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	<title>Arquivos Comédia - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Comédia - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 12:57:55 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cinemas brasileiros recebem a primeira cinebiografia musical do ano nesta quinta-feira (15). Estrelado por Hugh Jackman e Kate Hudson, <strong><em>Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</em></strong> foi a aposta da Focus Features para a bilheteria do Natal estadunidense e chega no Brasil, pela Universal Pictures, como um dos filmes do verão para se assistir em família. É claro que não uma dramédia qualquer que se leva crianças, mas é um filme que facilmente poderia entrar para o <em>hall</em> de reprises da Sessão da Tarde em alguns anos. O projeto, ainda que tenha momentos de emoção, é leve e divertido, além de conseguir abarcar um grande público com sua narrativa.</p>
<p><strong><em>Song Sung Blue </em></strong>conta a história do encontro apaixonado entre dois imitadores de celebridades da música que sonhavam em fazer sucesso com suas vozes. Tanto Mike (Jackman) quanto Claire (Hudson) vem ao encontro de almas com suas bagagens e dramas pessoais que fazem a trama girar a partir dos altos e baixos de sua vida a dois. Escrito e dirigido por Craig Brewer (<em>Um Príncipe em Nova York 2</em>, de 2021), o longa-metragem segue essa linha narrativa usual para contar um pouco da vida do casal real &#8216;Raio e Trovão&#8217;. A história escrita por Brewer e baseada na vida de Mike e Claire Sardina não tem nada de extraordinária, mas é extremamente sincera e amorosa.</p>
<p>Ainda que tenha alguns deslizes no ritmo no segundo ato do filme, o roteiro se mantém fiel à clara missão de entreter, emocionar e divertir o público. Tudo isso, é claro, embalado pelas canções de Neil Diamond. E é por meio de suas canções que a narrativa é costurada e guiada pelos altos e baixos da vida e carreira da dupla real. Brewer verdadeiramente não traz nada de novo ou surpreendente em <strong><em>Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</em></strong>, mas faz o que se propõe de forma coerente e razoável, criando um resultado que vale a pena.</p>
<figure id="attachment_20373" aria-describedby="caption-attachment-20373" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-20373" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Song-Sung-Blue-1-2.jpg" alt="Song Sung Blue (2025)" width="2048" height="1365" /><figcaption id="caption-attachment-20373" class="wp-caption-text">Hugh Jackman em cena de &#8216;Song Sung Blue (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>O verdadeiro destaque de <strong><em>Song Sung Blue</em></strong> é seu elenco &#8211; e esse louro vai além da dupla principal. A direção de elenco acertou em cheio ao reunir um grupo de atores e atrizes que tem uma boa química em cena. A família Sardina é o maior destaque, com um momento de parabenização específico para Ella Anderson (<em>Henry Danger: O Filme</em>, de 2025) que tem ótimos momentos em cena, tanto como destaque, como contracena da dupla principal.</p>
<p>Apoiados por um elenco que dá a base necessária para florescer suas interpretações, Hugh Jackman (<em>Deadpool &amp; Wolverine</em>, de 2024) e Kate Hudson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-glass-onion-um-misterio-knives-out-netflix/"><em>Glass Onion: Um Mistério Knives Out</em></a>, de 2022) são os pilares de <strong><em>Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</em></strong>. Com performances coesas e uma desenvoltura fantástica cantando, a dupla de atores encanta o espectador durante a cinebiografia. Jackman faz uma versão dele mesclada com o verdadeiro Mike Sardina, mas sem perder seu encanto e sua graça pessoal.</p>
<p>Hudson, por outro lado, é mais do que a contracena perfeita. Ela vai além, diante do que a direção e o texto te entregam, dando muito mais do que vida aos sonhos e dores de Claire. Hudson é a estrutura de toda a narrativa. Sem a sua performance, talvez <strong><em>Song Sung Blue</em></strong> não fosse o mesmo. Tanto que, quando a sua personagem cai num momento com mais deslizes de ritmo do roteiro, todo o longa também desaba &#8211; não em um desastre, mas em fragilidades de um roteiro que não é extraordinário. Não à toa, a atriz recebeu 3 indicações por sua atuação, sendo duas delas no Globo de Ouro, em Comédia ou Musical, e no Actors Awards.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Craig Brewer</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Hugh Jackman, Kate Hudson, Ella Anderson, King Princess, Michael Imperioli, Fisher Stevens, Hudson Hensley, Mustafa Shakir e Cecelia Riddett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wjStOOUp_4A?si=AJRmrsWlqNa87jRZ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica O Esquema Fenício</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 12:52:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (Asteroid City, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. O Esquema Fenício, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/"><em>Asteroid City</em></a>, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos seus tempos de ouro.</p>
