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	<title>Arquivos Brad Pitt - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Brad Pitt - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica F1: O filme (Apple TV)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 15:56:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de toda a obviedade da história de F1: O Filme, Joseph Kosinski (Oblivion) mostra como uma boa direção e uma boa equipe podem salvar um roteiro mediano. Em sua decupagem, Kosinski eleva a tensão através de close-ups. Além disso, os ruídos elaborados no desenho de som, os momentos de aceleração dos cortes e as sensações vindas dos efeitos de câmera são acentuados pelos quadros fechados.  Mas, se na técnica cinematográfica a obra apresenta destreza, é no estabelecimento de empatia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de toda a obviedade da história de<em> F1: O Filme</em>, Joseph Kosinski (<em>Oblivion</em>) mostra como uma boa direção e uma boa equipe podem salvar um roteiro mediano. Em sua decupagem, Kosinski eleva a tensão através de close-ups. Além disso, os ruídos elaborados no desenho de som, os momentos de aceleração dos cortes e as sensações vindas dos efeitos de câmera são acentuados pelos quadros fechados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, se na técnica cinematográfica a obra apresenta destreza, é no estabelecimento de empatia com as personagens que ela cresce ainda mais. Sonny Hayes (Brad Pitt) e Joshua Pearce (Damson Idris) são figuras simpáticas, que aproximam o espectador do enredo. Sonny é o protagonista com a narrativa de redenção, aquele que vem para quebrar os estereótipos etaristas e que possui tem síndrome de pai presente – algo bem ficcional, porém que aparece muito em Hollywood.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Joshua é uma espécie de antagonista, mas daqueles que o <em>ship brotp</em>* é  uma espécie de <em>enemies to lovers</em>**. Além de ser jovem e ingênuo, ele é totalmente ligado à mãe e é um sonhador, que sabe escolher o caminho mais certo quando a trama aperta. Para completar, a interação entre Pitt e Idris é bem construída. A contracena é o que faz a potencialidade das sequências que os dois estão juntos crescer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As reações de Hayes para Pearce e vice-versa criam subtextos importantes sobre a personalidade da dupla, principalmente naquilo que os une: a necessidade de se provar. O que falta ao roteiro está impresso na construção de papel dos dois intérpretes, que conseguem mesclar rivalidade e parceria em olhares e gestos. Neste sentido, Kosinski também pode levar os louros, pois as marcações do elenco geram sensações importantes e no momento correto. O jeito como os deslocamentos ocorrem provoca tensão, relaxamento, lágrimas e risadas. Um exemplo é o momento no qual Joshua está hospitalizado e a plateia vê a reação da dupla ao mesmo tempo, no mesmo frame, mesmo eles estando em locais separados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, toda a equipe de som do longa-metragem brilha e contribui para aumentar todas estas emoções. O barulho das rodas dos carros, dos exercícios de Sonny, da equipe de Ruben Cervantes (Javier Bardem) trabalhando para a vitória, cada ação é escutada com detalhes pelo público, que consegue imaginar como é estar dentro daqueles momentos inseridos no ecrã.  Desta maneira, a <em>F1: O Filme</em> é mediano no que está contado, por sua obviedade e saídas fáceis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, quando se olha para o resultado geral, ele é positivo porque <em>cast</em> e <em>crew</em> foram talentosos o suficiente para salvar uma obra que poderia ser entediante. Assim, a sessão surpreende porque vale a pena de ser consumida. Tem-se aqui conexão com as personagens e o sensorial experienciado através do que diretor, editores e captadores de imagem e áudio conseguiram realizar nas filmagens e na pós-produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>*Ship brotp</strong> &#8211; relacionamento de amizade entre duas figuras. Ship é um diminutivo para relationship, uma palavra em inglês, que quer dizer relacionamento. Brotp é sigla para Brothers true pairing, ou seja, almas gêmeas fraternas. Amigos, amigas e amigues muito incríveis formam ships brotps. Ex.: Chandler e Joe, de Friends.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>**Enemies to lovers:</strong> inimigos à amantes, em português, esse é o tipo de história que personagens se odeiam e terminam como affair. Nesse caso aqui foi usado para tratar de amizade, mas na trama eles começam como opositores e terminam muito amigos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Joseph Kosinski</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Brad Pitt, Damson Idris, Javier Bardem</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="F1 | Trailer Legendado" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/hbNVZvDr9U0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Especial: Entenda porque Babilônia não tem chances de ganhar Oscar de Melhor Filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2023 12:30:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Whiplash - Em Busca da Perfeição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O novo longa de Damien Chazelle chega nesta quinta-feira (19) aos cinemas brasileiros e, apesar do esforço do diretor, a produção não é capaz de atravessar como primeira na linha de chegada. Mas o que fez Babilônia, um filme tão a cara do Oscar, se distanciar tanto da tão almejada consagração cinematográfica? A trajetória sob os holofotes de Hollywood do diretor, produtor e roteirista franco-americano explica isso. Chazelle começou a sua carreira com longas-metragens no topo. Logo em seu primeiro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo longa de Damien Chazelle chega nesta quinta-feira (19) aos cinemas brasileiros e, apesar do esforço do diretor, a produção não é capaz de atravessar como primeira na linha de chegada. Mas o que fez <b><i>Babilônia</i></b>, um filme tão a cara do Oscar, se distanciar tanto da tão almejada consagração cinematográfica? A trajetória sob os holofotes de Hollywood do diretor, produtor e roteirista franco-americano explica isso.</p>
<p>Chazelle começou a sua carreira com longas-metragens no topo. Logo em seu primeiro projeto não independente, ele conquistou nomeações no Oscar em diversas categorias, inclusive “Melhor Direção” e “Melhor Roteiro Adaptado”. <i>Whiplash: Em Busca da Perfeição</i> (2014) fez com que o jovem cineasta iniciasse a sua vida na grande Hollywood de forma estratosférica.</p>
<p>Seu filme seguinte, o premiado <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-la-la-land-cantando-estacoes/"><i>La La Land &#8211; Cantando Estações</i></a> (2016), conquistou um espaço ainda maior e concedeu a Chazelle o seu primeiro Oscar. Apesar do inesquecível erro do prêmio de “Melhor Filme” ter sido anunciado para <i>La La Land</i>, o segundo longa de Damien não conquistou a estatueta. Assim, ele saiu da maior premiação do cinema, mais uma vez, sem esse louro.</p>
<p>A terceira produção do diretor claramente foi uma resposta dele para a Academia, uma investida para conquistar os votantes na empreitada de alcançar o que quase conseguiu na cerimônia de 2017. No entanto, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><i>O Primeiro Homem</i></a> (2018) foi uma tentativa falha e se tornou o filme mais esquecível da carreira de Chazelle. <b><i>Babilônia</i></b>, no entanto, pareceu ter vindo como uma outra chance. A cartada final do cineasta em busca do desejado reconhecimento pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.</p>
