Julho é tempo de recesso, de curtir o friozinho do inverno brazuca e, claro, de colocar os seriados em dia! Mas, a quantidade de produção disponível em múltiplas plataformas pode acabar fazendo você gastar mais tempo escolhendo do que realizando a sua maratona, certo? Pensando nisso, o Coisa de Cinéfilo resolveu fazer dois especiais voltados para séries, um com as comédias mais bacanas e outro com os dramas.

Neste mês, o top 5 é com as produções cômicas mais legais da TV. Então, prepare sua pipoca e o controle/teclado, porque a seleção já está feita!


5 – The Good Place (2016-):

Imagine morrer e descobrir que existe um paraíso maravilhoso para todas as pessoas que foram boas durante a vida? Na série The Good Place este lugar é real e a protagonista, Eleanor (Kristen Bell), vai parar lá, mas por engano, pois ela foi uma péssima pessoa e não merecia ir para o lugar bom. Esta é apenas a premissa do seriado que consegue também trazer discussões filosóficas e até grandes autores da filosofia, um humor ácido afiado e um elenco entrosado que tem em suas criações detalhes que transformam as gags e as situações cômicas em ainda mais engraçadas. Toda piada tem múltiplas camadas e isto acontece por conta de Michael Schur (Parks and Recreations) e toda a sua equipe de roteiristas.


4 – Tapas e Beijos (2011-2015):

Em uma lista de comédias, não poderia faltar uma série brasileira, certo? Estrelada por Andrea Beltrão (Sueli) e Fernanda Torres (Fátima), a produção conta a história de duas vendedoras de vestidos de noivas e todas as peripécias que as duas enfrentam em busca de um amor, que parece nunca chegar. O destaque aqui é a construção da relação das duas personagens principais que estabelecem uma conexão forte desde o piloto e seguem assim até o último episódio. Esta qualidade é responsabilidade da equipe de roteiristas, por escreverem um texto que foi sempre fiel a personalidade de Sueli e Fátima e pelas duas intérpretes, que mantiveram suas construções firmes e coerentes.


3 – Modern Family (2009-):

Com um formato de Mocumentário, a série mostra o cotidiano de uma família não tão convencional. O público acompanha os filhos do patriarca Jay Pritchett (Ed O’Neill), os netos, os maridos e esposas etc. Dentro dessa lógica, o ponto alto da produção é a representatividade para os LGBTQ+, latinxs e, talvez, para as mulheres.  Algumas discussões mais profundas são postas em cena, mas o clima não chega ficar pesado, mesmo quando o seriado aborda questões um tanto triste da vida real. O jogo do humor com as histórias individuais e coletivas do grupo fazem com que Modern Family traga um grande prazer para o espectador.


2 – Seinfeld (1989-1998):

“Uma série sobre o nada”. Essa é a premissa de Seinfeld e, também,  a sua maior sacada. Acompanhando a rotina de quatro amigos, sob a perspectiva do protagonista que dá nome ao título, a história mostra eventos comuns e cotidianos. O toque especial é a personalidade um tanto atrapalhada das personagens, que acabam transformando situações aparentemente normais em caos, confusão e muitas risadas.


1 – Friends (1994-2004):

Divulgada pela Netflix como uma de suas séries mais assistidas no catálogo, Friends continua popular depois de quinze anos de seu encerramento. Contando a história de seis amigos que moram em Nova York e precisam lidar com as incertezas e dificuldades da vida adulta, o seriado trazia leveza e/ou graça para situações intensas como divórcio, perda do emprego, problemas financeiros, desilusões amorosas etc. A dinâmica entre o elenco é o ponto alto da produção. Em constante sintonia, todas as gags e piadas eram uma construção de todos que estavam em cena.

Pin It on Pinterest