Chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07 de novembro, a animação Link Perdido, que conta com Hugh Jackman (Logan), Zach Galifianakis (Se Beber, Não Case!), Zoe Saldana (Guardiões da Galáxia), Emma Thompson (Razão e Sensibilidade) e Timothy Olyphant (série Fargo) no elenco. O filme é uma aventura de descoberta de Sir Lionel Frost (Hugh Jackman), que se considera o melhor investigador de mitos e monstros do mundo. Ele recebe uma pista do paradeiro do Pé Grande e resolve ir atrás para garantir a descoberta e finalmente ser respeitado pelos colegas.

A história se desenvolve de maneira lenta no começo, especialmente para um filme de menos de 90 minutos. O espectador passa um bom período se questionando para onde a narrativa vai nos levar e em quais personagens precisamos focar energia. Isso poderia ser atenuado se o roteiro não passasse tanto tempo explicando coadjuvantes de pouca relevância.

Dito isso, um detalhe que me chamou a atenção é que a primeira metade de Link Perdido não tem personagem feminina. E essa energia masculina excessiva tem seu peso. É notório que depois que a personagem Adelina Fortnight (Zoe Saldana) surge, o fluxo da história soa muito mais natural e leve. Pena que a inserção foi tardia o suficiente para que o espectador não crie tanta simpatia por ela.

O ponto de destaque desta animação é o cuidado estético que ela possui. Seja no quesito arte, como no quesito diálogo e sonoplastia. Cada detalhe é cuidadosamente pensado e orquestrado para oferecer uma experiência visual única ao espectador. A minúcia das cenas é surpreendente, resultando em um projeto com forte potencial para indicação técnica no Oscar.

Link Perdido

O apreço pela estética, no entanto, não pode ser visto no desenvolvimento do roteiro como um todo. É divertido, suave e com uma história fofinha. Mas ele falha ao não se definir como um gênero específico. Seu protagonista fica passeando entre o excêntrico, o mulherengo e o bonzinho, sem nunca se assumir como nenhuma das opções.

O personagem mais interessante é, realmente, Mr Link (Zach Galifianakis), o tal Pé Grande. A personalidade literal dele nos oferece cenas com bom divertimento e risadas sinceras. Além disso, as principais cenas, como a luta na taverna, são realmente bem construídas.

Ainda assim, é um filme que fala sobre o sentimento de pertencimento a algum lugar. A necessidade de ter um vínculo, uma raiz com o local onde se mora. Além disso, como a amizade pode ser o caminho para criar essa história. É uma mensagem bonita e verdadeira, que traz ainda mais beleza para a trama.

Link Perdido é um filme para a família, com todas as nuances que isso pode representar. Tem entretenimento de qualidade para todas as idades, sem cair no excesso de piada sarcástica adulta e nem na infantilidade exagerada. Embora não seja uma grande produção, com certeza vai agradar às crianças, valendo uma boa sessão no fim de semana.

Direção: Chris Butler
Elenco: Hugh Jackman, Zach Galifianakis, Zoe Saldana, Emma Thompson, Timothy Olyphant

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