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	<title>Arquivos Lashana Lynch - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Lashana Lynch - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Bob Marley &#8211; One Love</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2024 19:05:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o sucesso comercial e a consagração no Oscar de Bohemian Rhapsody (vencedor do prêmio de melhor ator para Rami Malek, que interpretou Freddie Mercury), a cinebiografia tem sido um gênero cinematográfico responsável por gerar verdadeiros embaraços, em específico quando as figuras representadas nas telas são grandes artistas e esses títulos são produzidos pela própria família. Esses longas contam com o apreço do público pelo legado desses personagens fora da tela (sua obra musical, por exemplo) e &#8220;camuflam&#8221; narrativas capengas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o sucesso comercial e a consagração no Oscar de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bohemian-rhapsody/"><em>Bohemian Rhapsody</em></a> (vencedor do prêmio de melhor ator para Rami Malek, que interpretou Freddie Mercury), a cinebiografia tem sido um gênero cinematográfico responsável por gerar verdadeiros embaraços, em específico quando as figuras representadas nas telas são grandes artistas e esses títulos são produzidos pela própria família. Esses longas contam com o apreço do público pelo legado desses personagens fora da tela (sua obra musical, por exemplo) e &#8220;camuflam&#8221; narrativas capengas com inserções musicais. Essas produções são incapazes de desenvolver qualquer narrativa consistente, evitando, sobretudo, as polêmicas na vida dos protagonistas dessas histórias, algo essencial para transformar essas figuras em seres humanos passíveis de identificação, princípio básico a qualquer relato em qualquer mídia, mas que na interpretação dos seus produtores/familiares são traços que maculam a imagem dos cinebiografados.</p>
<p><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-i-wanna-dance-with-somebody/"><em>I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston</em></a>, por exemplo, foi um projeto sabotado por esse tipo de condução trôpega, assim como o já citado <em>Bohemian Rhapsody</em>. Como contra-exemplo, tivemos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><em>Elvis</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rocketman/"><em>Rocketman</em> </a>(sobre Elton John), que mesmo com a participação de familiares e do próprio biografado (o segundo caso) na produção, conseguiram resultados bem mais eficientes porque em ambos a narrativa cinematográfica esteve em primeiro plano e não o receio de que qualquer abordagem pudesse arranhar a imagem dessas figuras. O resultado de <strong><em>Bob Marley &#8211; One Love</em></strong> está mais próximo dos filmes sobre Freddie Mercury e Whitney Houston do que as obras que contaram a vida de Elvis Presley e Elton John.</p>
<p>O longa dirigido por Reinaldo Marcus Green (de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-king-richard-criando-campeas/"><em>King Richard: Criando Campeãs</em></a>, filme que rendeu o Oscar de Melhor Ator a Will Smith) tenta concentrar suas atenções no processo de gravação e na turnê de Exodus, álbum de maior sucesso da carreira de Bob Marley. <strong><em>Bob Marley &#8211; One Love</em></strong> inicia sua narrativa contextualizando historicamente a fase da vida do músico que o longa vai retratar: o conflito político e a divisão interna da população jamaicana acerca de dois grupos disputando o poder. O estado que beirava a guerra civil inquietava Marley. No fim das contas, nenhum desses dois tópicos (a gravação do álbum e o contexto histórico-político) são explorados a contento pelo filme.</p>
<p>A narrativa de <strong><em>Bob Marley &#8211; One Love</em></strong> não desenvolve um fio condutor sequer. A criação de Exodus é transformada em uma série de trivias espalhadas de qualquer forma na história em meio a algumas apresentações de Marley nos palcos e algumas brigas totalmente fora de contexto entre o artista e sua esposa ou divergência com sua entourage e seus produtores. No meio de tudo isso, Marley descobre um câncer e Reinaldo Marcus Green lida com flashbacks pontuais sobre a infância e a juventude do músico. Nada é &#8220;costurado&#8221; pelo roteiro no modo &#8220;causa-consequência&#8221; e os eventos apenas se sucedem demarcados pela localização geográfica em virtude da turnê do músico.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17717" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-4.png" alt="Bob Marley - One Love" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-4-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O tópico político introduzido pelo filme é esquecido e só é lembrado momentos antes dos créditos finais quando os realizadores exibem imagens de arquivo de uma apresentação de Marley na Jamaica com as duas representações políticas citadas na obra &#8211; ou seja, um dos temas mais promissores do longa é silenciado durante toda a narrativa, apesar de ter sido mencionado logo no início e sugerir uma conexão, nunca elaborada, com Exodus. Só essa discussão sobre a história política da Jamaica atravessada pela obra de Marley seria suficiente para produzir uma cinebiografia mais consistente sobre o músico, dimensionando sua personalidade de maneira mais eficiente do que esse longa aqui faz.</p>
