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	<title>Arquivos Michelle Williams - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Michelle Williams - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Os Fabelmans</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 12:53:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta, de 2017, e Jogador Nº 1, de 2018) é um dos principais diretores atuantes no mercado cinematográfico hollywoodiano da atualidade. A carreira do diretor, produtor e roteirista estadunidense tem uma longa lista de sucessos de crítica e bilheteria que marcaram a história da sétima arte. No quesito indústria, as produções de Spielberg inovaram a forma de se fazer cinema. De Tubarão (1975) até West Side Story (2021), a carreira do diretor acompanhou diferentes [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-fabelmans/">Crítica: Os Fabelmans</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Steven Spielberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-post-a-guerra-secreta/"><i>The Post: A Guerra Secreta</i></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogador-no-1/"><i>Jogador Nº 1</i></a>, de 2018) é um dos principais diretores atuantes no mercado cinematográfico hollywoodiano da atualidade. A carreira do diretor, produtor e roteirista estadunidense tem uma longa lista de sucessos de crítica e bilheteria que marcaram a história da sétima arte. No quesito indústria, as produções de Spielberg inovaram a forma de se fazer cinema.</p>
<p>De <em>Tubarão</em> (1975) até <em>West Side Story</em> (2021), a carreira do diretor acompanhou diferentes gerações com obras fascinantes. Em 2022, no auge dos seus 76 anos, Spielberg entregou ao público um retrato sensível sobre a sua arte e a trajetória de vida que o levou até o lugar onde ele está.</p>
<p>O mais novo longa do diretor chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (12) como um dos favoritos para ser o principal vencedor da temporada de premiações de 2023. Na última terça (10), Steven Spielberg ganhou o Globo de Ouro de &#8220;Melhor Direção&#8221; e <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> ainda levou para casa o prêmio de &#8220;Melhor Filme de Drama&#8221;.</p>
<p>Ainda sem os anúncios do BAFTA e Oscar, a produção já acumula 112 indicações e 17 vitórias. Além das cinco indicações no Globo de Ouro, <b><i>Os Fabelmans</i></b> conseguiu duas nomeações no <em>SAG Awards</em> e foi o segundo mais indicado no <em>Critics Choice Awards</em>, concorrendo em 11 categorias.</p>
<p><strong><em>Os Fabelmans </em></strong>traz aos fãs do diretor um cinema que há muito não se via. O fundador e sócio da produtora <em>Amblin Entertainment</em> retorna às suas origens (literal e figurativamente) para dividir com o mundo uma narrativa inspirada em sua vida. O longa-metragem descreve a jornada de um garoto que sempre sonhou em fazer parte da magia do cinema.</p>
<figure id="attachment_16325" aria-describedby="caption-attachment-16325" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16325" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-750x500.jpg" alt="Os Fabelmans (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-2048x1366.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-1400x934.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16325" class="wp-caption-text">Paul Dano, Mateo Zoryan Francis-DeFord e Michelle Williams em cena de Os Fabelmans (2022)</figcaption></figure>
<p>Como a vida e arte se entrelaçam, o desejo de fazer filmes se confunde aos dilemas infantis, juvenis e adultos do personagem que representa o diretor em <b><i>Os Fabelmans</i></b>. É fascinante como o roteiro de Spielberg, em parceria com Tony Kushner (<em>Munique</em>, de 2005, e <em>Lincoln</em>, de 2012), consegue conduzir o público por uma história tão cheia de sensibilidade e simplicidade.</p>
<p>A parceria de longa data entre Steven e Kushner entrega um trabalho primoroso sobre o desejo de fazer cinema. A força motriz representada na narrativa pode ser sentida pelo público durante a sessão. Apesar da duração ser extensa, os 151 minutos passam sem que sejam sentidos. O espectador é tão bem conduzido pelo sonho do jovem diretor que as únicas reações possíveis durante a sessão são gargalhadas e lágrimas. A nostalgia, o cuidado e a sensibilidade do que estava sendo composto em cena são os maiores méritos de <strong><em>Os Fabelmans</em></strong>.</p>
<p>O resultado emocionante e poderoso de <b><i>Os Fabelmans</i></b> deve-se, também, ao elenco. Encabeçada por Michelle Williams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-depois-do-casamento/"><em>Depois do Casamento</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom-tempo-de-carnificina/"><em>Venom: Tempo de Carnificina</em></a>, de 2021) e Paul Dano (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-okja/"><em>Okja</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman/"><em>Batman</em></a>, de 2021), a família Fabelman encanta o público num piscar de olhos. Além das poderosas cenas do casal &#8211; dando um destaque ainda maior para as nuances maravilhosamente desenvolvidas por Michelle -, o jovem ator que faz a versão mais velha do personagem principal também precisa ser parabenizado.</p>
<p>Gabriel LaBelle (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-predador/"><em>O Predador</em></a>, de 2018) foi a escolha perfeita para representar Spielberg em <strong><em>Os Fabelmans</em></strong>. O ator é o responsável não apenas por encarnar um dos maiores diretores das últimas décadas, mas por equilibrar as tensões vividas por seu personagem. O equilíbrio que Gabriel traz para o caos da família através de sua arte sensível é poderoso e emocionante.</p>
<p>Como pode-se ver pelo elenco, Spielberg costuma reunir os maiores nomes da indústria e a parte técnica não poderia ser diferente. A fotografia de <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é algo que vale a pena destacar e apreciar. O trabalho do colaborador de longa data de Steven, Janusz Kamiński (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ponte-de-espioes/"><em>Ponte dos Espiões</em></a>, de 2015, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-bom-gigante-amigo/"><em>O Bom Gigante Amigo</em></a>, de 2016), torna a história ainda mais potente e tocante.</p>
<figure id="attachment_16327" aria-describedby="caption-attachment-16327" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-16327" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1.jpg" alt="Os Fabelmans (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16327" class="wp-caption-text">Mateo Zoryan Francis-DeFord em Os Fabelmans (2022)</figcaption></figure>
