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	<title>Arquivos Diamond Films - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Diamond Films - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica O Drama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 12:56:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O que fazer quando um segredo maior do que si ou o outro é revelado? Como seguir com uma relação quando os preceitos de moralidade, ética ou crença se estilhaçam da noite para o dia? E, pior, o que fazer quando quem você acha conhecer se mostra um completo estranho? Essas são as perguntas que guiam o cerne narrativo do novo drama psicológico satírico, que se disfarça como comédia romântica, estrelado por Zendaya (Rivais, de 2024) e Robert Pattinson (Mickey [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O que fazer quando um segredo maior do que si ou o outro é revelado? Como seguir com uma relação quando os preceitos de moralidade, ética ou crença se estilhaçam da noite para o dia? E, pior, o que fazer quando quem você acha conhecer se mostra um completo estranho? Essas são as perguntas que guiam o cerne narrativo do novo drama psicológico satírico, que se disfarça como comédia romântica, estrelado por Zendaya (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rivais/"><em>Rivais</em></a>, de 2024) e Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mickey-17/"><em>Mickey 17</em></a>, de 2025). <strong><em>O Drama</em></strong> estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (9) e já chega como um filme que dividirá opiniões.</p>
<h3>O Texto</h3>
<p>Escrito pelo cineasta Kristoffer Borgli (<em>O Homem dos Teus Sonhos</em>, de 2023), o roteiro tem como base de sua premissa desestabilizar um dos sacros momentos de narrativas românticas: o casamento. Com um segredo que vem à tona &#8211; e que merece ser guardado a sete chaves até que você assista ao filme -, o casal às vésperas da tão sonhada cerimônia se veem perdidos com as revelações e o que elas colocam em jogo. Talvez o mais comum recurso de <em>storytelling</em> quando o assunto é relacionamento no cinema é expor algo do seu interesse amoroso que choque e coloque em prova o sentimento. O problema é que o que é revelado em <strong><em>O Drama</em></strong> é muito maior do que qualquer <em>plot</em> comumente usado em comédias românticas.</p>
<p>Talvez o maior mérito de Borgli seja a escolha do que subverter em seu novo longa-metragem. A partir de trabalhos anteriores, já é possível perceber uma linha criativa que gosta de esgarçar os limites imaginativos de certas situações e convenções da vida e, desta vez, ele resolve invadir o imaginário do sonho casamenteiro para desestabilizá-lo por inteiro. Pôr em jogo a dinâmica, a confiança e até os desejos do casal a partir da revelação de um segredo desconcertante vira o jogo de ponta cabeça e faz de <strong><em>O Drama </em></strong>um filme que merece sua atenção.</p>
<p>É no momento da revelação que o filme se configura como esse drama psicológico. A doçura e o cuidado comuns de uma comédia romântica são descartados e dão lugar a uma onda de paranoias e inseguranças que inundam a narrativa. O que era uma bela história de amor se torna uma frenética corrida contra esse elefante na sala que passou a habitar as vidas de Emma e Charlie (respectivamente, Zendaya e Robert). Apesar da tensão palpável, o roteiro de <strong><em>O Drama</em></strong> tem um sadismo genial que satiriza tudo aquilo a ponto de gerar momentos divertidamente desconfortáveis, onde a única saída do espectador é literalmente rir de nervoso pelo desconforto visto na telona.</p>
<h3>O Diretor</h3>
<p>A direção, também assinada por Borgli, faz questão de criar imagens de puro desconforto. Sejam os <em>flashbacks</em> que vão, aos poucos revelando os segredos, sejam os momentos de confronto imaturo e despreparo do casal, há um claro esforço do cineasta em construir a atmosfera mais desconfortável possível durante o filme. Não existe tempo de respiro entre as cenas, é um turbilhão de momentos estranhos, incômodos e vilmente hilários. <strong><em>O Drama</em></strong> parece ser orquestrado por uma máxima de delírios do &#8216;e se&#8217;. Como se o diretor quisesse colocar o próprio espectador em cheque junto dos seus personagens.</p>
<figure id="attachment_20574" aria-describedby="caption-attachment-20574" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20574" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-750x500.jpeg" alt="O Drama (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG.jpeg 1101w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20574" class="wp-caption-text">Zendaya e Robert Pattinson em cena de &#8216;O Drama (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Ao trazer o público para tão perto, tudo se torna ainda mais desconcertante. O riso não vem pela graça, mas como um mecanismo de defesa da mente para lidar com o que não é possível de se acreditar e/ou resolver. Confrontar os delírios e absurdos vistos em tela geram uma profusão de emoções que acabam, normalmente, saindo como uma gargalhada de desconforto. Por essa razão, <strong><em>O Drama </em></strong>facilmente divide opiniões. O que incomoda instiga ao mesmo tempo que afasta e esse é o maior trunfo &#8211; e o maior risco &#8211; da produção.</p>
