrentar grandes obstáculos. O curioso é que eles foram criados antes mesmo de seu surgimento. Logo no início dos anos 2000, as adaptações de histórias em quadrinhos explodiram. A DC logo começou a investir em live [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A caminhada do Universo Estendido DC (DCEU) não foi fácil. O novo projeto do estúdio luta para se provar digno da atenção do público e crítica desde seu início com o lançamento de <i>O Homem de Aço</i> (2013). O estúdio precisou (e ainda precisa) enfrentar grandes obstáculos. O curioso é que eles foram criados antes mesmo de seu surgimento.</p>
<p>Logo no início dos anos 2000, as adaptações de histórias em quadrinhos explodiram. A DC logo começou a investir em<em> live actions</em> de suas hqs mais conhecidas. O estúdio também passou a desenvolver ainda mais animações. O problema é que nem todas as adaptações tiveram uma resposta tão positiva.</p>
<h5><b>CAMINHADA DAS ADAPTAÇÕES</b></h5>
<p>Depois de 7 anos do lançamento de <i>Batman &amp; Robin</i> &#8211; o qual é altamente desaprovado pela crítica &#8211; chega aos cinemas o filme solo da <i>Mulher Gato</i> (2004). Estrelado pela extraordinária Halle Berry (<i>X-Men: Dias de um Futuro Esquecido</i>, de 2014, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/"><i>John Wick 3: Parabellum</i></a>, de 2019), o longa-metragem foi um fracasso que passou a assombrar a memória dos fãs. O projeto passou a ser um exemplo escrachado do que não se fazer numa obra audiovisual.</p>
<p>Apesar dessa derrota, os <em>live actions</em> continuaram a surgir. Estrelando Keanu Reeves (<i>Matrix</i>, de 1999, e <i>Bill &amp; Ted: Encare a Música</i>, de 2020) como o famoso demonologista Constantine, a adaptação dos quadrinhos Hellblazer foi o projeto seguinte. O longa de mesmo nome foi bem recebido pelo público e gerou uma bilheteria duas vezes maior que seu orçamento. A história de horror, apesar do sucesso, nunca se propôs a ter um desenvolvimento para além do primeiro projeto.</p>
<p>E aí veio o maior ouro da DC antes do Universo Estendido. No mesmo ano, a Warner Bros. iniciou o projeto do Christopher Nolan que viria a ser uma trilogia sobre o Cavaleiro das Trevas de Gotham City. <i>Batman Begins</i> (2005) foi a primeira mega produção da DC/Warner a alcançar aclamação entre crítica e público. A partir deste momento, as adaptações passaram a serem vistas com olhos mais atenciosos para suas futuras obras.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-13956 size-full" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/batman-1.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/batman-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/batman-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/batman-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/batman-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em seguida, em 2006, <i>Superman, o Retorno</i> procurou trazer o maior defensor do universo para as telonas. O filme, apesar de ter um resultado positivo, não alcançou a bilheteria esperada. Esse desempenho financeiro decepcionou a Warner, que acabou abandonando a sequência que estava planejada. Depois disso, projetos sobre o Homem de Aço ficaram sendo postergados até o surgimento do DCEU.</p>
<p>Após a história sobre o kryptoniano, restavam 5 longas antes do desenvolvimento do Universo Estendido. Primeiro veio a segunda parte da trilogia do Nolan,  momento este que representou o ápice das adaptações. O longa foi tão bem recebido que ainda garantiu um Oscar póstumo para Heath Ledger (<i>10 Coisas que Eu Odeio em Você</i>, de 1999, e <i>O Segredo de Brokeback Mountain</i>, de 2005) em sua performance deslumbrante do Coringa. Após o lançamento de <i>O Cavaleiro das Trevas</i> (2008), os problemas voltaram à tona.</p>
<p>Fosse pela crítica ou pelo público, os projetos seguintes não vingaram. <i>Watchmen</i> (2009) traz um olhar para outro universo dentro dos quadrinhos da DC. Com uma perspectiva um tanto pretensiosa, Zack Snyder estreou à frente de uma produção que tinha tudo para vingar, mas não deu certo. Mesmo dividindo a crítica na época, o longa saiu como um delírio visual do diretor que não conseguia captar a atenção daqueles que desconheciam as hqs. E isso, evidentemente, refletiu na bilheteria.</p>
<p>Nos anos seguintes, estrearam dois filmes que, ao lado de <i>Mulher-Gato</i>, representam o que há de mais tosco e bizarro nas adaptações da DC. Em 2010, o público conheceu <i>Jonah Hex</i>. Interpretado por Josh Brolin (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sicario-dia-do-soldado/"><i>Sicário: Dia do Soldado</i></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><i>Vingadores: Ultimato</i></a>, de 2019), o personagem que dá nome à história traz uma narrativa de vingança num cenário faroeste. Para resumir o resultado da recepção do projeto, ele levou o título de pior filme do ano pelo <em>Houston Film Critics Society</em>.</p>
