<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Margot Robbie - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/margot-robbie/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/margot-robbie/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 30 Jan 2025 19:51:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Margot Robbie - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/margot-robbie/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: Asteroid City</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Aug 2023 21:06:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Adrien Brody]]></category>
		<category><![CDATA[Asteroid City]]></category>
		<category><![CDATA[Bryan Cranston]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Edward Norton]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Hope Davis]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Schwartzman]]></category>
		<category><![CDATA[Jeff Goldblum]]></category>
		<category><![CDATA[Jeffrey Wright]]></category>
		<category><![CDATA[Liev Schreiber]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[Matt Dillon]]></category>
		<category><![CDATA[Rupert Friend]]></category>
		<category><![CDATA[Scarlett Johansson]]></category>
		<category><![CDATA[Seu Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen Park]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Carell]]></category>
		<category><![CDATA[Tilda Swinton]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Hanks]]></category>
		<category><![CDATA[Wes Anderson]]></category>
		<category><![CDATA[Willem Dafoe]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=16983</guid>

					<description><![CDATA[<p>Asteroid City é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (Ilha dos Cachorros), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada. Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/">Crítica: Asteroid City</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Asteroid City</em> </strong>é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (<em>Ilha dos Cachorros</em>), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada.</p>
<p>Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo se desenrola como uma peça teatral que é explicada pelo personagem de Bryan Cranston (<em>Breaking Bad</em>). É um modo de construção de enredo bem específico, que pode deixar alguns espectadores incomodados. É cult demais e de nicho (não que ele não possa agradar o grande público). Dito isso, é preciso apreciar o estilo de Wes para seguir na lógico distópica que mistura os dois mundos &#8211; fictício e &#8220;real&#8221;.</p>
<p>Augie (Jason Schwartzman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-atraves-do-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</em></a>) é um homem que vive o luto da perda recente da esposa. Ele não havia contado o evento para os quatro filhos e resolve fazer isso quando está à caminho da casa do avô das crianças e seu carro quebra. Justamente em Asteroid City. Logo na sequência, vários grupos vão chegando por conta da convenção, que é um grande mistério para todos.</p>
<p>O longa é agradável e confortável de assistir. Requer atenção do espectador, mas não exige uma dedicação intensa por parte dele. Flui com muita tranquilidade, nos mantendo atentos e interessados a todo momento. E isso se deve tanto ao estilo de gravação e fotografia, quanto à história em si, que é bem interessante.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg" alt="Asteroid City" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Logo somos apresentados ao personagem de Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>), uma jovem artista que vive pelo holofote e tem um lado dramático bem acentuado. Com trejeitos de Marylin Monroe, ela começa a flertar com o protagonista, o deixando curioso e incomodado ao mesmo tempo. A atriz conta ainda com a companhia de sua filha, que claramente é fruto de uma gravidez na adolescência e se envolve com o filho mais velho de Augie.</p>
<p>A capacidade que Anderson tem de reunir grandes nomes de Hollywood e ainda gerir todos de maneira equilibrada é impressionante. Temos artistas de peso como Tom Hanks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), Tilda Swinton (<em>Joias Brutas</em>), Steve Carrell (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-querido-menino/"><em>Querido Menino</em></a>), que fazem suas participações (pequenas ou grandes) sem que ninguém tente roubar o holofote. Afinal, o foco ali é a história mais que curiosa daquela cidade. Temos até uma breve aparição do cantor brasileiro Seu Jorge, que surge para dar a &#8220;carteirada&#8221; da sua voz espetacular e marcante.</p>
<p>É curioso como o diretor e roteirista consegue trabalhar temáticas complicadas dentro de uma escala de &#8220;fofura&#8221;. O luto pela perda da esposa e mãe é pautado em vários momentos e representa apenas um dos diversos dilemas existenciais que são apresentados ao espectador. É uma melancolia constante, especialmente quando percebemos que temos um sorriso no rosto e um lamentar constante. E isso se vale pois ele intercala com coisas mais leves, como o amor na adolescência, a pureza infantil e as trapalhadas do governo.</p>
<p><em><strong>Asteroid City</strong></em> é mais um acerto de Wes Anderson, ainda que não seja sua obra suprema. Tem algumas questões em termos de ritmo, especialmente por conta deste vai e vem que representa a narrativa contada de uma peça teatral. Ainda que eu particularmente goste do modelo, é algo que pode trazer inquietação aos espectadores, mesmo os mais fãs. Ainda assim, é uma grata experiência cinematográfica, que merece a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jason Schwartzman, Scarlett Johansson, Tom Hanks, Jeffrey Wright, Tilda Swinton, Bryan Cranston, Edward Norton, Adrien Brody, Liev Schreiber, Hope Davis, Rupert Friend, Stephen Park, Matt Dillon, Willem Dafoe, Margot Robbie, Steve Carell, Jeff Goldblum, Seu Jorge</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wDuQokhnLM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/">Crítica: Asteroid City</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Barbie</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jul 2023 20:34:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[America Ferrera]]></category>
		<category><![CDATA[Ariana Greenblatt]]></category>
		<category><![CDATA[Barbie]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dua Lipa]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Mackey]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Greta Gerwig]]></category>
		<category><![CDATA[Hellen Mirren]]></category>
		<category><![CDATA[Issa Rae]]></category>
		<category><![CDATA[John Cena]]></category>
		<category><![CDATA[Kate McKinnon]]></category>
		<category><![CDATA[Kingsley Ben-Adir]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Cera]]></category>
		<category><![CDATA[Ncuti Gatwa]]></category>
		<category><![CDATA[Noah Baumbach]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Gosling]]></category>
		<category><![CDATA[Simu Liu]]></category>
		<category><![CDATA[Will Ferrell]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=16928</guid>

					<description><![CDATA[<p>Barbie finalmente chegou aos cinemas e eu falo com tranquilidade que é um dos filmes mais esperados dos últimos tempos. O hype em cima do longa só fez crescer as expectativas, com as marcas aproveitando o momento para fazer coleções exclusivas, cheias de rosa, com direito até a maionese de hambúrguer pink e, porque não, acarajé rosa. Toda essa euforia com o longa, claro, tinha motivo, já que o marketing foi tão bem feito que as pessoas estavam ansiosas por [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/">Crítica: Barbie</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Barbie</strong> </em>finalmente chegou aos cinemas e eu falo com tranquilidade que é um dos filmes mais esperados dos últimos tempos. O hype em cima do longa só fez crescer as expectativas, com as marcas aproveitando o momento para fazer coleções exclusivas, cheias de rosa, com direito até a maionese de hambúrguer pink e, porque não, acarajé rosa. Toda essa euforia com o longa, claro, tinha motivo, já que o marketing foi tão bem feito que as pessoas estavam ansiosas por algo que não sabiam nem exatamente o que esperar. Só sabíamos do roteiro de maneira mais ampla.</p>
<p>Fico profundamente feliz em dizer que <em><strong>Barbie</strong> </em>vale toda a expectativa que foi criada. O filme é simplesmente primoroso em todos os detalhes. Começamos com o mundo encantado da Barbielândia, onde todas as bonecas vivem harmoniosamente, como num conto de fadas. Lá são as mulheres que dominam, como um grande matriarcado utópico. Elas têm a certeza de que inspiraram meninas e mulheres do mundo real a serem mais fortes e lutarem por seus objetivos.</p>
<p>As coisas começam a dar errado quando a Barbie Estereotipada (Margot Robbie, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-babilonia/"><em>Babilônia</em></a>) começa a apresentar alguns defeitos. No desespero, ela recorre à Barbie Esquisita (Kate McKinnon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/"><em>O Escândalo</em></a>), que sugere que ela faça uma viagem para o mundo real e resolva o problema diretamente com a sua humana responsável. No meio do caminho, o Ken (Ryan Gosling, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><em>Blade Runner 2049</em></a>) se esconde em seu carro e decide ir junto com ela.</p>