<p>O longa também tem problemas na construção da personalidade de Bob Marley. O ator Kingsley Ben-Adir (ótimo em Uma Noite em Miami&#8230; da Regina King) tenta fazer o que pode no filme e se dedica bastante ao papel. É uma pena que o roteiro e a direção desse filme optem por transformar Marley em uma espécie de divindade, ausente de qualquer traço de humanidade e sempre disposto a soltar frases de efeito sobre a paz. O filme opta pelo tratamento do biografado como uma espécie de messias praticamente sem falhas, quando o caminho mais interessante para a obra seria abordar o personagem como um homem com ideais.</p>
<p>No fim das contas, <strong><em>Bob Marley &#8211; One Love</em></strong> perde a oportunidade de trazer para as telas uma versão do músico que pudesse se equiparar ao carisma do verdadeiro Marley. Esse esforço de pasteurizar realidades da maioria das cinebiografias de artistas famosos que têm chegado aos cinemas no lugar de beneficiar esses projetos e as imagens públicas dos seus homenageados só prejudicam ambas, resultando em narrativas que deixam o público indiferente a essas personagens e sem o menor dimensionamento do que elas representaram na história. Caso questões mais delicadas não sejam pertinentes ou desejáveis de serem abordadas, o melhor caminho foi aquele traçado pelos já citados Elvis e Rocketman que encontraram na personalidade de suas respectivas direções uma alternativa para contornar algumas dessas questões.</p>
<p>Ao final da sessão de <strong><em>Bob Marley &#8211; One Love</em></strong> fica o questionamento: Como pode uma história tão rica quanto a de Bob Marley gerar um filme tão oco e sem vida quanto este? Nem mesmo a música vibrante do artista inspira a sua cinebiografia a emular a energia da sua obra com apresentações musicais inspiradas que poderiam preencher de alguma forma os vazios narrativos dessa história. O futuro do gênero é preocupante e as cinebiografias que estão acenando para o público não aparentam contornar esse problema, pelo contrário, projetos sobre Michael Jackson e Amy Winehouse estão a caminho nos mesmos moldes desse aqui em contextos ainda mais delicados. Como alento, ainda há diretores como Pablo Larraín que seguem apostando em tratamentos mais criativos &#8211; a cinebiografia do diretor sobre Maria Callas com Angelina Jolie promete seguir a ótima trilha de Jackie e Spencer.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Reinaldo Marcus Green</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kingsley Ben-Adir, Lashana Lynch, James Norton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/bXLMxVMTzLk?si=3ev26riw0yfU5Bf2" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Matilda &#8211; O Musical</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 18:22:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Adaptado da obra homônima de Roald Dahl, a história da garota prodígio Matilda já ganhou versões em vários formatos, como em audiobooks ou na Broadway. Há uma popularidade na menina que sofre com os pais alienados e uma diretora de escola assustadora e grande parte disto se deve a versão dirigida por Danny DeVito, nos anos 1990. (E aqui, é preciso abrir um parênteses para revelar o quão árdua é a missão de escrever sobre este novo olhar cinematográfico para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Adaptado da obra homônima de Roald Dahl, a história da garota prodígio Matilda já ganhou versões em vários formatos, como em audiobooks ou na Broadway. Há uma popularidade na menina que sofre com os pais alienados e uma diretora de escola assustadora e grande parte disto se deve a versão dirigida por Danny DeVito, nos anos 1990. (E aqui, é preciso abrir um parênteses para revelar o quão árdua é a missão de escrever sobre este novo olhar cinematográfico para <strong><em>Matilda</em></strong>, visto que esta que vos escreve cresceu assistindo Mara Wilson e Embeth Davidtz contracenando, com carisma e um bom jogo de cena).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, o que importa agora é pensar no musical de 2022, que estreia dentro da Netflix, como um musical que procura uma fidelidade maior ao livro e que toma seu tempo para criar espaço para cada acontecimento. Matilda é filha única e seus poderes não chegam de repente ou facilmente. Há uma luta interna da personagem e o seu amadurecimento é o que refina a sua magia. A força da menina vem muito mais do discurso e da sua coragem do que com seus poderes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta característica condiz com a construção da sua personalidade dentro do enredo, complexificando e aprofundando mais quem é ela e as suas motivações. </span><span style="font-weight: 400;">O talento de Alisha Weir potencializa esta energia que circunda o seu papel. Apesar de toda a sua atuação ser bastante intuitiva, Alisha domina as suas sequências por apresentar consciência do uso dos seus olhos e do seu tônus corporal para imprimir as emoções de Matilda. Ao lado de Miss Honey (Lashana Lynch ,Mulher Rei), as sensações dos sentimentos de Matilda se intensificam.