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	<title>Arquivos Oscar 2021 - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Oscar 2021 - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Bela Vingança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 18:06:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de escrever qualquer coisa sobre o filme, é necessário dizer que Bela Vingança não é uma produção fácil de assistir! Obviamente, sobretudo para as mulheres. Desde os primeiro minutos de projeção, entre os quadros elaborados, que dialogam com o espectador, e as músicas sarcásticas, que jogam com as situações em cena, é possível notar a força da história que será contada. A qualidade dos enquadramentos vêm de uma decupagem, que procura evidenciar as ações mostradas na tela. Ainda que, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de escrever qualquer coisa sobre o filme, é necessário dizer que <strong><em>Bela Vingança</em></strong> não é uma produção fácil de assistir! Obviamente, sobretudo para as mulheres. Desde os primeiro minutos de projeção, entre os quadros elaborados, que dialogam com o espectador, e as músicas sarcásticas, que jogam com as situações em cena, é possível notar a força da história que será contada. A qualidade dos enquadramentos vêm de uma decupagem, que procura evidenciar as ações mostradas na tela. Ainda que, em alguns momentos, existam textos falados que entregam mais do que deveriam &#8211; pois reiteram o que já está na imagem -, majoritariamente, o longa procura transmitir os seus significados, tensões e ironias, através da direção.</p>
<p>O olhar de Emeralld Fennell (<em>Killing Eve</em>) – que também é roteirista da obra – é múltiplo e convoca o espectador para observar a mesma sequência por diversos ângulos, profundidades de campo e planos. Esta estratégia acaba por contribuir para a elevação da suspensão e para o reforço das emoções da protagonista e do que ocorreu e acontece com ela. Um exemplo é o diálogo entre Cassandra (Carey Mulligan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mudbound-lagrimas-sobre-o-mississipi/"><em>Mudbound &#8211; Lágrimas Sobre o Mississipi</em></a>) e Jordan (Alfred Molina, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>). A cada corte seco, a angulação vai se transformando e o local de fragilidade e força entre as personagens intercambiando. Há uma tradução dos sentimentos postos na tela, como se Cassandra saísse superior deste encontro e Jordan com um pouco de redenção e perdão.</p>
<p>Através do uso de plano detalhe &#8211; não apenas neste momento de Jordan e Cassandra, mas como em toda a sessão -, Fennell revela as minúcias presentes na narrativa. Seja em um copo de bebida, na captura das microexpressões faciais de Mulligan ou na mão de suas personagem durante o desfecho da produção. Cada instante deste fomenta o que se desejar passar ali: as lutas cotidianas e extra cotidianas das mulheres oprimidas por esses homens brancos privilegiados, acostumados a saírem ilesos de seus crimes. Neste sentido, o roteiro de Fennell também favorece o resultado final da obra.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14025" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1.jpg" alt="Bela Vingança" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que desde o começo <strong><em>Bela Vingança</em></strong> seja extremamente forte em seu conteúdo – com menção à assédio sexual e estupro –, é possível notar como Emeralld Fennell distribui as revelações sobre o passado de Cassandra. As ligações dela com figuras do seu passado são apresentadas sem pressa. Existe, porém, apenas um exagero no tom de mistério. Já na metade da exibição, o espectador conseguir compreender o que se passou anteriormente, no período no qual Cassandra e sua melhor amiga estavam na faculdade. Talvez, o consumidor seja um tanto subestimado aqui, mas, apesar deste aparente desespero em criar dúvidas sobre a trajetória de Cassandra mais do que o necessário, não há um comprometimento na totalidade do filme.</p>
<p>Algo que acaba por segurar a atenção do público durante esta breve queda rítmica é a atuação de Carey Mulligan. Na criação de seu papel, ela equilibra a dinâmica de tons empregados em sua Cassandra. Indo de compaixão até frieza ou ódio intenso, Mulligan consegue modificar em poucos segundos as intenções textuais. Ela ainda trabalha com algo delicado, que é a aparente paralisação que Cassandra tem que performar quando está em contato com os predadores da trama. Neste contexto, através de pequenos gestos, ela revela as intenções e pensamentos de sua personagem, com intensidade, mas a partir de detalhes.</p>
<p>Desta maneira, <strong><em>Bela Vingança</em></strong> é forte em sua temática, mas acaba por dosar esta característica, pois traz delicadeza e cuidado em sua técnica.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Emerald Fennell</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Carey Mulligan, Bo Burnham, Alison Brie, Connie Britton, Adam Brody, Jennifer Coolidge, Laverne Cox, Max Greenfield</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/i4o8zysEr-A" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Confira a lista completa de vencedores do Oscar 2021!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Apr 2021 12:25:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aconteceu na noite deste domingo, 25 de abril, a entrega das estatuetas do Oscar 2021. Em uma noite com algumas surpresas, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou os vencedores de sua 93ª edição. O grande vencedor da noite foi o longa &#8220;Nomadland&#8221;, que saiu vencedor em três categorias principais (Melhor Atriz, Melhor Direção e Melhor Filme). Indo contra as casas de apostas, que davam como certa a vitória de Chadwick Boseman na categoria de Melhor Ator, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aconteceu na noite deste domingo, 25 de abril, a entrega das estatuetas do Oscar 2021. Em uma noite com algumas surpresas, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou os vencedores de sua 93ª edição. O grande vencedor da noite foi o longa &#8220;Nomadland&#8221;, que saiu vencedor em três categorias principais (Melhor Atriz, Melhor Direção e Melhor Filme).</p>
<p>Indo contra as casas de apostas, que davam como certa a vitória de Chadwick Boseman na categoria de Melhor Ator, o veterano Anthony Hopkins levou a melhor por sua atuação espetacular no filme &#8220;Meu Pai&#8221;.</p>
<p>O maior indicado da noite, &#8220;Mank&#8221;, concorrendo em 10 categorias, levou apenas dois prêmios técnicos, de Melhor Fotografia e Melhor Design de Produção.</p>
<p><strong>Confira a lista completa de vencedores!</strong></p>
<h5><strong>MELHOR FILME</strong></h5>
<p>Meu Pai<br />
Judas e o Messias Negro<br />
Mank<br />
Minari<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Nomadland</strong></span><br />
