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	<title>Arquivos Dica do Dia - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Dica do Dia - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Dica do Dia: Rede de Ódio (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2020 15:44:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nas últimas eleições em diversos países do mundo, o papel das tecnologias, usadas por grupos articulados em prol da mobilização da opinião pública através de fake news, foi devastador para muitas democracias. O estímulo à articulação de grupos extremistas e ações extremamente violentas física e psicologicamente a &#8220;minorias&#8221; sociais têm sido um dos resultados desse processo. Rede de Ódio do polonês Jan Komasa (o mesmo de Corpus Christi) é um dos títulos mais recentes a explorar essa temática e chega [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nas últimas eleições em diversos países do mundo, o papel das tecnologias, usadas por grupos articulados em prol da mobilização da opinião pública através de <em>fake news</em>, foi devastador para muitas democracias. O estímulo à articulação de grupos extremistas e ações extremamente violentas física e psicologicamente a &#8220;minorias&#8221; sociais têm sido um dos resultados desse processo. <strong><em>Rede de Ódio</em></strong> do polonês Jan Komasa (o mesmo de Corpus Christi) é um dos títulos mais recentes a explorar essa temática e chega para o público brasileiro diretamente no catálogo da <a href="https://www.netflix.com/watch/81270667?trackId=13752289&amp;tctx=0%2C0%2C7809ffb3-96f4-4c1f-82ea-4ec702f1ddb0-55694977%2C9bc11573c058b197000b4775fdbefd9e0a39a7a0%3A014511a51fd1771d60b636432ceabf37e44c128f%2C%2C"><em>Netflix</em></a>.</p>
<p>No longa, um jovem que acaba de sair da faculdade de Direito após ser acusado de plágio passa a trabalhar em redes sociais articulando manipulações da opinião pública. Os alvos cujas reputações o rapaz é responsável por arruinar são escolhidos por um escritório para o qual ele trabalha e que parece ter por prática esse tipo de estratégia nada ética. Conforme o jovem é bem sucedido em suas ações, ele começa a ocupar lugar de destaque na empresa sobretudo quando a nova vítima em questão é um político em ascensão.</p>
<p>A partir do roteiro de Mateusz Pacewicz, Komasa tem em mãos uma trama super intrincada que transcorre em ascendente tensão, sobretudo por assumir como ponto de vista o olhar do seu maléfico protagonista interpretado pelo ótimo Maciej Musialowski, que consegue conferir, ao mesmo tempo, um tom gélido e de crescente loucura para seu personagem conforme ele mergulha na espiral de manipulações que articula ao longo da trama. Musialowski consegue trazer para tela um arco complexo, cheio de nuances e que tira o seu personagem de um ponto e o leva a outro ao fim da história sem perder de vista a frieza com a qual o mesmo lida com todas as situações, mesmo aquelas que o colocam em circunstâncias de completa perda de controle ou em teste emocional. Ao mesmo tempo, é perceptível como esse protagonista é movido por um ressentimento que o faz ser gradualmente consumido por uma cólera, manifesta de forma silenciosa em seus atos por uma personalidade norteada claramente por uma psicopatia.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13078" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/0744570.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Rede de Ódio, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/0744570.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/0744570.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/0744570.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Komasa desenvolve ideias sobre uma sociedade ególatra demais e que subestima um inimigo silencioso que se articula &#8220;debaixo dos seus olhos&#8221; e de repente vira toda uma coletividade do avesso com sua ética invertida, ou seja, retrato do que tem acontecido com muitas democracias que não levaram em conta a capacidade de articulação e manipulação das ferramentas de comunicação digital por grupos mal intencionados. <strong><em>Rede de Ódio</em></strong> tem uma tendência exageradamente conspiratória, por vezes transformando seu perverso protagonista no único personagem capaz de tomar as rédeas da situação, mas não deixa de elucidar pontos da contemporaneidade de maneira eficiente e objetiva.</p>
<p>Algumas soluções da trama soam fantasiosas demais (a facilidade com que o protagonista tem de entrar em determinados lugares, por exemplo), mas não deixa de ser uma obra instigante e perspicaz que reflete muito bem questões preocupantes do seu próprio tempo. O tema nevrálgico de <em><strong>Rede de Ódio</strong></em> é a vulnerabilidade com a qual democracias se colocam em espaços de discussão online e como sujeitos nocivos se apossam desse mesmo sistema democrático para ruir essa mesma sociedade fomentando polarizações e instituindo um verdadeiro estado de guerra civil.</p>
<p>O filme faz a gente pensar como a gente tem perdido a capacidade de escuta, empatia e, consequentemente, nossa humanidade, por deixar se levar pelas ondas de opinião maliciosamente orquestradas por gente mal intencionada e também como todo esse aparato digital tem sido habilidosamente utilizado para a conquista do poder. Tudo porque encontra eco em nossas fragilidades ou na falha de caráter da humanidade, o preconceito. É um mundo assustador, mas, infelizmente, cada vez mais concreto. De certeza, somente a urgência de parar essa máquina.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jan Komasa<br />
