Crítica: Eu Só Posso Imaginar

O longa Eu Só Posso Imaginar conta a história de Bart Millard e a criação da música que intitula o filme. A canção, da banda cristã de rock MercyMe, teria inspirado milhares de pessoas ao redor do mundo.

Com presença forte de conteúdo religioso, o filme tenta ser um motivador para o espectador. Confesso que não conhecia a música, então talvez o longa tenha mais força para quem é familiar com o conteúdo. Ainda assim, a história como um todo é fácil de se identificar, criando um vínculo com o espectador de primeira.

Mesmo com um roteiro cheio de falhas, as atuações são razoáveis. Um destaque especial para Dennis Quaid que vive o pai perturbado e rancoroso do protagonista. Embora ele beire o exagero em muitos momentos, as cenas em que aparece são notavelmente melhores devido a força que ele aplica. O personagem principal também é bom, embora não seja excelente. Mas no contexto geral, o saldo de elenco é bem positivo.

O problema, no entanto, está no esforço em ser motivador. Na criação de uma lenda. Tudo poderia ter sido feito de uma forma mais natural e culpo, principalmente, os coadjuvantes da história. Pessoas ao redor do protagonista que ficam olhando para ele como se ele fosse sensacional, o escolhido e coisas do tipo. Seria muito mais interessante seguir o curso natural da história e deixar o espectador se emocionar efetivamente.

Eu Só Posso Imaginar não é um filme para desavisados que passam no cinema e escolhem um filme aleatoriamente. É preciso contexto para entender melhor o enredo e essa é uma das principais falhas do filme, já que ele não se basta sozinho. Muito é perdido ao longo do desenvolvimento da trama porque não há uma preocupação em incluir todos os espectadores.

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