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	<title>Arquivos Benedict Cumberbatch - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Benedict Cumberbatch - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica O Esquema Fenício</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 12:52:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (Asteroid City, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. O Esquema Fenício, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-esquema-fenicio/">Crítica O Esquema Fenício</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/"><em>Asteroid City</em></a>, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos seus tempos de ouro.</p>
<p>O roteiro de Anderson se desenrola a partir das interações entre um pai e uma filha que nunca tiveram uma relação sólida. A estranheza e o distanciamento conduzem o público durante os 105 minutos de duração por meio de inúmeras cenas absurdamente constrangedoras e satíricas. Anderson não deixa nada a desejar em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. As situações inusitadas que estabelecem as interações dos personagens definem o tom caótico e bem humorado do longa, fazendo com que os fãs do diretor retornem aos primórdios de sua carreira.</p>
<p>O diretor e roteirista sempre debateu os encontros da vida, ainda mais quando o assunto são os encontros dos desajustados e a tentativa de encontrar seus pares &#8211; mesmo que esses tenham seu próprio sangue. E essa dobradinha entre roteiro e direção continua a permitir que o texto ganhe forma em sua condução narrativa visual. As imagens ditam o que o roteiro expressa. Em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, as distância em tela não apenas balanceiam a conhecida simetria das imagens andersianas, mas também exemplificam o abismo que existe entre os personagens de Benicio del Toro (<em>A Crônica Francesa</em>, de 2021) e Mia Threapleton (<em>Firebrand</em>, de 2023).</p>
<figure id="attachment_19514" aria-describedby="caption-attachment-19514" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19514" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg" alt="O Esquema Fenício (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2.jpg 1680w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19514" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;O Esquema Fenício (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Anderson jamais decepciona nessa harmonia entre roteiro e direção. Possam gostar ou não dos seus filmes, achar que eles são desvairados demais ou coisa do tipo, mas é inegável como o cineasta sabe conduzir bem as suas criações com identidade própria. O exagero, os melismas, o humor ácido e insano, tudo isso é formativo de quem é o diretor e o público consegue perceber isso do início ao fim do filme. O longa é um claro exemplo da essência do que é o cinema de Wes Anderson. Sem faltas e com muitos excessos, <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> é a cara de Wes.</p>
<p>Por falar em identidade, a fotografia, a arte e a trilha sonora são elementos essenciais para construir essa cara tão andersiana para as suas obras. No caso desta produção, o cineasta contou com o talento de Bruno Delbonnel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-tragedia-de-macbeth-apple-tv/"><em>A Tragédia de Macbeth</em></a>, de 2021) para conceber os dois momentos imagéticos &#8211; o real e o imaginário do personagem de del Toro &#8211; d&#8217;<em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. A arte foi comandada por Esther Schreiner (<em>Ferrari</em>, de 2023), que se encarrega de dar vida às tonalidades pasteis com uma ludicidade teatral já conhecida das obras do diretor. E, por fim, a composição musical ficou a cargo de Alexandre Desplat (<em>Nyad</em>, de 2023) para embalar o público nessa jornada fantástica e insana.</p>
<p><em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> encanta porque, tanto a equipe técnica como o elenco, consegue convencer o espectador da farsa &#8211; aqui usada no sentido teatral da palavra &#8211; mostrada na telona. Wes Anderson é o mestre da farsa cinematográfica e seu novo longa parece abraçar isso como há muito não fazia. A acidez do humor e a sátira ao capitalismo industrial, às trapaças dos magnatas e do governo estadunidense e à disfunção familiar dos personagens centrais promovem um divertimento absurdo. Do início ao fim, o filme se encarrega de entreter por ser e entender que é um grande e hilário absurdo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Benicio del Toro, Mia Threapleton, Michael Cera, Riz Ahmed, Tom Hanks, Bryan Cranston, Mathieu Amalric, Richard Ayoade, Jeffrey Wright, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Rupert Friend e Hope Davis</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wxidk8ygmBo?si=9FiBlC8QLaATCJTC" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Incrível História de Henry Sugar (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 17:46:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Baseando-se no conto homônimo de Roald Dahl, o cineasta Wes Anderson (Asteroid City) chega à Netflix com uma adaptação coesa e vibrante. A Incrível História de Henry Sugar tem todos os traços estilísticos de Anderson, desde a paleta de cores marcadas pelos tons pastéis ou as atuações não convencionais – com certa imobilidade corporal e expressões faciais quase passivas, que se apegam ao colorido tonal da voz –, mas há também espaço para a personalidade da literatura de Dahl, cheia de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Baseando-se no conto homônimo de Roald Dahl, o cineasta Wes Anderson (</span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;">) chega à Netflix com uma adaptação coesa e vibrante. <strong><i>A Incrível História de Henry Sugar</i></strong></span><span style="font-weight: 400;"> tem todos os traços estilísticos de Anderson, desde a paleta de cores marcadas pelos tons pastéis ou as atuações não convencionais – com certa imobilidade corporal e expressões faciais quase passivas, que se apegam ao colorido tonal da voz –, mas há também espaço para a personalidade da literatura de Dahl, cheia de fantasias e um toque mágico ou quase mágico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por isso que, aqui, o trabalho de Wes se destaca,  e por dois motivos. O primeiro é o seu roteiro, que consegue se apropriar do mundo ficcional de Dahl e transmitir todos os detalhes de uma história complexa com precisão e nitidez. Através dos relatos das personagens, o espectador vai imergindo na trama, juntando os pedaços das informações, que são entregues progressivamente. Mas, esta conexão do público com o enredo também se dá na