<p>Outro ponto que pode ser controverso é o próprio segredo que mexe com um tema muito caro ao público estadunidense. Apesar de ser algo delicado, não é tratado de forma leviana no filme. Na verdade, o segredo ser o que é vem como uma crítica sobre um estigma social e geracional que persegue e rui diariamente o (nada estável) país. E a forma como Borgli trabalha isso no longa é deliberadamente ácida para incomodar. Ele faz questão de tocar na ferida aberta e rodar o dedo até ver o sangue escorrer. <strong><em>O Drama</em></strong> é um filme que foi feito para incomodar, não há dúvidas nisso.</p>
<h3>O Elenco</h3>
<p>A escolha do elenco não poderia ser melhor. As oposições em cena construídas pelos atores e texto dão força para essa ode ao desconforto criada por Borgli. Por ser um projeto focado em criar e ruir relações diante dos olhos do público, era preciso acertar em cheio no <em>casting</em> para que a narrativa pudesse alcançar o seu ápice. E, não à toa, Zendaya e Pattinson foram grandes acertos. Além da incontestável química e carinho que eles trazem para a relação dos personagens, existe uma equidade de contracena que impressiona. Parece que suas trajetórias os levaram até esse momento para que eles vivessem o desmoronar desse casal fictício em <em><strong>O Drama</strong></em>.</p>
<p>Para além do <em>show</em> que Zendaya e Robert entregam por brilharem em seus papeis, o elenco secundário é outro primor do projeto. Alana Haim (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-licorice-pizza/"><em>Licorice Pizza</em></a>, de 202), Mamoudou Athie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/39o-festival-internacional-de-cinema-de-guadalajara-tipos-de-gentileza/"><em>Tipos de Gentileza</em></a>, de 2024) e Hailey Gates (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-marty-supreme/"><em>Marty Supreme</em></a>, de 2025) merecem ser destacados por suas contribuições aos delírios do casal principal. A raiva borbulhante e impulsiva de Haim, a passividade apaziguadora de Athie e a confusão caótica de Gates são o cerne de suas interpretações e responsáveis por intensificar a equação narrativa proposta pelo roteiro. <strong><em>O Drama</em></strong> nada seria sem seus catalisadores do caos.</p>
<p>É esse equilíbrio entre o elenco, o roteiro e a direção que apontam para o caminho desejado para a narrativa: gerar um incômodo incontestável a qualquer custo. E o resultado é alcançado sem dificuldades. No entanto, é essa máxima que pode afastar uma parcela de pessoas de <strong><em>O Drama</em></strong>. Ainda assim, a intencionalidade desse navio naufragando é também o que há de mais fascinante na narrativa. O filme funciona porque seu elenco cumpri com a missão de tornar palatável a confusão insana de sua história &#8211; e faz isso com uma comicidade ácida tão desconcertante quanto seu roteiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kristoffer Borgli</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim, Mamoudou Athie, Hailey Gates, Zoë Winters, Hannah Gross e Jordyn Curet</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/eJ7_iPylqS4?si=f132P3PJ0dPY_pBJ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Marty Supreme: O filme que pode dar o Oscar para Timothée Chalamet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 12:58:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O anúncio dos indicados ao Oscar 2026 será apresentado ao mundo nesta quinta-feira (22) e, com ele, a estreia no Brasil de Marty Supreme. O novo longa-metragem do diretor e co-roteirista Josh Safdie (Joias Brutas, de 2019) é a grande promessa do tão aguardado prêmio de Melhor Ator para Timothée Chalamet (Um Completo Desconhecido, de 2024). Com duas vitórias nos principais prêmios do cinema estadunidense, Timothée desponta como favorito para levar o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio dos indicados ao Oscar 2026 será apresentado ao mundo nesta quinta-feira (22) e, com ele, a estreia no Brasil de <strong><em>Marty Supreme</em></strong>. O novo longa-metragem do diretor e co-roteirista Josh Safdie (<em>Joias Brutas</em>, de 2019) é a grande promessa do tão aguardado prêmio de Melhor Ator para Timothée Chalamet (<em>Um Completo Desconhecido</em>, de 2024). Com duas vitórias nos principais prêmios do cinema estadunidense, Timothée desponta como favorito para levar o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.</p>
<p>O mérito dessa possível vitória vem de uma clara conexão entre Safdie e Chalamet. O roteiro coescrito pelo diretor e por Ronald Bronstein (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bom-comportamento/"><em>Bom Comportamento</em></a>, de 2017) &#8211; parceiro dos irmãos Safdie em outros projetos -, é uma ode aos trambiques, chiliques e ataques de grandiosidade do personagem interpretado por Timothée. A epopeia de desventuras e erros descreve um arco perfeito do anti-herói. <strong><em>Marty Supreme </em></strong>é uma história sobre alguém que não gostaríamos de torcer, mas somos compelidos à pela interpretação hipnotizante de Timothée.</p>