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16200" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/3644574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Matilda" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/3644574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/3644574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/3644574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/3644574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação de Matilda e Miss Honey é uma espécie de chave da história, pois é a única validação adulta que a protagonista possui. Desta forma, o trabalho de Lynch e de Weir é satisfatório, pois elas conseguem mostrar essa cumplicidade única que existe entre a dupla. </span><span style="font-weight: 400;">Dentro desta lógica, o contraponto principal a esta parceria entre Matilda e Miss Honey é a figura da Miss Trunchbull (Emma Thompson), que precisa ter imponência e criar uma atmosfera de medo. No entanto, apesar da atuação de Thompson não ser exatamente ruim, falta algo na criação deste imaginário que está conectado diretamente com a personagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato desta Trunchbull não funcionar vem da atuação, mas também do roteiro e da própria direção. Há uma lacuna nesta ambientação ao redor de Trunchbull, que deveria, na verdade, gerar tensão e um perigo iminente para Matilda e Honey. </span><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, Matthew Warchus (<em>Orgulho e Esperança</em>) entrega elementos positivos em sua composição. Talvez, seu maior tenha sido em criar uma decupagem que não só engrandecessem os números musicais, mas também deixasse as fruições mais prazerosas para o público. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de seus planos e movimentações de câmera, as coreografias crescem e podem ser acompanhadas em sua totalidade, além de ficarem mais empolgantes. </span><span style="font-weight: 400;">Um exemplo é um dos momentos finais, na execução da música <em>Revolting Children</em>. </span>A revolta das crianças no colégio é apoteótica e o foco de Warchus parece justamente esse, de conduzir mais sobriamente as sequências sem música.  Desta maneira, no geral, <strong><em>Matilda &#8211; O Musical</em></strong> tem seus altos e baixos. Por ganhar uma dinâmica mais intensa durante as canções e possuir algumas quedas em momentos que poderiam ser de suspensão ou de criação de uma progressão, o longa peca. Mas, através das suas músicas, de uma protagonista carismática e da relação de Miss Honey com Matilda, a projeção acaba valendo a pena.</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Matthew Warchus</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Alisha Weir, Lashana Lynch, Emma Thompson, Stephen Graham</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/I3ibMnIQrLY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Mulher Rei</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Sep 2022 22:17:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Mulher Rei é um dos filmes mais esperados do ano e não é pra menos. Ninguém menos que Viola Davis (A Voz Suprema do Blues) assumindo o papel da protagonista guerreira, numa comunidade onde as mulheres é que integram a guarda do rei. Lutadoras fortes e destemidas que são respeitadas pelos moradores locais e temidas pelos inimigos. Vale ressaltar que tudo isso é baseado em uma história real. Mas por que será então que nunca ouvimos falar nessa história? [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A Mulher Rei</strong></em> é um dos filmes mais esperados do ano e não é pra menos. Ninguém menos que Viola Davis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-voz-suprema-do-blues-netflix/"><em>A Voz Suprema do Blues</em></a>)<br />
assumindo o papel da protagonista guerreira, numa comunidade onde as mulheres é que integram a guarda do rei. Lutadoras fortes e destemidas que são respeitadas pelos moradores locais e temidas pelos inimigos. Vale ressaltar que tudo isso é baseado em uma história real.</p>
<p>Mas por que será então que nunca ouvimos falar nessa história? Porque ela é oriunda da África e sabemos muito bem o que o mundo inteiro faz com os países africanos, em termos de esquecimento e anulação cultural. E é justamente esse ponto que <em><strong>A Mulher Rei</strong> </em>decide resgatar e presentear o espectador. Somos imersos na cultura de Daomé do século 17, onde as tribos lutavam entre si para conseguir escravizar uns aos outros e vender para os europeus que chegavam o tempo todo em navios. Cada detalhe vai sendo explorado com cuidado e apreço pela talentosa diretora Gina Prince-Bythewood, que tem um repertório bem eclético na carreira, com longas como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-old-guard-netflix/"><em>The Old Guard</em> </a>e <em>A Vida Secreta das Abelhas</em>.</p>
