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	<title>Arquivos DC Comics - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos DC Comics - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Coringa &#8211; Delírio a Dois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2024 14:00:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Acredito que um projeto audiovisual deva justificar sua existência, no sentido de garantir o seu propósito para com o público, especialmente quando se é um longa-metragem de indústria. Essa justificativa não precisa ser nada filosófica ou profunda, um filme pode simplesmente se justificar pelo propósito da diversão, do entretenimento. O que é difícil de engolir é um projeto que só existe por dinheiro e/ou hype. Tendo isso em mente, Coringa: Delírio a Dois é um ótimo exemplo do que Hollywood ama [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Acredito que um projeto audiovisual deva justificar sua existência, no sentido de garantir o seu propósito para com o público, especialmente quando se é um longa-metragem de indústria. Essa justificativa não precisa ser nada filosófica ou profunda, um filme pode simplesmente se justificar pelo propósito da diversão, do entretenimento. O que é difícil de engolir é um projeto que só existe por dinheiro e/ou <em>hype</em>. Tendo isso em mente, <em><strong>Coringa: Delírio a Dois</strong></em> é um ótimo exemplo do que Hollywood ama produzir: enlatados sem sentido ou propósito para arrecadar mais alguns milhões de dólares.</p>
<p>O filme é, do início ao fim, um desperdício de tempo e esforço criativo dos envolvidos. E, para agravar ainda mais a situação, a continuação ainda desmerece toda a força dialética do seu antecessor. É claro que a experiência do cinema é algo individual e de momento e essa insatisfação descrita pode parecer pessoal, mas vai além disso. <em><strong>Coringa: Delírio a Dois</strong></em> soa como uma explicação que ninguém pediu sobre o longa de 2019. A narrativa, que estreia nesta quinta-feira (3) nos cinemas brasileiros, apenas surfa na onda do sucesso que o primeiro projeto teve e vive com ajuda de aparelhos durante seus 138 minutos.</p>
<p>Nem mesmo a atuação oscarizada de Joaquin Phoenix (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/"><em>Coringa</em></a>, de 2019) ou a presença magnética de Lady Gaga (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/"><em>Casa Gucci</em></a>, de 2021) em cena como a Lee Quinzel são capazes de salvar esse navio afundando. Não há nada que sustente <em><strong>Coringa: Delírio a Dois</strong></em> e o justifique. A fotografia comandada por Lawrence Sher (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adao-negro/"><em>Adão Negro</em></a>, de 2022) e a arte, por Mark Friedberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-baleia/"><em>A Baleia</em></a>, de 2022), são outros pontos altos na produção que também não conseguem sustentar um roteiro sofrível. Não existe um ponto da produção que não seja afetado por esse texto sem fôlego e força.</p>
<p>O retorno da co-escrita entre Scott Silver e Todd Phillips não teve os mesmos frutos que no longa de 2019. Dessa vez eles se perderam em sua própria história, numa missão suicida de fazer da sequência uma grande explicação para suas escolhas brilhantes do primeiro filme. Na época do lançamento do filme sobre o icônico vilão do Batman, muito se falou sobre os perigos da &#8216;mensagem&#8217; do filme de Todd. Até mesmo a polícia ficou de prontidão em alguns cinemas com medo do projeto gerar reações extremas do público &#8211; coisa que não aconteceu. E parece que <em><strong>Coringa: Delírio a Dois</strong></em> veio como uma resposta a isso<em><strong>.</strong></em></p>
<p>A sensação que fica ao final da sessão é que a continuação é um pedido de desculpas para todos que criticaram a suposta &#8216;mensagem&#8217; de <strong><em>Coringa (2019)</em></strong>. O texto nada mais é do que um mastigar do primeiro filme, com o claro objetivo de justificar cada uma das escolhas feitas para o antecessor, tornando <em><strong>Coringa: Delírio a Dois</strong></em> uma carta aberta que não deixa dúvidas sobre suas intenções. O que havia de narrativamente incendiário no primeiro longa se perde. O que teve de novidade ficou para trás. E o que resta ao público é uma enfadonha história que questiona a inteligência do espectador e que vive pelas migalhas do que foi <strong><em>Coringa</em></strong>.</p>
<figure id="attachment_18771" aria-describedby="caption-attachment-18771" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-18771" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Coringa-Loucura-a-Dois-1-750x500.jpg" alt="Coringa - Loucura a Dois (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Coringa-Loucura-a-Dois-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Coringa-Loucura-a-Dois-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Coringa-Loucura-a-Dois-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Coringa-Loucura-a-Dois-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Coringa-Loucura-a-Dois-1.jpg 1011w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18771" class="wp-caption-text">Joaquin Phoenix em cena de &#8216;Coringa &#8211; Loucura a Dois (2024)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Ironicamente, o que mais preocupava o público de uma forma geral era o enquadramento que Phillips daria às cenas musicais em <em><strong>Coringa: Delírio a Dois</strong></em>. Muito se especulou, criticou e questionou essa escolha, mas ela é uma das melhores feitas no novo filme. Diria até que é um dos poucos (se não o único) acerto de novidade trazida para o novo projeto. A música sempre foi um elenco presente no primeiro filme, que sempre esteve associado aos momentos de maior delírio do personagem-título. Tendo isso claro, é possível entender a progressão que é feita na sequência com a expansão desse elenco que já era vital.</p>
<p>Em <em><strong>Coringa: Delírio a Dois</strong></em>, a música se torna um elemento mais presente e vivo em cena. Além disso, a música demarca esse outro sentimento do personagem principal: o amor por sua parceira do crime. Ainda que no plano da imaginação, as cenas musicais entram como uma forma de visualização do que se passa na mente perturbada do personagem de Phoenix. Dos momentos astairianos aos lalalandianos, as cenas musicais do roteiro prestam uma homenagem a esse tipo de cinema hollywoodiano, ao mesmo tempo que criam um artifício narrativo interessantíssimo.</p>
<p>Para além de uma homenagem ao gênero cinematográfico, as cenas musicais também dizem respeito ao que se passa na mente de Arthur Fleck. Do amor aos delírios de grandeza até chegar no medo da traição. Esse trânsito imaginativo composto pelas músicas consegue materializar um vislumbre do que havia de criativo e interesse no primeiro filme. Ele é capaz de compor uma complexidade em um roteiro tediosamente didático e verborrágico. Talvez, o último flash de esperança criativa em <em><strong>Coringa: Delírio a Dois</strong></em> esteja nessas cenas, que foram vastamente criticadas durante a produção do filme.</p>
<p>Para tristeza de muitos, a sequência será uma decepção. Desde seu lançamento no Festival de Veneza que o longa divide opiniões entre a crítica e deve seguir por esse caminho. Ainda assim, o fôlego desse filme não deve alcançar o do seu antecessor. O longa será uma surpresa para muitos. Surpreenderá com as cenas musicais fazendo sentido e sendo um respiro na mediocridade que rodeia o filme e, da mesma forma, surpreenderá por ser uma decepção tamanha por outros motivos que não essa escolha estética das músicas. A vida útil de <em><strong>Coringa: Delírio a Dois</strong></em> parece ter prazo de validade &#8211; e ele não deve estar longe de vencer.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Todd Phillips</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Joaquin Phoenix, Lady Gaga, Brendan Gleeson, Catherine Keener e Zazie Beetz</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/exeVIM3j3y0?si=61zbjjjSpi96XN9V" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: The Flash</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jun 2023 18:41:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um longa de super-herói chega aos cinemas. Esta é a vez de The Flash, aguardado filme que promete um desfecho do universo da DC, que já avisou recentemente que dará um reboot na maioria dos personagens. Notícia essa que já me deixou bastante inconformada, já que não consigo visualizar outros atores na pele de Superman e Mulher-Maravilha, que não sejam Henry Cavill (Enola Holmes) e Gal Gadot (Alerta Vermelho), respectivamente. Lamentos a parte, aqui em The Flash, Barry Allen, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um longa de super-herói chega aos cinemas. Esta é a vez de <strong><em>The Flash</em></strong>, aguardado filme que promete um desfecho do universo da DC, que já avisou recentemente que dará um <em>reboot</em> na maioria dos personagens. Notícia essa que já me deixou bastante inconformada, já que não consigo visualizar outros atores na pele de Superman e Mulher-Maravilha, que não sejam Henry Cavill (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-enola-holmes-netflix/"><em>Enola Holmes</em></a>) e Gal Gadot (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alerta-vermelho-netflix/"><em>Alerta Vermelho</em></a>), respectivamente.</p>
<p>Lamentos a parte, aqui em <strong><em>The Flash</em></strong>, Barry Allen, interpretado pelo polêmico Ezra Miller (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-segredos-de-dumbledore/"><em>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</em></a>) simplesmente não consegue largar a história da morte da mãe e, consequente, prisão do pai. Em um momento de dor e frustração, ele acaba descobrindo que a sua velocidade permite que ele viaje no tempo e espaço, o que o faz querer voltar no passado e salvar sua mãe. Claramente as coisas não saem conforme o esperado e ele acaba imerso no desespero do multiverso.</p>