<p>Marty Mauser incomoda. Ele irrita, gera constrangimento e gargalhadas com os absurdos que ele fala, vive e age. A tecitura que desenha a complexidade do personagem-título escrito por Safdie e Bronstein é o ponto alto de <strong><em>Marty Supreme</em></strong> e é, igualmente, a maior vantagem que Chalamet carrega em sua atuação. Assisti-lo falando discursos de grandeza, recheados de uma lógica de malandragem juvenil e sonhos (im)possíveis é um show à parte. Parece que a persona que tentam pintar do ator desde seu discurso no Actor Awards do ano passado se mistura com a história do personagem, criando uma narrativa extra fílmica &#8211; que é tão hilária e absurda quanto a de Marty Mauser.</p>
<figure id="attachment_20421" aria-describedby="caption-attachment-20421" style="width: 1179px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-20421" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Marty-Supreme-1.jpg" alt="Marty Supreme (2025)" width="1179" height="786" /><figcaption id="caption-attachment-20421" class="wp-caption-text">Timothée Chalamet em cena de &#8216;Marty Supreme (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Esse conjunto pitoresco de acontecimentos misturado à prepotência do personagem tornam <strong><em>Marty Supreme</em></strong> um estudo de caso fascinante. O azar (ou a sorte) que rondam Marty Mauser é tão curioso quanto os absurdos vividos &#8211; ou ditos &#8211; por ele. E é em meio ao turbilhão de crimes, enganações e desventuras que o público se vê completamente hipnotizado por Chalamet. O burburinho pelo seu trabalho não é por nada. O filme é ele. A espinha dorsal de tudo de mais absurdo e coeniano que acontece em tela só chega com essa força, graça e choque porque Timothée encarna Marty Mauser com maestria.</p>
<p>A promessa de um prêmio da Academia para o ator estadunidense não é de hoje. Desde sua grande performance em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Me Chame Pelo Seu Nome (2017)</em></a> que Chalamet se tornou um nome muito cotado e observado em Hollywood. Talvez o que faltasse antes ao ator era essa mística de aproximação com um personagem tão insano e imprevisível para propulsionar o seu bom trabalho. Timothée faz em <strong><em>Marty Supreme</em></strong> algo que impressiona por provar que, mesmo com apenas 30 anos, ele tem uma extensão cênica invejável.</p>
<p>Com todo esse burburinho e algumas vitórias já conquistadas pelo ator por <strong><em>Marty Supreme</em></strong>, a vitória no Oscar já soa quase certa. Os próximos prêmios serão cruciais para esclarecer melhor suas possibilidades. Tanto o Actor Awards como o BAFTA serão fortes termômetros sobre sua chance de enfim levar para casa um Oscar. No entanto, Timothée não está longe de ter um forte concorrente, ao menos, nesse seu caminho para a glória com a Academia.</p>
<p>Wagner Moura (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-agente-secreto/"><em>O Agente Secreto</em></a>, de 2025) tem vencido os principais prêmios desse circuito mais &#8216;alternativo&#8217; de premiações. Sua vitória no Globo de Ouro também propulsionou suas chances e, se o Chalamet puder temor alguém, essa pessoa é nosso conterrâneo. Ainda que Timothée siga com chances mais claras, inclusive por conta de toda sua campanha, não é hora de descartar essa outra possibilidade. O futuro do ator e seu papel em <strong><em>Marty Supreme</em></strong> ainda trarão boas surpresas até a aguardada noite do Oscar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Josh Safdie</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A&#8217;zion, Kevin O&#8217;Leary, Tyler Okonma (Tyler, the Creator), Abel Ferrara e Fran Drescher</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jlufghPi_y4?si=6GvtLeedts-yXW9u" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Presença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2025 12:54:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O anúncio de alguns filmes pode mexer com o público antes de sua estreia, quando há algo de diferente e/ou curioso no cerne da narrativa. Quando se fala do universo do terror, isso se torna ainda mais latente, por constantemente sermos bombardeados com versões do que já foi visto. Por conta desse fator da novidade, o novo longa-metragem de Steven Soderbergh (A Lavanderia, de 2019, e Código Preto, de 2025), Presença, chega aos cinemas brasileiros, na quinta-feira (03), com altas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio de alguns filmes pode mexer com o público antes de sua estreia, quando há algo de diferente e/ou curioso no cerne da narrativa. Quando se fala do universo do terror, isso se torna ainda mais latente, por constantemente sermos bombardeados com versões do que já foi visto. Por conta desse fator da novidade, o novo longa-metragem de Steven Soderbergh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lavanderia/"><em>A Lavanderia</em></a>, de 2019, e <em>Código Preto</em>, de 2025), <strong><em>Presença</em></strong>, chega aos cinemas brasileiros, na quinta-feira (03), com altas expectativas.</p>