própria dinâmica de trabalho criativo de Wes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E aí é que está o segundo destaque da obra! Através de elementos marcantes da visualidade “Wesandersoniana”, o mundo literário parece saltar da tela, como se quem assiste estivesse virando as páginas de um livro ilustrado. Nesta lógica, a escolha da razão de aspecto 4:3 e o fato dos intérpretes olharem para a câmera na maioria dos momentos elevam essa sensação. A centralização das personagens em sequências de viradas, pequenas ou grandes, também é uma forma de direcionar o olhar da plateia durante a exibição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, há uma genialidade de Wes neste seu média-metragem, porque o diretor consegue transformar as palavras de Roald em imagem, mantendo sua linguagem e prendendo a atenção de seu público. Essa triangulação não é fácil, muito menos a precisão de passar texto escrito para tela seja necessário. No entanto, Anderson o faz em seu novo filme e mostra destreza e confiança ao realizar seu intento. De certo, a seleção do conto a ser adaptado também foi inteligente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em algumas produções recentes de Wes, a sua forma de manejar a narrativa soa forçada, quase que como se a narrativa estivesse à serviço do processo criativo do autor e não o contrário. Contudo, em Henry Sugar tudo se encaixa, não apenas nas escolhas da direção, mas também nos outros setores da técnica. Para que essa combinação visual e textual (falada) funcionasse, Wes Anderson garantiu, mais uma vez, uma boa equipe nos bastidores. </span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17721" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5.png" alt="A Incrível História de Henry Sugar" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de integrantes que trabalha na arte do média é imensa. O design de produção é assinado por Adam Stockhausen (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Grande Hotel Budapeste</span></i><span style="font-weight: 400;">), que é quem geralmente comanda a função nos filmes de Anderson. Já a direção de arte é encabeçada por Claire Peerless (</span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Policia</span></i><span style="font-weight: 400;">l) e Richard Hardy (</span><i><span style="font-weight: 400;">A Bela e a Fera</span></i><span style="font-weight: 400;">). O figurino está nas mãos de Kasia Walicka Maimone (</span><i><span style="font-weight: 400;">Capote</span></i><span style="font-weight: 400;">). Já a maquiagem é realizada por uma extensa lista de profissionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda esta listagem aparece nesta crítica para dizer que além de ser meticuloso, este setor do filme conta com uma boa quantidade de membros também. Números altos não significam sempre qualidade, porém em </span><i><span style="font-weight: 400;">Henry Sugar</span></i><span style="font-weight: 400;"> este é o caso. A cenografia dialoga com a direção de fotografia, que é uma parceria fundamental para que a construção de sentido seja não apenas eficaz, mas que funcione visualmente, para além do desejo de imprimir camadas narrativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, cada mudança de cenário é equilibrada ou acentuada pela temperatura. Um exemplo é a sequência do hospital, na qual se tem uma impressão imediata de luz estourada. Todavia, aos poucos, é trazida a informação sobre a personagem do Ben Kingsley que faz com que o uso dos tons dos figurinos e do espaço sejam compreendidos em sua totalidade. Além desta construção imagética bem feita, o elenco (super experiente, é bem verdade) dá conta de uma história que poderia levar as atuações para o caricato exagerado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez, seja difícil explicar que há certa caricatura dentro desta obra, mas não é algo histriônico, que desconecte o indivíduo de sua espectatorialidade. É mais um uso de arquétipos visuais – algo recorrente nos filmes de Wes – do que uma ausência de elaboração de camadas de complexidades. Assim,</span><strong><i> A Incrível História de Henry Sugar</i></strong><span style="font-weight: 400;"> é uma sessão prazerosa, que gera curiosidade, pela própria ideia criada por Dahl, mas que também tem seus elementos instigantes fomentados por Anderson. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre todos os acertos, a única questão que incomoda são as reiterações em certas falas do roteiro. Esta característica demonstra que o espectador está sendo um pouco subestimado. De longe, não é algo que compromete o resultado total, mas diminui, de certo, a qualidade geral. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Benedict Cumberbatch, Ralph Fiennes, Dev Patel, Ben Kingsley</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/eSvYMo_D-eM?si=5YgjLcHTLWZGHA_H" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 May 2022 20:12:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quais são as possibilidades dos vários universos que compõem a realidade e onde temos várias versões de nós mesmos? Será que em outra dimensão paralela o nosso eu alcançou os objetivos que tenta arduamente nesta aqui? Doutor Estranho no Multiverso da Loucura traz essa ideia juntamente com a dinâmica com Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen, Vingadores: Ultimato), que está inebriada com a função de viver em uma realidade onde seus filhos estejam vivos. Assim segue o roteiro, construindo caminhos para o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quais são as possibilidades dos vários universos que compõem a realidade e onde temos várias versões de nós mesmos? Será que em outra dimensão paralela o nosso eu alcançou os objetivos que tenta arduamente nesta aqui? <strong><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></strong> traz essa ideia juntamente com a dinâmica com Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>), que está inebriada com a função de viver em uma realidade onde seus filhos estejam vivos.</p>
<p>Assim segue o roteiro, construindo caminhos para o desenvolvimento e aprofundamento de personagens importantes, assim como a chegada de novos, como é o caso de America Chavez (Xochitl Gomez). A garota consegue passear entre os multiversos e vivenciar as diferentes realidades. Algo que é claramente almejado por Wanda. Ela começa, então, a ser perseguida pela mesma, que manda diversos monstros para roubar o seu poder. No meio do caminho, ela esbarra com o nosso Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ataque-dos-caes/"><em>Ataque dos Cães</em></a>), que sonha com a outra realidade. Descobrimos que é possível saber de outros universos durante os nossos sonhos.</p>
