<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Adam Driver - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/adam-driver/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/adam-driver/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 14 Nov 2024 18:41:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Adam Driver - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/adam-driver/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: Megalópolis</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-megalopolis/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-megalopolis/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 18:41:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Aubrey Plaza]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Francis Ford Coppola]]></category>
		<category><![CDATA[Giancarlo Esposito]]></category>
		<category><![CDATA[Jon Voight]]></category>
		<category><![CDATA[Laurence Fishburne]]></category>
		<category><![CDATA[Megalópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Nathalie Emmanuel]]></category>
		<category><![CDATA[Shia LaBeouf]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=18892</guid>

					<description><![CDATA[<p>Diretor de filmes importantes para a história do cinema, como os longas da trilogia O Poderoso Chefão e Apocalipse Now, Francis Ford Coppola tinha um projeto dos sonhos que enfim estreou nos cinemas em 2024: Megalópolis. Anos de desenvolvimento em meio às dificuldades de financiamento de um longa tão ambicioso para um cineasta que dos anos 1980 para cá teve uma relação de desconfiança dos principais investidores (os estúdios) dados os inúmeros problemas dos seus sets, sempre alargando orçamentos dos seus filmes, e os resultados [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-megalopolis/">Crítica: Megalópolis</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Diretor de filmes importantes para a história do cinema, como os longas da trilogia <em>O Poderoso Chefão</em> e <em>Apocalipse Now</em>, Francis Ford Coppola tinha um projeto dos sonhos que enfim estreou nos cinemas em 2024: <em><strong>Megalópolis</strong></em>. Anos de desenvolvimento em meio às dificuldades de financiamento de um longa tão ambicioso para um cineasta que dos anos 1980 para cá teve uma relação de desconfiança dos principais investidores (os estúdios) dados os inúmeros problemas dos seus sets, sempre alargando orçamentos dos seus filmes, e os resultados decepcionantes de bilheteria. Megalópolis levou quase três décadas para &#8220;sair do papel&#8221;. O resultado é um filme que no seu corte final apresenta para o espectador esboços de boas ideias e não uma narrativa minimamente coerente.</p>
<p>Você pode respeitar toda a trajetória de Coppola, reconhecer sua importância para o cinema como um dos grandes expoentes da Nova Hollywood dos anos 1970 e ter filmes como <em>O Poderoso Chefão: Parte 1 e 2, Apocalipse Now, A Conversação e Drácula de Bram Stoker</em> como cânones e, ao mesmo tempo, reconhecer <em><strong>Megalópolis </strong></em>como um filme ruim e é nesta posição que nos encontramos. <em>Megalópolis</em> é um longa promissor como ideia, mas cuja execução resulta em um filme bagunçado em diversas frentes: na sua direção e no seu roteiro, na concepção visual e, sobretudo, na montagem.</p>
<p>O longa narra a jornada de César Catilina, interpretado por Adam Driver. Caitilina é um arquiteto que tem em mãos o projeto de uma realidade utópica para uma civilização em evidente declínio. Defendendo o seu modelo de sociedade para o futuro, César trava uma disputa ideológica com instâncias de poder, entre elas o prefeito Franklyn Cicero, vivido por Giancarlo Esposito, um sujeito que resiste às ideias do rapaz. Uma situação que agrava a cisão entre os dois personagens é o romance entre César e a filha de Franklin, Julia Cícero, interpretada por Nathalie Emmanuel.</p>
<p>Em seu novo filme, Coppola surge pessimista com os EUA do ponto de vista político e cultural, &#8220;caindo em si&#8221; de que a ideia do &#8220;sonho americano&#8221; foi substituída por um país em deterioração pela corrupção dos poderosos que fazem parte do seu círculo social. É uma civilização em estado de putrefação sustentada insistentemente por uma elite que lucra bastante com a desigualdade e a alienação das massas. O César de Adam Driver é uma representação de Coppola, um artista que tem trânsito nesse círculo social mais abastado, mas que não consegue &#8220;fazer valer&#8221; seus ideais. A partir disso, de fato, Coppola tem material para realizar uma interessante e criativa crítica social, por um ponto de vista bem pessoal, porém o que se vê na tela são apenas esforços.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18910" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3.png" alt="Megalópolis" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Visualmente, <em><strong>Megalópolis </strong></em>é uma bagunça de referências e uma extravagância no uso de efeitos especiais, a maioria muito mal aplicados, &#8220;poluindo&#8221; cada frame com sobreposições e uma inventividade estética que mira em várias referências, não dando tempo para o espectador absorver a profusão criativa de cada frame e o que eles significam. É o deleite pela &#8220;bela imagem&#8221; sobreposto por outra composição criada supostamente para impressionar a plateia e o cineasta vai até o fim do longa nesse modus operandi. No final das contas, o que Coppola acaba banalizando todos os esforços estéticos do seu longa.</p>
<p>Não há camadas nos personagens de <em><strong>Megalópolis</strong></em>. O roteiro parece contentar-se com a orientação de que todas aquelas pessoas que povoam a narrativa de Coppola são ideias e não gente. A jornalista vivida por Aubrey Plaza é uma representação da manipulação e ganância da mídia, o César de Adam Driver é a utopia de uma sociedade perfeita e o nepo baby interpretado por Shia LaBeouf é puro oportunismo. Só isso. Acontece que apenas isso não é o suficiente para engajar o público com o filme. Dentro dos traços marcantes desses personagens não há nuances.  Quando conflitos humanos são desenvolvidos, o filme opta pelo mais superficial possível, a exemplo da relação amorosa entre César e Júlia. Parte disso é porque o roteiro do longa é extremamente ensimesmado nas ideias do cineasta e seus personagens são  elementos secundários, o que torna a experiência de assistir Megalópolis fria e cansativa.</p>
<p>Poucas atuações chamam a atenção &#8211; e olha que falamos de um elenco com atores como Adam Driver, Dustin Hoffman, Jon Voight e Giancarlo Esposito. Talvez Aubrey Plaza e Shia LaBeouf mereçam mais destaque porque conseguem encontrar um tom mais satírico em meio à dispersão que é <em><strong>Megalópolis</strong></em>. Esses atores tentam encontrar algum sentido para para o projeto ao adotar este tom em suas atuações, saindo-se mais bem-sucedidos do que o herói shakespeariano de Adam Driver, por exemplo. Uma cena em particular protagonizada por Plaza e LaBeouf é bem curiosa, nela a jornalista manipula seu parceiro de cena culminando em uma incomum cena de sexo &#8211;  e é bem curioso perceber as intenções opostas às ações de ambos nesse momento e como os dois atores conduzem tudo isso. No mais, pouca coisa é memorável.</p>
<p>Pode ser que daqui há alguns anos a crítica resgate <em><strong>Megalópolis</strong></em> em uma revisão como um longa cuja péssima recepção não fez justiça ao que ele de fato é &#8211; isso pode acabar acontecendo sobretudo porque acredito que deva existir outro corte desse filme daqui algum tempo. O que temos no presente, no entanto, é o que pode ser julgado e, sendo assim, <em>Megalópolis</em> não é dos melhores trabalhos da  carreira de Coppola, longe disso, infelizmente, é uma das maiores decepções do seu currículo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Francis Ford Coppola</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Adam Driver, Giancarlo Esposito, Nathalie Emmanuel, Aubrey Plaza, Shia LaBeouf, Jon Voight, Laurence Fishburne</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/xDg19aLVuyA?si=4-9I5NfNEuDcpVQc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-megalopolis/">Crítica: Megalópolis</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-megalopolis/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Casa Gucci</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 23:49:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Al Pacino]]></category>
		<category><![CDATA[Camille Cottin]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Gucci]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jack Huston]]></category>
		<category><![CDATA[Jared Leto]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Irons]]></category>
		<category><![CDATA[Lady Gaga]]></category>
		<category><![CDATA[Ridley Scott]]></category>
		<category><![CDATA[Salma Hayek]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=14804</guid>