<p>O filme dirigido pelo cineasta estadunidense se manteve em segredo até o anúncio de sua estreia no Festival Sundance de 2024. O mistério por trás da produção sem ter sido divulgada até o anúncio do festival com o diretor envolvido em um projeto de terror chamou a atenção do público. Mais um fator do roteiro foi a cereja do bolo para aumentar ainda mais a curiosidade dos espectadores: <strong><em>Presença</em></strong> é todo filme sob a perspectiva da entidade que dá título ao filme.</p>
<p>A escolha não usual de contar todo o filme sob o ponto de vista de primeira pessoa, sendo que essa é uma presença sobrenatural que não se manifesta visualmente causou o burburinho que o projeto precisava para ganhar  atenção dos fãs de terror. Ter um cinema não muito convencional já é algo esperado de Soderbergh, mas aqui ele conseguiu ir além. O diretor já havia flertado com o universo da tensão com seus <em>thrillers</em>, mas caiu no terror apenas em 2018 com seu filme, também nada convencional, <em>Distúrbio</em>. <strong><em>Presença</em></strong> vem para se unir ao seu antecessor de gênero como outro projeto poderoso e corajoso do cineasta.</p>
<p>Ambos seus longas de horror foram feitos sob segredo e geraram algum burburinho com sua divulgação por escolhas inusitadas. Em 2018, todo o filme foi filmado com um celular e na sua mais recente produção, Soderbergh conta sua história sob essa perspectiva quase docu-sobrenatural. A escolha pode causar uma estranheza constante e incômoda durante a sessão, mas o resultado<span style="font-weight: 400;"> vale cada segundo de seu tempo</span>. <strong><em>Presença</em></strong> é um acerto dessa nova parceria entre as inventividades do cineasta com seu roteirista de longa data.</p>
<p>Escrito por David Koepp (<em>Kimi</em>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-indiana-jones-e-a-reliquia-do-destino/"><em>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</em></a>, de 2023), o roteiro é um exercício de atenção para os detalhes da trama. Ao mesmo tempo, é uma aula de construção de tensão e atmosfera a partir da simplicidade das escolhas técnicas do filme, que claramente estão apoiadas em sua narrativa. Koepp escreve o que é conhecido como uma história <em>slow burn</em>, capaz de fascinar até mesmo os incomodados com as escolhas nada convencionais do projeto. O termo nada mais é do que uma definição para narrativas que conseguem tomar o tempo necessário, de forma dilatada, para encadear os eventos de <strong><em>Presença</em></strong>.</p>
<figure id="attachment_19285" aria-describedby="caption-attachment-19285" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19285" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-750x500.jpg" alt="Presença (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2.jpg 2028w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19285" class="wp-caption-text">Callina Liang em cena de &#8216;Presença (2024)&#8217;</figcaption></figure>
<p>A proposta do roteirista, no entanto, exige mais do espectador. É preciso atenção e disciplina para mergulhar na proposta do longa, coisa que talvez não seja tão fácil nos dias de hoje onde concentração é um luxo que muitos não têm. Isso pode gerar respostas negativas à curiosa proposta da produção, mas não tira o seu valor em nenhum momento. Pelo contrário. Acredito que a manutenção da dilatação em um filme de perspectiva de personagem, quase documental, é um desafio interessante lançado por Koepp e Soderbergh ao público que se aventura nas sessões de <strong><em>Presença</em></strong>.</p>
<p>O longa traz uma proposta que não se enquadra necessariamente em nada que conhecemos. Ele não é um documentário porque não está em seus moldes, características e elementos, ainda que soe como tal em momentos. Também não tem uma ação sobrenatural como a franquia <em>Atividade Paranormal (2007-2021)</em> como muitos podem se enganar ao assistir o trailer. E <strong><em>Presença </em></strong>também não é o tipo de filme que deseja investigar/examinar as ações dos personagens. Eles estão ali apenas para serem observados como fragmentos de um tempo e num espaço específicos.</p>
<p>Com isso, as convenções pré-estabelecidas pelo imaginário do público para o filme são quebradas uma por uma. Igualmente, o espectador é surpreendido com essa inventividade de proposta, como se fosse o avesso do que tentaram em <em>Aqui (2024)</em> , mas que Zemeckis não conseguiu realizar. No entanto, a estrutura de <strong><em>Presença </em></strong>pode (e vai) desagradar muitos. A atenção das pessoas é presa a partir de outros artifícios, o que gera desconforto. A própria falta de relevância das atuações também pode causar isso.</p>
<p>O elenco de <strong><em>Presença </em></strong>não é o cerne do projeto. Eles estão ali como outras engrenagens do longa, mas não são, em nenhum momento, o seu destaque. Há uma preocupação muito maior com a forma e os efeitos da técnica utilizada. A ambiência e sua construção dilatada tem muito mais relevância até mesmo do que nomes conhecidos como Lucy Liu (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam-furia-dos-deuses/"><em>Shazam! Fúria dos Deuses</em></a>, de 2023), Chris Sullivan (<em>This Is Us</em>, de 2016-2022).</p>