<strong>Elenco:</strong> Maciej Musialowski, Vanessa Aleksander, Danuta Stenka, Jacek Koman, Agata Kulesza, Maciej Stuhr, Adam Gradowski</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8vtU1Oikx84" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: High Life (Now)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2020 23:52:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Destaque no Festival de Toronto em 2018 e lançamento no circuito comercial estadunidense e europeu no primeiro semestre de 2019, o sci-fi High Life da renomada diretora francesa Claire Denis chega para o público brasileiro direto para plataformas de locação com praticamente um ano de atraso. Isso não é novidade para esse tipo de produção que parece ficar numa zona cinzenta de indefinição de lançamentos nacionais, já que o título não é um blockbuster tampouco um dos indicados ao Oscar. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Destaque no Festival de Toronto em 2018 e lançamento no circuito comercial estadunidense e europeu no primeiro semestre de 2019, o <em>sci-fi <strong>High Life</strong></em> da renomada diretora francesa Claire Denis chega para o público brasileiro direto para plataformas de locação com praticamente um ano de atraso. Isso não é novidade para esse tipo de produção que parece ficar numa zona cinzenta de indefinição de lançamentos nacionais, já que o título não é um <em>blockbuster</em> tampouco um dos indicados ao Oscar. Ainda assim a omissão foi estranha porque Denis é uma realizadora reconhecida por sua obra e seus lançamentos sempre são aguardados por parte do público. O que é certo é que o título com Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Farol</em></a>) e Juliette Binoche (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-quem-voce-pensa-que-sou-festival-varilux-de-cinema-frances/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Quem Você Pensa Que Sou</em></a>) no elenco merecia uma estreia mais destacada no Brasil, do que esse tímido e problemático lançamento doméstico, afinal, cópias em torrent do longa já estão por ai há meses..</p>
<p><em><strong>High Life</strong></em> é uma dupla estreia para a diretora. É o seu primeiro longa em língua inglesa e sua primeira ficção-científica e logo de cara se percebe como Denis não tem muita dificuldade para trafegar por essas novidades. <em>High Life</em> é propositivo de debates como boa parte das produções de Denis com uma narrativa que foge por completo do didatismo e da pirotecnia de efeitos digitais, atingindo o âmago do gênero <em>sci-fi</em> em seus exemplares de melhor performance, sua verve filosófica.</p>
<p>Em <em><strong>High Life</strong></em>, um grupo de condenados por crimes vai parar em uma estação espacial como forma de substituir as suas penas na Terra. Lá eles acabam se submetendo aos experimentos de fertilização de uma médica obstinada nesse propósito, interpretada por Juliette Binoche. Um dos condenados mais relutantes ao projeto acaba sendo cobaia central do experimento da cientista e a repercussão dessa ação levanta ainda mais conflitos na já tensa relação entre esses personagens.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13061" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/5185590.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="High Life, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/5185590.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/5185590.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/5185590.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>High Life</strong> </em>tem como mote central discutir a chance de redenção de figuras que no passado foram capazes de cometer atrocidades, como é o caso da personagem interpretada com muitas nuances por Binoche, mas também do emblemático &#8220;monge&#8221; vivido por Robert Pattinson, que na sua relação com uma bebê consegue vislumbrar expectativas de vida bem diferentes das que foram traçadas até então para sua jornada. O longa de Denis tem uma maneira interessante de tecer essa história, sem expor toda a biografia dos seus envolvidos e as lacunas do passado de cada um deles acabam sendo ainda mais instigante para os questionamentos que se abrem a partir dali, sobretudo no que diz respeito ao seu protagonista interpretado por Pattinson.</p>
<p>Denis usa um gênero não apenas como forma de vislumbrar um futuro ou fazer questionamentos existenciais mas como forma de desenvolver ideias sobre a convivência em confinamento daqueles personagens. O que eles são capazes de fazer com essa segunda oportunidade de vida em situações que testam ainda mais sua ética é o grande mote analítico da obra. Alguns personagens confirmam sua natureza violenta e individualista, outros encontram um novo propósito de vida e fazem uma correção de rumo, surpreendendo o público e eles mesmos por tomarem decisões inimaginadas. Essa capacidade de lançar esse olhar é o que faz da condução da diretora e roteirista um primor e tornam o filme mais um grande acerto da sua carreira.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Claire Denis<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Pattinson, Juliette Binoche, Mia Goth, André Benjamin, Agata Buzek, Lars Eidinger, Claire Tran, Ewan Mitchell, Gloria Obianyo</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/AtOwfo1ypOw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Lili, Minha Adorável Espiã (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2020 22:14:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Algo que aparece constantemente na filmografia de Blake Edwards (Bonequinha de Luxo) são mocinhas que vivenciam diversos momentos piegas, que aparentam ser fortes, mas tendem a ficar um tanto mais suaves quando se apaixonam. No meio de tudo isto, é possível que um contexto social e/ou político seja colocado como um pano de fundo. Em Lili, Minha Adorável Espiã é exatamente isto que ocorre. A protagonista, vivida por Julie Andrews (A Noviça Rebelde), é uma artista extremamente renomada, mas também trabalha [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Algo que aparece constantemente na filmografia de Blake Edwards (<em>Bonequinha de Luxo</em>) são mocinhas que vivenciam diversos momentos piegas, que aparentam ser fortes, mas tendem a ficar um tanto mais suaves quando se apaixonam. No meio de tudo isto, é possível que um contexto social e/ou político seja colocado como um pano de fundo. Em <em><strong>Lili, Minha Adorável Espiã</strong></em> é exatamente isto que ocorre.</p>
<p>A protagonista, vivida por Julie Andrews (<em>A Noviça Rebelde</em>), é uma artista extremamente renomada, mas também trabalha de forma secreta para os alemãs, durante a Primeira Guerra Mundial. No entanto, ela se encanta pelo Major William (Rock Hudson, <em>Volta Meu Amor</em>). Obviamente, Lili Smith passa por conflitos internos sobre a continuidade de seus planos, pois o Major é estadunidense e ela precisa agir contra ele se quiser ser bem sucedida em sua causa, mesmo que esteja amando ele cada vez mais.</p>