<p>Quando eles começam nessa jornada de tentar salvar America, fugindo entre as dimensões, algumas realidades vão sendo colocadas para Stephen. Ele percebe que sua arrogância é um elemento comum entre os universos, algo que o leva a ser um vilão (ou quase isso) em diversas oportunidades. A reflexão vem e ele começa a entender que o excesso de poder tem um lado muito obscuro. Falando em obscuro, esse é um filme com toque sincero de terror, um traço prometido e cumprido pelo diretor Sam Raimi (Homem-Aranha &#8211; 2002).</p>
<p>A medida que a história avança, a insanidade de Wanda vai se tornando ainda pior, com mortes e terror por onde passa. O filme faz uma conexão com os Illuminatti, com o aparecimento super esperado de Capitã Marvel (Maria Rambeau), professor Xavier (Patrick Stewart), Senhor Fantástico (John Krasinski), Capitã Carter (Hayley Atwell) e Raio Negro (Anson Mount). É uma parte super bacana e interessante de se acompanhar no filme. Pena que tem um desfecho rápido demais com a morte de todos pela mão da Feiticeira Escarlate. Achei que faltou aproveitamento do elenco incrível que foi reunido ali.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15498" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Wanda-Maximoff-Feiticeira-Escarlate-1.jpg" alt="Doutor Estranho no Multiverso da Loucura" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Wanda-Maximoff-Feiticeira-Escarlate-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Wanda-Maximoff-Feiticeira-Escarlate-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Wanda-Maximoff-Feiticeira-Escarlate-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Wanda-Maximoff-Feiticeira-Escarlate-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O que decepciona, no entanto, é que essa loucura de Wanda não tem a finalização mais grandiosa possível. O grande ápice não é tão grande assim e ela desiste muito fácil de seus objetivos quando percebe que os seus filhos se outras dimensões não são seus filhos da realidade, portanto não transferem o afeto para ela. Faltou tempo de tela neste momento para nos inserir num sentimentalismo que justificasse o filme como um todo. E faltou, a meu ver, ela enlouquecendo ainda mais e por completo quando as coisas não saem conforme o planejado.</p>
<p>O mais difícil para Strange é notar que ele não fica junto com Christine em nenhum dos universos que visita, mostrando o quanto que as suas histórias são feitas para trilhar caminhos separados. É aí também que ele entende a sua importância no multiverso e a necessidade de controlar suas emoções para lidar e aplicar corretamente um poder tão grandioso.</p>
<p><em><strong>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</strong></em> é um ótimo filme que completa ainda mais o universo Marvel e a continuidade de histórias que viemos acompanhando ao longo dos anos. No entanto, falta ser excelente pois ele não arrisca mais do que o ambiente seguro. Falta um click no filme que torne ele realmente incrível, tal qual poderia ser ou como seu trailer nos fez pensar que seria. Tem um quê de decepção no resultado final, a bem verdade é essa.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sam Raimi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Benedict Cumberbatch, Elizabeth Olsen, Chiwetel Ejiofor, Benedict Wong, Xochitl Gomez, Rachel McAdams, Michael Stuhlbarg, Sheila Atim, Patrick Stewart, John Krasinski, Hayley Atwell, Maria Rambeau, Anson Mount</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/X23XCFgdh2M" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ataque dos Cães</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Feb 2022 19:43:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ataque dos Cães chegou no catálogo da Netflix já com uma boa promessa de que seria um longa premiável e de destaque dentro da plataforma. Com Benedict Cumberbatch (Homem-Aranha: Sem Volta para Casa) e Kirsten Dunst (O Estranho que Nós Amamos) no elenco principal, o filme conta a trama de dois irmãos completamente diferentes, sendo um mais refinado e polido, enquanto o outro é um bruto fazendeiro. A dinâmica entre eles já é sensível o suficiente e piora com o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Ataque dos Cães</em></strong> chegou no catálogo da Netflix já com uma boa promessa de que seria um longa premiável e de destaque dentro da plataforma. Com Benedict Cumberbatch (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><em>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</em></a>) e Kirsten Dunst (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-estranho-que-nos-amamos/"><em>O Estranho que Nós Amamos</em></a>) no elenco principal, o filme conta a trama de dois irmãos completamente diferentes, sendo um mais refinado e polido, enquanto o outro é um bruto fazendeiro. A dinâmica entre eles já é sensível o suficiente e piora com o surgimento da nova esposa do irmão mais educado. Viúva, ela se torna um incômodo imediato na vida de Phil Burbank (Cumberbatch), que começa a querer infernizar a vida do casal, pela simples inveja.</p>
<p>É simplório demais reduzir a trama de <strong><em>Ataque dos Cães </em></strong>a esta pequena sinopse, pois o filme tem desdobramentos que o tornam difícil de definir com um gênero específico. Ao começo, achamos que o foco será na dupla que mencionei acima, mas isso vai mudando aos poucos a medida que outros personagens surgem. Peter (Kodi Smit-McPhee, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-nome-e-dolemite/"><em>Meu Nome é Dolemite</em></a>) é o filho da viúva. Um rapaz sensível e delicado, o que causa constrangimento aos machões que vivem naquela vila do interior, lá nos idos de 1925. Seu jeito incomoda e é motivo de chacota. Ele parece se importar com isso e prefere a reclusão. A sua fragilidade é bem pontuada no início do texto, através da metáfora da flor de papel que ele produz com tanto cuidado.</p>