<p>Particularmente, não aguento mais filmes que coloquem o multiverso como cerne da questão. É como se nada mais fosse definitivo, já que o personagem pode simplesmente voltar em algum momento em que o roteiro entender que isso seja interessante. Essa equação do multiverso só funciona quando utilizada em doses homeopáticas e não é isso que vem acontecendo ultimamente. Até o filme que ganhou o Oscar, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo/">Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo</a>, fez uso desta técnica. Ou seja, já vejo este mercado como saturado. Porque agora você tá me dizendo que o personagem X morreu, mas pode ser que daqui uns anos, se isso for conveniente, ele possa ressurgir das cinzas com essa desculpa. Acho bem problemático.</p>
<p>Aqui especificamente em <em><strong>The Flash</strong></em>, acredito até que o uso foi bem dosado e com uma argumentação válida. O que move o protagonista neste sentido é a dor do luto nunca superado. E nada mais justo que isso para fazer qualquer pessoa tentar o impossível. Outro ponto importante é que obviamente não dá certo e o personagem sofre as diversas consequências de seus atos. Não há impunidade para quem quer mudar o fio do tempo e as coisas não vão sair exatamente como esperamos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16806" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/5573879.jpg" alt="The Flash" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/5573879.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/5573879-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/5573879-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/5573879-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Nesta tentativa de resolver tudo e consertar os erros, Barry enfia mais ainda os pés pelas mãos. É uma sucessão de remendos que tornam cada vez mais complicado o cenário. Sozinho e desamparado, já que o multiverso te rouba as pessoas que mais confia, ele precisa seguir seu instinto de tentar reduzir os danos e tomar as decisões corretas. Tudo isso enquanto tenta controlar a si mesmo, como um paradoxo interessante da nossa dualidade interior.</p>
<p>Muitos personagens antigos e afetivos aparecem neste meio do caminho. O principal, claro, é o Batman de Michael Keaton (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>). Ele não apenas traz de volta o seu personagem dos anos 1989, como toda a atmosfera que o envolve. Um homem-morcego mais tradicional, com várias gambiarras tecnológicas, morcegos voando ao redor e os bat-móveis característicos. É realmente fantástico e inserido de uma maneira assertiva.</p>
<p>Não há como ignorar, no entanto, toda a polêmica que envolve Ezra Miller. Ainda que ele nos ofereça uma boa atuação, como é de seu costume, é complicado esquecer que ele foi envolvido em inúmeros casos problemáticos de violência, agressão e abuso, dos quais vários ele chegou a confessar. Fica muito claro que ele só está ali por dois motivos simples: dinheiro e é branco. Porque se fosse um ator negro e o filme não estivesse pronto, as consequências viriam antes de qualquer confirmação, como no caso de Jonathan Majors (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-creed-iii/"><em>Creed III</em></a>).</p>
<p>Seguindo o fluxo, <strong><em>The Flash</em></strong> é uma boa finalização de uma era bem bacana da DC. Ainda que eu lamente as decisões do estúdio quanto aos seus protagonistas, esse filme consegue dar um desfecho minimamente respeitoso e lógico. Via de regra, sempre acabo achando que as produções da DC são superiores, especialmente em roteiro, do que as da Marvel, que só ganha mais notoriedade pela quantidade absurda de filmes que são lançados. Aqui eu vejo mais equilíbrio e sensatez.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andy Muschietti</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jeremy Irons, Ezra Miller, Sasha Calle, Luke Brandon Field, Michael Shannon, Ron Livingston, Maribel Verdú, Ben Affleck, Michael Keaton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Am7va7_gOlo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Batman: Pontos Altos e Baixos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 14:08:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Das HQs para seriados de TV live action, franquias cinematográficas e animações, o universo do homem morcego já foi explorado de diversas formas pelo audiovisual. Entre focar na própria trajetória de Bruce Wayne/Batman e entregar enredos de seus antagonistas ou coadjuvantes, é difícil imaginar o que ainda pode causar impacto ou quais novas perspectivas podem ser trazidas ao se trabalhar dentro destas adaptações. No entanto, Matt Reeves (Deixe-me Entrar) pegou o bastão de Tim Burton, Joel Schumacher, Christopher Nolan e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Das HQs para seriados de TV <em>live action</em>, franquias cinematográficas e animações, o universo do homem morcego já foi explorado de diversas formas pelo audiovisual. Entre focar na própria trajetória de Bruce Wayne/Batman e entregar enredos de seus antagonistas ou coadjuvantes, é difícil imaginar o que ainda pode causar impacto ou quais novas perspectivas podem ser trazidas ao se trabalhar dentro destas adaptações.</p>
<p>No entanto, Matt Reeves (D<em>eixe-me Entrar</em>) pegou o bastão de Tim Burton, Joel Schumacher, Christopher Nolan e tantos outros e trouxe o seu olhar para este novo <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman/"><strong><em>Batman</em></strong></a>. Dentro desta perspectiva, é possível dizer que Reeves foi feliz em sua direção e roteiro – que escreveu ao lado de Peter Craig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bad-boys-para-sempre/"><em>Bad Boys para Sempre</em></a>) – e conseguiu entregar um resultado digno e equilibrado. Ainda assim, alguns elementos poderiam ter sido realizados de forma mais precisa, aumentando a qualidade da obra.</p>
<p>Pensando na produção como um todo, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> reuniu os pontos altos e baixos do <strong><em>Batman</em> </strong>de Reeves neste especial. Confira!</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15319" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/the-batman.jpg" alt="Batman" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/the-batman.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/the-batman-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/the-batman-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/the-batman-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>PONTOS POSITIVOS</strong></h5>
<p style="text-align: center;"><strong>Criação e Construção de personagens</strong></p>
<p>Um dos maiores ganhos do novo <em>Batman</em> é forma como as personagens são trabalhadas dentro do longa-metragem. A começar pelo próprio Batman. Há aqui uma dualidade marcante entre o super-herói e Bruce Wayne, na qual esta dicotomia é marcada de forma expressiva. Trajando as suas vestes de vigilante, Wayne é forte, imponente e calculista. Já sem a sua armadura, ele é possui uma postura quase de adolescente, com um olhar melancólico e frágil. Este mérito para a complexidade de Bruce vem tanto do roteiro quanto do trabalho de Robert Pattinson (<em>Crepúsculo</em>), que compreendem a necessidade de imprimir camadas para o herói, revelando, principalmente, de maneira imagética, menos do que nos diálogos, as vivências e traumas de Wayne. Além deste cuidado na elaboração do papel principal, os vilões e coadjuvantes também ganham um olhar especial aqui. Todos possuem, em alguma medida, um background que ganha certo tempo de tela, sem que o rumo da trama principal seja perdido. As interpretações são orgânicas e mesmo que sejam figuras embebidas de sua porção de caricatura, elas possuem fluidez na cena, com movimentações e falas que não soam artificiais. Talvez, os únicos incômodos neste sentido sejam Selina (Zoë Kravitz), que não tem tantos contornos assim, e o Charada, de Paul Dano, que carrega nas tintas em seus monólogos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Música Original</strong></p>
<p>Conhecido por possuir uma obra marcante em filmes como <em>Os Incríveis</em>, <em>Rogue One: Uma História Star Wars</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-zootopia-essa-cidade-e-o-bicho/"><em>Zootopia</em> </a>e séries como <em>Lost</em>, Michael Giacchino tem um traço bastante característico em sua obra: o equilíbrio de criar composições emblemáticas, sem retirar o foco da narrativa. Em <em>Batman</em>, ele segue neste mesmo fluxo. Há aqui um estabelecimento de atmosfera, através de suas músicas e um fomento das emoções necessárias que cada sequência precisa passar. Toda a passionalidade, melancolia e ausência de sanidade são apresentadas pelas sonoridades convocadas por Giacchino. As repetições de temas, que muitas vezes cansam o espectador em obras de super-herói, neste filme são positivas, pois elevam a potencialidade tanto em termos de ação e suspense, como dos momentos trágicos. Há uma espécie de nostalgia que ronda o que Michael compôs e isto acaba por construir um universo extra fílmico, que é esta bagagem do mundo pregresso criado por Batman, existente em múltiplas décadas, em suas tantas adaptações. Assim, existem as particularidades desta nova adaptação, mas uma personalidade musical que extrapola a obra especificamente.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Condução do ritmo</strong></p>
<p>Apesar de possuir uma queda qualitativa a partir de seu terceiro ato, a maneira como Matt Reeves conduz o ritmo de seu longa é um dos pontos mais altos de <em>Batman</em>. As ações tomam tempo para acontecerem e esta é a principal razão para que as personagens sejam tão bem construídas. Além disso, há uma imersão intensa do público com a narrativa, porque este cuidado no olhar de Reeves cria um reconhecimento que torna especiais os elementos que são trazidos na trama. São diversas camadas exploradas ali, como a relação de Bruce com o jovem garoto que perde o pai, a sua relação com Alfred (Andy Serkis) ou a profundidade dos crimes que estão acontecendo em Gotham. Em cada revelação, cada mistério desvendado, cada charada solucionada, é como se o espectador virasse a sua página da HQ, porque há uma consciência de Reeves em trabalhar as descobertas de Bruce, juntamente com as de quem assiste, o que aumenta a emoção ao acompanhar aquela aventura.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15318" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/poltrona-the-batman-critica.jpg" alt="Batman" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/poltrona-the-batman-critica.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/poltrona-the-batman-critica-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/poltrona-the-batman-critica-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/poltrona-the-batman-critica-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>PONTOS BAIXOS</strong></h5>