<p>O roteiro de Anderson se desenrola a partir das interações entre um pai e uma filha que nunca tiveram uma relação sólida. A estranheza e o distanciamento conduzem o público durante os 105 minutos de duração por meio de inúmeras cenas absurdamente constrangedoras e satíricas. Anderson não deixa nada a desejar em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. As situações inusitadas que estabelecem as interações dos personagens definem o tom caótico e bem humorado do longa, fazendo com que os fãs do diretor retornem aos primórdios de sua carreira.</p>
<p>O diretor e roteirista sempre debateu os encontros da vida, ainda mais quando o assunto são os encontros dos desajustados e a tentativa de encontrar seus pares &#8211; mesmo que esses tenham seu próprio sangue. E essa dobradinha entre roteiro e direção continua a permitir que o texto ganhe forma em sua condução narrativa visual. As imagens ditam o que o roteiro expressa. Em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, as distância em tela não apenas balanceiam a conhecida simetria das imagens andersianas, mas também exemplificam o abismo que existe entre os personagens de Benicio del Toro (<em>A Crônica Francesa</em>, de 2021) e Mia Threapleton (<em>Firebrand</em>, de 2023).</p>
<figure id="attachment_19514" aria-describedby="caption-attachment-19514" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19514" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg" alt="O Esquema Fenício (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2.jpg 1680w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19514" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;O Esquema Fenício (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Anderson jamais decepciona nessa harmonia entre roteiro e direção. Possam gostar ou não dos seus filmes, achar que eles são desvairados demais ou coisa do tipo, mas é inegável como o cineasta sabe conduzir bem as suas criações com identidade própria. O exagero, os melismas, o humor ácido e insano, tudo isso é formativo de quem é o diretor e o público consegue perceber isso do início ao fim do filme. O longa é um claro exemplo da essência do que é o cinema de Wes Anderson. Sem faltas e com muitos excessos, <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> é a cara de Wes.</p>
<p>Por falar em identidade, a fotografia, a arte e a trilha sonora são elementos essenciais para construir essa cara tão andersiana para as suas obras. No caso desta produção, o cineasta contou com o talento de Bruno Delbonnel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-tragedia-de-macbeth-apple-tv/"><em>A Tragédia de Macbeth</em></a>, de 2021) para conceber os dois momentos imagéticos &#8211; o real e o imaginário do personagem de del Toro &#8211; d&#8217;<em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. A arte foi comandada por Esther Schreiner (<em>Ferrari</em>, de 2023), que se encarrega de dar vida às tonalidades pasteis com uma ludicidade teatral já conhecida das obras do diretor. E, por fim, a composição musical ficou a cargo de Alexandre Desplat (<em>Nyad</em>, de 2023) para embalar o público nessa jornada fantástica e insana.</p>
<p><em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> encanta porque, tanto a equipe técnica como o elenco, consegue convencer o espectador da farsa &#8211; aqui usada no sentido teatral da palavra &#8211; mostrada na telona. Wes Anderson é o mestre da farsa cinematográfica e seu novo longa parece abraçar isso como há muito não fazia. A acidez do humor e a sátira ao capitalismo industrial, às trapaças dos magnatas e do governo estadunidense e à disfunção familiar dos personagens centrais promovem um divertimento absurdo. Do início ao fim, o filme se encarrega de entreter por ser e entender que é um grande e hilário absurdo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Benicio del Toro, Mia Threapleton, Michael Cera, Riz Ahmed, Tom Hanks, Bryan Cranston, Mathieu Amalric, Richard Ayoade, Jeffrey Wright, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Rupert Friend e Hope Davis</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wxidk8ygmBo?si=9FiBlC8QLaATCJTC" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Os