<p>A medida que o enredo toma novos rumos, Peter vai crescendo em termos de importância na história. Seu pai se suicidou há alguns anos, o que faz com que ele seja extremamente protetor com a mãe, que possui o emocional muito fragilizado. Quando Phil começa a aterrorizar a convivência da nova família (eles agora moram todos juntos na mesma casa), Rosa volta a beber compulsivamente e ter comportamentos arredios. A diretora Jane Campion passeia por várias nuances no longa, pontuando a questão da inveja e dos desejos reprimidos, de maneira muito sutil e assertiva. Como disse, o filme não se define como gênero a maior parte do tempo, se tornando é mais um elemento interessantíssimo da forma como o roteiro evolui.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15219" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1_3vvNFLk4-JB2Ged_CU6rvg@2x.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1_3vvNFLk4-JB2Ged_CU6rvg@2x.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1_3vvNFLk4-JB2Ged_CU6rvg@2x-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1_3vvNFLk4-JB2Ged_CU6rvg@2x-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1_3vvNFLk4-JB2Ged_CU6rvg@2x-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>Ataque dos Cães </em></strong>é cheio de detalhes e nuances que vão sendo pegas aos poucos pelo espectador. Mas consigo afirmar ainda que somente ao final da projeção é que algumas pontas são conectadas. É o tipo de filme que vale a pena ver duas vezes para pegar as sutilezas. A masculinidade tóxica de Phil é apenas um ardil para esconder todas as fraquezas que lhe são peculiares, mas que a sociedade machista local não permite que sejam expostas. Então ele é bruto, violento, ignorante, pois isso se torna uma carapaça mais fácil de lidar. A narrativa vai aos poucos mostrando suas dores e questões internas.</p>
<p>Num cenário de belas paisagens e trilha sonora cuidadosa, assistimos a atuações impecáveis de Benedict Cumberbatch e Kirsten Dunst. Ele se desmonta de qualquer papel anterior para nos apresentar um personagem difícil de aturar e com várias nuances. Já ela encarna o papel da mulher forte que lidou com a morte do primeiro marido e cria o filho sozinha na sociedade machista, mas que acaba se afetando emocionalmente pela inveja direcionada pelo cunhado. Destaque aqui para o jovem Kodi Smit-McPhee que soube dar o tom correto a interpretação de Peter, deixando o espectador em completa dúvida sobre o comportamento do personagem.</p>
<p><strong><em>Ataque dos Cães </em></strong>é um filme de altíssima qualidade pois consegue se provar em diversas nuances, desde o roteiro e atuações, até os detalhes técnicos como a fotografia. Vale todas as 12 indicações que teve no Oscar 2022 e arrisco dizer que é um dos favoritos da premiação, especialmente nas categorias de Roteiro e Melhor Filme.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jane Campion</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Benedict Cumberbatch, Kirsten Dunst, Jesse Plemons, Kodi Smit-McPhee, Thomasin McKenzie, Keith Carradine, Frances Conroy, Genevieve Lemon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ZwXNDdiSAsE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Homem-Aranha &#8211; Sem Volta para Casa (sem spoilers)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Dec 2021 23:32:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A caminhada de Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês) sempre foi de amadurecimento. A cada aparição, o herói da vizinhança aprendia lições sobre a vida e aperfeiçoava a jornada para se tornar sua melhor versão. No entanto, até o momento, Tom apenas havia dado passos de bebê diante das possibilidades de seu personagem. Mas, a partir de agora, tudo vai mudar. Em seu terceiro filme solo no MCU, o famoso teioso irá engatar em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A caminhada de Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês) sempre foi de amadurecimento. A cada aparição, o herói da vizinhança aprendia lições sobre a vida e aperfeiçoava a jornada para se tornar sua melhor versão. No entanto, até o momento, Tom apenas havia dado passos de bebê diante das possibilidades de seu personagem. Mas, a partir de agora, tudo vai mudar.</p>
<p>Em seu terceiro filme solo no MCU, o famoso teioso irá engatar em sua verdadeira jornada do herói. Ainda que com seu jeitão bobo e juvenil, Peter vai enfrentar dificuldades mais adultas. E aí é que o jogo vira. Amadurecimento é a palavra de ordem de <b><i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i></b>, que estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros. O novo longa-metragem é o momento de transição que o personagem e os fãs precisavam.</p>
<p>Peter Parker (Tom Holland) teve sua identidade revelada. Agora ele terá que lidar com a pressão da exposição, enquanto é acusado de ter matado Mysterio (Jake Gyllenhaal). Sem conseguir separar os dilemas do seu cotidiano juvenil da sua jornada heróica, Peter recorre ao Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) para que o mundo esqueça a verdadeira identidade do querido herói da vizinhança. Na tentativa de fazer o feitiço para ajudar Parker, Stephen Strange acaba se atrapalhando com a mágica. Esse erro libera conhecidos vilões de outros universos, fazendo com que Peter tenha que enfrentar espécies de fantasmas do multiverso.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-14921 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-750x337.jpg" alt="" width="750" height="337" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-750x337.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-610x274.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-770x346.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv.jpg 1210w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na busca por se provar capaz para o mundo, Tom Holland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><i>O Diabo de Cada Dia</i></a>, de 2020, e <i>Cherry &#8211; Inocência Perdida</i>, de 2021) encanta o público com um desempenho admirável. Até o momento, este foi o filme que melhor proporcionou momentos poderosos para o jovem e promissor ator. A narrativa, evidentemente, é construída para que o espectador se veja completamente apaixonado pela evolução do personagem durante os 148 minutos de duração.</p>
<p>Para além do Holland, a composição do elenco é certeira. A longa duração de <i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i> permitiu que os atores e atrizes envolvidos desde os primeiros filmes pudessem ser ainda mais explorados aqui. Desta vez, para além do trio principal, até mesmo Marisa Tomei (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-de-volta-ao-lar/"><em>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-frankie/"><i>Frankie</i></a>, de 2019) e Jon Favreau (<i>Chef</i>, de 2014, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/"><i>Homem-Aranha: Longe de Casa</i></a>, de 2019) tiveram mais oportunidades cênicas de mostrar a sua qualidade artística.</p>