<p>O longa é uma obra de atmosfera. O foco do roteiro está muito mais na cadência dos eventos narrativos do que neles em si. Ou até menos do que nas performances do elenco. Claramente a ideia da produção é gerar um desconforto no público, colocando ele no lugar de um fantasma perdido que não sabe o que fazer com sua existência inexorável.</p>
<p>O espectador é o sobrenatural que observa, vagando durante os 85 minutos de filme, sem saber exatamente o que fazer. E, no momento que os eventos narrativos se tornam mais tensos, nos vemos no lugar de agência, sem poder fazer nada de fato, renegados apenas como observadores de tudo aquilo. O gosto pode ser amargo ao final da sessão, mas se isso acontecer, acredito que a missão de <strong><em>Presença</em></strong> foi cumprida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steven Soderbergh</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Lucy Liu, Chris Sullivan, Callina Liang, Eddy Maday, West Mulholland e Julia Fox</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/MGzIPLJ7vzU?si=LmZN_WnkQeWHUh9M" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Maria Callas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 12:44:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada de premiações está aí e, com ela, os lançamentos dos possíveis filmes que podem chegar ao Oscar com alguma indicação. Dentre as estreias da semana, Maria Callas, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), está entre os longas-metragens que fazem campanha por algumas vagas na maior premiação do cinema mundial. A produção, que conta os últimos dias de vida do ícone da ópera, desponta como um possível indicado em categorias técnicas referentes ao departamento de arte no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada de premiações está aí e, com ela, os lançamentos dos possíveis filmes que podem chegar ao Oscar com alguma indicação. Dentre as estreias da semana, <strong><em>Maria Callas</em></strong>, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), está entre os longas-metragens que fazem campanha por algumas vagas na maior premiação do cinema mundial. A produção, que conta os últimos dias de vida do ícone da ópera, desponta como um possível indicado em categorias técnicas referentes ao departamento de arte no Academy Awards, mas o foco principal de campanha do filme é a atuação de Angelina Jolie (<em>Aqueles que me Desejam a Morte</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos</em></a>, ambos de 2021).</p>
<p><strong><em>Maria Callas</em></strong> é o terceiro longa do diretor Pablo Larraín (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jackie/"><em>Jackie</em></a>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-spencer/"><em>Spencer</em></a>, de 2021) que foca seus esforços em recriar momentos cruciais da vida de figuras femininas reais. A diferença neste projeto é que o roteirista Steven Knight (<em>Serenidade</em>, de 2019 e <em>Spencer</em>) utiliza da fantasia e de flashbacks constantes para preencher as vivências de Callas, emaranhado a sua vida e morte em números musicais. Essa escolha traz uma estética visual e narrativa de fantasia para o filme, permitindo que sua história vá além de uma simples narração dos últimos dias de vida.</p>
<p>Seja a partir dos devaneios pelos remédios ou através de suas memórias afetivas e dolorosas de vida, a personagem de Angelina teve muito o que viver em seus momentos finais. E esse pastiche de vivências reais e ficcionais permitiram que <strong><em>Maria Callas</em></strong> fosse um projeto um pouco diferente de Larraín. Apesar disso, existe uma estrutura de condução muito clara desse tipo de filme para o diretor. Se o espectador já assistiu Jackie ou Spencer, é possível de imaginar certas escolhas ou encaminhamentos que serão tomados no trabalho do cineasta chileno visto em tela.</p>
<p>Atrelado ainda a ideia de fantasia presente no filme por meio dessas digressões e dos devaneios de Maria, o longa ganha muito nos departamentos de arte e fotografia. Talvez os pontos mais altos de <strong><em>Maria Callas</em></strong> sejam justamente os resultados dos dois departamentos. A arte brilha na composição de sets de época, no figurino e como ele conta a história da personagem-título, tal qual o cabelo e maquiagem finalizam essa composição visual com maestria.</p>
<figure id="attachment_19043" aria-describedby="caption-attachment-19043" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19043" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-750x500.jpg" alt="Maria Callas (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-770x514.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2.jpg 1012w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19043" class="wp-caption-text">Angelina Jolie em cena de &#8216;Maria Callas&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Da mesma forma, o departamento de fotografia de <strong><em>Maria Callas</em></strong>, comandado por Edward Lachman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-conde/"><em>O Conde</em></a>, de 2023), mergulha nas possibilidades narrativas mediadas pela fantasia e memória da personagem de Angelina. A composição estética visual do filme se complementa com essa tríade entre os dois departamentos e a força motriz do roteiro que é a fantasia e as memórias de Callas. Com isso, o espectador tem um espetáculo visual mais interessante dentre as três biografias femininas da carreira de Pablo Larraín.</p>