<p>A brincadeira feita em <b><i>Os Fabelmans</i></b> de falar da criação de imagens a partir do que seriam imagens amadoras é genial. O diretor de fotografia constrói belas cenas e não poderia ter sido uma escolha melhor para potencializar a produção &#8211; principalmente ao considerar que Kamiński e Spielberg trabalham juntos desde 1993.</p>
<p>Outro antigo colaborador do diretor que está em <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é o editor Michael Kahn. Desde o início da parceria entre Kahn e Steven, que começou em 1977, o editor não trabalhou com o diretor em apenas um de seus projetos: <em>E.T. O Extra Terrestre</em> (1982). Em meio a tantas colaborações, Kahn ganhou três Oscar trabalhando com Spielberg: <i>Indiana Jones: Os Caçadores da Arca Perdida</i> (1981), <i>A Lista de Schindler (</i>1993) e <i>O Resgate do Soldado Ryan</i> (1995).</p>
<p><strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é o melhor trabalho de Steven Spielberg dos últimos 10 anos. É claro que fazer um filme sobre a sétima arte tem um apelo para a indústria, crítica e cinéfilos, mas o diretor não estava tentando agradar esse pessoal. Fica evidente durante a sessão que Spielberg fez esse filme para ele mesmo. Para que ele pudesse ser o contador de sua história &#8211; história essa que, em muitos momentos, se confunde com a do cinema hollywoodiano.</p>
<p>Essa paixão é nítida no texto, na direção, no elenco e em cada departamento do projeto. Não há nada que fuja do equilíbrio dessa trajetória emotiva em busca da realização de um sonho. E é isso faz de <b><i>Os Fabelmans</i></b> uma produção capaz de encantar o espectador e tornar o assistir ainda mais especial.</p>
<p>E é a partir dessa lógica de desejos que o filme se encerra e faz o público querer mais. <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é um espetáculo de arte, emoção e sensibilidade. Não é à toa que a produção é uma das mais cotadas para ganhar o maior prêmio do cinema. Mesmo sem o anúncio oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, é possível apostar que o longa (quase) autobiográfico de Spielberg deva concorrer em, ao menos, 7 categorias. Dentre elas, &#8220;Melhor Direção&#8221; e &#8220;Melhor Filme&#8221;, os quais têm fortes chances de levar o Oscar para casa. Assim, o artista estadunidense que tanto sonhou em fazer cinema mostra que sonhos não apenas podem virar realidade, como são transformadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steven Spielberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gabriel LaBelle, Michelle Williams, Paul Dano, Seth Rogen e Judd Hirsch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/J-mBTEQ-uJU?si=W9H2yIPJrsYcZ-nG" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial: A Cronologia da Franquia Halloween</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 18:35:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A estreia de Halloween Ends tem dividido opiniões desde sua chegada aos cinemas brasileiros, no dia 13 deste mês. Apesar das ponderações sobre o rumo do terceiro filme da nova trilogia, é inevitável perceber a comoção causada pelo que parece ser o encerramento definitivo do embate entre Laurie Strode e Michael Myers. A história criada pelo diretor David Gordon Green (O Que Te Faz Mais Forte, de 2018) e roteirista Danny McBride (A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-cronologia-halloween/">Especial: A Cronologia da Franquia Halloween</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A estreia de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween-ends/"><em><strong>Halloween Ends</strong></em></a> tem dividido opiniões desde sua chegada aos cinemas brasileiros, no dia 13 deste mês. Apesar das ponderações sobre o rumo do terceiro filme da nova trilogia, é inevitável perceber a comoção causada pelo que parece ser o encerramento definitivo do embate entre Laurie Strode e Michael Myers. A história criada pelo diretor David Gordon Green (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-que-te-faz-mais-forte/"><em>O Que Te Faz Mais Forte</em></a>, de 2018) e roteirista Danny McBride (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas/"><i>A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas</i></a>, de 2021) encerra a jornada que deu continuidade ao filme de John Carpenter, lançado em 1978.</p>
<p>Tanto o sucesso de <strong><em>Halloween Ends</em></strong> como as críticas ferrenhas ao longa-metragem vêm de um histórico de mais de quatro décadas de apreciação e falhas. O fã da franquia <strong><em>Halloween</em></strong> já passou por inúmeros altos e baixos ao longo desses 44 anos de lançamentos. Em seus 13 longas &#8211; sendo um deles totalmente desconectado da figura de Myers -, a franquia de terror segue diversos caminhos cronológicos para construir diferentes possibilidades narrativas. E, em meio a esses caminhos, nem todas as produções trouxeram os melhores resultados ao espectador.</p>
<p>Para entender o histórico de derrapadas da franquia e, consequentemente, os dois lados da equação sobre o encerramento da trilogia criada por Green e McBride, a equipe do Coisa de Cinéfilo resolveu descrever as diferentes linhas cronológicas que compuseram essas quatro décadas de história no cinema de terror. As cronologias podem ser divididas em cinco linhas narrativas distintas que se iniciam com o filme antológico de Carpenter e Debra Hill e (por ora) se encerra com o mais novo filme de Michael, que está em cartaz nos cinemas brasileiros.</p>
<figure id="attachment_16031" aria-describedby="caption-attachment-16031" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16031" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-750x500.jpg" alt="Halloween: A Noite do Terror (1978)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1.jpg 1350w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16031" class="wp-caption-text">Jamie Lee Curtis e Nick Castle em cena de &#8220;Halloween: A Noite do Terror&#8221; (1978)</figcaption></figure>
<h3><strong>O início do mito sobre o Bicho-Papão<br />
</strong></h3>
<p>A primeira linha cronológica é a com maior número de longas e, de longe, é a que mais se definhou com o passar do tempo. Tendo tido quase 20 anos de continuidade, a linha narrativa traz Laurie como a irmã mais nova de Myers que teve uma filha, Jamie, e a deu para adoção, na tentativa de salvar a vida da criança. A história se degrada de tal forma que sai de um Michael que é misterioso, indescritível e maligno para uma Figura imortal com uma fixação em matar irmãs e suas proles, com o apoio de um culto. Esse é um breve resumo do que aconteceu com o projeto de Carpenter e Hill ao longo desses primeiros 17 anos.</p>