Bela Vingança<br />
O Som do Silêncio<br />
Os 7 de Chicago</p>
<h5><strong>MELHOR ATOR</strong></h5>
<p>Riz Ahmed – O Som do Silêncio<br />
Chadwick Boseman – A Voz Suprema do Blues<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Anthony Hopkins – Meu Pai</strong></span><br />
Gary Oldman – Mank<br />
Steven Yeun – Minari</p>
<h5><strong>MELHOR ATRIZ</strong></h5>
<p>Viola Davis – A Voz Suprema do Blues<br />
Andra Day – The United States vs. Billie Holiday<br />
Vanessa Kirby – Pieces of a Woman<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Frances McDormand – Nomadland</strong></span><br />
Carey Mulligan – Bela Vingança</p>
<h5><strong>MELHOR ATRIZ COADJUVANTE</strong></h5>
<p>Maria Bakalova – Borat 2<br />
Glenn Close – Era uma Vez um Sonho<br />
Olivia Colman – Meu Pai<br />
Amanda Seyfried – Mank<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Yuh-Jung Youn – Minari</strong></span></p>
<h5><strong>MELHOR ATOR COADJUVANTE</strong></h5>
<p>Sacha Baron Cohen – Os 7 de Chicago<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Daniel Kaluuya – Judas e o Messias Negro</strong></span><br />
Leslie Odom Jr. – Uma Noite em Miami<br />
Paul Raci – O Som do Silêncio<br />
Lakeith Stanfield – Judas e o Messias Negro</p>
<h5><strong>MELHOR ROTEIRO ADAPTADO</strong></h5>
<p>Borat 2<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Meu Pai</strong></span><br />
Nomadland<br />
Uma Noite em Miami<br />
O Tigre Branco</p>
<h5><strong>MELHOR ROTEIRO ORIGINAL</strong></h5>
<p>Judas e o Messias Negro<br />
Minari<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Bela Vingança</strong></span><br />
Som do Silêncio<br />
Os 7 de Chicago</p>
<h5><strong>MELHOR DIREÇÃO</strong></h5>
<p>Thomas Vinterberg – Another Round<br />
David Fincher – Mank<br />
Lee Isaac Chung – Minari<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Chloé Zhao- Nomadland</strong></span><br />
Emerald Fennell – Bela Vingança</p>
<h5><strong>MELHOR FOTOGRAFIA</strong></h5>
<p>Judas e o Messias Negro<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Mank</strong></span><br />
Relatos do Mundo<br />
Nomadland<br />
Os 7 de Chicago</p>
<h5><strong>MELHOR FIGURINO</strong></h5>
<p>Emma<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>A Voz Suprema do Blues</strong></span><br />
Mank<br />
Mulan<br />
Pinóquio</p>
<h5><strong>MELHOR DOCUMENTÁRIO</strong></h5>
<p>Collective<br />
Crip Camp<br />
The Mole Agent<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Professor Polvo</strong></span><br />
Time</p>
<h5><strong>MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM</strong></h5>
<p><span style="color: #c6222f;"><strong>Collete</strong></span><br />
A Concerto is a Conversation<br />
Do Not Split<br />
Hunger Ward<br />
A Love Song for Latasha</p>
<h5><strong>MELHOR MONTAGEM</strong></h5>
<p>Meu Pai<br />
Nomadland<br />
Bela Vingança<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>O Som do Silêncio</strong></span><br />
Os 7 de Chicago</p>
<h5><strong>MELHOR FILME INTERNACIONAL</strong></h5>
<p><span style="color: #c6222f;"><strong>Another Round (Dinamarca)</strong></span><br />
Better Days (Hong Kong)<br />
Collective (Romênia)<br />
The Man Who Sold His Skin (Tunísia)<br />
Quo Vadis, Aida? (Bósnia)</p>
<h5><strong>MELHOR ANIMAÇÃO</strong></h5>
<p>Onward<br />
Over the Moon<br />
Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Soul</strong></span><br />
Wolfwalkers</p>
<h5><strong>MELHOR CABELO E MAQUIAGEM</strong></h5>
<p>Emma<br />
Era uma Vez um Sonho<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>A Voz Suprema do Blues</strong></span><br />
Mank<br />
Pinóquio</p>
<h5><strong>MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL</strong></h5>
<p>Terence Blanchard – Destacamento Blood<br />
Trent Reznor e Atticus Ross – Mank<br />
Emile Mosseri – Minari<br />
James Newton Howard – Relatos do Mundo<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste – Soul</strong></span></p>
<h5><strong>MELHOR CANÇÃO ORIGINAL</strong></h5>
<p><span style="color: #c6222f;"><strong>“Fight for You” – Judas e o Messias Negro</strong></span><br />
“Hear my Voice” – Os 7 de Chicago<br />
“Husavik” – Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars<br />
“Io Sí” – Rosa e Momo<br />
“Speak Now” – Uma Noite em Miami</p>
<h5><strong>MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO</strong></h5>
<p>Meu Pai<br />
A Voz Suprema do Blues<br />
<strong>Mank</strong><br />
Relatos do Mundo<br />
Tenet</p>
<h5><strong>MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO</strong></h5>
<p>Burrow<br />
Genius Loci<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>If Anything Happens I Love You</strong></span><br />
Opera<br />
Yes-People</p>
<h5><strong>MELHOR CURTA-METRAGEM</strong></h5>
<p>Feeling Through<br />
The Letter Room<br />
The Present<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Two Distant Strangers</strong></span><br />
White Eye</p>
<h5><strong>MELHOR SOM</strong></h5>
<p>Greyound<br />
Mank<br />
Relatos do Mundo<br />
Soul<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>O Som do Silêncio</strong></span></p>
<h5><strong>MELHORES EFEITOS VISUAIS</strong></h5>
<p>Love and Monsters<br />
O Céu da Meia-Noite<br />
Mulan<br />
O Grande Ivan<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Tenet</strong></span></p>
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		<title>Crítica: Nomadland</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 16:32:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Bob Wells]]></category>
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		<category><![CDATA[Chloé Zhao]]></category>
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		<category><![CDATA[David Strathairn]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A busca reflexiva sobre novos propósitos, depois que a vida te impõe grandes e impactantes mudanças. Esta é a premissa de Nomadland, filme que conta com seis indicações ao Oscar 2021 (Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Montagem). Com a Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime) no papel principal, este é um longa que merece toda a sua atenção pelo cuidado e qualidade do roteiro. Fern é uma mulher de 60 anos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A busca reflexiva sobre novos propósitos, depois que a vida te impõe grandes e impactantes mudanças. Esta é a premissa de <em><strong>Nomadland</strong></em>, filme que conta com seis indicações ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2021/"><em>Oscar 2021</em></a> (Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Montagem). Com a Frances McDormand (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tres-anuncios-para-um-crime/"><em>Três Anúncios Para Um Crime</em></a>) no papel principal, este é um longa que merece toda a sua atenção pelo cuidado e qualidade do roteiro.</p>