<p>No entanto, essa angústia dela não é passada da melhor maneira, muito menos a criação da afeição da personagem com o seu par. Apesar do roteiro colocar diversas situações nas quais os casais interagem, a escolha por fazer passagens em que a câmera acompanha passeios e dates da dupla, mas não se escuta o que estão dizendo enfraquece o estabelecimento da empatia e a vontade de torcer por eles. Soa um tanto repentino o surgimento de um sentimento tão profundo e as ações de Lili se tornam bruscas, o que enfraquecem a sua força.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_.jpg" alt="Lili, Minha Adorável Espiã" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ao final da projeção, a sensação é de que tudo é um tanto forçado. E isto piora porque o desfecho é indeciso e sem coragem, inserindo minutos a mais para que o final feliz seja colocado. O que incomoda é que em uma projeção de 2h15, há falta de progressão nas personagens, que são continuadamente planificadas nos seus desejos. O tempo gasto na tela acaba sendo mal aproveitado, deixando sobras em algumas partes &#8211; como as incessantes sequências de voos de William – e em outras faltasse um gancho, uma conexão entre o <em>ship</em> principal e até uma linha narrativa firme que fizesse o público saber que história Edwards, juntamente com seu parceiro de escrita William Peter Blatty (<em>O Exorcista</em>), gostaria de contar.</p>
<p>Apesar de não conseguir alcançar a realização de uma trama amarrada e coesa, a obra não deixa de entregar alguns elementos positivos. Os números musicais performados por Andrews são divertidos e empolgantes. Este ganho parece vir de uma combinação da boa interpretação de Julie Andrews combinada com a decupagem das cenas. O ápice destes elementos podem ser vistos no número de abertura e em <em>I’ll give you three guesses</em>. </p>
<p>Os movimentos de câmera e enquadramento, mesclados com a consciência espacial de cena de Andrews formam momentos animados do longa. Além disso, Lili é uma faceta um tanto distinta do que alguns podem estar acostumados em ver a atriz fazer. Existe um desprendimento da intérprete, uma força e uma acidez que podem surpreender. No geral, <em><strong>Lili, Minha Adorável Espiã</strong></em> não é de todo mal e pode ser uma boa pedida para quem gosta demasiadamente de musicais e/ou da Julie. Contudo, a produção pesa na hora de contar as histórias adjacentes e esquece de cuidar do foco principal.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Blake Edwards</p>
<p><strong>E</strong><strong>lenco</strong>: Julie Andrews, Rock Hudson, Jeremy Kemp, Bernard Kay, Doreen Keogh, Carl Duering, Vernon Dobtcheff</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0drMZ2MW3FA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Ligue Djá: O Lendário Walter Mercado (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2020 20:04:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O astrólogo porto-riquenho Walter Mercado foi uma figura midiática que revolucionou a cultura pop mundial como poucos. Com visual andrógino formado por casacos esvoaçantes e firulas, joias ostensivas e cabelo laqueado, Mercado tinha uma imagem de identidade forte e ocupava o horário nobre da TV em todo mundo com a teatralidade com que proferia suas previsões sobre os signos do zodíaco. Entre os anos de 1980 e 1990, Walter Mercado conquistou o mundo e ganhou fortunas em lugares nunca antes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O astrólogo porto-riquenho Walter Mercado foi uma figura midiática que revolucionou a cultura pop mundial como poucos. Com visual andrógino formado por casacos esvoaçantes e firulas, joias ostensivas e cabelo laqueado, Mercado tinha uma imagem de identidade forte e ocupava o horário nobre da TV em todo mundo com a teatralidade com que proferia suas previsões sobre os signos do zodíaco.</p>
<p>Entre os anos de 1980 e 1990, Walter Mercado conquistou o mundo e ganhou fortunas em lugares nunca antes pensados para um porto-riquenho: Estados Unidos, Europa&#8230; Brasil. Por aqui, ele ficou bastante conhecido não apenas por suas incursões na TV aberta e produtos como livros e revistas, mas pelo seu serviço de aconselhamento e previsões astrológicas por telefone, quando isso se transformou em febre em outras áreas também. Nas chamadas, ele lançou o bordão por aqui, o &#8220;ligue djá&#8221;, sendo muitas vezes reconhecido não por seu nome, mas por essa frase imperativa de efeito. E foi justamente nessa empreitada que ele conheceu sua dramática derrocada.</p>
<p>O documentário <em><strong>Ligue Djá: O Lendário Walter Mercado</strong></em> narra justamente essa trajetória do vidente, falecido em 2019, elucidando o público não só sobre o caminho da sua ascensão, mas sobre as causas do seu desaparecimento repentino na proximidade dos anos 2000. Esses serviços de atendimento astrológico por telefone fizeram parte de um um duro golpe na carreira de Mercado, quando imprudentemente ele assinou um contrato com seu empresário cedendo para ele toda sua marca, incluindo seu nome e suas apresentações. Com isso, Walter não encontrou outra alternativa para sua carreira a não ser sair dos holofotes e nesse momento o vidente se deparou com graves problemas pessoais.</p>
<p>O documentário presente no catálogo da <a href="https://www.netflix.com/WiHome" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Netflix</a> segue todos esses passos de Mercado acompanhando até seus últimos momentos, quando retornou ao público a partir de uma exposição sobre a sua carreira em um museu de Miami. Há pontos altos e exclusivos do filme como um encontro com Lin Manuel Miranda e uma aparição histórica nessa homenagem prestada pelo History Miami Museum na qual Walter sentiu novamente o prazer que era apresentar-se para seu público.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13023" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/4285235.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Ligue Djá" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/4285235.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/4285235.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/4285235.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>Ligue Djá</em></strong> tem como ponto forte o tom afetivo em torno da figura de Walter, entendendo-o como uma espécie de ente mitológico criado pelo próprio, um performer nato e muito talentoso. O filme também se destaca pela maneira humana com a qual se aproxima do seu grande protagonista, já em seus últimos momentos bastante debilitado por seus problemas de saúde.</p>