<p style="text-align: center;"><strong>Queda qualitativa</strong></p>
<p>Apesar de apresentar um filme com um resultado total positivo, há um momento de virada na trama de <em>Batman</em> e, a partir disto, acontece uma demora para os encaminhamentos do desenlace. No início do terceiro ato, enquanto Bruce tenta descobrir quem é o “rato” e o Charada, ao mesmo tempo, pequenas gorduras atrasam o desenvolvimento do desfecho do filme, deixando o seu final um tanto cansativo. A sensação é a de que são realizadas muitas voltas até que se chegue no cerne da questão: o amadurecimento deste Batman, de Reeves, que possui um ar de rebeldia juvenil e precisa direcionar melhor as suas emoções para ser um herói mais justo e de propósitos menos egoístas. No entanto, para realizar tal intento, pequenos empecilhos são postos, mas eles são tão óbvios – como a captura do Charada ou o comício de Bella Reál (Jayme Lawson) –, que a qualidade do encerramento da obra é menor do que seu restante. Este “tomar seu tempo” que percorre a narrativa é um ganho sim, porém quando o sentido disto se esvazia, com direcionamentos ingênuos, esta característica deixa de ser boa para ficar enrolada.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Algumas escolhas da direção</strong></p>
<p>Novamente, é preciso salientar que, em termos gerais, a direção de Matt Reeves é consciente e efetiva. Os movimentos de câmera e enquadramentos são pensados de maneira pontual e seu interesse aqui parece ser o de convocar uma direção mais discreta e focar em dar destaque para a personagem central. Inclusive, para criar este homem morcego mais sensível e melancólico, que se guia mais por suas emoções do que pelo coletivo, Reeves se vale de diversos momentos de close, por exemplo. Todavia, é nesta vontade de investigar Wayne tão de perto que Matt falha em certas sequências. Este é um longa de super-herói, no final das contas, e que possui seu teor de ação, aventura e suspense. Desta maneira, quando os enquadramentos ficam tão fechados em dados instantes, o espectador acaba por ter suas sensações de emoção esvaziadas. Além disso, esta estratégia torna mais complicado de acompanhar as lutas mais amplamente, principalmente na cena da fuga de Wayne da polícia, quando o quadro fica bastante fechado, após ele pular do prédio, dificultando a fruição e causando certo estranhamento – que poderia até ser positivo, se não quebrasse o ritmo e a observação deste voo do Batman.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mulher-gato</strong></p>
<p>A Mulher-gato é uma personagem icônica, tanto nos quadrinhos como no audiovisual, por conter uma personalidade expansiva e sempre estar no limiar entre vilã e par romântico de Bruce Wayne. A Catwoman vivida por Zoë Kravitz não é de todo mal, por assim dizer. Contudo, ainda que a construção da atriz seja bem feita – com tônus e gestos precisos e toda a consciência corporal que a personagem necessita –, a questão aqui é a repetição de padrões de figuras femininas em filmes de super-heróis. Selina tem elementos empoderados, mas a postura da personagem sempre seguiu algo semelhante ao que é mostrado neste <em>Batman</em> de Matt Reeves. Talvez, o que incomode aqui é o quanto ela é fragilizada na presença de Wayne e como o olhar dele para Selina é viciado e até moralista. Há uma sequência na qual a jovem precisa explicar para o milionário que a sua relação com um dos vilões não é sexual e ele passa a respeitá-la novamente, após a revelação. É como se esta Mulher-Gato impressa aqui fosse uma Selina cheia de idealizações. Neste sentido, o que acaba por ocorrer é quase uma confusão de quem é esta figura de verdade. A sua personalidade fica sufocada por Bruce e não há espaço para que ela possa ser desenvolvida. A Selina de Reeves vive assim a chamada “Síndrome de Trinity”, termo criado pela jornalista Tasha Robinson, que fala justamente sobre esta mulher forte que, na verdade, é uma mera <em>sidekick</em>, que não tem suas habilidades evidenciadas e acaba sendo aqui o papel mais planificado dentro da narrativa.</p>
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		<title>Especial: Universo Estendido DC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Apr 2021 18:26:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A caminhada do Universo Estendido DC (DCEU) não foi fácil. O novo projeto do estúdio luta para se provar digno da atenção do público e crítica desde seu início com o lançamento de O Homem de Aço (2013). O estúdio precisou (e ainda precisa) enfrentar grandes obstáculos. O curioso é que eles foram criados antes mesmo de seu surgimento. Logo no início dos anos 2000, as adaptações de histórias em quadrinhos explodiram. A DC logo começou a investir em live [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A caminhada do Universo Estendido DC (DCEU) não foi fácil. O novo projeto do estúdio luta para se provar digno da atenção do público e crítica desde seu início com o lançamento de <i>O Homem de Aço</i> (2013). O estúdio precisou (e ainda precisa) enfrentar grandes obstáculos. O curioso é que eles foram criados antes mesmo de seu surgimento.</p>
<p>Logo no início dos anos 2000, as adaptações de histórias em quadrinhos explodiram. A DC logo começou a investir em<em> live actions</em> de suas hqs mais conhecidas. O estúdio também passou a desenvolver ainda mais animações. O problema é que nem todas as adaptações tiveram uma resposta tão positiva.</p>
<h5><b>CAMINHADA DAS ADAPTAÇÕES</b></h5>
<p>Depois de 7 anos do lançamento de <i>Batman &amp; Robin</i> &#8211; o qual é altamente desaprovado pela crítica &#8211; chega aos cinemas o filme solo da <i>Mulher Gato</i> (2004). Estrelado pela extraordinária Halle Berry (<i>X-Men: Dias de um Futuro Esquecido</i>, de 2014, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/"><i>John Wick 3: Parabellum</i></a>, de 2019), o longa-metragem foi um fracasso que passou a assombrar a memória dos fãs. O projeto passou a ser um exemplo escrachado do que não se fazer numa obra audiovisual.</p>
<p>Apesar dessa derrota, os <em>live actions</em> continuaram a surgir. Estrelando Keanu Reeves (<i>Matrix</i>, de 1999, e <i>Bill &amp; Ted: Encare a Música</i>, de 2020) como o famoso demonologista Constantine, a adaptação dos quadrinhos Hellblazer foi o projeto seguinte. O longa de mesmo nome foi bem recebido pelo público e gerou uma bilheteria duas vezes maior que seu orçamento. A história de horror, apesar do sucesso, nunca se propôs a ter um desenvolvimento para além do primeiro projeto.</p>
<p>E aí veio o maior ouro da DC antes do Universo Estendido. No mesmo ano, a Warner Bros. iniciou o projeto do Christopher Nolan que viria a ser uma trilogia sobre o Cavaleiro das Trevas de Gotham City. <i>Batman Begins</i> (2005) foi a primeira mega produção da DC/Warner a alcançar aclamação entre crítica e público. A partir deste momento, as adaptações passaram a serem vistas com olhos mais atenciosos para suas futuras obras.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-13956 size-full" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/batman-1.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/batman-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/batman-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/batman-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/batman-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em seguida, em 2006, <i>Superman, o Retorno</i> procurou trazer o maior defensor do universo para as telonas. O filme, apesar de ter um resultado positivo, não alcançou a bilheteria esperada. Esse desempenho financeiro decepcionou a Warner, que acabou abandonando a sequência que estava planejada. Depois disso, projetos sobre o Homem de Aço ficaram sendo postergados até o surgimento do DCEU.</p>
<p>Após a história sobre o kryptoniano, restavam 5 longas antes do desenvolvimento do Universo Estendido. Primeiro veio a segunda parte da trilogia do Nolan,  momento este que representou o ápice das adaptações. O longa foi tão bem recebido que ainda garantiu um Oscar póstumo para Heath Ledger (<i>10 Coisas que Eu Odeio em Você</i>, de 1999, e <i>O Segredo de Brokeback Mountain</i>, de 2005) em sua performance deslumbrante do Coringa. Após o lançamento de <i>O Cavaleiro das Trevas</i> (2008), os problemas voltaram à tona.</p>
<p>Fosse pela crítica ou pelo público, os projetos seguintes não vingaram. <i>Watchmen</i> (2009) traz um olhar para outro universo dentro dos quadrinhos da DC. Com uma perspectiva um tanto pretensiosa, Zack Snyder estreou à frente de uma produção que tinha tudo para vingar, mas não deu certo. Mesmo dividindo a crítica na época, o longa saiu como um delírio visual do diretor que não conseguia captar a atenção daqueles que desconheciam as hqs. E isso, evidentemente, refletiu na bilheteria.</p>
<p>Nos anos seguintes, estrearam dois filmes que, ao lado de <i>Mulher-Gato</i>, representam o que há de mais tosco e bizarro nas adaptações da DC. Em 2010, o público conheceu <i>Jonah Hex</i>. Interpretado por Josh Brolin (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sicario-dia-do-soldado/"><i>Sicário: Dia do Soldado</i></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><i>Vingadores: Ultimato</i></a>, de 2019), o personagem que dá nome à história traz uma narrativa de vingança num cenário faroeste. Para resumir o resultado da recepção do projeto, ele levou o título de pior filme do ano pelo <em>Houston Film Critics Society</em>.</p>
<p>E depois desse fracasso, a Warner conseguiu o feito de apresentar mais um. Desta vez, ainda mais doloroso financeiramente. <i>Lanterna Verde</i> (2011) foi uma tentativa de introduzir um dos mais conhecidos personagens da Liga da Justiça. Escolhas equivocadas, um roteiro confuso e um CGI estranhíssimo fizeram do projeto um pesadelo. Ryan Reynolds deu vida ao Hal Jordan e, a decepção foi tamanha com o resultado da produção, que o ator demorou 10 anos para assistir ao filme. Ele publicou em suas redes sociais que decidiu entrar na onda da DC, após a estreia do <i><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/">Snyder Cut</a>,</i> e resolveu assistir o longa.</p>