<p>Fern é uma mulher de 60 anos que foi demitida com o fechamento de uma grande empresa durante o colapso econômico de uma cidade na zona rural de Nevada, além de ainda lidar com o luto da morte do marido, seu companheiro de vida. Sem perspectiva do futuro, ela agora mora em sua van e decide levar uma vida nômade, experimentando novas possibilidades que vão surgindo ao longo da estrada. E é ao longo desta estrada que vamos conhecendo as nuances da personagem, suas demandas e anseios, e o que a vida reserva para ela à cada curva.</p>
<p>O roteiro e direção da novata Chloé Zhao são completamente contrários a ideia de que experiência é fundamental na construção de uma boa obra. Ela imerge o espectador numa aura de autoconhecimento e descoberta, como se estivéssemos dentro das reflexões que a personagem vai tendo ao longa da sua viagem sem ponto final. Compreendemos a falta de expectativa e tão longo não sentimos mais a necessidade de um grande ápice na história.</p>
<p>Zhao toma decisões muito acertadas ao insinuar certos caminhos na trama, mas sem necessariamente tomá-los. O foco ali, o tempo todo, é a jornada de Fern e não um objetivo específico a ser alcançado. A medida que a história evolui, entendemos um pouco mais sobre o estilo de vida nômade, que é relativamente comum nos Estados Unidos, especialmente pela existência mais massiva de trailers que facilitam a vida na estrada. <em><strong>Nomadland</strong> </em>(que pode ser traduzido como &#8220;lugar nenhum&#8221;) tenta traçar o perfil das pessoas que escolhem este modelo de residência e o que as levas até ali. Além de normalizar e tirar o estereótipo que porventura possamos ter sobre os nômades modernos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14007" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nomadland-filme-estados-unidos.jpg" alt="Nomadland" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nomadland-filme-estados-unidos.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nomadland-filme-estados-unidos-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nomadland-filme-estados-unidos-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nomadland-filme-estados-unidos-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na imersão que temos com Fern, seu jeito pacato e pouco efusivo, compreendemos suas emoções como mais contidas, mas não menos intensas. Ela vai mostrando sua personalidade e vontades a medida que vai se conhecendo e assumindo suas demandas. Frances faz um trabalho extraordinário de equilibrar a leveza de personagem com o peso do luto, a tensão da ausência de rumo inicial, etc. É um papel que parece que foi criado para ela e se beneficiou 100% por essa combinação. Ela reina absoluta pela trama, onde alguns coadjuvantes vão surgindo e passando, assim como os cenários da estrada.</p>
<p>Cenários esses que funcionam como um outro personagem em <strong><em>Nomadland</em></strong>. Não é à toa que recebeu indicação de Melhor Fotografia. Todas as paisagens que surgem no caminho de Fern são inseridos na trama de modo a complementar as emoções que estão sendo vivenciadas pela protagonista. Um trabalho impecável do começo ao fim.</p>
<p>Vale ressaltar que o longa já ganhou nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Direção no <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/"><em>Globo de Ouro</em></a>. Então é com boa expectativa que aguardamos o reconhecimento dele no Oscar deste ano, mesmo que não seja exatamente o favorito. Ele ainda não está disponível nas plataformas de streaming, mas logo será lançado para locação.</p>
<p>Com seu clima mais monótono de construção de trama, <em><strong>Nomadland</strong> </em>é uma excelente análise sobre a vida do nômade moderno e a jornada de autoconhecimento de uma mulher de meia idade. O que somos? O que queremos da vida? São reflexões que surgem e ficam no personagem e no espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chloé Zhao<br />
<strong>Elenco:</strong> Frances McDormand, David Strathairn, Gay DeForest, Linda May, Charlene Swankie, Bob Wells, Cat Clifford</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/_nOeh677C8U" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Confira a lista completa de vencedores do SAG Awards 2021!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Apr 2021 18:19:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2021]]></category>
		<category><![CDATA[Sag Awards]]></category>
		<category><![CDATA[SAG Awards 2021]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O SAG Awards 2021, a premiação do Sindicato de Sindicato de Atores de Hollywood – o Screen Actors Guild (SAG-AFRA) &#8211; aconteceu na noite deste domingo, 04 de abril, com cerimônia virtual gravada com antecedência. O evento consagrou &#8220;A Voz Suprema do Blues&#8221; e &#8220;The Crown&#8221; como os maiores vencedores da noite, nas categorias de Filme e Televisão, respectivamente. A Netflix foi a plataforma de streaming que mais levou estatuetas, vencendo em sete das 13 categorias a que concorria. Viola [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>SAG Awards 2021</strong>, a premiação do Sindicato de Sindicato de Atores de Hollywood – o Screen Actors Guild (SAG-AFRA) &#8211; aconteceu na noite deste domingo, 04 de abril, com cerimônia virtual gravada com antecedência. O evento consagrou &#8220;A Voz Suprema do Blues&#8221; e &#8220;The Crown&#8221; como os maiores vencedores da noite, nas categorias de Filme e Televisão, respectivamente.</p>
<p>A <em>Netflix</em> foi a plataforma de streaming que mais levou estatuetas, vencendo em sete das 13 categorias a que concorria. Viola Davis ficou com o prêmio de Melhor Atriz, enquanto Chadwick Boseman recebeu o prêmio póstumo de Melhor Ator, ambos em &#8220;A Voz Suprema do Blues&#8221;.</p>
<h5>Confira a lista completa de vencedores do SAG Awards 2021!</h5>
<h4>FILME</h4>
<p><strong>Melhor Elenco</strong><br />
Destacamento Blood<br />
<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-voz-suprema-do-blues-netflix/"><em>A Voz Suprema do Blues</em></a><br />
<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-minari/"><em>Minari</em></a><br />
One Night in Miami<br />
<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em><span style="color: #c6222f;"><strong>Os 7 de Chicago</strong></span></em></a></p>
<p><strong>Melhor Ator</strong><br />
Riz Ahmed, por O Som do Silêncio<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Chadwick Boseman, por A Voz Suprema do Blues</strong></span><br />
Anthony Hopkins, por <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-pai/"><em>Meu Pai</em></a><br />
Gary Oldman, por <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mank-netflix/"><em>Mank</em></a><br />
Steven Yeun, por Minari</p>
<p><strong>Melhor Atriz</strong><br />
Amy Adams, por Era Uma Vez um Sonho<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Viola Davis, por A Voz Suprema do Blues</strong></span><br />