<p>Outro ponto de destaque é a volta dos vilões. A estrutura de seu retorno e a dinâmica deles com o Tom guiam a história para outro lugar. Ver a interação entre eles é, além de nostálgico, potente. Ver Doutor Octopus, de Alfred Molina (<i>Correndo Contra o Tempo</i>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bela-vinganca/"><i>Bela Vingança</i></a>, de 2020), e o Duende Verde, de Willem Dafoe (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><i>Aquaman</i></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><i>O Farol</i></a>, de 2019), contracenando é algo poderoso e que jamais o público teve a oportunidade de ver.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-14922 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-750x313.jpg" alt="" width="750" height="313" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-750x313.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-610x254.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-770x321.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda sobre as dinâmicas do elenco, outra escolha certeira é o protagonismo de Doutor Estranho. A participação de Benedict Cumberbatch (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><i>1917</i></a>, de 2019, e <i>Ataque dos Cães</i>, de 2021) é mais curta do que se imagina, mas isso não torna a sua existência menos importante. Da mesma forma, Strange não tira a atenção do público do foco de <i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i>, que é a jornada do herói de Parker. Assim, uma das preocupações para o enredo do longa deixa de existir e uma das teorias exageradas dos fãs também some.</p>
<p>É essa trajetória que serve de fio condutor para a trama. Do primeiro ao último minuto, é possível vislumbrar um desenvolvimento de personagem jamais visto no Homem-Aranha &#8211; talvez, jamais visto em outro filme solo de super heróis. E, atrelado a isso, o roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers (os quais também escreveram as sequências anteriores) conecta a jornada de autoconhecimento e crescimento de Peter ao futuro misterioso do multiverso do MCU.</p>
<p>Ao final da sessão, todas as expectativas estarão alcançadas. As dúvidas sobre o que era real ou teria também serão sanadas. O que fica é a nostalgia e a sensação de dever cumprido. E a melhor parte para os fãs: saber que ainda veem mais três filmes com a participação do promissor Tom Holland. E com a conclusão desse novo capítulo, Peter Parker enfrentará a vida como ela é, mostrando que o Miranha do MCU é mais do que somente um garoto que teve tudo nas mãos. Mostrando que ele é o herói que todos sempre desejaram ver nas telonas. Mostrando que ele é completo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jon Watts</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch, Jacob Batalon, Alfred Molina, Willem Dafoe, Jamie Foxx, Marisa Tomei e Jon Favreau</p>
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		<title>Festival do Rio no Telecine: O Mauritano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Aug 2021 13:48:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado na trajetória de Mohamedou Ould Slahi (Tahar Rahim, Maria Madalena), O Mauritano contém um ganho bastante importante quando se pensa na história do cinema mundial. Além de servir com uma recordação eterna dos erros cometidos pelos estadunidenses, ao lidar com os muçulmanos, principalmente depois do 11 de setembro, o filme chega como uma inversão da costumeira lógica de que são os Estados Unidos que irão salvar o dia. Aqui, eles são os vilões. Não à toa, este é um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Baseado na trajetória de Mohamedou Ould Slahi (Tahar Rahim, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maria-madalena/"><em>Maria Madalena</em></a>), <strong><em>O Mauritano</em></strong> contém um ganho bastante importante quando se pensa na história do cinema mundial. Além de servir com uma recordação eterna dos erros cometidos pelos estadunidenses, ao lidar com os muçulmanos, principalmente depois do 11 de setembro, o filme chega como uma inversão da costumeira lógica de que são os Estados Unidos que irão salvar o dia. Aqui, eles são os vilões. Não à toa, este é um enredo que se pauta na realidade.</p>
<p>Através da decupagem, é possível enxergar o olhar do protagonista para os seus algozes. Ainda que ele não esteja em cena, por meio de planos detalhes e movimentações de câmera – como o <em>travelling in</em>, que passa da fresta da grade até o mar ou na cena do restaurante, com o quadro fechado nos pratos –, os militares e os políticos dos EUA conferem perigo e são demonstrados em toda sua sordidez. De um lado, se vê a pequenez, a insegurança e o abuso do poder de uma nação que se enxerga como dona do mundo, do outro, um cidadão que não pôde, por muito tempo, contar com um julgamento, que sofreu tortura e passou quatorze anos preso.</p>
<p>Entre idas e vindas do sofrimento de Mohamedou, as tentativas das advogadas humanistas Nancy Hollander (Jodie Foster, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hotel-artemis/"><em>Hotel Artemis</em></a>) e sua parceira de trabalho Teri Duncan (Shailene Woodley, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-ultima-carta-de-amor-netflix/"><em>A Última Carta de Amor</em></a>), que desejam comprovar a ausência de seu envolvimento na queda das Torres Gêmeas, o roteiro, ainda que traga consigo informações relevantes, falha ao não trazer uma narrativa fluída e de ritmo contínuo. A força da trama está majoritariamente em seu início. Ao chegar à sua metade, <strong><em>O Mauritano</em></strong> passa a se tornar repetitivo, com situações semelhantes. Após o estabelecimento da atmosfera e a compreensão dos fatos, talvez o ideal fosse avançar, progressivamente, nos acontecimentos mostrados.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14387" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ir-the-mauritian.jpg" alt="O Mauritano" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ir-the-mauritian.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ir-the-mauritian-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ir-the-mauritian-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ir-the-mauritian-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, o que ocorre é o oposto. Dando voltas para chegar ao ponto central, o julgamento de Mohamedou, no momento no qual o público se depara com o tão esperado momento, tudo precisa ser corrido para que o desfecho chegue. É por esta razão que alguns detalhes necessitam ser amarrados em uma cartela em seu encerramento. Esta é uma solução comum no cinema, porém, ainda que restassem detalhes futuros para complementar o enredo, o esgarçamento temporal anterior, juntamente com a corrida para alcançar sua conclusão, dão uma ideia de que falta uma mão mais certeira para uma seleção mais apropriada do que foi colocado na tela.</p>