<p>E depois desse fracasso, a Warner conseguiu o feito de apresentar mais um. Desta vez, ainda mais doloroso financeiramente. <i>Lanterna Verde</i> (2011) foi uma tentativa de introduzir um dos mais conhecidos personagens da Liga da Justiça. Escolhas equivocadas, um roteiro confuso e um CGI estranhíssimo fizeram do projeto um pesadelo. Ryan Reynolds deu vida ao Hal Jordan e, a decepção foi tamanha com o resultado da produção, que o ator demorou 10 anos para assistir ao filme. Ele publicou em suas redes sociais que decidiu entrar na onda da DC, após a estreia do <i><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/">Snyder Cut</a>,</i> e resolveu assistir o longa.</p>
<p>O último título a ser lançado antes da Warner caminhar para seu Universo Estendido foi o terceiro capítulo da trilogia de Nolan. O público chegou aos cinemas com altas expectativas para finalmente assistir um bom filme de super-herói. Infelizmente, para aquelas pessoas que esperavam outra obra-prima, a decepção foi imediata.</p>
<p>Em <i>O Cavaleiro das Trevas Ressurge</i> (2012), Nolan continua a acertar com a sua fórmula pronta para criar bons resultados, mas o filme falta alma. Não existe mais o brilho do seu antecessor e nem as possibilidades instigantes da primeira história. Diante do fim, o que o público recebeu foi um produto que não tem falhas narrativas ou de produção, mas que pode ser facilmente esquecido.</p>
<h5><b>O UNIVERSO ESTENDIDO</b></h5>
<p>No entanto, os fãs dos quadrinhos tiveram pouco tempo para se lamentar pelo fraco encerramento da trilogia do Batman. Em junho de 2013, <i>O Homem de Aço</i> chegou aos cinemas. O novo trabalho de Zack Snyder para a DC inaugurou a narrativa do Universo Estendido. Mas a performance do longa-metragem não deu o melhor início possível para o DCEU.</p>
<p>Apesar de ser um projeto correto e bem elaborado, falta a magia de se assistir um filme deste grande super herói. Falta o arrepio de vislumbrar o primeiro herói das histórias em quadrinhos na telona. E isso foi sentido pela crítica e pelos fãs. Seguindo este começo pouco memorável, os lançamentos de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/o-pior-e-o-melhor-de-batman-vs-superman/"><i>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</i></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><i>Esquadrão Suicida</i></a>, ambos em 2016,  não colaboraram muito para vender o DCEU ao público.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13953" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1368094.jpg" alt="Universo Estendido DC" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1368094.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1368094-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1368094-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1368094-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O confronto entre o Homem-Morcego e o Super Homem foi apresentado ao espectador de uma forma difícil. <i>Batman vs Superman</i> não é um resultado ruim. No entanto, a sua construção extrapola as possibilidades que o filme podia abarcar. Reassistindo a obra, fui capaz de perceber os seus méritos, mas isso só foi possível depois do susto inicial. Snyder descarrega muito conteúdo narrativo e <i>easter eggs</i> para o público a ponto da história ficar confusa e incômoda.</p>
<p>Para a tristeza da Warner, o filme seguinte teve um resultado ainda pior. <i>Esquadrão Suicida</i> é um colcha de retalhos de cores, loucuras e falhas. Talvez este tenha sido um dos projetos mais decepcionantes do DCEU. A adaptação da hq sobre o grupo de vilões foi apresentada como uma grande promessa, mas o que chegou para o espectador foi um resultado grotesco.</p>
<p>A narrativa é desconexa, os personagens são mal aproveitados e o cerne do problema que move a história é fraco demais &#8211; sem falar na vilã da Cara Delevingne que é pavorosa. Essa performance decepcionante é resultado das inúmeras refilmagens que o longa passou. A única vitória dessa produção foi a sua bilheteria que, apesar da má qualidade do filme, conseguiu arrecadar quatro vezes mais que seu orçamento.</p>
<p>Para os fãs mais desacreditados, eis que, em 2017, surge a história da famosa amazona. O lançamento de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><i>Mulher-Maravilha</i></a> foi o primeiro sucesso unânime do Universo Estendido. Gal Gadot conquistou o coração do público com a sua performance solo logo nos primeiros minutos como Diana Prince. Através da visão de Patty Jenkins, a DC entregou uma obra completa e de qualidade que conseguiu agradar gregos e troianos.</p>