Vanessa Kirby, por <em>Pieces of a Woman</em><br />
Frances McDormand, por Nomadland<br />
Carey Mulligan, por Bela Vingança</p>
<p><strong>Melhor Ator Coadjuvante</strong><br />
Sacha Baron Cohen, por Os 7 de Chicago<br />
Chadwick Boseman, por Destacamento Blood<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Daniel Kaluuya, por Judas e o Messias Negro</strong></span><br />
Jared Leto, por The Little Things<br />
Leslie Odom Jr., por One Night in Miami</p>
<p><strong>Melhor Atriz Coadjuvante</strong><br />
Maria Bakalova, por Borat: Fita de Cinema Seguinte<br />
Glenn Close, por Era Uma Vez um Sonho<br />
Olivia Colman, por Meu Pai<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Yuh-Jung Yeun, por Minari</strong></span><br />
Helena Zengel, por Notícias do Mundo</p>
<p><strong>Melhor Equipe de Dublês em Filme:</strong><br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Mulher-Maravilha 1984</strong></span><br />
Destacamento Blood<br />
Notícias do Mundo<br />
Os 7 de Chicago<br />
Mulan</p>
<h4>TELEVISÃO</h4>
<p><strong>Melhor Elenco em Série Dramática</strong><br />
Better Call Saul<br />
Bridgerton<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>The Crown</strong></span><br />
Lovecraft Country<br />
Ozark</p>
<p><strong>Melhor Ator em Série Dramática</strong><br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Jason Bateman, Ozark</strong></span><br />
Sterling K. Brown, This Is Us<br />
Josh O’Connor, The Crown<br />
Bob Odenkirk, Better Call Saul<br />
Rege-Jean Page, Bridgerton</p>
<p><strong>Melhor Atriz em Série Dramática</strong><br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Gillian Anderson, The Crown</strong></span><br />
Olivia Colman, The Crown<br />
Emma Corrin, The Crown<br />
Julia Garner, Ozark<br />
Laura Linney, Ozark</p>
<p><strong>Melhor Elenco em Série Cômica</strong><br />
Disque Amiga Para Matar<br />
The Flight Attendant<br />
The Great<br />
<strong><span style="color: #c6222f;">Schitt’s Creek</span></strong><br />
Ted Lasso</p>
<p><strong>Melhor Ator em Série Cômica</strong><br />
Nicholas Hoult, por The Great<br />
Daniel Levy, por Schitt’s Creek<br />
Eugene Levy, por Schitt’s Creek<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Jason Sudeikis, por Ted Lasso</strong></span><br />
Ramy Yousef, por Ramy</p>
<p><strong>Melhor Atriz em Série Cômica</strong><br />
Christina Applegate, por Disque Amiga Para Matar<br />
Linda Cardellini, por Disque Amiga Para Matar<br />
Kaley Cuoco, por The Flight Attendant<br />
Annie Murphy, por Schitt’s Creek<br />
<strong><span style="color: #c6222f;">Catherine O’Hara, por Schitt’s Creek</span></strong></p>
<p><strong>Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme</strong><br />
Bill Camp, por O Gambito da Rainha<br />
Daveed Diggs, por Hamilton<br />
Hugh Grant, por The Undoing<br />
Ethan Hawke, por The Good Lord Bird<br />
<strong><span style="color: #c6222f;">Mark Ruffalo, por Know This Much is True</span></strong></p>
<p><strong>Melhor atriz em Minissérie ou Telefilme</strong><br />
Cate Blanchett, por Mrs. America<br />
Michaela Coel, por I May Destroy You<br />
Nicole Kidman, por The Undoing<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>Anya Taylor-Joy, por O Gambito da Rainha</strong></span><br />
Kerry Washington, por Little Fires Everywhere</p>
<p><strong>Melhor Equipe de Dublês em TV:</strong><br />
The Boys<br />
Cobra Kai<br />
Lovecraft Country<br />
<span style="color: #c6222f;"><strong>The Mandalorian</strong></span><br />
Westworld</p>
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		<title>Crítica: Minari</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-minari/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Mar 2021 19:26:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Alan S. Kim]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Lee Isaac Chung]]></category>
		<category><![CDATA[Minari]]></category>
		<category><![CDATA[Noel Cho]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2021]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Yeun]]></category>
		<category><![CDATA[Ye-Ri Han]]></category>
		<category><![CDATA[Yuh Jung Youn]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com seis indicações ao Oscar 2021, o longa Minari aborda uma família de coreanos que decide mudar da costa oeste dos EUA para a zona rural do estado do Arkansas, localizado no sul. Tendo que lidar com pequenos e grandes conflitos que vão surgindo ao longo da trama e da convivência familiar, o filme se pauta em explorar com cuidado as diversas camadas que este cenário oferece. Nos anos 1980, Jacob (Steven Yeun, Em Chamas) é um pai de família [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com seis indicações ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2021/"><em>Oscar 2021</em></a>, o longa <strong><em>Minari</em> </strong>aborda uma família de coreanos que decide mudar da costa oeste dos EUA para a zona rural do estado do Arkansas, localizado no sul. Tendo que lidar com pequenos e grandes conflitos que vão surgindo ao longo da trama e da convivência familiar, o filme se pauta em explorar com cuidado as diversas camadas que este cenário oferece.</p>
<p>Nos anos 1980, Jacob (Steven Yeun, <em>Em Chamas</em>) é um pai de família que decide se mudar para ir em busca do seu sonho, que é a criação de uma fazenda produtiva, que pode dar uma vida mais confortável para sua família. A transição é acompanhada de perto pela esposa, Monica (Ye-Ri Han, <em>Um Sonho Tranquilo</em>), que lida com os dois filhos e ainda trabalha no mesmo emprego de Jacob. David (Alan S. Kim), o caçula, sofre de doença cardíaca e requer constante atenção, enquanto Anne (Noel Cho), no início da adolescência, acumula uma responsabilidade que é maior que sua idade.</p>
<p>Com a mudança, Monica sente que precisa do apoio emocional da mãe, que mora na Coreia do Sul. A nova morada em um trailer velho, a nova cidade sem amigos ou conhecidos e o emprego igual ao anterior, que não evolui em nada, faz com que ela se sinta isolada e cansada. É então que surge Soonja (Yuh Jung Youn, <em>A Dama de Baco</em>), que foge do estereótipo da vovó nos primeiros momentos. Elas não se viam a tanto tempo que a avó não conhecia o neto caçula ainda.</p>