<p>O problema do novo truque de Damien em direção aos principais prêmios do Oscar está justamente em seu desejo. <b><i>Babilônia</i></b> funciona como uma orgia intelectual de amantes do cinema. Tudo no filme é pretensioso. Desde os elementos que deveriam até os que se tornam um erro. A dramédia sobre o período de transição do cinema muda para o falado, tenta mirar sua estética num visual absurdo e exagerado, tal qual foi feito por Baz Luhrmann em <i>Moulin Rouge &#8211; Amor em Vermelho</i> (2001) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><i>Elvis</i></a> (2022), mas se torna uma produção de excessos que cansa o espectador.</p>
<p>Diferente dos feitos de Luhrmann, Chazelle usa essa estética do absurdo em cada segundo dos longos 189 minutos de duração. Não apenas mantém esse exagero presente o tempo inteiro como também o utiliza em cada etapa e processo da produção. Por um lado, ele conseguiu entregar ao público um filme deslumbrante do ponto de vista visual e com uma unidade clara. Por outro, Chazelle fez <b><i>Babilônia</i></b> se perder.</p>
<figure id="attachment_16358" aria-describedby="caption-attachment-16358" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16358" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-750x500.jpg" alt="Babilônia (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-2048x1365.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-1400x933.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16358" class="wp-caption-text">Margot Robbie em cena de &#8220;Babilônia&#8221; (2022)</figcaption></figure>
<p>O que era para ser o maior filme de sua carreira &#8211; superando até mesmo o brilhante <i>Whiplash</i> &#8211; se tornou um dos mais exaustivos. É verdadeiramente cansativo passar pelas três horas de duração do filme. E uma vez sabendo onde Chazelle queria chegar, o tempo da sessão de <b><i>Babilônia</i></b> se mostra ainda mais desnecessário. O roteiro se perde na tragédia de erros dos artistas. O drama existencial e a discussão das dificuldades adaptativas do mercado são trocados por um pastiche cômico sem razão.</p>
<p>Com isso, Chazelle mostrou que nem sempre sabe como concluir uma narrativa. Diferente do seu primeiro longa-metragem ou de <i>La La Land</i>, o final do novo filme do diretor se arrasta por cerca de 30 minutos, o que faz com que a sensibilidade de sua apoteótica montagem final perca a força. <b><i>Babilônia</i></b> seria outro filme se o desejo de chegar no Olimpo das premiações não estivesse dominando as decisões do cineasta.</p>
<p>Ao menos uma coisa é certa, Damien Chazelle não errou o título do seu novo projeto. <b><i>Babilônia</i></b> é o nome perfeito para descrever a essência do filme. O que é vista em tela pelo espectador é uma profusão de informações. Sejam elas estéticas, visuais ou sonoras, o projeto é uma experiência de excessos do início ao fim. Chazelle até tenta associar essa escolha aos eventos narrados, uma pena que isso não é o suficiente para sustentar a ideia.</p>
<p>No fim da equação, <b><i>Babilônia</i></b> passa da conta com uma quantidade exagerada de artifícios. Ainda que tenha uma fotografia, direção de arte, maquiagem e figurinos excepcionais, a montagem, trilha e o roteiro se perdem. Com isso, a própria direção de Chazelle não consegue ser um dos pontos altos do longa-metragem. A ânsia de fazer um filme metalinguístico que serve de ode ao início do cinema que conhecemos hoje cai por terra por conta desse vislumbre no prêmio.</p>
<p><b><i>Babilônia</i></b> deve ser lembrado no Oscar, mas nas categorias relacionadas ao departamento de arte (“Melhor Design de Produção”, “Melhor Figurino” e “Melhor Cabelo e Maquiagem”) e, talvez, uma indicação pela fotografia. Desses, os prêmios mais possíveis estão na arte. É claro que o nome do longa pode sair entre os indicados a “Melhor Filme”, mas é um candidato muito fraco e não hegemônico entre os votantes para ganhar. Parece que o desejo excessivo em realizar o que quase conseguiu em 2017 atrapalhou a direção e o que seria mais um roteiro inteligente e criativo de Chazelle. Assim, o projeto entra no doloroso <i>hall</i> de filmes que tinham o potencial de alcançar os voos mais altos, mas desabaram do alto.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Damien Chazelle</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Brad Pitt,  Margot Robbie,  Diego Calva,  Jean Smart,  Jovan Adepo e  Li Jun Li</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=kHRxUylmwqs]</p>
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		<title>Crítica: Babilônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2023 20:49:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia na próxima quinta-feira, 19, o longa Babilônia, do diretor Damien Chazelle (La La Land &#8211; Cantando Estações). Este filme conta com elenco de peso, com um trio principal formado por Brad Pitt (Era uma Vez em&#8230; Hollywood), Margot Robbie (O Esquadrão Suicida) e o novato Diego Calva. Adentrando num formato bem excêntrico, o cineasta aposta tudo na criação de um épico, mas perde alguns pontos pelo caminho. Manoel (Calva) é um mexicano pobre e sonhador que acredita na magia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia na próxima quinta-feira, 19, o longa <em><strong>Babilônia</strong></em>, do diretor Damien Chazelle (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-la-la-land-cantando-estacoes/"><em>La La Land &#8211; Cantando Estações</em></a>). Este filme conta com elenco de peso, com um trio principal formado por Brad Pitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>), Margot Robbie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><em>O Esquadrão Suicida</em></a>) e o novato Diego Calva. Adentrando num formato bem excêntrico, o cineasta aposta tudo na criação de um épico, mas perde alguns pontos pelo caminho.</p>
<p>Manoel (Calva) é um mexicano pobre e sonhador que acredita na magia do cinema. Ele tem empregos simplórios, como segurança de festa, que o fazem ficar ligeiramente mais próximo dos produtores dos filmes. Em dado momento, ele acaba conhecendo Nellie LaRoy (Robbie), uma jovem aloucada que chega de penetra em um dos eventos em que ele está trabalhando e se destaca nos convidados. A festa em si é uma completa babilônia, com muita droga, sexo exibido, bebidas. A completa visão do caos moral e estético. Em meio a tudo isso, chega Jack Conrad (Pitt), um famoso ator do momento.</p>
<p>A medida que o filme avança, vamos acompanhando o destrinchamento deste trio principal e todos os personagens que os envolvem. Chazelle não se apressa em nos inserir nas tramas, para conquistar o público através de seus protagonistas. Enquanto isso, ele vai dando sinais de qual é o verdadeiro propósito daquilo tudo. O ritmo do filme, inclusive, é um dos maiores destaques, pelo menos, até certo ponto. Isso porque a terceira parte é bem desconexa com as demais. Mas ainda chegaremos lá.</p>
<p>Com uma trilha sonora detalhadamente escolhida, o espectador passa por diversas emoções ao mesmo tempo. E este é o intuito. Em dado momento, logo no começo, Manoel fala que o que ele mais ama no cinema é a possibilidade de viver realidades que ele nem imaginava que existiam. É sentir emoções, das mais variadas, sem precisar vivenciá-las. E <strong><em>Babilônia</em> </strong>é o retrato disso. Passamos por quase todas as emoções possíveis em um único filme. E este é um ponto importante para mim, pois é a conversa direta da história do roteiro com a sua execução.</p>
<p>Ainda que não seja o objetivo específico do longa (ou talvez seja), temos alguns momentos bem reflexivos, especialmente com o personagem de Brad Pitt. A sua crise existencial, a queda de sua carreira, a forma como lida com suas emoções. É um ótimo papel dele, por sinal, que está dedicando inteiramente em cena.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16332" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Babilônia" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O mesmo podemos dizer de Margot Robbie. Mais uma vez ela mostra ser capaz de fazer absolutamente qualquer tipo de filme e papel, e ainda ser excelente em todos. Não vai demorar para ter uma estatueta na mão, isso posso afirmar. Ainda que ela tenha alguns trejeitos que podemos observar em outros filmes, a sua LaRoy aqui é visceral.</p>