Fantasmas Ainda Se Divertem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 13:24:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das principais ferramentas usadas por Hollywood para mobilizar fãs é o retorno de filmes ou franquias de sucesso com sequências, remakes ou requels. No universo do terror, isso se torna ainda mais comum, a ponto de ser uma estratégia executada por estúdios desde o início da década de 2010. No caso da Warner Bros., sua nova investida traz o retorno de um clássico de Tim Burton (Dumbo, de 2019, e Wandinha, desde 2022) depois de 36 anos da sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das principais ferramentas usadas por Hollywood para mobilizar fãs é o retorno de filmes ou franquias de sucesso com sequências, <em>remakes</em> ou <em>requels</em>. No universo do terror, isso se torna ainda mais comum, a ponto de ser uma estratégia executada por estúdios desde o início da década de 2010. No caso da Warner Bros., sua nova investida traz o retorno de um clássico de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-tim-burton/">Tim Burton</a> (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dumbo/"><em>Dumbo</em></a>, de 2019, e <em>Wandinha</em>, desde 2022) depois de 36 anos da sua estreia. Este ano o cineasta volta às telonas com uma de suas histórias mais marcantes: a do bio-exorcista mais conhecido. A sequência do sucesso de Burton dos anos 1980, intitulada <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong>, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (5) com a promessa de carregar a aura do seu antecessor e do cinema de Tim que o público não vê há muito tempo.</p>
<p>De cara, já é importante esclarecer que o novo longa-metragem de Tim é bem sucedido em sua missão. <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong> tanto acerta em reviver o clássico de 1988 como em estabelecer conexões com a atualidade e possíveis novos fãs. O tom da comédia é extremamente calibrado e pronto para fazer piadas escrachadas ou <em>nonsense</em> sobre si, o passado e os dias atuais. O roteiro de Alfred Gough e Miles Millar (ambos criadores de <em>Wandinha</em>) não perde de vista os elementos de terror &#8211; aqui até mais presentes do que em seu antecessor -, criando um tom ainda mais equilibrado do que o primeiro filme.</p>
<p>Além disso, o projeto aposta na continuidade visual do que estabeleceu <em>Os Fantasmas Se Divertem</em> lá em 1988 como um clássico <em>cult</em>. O uso de <em>stop-motion</em>, efeitos práticos e cores saturadas continua a representar a visualidade do longa-metragem e isso mantém seu caráter original. O investimento nessas características tão próprias de <em>Beetlejuice</em> (título original) só fortalecem a ideia de que o estúdio quis manter a energia do filme anterior em <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong>.</p>
<p>Outro fator que enriquece o filme e alegra os fãs do original, é ver Burton em sua melhor forma. Depois de 5 anos sem lançar um novo filme, o diretor estadunidense retorna com um dos projetos que mais marcou sua carreira e o catapultou para o sucesso. <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem </em></strong>tem em seu cerne o DNA do que eram os longas dirigidos por Tim Burton no início de sua carreira. É possível perceber na sequência a mesma energia que existiu nos primeiros sucessos de sua carreira, como <em>Batman (1989)</em>, <em>Edward Mãos de Tesoura (1990)</em>, <em>Ed Wood (1994)</em> e <em>Marte Ataca! (1996)</em>.</p>
<figure id="attachment_18666" aria-describedby="caption-attachment-18666" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18666" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-750x500.jpg" alt="Os Fantasmas Ainda Se Divertem (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4.jpg 1581w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18666" class="wp-caption-text">Jenna Ortega em cena de &#8216;Os Fantasmas Ainda Se Divertem&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Mais do que o prazer que é ver Burton retornando às suas origens, é ter ele fazendo isso ao lado de pessoas que estiveram com ele nessa caminhada. O retorno de Michael Keaton (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-flash/"><em>The Flash</em></a>, de 2023), Winona Ryder (<em>Stranger Things</em>, desde 2016) e Catherine O&#8217;Hara (<em>Argylle &#8211; O Superespião</em>, de 2024) é uma chancela de continuidade ainda maior. Eles se mostram tão sagazes e prontos para uma nova aventura insana do diretor em <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong>. A sensação que dá ao vê-los em cena é como se o tempo não tivesse passado. O <em>timing</em> e a troca são tão poderosos como no original. Cada um tem seu momento de brilhar ao longo do filme, mas é preciso destacar O&#8217;Hara como um ponto fora da curva. Sua Delia Deetz está mais excêntrica e hilária do que nunca.</p>