<p>Ainda assim, é notável o desempenho da direção, que mescla sequências mais simples, com closes e plano e contraplano, e cenas com mais deslocamentos e inventividade. Além disso, Foster e Woodley apresentam construções contidas, mas efetivas. Seja em seus gestos ou olhares, há precisão e tônus em seus corpos. Ambas parecem ter feito uma pesquisa sobre Hollander e Duncan, respectivamente, porém não convocam uma representação delas, mas a própria interpretação de cada uma das duas figuras. Desta maneira, no geral, <strong><em>O Mauritano</em></strong> é um importante relato sobre os absurdos de um governo sem limites e apresenta qualidades técnicas e de discurso. Mas, ele carrega consigo algumas irregularidades, que enfraquecem um pouco de seu resultado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kevin Macdonald</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tahar Rahim, Jodie Foster, Shailene Woodley, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/AFB2eqX2ovo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: 1917</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2020 17:50:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entra ano, sai ano e o Oscar indica filmes de guerra para concorrer nas principais categorias. Nos últimos anos, tivemos Dunkirk e Até o Último Homem, por exemplo, que concorreram em oito e seis categorias, respectivamente. E sempre que surge um novo longa, nos questionamos qual o diferencial desse em relação aos demais, que faz o público querer acompanhar a história. 1917 entra justamente neste âmbito, com uma produção diferente do que estamos acostumados. A história simples e objetiva de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entra ano, sai ano e o Oscar indica filmes de guerra para concorrer nas principais categorias. Nos últimos anos, tivemos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dunkirk/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Dunkirk</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ate-o-ultimo-homem/"><em>Até o Último Homem</em></a>, por exemplo, que concorreram em oito e seis categorias, respectivamente. E sempre que surge um novo longa, nos questionamos qual o diferencial desse em relação aos demais, que faz o público querer acompanhar a história. <strong><em>1917</em> </strong>entra justamente neste âmbito, com uma produção diferente do que estamos acostumados.</p>
<p>A história simples e objetiva de dois soldados da 1ª Guerra Mundial que são designados a levar uma mensagem para outra tropa e evitar um ataque que será catastrófico, podendo matar mais de 1.600 militares. Esse é o enredo que desperta a trajetória de Schofield (George MacKay, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capitao-fantastico/"><em>Capitão Fantástico</em></a>) e Blake (Dean-Charles Chapman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei/"><em>O Rei</em></a>), parceiros que se apoiam nesta caminhada que parece simples, mas é extremamente perigosa.</p>
<p>É difícil falar desse filme sem querer enaltecer o trabalho do diretor Sam Mendes (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-contra-spectre/"><em>007 Contra Spectre</em></a>) o tempo inteiro. E isso se deve ao fato que o longa é o mais puro resultado de uma excelente direção. Desde o início, a decisão de utilizar a câmera em movimento acompanhando os protagonistas já nos proporciona uma experiência de imersão na guerra. Imersão esta que vai ficando cada vez mais real a medida que elementos em cena vão surgindo, nos permitindo a sensação de quase sentir os odores, temperaturas e etc.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12247" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="1917" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mendes consegue fazer tudo isso sem parecer descuidado nos <em>takes</em>. Acompanhamos a dupla sem descanso, já que é como se fosse uma cena sem cortes, gravada de uma única vez. Existe apenas um ou dois momentos em <strong><em>1917</em> </strong>que são de interferências no tempo. Fora isso, o espectador respira e caminha junto com Scho e Blake, na tentativa de chegar no local onde está a outra tropa.</p>
<p>As mazelas da guerra são jogadas na nossa cara o tempo todo, dando a real sensação de que não há vitoriosos. É como se tudo aquilo acontecesse por um motivo que não vai beneficiar alguém. O espectador tem poucos momentos de alívio, já que até mesmo quando as coisas parecem estar calmas, as cores são desbotadas e sem vida. Como se nada fizesse sentido, mesmo na calmaria.</p>
<p>Tudo isso infringe uma tensão constante, que também faz parte da experiência de imersão pensada por Mendes. Mas ele faz isso com objetivo claro, sem cansar o espectador. O que justifica a excelente escolha de tempo do filme, que tem pouco menos de 2h. Filmes de guerra costumam ter perto de 3h ou às vezes mais. <strong><em>1917</em> </strong>é na medida certa para mostrar esta história tensa e angustiante, sem se perder no meio do caminho.</p>
<p>Utilizo esses argumentos para justificar o porquê eu realmente acredito que Sam Mendes é um dos nomes mais fortes para levar o Oscar de Melhor Direção deste ano. O filme é um trabalho puramente de direção e isso se mostra em absolutamente todas as cenas. O elenco é excelente, sim, mas não é o foco. Não é à toa que das 9 indicações ao prêmio, nenhuma é para as categorias de atuação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12246" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="1917" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Tocando neste assunto, é preciso pontuar que temos ótimas atuações em cena. George MacKay, que já nos apresentou um ótimo trabalho em <em>Capitão Fantástico</em>, guia as cenas com toda a tensão e naturalidade que o personagem exige. O mesmo vale para seu parceiro, Dean-Charles Chapman. Como um filme de poucos personagens, ao longo do extenso caminho dos protagonistas, somos surpreendidos por grandes atores, como Mark Strong, Colin Firth, Benedict Cumberbatch, Andrew Scott e Richard Madden.</p>
<p>Outro ponto alto de <strong><em>1917</em> </strong>é a fotografia impecável, que funciona como mais um personagem na trama. A profundidade, quando é necessária, ou o <em>close</em> quando precisamos sentir ainda mais a emoção dos protagonistas. Além disso, o jogo de cores que mostram o quanto aquele momento é privado de emoções positivas e como a guerra pode sugar a vitalidade de qualquer pessoa.</p>
<p><strong><em>1917</em> </strong>é um longa que vai muito além de ser apenas um filme de guerra. Ele é um material primoroso de trabalho de direção intenso e dedicado, um roteiro sem excessos e um elenco que funciona como aporte necessário para execução do projeto. É realmente um grande concorrente do Oscar, que contará com meu apoio na torcida.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sam Mendes<br />