					<description><![CDATA[<p>O super aguardado Casa Gucci finalmente chega aos cinemas com grande elenco e direção de ninguém menos que Ridley Scott (Perdido em Marte). O filme conta a história da magnata família italiana que fundou a famosa marca Gucci, que ouvimos falar em passarelas, roupas de artistas em premiações e bolsas caríssimas. Este longa vem sendo indicado como um possível concorrente na temporada de premiações e vamos discutir mais a seguir se isso é algo, de fato, realista. O roteiro começa [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/">Crítica: Casa Gucci</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O super aguardado <em><strong>Casa Gucci</strong></em> finalmente chega aos cinemas com grande elenco e direção de ninguém menos que Ridley Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-perdido-em-marte/"><em>Perdido em Marte</em></a>). O filme conta a história da magnata família italiana que fundou a famosa marca Gucci, que ouvimos falar em passarelas, roupas de artistas em premiações e bolsas caríssimas. Este longa vem sendo indicado como um possível concorrente na temporada de premiações e vamos discutir mais a seguir se isso é algo, de fato, realista.</p>
<p>O roteiro começa nos apresentando como surgiu a relação entre Patrizia Reggiani (Lady Gaga, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nasce-uma-estrela/"><em>Nasce Uma Estrela</em></a>) e Maurizio Gucci (Adam Driver, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>), desde o primeiro momento em que eles cruzaram o caminho em uma festa, lá na década de 1970. Ela era uma jovem de classe média, cujo pai era dono de uma empresa de caminhões e ela ajudava na contabilidade dos negócios da família. Quando conheceu Maurizio pela primeira vez, viu nele a oportunidade de colocar em prática toda a sua ânsia por poder.</p>
<p>A medida que a trama avança, acompanhamos a ganância dela contrastando com a falta de ambição do marido. Ele claramente não faz questão de tudo o que tem ou poderia ter, enquanto Patrizia vê sempre a possibilidade além do que a situação revela. O surgimento do tio Aldo (Al Pacino,<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/"><em> O Irlandês</em></a>) apimenta mais o cenário, abrindo um leque que antes havia sido fechado pelo pai Rodolfo (Jeremy Irons, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-red-sparrow/"><em>Operação Red Sparrow</em></a>), que não aceitava a união dos dois.</p>
<p><em><strong>Casa Gucci</strong></em> deixa muito claro que as relações ali não são estabelecidas com o foco em dinheiro. Assim como vimos na série <em>House of Cards</em>, engana-se quem pensa que o objetivo de políticos e empresários é apenas enriquecer. Depois de certo ponto, a fortuna se torna algo muito banal e o que resta são as conexões de poder. A narrativa deixa isso muito claro em todos os momentos ao mencionar o dinheiro, é claro, mas nunca o colocando como uma questão ou objetivo ali.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-14806 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9.jpg" alt="Casa Gucci" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A família tem sede por reconhecimento e fama, uma necessidade constante de ocupar um lugar de superioridade. É como se estivesse no sangue deles, então a maioria dos integrantes disputa a todo momento a atenção e a glória do espaço que ocupa. Seria simplório pensar que Patrizia chegou ali para ter ganância em um lugar onde isso não era pensado. A personalidade dela acabou se encaixando perfeitamente com o nome Gucci, até mais do que alguns membros.</p>
<p>O roteiro tem muitos pontos de exagero, como a própria história pede. Falamos de uma família italiana, que tem as emoções a flor da pele, que está disputando poder e dinheiro, que é dona de uma das maiores marca de moda do mundo. Não era possível esperar que as nuances fosse simplistas e modestas. Alguns elementos, no entanto, pecam, como é o caso do personagem de Jared Leto (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><em>Esquadrão Suicida</em></a>), o primo Paolo. Ele deveria funcionar como um alívio cômico, mas a performance foi tão pesada e caricata, que acaba destoando demais de todo o resto. Suas aparições são extremamente cansativas.</p>
<p>Seguindo nas atuações, Driver nos oferece um Gucci muito dualista, que cresce na nossa frente. Do rapaz perdido do início ao homem cheio de poder dos últimos momentos, ele passeia muito bem nestas mudanças. Os grandes destaques, no entanto, ficam mesmo com Gaga e Al Pacino. Ela está sensacional no papel da mulher gananciosa que vê seu império ruir e sair do controle. É impressionante como consegue nos apresentar uma personagem completamente diferente e sem marca das outras que já interpretou. Já ele está tão bem no papel do tio Aldo que sentimos uma necessidade maior de vê-lo em cena. Uma dupla bem ornada.</p>
<p>Mas será que vale algum prêmio? Entendo que vale as indicações e serão merecedoras, se houver. Particularmente no caso de Lady Gaga e Al Pacino (talvez Adam Driver pelo conjunto do trio principal). Porém dificilmente levarão estatuetas, pois o filme não segue no mesmo padrão de qualidade e apresenta um resultado muito bom, mas nada além disso. Poderia ter se arriscado mais para tentar mais indicações. <em><strong>Casa Gucci</strong></em> não deixa de ser, no entanto, um ótimo filme para se conferir.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ridley Scott</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lady Gaga, Adam Driver, Al Pacino, Jared Leto, Jeremy Irons, Jack Huston, Salma Hayek, Camille Cottin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/g1Ud5HJXb50" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/">Crítica: Casa Gucci</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: O Último Duelo</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 01:39:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Lawther]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Affleck]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Harriet Walter]]></category>
		<category><![CDATA[Jodie Comer]]></category>
		<category><![CDATA[Marton Csokas]]></category>
		<category><![CDATA[Matt Damon]]></category>
		<category><![CDATA[O Último Duelo]]></category>
		<category><![CDATA[Oliver Cotton]]></category>
		<category><![CDATA[Ridley Scott]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=14646</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nada melhor do que ter um drama épico de qualidade chegando aos cinemas e mostrando que um diretor específico ainda tem toda a energia neste tipo de gênero. Ridley Scott (Alien: Covenant) certa feita nos presenteou com Gladiador, um filme vencedor de 5 estatuetas do Oscar e que estabeleceu um nível bem alto aos seus sucessores. Então não é sem expectativa que chegamos para assistir O Último Duelo. Neste épico, somos apresentados a Jean de Carrouges (Matt Damon, Ford vs. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/">Crítica: O Último Duelo</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nada melhor do que ter um drama épico de qualidade chegando aos cinemas e mostrando que um diretor específico ainda tem toda a energia neste tipo de gênero. Ridley Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alien-covenant/"><em>Alien: Covenant</em></a>) certa feita nos presenteou com <em>Gladiador</em>, um filme vencedor de 5 estatuetas do Oscar e que estabeleceu um nível bem alto aos seus sucessores. Então não é sem expectativa que chegamos para assistir <strong><em>O Último Duelo</em></strong>.</p>
<p>Neste épico, somos apresentados a Jean de Carrouges (Matt Damon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs. Ferrari</em></a>), um cavaleiro que busca sua ascensão e reconhecimento perante a corte, sendo extremamente fiel e dedicado. Em um acordo, ele acaba casando com a belíssima Marguerite (Jodie Comer, <em>Killing Eve</em>). Carrouges tem ainda um grande amigo, o ganancioso escudeiro Jacques Le Gris (Adam Driver, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>). O que parece ser uma história que vai pairar sobre a disputa entre os homens, acaba se tornando uma narrativa sobre o subjugamento da mulher na época e o quanto a sociedade a tratava como escória.</p>
<p>O filme é dividido em três capítulos, sendo cada um contado por uma parte deste trio mencionado. Logo o espectador percebe que será apresentado a perspectivas diferentes do mesmo fato e como as pessoas interpretam a situação de maneira muito distinta, a partir de seus comportamentos e personalidades.</p>
<p>Em uma viagem de campanha em nome do Rei, Jean deixa sua esposa em casa, ao lado de mãe e funcionários. Quando eles vão na feira da cidade, Marguerite acaba sendo estuprada por Le Gris. O que se sucede é sua tentativa hercúlea de provar que não teve culpa sobre o ato e que foi apenas vítima da vingança do escudeiro. Ela acaba sendo violentada de diversas formas, emocionais, sentimentais, etc. É uma obra que se passa no século XIV, mas propõe uma reflexão assustadoramente atual e presente na sociedade que vivemos. Qual o papel da mulher nas decisões que competem a sua própria vida?</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14648" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279.jpg" alt="O Último Duelo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A escolha de elenco para o trio principal é mais do que acertada. Cada um dá o tom perfeito a intensidade de seus personagens, nos fazendo questionar a todo momento a real versão dos fatos. Damon traz todo o amargor do cavaleiro humilhado e que não tem voz dentro da corte, enquanto Driver flutua entre o galã pernóstico e simpático. Ambos nos convencem de suas versões e o <em><strong>O Último Duelo</strong></em> tem esse elemento de convocar a participação do espectador o tempo todo. Somos mais um personagem de julgamento naquele tribunal.</p>