<p>Apesar de altamente criticado pelo próprio diretor e co-roteirista, <strong><em>Halloween II:O Pesadelo Continua!</em></strong> (1981) ainda tem uma coerência estética e narrativa, mesmo sendo menos poderoso e aterrador que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-halloween-a-noite-do-terror/"><strong><em>Halloween: A Noite do Terror</em></strong></a> (1978). Ainda que tenha falhas, a existência do confronto direto entre Laurie e Michael é o que dá sentido à existência da franquia &#8211; coisa que é replicada nas outras linhas. A escolha, porém, de justificar a perseguição que Michael faz à <em>scream queen</em> nº1 é um dos maiores problemas da trama. Desmistificando a lenda do horror que a Figura foi em 1978, a franquia começa a sangrar sem parar.</p>
<p>De <em><strong>Halloween 4: O Retorno de Michael Myers</strong></em> (1988) até <strong><em>Halloween 6: A Última Vingança</em></strong> (1995), os produtores não conseguem o retorno de Jamie Lee e decidem substituir Laurie por sua filha. Sem o mesmo carisma e apelo aos fãs, os três últimos filmes desta linha fizeram parte do público perder, aos poucos, o interesse pelas novas matanças do Bicho-Papão. Além de Michael, a única ligação direta com os dois primeiros filmes é a presença de Dr. Loomis. E, nessa busca pelo paciente que ele alega ser o mal encarnado, o personagem eternizado por Donald Pleasence se torna cada vez mais consumido pela loucura.</p>
<p>Numa derrocada sem fim, <em><strong>Halloween 4</strong></em> e <em><strong>Halloween 5: A Vingança de Michael Myers</strong></em> (1989) tentam levantar a história com uma trama um pouco mais densa do que o último capítulo, mas sem sucesso. Os dois roteiros seguiram caminhos confusos entre si com uma Jamie ora traumatizada, ora seguindo os passos do tio. O resultado infrutífero dessas duas sequências ecoaram em <strong><em>Halloween 6</em></strong>. O último longa desta cronologia termina a jornada numa nota amarga e completamente esquecível com um dos piores filmes já feitos sobre o ícone <em>slasher</em>.</p>
<figure id="attachment_16033" aria-describedby="caption-attachment-16033" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-750x500.jpg" alt="Halloween 4: O Retorno de Michael Myers (1988)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1.jpg 1020w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16033" class="wp-caption-text">Danielle Harris em cena de &#8220;Halloween 4: O Retorno de Michael Myers&#8221; (1988)</figcaption></figure>
<h3><strong>Sem Michael, sem sucesso</strong></h3>
<p>A segunda linha narrativa da franquia <strong><em>Halloween</em></strong> só está dentro da franquia por conta do nome. <strong><em>Halloween III: A Noite das Bruxas</em></strong> (1982) coloca a Figura de lado e decide investir numa nova história. Apesar da ideia de trabalhar um dos principais símbolos do Mês das Bruxas, o terceiro filme da franquia é raso. A produção se arrasta e só é suportável por conta do esforço de Tom Atkins (<em>A Bruma Assassina</em>, de 1980, e <em>Fuga de Nova York</em>, de 1981), o qual não é suficiente para salvar a entediante produção.</p>
<p>A ineficiência de <em><strong>Halloween III</strong></em> não agradou os fãs que, como esperado, já não estavam contentes pela ausência de Laurie e Michael. A história das máscaras amaldiçoadas por bruxas existe apenas no imaginário dos aficionados pela franquia. Apesar da falta de interesse do público pelo longa, as máscaras utilizadas nele se tornaram um <em>easter eggs</em> presentes na franquia, como na brutal cena do parque de <strong><em>Halloween Kills: O Terror Continua</em></strong> (2021). Com o fracasso do longa, o grupo que detinha os direitos da franquia penaram por seis anos antes que conseguissem trazer outra vez o Bicho-Papão às telonas.</p>
<h3><strong>A volta de Jamie Lee</strong></h3>
<p>Três anos após o fracasso de <strong><em>A Última Vingança</em></strong>, os produtores da franquia perceberam que a solução para um novo <em><strong>Halloween</strong></em> seria retornar às origens e colocar a <em>scream queen</em> frente a frente com seu irmão assassino outra vez. Assim surgiu a ideia de <strong><em>Halloween H20: 20 Anos Depois</em></strong> (1998), o filme de aniversário da franquia que marca o retorno de Jamie Lee Curtis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo/"><em>Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</em></a>, de 2021) ao papel que propulsionou sua carreira.</p>
<p>Para que a nova história tivesse força e sentido, a produção escolheu ignorar as sequências que vieram depois de <em><strong>Halloween II</strong></em>. Ou seja, <strong><em>Halloween H20</em></strong> funciona como a primeira <em>requel</em> (filme que recomeça a linha temporal de uma saga ao mesmo tempo que continua a narrativa a partir de algum dos longas anteriores) da franquia. Neste caso, os filmes lançados de 1988 até 1995 se tornaram coisa do passado e o público foi conduzido por uma Laurie ainda traumatizada, que fugiu e mudou de nome para reconstruir sua vida.</p>
<figure id="attachment_16037" aria-describedby="caption-attachment-16037" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16037" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-750x500.jpg" alt="Halloween H20: 20 Anos Depois (1998)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1.jpg 1095w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16037" class="wp-caption-text">Jamie Lee Curtis em cena de &#8220;Halloween H20: 20 Anos Depois&#8221; (1998)</figcaption></figure>
<p>Com participações especiais como da mãe de Jamie Lee, a eterna Marion Crane de <em>Psicose </em>(1960), Janet Leigh não é o único rosto conhecido de Hollywood que pode ser visto no longa. Josh Hartnett (<em>Penny Dreadful</em>, de 2014 a 2016), Michelle Williams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-depois-do-casamento/"><em>Depois do Casamento</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom-tempo-de-carnificina/"><em>Venom: Tempo de Carnificina</em></a>, de 2021) e Joseph Gordon-Levitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>, de 2020) são alguns nomes no início de suas carreiras que trazem sangue novo à franquia. Com esse elenco de peso somado ao novo caminho narrativo, sem as limitações dos anteriores, <strong><em>Halloween H20</em></strong> prosperou.</p>
<p>Como o filme recuperou o vigor da franquia, a máquina de dinheiro hollywoodiana não perderia a oportunidade de replicar o sucesso outra vez. Quatro anos após o lançamento de <strong><em>Halloween H20</em></strong>, chegou aos cinemas <strong><em>Halloween: Ressurreição</em></strong> (2002), o pior filme da franquia já feito. A produção falta sentido, bom gosto e uma história digna do Bicho-Papão &#8211; mesmo quando comparado ao terror criativo que é <strong><em>Halloween 6</em></strong>. Aqui a franquia perde Laurie mais uma vez e as matanças de Michael Myers se tornam parte de um <em>reality show</em> de má qualidade.</p>
<h3><strong>A Figura à la Zombie</strong></h3>