<p>Ao lado do trio que fez parte do elenco original, <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem </em></strong>ganha adições poderosas ao incorporar Jenna Ortega (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-panico-2022/"><em>Pânico</em></a>, de 2022, e <em>Pânico VI</em>, de 2023), Justin Theroux (<em>A Dama e o Vagabundo</em>, de 2019), Monica Bellucci (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mafia-mamma-de-repente-perigosa/"><em>Máfia Mamma &#8211; De Repente Criminosa</em></a>, de 2023) e Willem Dafoe (<em>Pobres Criaturas</em>, de 2023) em seu elenco. Dafoe entrega um chefe de polícia excêntrico que , em vida, era um ator vaidoso; Theroux chega com o exagero de um aproveitador clássico; e Bellucci abraça o público com o encantamento de uma <em>femme fatale</em> zumbi. E ainda tem uma participação surpresa que tira boas risadas, apesar do seu curto tempo em tela.</p>
<p>Cada um cumpre seu papel em cena muito bem e divertem o público sempre que surgem em tela, mas Jenna precisa ser destacada separadamente. Apesar de ser a filha de Lydia Deetz, seu mérito não é pelo tempo de tela &#8211; até porque Keaton segue com menos de 20 minutos de filme e continua a ser um estouro -, mas pela sua presença. Tim encontrou em Jenna uma referência perfeita para incorporar o terror gótico satírico tão presente em sua carreira. <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong> só ganhou com essa nova leva do elenco, especialmente por levar ao público mais uma parceria entre Ortega e Burton.</p>
<p>A mistura de elementos clássicos e atuais, do elenco original com as adições e da retomada do cinema raiz de Tim Burton fazem de <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong> uma surpresa extremamente feliz. A sequência é tão divertida e surreal como o primeiro filme. Talvez o roteiro da sequência seja mais redondo e saiba usar melhor os elementos exageradamente surreais. É evidente que a narrativa já tem fãs há mais de três décadas, contudo, os acertos, as apostas e as certezas de produção fazem com que o segundo filme sobre Beetlejuice seja capaz de superar o primeiro em todos os aspectos possíveis. Que esse seja o início de novos projetos de Burton que retornem e abracem a sua verdadeira essência, que o fazem ser um diretor único.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tim Burton<br />
<strong>Elenco: </strong>Michael Keaton, Winona Ryder, Catherine O&#8217;Hara, Jenna Ortega, Justin Theroux, Monica Bellucci e Willem Dafoe</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jqVGSIIwLi0?si=cIeZPQRNIG6c4e6U" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Dublê</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 19:55:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois do fenômeno do Barbenheimer, Ryan Gosling (O Primeiro Homem, de 2018, e Barbie, de 2023) e Emily Blunt (O Retorno de Mary Poppins, de 2018, e Oppenheimer, de 2023) passaram a pleitear espaço nas mídias para o seu próximo trabalho, dessa vez juntos. Com seus nomes mais em alta do que nunca, a dupla de intérpretes estrela O Dublê, o novo longa-metragem do diretor David Leitch (Velozes e Furiosos: Hobbs &#38; Shaw, de 2019, e Trem-Bala, de 2022), levemente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Depois do fenômeno do Barbenheimer, Ryan Gosling (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><i><span style="font-weight: 400;">O Primeiro Homem</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2018, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) e Emily Blunt (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-mary-poppins/"><i><span style="font-weight: 400;">O Retorno de Mary Poppins</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2018, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oppenheimer/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) passaram a pleitear espaço nas mídias para o seu próximo trabalho, dessa vez juntos. Com seus nomes mais em alta do que nunca, a dupla de intérpretes estrela </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">, o novo longa-metragem do diretor David Leitch (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><i><span style="font-weight: 400;">Velozes e Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-trem-bala/"><i><span style="font-weight: 400;">Trem-Bala</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022), levemente inspirada na série de TV de mesmo nome dos anos 1980. O filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (2) como uma promessa de ser um dos maiores sucessos de ação do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do burburinho do projeto que surge por conta de suas estrelas, ainda há algo de muito pessoal sobre o longa para o diretor. Além de cineasta e ator, David também é coordenador de dublê e performer nesse setor. Ou seja, </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> tem uma força pessoal sobre enaltecer um dos departamentos negligenciados quando se pensa na indústria de Hollywood. Com isso, o filme é uma viagem intensa e cômica tanto no universo do trabalho dos dublês, como na própria arte de se fazer cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">, Colt Seavers (Gosling) é um dublê de ação que se vê metido numa confusão gigantesca. Enquanto ele tenta reatar sua paixão com a diretora estreante Jody Moreno (Blunt), Colt  investiga o desaparecimento da estrela do filme de sua amada, o famoso ator Tom Ryder (Aaron Taylor-Johnson). O problema é que ele precisa fazer tudo isso em segredo, na esperança de salvar o primeiro filme de Jody antes que descubram que o ator sumiu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os trailers, as entrevistas e tudo mais que se sabe da produção antes de assistí-la, indica que o público está indo para uma sessão de algo que se assemelha a uma versão mais família de </span><i><span style="font-weight: 400;">Trem-Bala (2022)</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dois-caras-legais/"><i><span style="font-weight: 400;">Dois Caras Legais (2016)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou uma mistura dos dois. O resultado de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> é, no entanto, algo ainda mais satisfatório. Mesmo que fosse um mix entre os dois longas &#8211; um deles estrelados também pelo Gosling -, o novo filme de David Leitch já seria interessante e engraçado o suficiente para fazer uma arrecadação interessante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que o roteiro de Drew Pearce (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hotel-artemis/"><i><span style="font-weight: 400;">Hotel Artemis</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2018) entrega ao espectador, contudo, é algo infinitamente melhor do que se poderia imaginar. </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> tem uma energia similar a de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Panteras</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 2000. Abraçando o exagero, o humor sem amarras e ainda adicionando o mundo do cinema em sua estrutura, a produção é um mergulho no que há de melhor na filmografia do diretor e do roteirista, além de ter a dupla de protagonistas fazendo algo que ambos brilham, que é comédia.</span></p>
<figure id="attachment_18025" aria-describedby="caption-attachment-18025" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18025" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-750x500.jpg" alt="O Dublê (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2.jpg 1125w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18025" class="wp-caption-text">Ryan Gosling e Emily Blunt em cena de &#8216;O Dublê&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> é simplesmente um caldeirão de referências, piadas e cenas de ação monumentais que resultam num filme surpreendentemente divertido. É um encontro entre </span><i><span style="font-weight: 400;">Missão: Impossível (1996-)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Chumbo Grosso (2007)</span></i><span style="font-weight: 400;">. É um roteiro que não tem medo de ser exagerado quando precisa. Além disso, o texto é recheado de autorreferências e brincadeiras sobre o fazer cinema e alguns filmes bem conhecidos do público &#8211; incluindo uma constante e hilária sátira a odisseia espacial de Dennis Villeneuve (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2021, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco é outro ponto alto de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">. Parece que ele foi escolhido a dedo. Ryan Gosling está no tipo de papel que nasceu pra fazer. Ele brilha como ninguém em comédias, especialmente quando essas têm camadas que permitem que o ator possa brincar com o roteiro. Emily Blunt completa a realeza desse relacionamento em tela que, ainda que não soubéssemos, era o que o público mais precisava. Também é preciso parabenizar os trabalhos de Hannah Waddingham (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abracadabra-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022) e Winston Duke (</span><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/">Pantera