<p>Mas é Jodie que aprofunda as milhares de nuances da personagem. Ela já vem mostrando sua altíssima qualidade em projetos anteriores, mas dedica sua alma a esse personagem. Silenciosa e falando sempre com os olhos, Marguerite deixa muito mais para as conjecturas do que para os fatos.</p>
<p>Ridley capricha com todo o cenário de locação e figurino impecável. O espectador consegue fazer uma imersão tão bem qualificada quanto o fez em <em>Gladiador</em>. Além disso, a trilha sonora finamente escolhida vem para casar com as cenas de ação bem ensaiadas. Repito sempre sobre a importância de saber quem é quem numa batalha, especialmente neste caso específico, onde a maioria dos guerreiros se vestem igual. São lutas bem realistas e sanguinárias, fazendo uma imersão ainda mais profunda.</p>
<p><em><strong>O Último Duelo</strong></em> é um épico de alta qualidade nos moldes que somos acostumados. Mesmo que o formato de capítulos possa ser um pouco repetitivo em algum momento, o longa não se furta de explorar as temáticas pesadas e densas. O espectador se vê enlaçado pela história e ansiando constantemente o seu desfecho, que é tão vago quanto precisa ser. Mais um grande acerto de Ridley Scott.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ridley Scott</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Matt Damon, Adam Driver, Jodie Comer, Ben Affleck, Harriet Walter, Alex Lawther, Oliver Cotton, Marton Csokas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sm7vofMwXwg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/">Crítica: O Último Duelo</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dica do Dia: Sete Dias Sem Fim (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-sete-dias-sem-fim-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-sete-dias-sem-fim-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2020 23:08:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Corey Stoll]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Fonda]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Bateman]]></category>
		<category><![CDATA[Kathryn Hahn]]></category>
		<category><![CDATA[Rose Byrne]]></category>
		<category><![CDATA[Sete Dias Sem Fim]]></category>
		<category><![CDATA[Shawn Levy]]></category>
		<category><![CDATA[Timothy Olyphant]]></category>
		<category><![CDATA[Tina Fey]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12552</guid>

					<description><![CDATA[<p>Que tal uma série de dicas de filmes para você assistir no conforto de sua casa durante este período em que é fundamental respeitar o isolamento? O Coisa de Cinéfilo vai falar diariamente (ou quase isso) sobre longas de fácil acesso para você curtir e alimentar essa necessidade de um filminho bom. Prepare a pipoca e vamos lá! Vamos começar com Sete Dias Sem Fim. Esta comédia dramática reúne um elenco sensacional, com Jason Bateman (série Ozark), Tina Fey (série [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-sete-dias-sem-fim-netflix/">Dica do Dia: Sete Dias Sem Fim (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Que tal uma série de dicas de filmes para você assistir no conforto de sua casa durante este período em que é fundamental respeitar o isolamento? O Coisa de Cinéfilo vai falar diariamente (ou quase isso) sobre longas de fácil acesso para você curtir e alimentar essa necessidade de um filminho bom. Prepare a pipoca e vamos lá!</p>
<p>Vamos começar com <em><strong>Sete Dias Sem Fim</strong></em>. Esta comédia dramática reúne um elenco sensacional, com Jason Bateman (série <em>Ozark</em>), Tina Fey (série <em>30 Rock</em>), Jane Fonda (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-do-jeito-que-elas-querem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Do Jeito Que Elas Querem</em></a>), Adam Driver (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>), Rose Byrne (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-de-repente-uma-familia/"><em>De Repente Uma Família</em></a>), Corey Stoll (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><em>O Primeiro Homem</em></a>), Kathryn Hahn (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-perfeita-e-a-mae/"><em>Perfeita é a Mãe</em></a>), Timothy Olyphant (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era Uma Vez Em&#8230; Hollywood</em></a>), etc. Ufa! É muito ator de qualidade e isso se reflete 100% no andamento do roteiro.</p>
<p>A história traz Judd, um homem que é bombardeado com eventos ruins, como a descoberta ao vivo da traição da esposa com seu chefe. Na sequência, seu pai morre e ele precisa viajar para o funeral. Ao chegar na sua cidade natal e encontrar com a mãe e três irmãos, ele descobre que era da vontade de seu pai que eles fizessem uma cerimônia judia que exige que o núcleo familiar fique em vigília, na mesma casa, por 7 dias. Claro que isso vai render diversos problemas de relacionamento e convivência.</p>
<p>O gênero de comédia dramática é algo que me atrai pela simples premissa de rir das desgraças da vida. Não me soa como desistência, mas como uma resiliência de que tem certas coisas que realmente não têm resolução. Judd vive muitas emoções negativas ao mesmo tempo e é obrigado a lidar com monstros antigos que ele empurrava para debaixo do tapete. Os quatro filhos do falecido são completamente diferentes em personalidade e trazem abordagens diferentes para uma mesma questão: o luto.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12554" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/465624.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Sete Dias Sem Fim" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/465624.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/465624.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/465624.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas <strong><em>Sete Dias Sem Fim</em></strong> não é apenas um filme sobre luto. Ele vai além e fala sobre questões emocionais. Sobre se sentir um perdedor quando as coisas dão errado. Sobre ter medo da mudança. Sobre o inesperado. Não é um filme tão profundo, mas ele consegue passear por esses assuntos de uma maneira muito correta e pertinente.</p>
<p>E claro, o ponto mais alto é que este roteiro interessante é ser liderado por um elenco fantástico. A dinâmica dos artistas é o que torna o filme ainda melhor. Embora tenham muitos atores, a unicidade da equipe dá um tom a mais. Estão todos organicamente conectados e com a química alinhada. Não há excessos e nem tentativas de parecer mais que o outro. E este equilíbrio é que garante um bom filme.</p>
<p><em><strong>Sete Dias Sem Fim</strong> </em>é um filme que passa rápido, que flui com muita facilidade e atrai a nossa atenção a todo momento. Uma excelente pedida para quem quer curtir um longa mais leve nesse tempo de notícias tão pesadas. Ah, e está facilmente disponível na Netflix, facilitando ainda mais a nossa vida.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Shawn Levy<br />
<strong>Elenco:</strong> Jason Bateman, Tina Fey, Jane Fonda, Adam Driver, Rose Byrne, Corey Stoll, Kathryn Hahn, Timothy Olyphant</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Glav2KqknV8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-sete-dias-sem-fim-netflix/">Dica do Dia: Sete Dias Sem Fim (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-sete-dias-sem-fim-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Ator</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-ator/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-ator/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 17:09:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Lista]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Banderas]]></category>
		<category><![CDATA[Coringa]]></category>
		<category><![CDATA[Dois Papas]]></category>
		<category><![CDATA[Dor e Glória]]></category>
		<category><![CDATA[Era Uma Vez em... Hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[História de um Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquin Phoenix]]></category>
		<category><![CDATA[Jonathan Pryce]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo DiCaprio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12339</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Oscar 2020 está cada dia mais próximo. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com todos os seus defeitos, é, indiscutivelmente, a maior premiação do cinema, o que faz sua chegada mexer ainda mais com o universo da sétima arte. Críticos, artistas, fãs de cinema e até as pessoas mais desconectadas com o universo param para questionar quem vai levar para casa cada uma das principais estatuetas. Por essa razão, a equipe do Coisa de Cinéfilo segue com suas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-ator/">Especial Oscar 2020: Melhor Ator</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Oscar 2020 está cada dia mais próximo. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com todos os seus defeitos, é, indiscutivelmente, a maior premiação do cinema, o que faz sua chegada mexer ainda mais com o universo da sétima arte. Críticos, artistas, fãs de cinema e até as pessoas mais desconectadas com o universo param para questionar quem vai levar para casa cada uma das principais estatuetas. Por essa razão, a equipe do Coisa de Cinéfilo segue com suas apostas sobre essa aclamada cerimônia que acontecerá neste domingo (9).</p>