<p>Nanisca (Davis) é a chefe da tribo de mulheres guerreiras Agojie, que integram a guarda do rei Ghezo (John Boyega, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-a-ascensao-skywalker/"><em>Star Wars: A Ascensão Skywalker</em></a>). Ela tem o interesse em parar de escravizar os inimigos que perdem suas batalhas e começar a investir o tempo no cultivo de dendê, que acredita que pode render muitos frutos, além de não alimentar o absurdo de subjugar semelhantes e dar aos brancos. Ela conta com duas parceiras importantes, Izogie (Lashana Lynch, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></a>) e Amenza ( Sheila Atim, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>), que treinam as novatas para virarem combatentes.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15924" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02.jpg" alt="A Mulher Rei" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como disse lá em cima, este é um longa que os espectador aprende muito sobre história e cultura, sem perder o ritmo de um filme de entretenimento. Temos contato com novos nomes típicos da região, costumes, alimentos, roupas, forma de se relacionar. É dada humanidade aos escravos que tanto ouvimos falar desde a época da escola, mas que não tinha cara nem nomes. Eles eram pessoas comuns, com ofícios, família, amigos, que foram retiradas de seus lugares e forçados a servir como escravos. Tudo isso <em><strong>A Mulher Rei</strong></em> deixa bem claro, sem dar meias voltas para tocar no assunto.</p>
<p>Claro que falar da majestade que é a presença de Viola Davis é algo factível, mesmo que desnecessário. Ela tem uma presença de cena impressionante e está completamente despida de qualquer outro papel que tenha realizado. O seu empenho em adquirir o perfil físico da líder se mostrou num resultado impressionante, em cenas de lutas bem arquitetadas e ensaiadas. Dito isso, ela não é o único ponto alto do elenco. Aliás, toda a equipe foi escolhida a dedo e com muita assertividade. Não tem uma única cena em que não somos ofertados com performances incríveis e intensas.</p>
<p>Ainda que fale sobre muitas temáticas importantes e pesadas, o longa não se furta de oferecer humor e leveza ao espectador, tornando a experiência ainda mais agradável. É o tipo de filme que não percebemos o passar o tempo e lamentamos quando chega ao fim. Existe um equilíbrio adequado em <em><strong>A Mulher Rei</strong></em> sobre os momentos de drama, dor, luta, ação, acolhimento, cultura, etc. Prince-Bythewood foi bem coerente em suas escolhas, mostrando uma condução exemplar do roteiro, também assinado por ela.</p>
<p><em><strong>A Mulher Rei</strong> </em>é um filmaço em muitos sentidos, mas certamente o maior deles é o fato de ser uma reverência à cultura africana, aos negros e sua rica história. É uma produção que vem num momento muito importante, onde o racismo está cada vez mais perceptível nos atos diários e nas notícias dos jornais. Uma devoção à comunidade negra e uma lição aos brancos, que deveriam aproveitar essa oportunidade para aprender bastante sobre os diferentes povos e culturas. Nas cenas finais, vemos um singelo tributo aos mortos vítimas de racismo mais recentes e notórios, como é o caso de George Floyd. Excelente escolha para o fim de semana!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Gina Prince-Bythewood</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Viola Davis, Thuso Mbedu, Lashana Lynch, Sheila Atim, Hero Fiennes Tiffin, John Boyega, Jayme Lawson, Adrienne Warren</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/IK1sEiHodZg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-mulher-rei/">Crítica: A Mulher Rei</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: 007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Sep 2021 14:53:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de setembro, o longa 007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer, o último da franquia com o ator Daniel Craig (Entre Facas e Segredos) à frente do papel de James Bond. Quinze anos depois de sua estreia na pele do espião, é com muita expectativa que os fãs aguardam essa finalização épica de sua participação, que rendeu tanta transformação no personagem. Ao longo dos anos e, em especial com a chegada de Craig na franquia, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de setembro, o longa <strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong>, o último da franquia com o ator Daniel Craig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>) à frente do papel de James Bond. Quinze anos depois de sua estreia na pele do espião, é com muita expectativa que os fãs aguardam essa finalização épica de sua participação, que rendeu tanta transformação no personagem.</p>