<p>O último título a ser lançado antes da Warner caminhar para seu Universo Estendido foi o terceiro capítulo da trilogia de Nolan. O público chegou aos cinemas com altas expectativas para finalmente assistir um bom filme de super-herói. Infelizmente, para aquelas pessoas que esperavam outra obra-prima, a decepção foi imediata.</p>
<p>Em <i>O Cavaleiro das Trevas Ressurge</i> (2012), Nolan continua a acertar com a sua fórmula pronta para criar bons resultados, mas o filme falta alma. Não existe mais o brilho do seu antecessor e nem as possibilidades instigantes da primeira história. Diante do fim, o que o público recebeu foi um produto que não tem falhas narrativas ou de produção, mas que pode ser facilmente esquecido.</p>
<h5><b>O UNIVERSO ESTENDIDO</b></h5>
<p>No entanto, os fãs dos quadrinhos tiveram pouco tempo para se lamentar pelo fraco encerramento da trilogia do Batman. Em junho de 2013, <i>O Homem de Aço</i> chegou aos cinemas. O novo trabalho de Zack Snyder para a DC inaugurou a narrativa do Universo Estendido. Mas a performance do longa-metragem não deu o melhor início possível para o DCEU.</p>
<p>Apesar de ser um projeto correto e bem elaborado, falta a magia de se assistir um filme deste grande super herói. Falta o arrepio de vislumbrar o primeiro herói das histórias em quadrinhos na telona. E isso foi sentido pela crítica e pelos fãs. Seguindo este começo pouco memorável, os lançamentos de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/o-pior-e-o-melhor-de-batman-vs-superman/"><i>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</i></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><i>Esquadrão Suicida</i></a>, ambos em 2016,  não colaboraram muito para vender o DCEU ao público.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13953" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1368094.jpg" alt="Universo Estendido DC" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1368094.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1368094-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1368094-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1368094-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O confronto entre o Homem-Morcego e o Super Homem foi apresentado ao espectador de uma forma difícil. <i>Batman vs Superman</i> não é um resultado ruim. No entanto, a sua construção extrapola as possibilidades que o filme podia abarcar. Reassistindo a obra, fui capaz de perceber os seus méritos, mas isso só foi possível depois do susto inicial. Snyder descarrega muito conteúdo narrativo e <i>easter eggs</i> para o público a ponto da história ficar confusa e incômoda.</p>
<p>Para a tristeza da Warner, o filme seguinte teve um resultado ainda pior. <i>Esquadrão Suicida</i> é um colcha de retalhos de cores, loucuras e falhas. Talvez este tenha sido um dos projetos mais decepcionantes do DCEU. A adaptação da hq sobre o grupo de vilões foi apresentada como uma grande promessa, mas o que chegou para o espectador foi um resultado grotesco.</p>
<p>A narrativa é desconexa, os personagens são mal aproveitados e o cerne do problema que move a história é fraco demais &#8211; sem falar na vilã da Cara Delevingne que é pavorosa. Essa performance decepcionante é resultado das inúmeras refilmagens que o longa passou. A única vitória dessa produção foi a sua bilheteria que, apesar da má qualidade do filme, conseguiu arrecadar quatro vezes mais que seu orçamento.</p>
<p>Para os fãs mais desacreditados, eis que, em 2017, surge a história da famosa amazona. O lançamento de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><i>Mulher-Maravilha</i></a> foi o primeiro sucesso unânime do Universo Estendido. Gal Gadot conquistou o coração do público com a sua performance solo logo nos primeiros minutos como Diana Prince. Através da visão de Patty Jenkins, a DC entregou uma obra completa e de qualidade que conseguiu agradar gregos e troianos.</p>
<p>Após a apresentação dos três principais personagens da DC, o estúdio trouxe o primeiro momento da famosa Liga da Justiça. E aqui reside um dos resultados mais problemáticos da DC/Warner. A produção teve troca de diretores, refilmagens e muitas polêmicas envolvidas. Por conta desse cenário caótico, o resultado deixa muito a desejar. Na verdade, quando analisado de perto, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><i>Liga da Justiça</i></a> (2017) é uma cópia mal feita e incoerente de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-era-de-ultron/"><i>Vingadores: Era de Ultron</i></a> (2015) &#8211; que, por si só, já é falho o suficiente.</p>
<p>Os quatro filmes que sucederam o crossover dos heróis foram bem recebidos pelos fãs e, de forma geral, bem aceitos pela crítica. O primeiro foi a jornada solo do rei dos oceanos, Arthur Curry. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><i>Aquaman</i> </a>(2018) acumulou uma arrecadação absurda, seis vezes maior que seu orçamento &#8211; quase 1.15 bilhões de dólares, se tornando a maior arrecadação da DC. E, apesar de ter recebido críticas que afirmavam uma atenção excessiva no visual em detrimento da narrativa, o longa cumpre muito bem a sua função.</p>
<p>Em 2019, chegava aos cinemas <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><i>Shazam!</i></a>, uma das aventuras mais brilhantes do estúdio. O longa-metragem é uma adaptação primorosa da hq inicial do herói, além de ter um timing cômico perfeito. Apesar de não ser um dos mais conhecidos da Liga, o filme foi bem aceito pelo público e crítica. Talvez a melhor produção depois do longa estrelado por Gal Gadot.</p>
<p>Em 2020, o espectador teve duas estreias do estúdio. A primeira foi <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aves-de-rapina-arlequina-e-sua-emancipacao-fantabulosa/"><i>Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa</i></a>. Um primeiro ponto positivo para a produção é que ela consegue superar as memórias tenebrosas da aparição anterior da Arlequina. O projeto, apesar de cometer alguns deslizes, consegue também cumprir seu papel dentro do universo, da mesma forma que é capaz de contar a história das Aves de Rapina e entreter o público.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13955" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Mulher-Maravilha-1984-Com-Spoilers.jpg" alt="Universo Estendido DC" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Mulher-Maravilha-1984-Com-Spoilers.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Mulher-Maravilha-1984-Com-Spoilers-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Mulher-Maravilha-1984-Com-Spoilers-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Mulher-Maravilha-1984-Com-Spoilers-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A seguida estreia foi <i>Mulher-Maravilha 1984</i>. Esta penou para ser lançada por conta da pandemia do coronavírus. A sequência só chegou aos cinemas e ao HBO Max no dia 25 de dezembro. Desta vez, a resposta dos espectadores foi um tanto diferente. De forma geral, a crítica aprovou o filme &#8211; mesmo com seus pequenos deslizes -, mas os fãs não se mostraram muito satisfeitos. Os maiores comentários negativos rondam o vilão interpretado por Pedro Pascal (<i>Game of Thrones</i>, em 2014,  e <i>The Mandalorian</i>, de 2019 até o presente) e a potência da narrativa. Em comparação com o primeiro filme solo da heroína, sua sequência fica um pouco atrás em qualidade, mas nada que atrapalhe a experiência.</p>
<h5><b>SNYDER CUT, O DIVISOR DE ÁGUAS</b></h5>
<p>Após a segunda narrativa sobre a deusa amazona, o público pôde finalmente assistir ao tão esperado <i>Snyder Cut</i>. Após uma intensa campanha virtual, os fãs conseguiram convencer a Warner a dar o sinal verde para que Zack Snyder voltasse para concluir seu projeto inicial sobre a Liga da Justiça. E, duas semanas após seu lançamento na plataforma HBO Max, é possível perceber que o estúdio fez a escolha certa.</p>
<p>O longa-metragem está sendo um dos assuntos mais comentados nas redes sociais desde que foi lançado. Aqui no Brasil, os colecionadores de mídia física já fizeram campanha e conseguiram tornar real um futuro lançamento em <i>Blu-Ray Disc</i> do <i>Snyder Cut</i>. Mas o que fez o longa gerar tamanha comoção? O fator principal foi a curiosidade. A possibilidade de vislumbrar uma história pensada por Zack Snyder, o qual, apesar de suas excentricidades, se mostrou visionário ao apostar numa perspectiva correta para o DCEU desde o início.</p>
<p>Atrelado a isso, o maior guia foi o desejo dos fãs de finalmente assistir um filme que honrasse o encontro da Liga da Justiça. E o que seria melhor para esta narrativa do que a presença do maior vilão da DC Comics? Saber que Darkseid estaria por trás de todo o caos que os heróis enfrentam, é algo indescritível para quem acompanha as hqs ou desenhos há anos.</p>
<p>Então, a materialização da versão de Snyder da <i>Liga da Justiça</i> já anunciava um possível sucesso. No entanto, o público, que andava muito calejado pelas falhas e fracassos do estúdio, precisou aguardar para ver se o sonho seria realizado ou se viveriam outro pesadelo. Para a felicidade dos fãs, o <i>Snyder Cut</i> é uma obra muito boa. O diretor conseguiu ajeitar as pontas soltas que ele mesmo deixou em <i>Batman vs Superman</i> e mostrou ainda mais.</p>
<h5><b>FUTURO PÓS SNYDER CUT</b></h5>
<p>Na verdade, a versão de Snyder é um prenúncio para um futuro maior que ele havia planejado para o DCEU. O problema é que talvez essa visão não seja mais explorada. Por ter sido um projeto resgatado e pela parceria Snyder/DC Films estar, em teoria, suspensa, os fãs ficam com a dúvida sobre o que acontecerá daqui para frente.</p>
<p>Como já se imaginava, uma campanha nas redes sociais para que o SnyderVerse seja restaurado já começou. A tag “RestoreTheSnyderVerse” já foi usada até por um dos atores do universo. Ator esse cujo papel tem um futuro incerto. Joe Manganiello postou recentemente em seu Instagram uma foto dele caracterizado como Exterminador em sua versão do futuro, mostrada no epílogo do <i>Snyder Cut</i>.</p>