<p>Apesar de sua pompa, o Academy Awards guarda resquícios de imperdoáveis e contestáveis resultados. Anualmente existe uma categoria na qual o resultado gera um certo descontentamento entre público e crítica. Aqui vamos pensar sobre as atuações masculinas em papéis principais. E, com toda a incerteza do Oscar, questionaremos se, de fato, um ator como Joaquin Phoenix sairá invicto da temporada de premiações.</p>
<p>Apesar de Phoenix ser o favorito absoluto, é inevitável que algumas atuações sejam sentidas por não estarem na lista de indicados. Taron Egerton tem um desempenho primoroso interpretando Elton John em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rocketman/"><strong><em>Rocketman</em></strong></a>. Seu nome apareceu em outros prêmios, mas a Academia o deixou de fora dessa disputa. Outro ator esnobado pelo Oscar foi o veterano Christian Bale. O ator britânico esteve na disputa na maior parte da temporada de premiações por seu papel no esquecível <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em><strong>Ford vs. Ferrari</strong></em></a>. Mesmo com um filme questionável, Bale entrega um trabalho brilhante, digno de uma indicação no Academy Awards.</p>
<p>Por fim, Adam Sandler é um dos nomes de maior polêmico deste ano. O ator, conhecido por suas comédias besteirol, mostrou, mais uma vez, o seu poder cênico ao dar vida à personagem principal do longa-metragem <em>Joias Brutas</em>, dos irmãos Safdie. Sandler entrega uma performance completa e digna de atenção, a qual fez dele um dos indicados no Critics Choice Awards. Contudo, o estereótipo de ator de “filmes medíocres” segue Sandler e o priva de oportunidades de trabalho como essas. Este é um dos nomes que merecem futuras oportunidades e, quem sabe, as tendo, ele possa estar competindo e sendo homenageado por seu trabalho espetacular.</p>
<p>Agora, ao pensar o quadro de indicados, a lista do quinteto do Oscar 2020, na categoria “Melhor Ator”, é composta por Adam Driver, Jonathan Pryce, Antonio Banderas, Leonardo DiCaprio e Joaquin Phoenix. Ironicamente, dos cinco atores, apenas um deles já ganhou uma estatueta e, só três já haviam sido indicados no Oscar. Portanto, apesar das faltas, esse é um grupo interessante, onde todos os artistas tiveram desempenhos brilhantes em seus respectivos trabalhos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12417" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/adam-driver-marriage-story.jpg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Ator" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/adam-driver-marriage-story.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/adam-driver-marriage-story-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/adam-driver-marriage-story-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Adam Driver, por exemplo, é um dos atores que já havia sido indicado no Academy Awards. Ele é um dos casos de Hollywood que tem um crescimento exponencial invejável. As interpretações e papéis de Driver só melhoram com o tempo. Em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em><strong>História de um Casamento</strong></em></a>, Driver brilha. Sua consistência cênica é impecável, assim como a construção de sua personagem. Apesar disso, ele é um dos que está mais longe da corrida pelo ouro cinematográfico.</p>
<p>Na frente do Kylo Ren de Star Wars está Jonathan Pryce. O ator, mesmo com sua longa carreira, foi indicado pela primeira vez neste ano. Sua interpretação do Papa Francisco lhe rendeu aclamações mundiais e merecidas. O domínio da cena mostrado por Pryce é simples, porém preciso. O seu olhar fala a cada segundo do filme. Suas nuances muito bem exploradas só ajudaram a elevar a qualidade de <strong><em>Dois Papas</em></strong> &#8211; em especial nas cenas onde as crenças de Francisco e Bento XVI entrem em atrito. Ao lado de seu parceiro de cena, Jonathan Pryce deu uma aula de simplicidade em frente às câmeras. Ele faz o público lembrar que você não precisa de muito para expressar um turbilhão de emoções. Ainda assim, Pryce também longe de ser um dos favoritos.</p>
<p>Na caminhada rumo a uma possível disputa &#8211; e reviravolta na dinâmica das premiações -, Antonio Banderas, se mostra mais forte e capaz de parear com DiCaprio e Phoenix. Em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/"><em><strong>Dor e Glória</strong></em></a>, o ator espanhol supera qualquer trabalho anterior. O filme não seria nada sem a sensibilidade de Banderas. Ele consegue prender você desde o primeiro instante. Até por ser um filme esteticamente diferente do que se espera de Pedro Almodóvar, os olhares se volta de forma mais minuciosa para o desempenho cirúrgico de Antonio. A palavra que define sua performance nessa produção é maturidade. Existe uma aura que paira sobre essa personagem que só o tempo, talento e dedicação podem proporcionar. O espanhol mostrou,mais uma vez, a razão que faz Almodóvar fazer dele o seu ator-parceiro. Banderas é impecável e capaz de criar o que for.</p>
<p>Na disputa final temos um embate de gigantes e velhos conhecidos do público, de Hollywood e do Oscar. Dicaprio e Phoenix estão no topo dessa disputa por seus desempenhos singularmente belos. O astro hollywoodiano Leonardo DiCaprio tem uma longa trajetória tanto no cinema como no Academy Awards. Com uma vitória, ele chegou a sua sexta indicação pelo seu papel de Rick Dalton em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><strong><em>Era uma Vez em… Hollywood</em></strong></a>. DiCaprio construiu um dos personagens mais completos de sua carreira. Sua performance no nono filme de Quentin Tarantino é uma dádiva para os amantes do cinema e uma inspiração para seus colegas de profissão.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12419" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Era-Uma-Vez-em-Hollywood-752x440-1.jpg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Ator" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Era-Uma-Vez-em-Hollywood-752x440-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Era-Uma-Vez-em-Hollywood-752x440-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Era-Uma-Vez-em-Hollywood-752x440-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O texto ajudou absurdamente o ator a criar e estampar toda a emoção e o envolvimento necessário que a trama requisitava. Mas Leonardo foi além. Ele usa a metalinguagem, contida no subtexto de Rick Dalton, para inspirar. É bonito de ver DiCaprio dando vida as crises de profissionais e de meia idade de um ator consagrado de Hollywood. Essa brincadeira proporcionada pelo roteiro deu vida a uma das cenas mais sensíveis de Tarantino que marcam qualquer pessoa que assiste ao filme. E mesmo com DiCaprio não sendo o favorito para levar a estatueta para casa, seu desempenho merece ser louvado.</p>
<p>Agora chegamos a estrela dessa lista. Joaquin Phoenix é um ator de muita sensibilidade e poderio cênico. Desde seus primeiros trabalhos, ele sempre mostrou a sua capacidade de ir além. E o que Phoenix faz em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/"><em><strong>Coringa</strong></em> </a>é exatamente isso, ir ainda mais além. Ele transcende qualquer barreira do público, do filme e até mesmo do personagem e apresentou uma das performances mais lindas do cinema nos últimos anos. Um detalhe importante é o estigma que seu papel carrega desde o início. Ter a missão de interpretar uma das personagens mais famosas e aclamadas de um universo é uma tarefa difícil. Quando isso é alinhado à comparação imediata com o desempenho de um colega, as coisas se intensificam.</p>
<p>Heath Ledger deu vida ao Coringa em 2008. Sua brilhante atuação lhe rendeu um Oscar póstumo e uma marca na história da DC e do cinema. O trabalho de Phoenix não consistia em apenas criar a sua versão da personagem, mas mostrar que ele conseguia colocar a sua marca nessa persona tão cheia de estigmas e fazer um filme solo da personagem valer a pena. E o resultado disso é uma das experiências cinematográficas mais marcantes. Ter o privilégio de assistir Joaquin brincar com uma complexidade de estados mentais, tipos de características e emoções é único. Ele faz qualquer defeito no filme sumir porque sua atuação é o que resta na memória do público. A ininterrupta imagem de uma performance colossal.</p>