<p>O ponto de virada do filme, que no primeiro ato traça o caminho narrativo da ascensão de Walter, é mesmo o momento em que os problemas do artista com seu empresário vêm à tona. Nesse instante, o longa consegue sair um pouco do tom institucional e de celebração do legado de Mercado para investigar meandros de sua vida que até então era de conhecimento de poucos dado o seu desaparecimento tão repentino. Ao mesmo tempo, a exploração desse outro lado da biografia do vidente não soa aproveitadora. O filme consegue manter um equilíbrio entre esmiuçar os meandros de um personagem complexo e não soar invasivo e sensacionalista.</p>
<p><em><strong>Ligue Djá: O Lendário Walter Mercado</strong></em> é uma homenagem calorosa à figura de Mercado, um personagem extremamente rico e que rende bastante ao material. O filme mostra como Walter é representativo da quebra de vários tabus em sua tempo, e, no fim das contas, se transforma em uma celebração em tom nostálgico do próprio período do seu estrelato, já que fica evidente que ele é movido por esse sentimento de afeto ao seu protagonista e de como sua presença nos lares de muitos foi marcante, inclusive para os envolvidos na realização da obra.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kareem Tabsch, Cristina Constantini</p>
<p><strong>Assista ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/trailer/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">trailer</a>!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/UHa7TvsVJwU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar (Google Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2020 21:41:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A causa LGBTQI+ está cada vez mais em pauta nos últimos anos, com discussões pertinentes sobre uma temática que envolve muito preconceito e falta de informação. Mas não é de hoje que o cinema discute este assunto. Claro que atualmente a pauta é muito mais usual do que antigamente. No entanto, lá em 1995 o longa Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar já apresentava ao público um outro olhar sobre as Drag Queens e o seu ofício. Após [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A causa LGBTQI+ está cada vez mais em pauta nos últimos anos, com discussões pertinentes sobre uma temática que envolve muito preconceito e falta de informação. Mas não é de hoje que o cinema discute este assunto. Claro que atualmente a pauta é muito mais usual do que antigamente. No entanto, lá em 1995 o longa <strong><em>Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar</em> </strong>já apresentava ao público um outro olhar sobre as <em>Drag Queens</em> e o seu ofício.</p>
<p>Após vencerem uma competição em Nova York, Noxeema Jackson (Wesley Snipes, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-nome-e-dolemite/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Meu Nome é Dolemite</em></a>) e Vida Boheme (Patrick Swayze, <em>Dirty Dancing &#8211; Ritmo Quente</em>) se qualificam para a <em>Drag Queen of America</em>, que ocorrerá em Hollywood. Um de seus concorrentes é o ingênuo e inexperiente Chi Chi Rodriguez (John Leguizamo, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-sol-tambem-e-uma-estrela/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Sol Também é Uma Estrela</em></a>), que consegue convencer Vida e Noxeema a deixar de lado a ideia de viajar de avião para partir em uma aventura a bordo de um Cadillac conversível.</p>
<p>Só que o estilo de vida deles pode ser bem aceito em grandes cidades como Nova York e Los Angeles, mas não é bem visto no interior dos Estados Unidos. Quando o carro do trio quebra na pequena cidade de Snydersville, eles precisam vencer a resistência inicial e conquistar a confiança dos habitantes locais. A situação piora ainda mais devido à presença do xerife Dollard (Chris Penn, <em>Cães de Aluguel</em>), que é bastante homofóbico e racista.</p>
<p>O filme é uma performance cuidadosa e explicativa sobre a montagem de uma <em>Drag Queen</em>, como ela se sente nos concursos, seus traumas de preconceito, etc. Tudo isso de uma maneira muito leve e envolvente, conquistando o espectador em cada tomada. Logo de início, somos surpreendidos com a presença de Ru Paul, <em>drag queen</em> americana, atualmente ainda mais famosa por conta do reality show <em>RuPaul&#8217;s Drag Race</em>. Quem também dá uma palinha rápida é o querido ator Robin Williams.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13004" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fRE4uBib6ES5gCpJzFDgPC0oU6b.jpg" alt="Para Wong Foo Obrigada por Tudo! Julie Newmar" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fRE4uBib6ES5gCpJzFDgPC0oU6b.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fRE4uBib6ES5gCpJzFDgPC0oU6b-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fRE4uBib6ES5gCpJzFDgPC0oU6b-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas o trio principal é, de fato, a alma de <strong><em>Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar</em></strong>. Performáticos e com personalidades fortes e distintas, eles vão se complementando e dialogando com as causas que são apresentadas no filme. Temas como violência contra a mulher, assédio sexual, racismo, homofobia são incorporadas numa trama divertida e gostosa de assistir. Além disso, a descoberta do primeiro amor, o amor maduro, a memória afetiva. Esse filme fala de muitas coisas, especialmente sob a ótica da <em>drag queen</em>. Inclusive, com uma explicação bem didática sobre as diferenças entre <em>drag queen</em>, travesti e transgênero.</p>