<p>Uma premissa muito simples que vai sendo bem trabalhada desde o início. As nuances dos detalhes mostram como a boneca funciona num mundo imaginário, não apenas porque ela toma banho em um chuveiro que não cai água ou sai flutuando de seu quarto até o carro (como acontece nas brincadeiras com a boneca na vida real), mas também porque a distopia de um mundo que não oprime as mulheres é tão surreal quanto parece.</p>
<p>O roteiro, que conta não apenas com a diretora Greta Gerwig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>), como também com Noah Baumbach (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de um Casamento</em></a>) traz uma melancolia discreta sobre o quão incríveis as mulheres poderiam ser num mundo onde o patriarcado não minasse suas expectativas e possibilidades. Rimos muito ao longo de todo o filme, mas sempre ficamos na dúvida se é uma risada nervosa ou despretensiosa. O tom de acidez é na dosagem certeza, trazendo sempre aquele amargor adocicado da realidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16931" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542.jpg" alt="Barbie" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Lidar com o mundo real foi um grande choque para a Barbie, descobrindo que as mulheres não são respeitadas nem ouvidas. Isso a faz sucumbir em emoções e sentimentos que nunca vivenciou anteriormente, fazendo-se questionamentos sobre o propósito da vida e qual seria o seu papel ali. Em meio a essa crise existencial profunda, o Ken, que é apenas o acessório em Barbielândia e vive em função da sua boneca, começa a usufruir daquele patriarcado onde qualquer homem sem qualidades consegue se destacar. Ele, que é um nada, vê naquilo uma esperança.</p>
<p>O filme mostra constantemente como a vida é extremamente fácil e benevolente para os homens, enquanto as mulheres precisam se desdobrar em mil e não ter nem o espaço ou reconhecimento pelo esforço. A boneca Barbie entra como uma possibilidade que foi completamente deturpada pela empresa que a detém, a Mattel (muito criticada no longa). A criadora original Ruth fala sobre a sua intenção por trás da boneca e como as coisas não saíram como esperado, justamente por conta dos homens.</p>
<p><strong><em>Barbie</em> </strong>é um filme que se aprofunda nas sutilezas de seu tema, tocando detalhes do quanto o patriarcado é nocivo para as mulheres, de uma maneira tão íntima que apenas nós mesmas vamos perceber. Definitivamente é um longa que vai funcionar diferente para cada gênero. Ainda que o homem comum possa se compadecer de toda aquela situação, ele certamente vai perder várias alfinetadas, pelo simples fato de que aquilo não o afeta em nada.</p>
<p>Alfinetadas essas que definem a trama da personagem a todo momento, nos levando do riso ao choro, sem que a gente seja nem avisado. O roteiro é impecável, a execução é primorosa e toda a expectativa que eu tinha sobre o longa foi cumprida para mais. Poucos filmes me fazem ter a sensação de que são incríveis ainda durante a sessão. E esse foi um deles. E pensar que uma boneca tão estereotipada como a Barbie pudesse render um filme altamente feminista, não é?</p>
<p>Como um soco no estômago leve, engraçadinho e muito rosa, <strong><em>Barbie</em> </strong>transcende a expectativa de que é apenas um hype blockbuster criado para vender merchandising. Acredito inclusive, que essa foi uma jogada muito estratégica e inteligente de Greta para vender mais o filme, fazer mais pessoas assistirem e ela tentar disseminar ainda mais a sua mensagem. O mundo pode ser das mulheres, sim. Mas é preciso um longo e doloroso processo de transformação para que tudo seja mudado a ponto de termos, no mínimo, um equilíbrio.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Greta Gerwig</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Margot Robbie, Ryan Gosling, America Ferrera, Ariana Greenblatt, Simu Liu, Kingsley Ben-Adir, Issa Rae, Michael Cera, Emma Mackey, Will Ferrell, Dua Lipa, Hellen Mirren, Ncuti Gatwa, Kate McKinnon, John Cena</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lwZTCYst6yw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/">Crítica: Barbie</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especial: Entenda porque Babilônia não tem chances de ganhar Oscar de Melhor Filme</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-babilonia/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-babilonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2023 12:30:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Babilônia]]></category>
		<category><![CDATA[Brad Pitt]]></category>
		<category><![CDATA[Damien Chazelle]]></category>
		<category><![CDATA[Diego Calva]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Smart]]></category>
		<category><![CDATA[Jovan Adepo]]></category>
		<category><![CDATA[La La Land]]></category>
		<category><![CDATA[Li Jun Li]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Cabelo e Maquiagem]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Design de Produção]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Figurino]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[O Primeiro Homem]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Whiplash - Em Busca da Perfeição]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=16339</guid>

					<description><![CDATA[<p>O novo longa de Damien Chazelle chega nesta quinta-feira (19) aos cinemas brasileiros e, apesar do esforço do diretor, a produção não é capaz de atravessar como primeira na linha de chegada. Mas o que fez Babilônia, um filme tão a cara do Oscar, se distanciar tanto da tão almejada consagração cinematográfica? A trajetória sob os holofotes de Hollywood do diretor, produtor e roteirista franco-americano explica isso. Chazelle começou a sua carreira com longas-metragens no topo. Logo em seu primeiro [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-babilonia/">Especial: Entenda porque Babilônia não tem chances de ganhar Oscar de Melhor Filme</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo longa de Damien Chazelle chega nesta quinta-feira (19) aos cinemas brasileiros e, apesar do esforço do diretor, a produção não é capaz de atravessar como primeira na linha de chegada. Mas o que fez <b><i>Babilônia</i></b>, um filme tão a cara do Oscar, se distanciar tanto da tão almejada consagração cinematográfica? A trajetória sob os holofotes de Hollywood do diretor, produtor e roteirista franco-americano explica isso.</p>
<p>Chazelle começou a sua carreira com longas-metragens no topo. Logo em seu primeiro projeto não independente, ele conquistou nomeações no Oscar em diversas categorias, inclusive “Melhor Direção” e “Melhor Roteiro Adaptado”. <i>Whiplash: Em Busca da Perfeição</i> (2014) fez com que o jovem cineasta iniciasse a sua vida na grande Hollywood de forma estratosférica.</p>
<p>Seu filme seguinte, o premiado <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-la-la-land-cantando-estacoes/"><i>La La Land &#8211; Cantando Estações</i></a> (2016), conquistou um espaço ainda maior e concedeu a Chazelle o seu primeiro Oscar. Apesar do inesquecível erro do prêmio de “Melhor Filme” ter sido anunciado para <i>La La Land</i>, o segundo longa de Damien não conquistou a estatueta. Assim, ele saiu da maior premiação do cinema, mais uma vez, sem esse louro.</p>
<p>A terceira produção do diretor claramente foi uma resposta dele para a Academia, uma investida para conquistar os votantes na empreitada de alcançar o que quase conseguiu na cerimônia de 2017. No entanto, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><i>O Primeiro Homem</i></a> (2018) foi uma tentativa falha e se tornou o filme mais esquecível da carreira de Chazelle. <b><i>Babilônia</i></b>, no entanto, pareceu ter vindo como uma outra chance. A cartada final do cineasta em busca do desejado reconhecimento pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.</p>
<p>O problema do novo truque de Damien em direção aos principais prêmios do Oscar está justamente em seu desejo. <b><i>Babilônia</i></b> funciona como uma orgia intelectual de amantes do cinema. Tudo no filme é pretensioso. Desde os elementos que deveriam até os que se tornam um erro. A dramédia sobre o período de transição do cinema muda para o falado, tenta mirar sua estética num visual absurdo e exagerado, tal qual foi feito por Baz Luhrmann em <i>Moulin Rouge &#8211; Amor em Vermelho</i> (2001) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><i>Elvis</i></a> (2022), mas se torna uma produção de excessos que cansa o espectador.</p>
<p>Diferente dos feitos de Luhrmann, Chazelle usa essa estética do absurdo em cada segundo dos longos 189 minutos de duração. Não apenas mantém esse exagero presente o tempo inteiro como também o utiliza em cada etapa e processo da produção. Por um lado, ele conseguiu entregar ao público um filme deslumbrante do ponto de vista visual e com uma unidade clara. Por outro, Chazelle fez <b><i>Babilônia</i></b> se perder.</p>
<figure id="attachment_16358" aria-describedby="caption-attachment-16358" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16358" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-750x500.jpg" alt="Babilônia (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-2048x1365.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-1400x933.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16358" class="wp-caption-text">Margot Robbie em cena de &#8220;Babilônia&#8221; (2022)</figcaption></figure>
