A Princesa e a Plebeia - Nova Aventura

Crítica: A Princesa e a Plebeia – Nova Aventura

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Há dois anos, o público conheceu a história de duas meninas idênticas fisicamente, Lady Margaret e Stacey, que trocam de lugar por dois dias. Em 2020, a dupla volta a se encontrar, pois o pai de Margaret falece. A partir deste fato, ela precisa iniciar os preparativos para ser coroada rainha. Ao mesmo tempo, Stacey decide reaproximar seu amigo, Kevin (Nick Sagar), da sua sósia. Assim, esta é a premissa de A Princesa e a Plebeia – Nova Aventura, produzido pela Netflix e dirigido por Mike Rohl (Verão dos Sonhos).

Não há muito o que se dizer sobre produções como esta. Ela é, minimamente, o que se espera: uma comédia romântica natalina, com todos os seus clichês e o desfecho óbvio. Assim, pensando no que ela procura ser, existem alguns pontos que podem ser considerados aqui. A primeira questão é a confusão de plots. Além do conflito entre Margaret e Kevin, há uma tentativa de causar surpresa e mais peripécias para trama inserindo uma nova personagem que se parece com as protagonistas. Fiona (Vanessa Hudgens, Bad Boys Para Sempre) é a prima fútil e grosseira de Margaret.

Ao invés de investir e desenvolver as personagens que já existem e trabalhar no próprio nó central do longa, os roteiristas Megan Metzger (Pinguim: O Musical) e Robin Bernheim (Casamento Real) se embolam com a inserção de Fiona no enredo. O ritmo não consegue se estabelecer, porque ocorrem quebras na dinâmica do prosseguimento das duas narrativas criadas. Além disso, Stacey fica jogada de lado. Desta maneira, ela se torna bastante plana, aparecendo apenas como uma figura de suporte para Margaret. O seu problema é fraco e suas motivações quase não justificam uma troca outra vez.

A Princesa e a Plebeia - Nova Aventura

Neste contexto, Hudgens consegue até segurar as suas criações vistas na produção anterior. Contudo, a sua Fiona é um desastre completo. Ainda que a atriz não consiga criar nada além da forma em Stacey e Margaret, imprimindo mais representações do que seria uma jovem dos Estados Unidos versus uma monarca, o seu novo papel desaponta porque, além de ser uma interpretação ingênua, ela não sustenta a sua construção até o final. A sensação que fica é a de que ela escolheu três ou quatro partituras corporais e as repetiu durante todas as sequências em que faz Fiona.

Assim, é possível perceber que o grande erro de A Princesa e a Plebeia – Nova Aventura é a entrada desta prima trambiqueira e fútil. Na tentativa de aumentar as tensões da trama, justamente o oposto foi alcançado. Ao invés de trazer um romance natalino médio, mas divertido – como seu antecessor -, o espectador recebe mais de uma hora e meia de projeção ralentada e perdida. No entanto, vale ressaltar que há um bom desdobramento na trajetória do casal Margaret e Kevin. As cenas da dupla são as mais divertidas e bem conduzidas, pois há progressão e um verdadeiro conflito a ser mostrado.

Diretor: Mike Rohl

Elenco: Vanessa Hudgens, Nick Sagar, Sam Palladio, Suanne Braun

Assista ao trailer!

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