<p>Por conta do fracasso na bilheteria, crítica e entre os fãs, <strong><em>Ressurreição</em></strong> foi o último filme sobre Myers por alguns anos. Em 2007, o músico, produtor, roteirista e diretor de terror, Rob Zombie (<em>31</em>, de 2016, e <em>Os 3 Infernais</em>, de 2019), trouxe uma versão sua da história que deu origem ao <em>slasher</em>. <strong><em>Halloween: O Início</em></strong> é o <em>remake</em> que descreve a mesma história vista em 1978, só que de forma mais visceral &#8211; característica marcante do cinema de Zombie. No longa, o excesso é a palavra de ordem. Seja nas mortes mais brutais, nas atuações exageradas (em especial no novo Dr. Loomis, interpretado por Malcolm McDowell) ou na violência gráfica e verbal levada a última potência, o <em>remake</em> de <em><strong>Halloween</strong></em> se destaca pelo oposto da sutileza de Carpenter.</p>
<p>Tendo sido seguido por uma sequência, a quarta cronologia da franquia se encerra com uma continuação que extrapola &#8211; em todos os sentidos &#8211; tudo o que se sabia sobre a franquia. Zombie decide ir além, criando um pano de fundo sobrenatural para as ações de Michael. Esse teor fantasmagórico é o <em>plot</em> de <em><strong>H2: Halloween 2</strong></em> (2009) que envolve o espírito da mãe de Myers comandando as ações homicidas dele na expectativa de reunir a família outra vez &#8211; uma vez que Laurie também é irmã da Figura nesta cronologia.</p>
<p>A violência se eleva ainda mais na continuação, tornando algumas cenas insustentáveis de se assistir. É como se o objetivo do diretor e roteirista fosse enjoar o público com uma narrativa excessiva. Esse é o efeito de Rob Zombie. Criar imagens tão grotescas da Figura que, em alguns momentos, a única solução para o filme parece ser largá-lo pela metade. Com o teor sobrenatural, o projeto não foi amplamente recebido pelos fãs e foi fortemente atacado pela crítica.</p>
<figure id="attachment_16038" aria-describedby="caption-attachment-16038" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16038" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-750x500.jpg" alt="Halloween: O Início (2007)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-610x406.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3.jpg 1199w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16038" class="wp-caption-text">Daeg Faerch e Hanna Hall em cena de &#8220;Halloween: O Início&#8221; (2007)</figcaption></figure>
<h3><strong>A trilogia do fim</strong></h3>
<p>Outro resultado do efeito Zombie foi o tempo que precisou ficar afastado da franquia. Desde o lançamento em 1978, o público nunca ficou tantos anos sem um novo capítulo da história da Figura. O nome Michael Myers ficou longe das telas de cinema por 9 anos até que, em outubro de 2018, Green e McBride trouxeram o Bicho-Papão de volta para uma última rodada de sustos. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/"><em><strong>Halloween</strong></em></a> (2018) marcou o começo do que parecia ser uma próspera e marcante jornada na história da franquia.</p>
<p>A quinta e última linha cronológica também contém quatro produções e é a mais atual, tendo <em><strong>Halloween: A Noite do Terror</strong></em> como seu pontapé inicial. No entanto, assim como fez <strong><em>Halloween H20</em></strong>, a versão de 2018 também funciona como um <em>requel</em>, ignorando todas as produções que aconteceram de 1981 a 2009. Assim, Green e McBride construíram sua trilogia de aniversário (que foi iniciada 40 anos depois do primeiro filme) a partir de uma narrativa de traumas e reminiscências deixadas por essas feridas do passado.</p>
<p>Ainda que <strong><em>Halloween Kills</em></strong> e <strong><em>Halloween Ends</em></strong> sejam criticados por parte da crítica e dos fãs, eles fazem parte da melhor renovação e expansão já feita para a franquia. A nova trilogia consegue absorver a atmosfera do que foi o longa de Carpenter e tenta levar essa aura consigo até o final. Mesmo com alguns percalços narrativos &#8211; em especial com uma extensão da história maior do que talvez ela suportasse &#8211; o trabalho de David Gordon Green e Danny McBride leva o espectador ao momento mais aguardado nesses 44 anos que é a conclusão do embate entre o bem e o mal.</p>
<p>Com direito a uma cena de luta cheia de emoção e tensão, a conclusão da história da dupla Laurie e Michael é satisfatória e deixará saudade nos fãs. É inevitável lembrar de algumas escolhas ainda nubladas de <strong><em>Halloween Ends</em></strong>, mas os desdobramentos de <strong><em>Halloween Kills</em></strong> já soam mais coerentes do que quando foram lançados. Talvez essa trilogia precise de mais tempo para ser abraçada &#8211; ainda que com seus deslizes. No entanto, a pergunta que ressoa é: por quanto tempo deixarão a Figura morta e enterrada? Talvez a jornada de terror de Michael Myers não tenha tido seu fim definitivo, mas só o tempo &#8211; e os desejos financeiros de Hollywood &#8211; dirá.</p>
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		<title>Crítica: Venom &#8211; Tempo de Carnificina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Oct 2021 19:46:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 07, o longa Venom – Tempo de Carnificina, sequência daquele lançado em 2018. Com Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria) novamente na pele de Eddie Brock, assistimos aqui os desdobramentos da convivência “harmoniosa” entre ele e o simbionte Venom, que tenta a todo momento levá-lo ao extremo de matar pessoas ou mesmo agredi-las. Particularmente, não fui uma espectadora que gostou do primeiro filme. Caótico demais e sem um roteiro bem fundamentado, o primeiro capítulo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 07, o longa <strong><em>Venom – Tempo de Carnificina</em></strong>, sequência daquele lançado em 2018. Com Tom Hardy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mad-max-estrada-da-furia/"><em>Mad Max: Estrada da Fúria</em></a>) novamente na pele de Eddie Brock, assistimos aqui os desdobramentos da convivência “harmoniosa” entre ele e o simbionte Venom, que tenta a todo momento levá-lo ao extremo de matar pessoas ou mesmo agredi-las.</p>
<p>Particularmente, não fui uma espectadora que gostou do primeiro filme. Caótico demais e sem um roteiro bem fundamentado, o primeiro capítulo não deixou vontade de dar continuidade à história e até um sentimento de frustração. Se levava a sério demais, quando o personagem exigia o completo oposto.</p>