<p>O que era para ser o maior filme de sua carreira &#8211; superando até mesmo o brilhante <i>Whiplash</i> &#8211; se tornou um dos mais exaustivos. É verdadeiramente cansativo passar pelas três horas de duração do filme. E uma vez sabendo onde Chazelle queria chegar, o tempo da sessão de <b><i>Babilônia</i></b> se mostra ainda mais desnecessário. O roteiro se perde na tragédia de erros dos artistas. O drama existencial e a discussão das dificuldades adaptativas do mercado são trocados por um pastiche cômico sem razão.</p>
<p>Com isso, Chazelle mostrou que nem sempre sabe como concluir uma narrativa. Diferente do seu primeiro longa-metragem ou de <i>La La Land</i>, o final do novo filme do diretor se arrasta por cerca de 30 minutos, o que faz com que a sensibilidade de sua apoteótica montagem final perca a força. <b><i>Babilônia</i></b> seria outro filme se o desejo de chegar no Olimpo das premiações não estivesse dominando as decisões do cineasta.</p>
<p>Ao menos uma coisa é certa, Damien Chazelle não errou o título do seu novo projeto. <b><i>Babilônia</i></b> é o nome perfeito para descrever a essência do filme. O que é vista em tela pelo espectador é uma profusão de informações. Sejam elas estéticas, visuais ou sonoras, o projeto é uma experiência de excessos do início ao fim. Chazelle até tenta associar essa escolha aos eventos narrados, uma pena que isso não é o suficiente para sustentar a ideia.</p>
<p>No fim da equação, <b><i>Babilônia</i></b> passa da conta com uma quantidade exagerada de artifícios. Ainda que tenha uma fotografia, direção de arte, maquiagem e figurinos excepcionais, a montagem, trilha e o roteiro se perdem. Com isso, a própria direção de Chazelle não consegue ser um dos pontos altos do longa-metragem. A ânsia de fazer um filme metalinguístico que serve de ode ao início do cinema que conhecemos hoje cai por terra por conta desse vislumbre no prêmio.</p>
<p><b><i>Babilônia</i></b> deve ser lembrado no Oscar, mas nas categorias relacionadas ao departamento de arte (“Melhor Design de Produção”, “Melhor Figurino” e “Melhor Cabelo e Maquiagem”) e, talvez, uma indicação pela fotografia. Desses, os prêmios mais possíveis estão na arte. É claro que o nome do longa pode sair entre os indicados a “Melhor Filme”, mas é um candidato muito fraco e não hegemônico entre os votantes para ganhar. Parece que o desejo excessivo em realizar o que quase conseguiu em 2017 atrapalhou a direção e o que seria mais um roteiro inteligente e criativo de Chazelle. Assim, o projeto entra no doloroso <i>hall</i> de filmes que tinham o potencial de alcançar os voos mais altos, mas desabaram do alto.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Damien Chazelle</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Brad Pitt,  Margot Robbie,  Diego Calva,  Jean Smart,  Jovan Adepo e  Li Jun Li</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=kHRxUylmwqs]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-babilonia/">Especial: Entenda porque Babilônia não tem chances de ganhar Oscar de Melhor Filme</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-babilonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Babilônia</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-babilonia/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-babilonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2023 20:49:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Babilônia]]></category>
		<category><![CDATA[Brad Pitt]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Damien Chazelle]]></category>
		<category><![CDATA[Diego Calva]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Smart]]></category>
		<category><![CDATA[Jovan Adepo]]></category>
		<category><![CDATA[Li Jun Li]]></category>
		<category><![CDATA[Lukas Haas]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[Olivia Wilde]]></category>
		<category><![CDATA[P.J. Byrne]]></category>
		<category><![CDATA[Spike Jonze]]></category>
		<category><![CDATA[Tobey Maguire]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=16331</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estreia na próxima quinta-feira, 19, o longa Babilônia, do diretor Damien Chazelle (La La Land &#8211; Cantando Estações). Este filme conta com elenco de peso, com um trio principal formado por Brad Pitt (Era uma Vez em&#8230; Hollywood), Margot Robbie (O Esquadrão Suicida) e o novato Diego Calva. Adentrando num formato bem excêntrico, o cineasta aposta tudo na criação de um épico, mas perde alguns pontos pelo caminho. Manoel (Calva) é um mexicano pobre e sonhador que acredita na magia [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-babilonia/">Crítica: Babilônia</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia na próxima quinta-feira, 19, o longa <em><strong>Babilônia</strong></em>, do diretor Damien Chazelle (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-la-la-land-cantando-estacoes/"><em>La La Land &#8211; Cantando Estações</em></a>). Este filme conta com elenco de peso, com um trio principal formado por Brad Pitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>), Margot Robbie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><em>O Esquadrão Suicida</em></a>) e o novato Diego Calva. Adentrando num formato bem excêntrico, o cineasta aposta tudo na criação de um épico, mas perde alguns pontos pelo caminho.</p>
<p>Manoel (Calva) é um mexicano pobre e sonhador que acredita na magia do cinema. Ele tem empregos simplórios, como segurança de festa, que o fazem ficar ligeiramente mais próximo dos produtores dos filmes. Em dado momento, ele acaba conhecendo Nellie LaRoy (Robbie), uma jovem aloucada que chega de penetra em um dos eventos em que ele está trabalhando e se destaca nos convidados. A festa em si é uma completa babilônia, com muita droga, sexo exibido, bebidas. A completa visão do caos moral e estético. Em meio a tudo isso, chega Jack Conrad (Pitt), um famoso ator do momento.</p>
<p>A medida que o filme avança, vamos acompanhando o destrinchamento deste trio principal e todos os personagens que os envolvem. Chazelle não se apressa em nos inserir nas tramas, para conquistar o público através de seus protagonistas. Enquanto isso, ele vai dando sinais de qual é o verdadeiro propósito daquilo tudo. O ritmo do filme, inclusive, é um dos maiores destaques, pelo menos, até certo ponto. Isso porque a terceira parte é bem desconexa com as demais. Mas ainda chegaremos lá.</p>
<p>Com uma trilha sonora detalhadamente escolhida, o espectador passa por diversas emoções ao mesmo tempo. E este é o intuito. Em dado momento, logo no começo, Manoel fala que o que ele mais ama no cinema é a possibilidade de viver realidades que ele nem imaginava que existiam. É sentir emoções, das mais variadas, sem precisar vivenciá-las. E <strong><em>Babilônia</em> </strong>é o retrato disso. Passamos por quase todas as emoções possíveis em um único filme. E este é um ponto importante para mim, pois é a conversa direta da história do roteiro com a sua execução.</p>
<p>Ainda que não seja o objetivo específico do longa (ou talvez seja), temos alguns momentos bem reflexivos, especialmente com o personagem de Brad Pitt. A sua crise existencial, a queda de sua carreira, a forma como lida com suas emoções. É um ótimo papel dele, por sinal, que está dedicando inteiramente em cena.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16332" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Babilônia" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O mesmo podemos dizer de Margot Robbie. Mais uma vez ela mostra ser capaz de fazer absolutamente qualquer tipo de filme e papel, e ainda ser excelente em todos. Não vai demorar para ter uma estatueta na mão, isso posso afirmar. Ainda que ela tenha alguns trejeitos que podemos observar em outros filmes, a sua LaRoy aqui é visceral.</p>
<p>Claro que as demais atuações completam o cenário como um todo, tornado a trama muito mais crível e boa de assistir. Jean Smart (<em>Mare of Easttown</em>), Lukas Haas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>), Tobey Maguire (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><em>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</em></a>), entre outros, fazem com que a babilônia se torne tão real e caótica quando poderia ser.</p>
<p>O filme se perde, no entanto, quando atinge seu ápice e simplesmente não consegue lidar com ele. A única finalização majestosa é a do personagem de Pitt, que completa o arco perfeitamente. Para além disso, ficamos um bom tempo dando voltas sem um rumo preciso, destoando completamente de tudo que acompanhamos nas horas anteriores. Afinal, temos que lembrar aqui que são 3h10 de filme. Algo que por si só já implica em muitas dificuldades.</p>
<p>Ao final, temos que lidar com uma espécie de &#8220;masturbação cinematográfica&#8221; &#8211; como bem pontuou uma querida amiga -, onde o diretor parece ficar gritando e dizendo: &#8220;Olhem para mim, olhem como sou incrível, olhe que obra-prima eu criei&#8221;. Sendo que nada disso seria necessário se ele simplesmente finalizasse corretamente o excelente filme que havia criado até ali. Mesmo para os cinéfilos de plantão, o exagero é incômodo.</p>