<p>Apesar da esmagadora possibilidade de vitória, a corrida pela estatueta Melhor Ator nunca está 100% garantida. A imprevisibilidade do Oscar é algo instigante e provocador. O que resta é esperar para ver quais surpresas a noite de 9 de fevereiro guarda<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a> Vejamos se Phoenix sairá invicto desta temporada de premiações ou se outro colega levará o prêmio para casa. Para saber dessas e mais apostas para o Oscar, fique ligado no Coisa de Cinéfilo!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-ator/">Especial Oscar 2020: Melhor Ator</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-ator/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Star Wars: A Ascensão Skywalker</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-a-ascensao-skywalker/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-a-ascensao-skywalker/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Dec 2019 18:36:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony Daniels]]></category>
		<category><![CDATA[Carrie Fisher]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Daisy Ridley]]></category>
		<category><![CDATA[Domhnall Gleeson]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Ian McDiarmid]]></category>
		<category><![CDATA[J.J. Abrams]]></category>
		<category><![CDATA[John Boyega]]></category>
		<category><![CDATA[Joonas Suotamo]]></category>
		<category><![CDATA[Kelly Marie Tran]]></category>
		<category><![CDATA[Keri Russell]]></category>
		<category><![CDATA[Lupita Nyong'o]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Hamill]]></category>
		<category><![CDATA[Naomi Ackie]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Isaac]]></category>
		<category><![CDATA[Richard E. Grant]]></category>
		<category><![CDATA[Star Wars]]></category>
		<category><![CDATA[Star Wars 9]]></category>
		<category><![CDATA[Star Wars: A Ascensão Skywalker]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12107</guid>

					<description><![CDATA[<p>Afinal, qual a relação entre cinema e público? Se falarmos que a demanda popular gera um filme, estaríamos assumindo que o cinema é um produto comercial? Ou se é o cinema que gera a demanda, aí estaríamos falando de uma entidade própria que orienta os valores da sociedade? Aliás, será que sequer existe alguma relação hierárquica entre cinema e público? Um precisa ditar como vai ser o funcionamento do outro? Ou são apenas conjuntos diferentes que habitam o mesmo universo? [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-a-ascensao-skywalker/">Crítica: Star Wars: A Ascensão Skywalker</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Afinal, qual a relação entre cinema e público? Se falarmos que a demanda popular gera um filme, estaríamos assumindo que o cinema é um produto comercial? Ou se é o cinema que gera a demanda, aí estaríamos falando de uma entidade própria que orienta os valores da sociedade? Aliás, será que sequer existe alguma relação hierárquica entre cinema e público? Um precisa ditar como vai ser o funcionamento do outro? Ou são apenas conjuntos diferentes que habitam o mesmo universo? Peço perdão por tantas dúvidas, mas <strong><em>Star Wars: A Ascensão Skywalker</em></strong> me fez questionar bastante a função do cinema.</p>
<p>Quando Martin Scorsese (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Irlandês</em></a>) afirmou que os filmes da Marvel não eram verdadeiramente cinema e mais como uma montanha-russa, o cineasta não mentiu em sua argumentação. Apesar disso, acredito que mesmo um gênio da sétima arte não tem poder para ditar o que deve ser ou não cinema. Todavia, o que é inegável é o quanto ele foi preciso em suas palavras — e aqui peço paciência do leitor, pois vou parafrasear o mestre:</p>
<p><em>“Muitos dos elementos que definem o cinema como eu conheço estão ali nos filmes da Marvel. O que não está é a revelação, o mistério ou o perigo emocional genuíno. Nada está em risco. Os filmes são feitos para satisfazer uma leva específica de demandas, e são desenhados como variações em um número finito de temas.</em></p>
<p><em>Eles são sequências no nome mas refilmagens em espírito, e tudo neles é oficialmente sancionado porque não tem como ser de outra forma. Essa é a natureza das franquias cinematográficas modernas: com pesquisas de mercado, testadas pelo público, vetadas, modificadas, vetadas mais uma vez e novamente modificadas, até que estejam próprias para o consumo.”</em> (tradução retirada do <a href="http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-151596/">AdoroCinema</a>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12108" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/4523692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Star Wars: A Ascensão Skywalker" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/4523692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/4523692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/4523692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Bem, e o que <strong><em>Star Wars: A Ascensão Skywalker</em></strong> tem a ver com a Marvel? Primeiramente, não podemos esquecer que todos fazem parte de uma mesma companhia (Disney), preocupada em monopolizar o mercado de maneira que mais gere lucros e menos riscos possíveis.</p>
<p>Por outro lado, a diferença entre o universo de Kevin Feige e o filme de J.J. Abrams fica gritante quando vemos que, mesmo quando os dois fazem a mesma coisa — entregar fan service —, há uma diferença gritante entre os  resultados. E qual o motivo? Primordialmente, <em>Ultimato</em> é um amálgama de mais de 20 filmes que foram construídos dentro de uma unidade, apesar de cada aventura ter sua particularidade.</p>
<p>De maneira oposta, há um certo momento de <strong><em>A Ascensão Skywalker</em> </strong>que C3PO tem sua memória apagada. Logo depois, o robô consegue recuperá-las parcialmente, com exceção de todas as suas aventuras mais recentes. Não há cena que melhor o que é esse filme. Ao estar mais preocupado em anular o legado vanguardista deixado por Rian Johnson em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-os-ultimos-jedi/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Os Último Jedi</em></a>, o último capítulo da Saga Skywalker se torna um gigante <em>retcom</em> e esquece que apenas a negação do passado não basta.</p>
<p>O roteiro de J.J. Abrams e Chris Terrio (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman-vs-superman-a-origem-da-justica/"><em>Batman vs. Superman</em></a>, o que explica muita coisa) assume tanto seu caráter mercadológico que chega a “matar” CINCO personagens, apenas para desfazer essa ilusão instantes depois. É, literalmente, como uma montanha-russa. Afinal, o filme manipula momentaneamente as emoções do público, apenas para no final desfazer suas ações, mostrando que nunca houve um verdadeiro risco.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12109" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3917203.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Star Wars: A Ascensão Skywalker" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3917203.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3917203.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3917203.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda em roteiro — e aqui abro uma grande aspas para falar de temas sociais e não fílmicos — me incomoda profundamente o quanto este filme é conservador, retrógrado e conveniente com uma parte preconceituosa dos fãs de Star Wars. Desde o <em>Despertar da Força</em>, há uma brincadeira na internet falando que o Finn (John Boyega) e Poe (Oscar Isaac) são um casal. Assim, o filme, como uma criança de 10 anos que precisa auto afirmar sua masculinidade diante dos coleguinhas de classe, vai enfiando goela abaixo diversas situações sem nexo apenas para responder a audiência que os dois protagonistas são héteros. Essa é, literalmente, a única justificativa para a existência das as novas personagens femininas, vividas por Keri Russell e Naomie Ackie.</p>
<p>Similarmente, outra covardia que não pode ser omitida é o que <strong><em>Star Wars: A Ascensão Skywalker</em></strong><em> </em>faz com Rose. Para quem não sabe, a atriz Kelly Marie Tran sofreu um grande assédio moral e ataques xenofóbicos após o filme, a ponto de apagar suas redes sociais. Por isso, é um golpe baixo colocar a personagem quase como uma figurante, mostrando uma subserviência de Abrams aos <em>trolls</em> de internet. Mas <em>ok</em>, vamos botar um beijo entre duas figurantes para fingirmos que nos importamos com essas causas? Tenta outra, J.J.</p>