<p>Aqui em <strong><em>Venom – Tempo de Carnificina</em></strong> este problema é sanado rapidamente. Extremamente divertido e despretensioso, o filme desenvolve uma narrativa que envolve o espectador com facilidade, até mesmo aquele que não conferiu o primeiro episódio da história. Eddie tem a chance de entrevistar o grande serial killer Cletus Kasady (Woody Harrelson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-zumbilandia-atire-duas-vezes/"><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em></a>)e isso acaba alavancando a sua carreira. No entanto, a situação acaba induzindo ainda mais o assassino ao corredor da morte.</p>
<p>A partir daí, o longa toma o caminho da vingança, nos apresentando ainda ao surgimento de Carnificina, mais um simbionte que se conecta justamente em Cletus. O roteiro vai traçando os dois caminhos principais: o de Eddie completamente atrapalhado com Venom e o de Cletus se afeiçoando a todas as possibilidades que Carnificina oferece.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14605" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Venom - Tempo de Carnificina" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os melhores momentos do filme são, definitivamente, a interação de protagonista e simbionte. Uma vez que o roteiro (que conta com Tom Hardy na assinatura) assumiu que a leveza é o melhor caminho, a narrativa se tornou muito mais atraente e interessante. O público se diverte com a tentativa de controle constante entre um e outro.</p>
<p>O que falta em qualidade, no entanto, é o desenvolvimento do vilão. Ele não inflige tanto medo quanto deveria ou como é naturalmente apresentado nos quadrinhos. Falta foco e força na presença de Carnificina. Atribuo isso, inclusive, a outro problema do filme que é o tempo de duração. Pouco menos de 100 minutos não é o suficiente para desenvolver algumas subtramas e o sentimento que fica no espectador é que poderia ver mais daquelas dinâmicas.</p>
<p>Ainda que tenha alguns problemas e não possa ocupar o lugar de grande filme, <strong><em>Venom – Tempo de Carnificina</em></strong> acerta bastante ao se levar menos a sério. Mais divertido que o primeiro, o roteiro ainda é muito mais coerente e preciso. A conexão da cena pós-crédito com o universo do Homem-Aranha instiga, de fato, o espectador a querer acompanhar mais deste personagem tão caótico e tão bem interpretado por Tom Hardy.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andy Serkis</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Hardy, Stephen Graham, Woody Harrelson, Michelle Williams, Naomie Harris, Reid Scott, Sean Delaney</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kENhnY34wlg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Depois do Casamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2019 18:26:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Abby Quinn]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será que podemos ou devemos ser eternamente punidos por decisões não tão inteligentes ou erradas que tomamos no passado? Com esse questionamento em mente, o roteiro de Depois do Casamento começa a se desdobrar com a história de Isabel (Michelle Williams, Manchester à Beira-Mar) a diretora de um orfanato na Índia que precisa viajar para Nova York e conhecer um potencial investidor que doará uma grande quantia de dinheiro para sua caridade. Um pouco a contragosto de sair daquele ambiente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Será que podemos ou devemos ser eternamente punidos por decisões não tão inteligentes ou erradas que tomamos no passado? Com esse questionamento em mente, o roteiro de <em><strong>Depois do Casamento</strong> </em>começa a se desdobrar com a história de Isabel (Michelle Williams, <em>Manchester à Beira-Mar</em>) a diretora de um orfanato na Índia que precisa viajar para Nova York e conhecer um potencial investidor que doará uma grande quantia de dinheiro para sua caridade. Um pouco a contragosto de sair daquele ambiente que considera lar, ela vai até a Big Apple e se encontra com Theresa (Julianne Moore, <em>Para Sempre Alice</em>), uma mulher agitada e focada em dinheiro, completamente o oposto de sua personalidade.</p>
<p>O filme causa certa ansiedade no começo, quando o espectador começa a sentir uma tensão no ar com a chegada de Isabel em Nova York e o repentino convite feito por Theresa para que ela participe do casamento de sua filha mais velha. Mas isso não se propaga pelo restante do longa. Anida que tenha uma narrativa interessante, o ritmo é o maior problema de <em><strong>Depois do Casamento</strong></em>. A história vai e vem no sentido de ápice, sem permitir que o espectador &#8220;curta&#8221; plenamente as emoções que são propostas em cena.</p>
<p>A ideia da dualidade de mulheres com personalidades completamente opostas se vinculando por um bem comum me soa muito previsível, do ponto de vista de arco narrativo. Isabel é calma, focada em energias, caridosa e desapegada dos bens materiais. Já Theresa é consumista, agitada, poderosa, mandona e muito rica. Tem uma forte relação com dinheiro. que é exaustivamente exposta no longa. Falta, talvez, sutileza nas tentativas de criar um drama mais pesado, especialmente com a analogia do ninho.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11317" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5660703.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5660703.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5660703.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5660703.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O pico do filme, como se poderia esperar, são as atuações. Não há um momento em que Julianne e Michelle apareçam em que não estejam maravilhosamente bem. Elas encarnam as personagens como ninguém e nos envolvem em cada tomada de cena. Não há como não se vincular à personagem de Moore chorando desesperadamente no chão. Enquanto isso, Williams é uma completa confusão controlada de emoções. Para além delas, o ótimo Billy Crudup (<em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados</em>) no papel do marido de Theresa e elo inicial que vincula as duas protagonista e a a novata Abby Quinn (série <em>Black Mirror</em>) que personificou um jovem adulta afetuosa e desesperada com a enxurrada de informações que vai adquirindo com a chegada de uma estranha.</p>
<p>O <em>plot twist</em> da trama, se é que podemos chamar desta forma, é deveras previsível. Sentimos desde o começo que há um objetivo por trás das ações dos personagens e soa desencorajador quando descobrimos a real motivação. Além disso, alguns fios vão ficando soltos ao longo da história. O que não leva a prejudicar 100% a narrativa, mas mostram a perda de potencial do projeto. O diretor Bart Freundlich (série <em>Californication</em>), que é marido de Julianne Moore, tem até uma boa intenção e um elenco fantástico na mão, mas a execução final deixa um pouco a desejar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Bart Freundlich<br />