<p>Tudo isso, no entanto, não impede que <em><strong>Babilônia</strong> </em>seja um ótimo filme e com muitos pontos de qualidade. Acredito que não seja a chuva de premiações que estavam especulando anteriormente, mas certamente pode colocar seu pezinho no Oscar, pelo menos nas categorias técnicas. Vale a pena conferir, mas vá preparado pois, mesmo que não pareça, o filme é quase do tamanho de Titanic.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Damien Chazelle</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Margot Robbie, Diego Calva, Jean Smart, Lukas Haas, Tobey Maguire, Jovan Adepo, Li Jun Li, P.J. Byrne, Olivia Wilde, Spike Jonze</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/binSx3SfsaM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-babilonia/">Crítica: Babilônia</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-babilonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz-coadjuvante/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz-coadjuvante/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 16:38:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Lista]]></category>
		<category><![CDATA[Adoráveis Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Florence Pugh]]></category>
		<category><![CDATA[História de um Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[JoJo Rabbit]]></category>
		<category><![CDATA[Kathy Bates]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Dern]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[O Caso Richard Jewell]]></category>
		<category><![CDATA[O Escâdalo]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2020]]></category>
		<category><![CDATA[Premiação]]></category>
		<category><![CDATA[Scarlett Johansson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12389</guid>

					<description><![CDATA[<p>Domingo, 09, é dia da cerimônia do Oscar 2020. Com 38 longas na lista de indicados, a premiação seleciona dez intérpretes femininas para concorrer em duas categorias: Melhor Atriz e Melhor atriz coadjuvante. O anúncio de todos os concorrentes saiu no dia 13 de janeiro e muitas surpresas apareceram ou não. A quantidade de nomes deixados de lado e a falta de representatividade foi algo apontando durante o último mês. No entanto, alguns trabalhos que aparecem na disputa merecem um [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz-coadjuvante/">Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo, 09, é dia da cerimônia do Oscar 2020. Com 38 longas na lista de indicados, a premiação seleciona dez intérpretes femininas para concorrer em duas categorias: Melhor Atriz e Melhor atriz coadjuvante. O anúncio de todos os concorrentes saiu no dia 13 de janeiro e muitas surpresas apareceram ou não. A quantidade de nomes deixados de lado e a falta de representatividade foi algo apontando durante o último mês. No entanto, alguns trabalhos que aparecem na disputa merecem um pouco de atenção.</p>
<p>Pensando nisso, o <span style="color: #ba1616;"><strong>Coisa de Cinéfilo</strong></span> resolveu trazer um especial, dividido em duas partes, analisando as atuações de cada uma das artistas no páreo. A primeira publicação <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>está aqui</em></strong></a>! Agora, confira a segunda metade do texto!!</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12390 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege-750x375.jpg" alt="" width="750" height="375" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege-750x375.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege-610x305.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Laura Dern (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>História de um Casamento</em></a>)</strong></h5>
<p>Favorita na corrida para o prêmio, Dern vive uma advogada invencível e obstinada. A sua personagem não traz nenhum elemento daqueles mais óbvios sobre uma boa atuação, é tudo bastante sutil e suas cenas não são muitas e nem longas. Talvez, esse troféu possa ser considerado como um conjunto da obra ou uma celebração por sua performance na série Big Little Lies, onde ela faz algo bem semelhante, só que durante mais tempo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-12394" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/kathy-richard-750x313.jpg" alt="" width="750" height="313" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Kathy Bates (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-caso-richard-jewell/"><em>O Caso Richard Jewell</em></a>)</strong></h5>
<p>Aqui o publico pode ver outra interpretação sutil, porém de uma forma um tanto mais óbvia. Com firmeza em seu tom de colorido de texto, os sentimentos da personagem de Bates são claros durante toda a sessão. Os detalhes delicados, como as variações de grave e agudo são os mimos advindos de uma atriz experiente e que revela o seu domínio em cena. Kathy encarna a mãe um tanto boba e tipicamente estadunidense. As camadas, no entanto, não ficam de fora e ela mesmo sendo um tanto ingênua tem pulso e reviravoltas tonais. As chances de vencer são pequenas, mas é um belo reconhecimento por um trabalho minucioso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12414" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment-.png" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment-.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment--610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment--360x240.png 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></h5>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Florence Pugh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>)</strong></h5>
<p>Como já foi dito <strong><a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-as-protagonistas-de-adoraveis-mulheres/">aqui</a></strong> no <strong>Coisa de Cinéfilo</strong>, Florence trouxe um trabalho impecável neste filme. A sua construção é extremamente pensada. É possível enxergar a mudança de idade de sua Amy e isso não vem de maquiagem ou troca de atriz, como na versão de 1994. Pugh tem consciência vocal e corporal em seu trabalho e revela, inicialmente, um jeito infantil e mimado, passando gradualmente para a maturidade. A intérprete vai adicionando o grave ao tom da voz e criando uma postura mais retilínea. O resultado é que o público pode sair com uma sensação de que viu uma menina adolescente, no começo, uma jovem  confusa e preocupada com seu futuro, no meio da obra, e uma artista, professora e mãe, no final da projeção. A possibilidade da atriz ganhar é mínima, porém seria uma zebra aceitável. <strong>(Favorita da autora deste texto)</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12413" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl.jpeg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Margot Robbie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Escâdalo</em></a>)</strong></h5>
<p>Já se é sabido do potencial e talento da Margot. Em trabalhos anteriores como em <em>Eu, Tonya</em> e <em>Duas Rainhas</em>, ela demonstrou a sua versatilidade e sua consciência espacial – é incrível ver como a atriz consegue ocupar o cenário e a tela com criatividade, utilizando objetos de cena, fitando eles, colocando o ambiente a favor da contracena etc. No entanto, não é isto que acontece aqui. Por algum motivo, a sua Kayla é plana. Por mais que o roteiro pareça procurar dar certo rumo surpreendente para ela, o público muito possivelmente vai sacá-la rapidamente, todos já viram aquela representação no cinema.</p>
<p>Ela é uma menina tida como boa moça, mas possui elementos conservadores nela, ainda que detalhes mostrem que este fator não é tão forte assim. Porém, tudo isto está apenas no texto. Na atuação, a moça é ainda menos que isso. Ela está um tanto robótica, presa em si mesma e passa até a sensação de desconforto. No domingo, a estatueta não deve ficar com ela, porém a Academia gosta de uma jovem, branca e loira. Como a categoria está preenchida disto, as chances dela ganhar acabam não sendo nulas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12393 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo-750x394.jpg" alt="" width="750" height="394" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo-750x394.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo-610x320.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><strong>Scarlett Johansson (<em>Jojo Rabbit</em>)</strong></a></p>
<p>A sátira presente em todo filme perpassa a interpretação de Scarlett. Com um sotaque acima do tom, intencionalmente, a atriz também criou alguns trejeitos que geralmente aparecem em personagens arquetípicas alemãs. Ainda que não supere seu papel em <em>História de um Casamento</em>, sua indicação é acertada e ela poderia até levar o prêmio se não houvesse uma concorrência tão forte quanto a deste ano<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz-coadjuvante/">Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz-coadjuvante/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Aves de Rapina &#8211; Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-aves-de-rapina-arlequina-e-sua-emancipacao-fantabulosa/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-aves-de-rapina-arlequina-e-sua-emancipacao-fantabulosa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2020 00:10:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ali Wong]]></category>
		<category><![CDATA[Aves de Rapina]]></category>
		<category><![CDATA[Aves de Rapina - Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa]]></category>
		<category><![CDATA[Cathy Yan]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Messina]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[David Ury]]></category>