<p>Claro que as demais atuações completam o cenário como um todo, tornado a trama muito mais crível e boa de assistir. Jean Smart (<em>Mare of Easttown</em>), Lukas Haas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>), Tobey Maguire (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><em>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</em></a>), entre outros, fazem com que a babilônia se torne tão real e caótica quando poderia ser.</p>
<p>O filme se perde, no entanto, quando atinge seu ápice e simplesmente não consegue lidar com ele. A única finalização majestosa é a do personagem de Pitt, que completa o arco perfeitamente. Para além disso, ficamos um bom tempo dando voltas sem um rumo preciso, destoando completamente de tudo que acompanhamos nas horas anteriores. Afinal, temos que lembrar aqui que são 3h10 de filme. Algo que por si só já implica em muitas dificuldades.</p>
<p>Ao final, temos que lidar com uma espécie de &#8220;masturbação cinematográfica&#8221; &#8211; como bem pontuou uma querida amiga -, onde o diretor parece ficar gritando e dizendo: &#8220;Olhem para mim, olhem como sou incrível, olhe que obra-prima eu criei&#8221;. Sendo que nada disso seria necessário se ele simplesmente finalizasse corretamente o excelente filme que havia criado até ali. Mesmo para os cinéfilos de plantão, o exagero é incômodo.</p>
<p>Tudo isso, no entanto, não impede que <em><strong>Babilônia</strong> </em>seja um ótimo filme e com muitos pontos de qualidade. Acredito que não seja a chuva de premiações que estavam especulando anteriormente, mas certamente pode colocar seu pezinho no Oscar, pelo menos nas categorias técnicas. Vale a pena conferir, mas vá preparado pois, mesmo que não pareça, o filme é quase do tamanho de Titanic.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Damien Chazelle</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Margot Robbie, Diego Calva, Jean Smart, Lukas Haas, Tobey Maguire, Jovan Adepo, Li Jun Li, P.J. Byrne, Olivia Wilde, Spike Jonze</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/binSx3SfsaM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Trem-Bala</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 23:03:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um estilo de filme que anda meio escasso ultimamente é aquela ação despretensiosa, com tom intenso de comédia e várias cenas violentas, que não integre uma franquia (aliás, estou exausta de franquias). Trem-Bala se enquadra justamente nesta categoria, chegando aos cinemas com o intuito único de entreter o seu espectador. E assim o faz, plenamente. Ladybug (Brad Pitt, Era uma Vez em&#8230; Hollywood) é um assassino de aluguel super azarado que acaba caindo em uma missão de entrega de pacote [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estilo de filme que anda meio escasso ultimamente é aquela ação despretensiosa, com tom intenso de comédia e várias cenas violentas, que não integre uma franquia (aliás, estou exausta de franquias). <strong><em>Trem-Bala</em></strong> se enquadra justamente nesta categoria, chegando aos cinemas com o intuito único de entreter o seu espectador. E assim o faz, plenamente.</p>
<p>Ladybug (Brad Pitt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>) é um assassino de aluguel super azarado que acaba caindo em uma missão de entrega de pacote somente porque o responsável teve uma infecção estomacal. Ele tem que entrar em um trem-bala, pegar uma mala e sair. Tão simples quanto parece, se não fossem várias pessoas envolvidas com a mala e seu dono, que acabam cruzando o caminho do protagonista.</p>
<p>Mesmo envolvendo muitos personagens, a trama é bem simples e explicada de maneira objetiva. Não há enrolação com o público, que vai percebendo de cara o caminho que aquela história vai tomar. Isso poderia ser um problema se se tratasse de um longa de qualquer outro gênero. Mas sendo o caso de uma ação cômica, é completamente bem aceito e até bem-vindo.</p>
<p>Um tanto inspirado no diretor Quentin Tarantino (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-8-odiados/"><em>Os Oito Odiados</em></a>) e todas a sua violência sanguinária, <strong><em>Trem-Bala</em></strong> é bem visual e não economiza na variedade de mortes. O roteiro diversifica bastante os estilos, excluindo a possibilidade de tédio do espectador. Além disso, é tudo muito bem ensaiado e focado nas câmeras, favorecendo muito a parte estética do filme como um todo.</p>
<p>Brad Pitt está em casa neste longa. Leve, familiarizado e bem à vontade, ele realiza todas as nuances de seu personagem sem o menor esforço. O cara atrapalhado que está tentando controlar a raiva e viver uma vida mais zen, mas ainda assim, reage com habilidade a todas as tentativas de agressão que lhes são direcionadas. Junto a ele, Aaron Taylor-Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tenet/"><em>Tenet</em></a>) e Brian Tyree Henry (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos</em></a>) formam a divertida dupla Limão e Tangerina, que também está em missão no trem.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15753" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao.jpg" alt="Trem-Bala" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>De Joey King (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-barraca-do-beijo-2-netflix/"><em>A Barraca do Beijo</em></a>) posso dizer que a cada produção que passa, ela mostra ainda mais o seu potencial como atriz. King consegue se libertar de seus personagens anteriores e mostrar novas e interessantes facetas. Isso é uma característica rara de se encontrar, até mesmo em excelentes atores. Aqui em <strong><em>Trem-Bala</em></strong>, ela está irônica e um tanto psicopata, mas dentro do arquétipo de uma garotinha fofa indefesa.</p>
<p>A medida que a trama evolui, Ladybug vai ficando cada vez mais chateado com as intercorrências no trem e a dificuldade que ele tem de sair do mesmo. Mortes começam a acontecer, as histórias começam a se cruzar e ele pensa a todo momento que só queria estar em casa meditando. Ninguém ali é santo, mas o protagonista é, definitivamente, alguém tão empático que nos faz esquecer o que ele faz para viver.</p>
<p>O filme vai numa escalada interessante de violência. Começa de maneira mais branda e vai tomando corpo com o passar das cenas e a inserção de novos personagens. O ápice do longa é, também, o momento de maior agressividade e sangue. Aliás, o roteiro convoca o espectador o tempo inteiro a ignorar o compromisso com a realidade e isso é perfeitamente simples de se fazer, já que o enredo consegue dosar isso muito bem.</p>