<p>Apesar do clamor dos fãs pela volta de Snyder e da boa recepção do novo <i>Liga da Justiça</i>, nada está certo. Pelo contrário. A presidente e CEO da Warner Bros, Ann Sarnoff, afirmou que não existem planos para trazer Zack de volta ao DCEU. Logo, o que se sabe no momento são os projetos anunciados e encaminhados. O futuro certo da DC/Warner está nas mãos do Flash, Shazam, Aquaman e, por incrível que pareça, do Esquadrão Suicida.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13954" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1353219.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Universo Estendido DC" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1353219.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1353219.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1353219.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1353219.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os próximos projetos são <em>O Esquadrão Suicida</em> (2021), de James Gunn, <em>Adão Negro</em> (2022), o filme solo do <em>Flash</em> (2022), a sequência do rei dos oceanos, <em>Aquaman 2</em> (2022), e <em>Shazam! Fury of the Gods</em> (2023). Todos já com datas marcadas, mas poucas informações sobre suas histórias.</p>
<p>Até mesmo o longa de James Gunn ainda guarda seus segredos, apesar da proximidade da estreia. O projeto pretende ser uma sequência da história anterior do grupo de vilões. A aparente diferença é que agora o estúdio parece saber o que está acontecendo. Além do mais, o fato da produção não ter nenhuma polêmica ou problemática envolvida já é uma vitória.</p>
<p>Depois do trabalho de Gunn, o filme que mais se fala sobre &#8211; e, consequentemente, se teoriza &#8211; é <em>The Flash</em>. As apostas estão numa adaptação do quadrinho Flashpoint, onde o herói resolve voltar no tempo para salvar sua mãe e acaba criando uma realidade alternativa onde as amazonas estão em guerra com os atlantes. O público poderá vislumbrar as possibilidades do multiverso em breve caso esta seja a narrativa a ser lançada.</p>
<p>Além desses projetos, o futuro das adaptações da DC também guardam possibilidades para além do Universo Estendido. O mais novo longa-metragem do Homem-Morcego também será lançado em 2022. De acordo com declarações da Warner, a aventura do Cavaleiro das Trevas não faz parte do DCEU. Outro projeto que não faz parte do Universo Estendido é <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/"><i>Coringa</i> </a>(2019), de Todd Phillips.</p>
<p>Essas produções desconectadas se mantêm como uma realidade e, por ora, podem continuar presentes no futuro das adaptações dos quadrinhos. Seja dentro ou fora do DCEU, o que os fãs querem são bons resultados. Filmes que mexam com suas memórias e empolguem seus corações. E enquanto a DC/Warner se mantiver atenta e cuidadosa em suas decisões, os projetos têm tudo para dar certo e prometem bons frutos.</p>
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		<title>Crítica: Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2021 22:16:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (Aquaman) sobre a famosa Liga da Justiça. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (Os Vingadores, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que Liga da Justiça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>) sobre a famosa <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (<i>Os Vingadores</i>, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> (2021) emerge e traz um novo olhar para o Universo Estendido DC (DCEU).</p>
<p>Após a perda do guardião da Terra, Batman (Ben Affleck, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>) precisará, ao lado da Mulher Maravilha (Gal Gadot, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>), reunir os maiores super-heróis do planeta para deter um desastre iminente. Além da jornada para juntar esta liga de heróis composta pelo Aquaman (Jason Momoa, <em>Game of Thrones</em>), Flash (Ezra Miller, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-e-onde-habitam/"><em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em></a>) e Ciborgue (Ray Fisher, True Detective), eles precisarão se preparar para deter Darkseid, o conquistador de mundos, e seu exército de parademônios comandados por Lobo da Estepe.</p>
<p>A estreia do filme é uma vitória para os fãs da DC que são os responsáveis por cobrar o lançamento do longa-metragem. Após uma extensa campanha online para liberação do que viria a ser o <b><i>Snyder Cut</i></b> &#8211; como é conhecida a produção por ser o corte do diretor &#8211; a Warner se rendeu ao desejo do público e criou os caminhos para fazer deste filme uma realidade.</p>
<p>O primeiro ponto positivo do <b><i>Snyder Cut</i></b> é seu poder de comprovação de qualidade. As produções da DCEU vaguearam, durante um bom tempo, entre ótimos filmes e outros bem problemáticos &#8211; a exemplo de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman-vs-superman-a-origem-da-justica/"><i>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</i></a> (2016) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><i>Esquadrão Suicida</i></a> (2016). Desta vez, o clamor dos espectadores trouxe o filme para as telas. Sem amarras, da forma que foi pensado (e ainda mais). Com isso, a estreia do HBO Max comprovou novamente que a DC é capaz de realizar produções de qualidade dentro de um arco maior e interativo de filmes.</p>
<p>Ou seja, a construção narrativa da nova <b><i>Liga da Justiça</i></b> traz o universo de volta aos trilhos. No entanto, é importante pensar que esta alusão ao trem descarrilhado existe a partir de uma perspectiva mercadológica e competitiva &#8211; uma vez que <i>Mulher-Maravilha</i> (2017), <i>Aquaman</i> (2018) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><i>Shazam!</i></a> (2019) foram filmes que funcionaram, tem qualidade e são bem amarrados.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13905" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A necessidade de mega bilheterias e a inevitável comparação entre a DC e Marvel e seus universos estendidos são os fatores que regem essa competitividade alucinante. E ela é uma das principais razões que causaram diversos tropeços do DCEU ao longo de sua existência &#8211; seja por falta de planejamento do estúdio ou por uma comparação infundada por parte do público.</p>
<p>Nesta nova versão, existe a profundidade necessária para guiar as motivações das personagens, elas são bem trabalhadas e mostram quem são de verdade. Da mesma forma são os vilões do filme, os quais, desta vez, se sustentam e se mostram capazes de carregar o peso de suas ações e do papel que representam para o Universo Estendido. Esses são os principais elementos narrativos que conseguem, de longe, fazer deste longa-metragem uma produção melhor para inaugurar a jornada da Liga da Justiça nos cinemas.</p>
<p>É inegável dar os louros ao Snyder pelo seu olhar macro da história &#8211; coisa que ele não conseguiu imprimir em <i>Batman vs Superman</i>. E, quando analisado, é interessante pensar que o projeto inicial se propôs a abrir essa nova página da história com um dos maiores vilões do universo. Além de arriscada, foi uma escolha corajosa introduzir Darkseid de logo cara. Só que isso é feito de forma tão sutil e cuidadosa, que não criou conflitos narrativos; apenas possibilitou diversos caminhos para o DCEU seguir.</p>
<p>No entanto, isto só foi possível porque o <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> tem 4h de duração. E aqui mora o primeiro problema &#8211; quando pensamos na obra dentro do formato de narrativa cinematográfica. Mesmo com a divisão da história em capítulos &#8211; o que permite uma flexibilidade maior na hora de assistir ao filme &#8211; é exaustivo para quem decide encará-lo como um longa-metragem. São 4h que valem a pena pelo resultado, mas existem excessos que são evidentes. Ainda que seja interessante o longa tirar o tempo necessário para estabelecer o contato inicial entre o público e os heróis que ainda não haviam sido mostrados nas telas, a duração cansa o espectador.</p>
<p>Outro fator relacionado aos excessos está na aparição de várias figuras conhecidas que abrem muitas portas para o futuro narrativo. Neste caso, esses caminhos podem levar a mais um momento de desencontro da produção. Fica claro que Zack Snyder quis apresentar a Liga da forma mais completa possível.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Também é compreensível que a escolha foi feita para dar brecha a novos filmes solo e outras interações com referências em quadrinhos diversos, mas isso precisaria ser conduzido de forma cuidadosa. E, ainda assim, existem inserções que extrapolam a narrativa contada pelo Snyder e se tornam mais interrogações na cabeça do espectador, além de ter feito o filme se estender ainda mais, a exemplo de quase todo o epílogo.</p>
<p>É pensando também nesse futuro um tanto incerto que moram os maiores questionamentos sobre o DCEU. A chegada de <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut </i></b>não mudou os caminhos trilhados pelo universo e, até então, não afetou projetos em andamento. A Warner e o próprio diretor também já se pronunciaram alegando que ele não estará mais à frente de projetos do Universo Estendido. Mas isso significa que o conteúdo narrativo do <b><i>Snyder Cut</i></b> será ignorado, como se nunca tivesse sido lançado? Será que outra petição virtual será feita para tornar canônica essa versão e seguir a partir dela? Ou até mesmo, será que outra comoção trará o diretor de volta?</p>
<p>Além disso, não está claro ainda onde o novo Batman se encaixa, da mesma forma que o enredo de <i>The Flash</i> (2022) não foi divulgado e existem apenas rumores sobre o conteúdo do longa. Outras dúvidas são sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill e o <i>reboot</i> do <em>Superman</em> no universo. As polêmicas envolvendo Ray Fisher e a investigação sobre a conduta abusiva de Joss Whedon durante as gravações de <i>Liga da Justiça</i> (2017) também tiveram efeitos. O planejamento do filme solo do Ciborgue parou e talvez ele tenha sido cortado do filme do Flash.</p>