<strong>Elenco:</strong> George MacKay, Dean-Charles Chapman, Mark Strong, Andrew Scott, Richard Madden, Colin Firth, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vck9nCM71J0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. Vingadores: Ultimato chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de Guerra Infinita (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Doutor Estranho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2016 20:23:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Marvel vem construindo uma sólida trajetória apostando no seu universo cinematográfico que gravita em torno do projeto Vingadores. Não deixa de ser admirável a constância na qualidade das suas produções e a maneira como o estúdio conseguiu emular uma lógica própria da narrativa seriada a sua  filmografia, com universos distintos que são conectados e se encontram em dado momento para agir contra ameaças maiores. Acontece que, por outro lado, não há muito risco por parte do estúdio, há apostas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A Marvel vem construindo uma sólida trajetória apostando no seu universo cinematográfico que gravita em torno do projeto <i>Vingadores</i>. Não deixa de ser admirável a constância na qualidade das suas produções e a maneira como o estúdio conseguiu emular uma lógica própria da narrativa seriada a sua  filmografia, com universos distintos que são conectados e se encontram em dado momento para agir contra ameaças maiores. Acontece que, por outro lado, não há muito risco por parte do estúdio, há apostas seguras em um &#8220;modo Marvel de fazer cinema&#8221; mesmo quando as produções procuram ir um pouco além dos esquemas, como é o caso de <i>Capitão América: Guerra Civil</i>, por exemplo. Assim, o que se vê são filmes corretos e que cumprem de maneira digna a função de entreter o espectador, mas não deixam de vir com aquela sensação de <i>déjà vu</i> sobretudo quando conferimos mais de um desses títulos a cada ano.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Doutor Estranho </i>vai por esse caminho. O filme é anunciado como uma possibilidade de explorar horizontes mais ambiciosos e nunca antes tentados pelo estúdio, que envolve universos paralelos, misticismo e magia. Acontece que ainda que visite esse &#8220;estranho&#8221;, tudo ainda está na zona de conforto. No longa, Benedict Cumberbatch (<i>O Jogo da Imitação</i>) vive o Dr. Stephen Strange, um renomado neurocirurgião que perde o controle das mãos após sofrer um grave acidente de carro. Diante de uma descrença na cura pela via da medicina, Strange recorre a um grupo que parece promover a cura através de forças místicas. Submetido a um treinamento no Katmandu, Strange acaba adquirindo poderes e deve decidir se os usará para se recuperar ou para salvar o mundo de ameaças terríveis que só ele pode conter.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Dirigido por Scott Derrickson (de <i>O Exorcismo de Emily Rose </i>e <i>A Entidade</i>), <i>Doutor Estranho</i> aproveita em certa medida o histórico do seu realizador ao explorar visualmente o oculto. O filme é tecnicamente eficiente, conseguindo construir de maneira impressionante suas viagens pelos múltiplas dimensões visitadas por Strange. Como o protagonista, Benedict Cumberbatch é a escolha certa e parece uma mistura de Bruce Wayne e Tony Stark com poderes mágicos dando vida a um milionário entorpecido pelo ego, mas também por uma tragédia pessoal. Ao lado dele está um elenco de coadjuvantes dos sonhos formado por Rachel McAdams (<i>Spotlight</i>) e Chiwetel Ejiofor (<i>12 Anos de Escravidão</i>), que não têm momentos de especial destaque, mas conferem um certo respeito a fita. Fora Cumberbatch, Tilda Swinton (<i>Precisamos Falar sobre o Kevin</i>) talvez seja a presença mais forte do longa como a Anciã.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6884" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/DoutorEstranho2.jpg" alt="doutorestranho2" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>De uma maneira geral, <i>Doutor Estranho </i>é um filme correto. Ele oferta divertimento na medida certa, não agride a inteligência do espectador, consegue costurar uma narrativa linear e sem furos e aplicar seus recursos visuais sem maiores afetações, sendo este o seu departamento mais brilhante. É claro que o longa recorre aos recursos de praxe da Marvel Studios para &#8220;seduzir&#8221; suas plateias: os momentos mais dramáticos ou de ação do filme são intercalados por piadas ou referências ao universo pop, o que faz com que, para o bem e para o mal, nada tenha tanta gravidade; a trajetória do personagem é praticamente a mesma de qualquer outro super-herói; há cenas pós-créditos (duas, na verdade) e o vilão, mesmo sendo interpretado pelo ótimo Mads Mikkelsen (<i>A Caça</i>), deixa a desejar. O impulso de obedecer a todo esse protocolo faz com que o filme funcione sob uma lógica conflituosa: ele parece desejar adotar um tom mais adulto que destoa do universo Marvel até então, mas recua em prol de uma chave de diálogo mais adolescente ou infantil.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, apesar de manter o padrão de excelência do estúdio, não dá para deixar de constatar que <i>Doutor Estranho </i>surge como uma repetição envolta por uma embalagem bonita e aparentemente nova, mas que não deixa de ser uma embalagem. O conteúdo é o mesmo de sempre. E se a Marvel parece estar se retroalimentando mesmo quando aparenta oferecer algo novo, a coisa fica ainda mais nebulosa para os fãs de filmes desse nicho quando constatamos que não há uma concorrência, haja vista as tortuosas tentativas da Warner de levar o universo dos heróis da DC Comics para o cinema com filmes vacilantes como <i>Batman vs. Superman: A Origem da Justiça </i>e <i>Esquadrão Suicida</i>. <i>Doutor Estranho </i>ao menos não é catastrófico, mas é narrativamente burocrático, cheio de esquemas que já são velhos conhecidos do público e que não colaboram com o viço do projeto.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É possível que tudo isso seja um reflexo do processo de saturação do próprio nicho cinematográfico. De 2000 para cá as adaptações de quadrinhos de super-heróis para o cinema foram tantas que talvez seja interessante mexer um pouco nessas peças. Faria bem a Marvel esgarçar mais as possibilidades dos seus múltiplos universos, sair da zona de conforto e dos esquemas narrativos, levar os seus personagens realmente ao extremo, sem que as decisões corajosas dos seus filmes sejam abafadas por piadinhas adolescentes ou com cartas de conciliação do Capitão América para o Tony Stark. Talvez seja um pouco de risco e experimentação que esteja faltando para esse nicho de produção sair da oferta do &#8220;arroz e feijão&#8221; de sempre, o que, confesso, tem tirado um pouco da magia e do encanto que ele oferecia tempos atrás.</p>