<p><em><strong>Trem-Bala</strong></em> tem excesso de carisma por parte de todo o elenco, que nos oferece ótimas atuações em uma história divertida de se acompanhar. Para além disso, é recheado de momentos incríveis, cenas positivamente chocantes e aparições mais do que especiais. Definitivamente é um grande acerto de 2022, que vale a pena ser conferido!</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Leitch</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Joey King, Aaron Taylor-Johnson, Brian Tyree Henry, Andrew Koji, Hiroyuki Sanada, Michael Shannon, Bad Bunny, Logan Lerman, Sandra Bullock, Ryan Reynolds</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/HQpEMjKWDg4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Encontro Marcado (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2020 15:43:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tem filmes que conversam com nossa alma, como se eles se conectassem com pontos específicos das nossas necessidades ou memórias afetivas. Encontro Marcado (1998) se encaixa justamente nesta categoria. Era um dos filmes favoritos de meu avô, a quem devo toda a minha paixão pelo cinema. Lembro que assisti quando era pequena (na época de seu lançamento eu tinha apenas 8 anos), mas naturalmente não absorvi os detalhes. Revendo aos quase 30 anos, vejo que meu avô tinha suas razões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem filmes que conversam com nossa alma, como se eles se conectassem com pontos específicos das nossas necessidades ou memórias afetivas. <em><strong>Encontro Marcado</strong></em> (1998) se encaixa justamente nesta categoria. Era um dos filmes favoritos de meu avô, a quem devo toda a minha paixão pelo cinema. Lembro que assisti quando era pequena (na época de seu lançamento eu tinha apenas 8 anos), mas naturalmente não absorvi os detalhes. Revendo aos quase 30 anos, vejo que meu avô tinha suas razões em adorar este longa.</p>
<p><em>Meet Joe Black</em> (título original) conta a história de Bill Parrish (Anthony Hopkins, <em>Dois Papas</em>), um magnata da comunicação que está prestes a fazer 65 anos e terá uma grande festa promovida pelas filhas. Ele começa a ouvir vozes que ficam sussurrando palavras soltas no seu ouvido. Até que finalmente encontra com Joe Black (Brad Pitt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>), que é ninguém menos que a Morte. Ele chega afirmando que está ali para levá-lo mas, como pretende conhecer os hábitos dos humanos, propõe retardar esta partida se o bilionário tornar estas &#8220;férias&#8221; interessantes e instrutivas.</p>
<p>A partir daí, se inicia uma longa trama de construção da relação entre os dois personagens, detalhada e cuidadosa. Bill é extremamente apegado às filhas, Susan (Claire Forlani, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-cinco-passos-de-voce/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Cinco Passos de Você</em></a>) e Allison (Marcia Gay Harden, <em>Na Natureza Selvagem</em>). A primeira é médica e favorita do pai, enquanto a segunda se dedica à família e convoca sempre a atenção paterna. Susan está prestes a casar com um dos braços direitos do pai e sente que a vida a está empurrando em direções. Ao conhecer um jovem numa cafeteria, tem um súbito envolvimento que vai mudar a sua vida.</p>
<p>À medida que o longa vai se desenvolvendo e caracterizando seus personagens, o espectador vai se envolvendo em uma trama de relacionamentos e questionamentos sobre o que de fato é importante na vida. A Morte parece muito interessada em conhecer a rotina dos humanos, enquanto esses parecem focar mais na ambição do que nas pequenas e importantes coisas. O filme trilha sem pressa este caminho. Sim, são 3h de duração para um filme de drama com romance, mas posso te afirmar que cada minuto é válido. Talvez a minha preferência por temáticas monótonas interfira nesta opinião? Sim. Mas acredito que o tempo alongado não chega a incomodar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12921" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac.jpg" alt="Encontro Marcado" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Pontuado com momentos de humor, o roteiro tem uma preocupação maior de fazer o espectador sentir todas as emoções que são experienciadas pelos personagens. Tudo isso é graciosamente beneficiado por uma trilha sonora incrível performada pelo compositor Thomas Newman, que teve destaque em vários longas, como <em>Perfume de Mulher</em>. Dito isso, os leitores mais vorazes do <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> já devem notar o quanto a trilha sonora é importante para mim. <em><strong>Encontro Marcado</strong></em> brilha neste quesito e vocês entenderão o motivo ao assistir ao longa.</p>
<p>Assistimos a desconstrução do propósito da Morte, que acaba se apaixonando perdidamente por Susan, dando início a uma grande paixão e todas as suas problemáticas. O envolvimento deles é bem construído e cuidadoso. Aliás, a excelente construção dos coadjuvantes contribui muito para o destaque das histórias principais. É o caso do ótimo Quince, vivido por Jeffrey Tambor (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-morte-de-stalin/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Morte de Stalin</em></a>).</p>
<p>Com um elenco fantástico e afiado, as composições dos personagens parecem muito naturais. A eminência da morte e o fácil convívio com ela mesma pondera a percepção de importância das pequenas coisas, como os abraços de filhos, desfrutar de seu prato favorito e ouvir uma boa música. O fim parece pouco surpreendente por um lado, mas acalenta ao público de outro. É emocionante e intenso. Talvez um pouco apelativo com sua grandiosidade? Sim. Mas <em><strong>Encontro Marcado</strong> </em>como um todo é assim e não vejo isso como demérito e sim, uma característica. Assista e se apaixone!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Martin Brest<br />
<strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Anthony Hopkins, Claire Forlani, Marcia Gay Harden, Jake Weber, Jeffrey Tambor, June Squibb</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Kl33AWk9D1s" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Ator Coadjuvante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 16:14:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Assim como no quesito direção e filmes, as atuações de 2019 foram impecáveis. Sejam nas categorias principais ou coadjuvantes, os artistas mostraram alguns dos seus melhores trabalhos nesse último ano. Aqui vamos conferir o Especial Oscar 2020: Melhor Ator Coadjuvante. Apesar de não existirem surpresas na lista de indicados, a sua presença é interessante quando pensada no Oscar como um todo. O quinteto de indicados é formado por cinco conhecidos do Academy Awards, onde quatro já venceram ao menos uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como no quesito direção e filmes, as atuações de 2019 foram impecáveis. Sejam nas categorias principais ou coadjuvantes, os artistas mostraram alguns dos seus melhores trabalhos nesse último ano. Aqui vamos conferir o <strong>Especial Oscar 2020: Melhor Ator Coadjuvante</strong>. Apesar de não existirem surpresas na lista de indicados, a sua presença é interessante quando pensada no Oscar como um todo. O quinteto de indicados é formado por cinco conhecidos do Academy Awards, onde quatro já venceram ao menos uma vez. O irônico disso é que o quinto membro da lista (o que nunca venceu) é justamente o favorito do ano. Liderado por Brad Pitt o quinteto do Oscar 2020 na categoria “Melhor Ator Coadjuvante” conta com a presença de Joe Pesci, Al Pacino, Tom Hanks e Anthony Hopkins.</p>
<p>A base dessa lista começa com a dupla de atores de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>O Irlandês</em></strong></a>. Tanto Joe Pesci como Al Pacino estão longe de serem os concorrentes mais fortes. Pesci, evidentemente, mostra sua vitalidade ainda em cena, mas nada comparado ao seu desempenho vitorioso de Os Bons Companheiros. Joe, assim como a narrativa do longa-metragem, parece estar numa zona de conforto. Não existe agitação. Apenas é possível encontrar a linearidade do argumento de Scorsese e, da mesma forma, a linearidade em Pesci. Falta o brilho que ele já mostrou em outras produções.</p>
<p>Da mesma forma está Al Pacino. Apesar de ter reaparecido nas premiações com esse papel, sua dinâmica em cena pede mais. Existem momentos que ele parece estar retraído e, por isso, não explora suas possibilidades em cena. Faltam momentos em que a personagem de Pacino possa explodir o seu turbilhão de emoções que existem naquele momento da narrativa. Falta a característica tão marcante do ator de extrapolar o extracampo. O longa de Martin Scorsese é muito comedido em atuações &#8211; mesmo quando a cena pede mais &#8211; e isso afeta a performance tanto de Robert De Niro, que nem foi indicado, quanto de Pesci e Pacino.</p>