<p>Inserido no interior dos EUA, onde o preconceito é ainda mais forte, tanto do ponto de vista da cor da pele quanto da orientação sexual, o longa funciona ainda com várias alfinetadas ao comportamento do típico americano. Vida é renegada pela família rica e tradicional americana, enquanto Noxeema e Chi Chi sofrem ainda mais por serem negra e latina, respectivamente. O trio é, no entanto, resiliente e não se deixa amargurar pelas intemperes da vida.</p>
<p>Com atuações incríveis e um clima aconchegante, <strong><em>Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar</em></strong> é a sua melhor escolha para o fim de semana. Um filme leve que discute pautas importantes, que com certeza será uma opção acertada para toda a família. Está disponível para aluguel no Google Play.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Beeban Kidron<br />
<strong>Elenco:</strong> Patrick Swayze, Wesley Snipes, John Leguizamo, Stockard Channing, Blythe Danner, Arliss Howard, Chris Penn, Michael Vartan, Robin Willians, Ru Paul, Jason London</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/eiSgXV_ziLg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: 7500 (Prime Video)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2020 16:29:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Filmes como 7500 existem a rodo por ai e talvez o que distinga um exemplar do outro seja sua execução por parte dos seus diretores. O thriller dirigido por Patrick Vollrath limita sua ação a uma cabine de avião na qual o co-piloto interpretado por Joseph Gordon-Levitt (Entre Facas e Segredos) tenta levar com segurança o avião a seu destino em meio a um sequestro engendrado por terroristas. Espaço de ação reduzido, número limitado de personagens e plot centrado na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Filmes como <em><strong>7500</strong> </em>existem a rodo por ai e talvez o que distinga um exemplar do outro seja sua execução por parte dos seus diretores. O <em>thriller</em> dirigido por Patrick Vollrath limita sua ação a uma cabine de avião na qual o co-piloto interpretado por Joseph Gordon-Levitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>) tenta levar com segurança o avião a seu destino em meio a um sequestro engendrado por terroristas.</p>
<p>Espaço de ação reduzido, número limitado de personagens e <em>plot</em> centrado na ação, o esforço de sobrevivência do seu protagonista, dão a tônica do filme que dialoga com uma série de exemplares comerciais com custos reduzidos de produção e bastante eficientes na geração da tensão no seu espectador. A economia e objetividade desse tipo de produção sempre rendeu filmes muito eficientes como entretenimento.</p>
<p><em><strong>7500</strong> </em>segue a cartilha desse tipo de produção e conta com uma ótima direção de ação de Patrick Vollrath, que na maior parte das vezes consegue manter as coisas tensas mesmo que praticamente toda a história ocorre na cabine do avião. O diretor conta com um desempenho compromissado de Joseph Gordon-Levitt, ator que responde de maneira muito interessante aos testes emocionais pelos quais o protagonista do longa passa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13000" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/0596989.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="7500" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/0596989.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/0596989.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/0596989.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os problemas de <em><strong>7500</strong> </em>estão na queda de ritmo que toma conta da produção quando o personagem de Levitt passa a ter contato mais direto com um dos sequestradores do avião. É nesse momento que o longa enfraquece, sobretudo porque até então vinha conseguindo explorar questões interessantes do protagonista como sua obediência ao código de ética e a maneira como responde a ele quando questões pessoais vêm à tona.</p>
<p>No fim das contas, <em><strong>7500</strong> </em>vira um amontoado de &#8220;lugares comuns&#8221; com direito a empatia do piloto por um dos sequestradores do voo. Assim, <strong><em>7500</em> </strong>é um filme que até rende como passatempo sem grandes inspirações criativas, mas chega uma hora que o fardo do clichê mal executado toma e a resolução do conflito central da história não exibe o clímax nem a tensão dos seus primeiros minutos.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Patrick Vollrath<br />
<strong>Elenco:</strong> Joseph Gordon-Levitt, Omid Memar, Aylin Tezel, Carlo Kitzlinger, Murathan Muslu, Aurélie Thépaut, Paul Wollin, Hicham Sebiai</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/leEwzquSc6Y" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Vidas Duplas (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2020 22:53:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Christa Thérest]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim como no título, em seu original (Doubles Vies) e na sua tradução, a dualidade é constantemente trabalhada em Vidas Duplas. Escrito e dirigido por Olivier Assayas (Acima das Nuvens), existem duas dimensões de discussão na obra, por assim dizer. De um lado, o público acompanha os debates sobre as inovações tecnológicas, consumo e a literatura. Do outro, vê-se as peripécias amorosas da vida das personagens. Nestes contextos, mais desdobramentos aparecem, sendo na primeira temática os que são a favor [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><br />Assim como no título, em seu original (<em>Doubles Vies</em>) e na sua tradução, a dualidade é constantemente trabalhada em <em><strong>Vidas Duplas</strong></em>. Escrito e dirigido por Olivier Assayas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Acima das Nuvens</em></a>), existem duas dimensões de discussão na obra, por assim dizer. De um lado, o público acompanha os debates sobre as inovações tecnológicas, consumo e a literatura. Do outro, vê-se as peripécias amorosas da vida das personagens. Nestes contextos, mais desdobramentos aparecem, sendo na primeira temática os que são a favor das mudanças e os mais conservadores. Na segunda, nota-se que todos possuem relacionamentos oficiais e extraconjugais. Apesar de possuir bastante elementos positivos, ele é qualitativamente dividido também.</p>