		<category><![CDATA[Ella Jay Basco]]></category>
		<category><![CDATA[Ewan McGregor]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jurnee Smollett-Bell]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[Mary Elizabeth Winstead]]></category>
		<category><![CDATA[Rosie Perez]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12354</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fale o que quiser de Esquadrão Suicida, afinal o filme de David Ayer fez por merecer a péssima fama. O que não pode ser dito é que Margot Robbie (O Escândalo) não tenha saído ilesa do desastre de opinião pública que foi esse projeto de 2016 da DC Comics em parceria com a Warner. Com a célebre personagem dos quadrinhos, a atriz australiana fez um brilhante trabalho de composição, captando o espírito da Arlequina e contornando com carisma os percalços [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aves-de-rapina-arlequina-e-sua-emancipacao-fantabulosa/">Crítica: Aves de Rapina &#8211; Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fale o que quiser de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Esquadrão Suicida</em></a>, afinal o filme de David Ayer fez por merecer a péssima fama. O que não pode ser dito é que Margot Robbie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/"><em>O Escândalo</em></a>) não tenha saído ilesa do desastre de opinião pública que foi esse projeto de 2016 da <em>DC Comics</em> em parceria com a <em>Warner</em>. Com a célebre personagem dos quadrinhos, a atriz australiana fez um brilhante trabalho de composição, captando o espírito da Arlequina e contornando com carisma os percalços de um roteiro e uma direção problemáticos. É o tipo de trabalho que destoava de toda a obra e que merecia um ótimo carro-chefe para selar em definitivo a criação da atriz. <em><strong>Aves de Rapina &#8211; Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa</strong></em> é esse projeto.</p>
<p>Dirigido por Cathy Yan, realizadora americana de descendência chinesa que ganhou notoriedade em 2018 por um filme chamado <em>Dead Pigs</em>, <em><strong>Aves de Rapina &#8211; Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa</strong></em> reúne Arlequina com mais quatro personagens da <em>DC Comics</em>: Canário Negro, Caçadora, a detetive Renee Montoya e Cassandra Cain. As três acabam sendo reunidas por obra do acaso e enfrentam o perigoso Máscara Negra, um chefão do crime de Gotham.</p>
<p>Adotando ocasionalmente em sua abordagem narrativa as tonalidades do universo de Arlequina, <strong><em>Aves de Rapina &#8211; Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa</em></strong> é um longa de ação que oferece em dosagens equilibradas elementos que a maioria dos filmes do seu nicho proporcionam. Cathy Yan tem um ótimo senso de ação na concepção das duas cenas de luta e há muito humor no projeto &#8211; mas, graças a Deus, nada que nos lembre aquela abordagem espertinha e autoconsciente da maioria desses filmes, portanto, não espere piadas sobre o fiasco público de Esquadrão Suicida.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12356" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1437378.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Aves de Rapina - Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1437378.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1437378.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1437378.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O grande acerto do seu projeto entretanto é seu roteiro enxuto e que consegue construir um arco satisfatório para Arlequina, levando-a para lugares diversos daqueles que ocupou em <em>Esquadrão Suicida</em>, e ainda nos apresentar as demais personagens, todas muito bem construídas. A desobediência do roteiro de Christina Hodson a chavões sobre os três atos de uma narrativa é muito bem-vinda, com a inserção de diversos <em>flashbacks</em> que, no lugar de atrapalhar o andamento da história, a tornam ainda mais interessante e dinâmica.</p>
<p>O pecado de <em><strong>Aves de Rapina &#8211; Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa</strong></em> talvez tenha sido não &#8220;abraçar&#8221; escancaradamente a piração que é a cabeça da sua protagonista, mas naquilo que se pretende e como veículo para a criação de Margot Robbie o filme é um acerto de grandes proporções. É difícil para o público esquecer a péssima impressão deixada pelo <em>DC Universe</em> desde 2016, sobretudo em tempos onde cada erro é martelado um zilhão de vezes na rede com um cem número de memes, mas acho que em 2020, com títulos que passam longe do desastre como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><em>Shazam!</em></a>, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/"><em>Coringa</em> </a>e agora Aves de Rapina já dá para perdoar a <em>Warner</em> por seus pecados e deixá-la seguir com seus próximos filmes da <em>DC Comics</em>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cathy Yan<br />
<strong>Elenco:</strong> Margot Robbie, Ewan McGregor, Rosie Perez, Mary Elizabeth Winstead, Ella Jay Basco, Jurnee Smollett-Bell, Chris Messina, Ali Wong, David Ury</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/M2LMRXkAZSY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aves-de-rapina-arlequina-e-sua-emancipacao-fantabulosa/">Crítica: Aves de Rapina &#8211; Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-aves-de-rapina-arlequina-e-sua-emancipacao-fantabulosa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especial O Escândalo: Filmes Sobre o Mundo do Jornalismo</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-escandalo-filmes-sobre-o-mundo-do-jornalismo/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-escandalo-filmes-sobre-o-mundo-do-jornalismo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2020 14:11:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[A Montanha dos 7 Abutres]]></category>
		<category><![CDATA[Bombshell]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie Theron]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadão Kane]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[O Âncora]]></category>
		<category><![CDATA[O Diabo Veste Prada]]></category>
		<category><![CDATA[Todos os Homens do Presidente]]></category>
		<category><![CDATA[Um Amor de professora]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12260</guid>

					<description><![CDATA[<p>Já está em cartaz, em Salvador, O Escândalo. O filme conta a história da denúncia de assédio de um grupo de mulheres da Fox News contra um empresário de alto cargo da empresa, o Roger Ailes. Dirigido por Jay Roach (Trumbo: Lista Negra), o longa conta com um elenco de atrizes renomadas, figuras cativas em premiações, como Charlize Theron (Tully), Nicole Kidman (Lion: Uma Jornada para Casa), Margot Robbie (Eu, Tonya) e Katie McKinnon (Caça-Fantasmas). A história em si tem [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-escandalo-filmes-sobre-o-mundo-do-jornalismo/">Especial O Escândalo: Filmes Sobre o Mundo do Jornalismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já está em cartaz, em Salvador, <strong><em>O Escândalo</em></strong>. O filme conta a história da denúncia de assédio de um grupo de mulheres da Fox News contra um empresário de alto cargo da empresa, o Roger Ailes. Dirigido por Jay Roach (<em>Trumbo: Lista Negra</em>), o longa conta com um elenco de atrizes renomadas, figuras cativas em premiações, como Charlize Theron (<em>Tully</em>), Nicole Kidman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lion-uma-jornada-para-casa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Lion: Uma Jornada para Casa</em></a>), Margot Robbie (<em>Eu, Tonya</em>) e Katie McKinnon (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-caca-fantasmas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Caça-Fantasma</em>s</a>).</p>
<p>A história em si tem uma potência considerável, tanto pela fato de disseminar o acontecido para um público internacional, como pelos possíveis debates que ele pode gerar. As atuações do longa também são bem performadas, apesar de passarem a impressão de representação em alguns momentos, dando um tom de artificialidade. Contudo, há o enquadramento de mostrar na produção os absurdos acontecidos dentro da Fox com as funcionárias e apenas por isso, a projeção já vale o ingresso.</p>
<p>Como a história se passa, majoritariamente, numa redação jornalística, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> resolveu elencar obras que trazem o mundo das notícias, dos jornalistas, casos bombásticos investigados por eles e algumas histórias baseadas em fatos reais. Para dar leveza para a possível maratona do leitor, dividimos a lista em dramas e comédias. <strong>Confira o Especial O Escândalo</strong>!</p>