<p>Tom Hanks, no entanto, consegue já estar na disputa apesar do favoritismo ser declaradamente para Pitt. Hanks mostra que, apesar de questão de roteiro e direção, ele é capaz de ir além. A performance do ator é uma de suas melhores dos últimos tempos. Ao viver o famoso apresentador de um programa infantil, Fred Rogers, Tom traz toda a sensibilidade inerente a pessoa real. A todo momento o público é lembrado que existe uma tênue linha entre o mundo da fantasia e a vida real para Rogers. E essa precisão ao abordar essas nuances é brilhante. Tom Hanks está simplesmente emocionante e que tornam <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></strong></a> muito melhor.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12410" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/anthony-hopkins-em-dois-papas-1573502838062_v2_1280x720.jpg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Ator Coadjuvante" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/anthony-hopkins-em-dois-papas-1573502838062_v2_1280x720.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/anthony-hopkins-em-dois-papas-1573502838062_v2_1280x720-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/anthony-hopkins-em-dois-papas-1573502838062_v2_1280x720-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda no páreo pela estatueta, Anthony Hopkins surge como um exemplo estonteante. Sua interpretação do Papa Bento XVI em <em><strong>Dois Papas</strong></em>. Ao lado de Jonathan Pryce, Hopkins demonstra ainda ter muito o que mostrar e interpretar no cinema. Sua atitude em cena é impecável. Fernando Meirelles aproveita os pequenos detalhes tanto de Pryce como de Hopkins para potencializar os filmes. Esse embate cênico de gigantes cria um resultado soberbo merecedor das duas indicações. A autoridade que Anthony Hopkins demonstra na tela é produto de uma carreira recheada de coisas diferentes, mas que são complementares. Hopkins demonstra ser exatamente isso como ator &#8211; e aqui não foi diferente &#8211; ele é adaptável e assertivo.</p>
<p>Por fim temos o favorito da noite. Apesar de muitos afirmarem que esse é um prêmio por seu trabalho da vida, Brad Pitt deu uma de suas melhores performances da carreira. De fato ele não é um ator de trabalhos exclusivamente excelentes, mas existentes muitos que marcam e Cliff Both é um deles. Mais uma vez o roteiro de Quentin Tarantino permitiu que seu ator brilhasse. É incrível a forma como Pitt brinca com as minúcias do texto. Seus momentos em frente à câmera demonstram o resultado de uma carreira com cicatrizes de aprendizado e essa personagem é a sua redenção.</p>
<p>É divertido, tenso e saudoso ver Pitt em cena. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>Era uma Vez em… Hollywood</em></strong></a> proporciona para o público o vislumbre de um ator que tem qualidade quando se é exigida. Aqui Pitt está diante de um divisor de águas para a sua carreira que, em 2019, foi apenas de sucesso. Tanto nesse filme como em <em>Ad Astra &#8211; Rumo às Estrelas</em>, ele se provou merecedor de toda a pompa que envolve sua carreira. Brad Pitt não é mais o garoto bonito que aparece e <em>Thelma &amp; Louise</em> como um objeto sexual. Ele é um ator experiente e com qualidade que vai dar o seu máximo quando for pedido.</p>
<p>Apesar de tudo isso, a imprevisibilidade da Academia merece ser pontuada sempre. Nada é certeza até que seja anunciado o(a) ganhador(a) de determinada categoria. Mas, sem sombra de dúvidas, Brad Pitt está invicto por merecimento. Resta aguardar os próximos capítulos dessa curiosa premiação e torcer para que, na noite de 9 de fevereiro, o desejado se concretize. Para saber dessas e mais apostas para o Oscar, fique ligado no Coisa de Cinéfilo!</p>
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		<title>Crítica: Ad Astra &#8211; Rumo às Estrelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Sep 2019 14:56:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde os tempos das tragédias gregas — ou melhor, desde a existência da humanidade — a relação entre pai e filho é representada conturbadamente, como em Édipo Rei. Existe uma inerente cobrança, tanto interna quanto externa, do filho ser um fiel espelho de seu progenitor. Afinal, ele é seu primeiro referencial e modelo a ser seguido. Assim, tal sentimento cresce com o garoto, se tornando uma obsessão e frustração quando ele percebe não ser uma cópia do pai. Aliás, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde os tempos das tragédias gregas — ou melhor, desde a existência da humanidade — a relação entre pai e filho é representada conturbadamente, como em <em>Édipo Rei</em>. Existe uma inerente cobrança, tanto interna quanto externa, do filho ser um fiel espelho de seu progenitor. Afinal, ele é seu primeiro referencial e modelo a ser seguido. Assim, tal sentimento cresce com o garoto, se tornando uma obsessão e frustração quando ele percebe não ser uma cópia do pai. Aliás, o uso do gênero masculino até aqui não é coincidência. Há um masculinidade tóxica envolvida que não permite uma total troca de afetos entre ambos, virando até uma lógica de tensão, de certo modo. Bem, mas o que isso tudo tem a ver com <em><strong>Ad Astra</strong></em>, um <em>sci-fi?</em></p>
<p>Assim que <em><strong>Ad Astra</strong></em> começa, um letreiro vermelho diante de um fundo escuro anuncia o recorte temporal da narrativa, o futuro: um lugar de esperança e conflitos. Posteriormente, essa imensidão preta permanece e estamos diante de Roy McBride (Brad Pitt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era Uma Vez em Hollywood</em></a>) trabalhando em uma estação espacial, com a azulada Terra ao fundo. Após o acidente, a câmera de James Gray (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-z-a-cidade-perdida/"><em>Z: A Cidade Perdida</em></a>, <em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-nova-york/">Era Uma Vez Em Nova</a></em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-nova-york/"> York</a>) capta a queda do astronauta à Terra, alternando entre contemplativos planos gerais, que demonstram sua pequenez diante do espaço, e frenéticos planos subjetivos, que rodopiam e chacoalham que nem o astronauta.</p>
<p>Sem nem estar totalmente recuperado, Roy descobre uma revelação chocante. A falha na estação havia sido graças a Sobrecarga, uma energia vinda de Saturno e que ameaça toda a vida no sistema solar. Não só isso, mas ela também estaria sendo causada por um veterano e pioneiro astronauta considerado morto, ao sair para buscar vida extraterrestre anos atrás. Sem mais delongas, trata-se de Clifford McBride (Tommy Lee Jones, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jason-bourne/"><em>Jason Bourne</em></a>), seu pai. Portanto, Roy parte em uma jornada emocional para achá-lo.</p>