<strong>Elenco:</strong> Michelle Williams, Julianne Moore, Billy Crudup, Abby Quinn</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PzAGq0AB97A" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Venom</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Oct 2018 21:48:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Williams]]></category>
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		<category><![CDATA[Venom]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de tanta expectativa construída para o bem ou para o mal, chega aos cinemas a primeira (e última?) incursão da Sony na construção de um universo próprio com vilões do Homem-Aranha a partir de personagens que ainda estão sob os direitos do estúdio. Venom traz para o público o famoso vilão do Homem-Aranha, visto em Homem-Aranha 3 de 2007, interpretado agora por Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria e O Regresso), ator cujo empenho em cena parece sempre acima de qualquer suspeita. O projeto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Depois de tanta expectativa construída para o bem ou para o mal, chega aos cinemas a primeira (e última?) incursão da Sony na construção de um universo próprio com vilões do Homem-Aranha a partir de personagens que ainda estão sob os direitos do estúdio. <i><b>Venom</b> </i>traz para o público o famoso vilão do Homem-Aranha, visto em <i>Homem-Aranha 3</i> de 2007, interpretado agora por Tom Hardy (<i>Mad Max: Estrada da Fúria </i>e <i>O Regresso</i>), ator cujo empenho em cena parece sempre acima de qualquer suspeita. O projeto sempre foi cercado por muitos receios que incluem a iniciativa de uma aventura solo com um vilão sem o seu principal oponente, a péssima impressão dos materiais de divulgação e as notícias sobre refilmagens, seguidas de uma diminuição da recomendação etária do filme quando a promessa era de muita violência na tela (receio de perder dinheiro num projeto aparentemente fadado ao risco nas bilheterias?).</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Já no circuito, o que pode ser dito de <i>Venom </i>é que ele é um filme cheio de problemas sim, o que não significa que seja algo passível de ser classificado como &#8220;inassistível&#8221; por seu resultado. <i>Venom </i>derrapa em elementos que eram previsíveis, dadas outras incursões semelhantes em épocas passadas &#8211; <i>Esquadrão Suicida </i>ou <i>Malévola</i> me vêm na mente como longas protagonizados por vilões que no fim das contas se tornam heróis. No filme, Hardy interpreta o jornalista Eddie Brock, um sujeito que não mede esforços para violar códigos de ética na busca por uma matéria. Na investigação de um caso envolvendo testes científicos em cobaias humanas, Brock acaba hospedando em seu corpo uma forma de vida alienígena chamada Venom que a todo momento entra em conflito com ele no controle das suas ações.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9419" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Venom_.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No lugar de investir naquilo que se esperava e no que era a promessa do projeto, a possessão do corpo de Brock pela criatura e o conflito dele com ela, <i>Venom </i>transforma o seu protagonista num autêntico herói (e não antiherói) que salva sua cidade e o mundo de uma criatura ainda mais poderosa, perdendo a oportunidade de conferir uma singularidade ao projeto (afinal de contas, para que fazer um filme com um vilão se você o insere numa clássica estrutura narrativa de longas de super-heróis?). O filme não explora um possível flerte com o cinema de horror, tornando as ações e a aparição de Venom algo completamente genérico. O conflito entre Brock e a criatura é igualmente pedestre e soa estranho. Nos momentos em que esta dinâmica pretende gerar algum efeito de humor, soa completamente indiferente à plateia, e quando deveria ter um tom mais dramático acaba proporcionando risos involuntários.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>À espera de algo como <i>O Médico e o Monstro</i>, clássico de Robert Louis Stevenson, o público irá se deparar com um improviso. <i>Venom </i>é um filme protagonizado pelo vilão de um dos personagens mais conhecidos e amados pelos fãs dos quadrinhos, sendo o que restava para a Sony como forma de lucrar em cima desse universo já que o Homem-Aranha está na Marvel Studios num contrato de quatro produções. No entanto, não deixa de ser decepcionante perceber que os realizadores por trás de <i>Venom</i> não pensaram em criar formas de trabalhar com o que tinham, adaptando o material às adversidades e aos desafios de se fazer um filme sem o antagonista central do seu personagem.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Venom</i>, a Sony (e não Ruben Fleischer, porque nos casos desses grandes projetos o diretor nunca é o principal culpado) perdeu a oportunidade de fazer um filme que se assumisse como longa de horror. A Sony perdeu também a oportunidade de esgarçar conflitos psicológicos mais densos no duelo de personalidades Brock-Venom e no seu lugar entrega algo completamente superficial e desinteressante. Uma grande perda de tempo para os envolvidos &#8211; sobretudo Fleischer e Tom Hardy &#8211;  e para o público também, que não terá um filme completamente execrável, mas dos mais relaxados.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/NPsB0txsa7U" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Sexy por Acidente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jun 2018 18:16:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Schumer]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Williams]]></category>
		<category><![CDATA[Sexy por Acidente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia nesta semana o filme Sexy por Acidente, uma comédia estrelada por Amy Schumer. O longa traz a história de Renee, uma jovem que está fora dos padrões de beleza e se sente muito mal por isso, interferindo na sua vida pessoal, amorosa, profissional, etc. Ela se acha efetivamente feia e sonha com a possibilidade de ser bonita, acreditando que sua vida seria muito mais simples se isso acontecesse. Depois de um acidente na academia, ela acaba se enxergando linda, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia nesta semana o filme <em>Sexy por Acidente</em>, uma comédia estrelada por Amy Schumer. O longa traz a história de Renee, uma jovem que está fora dos padrões de beleza e se sente muito mal por isso, interferindo na sua vida pessoal, amorosa, profissional, etc. Ela se acha efetivamente feia e sonha com a possibilidade de ser bonita, acreditando que sua vida seria muito mais simples se isso acontecesse. Depois de um acidente na academia, ela acaba se enxergando linda, mesmo sem nenhuma mudança física.</p>