Negra 1</a> e 2</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2018 e 2022) que também brilham no filme e arrematam o público com momentos divertidíssimos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa explosão de sentimentos e diversidade de gêneros é a força de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">. Ele é um filme de ação ao mesmo tempo que é de comédia e de suspense. O roteiro consegue misturar os três bem e é coeso o suficiente para não perder o público, mesmo que às vezes brinque com os limites do crível ou exagerado. Mas isso faz parte do show. Essa é a essência do projeto e, provavelmente, vai ser isso e seus nomes estelares que farão deste um projeto extremamente lucrativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E assim a narrativa de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> entrega tudo o que o espectador quer: romance, drama, ação, aventura e mistério. Tudo isso com direito a um vislumbre do que é a arte de fazer cinema &#8211; sem falar nas constantes referências visuais, sonoras e de discurso a outros sucessos da telona. É um filme para família que diverte até a barriga doer, mas não perde a qualidade e nem se coloca menor do que nenhum outro filme. E, quem sabe, o longa pode até chegar a temporada de premiação com direito a algumas nomeações.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> David Leitch</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Ryan Gosling, Emily Blunt, Aaron Taylor-Johnson, Hannah Waddingham, Teresa Palmer, Stephanie Hsu e Winston Duke</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/3ArnMu7JKyU?si=DZEZoMRE7lx7nJZL" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Dica do dia: Desperados (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2020 13:59:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre irregularidades, inverossimilhanças e diálogos expositivos, Desperados consegue, surpreendentemente, trazer um resultado divertido. A começar pelo trio protagonista formado por Wesley (Nasim Pedrad, Aladdin), Brooke (Anna Camp, A Escolha Perfeita 3) e Kaylie (Sarah Burns, Big Little Lies). Individualmente falando, as atuações não são fortes e recorrem aos caminhos mais fáceis, como na acentuação das palavras repetidamente e uma movimentação de cena &#8220;suja&#8221;. No entanto, a dinâmica que elas estabelecem entre si é positiva, pois consegue passar certa intimidade e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Entre irregularidades, inverossimilhanças e diálogos expositivos, <strong><em>Desperados</em> </strong>consegue, surpreendentemente, trazer um resultado divertido. A começar pelo trio protagonista formado por Wesley (Nasim Pedrad, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aladdin/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Aladdin</em></a>), Brooke (Anna Camp, <em>A Escolha Perfeita 3</em>) e Kaylie (Sarah Burns, <em>Big Little Lies</em>). Individualmente falando, as atuações não são fortes e recorrem aos caminhos mais fáceis, como na acentuação das palavras repetidamente e uma movimentação de cena &#8220;suja&#8221;. No entanto, a dinâmica que elas estabelecem entre si é positiva, pois consegue passar certa intimidade e cumplicidade. Isto é algo que vale ressaltar em uma produção onde a direção de atores parece frágil, pois o elenco não tem unidade nas atuações. Seja pelas escolhas de tom, que destoam das próprias cenas em algumas partes ou pelo trato do texto, falta processo e estudo.</p>
<p>A sensação é quase de que está se acompanhando improvisações e que a compreensão do roteiro ainda não foi alcançada. Ainda assim, há qualidade em uma outra relação na narrativa. A química entre Wesley e Sean (Lamorne Morris, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-yesterday/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Yesterday</em></a>) é instantânea na tela. É impressionante como, mesmo após a sequência da primeira interação da dupla, a roteirista Ellen Rapoport (<em>The Starlet</em>) tenta “enganar” o espectador e dar diversas voltas, apenas para revelar no final o que já estava claro em menos de dez minutos de projeção. Além disso, a personagem de Morris acaba sendo jogada em múltiplos momentos e situações, sem uma razão aparente a não ser por convir para Rapoport. </p>