<p>A estrutura narrativa de <em><strong>Ad Astra</strong></em> é simples: o protagonista vai pulando de nave em nave e planeta em planeta até chegar ao seu destino, em uma linda jornada. Todavia, isso não significa que o filme seja apenas uma viagem contemplativa e de autoconhecimento. Para trazer dinamismo, o roteiro de Gray encaixa algumas sequências de ação, mostrando a versatilidade do diretor ao filmar tensas sequências, como a da perseguição espacial pirata à la <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mad-max-estrada-da-furia/"><em>Mad Max: Estrada da Fúria</em></a>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11386" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Ad-Astra1-750x500.jpg" alt="Ad Astra" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Ad-Astra1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Ad-Astra1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Ad-Astra1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Sem dúvidas, um dos motivos de seu sucesso (e o que torna obrigatório assisti-lo no cinema) é a forma como cada cenário é um mundo à parte. Futurista, limpo e até meio depressivo, o excelente <em>design</em> de produção é como um filho entre <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><em>Blade Runner 2049</em></a> e <em>2001: Uma Odisseia no Espaço. </em>As cores são muito variadas e auxiliam nessa diferenciação: há o azul melancólico de Netuno e da Terra vistos do espaço; o amarelo e o vermelho quentes de Marte; o roxo, verde e laranja se alternando na iluminação interna das espaçonaves. Além disso, em um momento de revelação para Roy, a sala holográfica em que está vai variando de cor conforme seus sentimentos.</p>
<p>Entender o rumo que <em><strong>Ad Astra </strong></em>toma passa por compreender a cosmologia presente na carreira de James Gray. Com 6 trabalhos, os temas sobre uma família disfuncional e, consequentemente, a busca por aprovação, são muito importantes para o diretor. Em <em>Z: Cidade Perdida</em>, juntamente com <em>Amantes (</em>uma obra de arte), ele já trazia um outro tópico crucial que é retomado: a obsessão pelo inalcançável.</p>
<p>Por consequência, a odisseia de Gray vai além de um espetáculo visual. Ela é, principalmente, uma viagem introspectiva na mente de Roy, que vive em conflito interno e na ânsia de conhecer o pai. Como é um protagonista calado e isolado, o filme usa de <em>voice-overs</em> e repetidas cenas em que precisa se autoavaliar emocionalmente para uma inteligência artificial. Apesar da <em>narração em off</em> fazer sentido dentro da solidão do personagem no infinito espacial, ela soa deveras expositiva e, por mais poética que seja, impede a catarse em certos momentos.</p>
<p>Em outras palavras, a atuação de Brad Pitt é fundamental para toda a organicidade de <strong>Ad Astra</strong>. Provando que é um dos maiores nomes de sua geração, os <em>close-ups</em> de Gray deixam o astro trabalhar a personalidade insegura de Roy. Vivendo às sombras do pai, considerado um ídolo por todos da <em>NASA (</em>o que o roteiro faz questão de exagerar propositalmente), é possível enxergar como ele se encontra perdido em uma encruzilhada. Ao mesmo tempo que quer rever sua figura modelo, ele parece temer a iminência de tal encontro, que acabaria com a imagem idealizada de Clifford.</p>
<p>Já Tommy Lee Jones, guardado para o último ato, consegue em pouco tempo mostrar como seu personagem chegou no ponto que se encontra. Neste sentido, é interessante a forma como Gray apresenta Clifford, mostrado de baixo para cima, ressaltando sua figura idealizada, e atrás de uma grade, representando o afastamento. Quem cumpre a lacuna paterna deixada por ele é Thomas Pruitt (Donald Sutherland, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogos-vorazes-a-esperanca-o-final/"><em>Jogos Vorazes: A Esperança &#8211; O Final</em></a>), servindo de mentor para Roy.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11377" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ad-astra-cinepop2-1280x720-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ad-astra-cinepop2-1280x720.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ad-astra-cinepop2-1280x720-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ad-astra-cinepop2-1280x720-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Misteriosa, Helen Lantos (Ruth Negga, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-warcraft/"><em>Warcraft &#8211; O Primeiro Encontro de Dois Mundos</em></a>) surge como <em>Deus Ex Machina</em> para dar informações cruciais do passado. Entretanto, Eve (Liv Tyler, franquia <em>Senhor dos Anéis</em>), mulher de Roy, é deixada de lado, o que não seria surpreendente se não fosse a escalação de uma atriz desse porte.</p>
<p>Em contrapartida, quem espera que <strong>Ad Astra </strong>seja repleto de elementos futuristas irá se decepcionar. Antes de tudo, ele é uma belíssima e existencialista obra sobre drama familiar. Neste sentido, é injusto — e perda de tempo — cobrar da narrativa uma fidelidade técnica<em>, </em>que volta e meia é abandonada em detrimento de uma liberdade poética. Aliás, se em <em>Z: Cidade Perdida</em>, Gray mostrou a Amazônia de maneira mais intimista, ele faz o oposto desta vez. O espaço faz um interessante contraste com a busca de Roy, amplificando o sentimento de vazio, solidão e pequenez.</p>
<p>Construída gradualmente, a catarse através da dor chega tanto para o protagonista quanto para o público. Não é de hoje que o gênero de ficção científica é usado como pano de fundo para explorar a natureza humana. Felizmente, James Gray compreende perfeitamente isso. Por fim, <strong>Ad Astra</strong> é emocionante para todos aqueles que buscam uma aprovação que nunca precisaram, além de trazer uma mensagem para toda a humanidade. O ser humano é um fim em si mesmo, até que ponto a busca pelo inatingível irá acrescentar algo? Menos foco no além e mais foco no que está ao nosso redor.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Gray<br />
<strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Tommy Lee Jones, Liv Tyler, Ruth Negga, Donald Sutherland</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong><br />
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=0kfRv-L-vqg&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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		<title>Especial: O 9º filme de Tarantino e seu legado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2019 23:31:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A filmografia de Quentin Tarantino é conhecida mundialmente como sinônimo de violência recheada com altas doses de ação, sarcasmo e (muito) sangue. A cada anúncio de uma nova obra do diretor, sua legião de fãs espera ansiosa por mais um pouco desse conjunto descrito como padrão – e com a divulgação de Era Uma Vez em&#8230; Hollywood não foi diferente. Muito se especulou sobre o que esse longa-metragem abordaria, afinal ele começou sendo promovido como uma produção que coexiste com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A filmografia de Quentin Tarantino é conhecida mundialmente como sinônimo de violência recheada com altas doses de ação, sarcasmo e (muito) sangue. A cada anúncio de uma nova obra do diretor, sua legião de fãs espera ansiosa por mais um pouco desse conjunto descrito como padrão – e com a divulgação de <em><strong>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</strong></em> não foi diferente. Muito se especulou sobre o que esse longa-metragem abordaria, afinal ele começou sendo promovido como uma produção que coexiste com o assassinato da atriz Sharon Tate, em 1969. O público esperou de um tudo, mas nenhuma teoria os preparou para a surpresa do que estava por vir.</p>
<p><em>Once Upon a Time&#8230; in Hollywood</em> (título original) descreve uma trajetória diferente do que já se viu na arte de Tarantino. Mesmo com uma carreira extensa e extremamente original, onde cada nova produção representa um universo repleto de inovações, seus filmes sempre trouxeram propostas semelhantes ao retratar a sua temática fundamental: a violência. Os traços de exagero – seja no sangue, sejam nas cenas de luta ou morte – e o humor ácido e satírico moldaram múltiplas dinâmicas que variam desde o controlado <em>Jackie Brown</em> (1997) até o espalhafatoso <em>À Prova de Morte</em> (2007). A estrutura de sua nona criação se organiza, contudo, de forma distinta. Tarantino quebra qualquer expectativa com seu novo filme que chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (15).</p>