<h4><strong>DRAMAS</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12302" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/1_XWwHldQg4hQuoOanZpapeQ.jpeg" alt="A Montanha dos Sete Abutres" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/1_XWwHldQg4hQuoOanZpapeQ.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/1_XWwHldQg4hQuoOanZpapeQ-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/1_XWwHldQg4hQuoOanZpapeQ-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>3 – <strong>A Montanha dos Sete Abutres</strong> (1951) &#8211; Dirigido por Billy Wilder (<em>Quanto Mais Quente Melhor</em>), a produção conta a história de Chuck (Kirk Douglas), um jornalista um tanto fracassado. No enredo, após o rapaz ser retirado de onze jornais, vai parar em um periódico do Novo México. Lá, ele vai cobrir uma matéria e começa a aumentar o caso para render notícia. Além de retratar o sensacionalismo e os enxames corriqueiros, o roteiro de Wilder e Lesser Samuels (<em>O Ódio é Cego</em>) consegue captar a ganância e os egoísmos que as pessoas podem chegar, através de diálogos sutis e diretos. A atuação de Douglas cresce, principalmente por equilibrar um lado feroz com certa sensibilidade, trazendo camadas para a personagem.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12305" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Os-Homens-do-Presidente.jpg" alt="Todos os Homens do Presidente" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Os-Homens-do-Presidente.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Os-Homens-do-Presidente-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Os-Homens-do-Presidente-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>2 – <strong><em>Todos os Homens do Presidente</em> </strong>(1976) &#8211; Bob Woodward (Robert Redford) e Carl Bernstein (Dustin Hoffman) são dois jornalistas do Washington Post que estão tentando desvendar os mistérios de um possível crime cometido por um funcionário da Casa Branca, o que acabou sendo conhecido posteriormente como o caso Watergate. O longa, dirigido por Alan J. Pakoula (<em>A Escolha de Sofia</em>), faz uma criação de tensão, trabalhando, por exemplo, com um jogo de iluminação que faz o espectador duvidar do informante da dupla. Muitas vezes, o perigo parece iminente, mesmo quando não o é, o que aproxima o público das prováveis sensações que os repórteres tiveram no período de apuração. Além da qualidade técnica da obra, é uma ótima oportunidades para estudantes de jornalismo descobrirem muitas dicas de como atuar na profissão de maneira correta e ética.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12301" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/1_JpyoX1whQrP9JcwJd_Cxhw.jpeg" alt="Cidadão Kane" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/1_JpyoX1whQrP9JcwJd_Cxhw.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/1_JpyoX1whQrP9JcwJd_Cxhw-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/1_JpyoX1whQrP9JcwJd_Cxhw-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>1 – <strong>Cidadão Kane</strong> (1941): “Rosebud”! Clássico fundamental, não apenas para os amantes do jornalismo, mas para cinéfilos, o filme conta a história de ascensão de um jornalista estadunidense, que se transforma em um grande magnata. Considerada por muitos como a melhor direção de Orson Welles (<em>A Marca da Maldade</em>), o cineasta imprime na tela a sensação de proximidade com o protagonista, na forma como enquadra as cenas. Mas, em todo momento é relembrado o distanciamento que este tipo de figura causa nas pessoas. Nesta relação dual, a projeção ganha uma camada profunda e que instiga o público a buscar compreender e criticar Kane em sua totalidade. Além disso, a obra revela características sobre o jornalismo e como as grandes empresas o tratam.</p>
<h4><strong>COMÉDIAS</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12304 size-full" title="Especial O Escândalo" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/mABC3QA9ZdfIeyM1TEywzdMhoUv.jpg" alt="Especial O Escândalo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/mABC3QA9ZdfIeyM1TEywzdMhoUv.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/mABC3QA9ZdfIeyM1TEywzdMhoUv-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/mABC3QA9ZdfIeyM1TEywzdMhoUv-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>3 – <strong>O Âncora</strong> (2004): Sátira com os telejornalistas dos anos 1990, o longa mostra como o sucesso da novata Veronica (Christina Appllegate) incomoda o veterano Ron (Will Farell). Dirigido por Adam McKay (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-grande-aposta/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Grande Aposta</em></a>), a produção critica, através do humor, o machismo dentro de emissoras de TV e o narcisismo dos âncoras. A projeção não vai muito além de fazer algumas piadas com os temas que parece querer abordar, mas, de toda forma, é uma comédia divertida. Além disto, Farell está em sua melhor forma, como era recorrente estar no início dos anos 2000. Seus trejeitos e frases <em>punch</em>, com uma expressão facial “neutra”, aumenta a graça do que está sendo dito, um dos trunfos de alguns comediantes. Em 2013, o filme até ganhou uma continuação, porém um tanto menos bem realizada que a obra original.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12306 size-full" title="Especial O Escândalo" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Um-Amor-de-Professora-1958.jpg" alt="Especial O Escândalo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Um-Amor-de-Professora-1958.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Um-Amor-de-Professora-1958-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Um-Amor-de-Professora-1958-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>2 – <strong>Um Amor de Professora</strong> (1958): Doris Day e Clark Gable são dois grandes nomes do cinema clássico hollywoodiano! Somente pela presença da dupla na tela e a dinâmica que eles constroem em cena já vale o filme inteiro. Contudo, a premissa da trama também é um ponto alto, por ser divertida, bem executada e até crível. Mas, onde entra a temática do especial nisso tudo? A personagem da Doris, a Erica, é uma professora de jornalismo e não suporta o James (Clark),  editor de um periódico. Sabendo disto, o rapaz começa a frequentar as classes dela, fingindo ser iniciante na área. As situações são bastante engraçadas, mas também românticas, claro.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12303" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/2014111856994369.jpg" alt="O Diabo Veste Prada" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/2014111856994369.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/2014111856994369-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/2014111856994369-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>1 – <strong>O Diabo Veste Prada</strong> (2005): Adaptado da obra homônima de Lauren Weisberger, o enredo é baseado em uma experiência real da vida da autora. Assim como no livro, o filme mostra as peripécias de Andrea Sachs (Anne Hathaway). Após a jovem começar a trabalhar para uma grande revista de moda dos Estados Unidos, a <em>Runway</em>, sua vida muda completamente. Além de estar cercada por várias colegas de trabalho competitivas e com severos distúrbios alimentares, ela precisa lidar com uma chefe super exigente e maldosa, a Miranda Priestly (Meryl Streep). Além de ser um longa que mostra a ótica de um outro tipo de jornalismo que geralmente é mostrado pelas produções midiáticas, revelando o estilo e a vida da redação desta editoria, a projeção tem como ponto alto a interpretação de Streep, que se inspirou na “verdadeira” Miranda, a Anna Wintour, editora da Vogue. Em 2006, <em>O Diabo Veste Prada</em> foi indicado a 2 Oscar, nas categorias Melhor Atriz, para Meryl e Melhor Figurino para Patricia Field (<em>Sex and the City: O Filme</em>)<a href="http://www.adorocinema.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">.</a></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-escandalo-filmes-sobre-o-mundo-do-jornalismo/">Especial O Escândalo: Filmes Sobre o Mundo do Jornalismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-escandalo-filmes-sobre-o-mundo-do-jornalismo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: O Escândalo</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2020 02:37:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ahna O'Reilly]]></category>
		<category><![CDATA[Allison Janney]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Lawson]]></category>
		<category><![CDATA[Brigette Lundy-Paine]]></category>
		<category><![CDATA[Brooke Smith]]></category>
		<category><![CDATA[Bryan d'Arcy James]]></category>
		<category><![CDATA[Charlize Theron]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Connie Britton]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jay Roach]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Morrison]]></category>
		<category><![CDATA[John Lithgow]]></category>
		<category><![CDATA[Kate McKinnon]]></category>
		<category><![CDATA[Liv Hewson]]></category>
		<category><![CDATA[Malcolm McDowell]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Duplass]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Moses]]></category>
		<category><![CDATA[Nazanin Boniadi]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[O Escândalo]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2020]]></category>