<p>Bem, e se a gente ignorar todas as decisões arbitrárias, visto que mesmo péssimo roteiro nas mãos de uma boa direção pode resultar em um grande filme? Honestamente, não entendo o que aconteceu com Abrams aqui. Revendo a morte de Han Solo em <em>O Despertar da Força</em>, percebe-se como o <em>timing</em> daquela cena permite que ela seja sentida. Já no filme de 2019, é o inverso. Uma montagem frenética impede a formação de qualquer catarse ou potencialidade dramática. Em particular, há um(a) protagonista importante que se vai e o longa não deixa que o espectador senta aquele momento, já seguindo em frente, como estivesse mais preocupado em encerrar todas as pontas soltas do que criar um vínculo emocional.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12102" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3753914.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Star Wars: A Ascensão Skywalker" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3753914.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3753914.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3753914.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda nesta lógica mercadológica de filme como um produto, o terceiro ato de <em><strong>A Ascensão Skywalker</strong> </em>reafirma a questão. Desse modo, qualquer pessoa que tenha visto <em>Vingadores Ultimato</em> poderá notar duas gigantes similaridades com ele: a abertura dos portais e frase épica de Tony Stark. Nada mais revelador do que uma empresa bilionária tentar emular os acertos de uma franquia em outra. Mesmo que a gente ignore que <em>Star Wars</em> é cinema, pensando apenas um entretenimento, até nisso ele falha. Em um total anticlímax, sua cena de ação mais original ocorre no segundo ato, justamente por explorar diferentes cenários com a ligação telepática entre Rey (Daisy Ridley) e Kylo (Adam Driver).</p>
<p>Neste sentido, lamento que <em><strong>A Ascensão Skywalker</strong></em> não trabalhe mais a fundo o único elemento que J.J. recicla de Rian Johnson: a tensão sexual entre os dois protagonistas. Curioso que provavelmente a cena que mais incomodou a todos no cinema é a que mais me agrada. Enxergo a trilogia <em>sequel</em> não como uma simples dualidade maniqueísta entre bem e mal, como as duas anteriores, mas como uma grande tragédia grega de amor. Da mesma forma, até enxergo algumas coisas <em>shakespearianas</em> nesta lógica de uma alma se sacrificando pelo outra.</p>
<p>No fim, o novo (e, certamente, não o último) fim da saga Star Wars é como uma montanha russa sem <em>looping</em>. Retomando os questionamentos do primeiro parágrafo, nada mais significativo do que um <em>blockbuster</em> encerrar os anos 2010-2019 se mostrando totalmente refém de executivos engravatados e sua própria fan base tóxica. Pelo menos os bonecos do Baby Yoda vão vender muito, não é?</p>
<p><strong>Direção:</strong> J.J. Abrams<br />
<strong>Elenco:</strong> Carrie Fisher, Mark Hamill, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Anthony Daniels, Naomi Ackie, Domhnall Gleeson, Richard E. Grant, Lupita Nyong&#8217;o, Keri Russell, Joonas Suotamo, Kelly Marie Tran, Ian McDiarmid</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=W0squnw6Jp8]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-a-ascensao-skywalker/">Crítica: Star Wars: A Ascensão Skywalker</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-a-ascensao-skywalker/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: História de um Casamento</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2019 01:49:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[História de um Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Dern]]></category>
		<category><![CDATA[Noah Baumbach]]></category>
		<category><![CDATA[Ray Liotta]]></category>
		<category><![CDATA[Scarlett Johansson]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12030</guid>

					<description><![CDATA[<p>História de um Casamento (Marriage Story) é um grande banho de água fria tanto para os românticos quanto dramáticos. O novo filme de Noah Baumbach enxerga o mundo das relações amorosas como esse grande palco para encenações. Enquanto isso, a realidade é bem mais simples se não deixarmos nossas emoções ou advogados tomarem conta ao invés da racionalidade. Charlie (Adam Driver, Infiltrado na Klan) e Nicole (Scarlett Johansson, Vingadores &#8211; Ultimato) eram casados e viviam em Nova York com um [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/">Crítica: História de um Casamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="N-ZiCg direction-ltr align-start para-style-body"><em><strong>História de um Casamento</strong></em> (<em>Marriage Story</em>) é um grande banho de água fria tanto para os românticos quanto dramáticos. O novo filme de Noah Baumbach enxerga o mundo das relações amorosas como esse grande palco para encenações. Enquanto isso, a realidade é bem mais simples se não deixarmos nossas emoções ou advogados tomarem conta ao invés da racionalidade.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-start para-style-body">Charlie (Adam Driver, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-infiltrado-na-klan/"><em>Infiltrado na Klan</em></a>) e Nicole (Scarlett Johansson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores &#8211; Ultimato</em></a>) eram casados e viviam em Nova York com um filho. Ele trabalha como diretor de uma companhia teatral e ela era sua atriz principal. No entanto, quando Nicole decide pedir divórcio e se muda para Los Angeles com o garoto, os dois acionam seus advogados para resolverem os trâmites burocráticos. Conforme a disputa pela guarda vai ficando intensa, eles começam tentando manter uma relação amigável, na tentativa de não traumatizar a criança.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-start para-style-body">Como o próprio processo de divórcio é desconfortável por si só, é curioso ver como seus protagonistas tentam agir com uma certa naturalidade diante de toda essa situação incômoda. É visível que eles são essas pessoas que ainda sentem um carinho mútuo, mas passam a &#8220;encenar&#8221; uma dureza no modo de lidar um com o outro com o outro por conta desta visão da separação como uma guerra proposta pelos advogados. A própria entrega da papelada que dá início ao processo pela irmã de Nicole exige um ensaio por parte dela e sua irmã. Fica clara toda essa questão principalmente quando pensamos nos advogados do filme. A advogada interpretada por Laura Dern, por exemplo, é extremamente incisiva e ríspida durante as audiências, mas troca papo furado com o outro advogado durante uma pausa. Ou seja, nem mesmo eles acreditam nesse antagonismo, mas instruem seus clientes a não serem amigos uns dos outros.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body">A encenação é algo que está presente na natureza de ambos, por conta de suas profissões artísticas. E eles parecem entrar tanto no papel de odiar um ao outro, que, inconscientemente, acabam assumindo esses &#8220;personagens&#8221;, e a situação se inverte. A partir de um certo momento de <em>História de um Casamento</em>, os personagens genuinamente se odeiam. Assim, o que vira encenação é uma tentativa de se tratar cordialmente gradualmente, o que vai chegando a um nível onde não é mais possível fingir, tendo seu ápice na cena em que o personagem de Driver explode. E é aí que a relação se inverte completamente. A briga deixa de ser uma encenação e vira o único momento que eles estão sendo verdadeiros.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12032" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/História-de-um-Casamento1.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/História-de-um-Casamento1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/História-de-um-Casamento1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/História-de-um-Casamento1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body">De mesmo modo, <em><strong>História de um Casamento</strong> </em>começa com uma grande encenação. Somos apresentados a cada cada membro do casal separadamente, enquanto uma narra as principais qualidades. À primeira vista, parece que estamos diante de um casamento perfeito. Momentos depois,descobrimos que aquilo era uma carta que o conciliador do divórcio havia pedido que escrevessem. É interessante como o filme cria esse pequena reviravolta já logo em seu início, sendo um prenúncio de tudo que está por vir. Como já não se amam mais, a carta é mais do que uma memória, sendo como uma grande mentira que eles tentam manter viva um do outro, quando a realidade já está bem distante de tal nostalgia. Ou seja, eles encenam o passado em suas cabeças.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body">A maneira como Noah Baumbach escolhe filmar essa ruptura do casal até chega abusar um pouco dos simbolismos e uma certa teatralidade em sua <em>mise-en-scéne</em>. O filho sendo puxado pelo casal, o modo como cada um ocupa um polo distante do enquadramento, o portão que se fecha entre os dois. Acaba que isso tudo está em prol dessa grande encenação da própria separação feita pelo próprio Baumbach. Não só isso, mas ainda dentro dessa lógica, <em>Marriage Story</em> não deixa de ser um grande palco que o diretor dá para seus atores, com cenas praticamente pensadas para premiações, como o o monólogo de Johansson ou o desabafo musical de Driver. E, claro, estamos diante de dois grandes atores que se entregam totalmente no quesito emocional. Especificamente sobre Charlie, Baumbach trabalha um pouco essa noção do homem médio que se acha inocente e vitimizado, mas que, no fundo, é extremamente falho e humano.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body">Conforme vai chegando ao fim, aqueles personagens, não aguentam mais todo esse jogo de fingimentos. Não deixa de ser engraçado que o personagem de Driver, no único momento que deveria encenar — quando está diante da profissional que irá avaliar seu trabalho como pai — acaba agindo da maneira mais genuína possível. Sabemos que num dos momentos-chaves do filme, na fatídica cena em que os protagonistas explodem, existe uma genuinidade justamente porque Charlie está lavando um prato de louça enquanto briga.</p>