<p>Mas, começando pelo o que há de melhor nele, é perceptível como cada elemento vai aparecendo como camadas pintadas na tela. Há toda uma progressão trabalhada por Assayas, que vai inserido lentamente os casos de cada um, os conflitos e as suas formas de pensar. Há uma organicidade e uma fluidez em como a história é apresentada, se desenvolve e é encerrada. A costura do texto faz com que todas as situações puxem uma as outras, até um ápice dos conflitos daquelas vidas que estão sendo mostradas e, por fim, que vão sendo cuidadosamente finalizadas. Não há pressa. As soluções vão sendo apresentadas, como uma justificativa plausível, que se encaixa com o perfil de cada indivíduo retratado.</p>
<p>Este também é um elemento a se enaltecer na produção! A maneira como as personagens são ricas em sua construção. É possível enxergar os detalhes de suas personalidades, estabelecidos em pouco tempo, mas com profundidade. Parte desta qualidade também pode ser atribuída aos atores, principalmente em Juliette Binoche (Selena) e Vicent Macaigne (Léonard). Ambos imprimem características fortes e conseguem as performar com equilíbrio, revelando vulnerabilidades, comicidades e emoções, seja através de um sorriso, uma pausa, um olhar ou quando tocam em alguém. Estes traços não vão por caminhos óbvios. Assim, é possível que, no momento da gargalhada, o espectador consiga ver as sensações de incertezas mais fortemente, por exemplo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12946" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/2284436.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="vidas duplas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/2284436.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/2284436.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/2284436.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As sensações vivenciadas na trama também são passadas através dos movimentos de câmera. Em alguns planos longos, com <em>travellings</em> ou câmera na mão, a euforia dos encontros é demonstrada. Ao mesmo tempo, o quadro volta a ficar fixo quando uma pessoa respira, senta e começa a contar algo, aumentando não apenas a empatia, como inserindo quem assiste naqueles diálogos, de alguma maneira. Os<em> zoom in</em> e <em>out</em> também são usados neste sentido e acabam direcionando o olhar ou afastando-o daquele ponto de vista. O jogo de superioridade e inferioridade, petulância e humildade, ganho ou perda de argumento se dá justamente através destas estratégias de enquadramento.</p>
<p>No entanto, existe um incômodo forte durante a projeção. Há um discurso que permeia o longa inteiro que é o da passagem dos livros do papel para a ambiência digital. Carecendo de uma compreensão mais profunda do assunto, existe uma visão, transformada em diversas conversas, sobre o fim da materialidade das coisas, por conta da tecnologia. Contudo, já se é sabido, faz um tempo, que tudo que está ligado ao digital também possui elementos do material.</p>
<p>Assim, basta uma olhada no tema para descobrir que não faltam estudos sobre as agências dos objetos e as materialidades da comunicação. Logo, pensando que os indivíduos mostrados neste enredo são da área, fica difícil acreditar que eles falariam assim de verdade, se são tratados como <em>experts</em> no assunto dentro deste universo ficcional ali mostrado. Então, por exemplo, em um dado momento se fala em diminuir os danos ao meio ambiente, mas o uso da internet polui o planeta, por conta da emissão de carbono.</p>
<p>No geral, <strong><em>Vidas Duplas</em></strong> possui este fator de seguir por dois caminhos, com uma metade rica em detalhes, cuidadosa e bem elaborada. Esta é justamente a que fala sobre relações humanas. Porém, a outra parte falha por possuir um tom arrogante de conhecimento sobre progressos e retrocessos da humanidade, mas sem investigar profundamente do que fala, deixando o debate tolo e enfraquecido.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Olivier Assayas</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Juliette Binoche, Gillaume Canet, Vicent Macaigne, Nora Hamzawi, Christa Thérest, Pascal Greggory, Lionel Dray, Sigrid Bouaziz</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/LlGUFUu33Ko" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-vidas-duplas-telecine-play/">Dica do Dia: Vidas Duplas (Telecine Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Dica do Dia: Cujo (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2020 19:05:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cujo foi um título de terror lançado no início da década de 1980 que até hoje é bastante cultuado, não à toa integra atualmente o catálogo da Netflix. A produção foi dirigida por Lewis Teague, o mesmo de A Joia do Nilo e Olhos de Gato, e rapidamente se transformou em um dos grandes sucessos comerciais do seu estúdio na época, a Warner. Cujo também é uma das melhores adaptações cinematográficas de uma obra de Stephen King já feita para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Cujo</em> </strong>foi um título de terror lançado no início da década de 1980 que até hoje é bastante cultuado, não à toa integra atualmente o catálogo da Netflix. A produção foi dirigida por Lewis Teague, o mesmo de <em>A Joia do Nilo</em> e <em>Olhos de Gato</em>, e rapidamente se transformou em um dos grandes sucessos comerciais do seu estúdio na época, a Warner. <strong><em>Cujo</em> </strong>também é uma das melhores adaptações cinematográficas de uma obra de Stephen King já feita para as telonas e há duas razões para esse título: a direção de Teague e a simplicidade da história.</p>
<p>Diferente de outras tramas mais complexas com sob o selo do autor, a trama de <strong><em>Cujo</em> </strong>é bastante simples e seu propósito é muito direto. Aqui, acompanhamos a saga de um cachorro são bernardo acometido pela raiva depois de ser picado por um morcego. O dócil animal de repente se transforma numa criatura assustadora que encurrala Donna e seu filho. Presos em um carro, os dois são vigiados por Cujo, que só aguarda o mínimo vacilo para atacá-los.</p>