<p>É preciso entender que <strong><em>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</em></strong> comporta todas essas características “tarantinescas”. A violência não deixa de ser tema central, o sangue não deixa de aparecer e o humor continua existindo na mesma medida, porém esses fatores são vistos sob uma nova perspectiva. Tarantino transforma seu nono filme num conto intimista sobre a Hollywood que ele conheceu desde novo. Essa é a sua ode ao universo que o abraçou e nunca mais o deixou ir embora. E é essa pessoalidade tão palpável que faz do longa inusitado. Esse olhar sensível e próprio sobre um momento onde, literalmente, tudo mudou na célebre Los Angeles é a sacada que eleva a obra do diretor e roteirista para um novo patamar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11123" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Era-uma-Vez-em-Hollywood-1280x720-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A estrutura narrativa do nono filme de Tarantino se estabelece através do dia a dia das personagens principais. O cotidiano, a monotonia e a decadência dessas figuras são os pilares dessa história sobre personas. Contudo, a relevância deles e de seus diálogos já são uma marca do diretor. Em produções como <em>Cães de Aluguel</em> (1992), <em>Pulp Fiction – Tempos de Violência</em> (1994) e <em>Os 8 Odiados</em> (2015) é clara a relevância dessas características atreladas ao ritmo um pouco mais lento – não tanto quanto no novo filme – para desenvolver com maestria todos os nuances da trama.</p>
<p>Outra marca de Tarantino que se repete de forma mais expressiva em sua nova obra é a vitalidade presente nas cenas. As imagens falam por si só graças as cores vivas e pulsantes da Hollywood de 1969. Pela cidade funcionar como uma das figuras principais da história, existe uma preocupação em dar corpo e voz a capital mundial do cinema. Seja através das inúmeras cenas de passeios com carro ou pelas andanças pelos estúdios, a Cidade dos Anjos é representada minuciosamente como uma grandiosa, porém triste personagem que guarda consigo todas as frustrações e anseios de milhares. As tonalidades vibrantes de Los Angeles remetem a outros trabalhos do diretor, onde as cores em cena, ao lado do jogo de luz e sombra, falam e são fundamentais na compreensão da história – como <em>Pulp Fiction</em>, <em>Kill Bill &#8211; Volumes I e II</em> (2003 e 2004), <em>Bastardos Inglórios</em> (2008) e <em>Os 8 Odiados</em>.</p>
<p>Embora essas características tenham uma expressiva relevância para o resultado do longa-metragem, nada se compara ao poder de suas personagens em tela. Mais do que nunca Tarantino aposta em figuras (reais ou não) cheias de camadas para dar liga a sua história. Em cena, essas personalidades são o elemento número nessa jornada pela antiga Hollywood. A profundidade delas atrelada ao tempo investido em seus dilemas criam uma narrativa sólida e emocionante. Dessa forma, <strong><em>Once Upon a Time&#8230; in Hollywood</em></strong> funciona como uma história palpável feita por alguém que presenciou o fim da era de ouro do cinema hollywoodiano ao mesmo tempo que a Cidade dos Anjos viveu o fim de sua inocência.</p>
<p>O brutal assassinato da atriz Sharon Tate e de seus amigos na fatídica noite de 8 de agosto de 1969 mudaram os rumos e as dinâmica de sua sociedade. Assim, o longa se configura como uma homenagem tanto ao mercado cinematográfico que Tarantino viu crescer, mudar e pelo qual se apaixonou, como aos envolvidos nessa nova realidade. A presença de Margot Robbie no filme, por exemplo, funciona como uma espécie de luz angelical que traz paz e leveza ao mesmo tempo que se contrapõe às dinâmicas e aos dilemas das personagens vividas por DiCaprio e Pitt.</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11122" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot-robbie-era-uma-vez-em-hollywood-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas qual seria a relevância desses enredos individuais para a composição de um produto tão extenso e parado? A crise profissional de Rick Dalton com sua decadência; a aceitação de Cliff Booth à sua vida pacata e sem glamour; a presença quase divina de Sharon Tate e sua carreira simples; e todo o histórico de horror cometido pela Família Manson costuram essa complexa e profunda narrativa sobre o vazio e o tempo. E para dar ainda mais força a cada uma dessas personagens eis que existe a maior de todas, a cidade dos sonhos: Hollywood. O polo cinematográfico do cinema americano se transfigura numa persona cuja história compõe e explica as relações entre as personagens e suas vivências.</p>
<p>É diante desse cenário devastado pelo tempo que uma nova era se instaura – tanto para a indústria cinematográfica dos EUA como na vida das figuras principais. O dilema de Tarantino ao escolher esse momento histórico do cinema está justamente ligado ao jogo entre realidade e ficção. E, da mesma forma que fez em <em>Bastardos Inglórios</em>, o diretor se permite reescrever a história outra vez. Ao fazê-lo, Tarantino cria a sua “carta de amor” à Hollywood por dar ao público uma perspectiva de renovação ao contornar a dor e tensão que a história comporta. Dessa forma, o cineasta usa sua criatividade e proeminência no mercado para dar vida a uma grande homenagem as suas memórias afetivas e íntimas desse universo.</p>
<p>O público, quando se encontra imerso nas histórias de cada uma das personagens, não consegue mais fugir da narrativa. Tarantino se provou, pela nona vez, um brilhante cineasta. A inesperada sensibilidade que abraça a produção do início ao fim é de arrepiar. As referências à cultura pop e a metalinguagem entre realidade e ficção formam uma transparente obra-prima que transborda talento, amor e cuidado com a responsabilidade do fazer cinema.</p>
<p>Com uma carreira cheia de louros, o diretor cria uma obra que expande ainda mais as suas possibilidades como artista e mostra para o mundo que ele ainda tem muito o que mostrar. <strong><em>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</em></strong> é um desafio do diretor ao público. Tarantino elabora uma obra que desafia o olhar do espectador ao utilizar suas marcas como artista de uma maneira diferente. Todas as suas habilidades e características, já vistas em seus filmes anteriores, estão presentes aqui de forma viva. As escolhas são meticulosas e precisas para criar um filme único e ímpar até mesmo para sua carreira. Sendo este o seu nono produto cinematográfico, Quentin Tarantino se aproxima do emblemático décimo filme – mencionado pelo diretor como sua última criação – e continua a impressionar o mundo com sua singular capacidade criativa. O diretor acaba de entregar para o mundo a sua mais nova, surpreendente e emocionante criação.</p>
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		<title>Crítica: Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2019 19:48:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eis que chegamos ao lançamento do nono filme do diretor Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios) e a expectativa era grande. Conhecido por seu estilo mais assertivo, sangrento e irreverente, o cineasta nos oferece um longa que é parte diferente e parte original de seu perfil. Era Uma Vez em&#8230; Hollywood mistura as aguardadas cenas de ação, referências culturais, personagens confusos e cheios de personalidade, humor cítrico, etc. No final dos anos 1960, o astro de TV Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) está [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eis que chegamos ao lançamento do nono filme do diretor Quentin Tarantino (<em>Bastardos Inglórios</em>) e a expectativa era grande. Conhecido por seu estilo mais assertivo, sangrento e irreverente, o cineasta nos oferece um longa que é parte diferente e parte original de seu perfil. <em><strong>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</strong></em> mistura as aguardadas cenas de ação, referências culturais, personagens confusos e cheios de personalidade, humor cítrico, etc.</p>