<p>Promover a revolução que o próprio estúdio prometera e que o hype dos meios de comunicação anunciaram assim que a produção do longa foi engatada, <i>Doutor Estranho </i>não promove. Alçar os filmes de super-heróis a padrões cinematográficos que os colocaram em pé de igualdade com cânones do campo só cineastas como Richard Donner (<i>Superman &#8211; O Filme</i>), Tim Burton (<i>Batman: O Retorno</i>), Bryan Singer (<i>X-Men 2</i>), Sam Raimi (<i>Homem-Aranha 2</i>) e Christopher Nolan (<i>Batman: O Cavaleiro das Trevas</i>) conseguiram. Nesse sentido, esse projeto Marvel <i>Vingadores </i>conseguiu sair da zona de conforto e testar novas possibilidades de tom e ousadia narrativa em <i>Capitão América: Soldado Invernal</i>, que soube inclusive entender as demandas específicas do seu personagem.</p>
<p><i>Doutor Fantástico</i>, no máximo, conseguiu ser técnica e plasticamente embasbacante, além de uma matinê bastante agradável. E também não há mal algum nisso. É um propósito bastante honesto, por sinal. Acredito ser saudável esse exercício de reflexão proposto nesse texto não só para refletir sobre os próprios rumos desse tipo de produto que estamos analisando, mas também levar a discussão para além das impressões simplistas do &#8220;gostei&#8221; ou &#8220;não gostei&#8221;. Entre esses extremos existe um universo, tão numerosos quanto aqueles que vimos no próprio <i>Doutor Estranho. É</i> produtivo esmiuçar e problematizar cada um deles. Assim produzimos e fruímos melhor os filmes.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YUfWrIcX4zw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Doutor Estranho é o destaque entre as estreias da semana. Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2016 14:21:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[13 Minutos]]></category>
		<category><![CDATA[A Luz Entre Oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[Benedict Cumberbatch]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Doutor Estranho]]></category>
		<category><![CDATA[Eryc Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>
		<category><![CDATA[Philip Roth]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Marvel retorna aos cinemas com mais uma aposta no seu catálogo de personagens menos populares. Doutor Estranho estreia essa semana no circuito inaugurando a faceta mística do estúdio com Benedict Cumberbatch no papel de um neurocirurgião que sofre um acidente de carro e busca sua cura em forças místicas que acabam lhe conferindo poderes especiais. No elenco da produção figuram nomes como Tilda Swinton, Rachel McAdams, Chiwetel Ejiofor e Mads Mikkelsen. A Luz entre Oceanos Dir.: Derek Cianfrance Elenco: Michael Fassbender, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Marvel retorna aos cinemas com mais uma aposta no seu catálogo de personagens menos populares. <strong><em>Doutor Estranho </em></strong>estreia essa semana no circuito inaugurando a faceta mística do estúdio com Benedict Cumberbatch no papel de um neurocirurgião que sofre um acidente de carro e busca sua cura em forças místicas que acabam lhe conferindo poderes especiais. No elenco da produção figuram nomes como Tilda Swinton, Rachel McAdams, Chiwetel Ejiofor e Mads Mikkelsen.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/RTPoc_XkMjg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6877" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/ALuzEntreOceanos.jpg" alt="aluzentreoceanos" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Luz entre Oceanos</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dir.:</strong> Derek Cianfrance</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Elenco:</strong> Michael Fassbender, Alicia Vikander, Rachel Weisz</p>
<p>Um casal que acaba de perder seus filhos decide tomar como sua filha uma bebê que encontram à deriva em um barco no mar junto ao corpo de um homem. Os dois criam a menina mas acabam entrando em um dilema quando descobrem a origem da criança. <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-a-luz-entre-oceanos/">Leia a crítica do filme aqui</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jLVDdM83rS4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6878" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/13minutos.jpg" alt="13minutos" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>13 Minutos</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dir.:</strong> Olivier Hirschbiegel</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Elenco:</strong> Christian Friedel, Katharina Schuttler, Burghart Klaubner</p>
<p>O filme é um retorno de Hirschbiegel (<em>A Queda</em>) ao cinema alemão após tentativas fracassadas em Hollywood com <em>Invasores </em>e <em>Diana</em>. No longa, o diretor retorna a Alemanha nazista para contar a biografia de Georg Elser, o homem que tentou matar Adolf Hitler em 1939 colocando bombas no púlpito que o ditador pretendia discursar.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8SsIsCWXtV4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6879" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/cinema_novo.jpg" alt="cinema_novo" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Cinema Novo</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dir.:</strong> Eryk Rocha</p>
<p style="text-align: center;">Documentário</p>
<p>O documentário é um ensaio sobre o Cinema Novo, mais cultuado movimento cinematográfico brasileiro encabeçado por realizadores que levaram nosso cinema para todo o mundo como Glauber Rocha, Cacá Diegues e Nelson Pereira dos Santos. O filme é dirigido por Eryc Rocha, filho de Glauber, e foi premiado em Cannes esse ano.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Oj7NZp1WBVs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6880" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Indiganacao.jpg" alt="indiganacao" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Indignação</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dir.:</strong> James Schamus</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Elenco:</strong> Logan Lerman, Sarah Gadon, Tracy Letts</p>
<p>Baseado no romance de Philip Roth, o longa traz a história de um jovem judeu recém chegado na Universidade de Winesburg, Ohio. No local, o rapaz lida com o anti-semitismo e a repressão sexual até que conhece a filha de um ex-aluno da instituição e sua vida começa a mudar.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/utfiKaJzOJs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/doutor-estranho-e-o-destaque-entre-as-estreias-da-semana-confira-o-que-entra-em-cartaz-nos-cinemas/">Doutor Estranho é o destaque entre as estreias da semana. Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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