<p>Seja quais caminhos a Warner deseje seguir, duas coisas são esperadas: que haja um planejamento a longo prazo e que o resultado das produções mantenha a qualidade de filmes como <i>Wonder Woman</i>, <i>Aquaman</i>, <i>Shazam!</i> e o <b><i>Snyder Cut</i></b>. É impossível negar a qualidade do que foi visto com a versão de Zack e isso precisa ser respeitado. O trabalho do diretor, produtor e roteirista não é livre de julgamentos e, muito menos, de erros. Há escolhas que poderiam ter sido diferentes, mas o conjunto da obra é satisfatório, não há como negar.</p>
<p>Sem exageros e firulas, Snyder conseguiu demonstrar o seu cinema. E, apesar de ter feito dois filmes no DCEU anteriormente, é em <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> que se vê as marcas do diretor com clareza &#8211; tanto os acertos quanto os erros. Agora os <i>crossovers</i> da DC têm uma cara e ela é madura e sombria. É uma linguagem e arte que descrevem a essência das histórias em quadrinhos da DC Comics. Com o <b><i>Snyder Cut</i></b>, o público e, principalmente, os fãs puderam vislumbrar tudo o que pode acontecer quando um projeto dá liberdade criativa e artística para a equipe. E quem sabe, ao menos o resultado deste filme não impulsione um novo recomeço para a DC nos olhos do público e da própria indústria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zack Snyder<br />
<strong>Elenco:</strong> Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Amy Adams, Amber Heard, Jeremy Irons, Ciarán Hinds, Diane Lane, Joe Morton, J. K. Simmons, Jared Leto, Joe Manganiello, Robin Wright, Ray Porter, Connie Nielsen, Willem Dafoe, Jesse Eisenberg</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sdvBf9XiJnA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: SHAZAM!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2019 15:29:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada de um herói pode ser contada de diversas maneiras. A própria expressão imagética dessa figura não tem normas pré estabelecidas e pode percorrer qualquer caminho. Da Grécia antiga até as mais recentes narrativas cinematográficas dos grandes estúdios, as possibilidades se tornaram infinitas de representar uma personagem heroica. A partir desses novos cenários, o Universo Estendido da DC (DCEU) reformulou o seu caminho e encontrou uma nova forma de construir suas histórias. Aquaman foi o primeiro a iniciar essa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada de um herói pode ser contada de diversas maneiras. A própria expressão imagética dessa figura não tem normas pré estabelecidas e pode percorrer qualquer caminho. Da Grécia antiga até as mais recentes narrativas cinematográficas dos grandes estúdios, as possibilidades se tornaram infinitas de representar uma personagem heroica. A partir desses novos cenários, o Universo Estendido da DC (DCEU) reformulou o seu caminho e encontrou uma nova forma de construir suas histórias.</p>
<p><em>Aquaman</em> foi o primeiro a iniciar essa nova linha de pensamento da DC Films. O longa-metragem sobre o rei de Atlântida abriu portas e deu pistas sobre o que os fãs poderiam esperar das próximas produções. Com a estreia de <em><strong>SHAZAM</strong></em>!, o público pode conferir a confirmação de suas expectativas. O DCEU parece, enfim, ter encontrado o seu caminho. A produção estreia nesta quinta-feira (4) e promete alavancar o futuro do universo.</p>
<p>Billy Batson (Asher Angel) vive mudando de lares adotivos. Logo após chegar na casa dos Vasquez, ele acaba entrando numa briga para defender um dos outros adotados. Fugindo dos valentões, Billy acaba encontrando um antigo mago (Djimon Hounsou) que o transformará num super-herói adulto todas as vezes que ele invocar o nome do ancião. Para entender o que aconteceu, Billy decide contar para Freddy (Jack Dylan Grazer), seu novo irmão adotivo que entende tudo de heróis, sobre o seu super e mágico alter ego chamado Shazam (Zachary Levi). Tudo parecia uma diversão para os dois garotos – os quais passavam os dias testando os poderes de Shazam – até o momento que seu adversário, o Dr. Thaddeus Silvana (Mark Strong), surge na tentativa de roubar os seus poderes. Agora o adolescente terá que enfrentar o poderoso vilão para salvar a cidade, a nova família e a si mesmo.</p>
<p>Apesar das evidentes mudanças mostradas em <em>Aquaman</em>, o tom do novo longa da DC Films é completamente diferente das outras produções do universo. <strong><em>SHAZAM</em></strong>! tem uma natureza cômica sem igual. O filme resgata um olhar mais leve sobre as histórias de super herói sem perder as características do universo e a profundidade dos assuntos abordados. A película retrata aspectos da infância, questões sobre o sentimento do que é uma família e trata, também, sobre o sentido de pertencimento. Tudo isso em meio a uma estrutura engraçada que, por si só, se destaca. O caminho escolhido para <strong><em>SHAZAM!</em> </strong>foi um dos melhores acertos da Warner Bros. desde que a produtora resolveu refazer as <em>hqs</em> dos componentes da Liga da Justiça.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10373" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="SHAZAM!" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro é uma adaptação muito correta e funciona como uma narrativa inteligente. Henry Gayden escreveu uma enxuta e agradável história capaz de captar um público variado. Para aqueles que leram os quadrinhos do herói, <em><strong>SHAZAM!</strong></em> é um presente que leva o fã de volta as páginas das <em>hqs</em> – com algumas alterações que são compreensíveis e que conseguem desenhar o futuro da narrativa. Para o espectador que vai aos cinemas pelo simples fato de ser um filme de herói, esse terá uma sessão surpreendentemente divertida. O longa dirigido por David F. Sandberg (<em>Quando as Luzem se Apagam</em>, de 2016, e <em>Annabelle 2</em>, de 2017) é uma das jornadas de herói mais criativas e engraçadas já feitas.</p>
<p>O maior suporte dessa estrutura plenamente sutil, criativa e divertida é o elenco. O trio Zachary Levi, Asher Angel e Jack Dylan Grazer toma conta da narrativa com performances extraordinárias. A consonância entre as atuações de Levi e Angel é assombrosa. Quando eles trocam de lugar em cena – seja Billy virando o Shazam ou o contrário – os trejeitos, a fala e o olhar permanecem. A conexão entre os dois atores faz a narrativa crescer de maneira quantitativamente exponencial. Para agregar ainda mais as cenas deles, Grazer completa o trio trazendo a sua presença de cena. A personagem dele representa a comédia, a consciência heroica e, principalmente, é uma expressão do desejo de toda criança. Grazer entra em cena para personificar o sonho infantil de ser um herói.</p>
<p>A estreia de<strong><em> SHAZAM!</em> </strong>é um momento glorioso da DC. Como o segundo acerto dessa nova jornada, a bilheteria promete ser tão boa quanto a de <em>Aquaman</em> e <em>Mulher-Maravilha</em>. As críticas elogiaram incontestavelmente a produção – mais até do que o filme estrelado por Jason Momoa – e isso, somado aos acertos do filme, farão desse um dos expoentes da nova fase da DC. <em><strong>SHAZAM!</strong></em> funcionará como a ponte para fazer o espectador voltar a confiar nas produções do universo – o qual deve crescer e prosperar daqui para frente. A película estrelada por Zachary Levi inicia definitivamente a nova era da DCEU com a esperança de que o que está por vir sempre será melhor.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David F. Sandberg<br />
<strong>Elenco:</strong> Zachary Levi, Asher Angel, Mark Strong, Djimon Hounsou, Jack Dylan Grazer, Grace Fulton, Ian Chen, Faithe Herman, Adam Brody, Ross Butler, Michelle Borth, Meagan Good, D.J. Cotrona</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/A60Q8S-ohNA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Aquaman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2018 19:30:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O universo de super-heróis da DC passou por dificuldades para consolidar suas histórias no cinema. Apesar de seus quadrinhos serem sucessos de vendas desde os primeiros lançamentos na década de 1930, suas representações cinematográficas nunca seguiram o mesmo padrão. A DC e sua conturbada jornada de adaptações teve início em 1951 com o longa independente baseado nas hqs do Homem de Aço. A primeira leva de filmes carro-chefe da DC foram também adaptações das histórias do Superman com Christopher Reeve [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O universo de super-heróis da DC passou por dificuldades para consolidar suas histórias no cinema. Apesar de seus quadrinhos serem sucessos de vendas desde os primeiros lançamentos na década de 1930, suas representações cinematográficas nunca seguiram o mesmo padrão. A DC e sua conturbada jornada de adaptações teve início em 1951 com o longa independente baseado nas hqs do Homem de Aço. A primeira leva de filmes carro-chefe da DC foram também adaptações das histórias do <em>Superman</em> com Christopher Reeve como a personagem-título. A partir daí, com exceção dos longas-metragens do <em>Batman</em> dirigidos por Tim Burton e por Christopher Nolan, os lançamentos com a logo da DC Films foram uma sucessão de fracassos de público e crítica.</p>
<p>O processo de revitalização da DC começou em junho de 2013 quando foi lançada a primeira produção do Universo Estendido DC (DCEU). O <em>Homem de Aço</em> foi o pontapé inicial para uma nova empreitada da DC Films em parceria com a Warner Bros. O DCEU, apesar de remodelado, ainda sofreu com problemas administrativos. As mudanças de diretores em meio a produção, as intermináveis refilmagens, a dificuldade de estabelecer a linguagem e o tom do universo e a própria construção de algumas histórias foram erros recorrentes em <em>Batman vs Superman</em> (2016), <em>Esquadrão Suicida</em> (2016) e <em>Liga da Justiça</em> (2017) – sendo essa última narrativa aquela com melhor desempenho de produção. Ou seja, dentre os longas lançados até o ano passado, apenas <em>O Homem de Aço</em> e <em>Mulher Maravilha</em> (2017) foram corretos na execução e, mesmo assim, só <em>Wonder Woman</em> (título original) conseguiu cativar o público.</p>