<p>A proposta da película é bem interessante, já que propõe uma percepção do mundo feminino e como a autoestima é abalada todos os dias com os ditames da beleza considerada perfeita. Amy faz isso de uma maneira bem escrachada e exagerada, mas acredito que cumpre o objetivo de forçar a reflexão sobre o assunto. Algumas cenas chegam a incomodar e é justamente esse incômodo que nos coloca para pensar.</p>
<p>O filme traz uma reflexão importante sobre as percepções que nós, mulheres, temos de nós mesmas e como deixamos a sociedade do consumo e a ditadura de beleza domar nossas vidas. É doloroso não amar o próprio corpo e isso interfere não apenas na nossa autoestima como mulher, mas como profissional, como mãe, como cidadã, etc. E o longa expõe isso sem medo e sem maquiagem. De uma forma bem clara e objetiva, ele evidencia como uma mulher pode ficar transtornada quando é engolida por tudo isso.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9073" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/4977189.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>O que pesa, no entanto, é o exagero em muitos momentos e a maneira como certas ocasiões são impostas. Na tentativa de mostrar muitas vertentes, o roteiro acaba caindo em vários clichês e pecando pelo excesso e esforço em ser reflexivo. Se entendido como uma sátira, o filme perde um pouco desses problemas. Mas é inegável que eles existem. Inclusive, com o objetivo de mostrar a dualidade entre o que é real e o que se espera de uma mulher, alguns clichês preconceituosos acabam acontecendo e isso coloca o filme num lugar péssimo. Coisas como o cara que se apaixona por ela ser bonito, mas nem tanto. Detalhes como esses que faz a diferença de um ponto negativo.</p>
<p>Temos, no entanto, gratas surpresas com a participação de Michelle Williams. Ela traz uma personagem completamente distinta do que costuma interpretar nos filmes e acaba sendo hilária. Tudo isso casa muito bem com o restante do elenco, que tem muito equilíbrio e coerência. Um ponto realmente positivo para o longa como um todo.</p>
<p>De maneira geral, o saldo de <em>Sexy por Acidente</em> é positivo, mesmo com as quedas no caminho. Vale sobretudo pelo entretenimento a que se propõe e pelas reflexões propostas de maneira objetiva e nem tão leve assim. Seria melhor se não se esforçasse tanto em apontar o objetivo do roteiro.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3k3tmxxTXTk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Todo o Dinheiro do Mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2018 20:06:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Plummer]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Wahlberg]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Williams]]></category>
		<category><![CDATA[Ridley Scott]]></category>
		<category><![CDATA[Todo o Dinheiro do Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma coisa não pode ser negada. É louvável a maneira como o veterano Ridley Scott conseguiu contornar a tormenta que tomou conta de Todo o Dinheiro do Mundo às vésperas do seu lançamento comercial, entregando uma obra que não foi afetada criativa e artisticamente por suas refilmagens. Para quem não está por dentro dos acontecimentos, Scott decidiu refilmar as cenas protagonizadas por Jean Paul Getty no filme porque Kevin Spacey, ator que o interpretava, se envolveu num número sem fim de denúncias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Uma coisa não pode ser negada. É louvável a maneira como o veterano Ridley Scott conseguiu contornar a tormenta que tomou conta de<b> </b><i><b>Todo o Dinheiro do Mundo</b> </i>às vésperas do seu lançamento comercial, entregando uma obra que não foi afetada criativa e artisticamente por suas refilmagens. Para quem não está por dentro dos acontecimentos, Scott decidiu refilmar as cenas protagonizadas por Jean Paul Getty no filme porque Kevin Spacey, ator que o interpretava, se envolveu num número sem fim de denúncias de assédio sexual em 2017. Em dezembro, o filme estrearia comercialmente e um mês antes Ridley Scott substituiu o ator por Christopher Plummer. É certo que o trabalho não foi muito tendo em vista que o personagem apesar de importante para o filme aparece pouco e na maioria das vezes sozinho. No entanto, há que se reconhecer a habilidade com que o diretor conseguiu sair rapidamente de uma saia justa como essa.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Todo esse contexto é sintomático de uma característica do próprio <i>Todo o Dinheiro do Mundo</i>. Trata-se de um filme que é cercado de indícios da habitual competência e adaptabilidade de Ridley Scott a qualquer gênero ou trama. Tendo passeado por ficções científicas (<i>Blade Runner</i>) e épicos (<i>Gladiador</i>), Scott sempre demonstrou ter a habilidade de atender às demandas de quaisquer roteiros que caiam em suas mãos. Com <i>Todo o Dinheiro do Mundo </i>não seria diferente, o filme destoa no tom, no gênero e na ambiência dos seus dois últimos títulos , por exemplo, <i>Alien: Covenant </i>e <i>Perdido em Marte</i>. Aqui, Scott se interessa pela história real da família Getty tendo como gatilho da sua trama o sequestro do jovem John Paul Getty de 16 anos nos anos de 1970 e o conflito entre a mãe do rapaz e seu sogro Jean Paul Getty, um magnata do petróleo que por avareza recusou pagar o resgate do neto.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8643" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/01/1515112008575.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Apesar de correto e feito com disciplina pelo seu diretor, é preciso notar que, como alguns exemplares na carreira do realizador, <i>Todo o Dinheiro do Mundo</i> também sofre por um aspecto decorrente da mesma adaptabilidade de Scott que mencionamos anteriormente: o seu olhar burocrático ou protocolar para certas histórias. Como em outros dos longas de Ridley Scott, ainda que exiba uma história tecnicamente competente e com pouquíssimos elementos que possam depor contra o seu resultado, <i>Todo o Dinheiro do Mundo </i>parece um filme que não tem pulso ou &#8220;sangue&#8221; que corra por suas veias. Ainda que crítico e claramente tendo algo de pertinente a dizer sobre seu tema central, a ganância, Scott insiste em se manter distante de sua trama e dos seus personagens, o que faz com que o longa não renda uma experiência minimamente envolvente para um espectador que passa mais de duas horas acompanhando a sua sucessão de acontecimentos. <i> </i></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Atores como Michelle Williams e Christopher Plummer estão bem em seus papéis, mas poderiam estar melhores caso Scott buscasse se aproximar um pouquinho mais das relações afetivas (ou ausências de relações afetivas) da família Getty. Está claro que a frieza com que Scott conduz o sequestro do neto de Getty e toda a tensa relação dele com sua nora está vinculado àquilo que o