<p class="N-ZiCg direction-ltr align-justify para-style-body"><em><strong>História de um Casamento</strong></em> é essa grande encenação. Seus personagens, como artistas, são assim por natureza. Acabam dramatizando as coisas mais do que deveriam. O filme vai mostrando aos poucos como o divórcio não é aquele fim do mundo que o personagem de Driver acredita. No fim, o tempo cura tudo. A vida segue, mas será sempre possível voltar ao passado enquanto se lê uma carta através de uma própria encenação mental.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Noah Baumbach</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Adam Driver, Scarlett Johansson, Laura Dern, Ray Liotta, Alan Alda</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ZzSomaJAIMc&amp;w=750&amp;h=500]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/">Crítica: História de um Casamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Ator Coadjuvante</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2019-melhor-ator-coadjuvante/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2019-melhor-ator-coadjuvante/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2019 01:43:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Green Book - O Guia]]></category>
		<category><![CDATA[Infiltrado na Klan]]></category>
		<category><![CDATA[Mahershala Ali]]></category>
		<category><![CDATA[Nasce Uma Estrela]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Poderia Me Perdoar?]]></category>
		<category><![CDATA[Richard E. Grant]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Elliott]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Rockwell]]></category>
		<category><![CDATA[Vice]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=9978</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entre os atores coadjuvantes dessa edição do Oscar, uma variedade de papéis e de históricos de carreira. Temos dois vencedores nessa mesma categoria em edições recentes do prêmio, dois veteranos nunca antes indicados e uma jovem estrela em ascensão. Em diferentes filmes e com personagens que de fato existiram fora das telas e outros criados para seus respectivos projetos, os cinco nomes que concorrem ao prêmio são: Mahershala Ali, por Green Book: O Guia Mahershala Ali segue ganhando todos os prêmios [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2019-melhor-ator-coadjuvante/">Especial Oscar 2019: Melhor Ator Coadjuvante</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os atores coadjuvantes dessa edição do Oscar, uma variedade de papéis e de históricos de carreira. Temos dois vencedores nessa mesma categoria em edições recentes do prêmio, dois veteranos nunca antes indicados e uma jovem estrela em ascensão. Em diferentes filmes e com personagens que de fato existiram fora das telas e outros criados para seus respectivos projetos, os cinco nomes que concorrem ao prêmio são:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-10006" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/MahershalaAli.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mahershala Ali, por <em>Green Book: O Guia</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Mahershala Ali segue ganhando todos os prêmios da temporada como o pianista Don Shirley de <em>Green Book: O Guia </em>(Globo de Ouro, SAG Awards e Critic&#8217;s Choice Awards). Caso vença o Oscar, esse será o segundo prêmio do ator na categoria, anteriormente ele havia vencido por <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em>. No longa, o ator incorpora o estudioso e exímio pianista durante uma temporada em que viaja pelos EUA na companhia de um motorista recém contratado de quem se torna amigo, o italiano Tony Lip de Viggo Mortensen. Ali é tão protagonista do filme quanto seu principal colega de cena, mas por razões estratégicas o estúdio responsável pela distribuição do filme o inscreveu nas premiações como coadjuvante assim o ator tem sido imbatível numa temporada de prêmios levemente morna em sua categoria. A vitória virá num momento bom para a carreira de Ali, que estrela a atual temporada da série <em>True Detective </em>da HBO.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9995" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Richard-E.-Grant-Poderia-me-Perdoar.png" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Richard E. Grant, por <em>Poderia me Perdoar?</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Após anos de uma carreira prolífica que inclui filmes como <em>Assassinato em Gosford Park </em>e <em>Os Desajustados</em>, o suíço Richard E. Grant finalmente consegue o reconhecimento da Academia por interpretar Jack Hock, o melhor amigo da escritora Lee Israel de Melissa McCarthy no drama <em>Poderia me Perdoar?</em>. O ator tem ótimos momentos na companhia da atriz, mas também tem cenas marcantes no filme, compondo um sujeito extremamente safo nas ruas novaiorquinas. Grant é um coadjuvante magnético em cena, compondo com precisão cirúrgica os trejeitos do seu personagem e dando sabor a cada um das suas ótimas falas no filme. Após anos passando despercebido em filmes que chamaram a atenção do público recentemente como <em>Jackie </em>e <em>Logan</em>, a expectativa é que a merecida indicação renda ainda mais oportunidades ao ator.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9994" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/1223805.jpg" alt="Adam Driver" width="610" height="348" /><br />
<strong>Adam Driver, por <em>Infiltrado na Klan</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">O terreno para uma indicação de Adam Driver ao Oscar vinha sendo construído gradualmente nos últimos anos. Trabalhando com diretores consagrados como Steven Soderbergh (<em>Logan Lucky</em>), os irmãos Coen (<em>Inside Llewyn Davis</em>), Jim Jarmusch (<em>Paterson</em>)  e Martin Scorsese (<em>Silêncio</em>), Driver passou de galã <em>cult </em>da TV por sua presença na série <em>Girls </em>a estrela do universo <em>geek </em>na pele do vilão Kylo Ren na nova trilogia <em>Star Wars. </em>Em <em>Infiltrado na Klan</em>, Driver é dirigido por mais uma lenda do cinema, Spike Lee, num de seus melhores filmes em anos, interpretando um policial judeu que serve como instrumento no plano de infiltragem da Ku Klux Klan engendrado pelo parceiro vivido por John David Washington. A primeira indicação ao prêmio pode ser um indicativo de vitórias futuras, mas esse não parece ser o momento ainda que o filme seja um dos mais badalados e queridos da temporada.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9993" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/bradley-cooper-sam-elliott-nasce-uma-estrela-2018.jpg" alt="Sam Elliott" width="610" height="348" /><br />
<strong>Sam Elliott, por <em>Nasce Uma Estrela</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Sam Elliott é uma das figuras mais conhecidas de Hollywood e está na ativa desde os anos de 1960. Esteve em longas como <em>Matador de Aluguel</em>, protagonizado por Patrick Swayze em 1989, no clássico dos irmãos Coen <em>O Grande Lebowski </em>e no <em>blockbuster </em><em>A Bússola de Ouro</em>. Em 1995, o ator chegou na temporada de prêmios com indicações ao Globo de Ouro pelo telefilme <em>O Aventureiro do Oeste</em> e ao mesmo prêmio e ao Emmy por sua atuação em <em>Buffalo Girls</em>, minissérie protagonizada por Anjelica Huston e Mellanie Griffith. Na temporada passada, Elliott chegou a gerar algumas especulações na temporada de premiações por sua performance no ainda inédito no Brasil <em>The Hero</em>. Na estreia de Bradley Cooper como diretor, Elliott interpreta o tio do personagem do músico Jack, uma figura paterna importante na sua vida e carreira. Elliott tem poucos momentos no drama, contudo, são três cenas cortantes que definem o personagem de Cooper. Como ocorrido com E. Grant, a expectativa é que a indicação renda mais convites ao ator.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9991" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0367398.jpg" alt="Sam Rockwell" width="610" height="348" /><br />
<strong>Sam Rockwell, por <em>Vice</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Vencedor nessa mesma categoria ano passado por <em>Três Anúncios para o Crime</em>, Sam Rockwell aproveita o bom momento da sua carreira e está mais uma vez no Oscar. Em <em>Vice</em>, o ator interpreta o ex-presidente americano George W. Bush na biografia do político Dick Cheney, seu vice vivido por Christian Bale. Da maneira mais debochada possível, Rockwell pega todos os trejeitos de Bush, mas também sabe estabelecer limites para não cair na caricatura, entendendo precisamente o que o diretor Adam McKay quer com seu longa. Podemos interpretar a indicação como um &#8220;respingo&#8221; dos louros passados do ator, que levou todos os prêmios na categoria temporada passada, mas há méritos.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2019-melhor-ator-coadjuvante/">Especial Oscar 2019: Melhor Ator Coadjuvante</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2019-melhor-ator-coadjuvante/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Infiltrado na Klan</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-infiltrado-na-klan/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-infiltrado-na-klan/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2018 21:58:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Infiltrado na Klan]]></category>