<p>Ainda que <em><strong>Cujo</strong> </em>nos proporcione algumas leituras sobre temas frequentes nas obras de King, entre eles relações familiares mal arranjadas e a capacidade de superação de traumas e medos do ser humano (aqui, desde o primeiro encontro com Cujo, Donna demonstra seu medo de cães e do contato do seu filho com eles), o material acaba também destacando uma experiência satisfatória de recepção se encarado como uma história centrada na sua ação central, uma mãe e um filho encontrando uma maneira de se safar de uma situação de perigo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12936" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/18879575.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Cujo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/18879575.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/18879575.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/18879575.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Nesse sentido, a direção de Lewis Teague é fundamental, sobretudo quando a tensão se instaura em <strong><em>Cujo</em></strong>. O diretor consegue conferir uma atmosfera claustrofóbica e de constante perigo capaz de deixar os nervos do espectador à flor da pele. Isso é eficiente tanto do ponto de vista da <em>mise-en-scène</em> criada quanto na caracterização do próprio Cujo, que gradualmente sai da condição de <em>pet</em> para se transformar numa besta apavorante.</p>
<p>Apesar de todas as leituras possíveis da história, que podem acolher diversas metáforas, <strong><em>Cujo</em> </strong>é mais simples do que outros trabalhos de King, basta pensarmos, por exemplo, na complexidade dos personagens de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>It</em> </a>e O Iluminado e suas relações. King é um autor sempre difícil de transpor para as telas justamente por esse motivo. Essa economia de expedientes para se contar uma história do gênero fez bem à adaptação e permitiu que Teague brilhasse na condução de um longa eficiente em sua capacidade de proporcionar tensão.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lewis Teague<br />
<strong>Elenco:</strong> Dee Wallace Stone, Danny Pintauro, Daniel Hugh Kelly, Ed Lauter, Kaiulane Lee, Billy Jayne</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xNps-pDRvxM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Encontro Marcado (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2020 15:43:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tem filmes que conversam com nossa alma, como se eles se conectassem com pontos específicos das nossas necessidades ou memórias afetivas. Encontro Marcado (1998) se encaixa justamente nesta categoria. Era um dos filmes favoritos de meu avô, a quem devo toda a minha paixão pelo cinema. Lembro que assisti quando era pequena (na época de seu lançamento eu tinha apenas 8 anos), mas naturalmente não absorvi os detalhes. Revendo aos quase 30 anos, vejo que meu avô tinha suas razões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem filmes que conversam com nossa alma, como se eles se conectassem com pontos específicos das nossas necessidades ou memórias afetivas. <em><strong>Encontro Marcado</strong></em> (1998) se encaixa justamente nesta categoria. Era um dos filmes favoritos de meu avô, a quem devo toda a minha paixão pelo cinema. Lembro que assisti quando era pequena (na época de seu lançamento eu tinha apenas 8 anos), mas naturalmente não absorvi os detalhes. Revendo aos quase 30 anos, vejo que meu avô tinha suas razões em adorar este longa.</p>
<p><em>Meet Joe Black</em> (título original) conta a história de Bill Parrish (Anthony Hopkins, <em>Dois Papas</em>), um magnata da comunicação que está prestes a fazer 65 anos e terá uma grande festa promovida pelas filhas. Ele começa a ouvir vozes que ficam sussurrando palavras soltas no seu ouvido. Até que finalmente encontra com Joe Black (Brad Pitt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>), que é ninguém menos que a Morte. Ele chega afirmando que está ali para levá-lo mas, como pretende conhecer os hábitos dos humanos, propõe retardar esta partida se o bilionário tornar estas &#8220;férias&#8221; interessantes e instrutivas.</p>
<p>A partir daí, se inicia uma longa trama de construção da relação entre os dois personagens, detalhada e cuidadosa. Bill é extremamente apegado às filhas, Susan (Claire Forlani, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-cinco-passos-de-voce/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Cinco Passos de Você</em></a>) e Allison (Marcia Gay Harden, <em>Na Natureza Selvagem</em>). A primeira é médica e favorita do pai, enquanto a segunda se dedica à família e convoca sempre a atenção paterna. Susan está prestes a casar com um dos braços direitos do pai e sente que a vida a está empurrando em direções. Ao conhecer um jovem numa cafeteria, tem um súbito envolvimento que vai mudar a sua vida.</p>
<p>À medida que o longa vai se desenvolvendo e caracterizando seus personagens, o espectador vai se envolvendo em uma trama de relacionamentos e questionamentos sobre o que de fato é importante na vida. A Morte parece muito interessada em conhecer a rotina dos humanos, enquanto esses parecem focar mais na ambição do que nas pequenas e importantes coisas. O filme trilha sem pressa este caminho. Sim, são 3h de duração para um filme de drama com romance, mas posso te afirmar que cada minuto é válido. Talvez a minha preferência por temáticas monótonas interfira nesta opinião? Sim. Mas acredito que o tempo alongado não chega a incomodar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12921" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac.jpg" alt="Encontro Marcado" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Pontuado com momentos de humor, o roteiro tem uma preocupação maior de fazer o espectador sentir todas as emoções que são experienciadas pelos personagens. Tudo isso é graciosamente beneficiado por uma trilha sonora incrível performada pelo compositor Thomas Newman, que teve destaque em vários longas, como <em>Perfume de Mulher</em>. Dito isso, os leitores mais vorazes do <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> já devem notar o quanto a trilha sonora é importante para mim. <em><strong>Encontro Marcado</strong></em> brilha neste quesito e vocês entenderão o motivo ao assistir ao longa.</p>