<p>A conjuntura criada pelos resultados insatisfatórios das produções interfere no futuro da DCEU. Os fãs se tornaram completamente desacreditados quanto a possibilidade de um acerto para o universo – em especial após as notícias sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill, que é mais uma demonstração de desorganização. Eis que, diante de todo esse desastre, surge a estreia do que promete ser o início de um novo curso para o DCEU. A materialização do <em>Aquaman</em> nos cinemas é um feito jamais visto na história das adaptações das hqs da DC – com exceção das animações onde a personagem aparece em diversas produções. A ideia da personagem vivida por Jason Momoa ter um longa-metragem é, por si só, uma situação ruim ao contexto já complicado da DC Films.</p>
<p>O <em>Aquaman</em> nunca foi um dos super-heróis mais queridos e/ou famosos da <em>Liga da Justiça</em>. Além disso, a interpretação dada a ele em<em> Justice League</em> (título original) se distancia do que já havia pré-estabelecido no imaginário dos fãs. Momoa deu vida a um Arthur Curry completamente diferente o que, em 2017, foi alvo de críticas sobre a primeira aparição do herói. O resultado de <em>Aquaman</em> tem, contudo, o papel fundamental de acabar com todos os preconceitos construídos sobre a personagem, a interpretação do ator e o futuro da DCEU. O novo sucesso da Warner Brothers Pictures chegará aos cinemas brasileiros nessa quinta-feira (13) preparado para traçar um caminho de esperança aos fãs do universo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9671" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/12/4693325.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="aquaman" width="610" height="348" /></p>
<p>A terra e o mar estão prestes a entrar em um conflito mortal. O governante de Atlântida, Orm (Patrick Wilson), declara guerra aos habitantes da terra se nomeando Mestre do Oceano e a única salvação para os sete mares. Essa empreitada contra os humanos é, na verdade, um plano para controlar o reino dos mares. Arthur Curry (Jason Momoa), conhecido pelos humanos como Aquaman, é procurado pela princesa Mera (Amber Heard) para iniciar uma jornada em busca do artefato que provará a sua linhagem real e, consequentemente, seu título como governante de Atlântida. Cabe a Arthur, assumir o seu posto como herdeiro do reino dos mares, derrotar o seu meio irmão Orm e estabelecer a paz entre os povos da terra e do mar.</p>
<p>Contrariando todos os palpites e olhares pessimistas para a produção, <em>Aquaman</em> é uma obra belíssima que abraça o fazer cinematográfico sem perder nada da magia das hqs. A DC Films parece ter finalmente encontrado o seu caminho. O resultado visto com o filme é uma aventura indescritível repleta de cores e vida. A semelhança do design de produção com os quadrinhos é assombrosa. A sensação do espectador é uma espécie de viagem ao imaginário da infância, onde tudo é grandioso e mágico. A representação visual do mundo aquático é tão bela quanto as elucubrações de Júlio Verne sobre as profundezas do mar.</p>
<p>A Warner Bros. e a DC Films não mediram esforços para enfim criar um produto correto e sedutor. Cada uma das partes da produção está impecável. A fotografia, montagem, o som, elenco, roteiro, a direção e os efeitos especiais – o que é relevante depois de Liga da Justiça. Todos os elementos da produção foram bem pensados e executados. O resultado desse cuidado permitiu que a DCEU elaborasse uma das melhores adaptações já feitas – mesmo quando comparado ao excelente trabalho de <em>Mulher Maravilha</em>.</p>
<p>A materialização desse universo foi orquestrada pelo visionário James Wan. A presença do diretor foi fundamental para a criação desse olhar único acerca do reino de Atlântida e sua magia. Mais uma vez, a escolha de um diretor diferente criou – assim como a presença de Patty Jenkins em <em>Wonder Woman</em> – um novo caminho para o herói. Wan tem créditos infindáveis por esse filme, mas o maior de todos é pelo resultado final. Talvez a produção da história de Arthur Curry seja uma das mais difíceis dentro do universo. A maneira como ele conduziu a narrativa mesclando as memórias da personagem de Momoa com a jornada do herói foi brilhante. Ademais, James Wan entregou ao público algumas das melhores sequências de luta e perseguição – como o primeiro confronto entre Orm e Arthur e a batalha na Sicília.</p>
<p>A parceria de David Leslie Johnson-McGoldrick (<em>Invocação do Mal 2</em>, de 2016) e Will Beall (<em>Esquadrão Suicida</em>, de 2013) rendeu um fruto fantástico. A beleza do trabalho dos roteiristas está na sensibilidade da fantasia criada por eles. A narrativa construída foi cautelosa e precisa nas escolhas. A construção da personagem principal e o confronto de seus dois mundos foi bem elaborado. A ideia de construir uma perfeita jornada do herói foi fundamental para a condução desse trabalho.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9672" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/12/2146694.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="aquaman" width="610" height="348" /></p>
<p>Os demais setores da produção obtiveram um desfecho satisfatório. A fotografia e o design da obra deram ao filme a vivacidade necessária para honrar os quadrinhos. A música composta por Rupert Gregson-Williams segue o seu interessante trabalho feito no longa de Patty Jenkins e ajuda a compor a personagem de Momoa. A maquiagem, a cenografia e os efeitos especiais foram incontestavelmente bem feitos. Todo o trabalho para criar as criaturas marinhas (dos animais aos monstros), dar vida aos cenários espetaculares do reino marinho e manter essa fantasia real merecem aplausos.</p>
<p>O elenco de <em>Aquaman</em> é uma mistura interessante. A escolha para compor cada uma das personagens não poderia ter sido outra. Willem Dafoe em sua inédita aparição como mocinho de uma trama dessa vertente vive Vulko, com sua usual eficiência. Nicole Kidman uso seus breves momentos em tela para emocionar o público com o seu talento indiscutível. Yahya Abdul-Mateen II se junta ao elenco para dar vida – com um interessante background story – a um dos inimigos mais marcantes do rei dos mares, o Manta Negra. Amber Heard é assustadoramente parecida com Mera e transformou, com a ajuda do roteiro, sua personagem em mais uma poderosa heroína da DCEU. Até mesmo Dolph Lundgren, o eterno Ivan Drago de <em>Rocky IV</em> (1985), fez uma participação interessante.</p>
<p>Os destaques desse elenco vão, contudo, para Patrick Wilson e Jason Momoa. É inevitável perceber que James Wan quis estar rodeado de pessoas conhecidas nessa difícil empreitada e a escolha de Wilson comprova isso. A questão acerca do ator é a sua camaleônica atuação quando comparada aos trabalhos de terror em parceria com Wan. Quanto a Momoa, ele está fenomenal. O que era posto em questionamento pela participação de Aquaman em <em>Liga da Justiça</em> é transformado na interpretação de Jason Momoa para a personagem – e isso é uma das melhores sacadas da produção. A nova perspectiva dada ao rei dos mares é uma ideia brilhante dos produtores para lidar com o problema de identificação com a personagem. A partir desta versão de Jason, o olhar sobre o Aquaman será outro.</p>
<p>A estreia de <em>Aquaman</em> é uma das muitas vitórias que a DC terá daqui para frente caso siga trabalhando dessa forma. O sucesso do longa é um dos fatores que fará o público confiar no próximo filme da DCEU, <em>Shazam!</em> – que será lançado em janeiro do ano que vem –, e se manter fiel às suas produções futuras. A história estrelada por Jason Momoa é o melhor presente de Natal que a Warner/DC poderia dar aos fãs das hqs. Há anos o público espera por trabalhos desse calibre e não poderia existir apenas um. O novo caminho criado para o DCEU (re)começa nesta quinta-feira.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/02S12LD75bc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Aug 2018 19:17:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Série exibida no Cartoon Network (também disponível na Netflix no Brasil), Os Jovens Titãs é baseado nos quadrinhos da DC Comics protagonizados por um grupo de heróis juvenis da editora: Robin, Estelar, Ciborgue, Ravena e Mutano. O projeto é voltado para crianças, abordando com humor e bastante metalinguagem o universo dos super-heróis, ocasionalmente trazendo uma piada ou outra que talvez somente os adultos e fãs mais ardorosos dos quadrinhos compreendam. A animação acaba de ganhar um longa para os cinemas chamado Os Jovens [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Série exibida no Cartoon Network (também disponível na Netflix no Brasil), <i>Os Jovens Titãs </i>é baseado nos quadrinhos da DC Comics protagonizados por um grupo de heróis juvenis da editora: Robin, Estelar, Ciborgue, Ravena e Mutano. O projeto é voltado para crianças, abordando com humor e bastante metalinguagem o universo dos super-heróis, ocasionalmente trazendo uma piada ou outra que talvez somente os adultos e fãs mais ardorosos dos quadrinhos compreendam. A animação acaba de ganhar um longa para os cinemas chamado <i><b>Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas </b></i>e a garantia é que os fãs da série sairão plenamente satisfeitos com o resultado do trabalho da dupla Aaron Hovarth e Peter Rida Michail, também responsáveis pelo produto televisivo.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O filme tem como premissa o desejo de Robin de ter um longa-metragem próprio tendo em vista a profusão de filmes de super-heróis do momento atual na indústria do entretenimento. No entanto, tanto Robin quanto seus demais companheiros dos Jovens Titãs enfrentam o descrédito de uma sociedade que não os levam a sério como fazem com personagens como Superman, Mulher Maravilha e Batman. Para demonstrar que são uma super equipe de heróis e garantir uma adaptação cinematográfica que faça justiça a seus feitos, os Jovens Titãs enfrentam um inimigo mais poderoso que o habitual, o Exterminador.