<p>Ao longo dos anos e, em especial com a chegada de Craig na franquia, o estilo de Bond foi sendo modificado. Se antes eles primavam muito pelos apetrechos tecnológicos que o auxiliavam nas missões, agora a força e performance física tem espaço muito maior e privilegiado. É claro que não necessariamente isso é um ponto positivo, visto que um dos grandes atrativos do personagem eram justamente os seus <em>gadgets</em>. Neste longa, conseguimos ver um vislumbre daquele James de outrora, com breves aparições desta tecnologia aplicada em prol da espionagem.</p>
<p>Mas não é porque sentimos falta deste detalhe, que vamos desmerecer a importância de Daniel no aprofundamento do personagem. Ele trouxe uma característica mais sentimental e humana, tornando o espião mais passível de romances profundos e não apenas os furtivos. A imensa variedade de Bond Girls deu espaço a amores e tentativas de viver emoções mais intensas. Em <strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong> vemos justamente o resultado desta mudança, com Bond tentando construir um lar com Madeleine (Léa Seydoux, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-kursk-a-ultima-missao/"><em>Kursk &#8211; A Última Missão</em></a>), seu amor depois do sofrimento da perda de Vesper (Eva Green, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baseado-em-fatos-reais/"><em>Baseado em Fatos Reais</em></a>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14584" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review.jpg" alt="007 - Sem Tempo Para Morrer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que o coração pule na frente em muitos momentos, James ainda é um cara sisudo e descrente da sociedade. Ele está afastado dos serviços de espionagem e reluta quando é convocado novamente por M (Ralph Fiennes, <em>A Escavação</em>). É quando surge a figura de Felix (Jeffrey Wright, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lavanderia/"><em>A Lavanderia</em></a>), seu parceiro dos tempos de Cassino Royale e Quantum of Solace, que ele decide aceitar a solicitação.</p>
<p>James carrega em si todo o amargor que a vida deixou ao longo dos anos. Ele tem dificuldade em lidar com as questões de ego que envolvem a presença da nova 007 (sim, a espiã é uma mulher e negra – falaremos disso adiante), assim como enfrentar os demônios do seu passado.</p>
<p>O filme equilibra com maestria os momentos de tensão em leveza, mesmo que esse último elemento seja mais raro. Seguindo o perfil do Bond de Craig, ele ri pouco e tem o tom sempre mais pesado ao encarar as dualidades da vida. Ainda assim, é seu carisma que constrói a base deste capítulo, com suas quase 3h de duração.</p>
<p>Para vilões e coadjuvantes, o elenco composto ainda por Rami Malek (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bohemian-rhapsody/"><em>Bohemian Rhapsody</em></a>) e Christoph Waltz (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pequena-grande-vida/"><em>Pequena Grande Vida</em></a>) tem uma química em cena que dá o tom da trama. Todos têm muita familiaridade com as dinâmicas, mesmo que falte aprofundamento em alguns casos. É uma sensação rapidamente compreendida pelo foco principal da despedida de Bond.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14583" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="007 - Sem Tempo Para Morrer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong> traz ainda a questão da inclusão como foco e isso é muito bem colocado. Personagens negros surgem com muito mais destaque do que antes, mostrando que a franquia procura se atualizar das necessidades da sociedade. Cabe aí o questionamento sobre a eventual cogitação que ocorreu de colocar o ator Idris Elba (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><em>Velozes &amp; Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</em></a>) como o próximo 007. À época, ele sofreu preconceito e chegou a dizer que não aceitaria o convite.</p>
<p>Este é o quinto e último longa de Daniel Craig na pele de James Bond, então o sentimento de adeus está presente na maior parte do tempo. Ele está no seu melhor momento e entrega tudo de si no personagem, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Ele é, acima de tudo, um herói neste filme, com todas as dores que carrega ao longo dos anos, mas curiosamente sempre escolhendo crer numa realidade melhor. Esta foi uma calorosa despedida do personagem que marcou a sua vida.</p>
<p>É difícil não pensar o quanto foi construído ao longo desses anos e quais as oportunidades que teremos a partir de agora. 007 é uma franquia que se renova sempre e abre espaço para novos agentes e possibilidades. Seguimos ansiosos pelos próximos capítulos e onde esse personagem tão interessante poderá nos levar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cary Joji Fukunaga</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Rami Malek, Léa Seydoux, Ralph Fiennes, Jeffrey Wright, Christoph Waltz, Lashana Lynch, Naomie Harris, Ben Whishaw, Ana de Armas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kCyjw0z-5KI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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