realizador tem a dizer sobre o próprio personagem de Plummer, um sujeito que praticamente se isolou do mundo para preservar sua riqueza. A proposta de Scott parece ser a seguinte: tornar <i>Todo o Dinheiro do Mundo </i>um filme frio sobre a natureza corruptora do dinheiro porque assim eram as relações que o velho Getty estabeleceu com os membros da sua família. No entanto, em alguns momentos, isso acaba sendo um problema para a obra, sobretudo quando envolve outros personagens como Gail Harris (Williams), uma mulher evidentemente no limite das suas emoções pelo sequestro do filho, mas com quem, muitas vezes, o público não consegue estabelecer elos mais fortes justamente pela insistente frieza com que Scott se relaciona com sua história e protagonistas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Todo o Dinheiro do Mundo </i>é correto pela usual competência do seu diretor, o filme é um <i>thriller </i>sombrio e<i> </i>cheio de tensão com um olhar mordaz para as relações sociais e familiares pertencentes às esferas por onde circulam as grandes fortunas do mundo, mas também é um longa que não marca o espectador por características que também são próprias à filmografia de Ridley Scott. Incapaz de provocar empatia no público com a trama do resgate desesperado de um filho por sua mãe, o filme tem muito a dizer sobre os temas que aborda. No entanto, às vezes isso é muito pouco para garantir a atenção do espectador e fazer com que sua obra marque de alguma forma o cinema ou a biografia do seu realizador.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/VvwrUWiKZKc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Manchester à Beira-Mar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2017 20:42:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Casey Affleck]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Kenneth Lonergan]]></category>
		<category><![CDATA[Manchester à Beira Mar]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Williams]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Correndo na roda de diversas premiações hollywoodianas, Manchester à Beira-Mar estreia nesta quinta-feira (19), e promete arrancar lágrimas e intensa angústia de seus espectadores. Dirigido e escrito por Kenneth Lonergan (Margaret), o longa narra a triste trajetória de Lee Chandler (Casey Affleck) e sua família. De forma cuidadosa e arrebatadora, o filme vai revelando, aos poucos, a complexidade de suas personagens e de seu enredo. Lee é um zelador em Boston e precisa voltar para sua cidade natal, após uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Correndo na roda de diversas premiações hollywoodianas, <em>Manchester à Beira-Mar</em> estreia nesta quinta-feira (19), e promete arrancar lágrimas e intensa angústia de seus espectadores. Dirigido e escrito por Kenneth Lonergan (<em>Margaret</em>), o longa narra a triste trajetória de Lee Chandler (Casey Affleck) e sua família. De forma cuidadosa e arrebatadora, o filme vai revelando, aos poucos, a complexidade de suas personagens e de seu enredo.</p>
<p>Lee é um zelador em Boston e precisa voltar para sua cidade natal, após uma ligação de emergência avisando sobre o estado grave de seu irmão mais velho, Joe Chandler (Kyle Chandler), que se encontra no hospital. Ao chegar em Manchester, o rapaz precisa cuidar de seu sobrinho e lidar com lembranças e traumas do passado que ainda despertam sentimentos ruins no protagonista.</p>
<p>Sem dúvidas, apesar das terríveis polêmicas envolvendo o Affleck, a sua interpretação está excelente na película. Isto porque o ator consegue dosar bem a carga dramática durante a projeção, revelando lentamente as camadas do sofrimento de Lee Chandler, que no início parece ser apenas um cara comum, beirando ao perdedor, mas que vai se mostrando um homem cheio de dores profundas e emoções fortes. Diferentemente de outros longas do artista, aqui ele consegue trazer expressividade para o olhar e gestos, deixando um nó na garganta do espectador e uma constante dúvida de empatia ou rancor em relação à persona fictícia.</p>
<p>O restante do elenco também está afiado, principalmente Michelle Williams (<em>Suíte Francesa</em>) e o jovem Lucas Hedge (<em>O Grande Hotel Budapeste</em>). A atriz compôs uma personagem aparentemente simples, mas quem conhece seus trabalhos anteriores percebe uma voz e uma dinâmica corporal diferente da sua chave e as cenas do longa crescem bastante quando a artista está em cena. Já Hedge, tem uma leveza e suavidade na interpretação, deixando que os acontecimentos se tornem ainda mais fortes. O rapaz é quem dá um pouco de alento, ainda que não quebre a atmosfera de sofreguidão do filme.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-7217" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/01/8096.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Ainda que os atores estejam muito bem em Manchester à Beira-Mar, o ponto de maior qualidade da película é seu roteiro. Além de apresentar os acontecimentos de forma gradual, que vão golpeando o público lentamente e o fazendo entender a dimensão dos acontecimentos sem pressa e cuidadosamente, ele consegue criar uma conexão do espectador com a realidade da trama e comover sem se tornar apelativo ou exagerado. O tom do longa é na medida, tem tensão, emoção, bom desenvolvimento das ações e das personagens.</p>
<p>A fotografia, realizada por Jody Lee Lipes (<em>Descompensada</em>), adiciona mais uma camada de melancolia para <em>Manchester</em>. Com imagens bucólicas, que mesclam tristeza com cores frias e acolhimento com cores amadeiradas, o filme consegue ambientar bem o espectador neste universo interiorano que, teoricamente, dá a ideia de sossego e tranquilidade, mas, ao mesmo tempo, pode ser tão coberto de passado devastador ao se olhar mais de perto.</p>
<p>A única questão que incomoda no discurso do filme, que pode ser visto como algo neutro para o que o público decida ou não, é a “bondade” para com o protagonista. É como se, ainda depois de tudo que fez, ele já tivesse sofrido o bastante e está na hora de uma suposta redenção. O que não ocorre com as personagens femininas que, em alguns momentos, parecem chatas, irresponsáveis ou injustas.</p>
<p><em>Manchester à Beira-Mar</em> é um filme cuidadoso, muito bem executado e que toca profundamente o espectador por trazer uma narrativa que demonstra um cotidiano familiar tão cheio de mazelas e carga trágica, mas sutilmente revelada. Por essas razões, o longa se torna forte candidato no Oscar deste ano e será mais que merecido!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9jkQuK4IK8o" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-manchester-a-beira-mar/">Crítica: Manchester à Beira-Mar</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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