<p>Após a apresentação dos três principais personagens da DC, o estúdio trouxe o primeiro momento da famosa Liga da Justiça. E aqui reside um dos resultados mais problemáticos da DC/Warner. A produção teve troca de diretores, refilmagens e muitas polêmicas envolvidas. Por conta desse cenário caótico, o resultado deixa muito a desejar. Na verdade, quando analisado de perto, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><i>Liga da Justiça</i></a> (2017) é uma cópia mal feita e incoerente de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-era-de-ultron/"><i>Vingadores: Era de Ultron</i></a> (2015) &#8211; que, por si só, já é falho o suficiente.</p>
<p>Os quatro filmes que sucederam o crossover dos heróis foram bem recebidos pelos fãs e, de forma geral, bem aceitos pela crítica. O primeiro foi a jornada solo do rei dos oceanos, Arthur Curry. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><i>Aquaman</i> </a>(2018) acumulou uma arrecadação absurda, seis vezes maior que seu orçamento &#8211; quase 1.15 bilhões de dólares, se tornando a maior arrecadação da DC. E, apesar de ter recebido críticas que afirmavam uma atenção excessiva no visual em detrimento da narrativa, o longa cumpre muito bem a sua função.</p>
<p>Em 2019, chegava aos cinemas <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><i>Shazam!</i></a>, uma das aventuras mais brilhantes do estúdio. O longa-metragem é uma adaptação primorosa da hq inicial do herói, além de ter um timing cômico perfeito. Apesar de não ser um dos mais conhecidos da Liga, o filme foi bem aceito pelo público e crítica. Talvez a melhor produção depois do longa estrelado por Gal Gadot.</p>
<p>Em 2020, o espectador teve duas estreias do estúdio. A primeira foi <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aves-de-rapina-arlequina-e-sua-emancipacao-fantabulosa/"><i>Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa</i></a>. Um primeiro ponto positivo para a produção é que ela consegue superar as memórias tenebrosas da aparição anterior da Arlequina. O projeto, apesar de cometer alguns deslizes, consegue também cumprir seu papel dentro do universo, da mesma forma que é capaz de contar a história das Aves de Rapina e entreter o público.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13955" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Mulher-Maravilha-1984-Com-Spoilers.jpg" alt="Universo Estendido DC" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Mulher-Maravilha-1984-Com-Spoilers.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Mulher-Maravilha-1984-Com-Spoilers-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Mulher-Maravilha-1984-Com-Spoilers-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Mulher-Maravilha-1984-Com-Spoilers-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A seguida estreia foi <i>Mulher-Maravilha 1984</i>. Esta penou para ser lançada por conta da pandemia do coronavírus. A sequência só chegou aos cinemas e ao HBO Max no dia 25 de dezembro. Desta vez, a resposta dos espectadores foi um tanto diferente. De forma geral, a crítica aprovou o filme &#8211; mesmo com seus pequenos deslizes -, mas os fãs não se mostraram muito satisfeitos. Os maiores comentários negativos rondam o vilão interpretado por Pedro Pascal (<i>Game of Thrones</i>, em 2014,  e <i>The Mandalorian</i>, de 2019 até o presente) e a potência da narrativa. Em comparação com o primeiro filme solo da heroína, sua sequência fica um pouco atrás em qualidade, mas nada que atrapalhe a experiência.</p>
<h5><b>SNYDER CUT, O DIVISOR DE ÁGUAS</b></h5>
<p>Após a segunda narrativa sobre a deusa amazona, o público pôde finalmente assistir ao tão esperado <i>Snyder Cut</i>. Após uma intensa campanha virtual, os fãs conseguiram convencer a Warner a dar o sinal verde para que Zack Snyder voltasse para concluir seu projeto inicial sobre a Liga da Justiça. E, duas semanas após seu lançamento na plataforma HBO Max, é possível perceber que o estúdio fez a escolha certa.</p>
<p>O longa-metragem está sendo um dos assuntos mais comentados nas redes sociais desde que foi lançado. Aqui no Brasil, os colecionadores de mídia física já fizeram campanha e conseguiram tornar real um futuro lançamento em <i>Blu-Ray Disc</i> do <i>Snyder Cut</i>. Mas o que fez o longa gerar tamanha comoção? O fator principal foi a curiosidade. A possibilidade de vislumbrar uma história pensada por Zack Snyder, o qual, apesar de suas excentricidades, se mostrou visionário ao apostar numa perspectiva correta para o DCEU desde o início.</p>