<p>O roteiro de <em><strong>Minari</strong> </em>puxa esse gancho da inesperada presença da avó para aprofundar as raízes coreanas e a questão da sensação de pertencimento. Embora eles morem há alguns anos nos EUA e os filhos tenham nascido em solo estadunidense, o comportamento segue sendo de costumes da terra natal, indo desde a alimentação, rotinas, até a própria língua que eles utilizam, 90% do tempo. O uso do inglês é mais para socializar com outras pessoas ou quando a conversa se inicia pelos filhos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13930" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/minari-steve-yuen.jpg" alt="Minari" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/minari-steve-yuen.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/minari-steve-yuen-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/minari-steve-yuen-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/minari-steve-yuen-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Enquanto o pai luta com o esforço de trabalhar e tentar criar uma fazenda no solo inexplorado em que agora vivem, ele precisa lidar também com a decepção constante de não poder dar uma condição de vida melhor para a família, além do medo de investir todas as economias em um projeto sem garantias. O sonho americano de ter uma vida próspera para todos é pincelado ao logo do filme, assim como o estilo de vida tradicional sulista. Isso fica muito bem sinalizado quando Jacob sugere que eles frequentem a igreja local para que a esposa consiga fazer novos amigos.</p>
<p>A crise no relacionamento do casal vai se acentuando a medida que a rotina deles sofre com os investimentos de Jacob. Monica não tem essa crença convicta de que a fazenda dará certo e ela tende a preferir permanecer no lugar onde estão, ganhando o suficiente para ter uma vida honesta. Um receio de arriscar, que claramente o marido não nutre.</p>
<p>Ainda que as relações em <em><strong>Minari</strong> </em>sejam muito bem explanadas, o grande destaque vai para o pequeno David na descoberta da avó. A forma como o roteiro evolui neste sentido, com ele inicialmente estranhando o comportamento dela (já que esperava que fosse estilo as vovós americanas) e em seguida se tornando o melhor amigo de Soonja, traz um cuidado e carinho comoventes. O filme abraça o espectador com este enredo.</p>
<p>Toda esta delicadeza e intensidade de emoções só é possível pela excelente escolha de elenco, desde os principais aos mais coadjuvantes. Passeamos pelas nuances das emoções de todos, sem o excesso que poderia tornar a narrativa apelativa e sem tornar a mesma rasa e sem aprofundamento. Todos os personagens principais recebem a atenção necessária para a construção da trama como um todo, criando um elemento de unicidade.</p>
<p>O diretor Lee Isaac Chung, em sua estreia na direção, nos apresenta em <em><strong>Minari</strong> </em>um resultado amoroso do olhar de diversas dores que surgem nos personagens, sem nos privar de adentrar nestas temáticas importantes. A sutileza com que ele homenageia as tradições de sua origem, nesta jornada envolvente, definitivamente justifica todas as indicações que o filme teve em premiações. Considero, particularmente, um dos nomes fortes para vencedores do Oscar 2021.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lee Isaac Chung<br />
<strong>Elenco:</strong> Steven Yeun, Ye-Ri Han, Alan S. Kim, Yuh Jung Youn, Noel Cho</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6tvTONoU18E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Tigre Branco (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-tigre-branco-netflix/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Mar 2021 14:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Adarsh Gourav]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[O Tigre Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2021]]></category>
		<category><![CDATA[Priyanka Chopra]]></category>
		<category><![CDATA[Rajkummar Rao]]></category>
		<category><![CDATA[Ramin Bahrani]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado no livro homônimo, de Aravind Adiga, O Tigre Branco narra a trajetória de um empresário indiano, que não mede esforços ou estratégias para chegar onde deseja. Através de uma narração do protagonista, idas e vindas de sua história são mostradas em mais de duas horas de projeção. Talvez, grande questão neste indicado ao Oscar 2021 de Melhor Roteiro Adaptado aqui seja como há uma sensação de desequilíbrio narrativo, pois algumas situações são prolongadas demasiadamente, enquanto o ponto de virada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Baseado no livro homônimo, de Aravind Adiga, <strong><em>O Tigre Branco</em></strong> narra a trajetória de um empresário indiano, que não mede esforços ou estratégias para chegar onde deseja. Através de uma narração do protagonista, idas e vindas de sua história são mostradas em mais de duas horas de projeção. Talvez, grande questão neste indicado ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2021/"><em>Oscar 2021</em></a> de Melhor Roteiro Adaptado aqui seja como há uma sensação de desequilíbrio narrativo, pois algumas situações são prolongadas demasiadamente, enquanto o ponto de virada acontece já no terceiro ato. Desta maneira, há uma dificuldade em desenvolver o seu desfecho e é preciso correr para alcançar a conclusão.</p>
<p>Existe, também, o fato de que há uma prolixidade inserida na trama. O arco de Balram (Adarsh Gourav) é apresentado, trazendo fatos importantes de sua vida, como a sua infância ou a partida da vila na qual mora. A partir da sua ida para a capital, as sequências passam a se tornar repetitivas. O público consegue compreender as sensações de Balram, diante da falta de escrúpulos dos ricos e da crueldade do sistema social indiano. Assim, cenas com objetivos semelhantes são recorrentes, enxugá-las poderia ajudar na dinâmica da obra, deixando ela menos arrastada. Além disso, alguns saídas e resoluções são abruptas, como o retorno de Pinky para Nova Iorque. Neste esgarçamento ou nestas rupturas súbitas, o ritmo não se estabelece apropriadamente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13927" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1323527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Tigre Branco" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1323527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1323527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1323527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1323527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, alguns elementos em <strong><em>O Tigre Branco </em></strong>saltam aos olhos positivamente e tornam a sessão mais agradável. A principal delas é a atuação de Adarsh Gourav. Consciente das emoções que Balram busca exteriorizar e quais são os seus reais sentimentos, Adarsh revela uma criação complexa de personagem. Dosando os seus gestos, olhares e respirações, há no intérprete um equilíbrio de velocidades impressas no corpo e nas tonalidades do texto falado. As nuances nas modificações do tônus corporal faz com que o espectador reconheça quando ele está com ou sem as máscaras criadas por Balram, para a sobrevivência no mundo cruel.</p>
<p>Outro ponto que pode ser destacado é a consciência da direção em elevar a potência das circunstâncias postas no enredo. A decupagem acaba por trazer uma proximidade ou um afastamento em quem assiste a produção. Em alguns momentos, é como se fosse visto o olhar de Balram. Em outros,  é possível encontrar uma criação de distanciamento e até certo julgamento em relação à personagem é posto. Ainda que narrado em primeira pessoa e todo o acontecimento seja sob a perspectiva do protagonista, a câmera se distancia, fazendo com que reste esta impressão de observação externa.</p>