<p>Auxiliando o diretor a apontar a direção do barco da produção, Angelina Jolie vem como uma força em cena. Talvez um de seus melhores trabalhos dramáticos da carreira, <strong><em>Maria Callas</em></strong> permite que a atriz ande em outros tons e camadas de desenvolvimento que talvez não tenha tido a oportunidade &#8211; ou ao menos uma boa oportunidade &#8211; de desenvolver. O resultado de sua performance no longa merece elogios e louros, no entanto, ela se fragiliza nas cenas onde o enfoque em números musicais são maiores. A dublagem da atriz, por vezes, quebra a vivência do público por soar como uma nítida dublagem.</p>
<p>Com algumas poucas indicações na temporada de prêmios, <strong><em>Maria Callas</em></strong> tem como foco da campanha a indicação de Jolie ao Oscar e, talvez, menções nas categorias dos departamentos de arte e fotografia. Se as chances de indicação ao prêmio de Melhor Atriz já são pequenas por conta do ano disputadíssimo, as vitórias se tornam ainda melhores. Suas chances maiores de indicações e até mesmo possíveis vitórias se concentram nos departamentos de visualidades do longa. No entanto, as expectativas são baixas para o filme despontar como favorito ao Oscar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pablo Larraín</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Angelina Jolie, Pierfrancesco Favino, Alba Rohrwacher, Haluk Bilginer e Kodi Smit-McPhee</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/nHcoK0uuxIw?si=t6j4BGeK8rhFkKUD" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Fúria Primitiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2024 12:47:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enfim chegou o dia do público conhecer outra faceta de Dev Patel (A Lenda do Cavaleiro Verde, de 2021, e A Incrível História de Henry Sugar, de 20233). Fúria Primitiva marca a estreia do artista britânico como diretor e roteirista de um longa-metragem e ele não poderia ter tido um primeiro projeto mais interessante. Com estreia marcada nos cinemas brasileiros para esta quinta-feira (23), o longa de Patel é uma feliz prova do seu talento para além da arte da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Enfim chegou o dia do público conhecer outra faceta de Dev Patel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-do-cavaleiro-verde-prime-video/"><em>A Lenda do Cavaleiro Verde</em></a>, de 2021, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-incrivel-historia-de-henry-sugar-netflix/"><em>A Incrível História de Henry Sugar</em></a>, de 20233). <strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> marca a estreia do artista britânico como diretor e roteirista de um longa-metragem e ele não poderia ter tido um primeiro projeto mais interessante. Com estreia marcada nos cinemas brasileiros para esta quinta-feira (23), o longa de Patel é uma feliz prova do seu talento para além da arte da interpretação.</p>
<p><strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> é uma eletrizante história de vingança repleta de camadas sociais e políticas costuradas por sua narrativa. O roteiro, que vem de uma história de Patel, foi co-escrito por ele, Paul Angunawela e John Collee. O trio de roteiristas conseguiu desenhar um texto denso, potente e representativo. Ainda que seu foco seja na busca pela vingança do personagem principal, o roteiro consegue amarrar pontos relevantes da política na Índia.</p>
<p>Sem desmerecer os dilemas sociais e políticos do país, a narrativa tem uma clara missão de ser uma espécie de <em>John Wick (2013-)</em> com camadas mais trabalhadas. Não só pela presença dos elementos de ação, luta e dinâmica do filme, mas <strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> instiga o público a acompanhar uma motivação muito similar. Esse desejo inato e um tanto selvagem de fazer justiça com as próprias mãos ressoa em ambas produções &#8211; ainda que no longa de Patel venha coberto com contextos que dialogam com problemas reais do país.</p>
<p>Ao trazer elementos similares aos da franquia estrelada por Keanu Reeves (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-4-baba-yaga/"><em>John Wick 4: Baba Yaga</em></a>, de 2023), <strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> abraça o público de ação, ao mesmo tempo em que desenha uma trama que permite um mergulho um pouco mais profundo nas motivações dessa vingança. A jornada do personagem principal até se tornar o verdadeiro <strong><em>Monkey Man</em></strong> (título original) vai além de ser apenas um produto da violência que lhe foi afligida. As vidas que esbarram na dele constroem mais e mais camadas para elevar sua narrativa justamente por ressoarem nele e em sua constante evolução.</p>