<p>No final dos anos 1960, o astro de TV Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) está lidando com os rumos que sua carreira tomou e sua necessidade de se firmar nas telonas, em Hollywood. Juntamente com seu dublê Cliff Booth (Brad Pitt), Dalton conhece pessoas influentes da indústria cinematográfica, que podem abrir as portas profissionais para ele. Enquanto isso, ele é vizinho do casal Sharon Tate (Margot Robbie) e Roman Polanski (Rafal Zawierucha), o que acaba levando o roteiro a tratar da Família Manson e da iminência do assassinato de Sharon.</p>
<p>A temática em si já envolve muitas nuances e atrativos. A junção de uma estrela do cinema em conflito com a triste história de Sharon Tate abre portas para diversos desdobramentos, tanto no parâmetro ficcional quanto real. Quentin vai brincando com ficção e realidade o tempo inteiro, oferecendo diversas referências culturais e histórias ao espectador.</p>
<p>Uma das características interessantes de Tarantino é que ele pressupõe a inteligência de seu espectador, o que é relativamente raro na indústria. O diretor entende que os diálogos não precisam ser tão expositivos e que o subentendido é que pode acrescentar ainda mais veracidade às cenas. Isso fica muito claro no momento em que Charles Manson bate na porta de Tate e Polanski, procurando os moradores anteriores. Nada é dito sobre o nome dele, então cabe ao espectador perceber a referência ou simplesmente não compreender a cena.</p>
<p>Além disso, ele não tem pressa em desenvolver seus personagens, o que torna a experiência muito melhor. As cenas são mais longas, com plano principal e de fundo, elementos no cenário que contribuem para a construção da narrativa e do próprio personagem. As conexões dos personagens também vão acontecendo aos poucos, como uma colcha de retalhos que vai sendo tecida. Em <strong><em>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</em></strong> talvez essa característica tenha sido levada ao extremo, já que fica pouco tempo para o roteiro efetivamente se desenvolver, depois que passa a longa fase de construção dos personagens.</p>
<p>Se o roteiro é bom, as atuações são definitivamente o maior ganho do longa. Leonardo DiCaprio  (O Lobo de Wall Street) foi a escolha mais inteligente para interpretar Rick Dalton. Confuso, egocêntrico, com baixa autoestima e carente, ele consegue passear por todas essas nuances com muita facilidade e naturalidade. Cada cena é instigante para o espectador. Para além dele, temos Brad Pitt (<em>Bastardos Inglórios</em>), que considero ainda mais destaque em atuação. Cliff Booth é objetivo e focado em ser um bom profissional. Ele não tem as ambições que seu chefe e prefere levar uma vida com mais tranquilidade. A medida que o roteiro evolui, ele vai mostrando um passado conturbado de Booth, mas que pouco define o seu presente.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11085" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot_robbie_era_uma_vez_em_hollywood_tarantino_analise-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot_robbie_era_uma_vez_em_hollywood_tarantino_analise.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot_robbie_era_uma_vez_em_hollywood_tarantino_analise-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/margot_robbie_era_uma_vez_em_hollywood_tarantino_analise-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Enquanto Dalton tenta desesperadamente ser amado por todos e ter o trabalho reconhecido, Booth se contenta em ser amado pela cadela de estimação e trabalhar corretamente. Paralelo a isso, Margot Robbie (Duas Rainhas) interpreta a estrela em ascensão Sharon Tate. Nem sempre reconhecida, ela confere uma leveza singular à personagem, que é sempre sorridente e positiva. A cena no cinema é cuidadosa e nos oferece um ótimo momento de Robbie. Talvez fique uma sensação de falta de aprofundamento da personagem, mas é preciso entender que o foco não é na história dela. Muito embora os olhos acabem focando nisso, invariavelmente.</p>
<p>O trio principal é acompanhado de diversos outros excelentes atores, mesmo em breves papéis. Acredito que é isso que torna a experiência ainda mais rica. Cada <em>flash</em> de momento é um presente em atuação. Louros que o diretor já colhe por ter consagrado seu nome no cinema.</p>
<p>Outro ponto alto do filme é o uso de plano-sequência, uma característica forte de Tarantino, que se torna ainda mais possível por conta do elenco de peso que ele tem. Cenas longas com tantos personagens e sem corte favorecem a inserção do espectador na trama. Ele também faz uso de enquadramentos mesclados que contam a história de uma maneira diferente e se adequam a cada momento em cena, como na exposição dos <em>westerns</em> de Dalton.</p>
<p>Ao final do longa, não adentrando em <em>spoilers</em>, Tarantino se permite misturar ainda mais a ficção com a realidade dos fatos. A conjunção do trio principal e o restante do elenco, até então um tanto paralela, finalmente converge em situações que se completam na história. A felicidade de Sharon de ter um filme reconhecido, o autorreconhecimento de Dalton a cerca de seu trabalho e qualidade profissional e a aceitação passiva de Booth com o seu destino.</p>
<p><em><strong>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</strong></em> é um filme com os traços originais de Quentin Tarantino, mas com grandes diferenças de roteiro com relação aos demais. Talvez por isso as opiniões possam ficar tão divididas e alguns fãs mais fervorosos possam ficar um pouco frustrados. Mas abrindo um pouco mais o olhar para as infinitas possibilidades e levando em conta que é preciso sopros de mudança na carreira do diretor, o longa se torna muito bom e superior a tantos outros.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Quentin Tarantino<br />
<strong>Elenco:</strong> Leonardo DiCaprio, Brad Pitt, Margot Robbie, Emile Hirsch, Margaret Qualley, Dakota Fanning, Timothy Olyphant, Julia Butters, Al Pacino, Austin Butler, Luke Perry, Lena Dunham</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jPDBoBYdf6g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Confira novo trailer de Era Uma Vez em&#8230; Hollywood!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 May 2019 02:07:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Sony Pictures lançou mais um trailer de Era Uma Vez em&#8230; Hollywood. O longa é dirigido pelo ganhador do Oscar Quentin Tarantino (Django Livre) e estrelado por Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Margot Robbie. O filme estreou nesta terça-feira, 21 de maio, no Festival de Cannes e está concorrendo à Palma de Ouro. O novo filme do diretor conhecido por Pulp Fiction e Kill Bill é ambientado em Hollywood, nos anos 1969. Rick Dalton (DiCaprio) e Cliff Booth (Pitt) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sony Pictures lançou mais um trailer de <em><strong>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</strong></em>. O longa é dirigido pelo ganhador do Oscar Quentin Tarantino (<em>Django Livre</em>) e estrelado por Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Margot Robbie. O filme estreou nesta terça-feira, 21 de maio, no Festival de Cannes e está concorrendo à Palma de Ouro.</p>
<p>O novo filme do diretor conhecido por <em>Pulp Fiction</em> e <em>Kill Bill</em> é ambientado em Hollywood, nos anos 1969. Rick Dalton (DiCaprio) e Cliff Booth (Pitt) são, respectivamente, um ex-astro de TV e seu dublê. A história mostra a dupla lutando para chegar a Hollywood.</p>
<p><em><strong>Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</strong></em> estreia nos cinemas do Brasil no dia 15 de agosto.</p>
<p><strong>Confira o trailer!</strong></p>
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