<p>Com elementos bem construídos, mas um roteiro mal resolvido, <strong><em>O Tigre Branco</em></strong> vale por tratar de problemáticas éticas e morais não apenas de uma país, mas do mundo como um todo. Mesmo que seja cansativo chegar até o fim da exibição!</p>
<p><strong>Direção</strong>: Ramin Bahrani</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Adarsh Gourav, Rajkummar Rao, Priyanka Chopra</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/igsPME8oEO0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Caminho da Lua (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-caminho-da-lua-netflix/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2021 15:38:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[A caminho da Lua]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Glen Keane]]></category>
		<category><![CDATA[John Kahrs]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2021]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Oh]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa produção China e Estados Unidos, o público encontra em A Caminho da Lua uma temática recorrente em animações do cinema: as múltiplas maneiras como alguém pode lidar com o luto e com perdas. O tema acaba por aparecer em diversas tramas do gênero, como Operação Big Hero ou Up – Altas Aventuras. Aqui, neste indicado ao Oscar 2021, há uma tentativa de trazer o assunto de maneira criativa e com lendas e mitos tipicamente chineses. No entanto, apesar de apresentar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa produção China e Estados Unidos, o público encontra em <em><strong>A Caminho da Lua</strong></em> uma temática recorrente em animações do cinema: as múltiplas maneiras como alguém pode lidar com o luto e com perdas. O tema acaba por aparecer em diversas tramas do gênero, como <em>Operação Big Hero</em> ou <em>Up – Altas Aventuras</em>. Aqui, neste indicado ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2021/"><em>Oscar 2021</em></a>, há uma tentativa de trazer o assunto de maneira criativa e com lendas e mitos tipicamente chineses. No entanto, apesar de apresentar elementos ricos de uma cultura oriental, as escolhas da narrativa são bastante óbvias e até cansativas. Com um enredo que demora para se desenvolver, principalmente entre o momento que a mãe da protagonista morre até a hora que a menina decide iniciar a sua aventura, existe uma irregularidade rítmica no filme.</p>
<p>Algumas situações ganham mais destaques e se estendem bastante, outras são corridas e é preciso, inclusive, apressar o desfecho do conflito central. Este fator também ocorre devido ao fato de que muitos <em>subplots</em> são colocados na história. Alguns deles, nem conseguem ser explorados completamente – como acontece com Gobi, personagem introduzindo repentinamente, mas que afirma ter um passado relevante, porém a sessão termina sem que seu problema seja revelado de fato ou solucionado.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13921" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/023.jpg" alt="A Caminho da Lua" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/023.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/023-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/023-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/023-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para completar, a produção parece buscar, com um tanto de desespero, colocar elementos de sucesso em desenhos animados, como a figura de um animal de estimação fofo. O longa não apenas tem um, mas como quatro pets: um cachorro, um coelho, um sapo e o próprio Gobi. O segundo clichê recorrente é o da criança atrapalhada, porém carinhosa, que acaba por ajudar na trajetória da personagem principal. O irmão de Fei Fei se encaixa nestas características. Ainda que ele seja um alívio cômico eficaz, possuído sequências engraçadas, a presença dele não se justifica tanto. O garoto está mais ali para ser esta figura que representa mais esta tradição de <em>sidekick</em> do que para contribuir com a narrativa expressivamente.</p>
<p>Ainda assim, existem alguns pontos positivos dentro da obra. As músicas são bem costuradas e amarradas com o que está sendo contado. Elas ambientam o público, de uma maneira suave,  sobre quais são os sentimentos e desejos das personagens, de uma forma menos expositiva que os seus diálogos falados. Há também o fato de que, ainda que com irregularidades de ritmo, o arco de Fei Fei é um tanto redondo. Quando ela sai do luto e se abre as novas possibilidades, após viver situações que mudam seu ponto de vista completamente, a sua jornada torna-se completa. Assim, as questões sobre <em><strong>A Caminho da Lua</strong></em> são muito mais sobre o como acontecem as ações e esta aparente sensação de que a vontade ali era emplacar um sucesso, por isso o esforço para jogar tudo na tela soa exagerado e desconexo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Glen Keane, John Kahrs</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ken Jeong, Sandra Oh, Kimiko Glenn</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/u2vZvfUEifo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-caminho-da-lua-netflix/">Crítica: A Caminho da Lua (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: The Present</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Mar 2021 18:31:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Curta Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2021]]></category>
		<category><![CDATA[The Present]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Explorando como uma situação extremamente cotidiana pode ser intensa, violenta e triste para os palestinos, Farah Nabulsi (Oceanos de Injustiça) entrega um filme consciente e bem realizado. É notável a estratégia do roteiro de The Present – escrito por Nabulsi, ao lado de Hind Shoufani – em ambientar o espectador na vida de uma família, aparentemente, comum e que possui desejos, necessidades e lógicas das mais costumeiras. A criação de empatia e proximidade também se estabelece no cuidado da Direção [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Explorando como uma situação extremamente cotidiana pode ser intensa, violenta e triste para os palestinos, Farah Nabulsi (<em>Oceanos de Injustiça</em>) entrega um filme consciente e bem realizado. É notável a estratégia do roteiro de <em><strong>The Present</strong></em> – escrito por Nabulsi, ao lado de Hind Shoufani – em ambientar o espectador na vida de uma família, aparentemente, comum e que possui desejos, necessidades e lógicas das mais costumeiras. A criação de empatia e proximidade também se estabelece no cuidado da Direção de Arte em colocar detalhes daquela realidade. Em uma casa que possui uma criança, veem-se desenhos na parede, objetos espalhados, a mesa posta do café da manhã e uma geladeira antiga, que emperra a sua porta.</p>