<p>Assistimos a desconstrução do propósito da Morte, que acaba se apaixonando perdidamente por Susan, dando início a uma grande paixão e todas as suas problemáticas. O envolvimento deles é bem construído e cuidadoso. Aliás, a excelente construção dos coadjuvantes contribui muito para o destaque das histórias principais. É o caso do ótimo Quince, vivido por Jeffrey Tambor (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-morte-de-stalin/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Morte de Stalin</em></a>).</p>
<p>Com um elenco fantástico e afiado, as composições dos personagens parecem muito naturais. A eminência da morte e o fácil convívio com ela mesma pondera a percepção de importância das pequenas coisas, como os abraços de filhos, desfrutar de seu prato favorito e ouvir uma boa música. O fim parece pouco surpreendente por um lado, mas acalenta ao público de outro. É emocionante e intenso. Talvez um pouco apelativo com sua grandiosidade? Sim. Mas <em><strong>Encontro Marcado</strong> </em>como um todo é assim e não vejo isso como demérito e sim, uma característica. Assista e se apaixone!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Martin Brest<br />
<strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Anthony Hopkins, Claire Forlani, Marcia Gay Harden, Jake Weber, Jeffrey Tambor, June Squibb</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Kl33AWk9D1s" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: A Despedida (Looke)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2020 19:36:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Despedida é um filme peculiar pela proximidade da história da sua diretora Lulu Wang com a trama da imigrante chinesa que sai dos EUA e retorna a seu país de origem para acompanhar aqueles que seriam os últimos dias da sua avó, portadora de um câncer em estágio terminal. Também roteirista do longa, Wang trouxe para as telas parte da sua relação com sua nai nai (como eles chamam avó em mandarim) e o choque cultural que o enfrentamento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A Despedida</strong></em> é um filme peculiar pela proximidade da história da sua diretora Lulu Wang com a trama da imigrante chinesa que sai dos EUA e retorna a seu país de origem para acompanhar aqueles que seriam os últimos dias da sua avó, portadora de um câncer em estágio terminal. Também roteirista do longa, Wang trouxe para as telas parte da sua relação com sua nai nai (como eles chamam avó em mandarim) e o choque cultural que o enfrentamento de temas como a morte sempre trazem no diálogo entre as perspectivas ocidentais e orientais sobre o assunto.</p>
<p>Wang faz de <strong><em>A Despedida</em></strong> uma narrativa sobre o choque cultural de uma jovem chinesa há anos nos EUA interpretada por Awkwafina (de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oito-mulheres-e-um-segredo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Oito Mulheres e um Segredo</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-podres-de-ricos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Podres de Ricos</em></a>) e parte da sua família que acabou ficando na China. Ao longo da história, o grupo de personagens discordam e lidam com a incompreensão sobre a manutenção do sigilo no que diz respeito ao diagnóstico da nai nai.</p>
<p>Ao longo de <em><strong>A Despedida</strong></em>, é interessante perceber como Lulu Wang conseguiu conciliar os diversos interesses do longa. Ao mesmo tempo em que <em><strong>A Despedida</strong></em> é uma imersão nessa junção cultural e consegue dimensionar seu tema tanto pela perspectiva dos chineses &#8220;americanizados&#8221; e seus sentimentos de &#8220;despatrialização&#8221;, já que acabam &#8220;não pertencendo&#8221; a nenhum dos dois territórios, consegue trazer um olhar ocidental cheio de empatia para a cultura oriental, algo que possivelmente só consegue pelo vínculo da realizadora com essa ramificação da sua árvore genealógica.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12870" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5975687.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Despedida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5975687.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5975687.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5975687.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa também consegue ser um drama sensível, capaz de construir arcos complexos e cheios de introspecção para suas protagonistas, o que arranca dos seus atores, sobretudo Awkwafina e a adorável Shuzhen Zhao (a nai nai da família), que têm desempenhos repletos de nuances sugeridas em detalhes. Nesse sentido, A Despedida acaba se tornando terreno fértil para Wang exercitar com poesia e plasticidade os momentos de emoção mais singelas do filme, explorando com elegância cada um dos sentimentos que a história sugere, sem grandiloquência no uso de recursos à moda chinesa.</p>
<p>Assim, o que temos ao final da jornada de Billi (Awkwafina) é um processo de reconhecimento de si através da refamiliarização com suas origens. Lulu Wang traça toda essa trajetória com bastante propriedade e apreço aos traços mais humanos dos seus personagens. <em><strong>A Despedida</strong></em> também é uma bela reverência aos antepassados e à importância de valorizar cada momento, o mais banal possível, com eles.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lulu Wang<br />
<strong>Elenco:</strong> Awkwafina, Shuzhen Zhao, X Mayo, Tzi Ma, Diana Lin, Yang Xuejian, Aoi Mizuhara, Xiang Li, Hongli Liu, Shimin Zhang</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/T3Y6b36eMK4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-a-despedida-looke/">Dica do Dia: A Despedida (Looke)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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