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-9285 size-full" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Teen-Titans.jpg" alt="Filme Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas </i>é um programa que, basicamente, agrada aos pequenos, mas que, como efeito colateral acaba conquistando os adultos. O filme tem o tom episódico da série, mas consegue construir uma narrativa e arcos satisfatórios para a jornada dos seus personagens, sobretudo Robin, peça central da animação. Apesar de algumas piadas serem batidas, como àquelas relacionadas aos erros da DC Comics nos cinemas (como o filme do Lanterna Verde e a referência ao tópico &#8220;Martha&#8221; em <i>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</i>), a maioria dos <i>insights </i>do longa são inteligentes, sobretudo aqueles que são mais sutis. Até a Marvel entra no repertório de piadas do longa com uma participação do Stan Lee, que dubla a si próprio no projeto.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Talvez não fosse necessário lançar <i>Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas </i>nos cinemas, sendo mais pertinente ao projeto um <i>debut </i>em algum canal de <i>streaming. </i>No entanto, sendo esta a escolha da própria Warner e tendo em vista o produto que entregaram, a impressão que fica é das melhores. Despojado, assim como <i>LEGO Batman: O Filme</i>, <i>Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas </i>se beneficia da falta de amarras excessivamente mercadológicas que invariavelmente prejudicam o cinema de super-heróis &#8211; ainda que seja produto do entretenimento e esteja aí para ser consumido. Encontrando o tom certo do seu humor, o filme consegue &#8220;brincar&#8221; com a própria mitologia que o inspira sem que esse deboche soe desrespeitoso com sua fonte de inspiração, os quadrinhos da DC. É um programa descompromissado, divertido e competente na medida das suas modestas mas não simplórias pretensões.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3W-pLJO2GF8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Trailers de Aquaman e Shazam mexem com as expectativas do público</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jul 2018 19:32:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Aquaman]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[DC Films]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Shazam]]></category>
		<category><![CDATA[Super-herói]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O simples anúncio de uma produção cinematográfico sobre alguma temática interessante, adaptação querida ou sequência aguardada são fatores comuns no cotidiano dos cinéfilos. Um dos segmentos mais movidos por essas notícias é o universo dos super-heróis, em especial as adaptações das hqs da Marvel e DC. Dessa maneira, o lançamento dos primeiros trailers oficiais dos dois próximos longas da DC Entertaiment movimentaram o mundo nesse final de semana. A divulgação dos teasers foi feita na San Diego Comic-Con, no dia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O simples anúncio de uma produção cinematográfico sobre alguma temática interessante, adaptação querida ou sequência aguardada são fatores comuns no cotidiano dos cinéfilos. Um dos segmentos mais movidos por essas notícias é o universo dos super-heróis, em especial as adaptações das hqs da Marvel e DC. Dessa maneira, o lançamento dos primeiros trailers oficiais dos dois próximos longas da DC Entertaiment movimentaram o mundo nesse final de semana. A divulgação dos teasers foi feita na San Diego Comic-Con, no dia 21 de julho.</p>
<p>Com essas novas notícias sobre as duas películas dos heróis, o público passa finalmente a visualizar como pode ser o resultado final da produção. O problema dos trailers é que, em alguns casos, eles enganam o espectador. O longa-metragem Sem saída (2011) estrelado por Taylor Lautner, é uma das provas vivas de que o trailer engana. O filme em questão aparenta ser um eletrizante thriller com bastante ação, mas o produto final é frustrante – talvez eles devessem ter parado apenas nos dois minutos de trailer. Por essa razão, assistir dois minutos e meio do que pode vir a ser o resultado da produção de <em>Aquaman</em> e <em>Shazam</em> – cujas estreias são, respectivamente, 20 de dezembro de 2018 e 4 de abril de 2019 – ainda não é tranquilizador o suficiente para os amantes das histórias da <em>DC Comics</em>.</p>
<p>Como todos sabem, o histórico de adaptações das histórias em quadrinhos da DC não é dos melhores. Ao longo das últimas três décadas, as produções variaram entre ótimos e péssimos trabalhos. Mais recentemente, iniciou-se um processo de reformulação desse universo, com o objetivo de dar vida a Liga da Justiça nos cinemas. Ainda com certos problemas, os longas falharam aqui e ali, fazendo com que o público criasse uma certa cautela quanto aos lançamentos da DC distribuídos pela Warner Bros. Pictures. Tudo isso se deve ao fato de a produtora ainda não ter achado o tom perfeito para as suas películas – mesmo que o filme da <em>Liga da Justiça</em>, de 2017, não tenha tido falhas, por exemplo, como <em>Batman vs. Superma</em>n ou <em>Esquadrão Suicida</em>, ambos de 2016.</p>
<p>Apesar de todo esse vai e vem, os trailers lançados nesse sábado se mostraram trabalhos coerentes dentro de suas respectivas histórias originais e aparentam ter um tom (muito) definido. Tendo em vista toda essa impossibilidade de certeza perante apenas os teasers, a confirmação só vai ocorrer em dezembro de 2018 e abril de 2019. Caso essa aparência se concretize, a história dos longas-metragens da <em>DC Comics</em> mudará de uma forma inimaginável: os filmes sairão de um caminho confuso e incerto para a estabilidade e excelência que cabem as narrativas desse universo sem igual. Quanto ao público, resta a eles esperar e torcer para que esse seja o início de um belo e inteligente futuro trilhado pela DC em parceria com a Warner.</p>
<p><strong>Assista aos trailers!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/llJsEaqhNRk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/VIDmMoSeG30" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Liga da Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Nov 2017 13:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Aquaman]]></category>
		<category><![CDATA[Batman]]></category>
		<category><![CDATA[Batman vs. Superman - A Origem da Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Liga da Justiça]]></category>
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		<category><![CDATA[Mulher-Maravilha]]></category>
		<category><![CDATA[Super-herói]]></category>
		<category><![CDATA[Super-homem]]></category>
		<category><![CDATA[Superman]]></category>
		<category><![CDATA[Superman - O Filme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Liga da Justiça é o quinto filme do Universo Estendido DC e traz a busca de Bruce Wayne por justiça e restituição da paz na humanidade. Ele se une à Diana Prince para recrutar um time de heróis que poderá ajudar na luta contra uma nova ameaça que surge aos poucos. Novos personagens são apresentados, com foco em um objetivo comum. Quem é fã de super-heróis no melhor estilo de &#8220;super-heróis&#8221; vai ficar muito satisfeito com o resultado do longa. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Liga da Justiça</em> é o quinto filme do Universo Estendido DC e traz a busca de Bruce Wayne por justiça e restituição da paz na humanidade. Ele se une à Diana Prince para recrutar um time de heróis que poderá ajudar na luta contra uma nova ameaça que surge aos poucos. Novos personagens são apresentados, com foco em um objetivo comum.</p>
<p>Quem é fã de super-heróis no melhor estilo de &#8220;super-heróis&#8221; vai ficar muito satisfeito com o resultado do longa. São boas cenas de ação, onde os heróis mostram suas habilidades e ainda intercalam com momentos de diversão. A excelente química do elenco é o ponto mais alto do filme e com certeza fez toda a diferença.</p>
<p>O roteiro tem certa linearidade na história, que vai sendo contada e construída aos poucos. Talvez o problema resida, no entanto, no fato de que fica um pouco confuso. Muitas narrativas paralelas, muitos personagens. Não chega a prejudicar o andamento do enredo, mas definitivamente poderia ter sido apresentado de uma forma melhor.</p>
<p><em>Liga da Justiça</em> é um filme leve e divertido, mostrando que a interação super acertada do elenco é seu ponto forte. Gal Gadot retorna no papel de Mulher-Maravilha, mostrando que ela é, com absoluta certeza, a melhor heroína adaptada ao cinema. Ela é natural e incorpora com facilidade a personagem. O próprio Ben Affleck, que foi tão escorraçado pelos fãs quando o escolheram para interpretar Batman na primeira vez, já veste melhor o papel e está visivelmente mais à vontade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8418" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/11/1956283.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>O acréscimo de novos protagonistas, como Aquaman, vivido por Jason Momoa, Flash, interpretado por Ezra Miller e Ray Fisher na pele de Cyborg, também trouxe um elemento além para <em>Liga da Justiça</em>. Eles têm química entre si, dando uma sensação ainda maior de parceria ao novo grupo que está se formando.</p>
<p>Como aconteceu em outros filmes da DC, como é o caso de <em>Esquadrão Suicida</em>, o vilão é um dos pontos mais fracos do longa. Assim, não é como se ele fosse inexpressivo como foi o caso de Cara Delevingne na película citada, mas também não é tão marcante. Ele deixa claro o perigo real que a sociedade vive, mas não infringe exatamente desespero no espectador. Sendo assim, esse antagonismo deixou bem a desejar.</p>
<p>No entanto, como de forma geral o filme é bem equilibrado, a fraqueza do vilão pode ser relevada com prazer. <em>Liga da Justiça</em> tem muitos momentos de diversão, risadas, mas não chega a ser escrachado como <em>Thor: Ragnarok</em>. Esses momentos são intercalados com lutas e emoção, como é o caso da principal cena em que Lois Lane aparece. Por sinal, deixo aqui meu apreço à Amy Adams neste papel.</p>
<p>Dos filmes da DC, <em>Mulher-Maravilha</em> continua sendo o melhor de todos e mais redondinho, sem discrepância e desequilíbrio. No entanto, <em>Liga da Justiça</em> nos apresenta novas possibilidades e de uma forma leve e fluida. Criou-se um universo harmonioso e parceiro, deixando o espectador com vontade de ver novos capítulos. Vale a pena conferir!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/H0Z7ewOXCKw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/">Crítica: Liga da Justiça</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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