		<category><![CDATA[John David Washington]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Spike Lee]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=9576</guid>

					<description><![CDATA[<p>Catapultado em Hollywood com Faça a Coisa Certa, Spike Lee foi um dos mais fortes nomes do cinema americano entre o final dos anos de 1980 e início dos anos de 1990, propondo um cinema politicamente implicado com causas que tocavam nas principais questões da comunidade negra estadunidense. Seguiram ao filme de 1989 outros títulos igualmente potentes como Febre da Selva e Malcolm X, mas, de certa maneira, do final dos anos de 1990 para cá, o cinema de Spike Lee parecia menos inspirado e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-infiltrado-na-klan/">Crítica: Infiltrado na Klan</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Catapultado em Hollywood com <i>Faça a Coisa Certa</i>, Spike Lee foi um dos mais fortes nomes do cinema americano entre o final dos anos de 1980 e início dos anos de 1990, propondo um cinema politicamente implicado com causas que tocavam nas principais questões da comunidade negra estadunidense. Seguiram ao filme de 1989 outros títulos igualmente potentes como <i>Febre da Selva </i>e <i>Malcolm X, </i>mas, de certa maneira, do final dos anos de 1990 para cá, o cinema de Spike Lee parecia menos inspirado e reverberante. Foi preciso um momento político efervescente como esse que atualmente os EUA vive, a era Trump, para Lee voltar a fazer um longa com &#8220;sangue nas veias&#8221;, provocador e cheio de coisa a dizer sobre a sociedade americana. O filme em questão é <i><b>Infiltrado na Klan</b></i>.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No longa, uma dupla de policiais interpretada por John David Washington e Adam Driver se infiltra na Ku Klux Klan e no panteras negras a fim de neutralizar ações potencialmente violentas do primeiro grupo. Cada vez que os dois se envolvem nas atividades de suas lideranças, sobretudo da Ku Klux Klan, o perigo aumenta, mas também revelações sobre o &#8220;cabeça&#8221; David Duke tornam-se ainda mais valiosas para as investigações policiais.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9578" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/InfiltradoNaKlan.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Extremamente irônico na maneira como trata o grupo supremacista branco, <i>Infiltrado na Klan </i>é um filme que se apropria do humor como ferramenta para tratar de temas sérios, feridas sociais que perduram até hoje na sociedade americana: o preconceito legitimado por teorias e discursos sem o menor fundamento científico, histórico. Nesse sentido, mais do que proporcionar o riso como efeito, o humor de <i>Infiltrado na Klan </i>representa o olhar crítico mordaz de Lee para o racismo e a maneira como ele é fomentado na ignorância, pela comodidade ideológica de se manter os olhos fechados para certas questões. O filme de Spike Lee é ainda mais interessante quando o diretor estabelece uma ponte com a América contemporânea no seu impactante desfecho, evidenciando o retrato de um país sempre invertido e cuja história é marcada pelo sangue de uma parte da sociedade ainda marginalizada.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com um elenco afiado encabeçado pelo jovem John David Washington, cria de Denzel Washington, <i>Infiltrado na Klan </i>é o retorno de Spike Lee à sua melhor forma, evidenciando que a falta de consciência sobre os efeitos do preconceito a longo prazo acaba sendo inspirador para a arte. Infelizmente, as expressões artísticas passam por esse ciclo, talvez para reforçar sua urgência como instância crítica, registro social e experiência libertadora da cada vez mais complicada vivência humana.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/bbOJwWSEUmo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-infiltrado-na-klan/">Crítica: Infiltrado na Klan</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-infiltrado-na-klan/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Logan Lucky &#8211; Roubo em Família</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan-lucky-roubo-em-familia/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan-lucky-roubo-em-familia/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2017 18:53:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Channing Tatum]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Craig]]></category>
		<category><![CDATA[Logan Lucky - Roubo em Família]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Soderbergh]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=8305</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois de anunciar aposentadoria do cinema em 2013 com o lançamento de Terapia de Risco, o diretor Steven Soderbergh retorna à direção de um longa-metragem revisitando um território que conhece como poucos, o dos filmes de roubo. Logan Lucky: Roubo em Família traz o diretor numa história que faz jus a sua fama fomentada sobretudo com os filmes da franquia Onze Homens e um Segredo. Contudo, aqui tudo é moldado pela cultura sulista dos EUA, dos cenários e roupas aos sotaques dos personagens, passando [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan-lucky-roubo-em-familia/">Crítica: Logan Lucky &#8211; Roubo em Família</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Depois de anunciar aposentadoria do cinema em 2013 com o lançamento de <i>Terapia de Risco</i>, o diretor Steven Soderbergh retorna à direção de um longa-metragem revisitando um território que conhece como poucos, o dos filmes de roubo. <i>Logan Lucky: Roubo em Família<b> </b></i>traz o diretor numa história que faz jus a sua fama fomentada sobretudo com os filmes da franquia <i>Onze Homens e um Segredo</i>. Contudo, aqui tudo é moldado pela cultura sulista dos EUA, dos cenários e roupas aos sotaques dos personagens, passando ainda pelo próprio tom do filme, que, em momento algum, ambiciona ser mais do que um longa de entretenimento com a grife da assinatura de Soderbergh, é claro.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>Logan Lucky</i>, os azarados irmãos Jimmy e Clyde, interpretados por Channing Tatum e Adam Driver, decidem empreender um roubo durante a corrida Nascar na Carolina do Norte após constatarem que precisam dar um basta nas suas vidas fracassadas. Para a ação criminosa eles procuram a ajuda de um presidiário vivido por Daniel Craig. Envolvendo a irmã e uma outra dupla de sujeitos completamente sem noção, os Logan acabam arquitetando um plano que aos poucos evidencia suas dificuldades de execução.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8307" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/10/logan-lucky-fr-700-420.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Logan Lucky </i>é um típico exemplar da carreira de Soderbergh, fazendo com que seu retorno aos cinemas não seja um anúncio em luzes neon, mas uma retomada do seu próprio projeto cinematográfico. Mesmo sendo um exemplar menor, tal qual títulos como <i>Magic Mike </i>e o próprio <i>Terapia de Risco</i>, a despeito de ser um entretenimento com pouquíssima ambição, o cineasta procura manter em <i>Logan Lucky </i>o tom do seu cinema. Nesse sentido, apesar do êxito e da logística do plano de roubo do filme ser um reflexo da natureza &#8220;pateta&#8221; dos personagens e de Soderbergh querer ironizar um <i>american way of life </i>tudo é muito sofisticado no tom que o diretor oferece ao longa, tornando-o pouco afeito a didatismos e marcado por uma relativa sofisticação cinematográfica em sua forma.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como na trilogia <i>Onze Homens e um Segredo</i>, Soderbergh tem interesse na ação dos personagens, demonstrando um desencadear lógico de acontecimentos na exibição passo a passo do plano de roubo. Ao mesmo tempo, por força do roteiro de Rebecca Blunt, o diretor encontra espaço para entender sobretudo os personagens de Tatum e Driver em suas motivações, mostrando como o desenrolar do plano nos fornece pistas sobre a personalidade dos protagonistas e suas motivações, revelando que eles estão bem longe do estereótipo dos <i>bad guys</i>. Com uma dúzia de participações especiais como a presença de Katie Holmes, Seth MacFarlane e Hilary Swank, <i>Logan Lucky </i>traz para o espectador um Steven Soderbergh despojado. Seguro, o cineasta exibe um filme em baixa temperatura, ainda que, como de praxe, mais inteligente, sofisticado e calculadamente costurado do que sua aparência denuncia.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jAc-RR20AVY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan-lucky-roubo-em-familia/">Crítica: Logan Lucky &#8211; Roubo em Família</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan-lucky-roubo-em-familia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