<p>Atrelado a isso, o maior guia foi o desejo dos fãs de finalmente assistir um filme que honrasse o encontro da Liga da Justiça. E o que seria melhor para esta narrativa do que a presença do maior vilão da DC Comics? Saber que Darkseid estaria por trás de todo o caos que os heróis enfrentam, é algo indescritível para quem acompanha as hqs ou desenhos há anos.</p>
<p>Então, a materialização da versão de Snyder da <i>Liga da Justiça</i> já anunciava um possível sucesso. No entanto, o público, que andava muito calejado pelas falhas e fracassos do estúdio, precisou aguardar para ver se o sonho seria realizado ou se viveriam outro pesadelo. Para a felicidade dos fãs, o <i>Snyder Cut</i> é uma obra muito boa. O diretor conseguiu ajeitar as pontas soltas que ele mesmo deixou em <i>Batman vs Superman</i> e mostrou ainda mais.</p>
<h5><b>FUTURO PÓS SNYDER CUT</b></h5>
<p>Na verdade, a versão de Snyder é um prenúncio para um futuro maior que ele havia planejado para o DCEU. O problema é que talvez essa visão não seja mais explorada. Por ter sido um projeto resgatado e pela parceria Snyder/DC Films estar, em teoria, suspensa, os fãs ficam com a dúvida sobre o que acontecerá daqui para frente.</p>
<p>Como já se imaginava, uma campanha nas redes sociais para que o SnyderVerse seja restaurado já começou. A tag “RestoreTheSnyderVerse” já foi usada até por um dos atores do universo. Ator esse cujo papel tem um futuro incerto. Joe Manganiello postou recentemente em seu Instagram uma foto dele caracterizado como Exterminador em sua versão do futuro, mostrada no epílogo do <i>Snyder Cut</i>.</p>
<p>Apesar do clamor dos fãs pela volta de Snyder e da boa recepção do novo <i>Liga da Justiça</i>, nada está certo. Pelo contrário. A presidente e CEO da Warner Bros, Ann Sarnoff, afirmou que não existem planos para trazer Zack de volta ao DCEU. Logo, o que se sabe no momento são os projetos anunciados e encaminhados. O futuro certo da DC/Warner está nas mãos do Flash, Shazam, Aquaman e, por incrível que pareça, do Esquadrão Suicida.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13954" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1353219.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Universo Estendido DC" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1353219.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1353219.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1353219.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1353219.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os próximos projetos são <em>O Esquadrão Suicida</em> (2021), de James Gunn, <em>Adão Negro</em> (2022), o filme solo do <em>Flash</em> (2022), a sequência do rei dos oceanos, <em>Aquaman 2</em> (2022), e <em>Shazam! Fury of the Gods</em> (2023). Todos já com datas marcadas, mas poucas informações sobre suas histórias.</p>
<p>Até mesmo o longa de James Gunn ainda guarda seus segredos, apesar da proximidade da estreia. O projeto pretende ser uma sequência da história anterior do grupo de vilões. A aparente diferença é que agora o estúdio parece saber o que está acontecendo. Além do mais, o fato da produção não ter nenhuma polêmica ou problemática envolvida já é uma vitória.</p>
<p>Depois do trabalho de Gunn, o filme que mais se fala sobre &#8211; e, consequentemente, se teoriza &#8211; é <em>The Flash</em>. As apostas estão numa adaptação do quadrinho Flashpoint, onde o herói resolve voltar no tempo para salvar sua mãe e acaba criando uma realidade alternativa onde as amazonas estão em guerra com os atlantes. O público poderá vislumbrar as possibilidades do multiverso em breve caso esta seja a narrativa a ser lançada.</p>
<p>Além desses projetos, o futuro das adaptações da DC também guardam possibilidades para além do Universo Estendido. O mais novo longa-metragem do Homem-Morcego também será lançado em 2022. De acordo com declarações da Warner, a aventura do Cavaleiro das Trevas não faz parte do DCEU. Outro projeto que não faz parte do Universo Estendido é <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/"><i>Coringa</i> </a>(2019), de Todd Phillips.</p>
<p>Essas produções desconectadas se mantêm como uma realidade e, por ora, podem continuar presentes no futuro das adaptações dos quadrinhos. Seja dentro ou fora do DCEU, o que os fãs querem são bons resultados. Filmes que mexam com suas memórias e empolguem seus corações. E enquanto a DC/Warner se mantiver atenta e cuidadosa em suas decisões, os projetos têm tudo para dar certo e prometem bons frutos.</p>
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