		<category><![CDATA[Rob Delaney]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12221</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os filmes refletem o que a sociedade passa no momento, com suas dores e alegrias. Com o crescimento, nos últimos anos, de movimentos que asseguram os direitos das mulheres, a temática está ficando cada vez mais em voga, inclusive no mundo cinematográfico. O Escândalo conta a história de um fato verídico acontecido nos Estados Unidos, quando uma âncora da Fox News denunciou um dos chefões por assédio sexual. O caso envolve ainda questões políticas, como a pré-eleição de Donald Trump. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/">Crítica: O Escândalo</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os filmes refletem o que a sociedade passa no momento, com suas dores e alegrias. Com o crescimento, nos últimos anos, de movimentos que asseguram os direitos das mulheres, a temática está ficando cada vez mais em voga, inclusive no mundo cinematográfico. <strong><em>O Escândalo</em></strong> conta a história de um fato verídico acontecido nos Estados Unidos, quando uma âncora da <em>Fox News</em> denunciou um dos chefões por assédio sexual. O caso envolve ainda questões políticas, como a pré-eleição de Donald Trump.</p>
<p>Com um estilo de narrativa similar ao loga <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Vice</em></a>, porém melhor executado, <em><strong>O Escândalo</strong></em> primeiro nos apresenta as três principais personagens da trama: Megyn Kelly (Charlize Theron, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casal-improvavel/"><em>Casal Improvável</em></a>), Gretchen Carlson (Nicole Kidman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-peso-do-passado/"><em>O Peso do Passado</em></a>) e Kayla Pospisil (Margot Robbie, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era Uma Vez Em&#8230; Hollywood</em></a>). Embora o trio esteja em momentos diferentes de vida e da carreira, a similaridade é apontada constante. E isso vai muito além do fato de que são três loiras, altas, magras e bonitas. Elas são ambiciosas, almejam uma carreira de sucesso e destaque, e fazem vista grossa, em alguns momentos, para os absurdos que as cercam.</p>
<p>Gretchen é a que primeiro coloca em pauta o nome do chefe Roger Ailes (John Lithgow, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cemiterio-maldito/"><em>Cemitério Maldito</em></a>) e seus abusos sexuais. E Kidman faz isso formidavelmente. Ela confere todas as nuances que a personagem convoca, sem soar exagerada ou pretensiosa. A âncora de televisão está cansada de viver nesse ambiente de abusos e, embora se preocupe com a carreira, chegou ao limite de suportar. O roteiro, no entanto, não é tão cuidadoso, deixando ela um pouco no lugar de &#8220;mulher esquecida que se revolta porque perdeu o prestígio&#8221;. Por sorte, existe muitas outras tensões na trama, que tiram o foco deste detalhe.</p>
<p>A medida que o filme evolui para de fato uma exposição dos assédios e abusos que as mulheres sofrem constantemente, tudo se torna mais asqueroso. A sutileza com que a mulher é subjugada diariamente e constantemente é jogada na cara do espectador, que, se minimamente racional, se incomoda. E esse é um grande ponto. O incômodo é necessário e justificado.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12224" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/4017103.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Escândalo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/4017103.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/4017103.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/4017103.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Margot está realmente destacada em sua atuação, que acredito que vale a indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela começa como a jovem empolgada com a oportunidade de reconhecimento na profissão e caminha para lugares pesados impostos por sua personagem. Somos apresentados a cenas que falam muito mais pelo olhar do que pelo discurso e ela é assertiva no tom utilizado.</p>
<p>Charlize também é um espetáculo a parte, desfilando elegância, dualidade e pulso firme durante toda a trama de<em><strong> O Escândalo</strong></em>. A sua personagem é complicada, pois ocupa um cargo de importância, mas ao mesmo tempo ela faz questão de afirmar que não é feminista e tem comportamentos que não são exatamente da sororidade. No entanto, cena após cena ela reafirma a boa escolha de elenco. Elenco esse que é composto ainda por grandes nomes como Allison Janney (<em>Eu, Tonya</em>), Kate McKinnon (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-yesterday/"><em>Yesterday</em></a>) e Jennifer Morrison (série <em>Once Upon a Time</em>), que teve uma breve, mas importante participação.</p>
<p>O diretor Jay Roach (<em>Trumbo: Lista Negra</em>) fez boas e más escolhas ao longo do filme. Uma péssima decisão foi o uso excessivo de câmera em primeiro plano, mesmo quando faria mais sentido expandir a visão do público. Além de cansar o artifício, pareceu um pouco narcisista da parte dele ao dar foco demais no elenco. Elenco esse que, sim, foi uma escolha acertadíssima.</p>
<p>No geral, <strong><em>O Escândalo</em></strong> é um bom filme, que dá alguns tropeços no meio do caminho. A vaidade exacerbada depõe contra, ainda mais em uma temática que requer tanto cuidado quanto essa. Falta ainda um pouco de coragem de enfrentar e expor os pontos políticos, como a presença do então presidente Trump. Análises que certamente trariam mais riqueza para o enredo e desenvolvimento da trama.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jay Roach<br />
<strong>Elenco:</strong> Charlize Theron, Nicole Kidman, Margot Robbie, John Lithgow, Allison Janney, Kate McKinnon, Liv Hewson, Brigette Lundy-Paine, Malcolm McDowell, Connie Britton, Rob Delaney, Mark Duplass, Mark Moses, Nazanin Boniadi, Ben Lawson, Brooke Smith, Jennifer Morrison, Ahna O&#8217;Reilly, Bryan d&#8217;Arcy James</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/NwJbVCwv15g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/">Crítica: O Escândalo</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie aparecem no primeiro teaser de ‘O Escândalo’</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/charlize-theron-nicole-kidman-e-margot-robbie-aparecem-no-primeiro-teaser-de-o-escandalo/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/charlize-theron-nicole-kidman-e-margot-robbie-aparecem-no-primeiro-teaser-de-o-escandalo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2019 23:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Randolph]]></category>
		<category><![CDATA[Charlize Theron]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jay Roach]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[O Escândalo]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=11126</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Lionsgate promoveu nesta quarta-feira (21) o lançamento do primeiro teaser de O Escândalo (Bombshell), produção estrelada pelas vencedoras do Oscar® Charlize Theron e Nicole Kidman, além da indicada ao Oscar® Margot Robbie. Baseada no escândalo norte-americano “Bombshell”, deflagrado em 2016, a trama aborda as graves denúncias contra o então presidente executivo-chefe da Fox News, Roger Ailes, e suas consequências. O longa promete um olhar revelador dentro do mais poderoso e controverso império de mídia norte-americano, com a história pulsante das [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/charlize-theron-nicole-kidman-e-margot-robbie-aparecem-no-primeiro-teaser-de-o-escandalo/">Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie aparecem no primeiro teaser de ‘O Escândalo’</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <em>Lionsgate</em> promoveu nesta quarta-feira (21) o lançamento do primeiro teaser de <em><strong>O Escândalo</strong></em> (<em>Bombshell</em>), produção estrelada pelas vencedoras do Oscar® Charlize Theron e Nicole Kidman, além da indicada ao Oscar® Margot Robbie.</p>
<p>Baseada no escândalo norte-americano “<em>Bombshell</em>”, deflagrado em 2016, a trama aborda as graves denúncias contra o então presidente executivo-chefe da <em>Fox News</em>, Roger Ailes, e suas consequências. O longa promete um olhar revelador dentro do mais poderoso e controverso império de mídia norte-americano, com a história pulsante das mulheres que afrontaram um infame homem à frente deste império.</p>
<p>Dirigido por Jay Roach e com roteiro de Charles Randolph, o longa tem estreia nacional agendada para 30 de janeiro de 2020.</p>
<p><strong>Confira o <em>teaser</em>!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/F6NnJTAcxqQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/charlize-theron-nicole-kidman-e-margot-robbie-aparecem-no-primeiro-teaser-de-o-escandalo/">Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie aparecem no primeiro teaser de ‘O Escândalo’</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/charlize-theron-nicole-kidman-e-margot-robbie-aparecem-no-primeiro-teaser-de-o-escandalo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especial: O 9º filme de Tarantino e seu legado</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-9o-filme-de-tarantino-e-seu-legado/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-9o-filme-de-tarantino-e-seu-legado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2019 23:31:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Al Pacino]]></category>
		<category><![CDATA[Austin Butler]]></category>
		<category><![CDATA[Bastardos Inglórios]]></category>
		<category><![CDATA[Brad Pitt]]></category>
		<category><![CDATA[Cães de Aluguel]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dakota Fanning]]></category>
		<category><![CDATA[Emile Hirsch]]></category>
		<category><![CDATA[Era Uma Vez em... Hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Butters]]></category>
		<category><![CDATA[Lena Dunham]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo DiCaprio]]></category>
