Crítica: Podres de Ricos

Um dos maiores fenômenos de bilheterias do ano, tendo acumulado mais de US$ 200 milhões em todo o mundo custando apenas US$ 30 milhões, Podres de Ricos é baseado num best-seller homônimo de autoria de Kevin Kwan. O filme tem uma premissa extremamente simples: conta uma viagem empreendida por uma americana, filha de imigrante e professora universitária de economia para conhecer a família do seu rico namorado durante um casamento luxuoso em Singapura.

O destaque internacional da produção americana é seu elenco inteiramente asiático usado para narrar uma história inserida em um gênero tradicionalmente lucrativo em Hollywood, a comédia romântica. O marketing bem feito e a história convencional, mas bem contada, garantiram o fôlego desta produção por três semanas consecutivas no topo das bilheterias americanas na temporada extremamente concorrida do verão americano e deve ganhar uma continuação dentro de alguns anos.

Na essência, Podres de Ricos não apresenta nada que outra produção do gênero já não tenha feito. Nem mesmo esmiuça com mais profundidade algumas informações do contexto da sua história (como a cultura chinesa e o papel dos asiáticos na economia americana nas últimas décadas). No entanto, seria até injusto não reconhecer o valor do filme por outros méritos quando outros títulos de gêneros distintos passam batido aos olhos da crítica ao simplesmente seguir bem uma fórmula. É isso que Podres de Ricos faz, segue de maneira exemplar uma fórmula.

É possível que Podres de Ricos seja um dos melhores trabalhos da carreira do diretor Jon M. Chu (responsável por Truque de Mestre: O 2º Ato G.I Joe: Retaliação), ancorado no trabalho de um elenco competente, dos protagonistas Constance Wu e Henry Golding, passando pelas participações de Awkwafina (impagável como a melhor amiga de Wu) e da veterana Michelle Yeoh como a matriarca dos Young. O filme apela para algumas muletas desnecessárias em alguns momentos, sendo a principal delas um drama de infidelidade envolvendo a personagem de Gemma Chan, que também possui um vício por compras sugerido no primeiro ato e que nunca retorna à trama. No entanto, são detalhes que não estragam o grande entretenimento que Podres de Ricos inegavelmente é.

Assista ao trailer:

 

Wanderley Teixeira465 Posts

Pesquisador, jornalista e crítico de cinema, fã do Paul Thomas Anderson e também da Nicole Kidman, leitor esporádico de HQs de super-heróis e consumidor voraz de qualquer tipo de besteira colecionável.

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