<p>Após estes primeiro minutos, no qual o público se localiza, vem o baque da configuração cruel que a Palestina passa. Este dia, mostrado no curta-metragem, é aniversário de casamento de Yusef (Saleh Bakri) e Noor (Mariam Basha). O rapaz deseja ir com a sua filha, Yasimine (Mariam Kanj), até a Cisjordânia para comprar um presente para sua esposa e alguns itens tradicionais de supermercado. No entanto, na passagem gradeada, que divide Belém e Jerusalém, a sensação de perigo se alastra. A maneira como Nabulsi filma a situação em que os guardas tripudiam das pessoas na fila intensifica a suspensão.</p>
<p>Não há muita movimentação de câmera, os planos são médios, em sua maioria, e fixos. Em alguns momentos de <em><strong>The Present</strong></em>, o plongée revela quem está em local de submissão e quem está no poder. O estado de tensão se eleva também na mise-en-scène. Com gestos contidos, os atores trabalham com movimentos pequenos e olhares fixos. O sentimento de que a qualquer momento Yusef e Yasmine podem ser atacados e/ou retidos se fortalece nestas seleções de encenação e captura de imagem. Mas, ao mesmo tempo, Nabulsi sabe evocar os respiros, ainda que breves. Entre os constrangimentos e angústias, a relação de Yusef com sua filha ganha tempo de tela e, através de pequenos gestos – como quando ele coloca o seu casaco nela, após a menina perder o seu agasalho durante a viagem –, a  dinâmica entre a dupla é reconhecida.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13899" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/EaOaIzgXYAERRpl.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/EaOaIzgXYAERRpl.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/EaOaIzgXYAERRpl-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/EaOaIzgXYAERRpl-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/EaOaIzgXYAERRpl-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Todas as suas emoções também. Entre pausas, silêncios e frases de cuidado, a ideia de que um somente tem ao outro é configurada nestas minúcias. A aflição deste dia dos dois que parece sem fim também é elevada pela escolha das tonalidades. No início da projeção, a casa deles tem tons sóbrios e mais frios, o que aqui significa algo que conota o conforto e a lembrança do pertencimento. Já na rua, nesta jornada complicada, o calor e as temperaturas quentes, imprimem uma espécie de sufocamento na tela. Há um aprisionamento espacial, que surge no confinamento da fila, na estrada deserta que pai e filha caminham por um longo tempo ou no ônibus que completa a viagem. Os espaços são retratados de tal maneira que se tornam prisões.  Isto porque não existe saída para Yasmine e Yusef a não ser completar a missão que têm e retornar para casa ao final da expedição.</p>
<p>Esta falta de escapatória ainda é reafirmada no desfecho da exibição de <em><strong>The Present</strong></em>. A progressão construída na narrativa chega ao seu ápice e o protagonista ao seu limite. Todo o percurso até esta sequência coloca quem assiste diante de toda a humilhação e falta de sensibilidade a qual os palestinos passam. No entanto, ao encerrar a obra, Nabulsi e Shoufani decidem por selecionar uma finalização que acaba por não condizer tanto com a totalidade da produção. Mesmo que seja levemente farsesca e possa ser um convite a quebrar toda esta estrutura vigente, é uma decisão um tanto ingênua e até sem coragem. O que resta é um pouco de quebra com o contexto geral. Pode ser que a tentativa seja deixar alguma esperança ou de trazer uma reviravolta, talvez, mas há esta falta de encaixe com a força do filme como um todo acontece. Contudo, a totalidade aqui não é comprometida e um material que reflete toda a consumição de um povo versus os privilégios de tantos outros é o que resta como uma conclusão derradeira.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Farah Nabulsi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Saleh Bakri, Mariam Kanj, Mariam Basha</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/bH-ThZ6-Zlk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p><strong><em>*Filme assistido no <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/">Festival</a> Curta Cinema</em></strong></p>
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		<title>Crítica: Mank (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2021 16:11:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Responsável por A Rede Social e Garota Exemplar, o diretor David Fincher retorna às telonas depois de um período focado na ótima série Mindhunter, também da Netflix. A parceria de peso do cineasta com o estúdio rendeu Mank, uma produção intimista e diferenciada que aborda a trajetória do roteirista Herman J. Mankiewicz na criação da obra-prima icônica de Orson Welles, Cidadão Kane (1941). Em preto e branco, o filme é uma reverência cuidadosa à Era de Ouro de Hollywood, mesmo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Responsável por <em>A Rede Social</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>, o diretor David Fincher retorna às telonas depois de um período focado na ótima série <em>Mindhunter</em>, também da <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/netflix/"><em>Netflix</em></a>. A parceria de peso do cineasta com o estúdio rendeu <strong><em>Mank</em></strong>, uma produção intimista e diferenciada que aborda a trajetória do roteirista Herman J. Mankiewicz na criação da obra-prima icônica de Orson Welles, <em>Cidadão Kane</em> (1941).</p>
<p>Em preto e branco, o filme é uma reverência cuidadosa à Era de Ouro de Hollywood, mesmo que não deixe de pontuar questões importantes a serem debatidas sobre os comportamentos da época. A ambientação é o que faz o espectador se inserir por completo nesta história que passeia por várias temáticas e personas, se aprofundando o necessário, sem cair no erro do excesso.</p>