<figure id="attachment_18148" aria-describedby="caption-attachment-18148" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18148" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furia-Primitiva-2-750x500.jpg" alt="Fúria Primitiva (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furia-Primitiva-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furia-Primitiva-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furia-Primitiva-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furia-Primitiva-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furia-Primitiva-2.jpg 1013w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18148" class="wp-caption-text">Dev Patel em cena de &#8216;Fúria Primitiva&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Regado de cultura e ancestralidade, o desenho dessa jornada do herói (não tão heroica assim) é estrelado por ninguém mais, ninguém menos que o próprio Dev Patel. Assim como diretores a exemplo de Clint Eastwood (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cry-macho-o-caminho-para-a-redencao/"><em>Cry Macho: O Caminho para a Redenção</em></a>, de 2021), o ator e cineasta britânico se divide bem entre o papel da direção e da interpretação. Na verdade, ele consegue ir além. Ele é o filme em todos os níveis que se pode imaginar. <strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> é potente, lindamente doloroso e verdadeiro graças ao desempenho total de Patel.</p>
<p>Todas essas forças narrativas, de produção e contextos são envelopadas com uma visualidade bem interessante. O trabalho da arte e da fotografia são claros diferenciais na produção. Há uma preocupação em desenhar essas cores, dores e amores que revestem a história. Existe um coração que pulsa nessa produção e isso é arrebatador. Não há como o espectador sentar em uma poltrona de cinema e passar por uma sessão de <strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> sem perceber essa potência de talento, representação e profundidade.</p>
<p>Para completar esse envelopamento que, por si só, já chama atenção, o filme ainda é co-produzido pela Monkeypaw Productions, do ilustre Jordan Peele (<em>Não! Não Olhe!</em>, de 2022). Assim, a chancela de qualidade só aumenta e cria ainda mais expectativas no público. Nesse caso, para a alegria dos investidores e de quem vai assistir, essas impressões criadas sobre o filme serão realizadas com louvor. Dev Patel, em seu longa de estreia, conseguiu entregar um clássico arco de jornada do herói bem desenhado, dirigido e executado. <strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> é tudo o que se esperava e falava &#8211; e muito mais.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Dev Patel</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Dev Patel, Sharlto Copley, Pitobash, Vipin Sharma, Sikandar Kher, Adithi Kalkunte, Sobhita Dhulipala, Ashwini Kalsekar, Makarand Deshpande, Jatin Malik e Zakir Hussain</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/en_RsIqMxtA?si=qVi-WCxTcQu6ZHuQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>O Contador é o destaque nas estreias desta semana (20/10). Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Oct 2016 17:34:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[A Nona Vida de Louis Drax]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que começa como uma farsa para arrancar dinheiro de clientes céticos, se torna um terrível pesadelo quando Doris, a caçula da família, é possuída por espíritos malignos. O suspense Ouija – Origem do Mal, sequência do longa que arrecadou mais de 100 milhões dólares em todo mundo, conta com a direção de Mike Flanagan, de O Sono da Morte, e produção de Michael Bay, o filme é novamente inspirado no antigo tabuleiro Ouija – superfície plana feita em madeira [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que começa como uma farsa para arrancar dinheiro de clientes céticos, se torna um terrível pesadelo quando Doris, a caçula da família, é possuída por espíritos malignos. O suspense <strong><em>Ouija – Origem do Mal</em></strong>, sequência do longa que arrecadou mais de 100 milhões dólares em todo mundo, conta com a direção de Mike Flanagan, de <em>O Sono da Morte</em>, e produção de Michael Bay, o filme é novamente inspirado no antigo tabuleiro Ouija – superfície plana feita em madeira que possibilita a comunicação com espíritos. De volta aos anos 1960, uma jovem menina se encontra com forças sobrenaturais que se apossam do tabuleiro Ouija usado pela família. Confira nossa crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-ouija-a-origem-do-mal/" target="_blank"><strong><em>clicando aqui</em></strong></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EqO-Az95qRo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6839" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/maxresdefault-1.jpg" alt="maxresdefault-1" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Contador</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Gavin O&#8217;Connor<br />