		<category><![CDATA[Luke Perry]]></category>
		<category><![CDATA[Margaret Qualley]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[Os 8 Odiados]]></category>
		<category><![CDATA[Pulp Fiction – Tempos de Violência]]></category>
		<category><![CDATA[Quentin Tarantino]]></category>
		<category><![CDATA[Timothy Olyphant]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=11118</guid>

					<description><![CDATA[<p>A filmografia de Quentin Tarantino é conhecida mundialmente como sinônimo de violência recheada com altas doses de ação, sarcasmo e (muito) sangue. A cada anúncio de uma nova obra do diretor, sua legião de fãs espera ansiosa por mais um pouco desse conjunto descrito como padrão – e com a divulgação de Era Uma Vez em&#8230; Hollywood não foi diferente. Muito se especulou sobre o que esse longa-metragem abordaria, afinal ele começou sendo promovido como uma produção que coexiste com [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-9o-filme-de-tarantino-e-seu-legado/">Especial: O 9º filme de Tarantino e seu legado</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A filmografia de Quentin Tarantino é conhecida mundialmente como sinônimo de violência recheada com altas doses de ação, sarcasmo e (muito) sangue. A cada anúncio de uma nova obra do diretor, sua legião de fãs espera ansiosa por mais um pouco desse conjunto descrito como padrão – e com a divulgação de <em><strong>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</strong></em> não foi diferente. Muito se especulou sobre o que esse longa-metragem abordaria, afinal ele começou sendo promovido como uma produção que coexiste com o assassinato da atriz Sharon Tate, em 1969. O público esperou de um tudo, mas nenhuma teoria os preparou para a surpresa do que estava por vir.</p>
<p><em>Once Upon a Time&#8230; in Hollywood</em> (título original) descreve uma trajetória diferente do que já se viu na arte de Tarantino. Mesmo com uma carreira extensa e extremamente original, onde cada nova produção representa um universo repleto de inovações, seus filmes sempre trouxeram propostas semelhantes ao retratar a sua temática fundamental: a violência. Os traços de exagero – seja no sangue, sejam nas cenas de luta ou morte – e o humor ácido e satírico moldaram múltiplas dinâmicas que variam desde o controlado <em>Jackie Brown</em> (1997) até o espalhafatoso <em>À Prova de Morte</em> (2007). A estrutura de sua nona criação se organiza, contudo, de forma distinta. Tarantino quebra qualquer expectativa com seu novo filme que chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (15).</p>
<p>É preciso entender que <strong><em>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</em></strong> comporta todas essas características “tarantinescas”. A violência não deixa de ser tema central, o sangue não deixa de aparecer e o humor continua existindo na mesma medida, porém esses fatores são vistos sob uma nova perspectiva. Tarantino transforma seu nono filme num conto intimista sobre a Hollywood que ele conheceu desde novo. Essa é a sua ode ao universo que o abraçou e nunca mais o deixou ir embora. E é essa pessoalidade tão palpável que faz do longa inusitado. Esse olhar sensível e próprio sobre um momento onde, literalmente, tudo mudou na célebre Los Angeles é a sacada que eleva a obra do diretor e roteirista para um novo patamar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11123" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A estrutura narrativa do nono filme de Tarantino se estabelece através do dia a dia das personagens principais. O cotidiano, a monotonia e a decadência dessas figuras são os pilares dessa história sobre personas. Contudo, a relevância deles e de seus diálogos já são uma marca do diretor. Em produções como <em>Cães de Aluguel</em> (1992), <em>Pulp Fiction – Tempos de Violência</em> (1994) e <em>Os 8 Odiados</em> (2015) é clara a relevância dessas características atreladas ao ritmo um pouco mais lento – não tanto quanto no novo filme – para desenvolver com maestria todos os nuances da trama.</p>
<p>Outra marca de Tarantino que se repete de forma mais expressiva em sua nova obra é a vitalidade presente nas cenas. As imagens falam por si só graças as cores vivas e pulsantes da Hollywood de 1969. Pela cidade funcionar como uma das figuras principais da história, existe uma preocupação em dar corpo e voz a capital mundial do cinema. Seja através das inúmeras cenas de passeios com carro ou pelas andanças pelos estúdios, a Cidade dos Anjos é representada minuciosamente como uma grandiosa, porém triste personagem que guarda consigo todas as frustrações e anseios de milhares. As tonalidades vibrantes de Los Angeles remetem a outros trabalhos do diretor, onde as cores em cena, ao lado do jogo de luz e sombra, falam e são fundamentais na compreensão da história – como <em>Pulp Fiction</em>, <em>Kill Bill &#8211; Volumes I e II</em> (2003 e 2004), <em>Bastardos Inglórios</em> (2008) e <em>Os 8 Odiados</em>.</p>
<p>Embora essas características tenham uma expressiva relevância para o resultado do longa-metragem, nada se compara ao poder de suas personagens em tela. Mais do que nunca Tarantino aposta em figuras (reais ou não) cheias de camadas para dar liga a sua história. Em cena, essas personalidades são o elemento número nessa jornada pela antiga Hollywood. A profundidade delas atrelada ao tempo investido em seus dilemas criam uma narrativa sólida e emocionante. Dessa forma, <strong><em>Once Upon a Time&#8230; in Hollywood</em></strong> funciona como uma história palpável feita por alguém que presenciou o fim da era de ouro do cinema hollywoodiano ao mesmo tempo que a Cidade dos Anjos viveu o fim de sua inocência.</p>
<p>O brutal assassinato da atriz Sharon Tate e de seus amigos na fatídica noite de 8 de agosto de 1969 mudaram os rumos e as dinâmica de sua sociedade. Assim, o longa se configura como uma homenagem tanto ao mercado cinematográfico que Tarantino viu crescer, mudar e pelo qual se apaixonou, como aos envolvidos nessa nova realidade. A presença de Margot Robbie no filme, por exemplo, funciona como uma espécie de luz angelical que traz paz e leveza ao mesmo tempo que se contrapõe às dinâmicas e aos dilemas das personagens vividas por DiCaprio e Pitt.</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11122" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas qual seria a relevância desses enredos individuais para a composição de um produto tão extenso e parado? A crise profissional de Rick Dalton com sua decadência; a aceitação de Cliff Booth à sua vida pacata e sem glamour; a presença quase divina de Sharon Tate e sua carreira simples; e todo o histórico de horror cometido pela Família Manson costuram essa complexa e profunda narrativa sobre o vazio e o tempo. E para dar ainda mais força a cada uma dessas personagens eis que existe a maior de todas, a cidade dos sonhos: Hollywood. O polo cinematográfico do cinema americano se transfigura numa persona cuja história compõe e explica as relações entre as personagens e suas vivências.</p>
<p>É diante desse cenário devastado pelo tempo que uma nova era se instaura – tanto para a indústria cinematográfica dos EUA como na vida das figuras principais. O dilema de Tarantino ao escolher esse momento histórico do cinema está justamente ligado ao jogo entre realidade e ficção. E, da mesma forma que fez em <em>Bastardos Inglórios</em>, o diretor se permite reescrever a história outra vez. Ao fazê-lo, Tarantino cria a sua “carta de amor” à Hollywood por dar ao público uma perspectiva de renovação ao contornar a dor e tensão que a história comporta. Dessa forma, o cineasta usa sua criatividade e proeminência no mercado para dar vida a uma grande homenagem as suas memórias afetivas e íntimas desse universo.</p>
<p>O público, quando se encontra imerso nas histórias de cada uma das personagens, não consegue mais fugir da narrativa. Tarantino se provou, pela nona vez, um brilhante cineasta. A inesperada sensibilidade que abraça a produção do início ao fim é de arrepiar. As referências à cultura pop e a metalinguagem entre realidade e ficção formam uma transparente obra-prima que transborda talento, amor e cuidado com a responsabilidade do fazer cinema.</p>
<p>Com uma carreira cheia de louros, o diretor cria uma obra que expande ainda mais as suas possibilidades como artista e mostra para o mundo que ele ainda tem muito o que mostrar. <strong><em>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</em></strong> é um desafio do diretor ao público. Tarantino elabora uma obra que desafia o olhar do espectador ao utilizar suas marcas como artista de uma maneira diferente. Todas as suas habilidades e características, já vistas em seus filmes anteriores, estão presentes aqui de forma viva. As escolhas são meticulosas e precisas para criar um filme único e ímpar até mesmo para sua carreira. Sendo este o seu nono produto cinematográfico, Quentin Tarantino se aproxima do emblemático décimo filme – mencionado pelo diretor como sua última criação – e continua a impressionar o mundo com sua singular capacidade criativa. O diretor acaba de entregar para o mundo a sua mais nova, surpreendente e emocionante criação.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-9o-filme-de-tarantino-e-seu-legado/">Especial: O 9º filme de Tarantino e seu legado</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-o-9o-filme-de-tarantino-e-seu-legado/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