<p>Os personagens são bem trabalhados nas suas personalidades, ampliando o círculo de protagonismo e permitindo a todos uma inserção real na história. A atuação de Gary Oldman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-destino-de-uma-nacao/"><em>O Destino de uma Nação</em></a>) é absolutamente impecável e digna de sua indicação a premiações. Ele intensifica o duplo lado de Mank: o alcoólatra que é sempre demitido e negligencia o trabalho em paralelo com o homem preocupado que salvou a vida de dezenas de alemães, que fugiam da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Amanda Seyfried (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mamma-mia-la-vamos-nos-de-novo/"><em>Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo</em></a>) vive Marion Davies, atriz que teve importante papel na construção do roteiro de Cidadão Kane. Ela protagoniza pontuais e importantes momentos no longa, o que lhe rendeu a sua primeira e merecida indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13890" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1.png" alt="Mank" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ser pretensioso é um dos maiores problemas de <em><strong>Mank</strong></em>. O espectador mais atento consegue perceber constantemente que Fincher tinha a intenção de criar algo grandioso, uma obra-prima, um filme memorável. E por mais que no fundo saibamos que essa é a intenção da maioria dos cineastas com produções importantes, perceber isso em cena é problemático. É como se o diretor estivesse o tempo todo dizendo: &#8220;Olha como eu sou excelente, olha como essa construção é impecável&#8221;. Falta sutileza na direção.</p>
<p>Ainda assim, David Fincher apresenta um dos melhores trabalhos de sua carreira. Este roteiro foi criado em parceria com o pai dele, Jack Fincher, e levou anos sendo maturado e lapidado, até finalmente chegar às telonas. Esse cuidado de aparar as arestas é perceptível, já que não vemos excessos no longa. Ele caminha ligando todos os elementos e apresentando ao espectador os detalhes necessários da história.</p>
<p><em><strong>Mank</strong> </em>é um ótimo filme que merece todas as indicações que recebeu no Oscar 2021. No entanto, arrisco dizer que, mesmo liderando em número de indicações, ele não será o favorito para levar estatuetas. Não por não ter a qualidade necessária, mas por não ser tão apelativo como outros concorrentes.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Fincher<br />
<strong>Elenco:</strong> Gary Oldman, Amanda Seyfried, Lily Collins, Tom Pelphrey, Arliss Howard, Joseph Cross, Tuppence Middleton, Tom Burke</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/vuKEg9qgDOc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Voz Suprema do Blues (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-voz-suprema-do-blues-netflix/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2021 22:33:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Chadwick Boseman]]></category>
		<category><![CDATA[Colman Domingo]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[George C. Wolfe]]></category>
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		<category><![CDATA[Jeremy Shamos]]></category>
		<category><![CDATA[Jonny Coyne]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2021]]></category>
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		<category><![CDATA[Viola Davis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Voz Suprema do Blues é mais uma produção da Netflix a disputar o Oscar 2021 em várias categorias (Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Figurino, Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Design de Produção). Com Viola Davis (As Viúvas) e o saudoso Chadwick Boseman (Pantera Negra) no elenco principal, o longa acompanha a temperamental cantora Ma Rainey durante a gravação de um álbum, na companhia de seu trompista Levee e em constante tensão com a gerência branca do estúdio. É difícil [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A Voz Suprema do Blues</strong></em> é mais uma produção da <em>Netflix</em> a disputar o <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2021/"><em>Oscar 2021</em></a> em várias categorias (Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Figurino, Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Design de Produção). Com Viola Davis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>) e o saudoso Chadwick Boseman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em>Pantera Negra</em></a>) no elenco principal, o longa acompanha a temperamental cantora Ma Rainey durante a gravação de um álbum, na companhia de seu trompista Levee e em constante tensão com a gerência branca do estúdio.</p>
<p>É difícil começar falando de qualquer outro ponto do filme que não sejam as atuações brilhantes do elenco, especialmente da dupla principal. Viola se dedica de corpo e alma a todos os papéis que atua, mas nem sempre está presente nos melhores projetos (inclusive é algo que precisa ser contestado urgentemente). Então não é sempre que ela tem a oportunidade de mostrar o quão maravilhosa e profissional é, enchendo os olhos do espectador em todas as cenas.</p>
<p>Ma é famosa, personalidade forte, corre atrás do que quer e dificilmente recebe um não como resposta. Já Levee tem uma personalidade parecida, porém mais sonhador e determinado a se tornar mais reconhecido na sua profissão, que é um dom. Juntos, mesmo que a maior parte do tempo separados, eles protagonizam discussões importantes sobre o racismo enraizado da época, especialmente no meio artístico e musical. Esse é o foco principal do filme, inclusive, tornando-se uma temática bastante atual e necessário no momento em que vivemos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13881" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg.jpg" alt="A Voz Suprema do Blues" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Boseman, que já estava bastante debilitado na época da filmagem e apresenta um perfil físico bem diferente do que vimos em <em>Pantera Negra</em>, se dedica como o papel de sua vida. Não é fácil superar Viola Davis, mas ele consegue fazer isso em muitos momentos, chamando todos os holofotes para si e nos apresentando uma performance impecável e comovente.</p>
<p>O diretor George C. Wolfe (<em>Um Momento Pode Mudar Tudo</em>), conhecido dos palcos da Broadway, conseguiu equilibrar a ambientação característica dos anos 1920 em Chicago, com as temáticas que são inseridas, como racismo e o jazz como força de afirmação do negro da época. Vemos isso nos detalhes, como no momento em que o personagem de Chadwick compra o sapato novo para a apresentação. Embora seja uma história real, não há intenção aqui de ser um longa biográfico. E é uma escolha acertada que o cineasta faz, ao trazer a sua experiência de teatro para dar o tom do filme.</p>
<p>A história em si pode até seduzir o espectador, mas definitivamente não é o maior atrativo, por passear em pontos comuns que já vimos em tantos outros longas. As atuações, sim, são a alma e a essência de <em><strong>A Voz Suprema do Blues</strong></em> e são essas as indicações que merecem nossa atenção. A grande probabilidade é de que Boseman receba um Oscar póstumo, assim como já foi justamente premiado pelo Globo de Ouro. Vale muito a pena este último tributo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> George C. Wolfe<br />
<strong>Elenco:</strong> Viola Davis, Chadwick Boseman, Colman Domingo, Glynn Turman, Jeremy Shamos, Taylour Paige, Jonny Coyne</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HkRE1vBs-lY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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