<strong>Elenco:</strong> Ben Affleck, Anna Kendrick, J.K. Simmons</p>
<p>Christian Wolff (Ben Affleck) é um portador da Síndrome de Savant com mais afinidade por números do que por pessoas. Tendo um escritório de contabilidade em uma cidadezinha como fachada, ele trabalha como contador autônomo para algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Com o Departamento Criminal do Ministério da Fazenda, coordenado por Ray King (J.K. Simmons), começando a fechar o cerco, Christian aceita um cliente legítimo: uma empresa de robótica de última geração onde uma assistente de contabilidade (Anna Kendrick) descobre uma discrepância envolvendo milhões de dólares. Porém, conforme Christian desvenda os registros e se aproxima da verdade, a contagem de corpos começa a subir. Confira nossa crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-o-contador/" target="_blank"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wiqZqi9PTf4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6840" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/165628.jpg" alt="165628" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Nona Vida de Louis Drax</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Alexandre Aja<br />
<strong>Elenco:</strong> Aiden Longworth, Jamie Dornan, Sarah Gadon</p>
<p>Louis Drax (Aiden Longworth) não é um menino comum, embora seja inteligente e precoce, os colegas o consideram estranho, porque vários acontecimentos sombrios se passam ao seu redor. Prestes a completar 9 anos, em um piquenique com sua mãe ( Sarah Gadon) e seu pai ( Aaron Paul) para comemorar seu aniversário, Louis cai de um penhasco e é dado como morto, porém volta milagrosamente à vida, mas entra em coma profundo. Sua única chance de recuperação é o Dr. Allan Pascal ( Jamie Dornan) que mergulha no mistério e passa a testar os limites entre a fantasia e a realidade.</p>
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<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6841" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/O-Mestre-dos-Gênios-12.jpg" alt="7X2A9730.cr2" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Mestre dos Gênios</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Michael Grandage<br />
<strong>Elenco:</strong> Colin Firth, Jude Law, Nicole Kidman</p>
<p>O longa é baseado na biografia ?Max Perkins: Um Editor de Gênios?, de A. Scott Berg, que revela a história da complexa amizade e relação profissional entre os literários Maxwell Perkins (Colinn Firth) e Thomas Wolfe (Jude Law). Resultado da jornada de 20 anos do roteirista John Logan, O Mestre dos Gênios é ambientado na Nova York do início do século XX e traz no grande elenco Nicole Kidman, como Aline Bernstein, designer que teve uma relação tumultuada com Wolfe; Laura Linney, como Louise Perkins, esposa de Max; Guy Pearce, como F. Scott Fitzgerald; e Dominic West como Ernest Hemingway. Confira nossa crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-o-mestre-dos-genios/" target="_blank"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
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<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6842" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/romance-a-francesa-filme.jpg" alt="CAPRICE d'Emmanuel Mouret" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Romance à Francesa</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Emmanuel Mouret<br />
<strong>Elenco:</strong> Virginie Efira, Anaïs Demoustier, Laurent Stocker</p>
<p>O professor Clément deveria estar feliz: ele finalmente conquistou o coração da bela Alicia, uma famosa atriz. Mas quando o relacionamento anda bem, ele encontra Caprice, uma jovem extrovertida que deseja sair com ele, e não se importa em ser a amante de Clément. Enquanto o professor corre o risco de perder a namorada, o melhor amigo dele, Thomas, começa a ficar muito interessado na atriz.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Uu0Omglm-6Y" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6843" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/019044.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Everybody Wants Some - Movie Trailer Review - Visit MovieholicHub.com" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Jovens, Loucos e Mais Rebeldes</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Richard Linklater<br />
<strong>Elenco:</strong> Blake Jenner, Ryan Guzman, Tyler Hoechlin</p>
<p>Dentro e fora do campo, um grupo de jogadores de beiseboll da faculdade traça o seu caminho diante das novidades e loucuras da vida adulta que se inicia. Encarando as liberdades e as responsabilidades dessa fase da vida, eles crescem e se conhecem.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/qcVbOWoax_Y" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/o-contador-e-o-destaque-nas-estreias-desta-semana-2010-confira-o-que-entra-em-cartaz-nos-cinemas/">O Contador é o destaque nas estreias desta semana (20/10). Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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