<p>Ainda pensando no trabalho textual, é curioso notar as reiterações que o longa faz. Depois de já estar bem claro o desespero de Wesley, por exemplo, seja no título da obra e nas conversas da personagem com suas melhores amigas e no telefone, a equipe achou necessário reforçar isto visualmente. Vários planos detalhes da residência da moça são mostrados, objetos de despedidas de solteira, de convite de chás de bebês e etc, como se ela fosse uma pessoa enlouquecida por não estar em um casamento e, de certo modo, até com rancor de quem está casado. É um tanto triste este elemento tendencioso, já que roteiro e direção são assinados por duas mulheres.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12994" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/4277932.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Desperados" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/4277932.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/4277932.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/4277932.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A cineasta Lauren Palmigiano (<em>Mr Mom</em>) fomenta estereótipos, principalmente em questões de enquadramentos que passam um tom tão forte de distanciamento para com Wesley, que acaba sendo colocada em um lugar de ridicularização. Até em seu desfecho, quando faz uma<em> mise-em-scéne</em> que joga com as relações de poder entre mulheres diante de um homem, a direção carrega um olhar que reproduz um discurso de que a força feminina é mais intensa quando ela está ao lado de um homem que ama (eca?). Existe também uma questão de falta de ritmo que permeia <strong><em>Desperados</em></strong>. É como se ele passasse tanto tempo procurando colocar ações frenéticas que quando chega o respiro, as situações perdem a graça. Se uma história é contada sem equilibrar tensões e angústias com relaxamento, uma hora vai ficar exaustivo de acompanhá-la e/ou quando o freio for pisado a queda será sentida.</p>
<p>Por fim, os velhos e conhecidos clichês sobre o México &#8211; local que o grupo vai para tentar salvar o namoro de Wesley &#8211; e seus habitantes apareceram o tempo inteiro para lembrar como estadunidenses não conhecem nada que vá além de seus umbigos. Apesar de todos os problemas apontados, existe uma criação de empatia que se estabelece com as personagens, despertando uma vontade de descobrir o desfecho. Quando existe esse apego durante a exibição, é mais fácil também de rir das piadas. O <em>timing</em> cômico é uma das maiores qualidades do filme. A habilidade em naturalizar passagens perturbadoras é sempre algo bacana, porque se as sequências não forem orgânicas, perde-se o propósito inicial e essencial da comédia.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lauren Palmigiano</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Nasim Pedrad, Robbie Amell, Anna Camp, Sarah Burns, Heather Graham, Lamorne Morris</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GT3LdQkWSWc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-desperados-netflix/">Dica do dia: Desperados (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Especial: Atores de Comédia que Mereciam Indicação ao Oscar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2019 02:01:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Festival Internacional de Cinema de Toronto está na boca do brasileiro, mas por um motivo peculiar. A edição de 2019, dentre muitos outros filmes, exibiu Uncut Gems, longa estrelado por Adam Sandler. Dirigido pelos irmãos Safdie — responsáveis por Bom Comportamento, que traz uma atuação brilhante de Robert Pattinson — o drama está sendo aclamado pela crítica. Não só isso, mas a atuação de Adam Sandler também chama atenção e especula-se que o ator pode ser indicado ao Oscar. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Festival Internacional de Cinema de Toronto</em> está na boca do brasileiro, mas por um motivo peculiar. A edição de 2019, dentre muitos outros filmes, exibiu <em>Uncut Gems</em>, longa estrelado por Adam Sandler. Dirigido pelos irmãos Safdie — responsáveis por <em>Bom Comportamento</em>, que traz uma atuação brilhante de Robert Pattinson — o drama está sendo aclamado pela crítica. Não só isso, mas a atuação de Adam Sandler também chama atenção e especula-se que o ator pode ser indicado ao Oscar.</p>
<p>No Brasil, Sandler é principalmente identificado por papéis em filmes como <em>Click</em> ou <em>Esposa de Mentirinha</em>. Entretanto, não é de conhecimento geral que volta e meia o ator se arrisca (e se saí muito bem) no drama. Suas atuações em <em>Embriagado de Amor</em> e <em>Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe</em> (filme exclusivo da <em>Netflix</em>) provam sua competência.</p>
<p>Assim, o<em><strong><a href="http://www.coisadecinefilo.com.br"> Coisa de Cinéfilo</a></strong></em> preparou uma lista de atores e atrizes de comédia, tanto do passado quanto do presente, que mereciam pelo menos uma indicação ao Oscar, mas nunca ou ainda não conseguiram.</p>
<p>Antes de mais nada, vale a observação de que a lista reflete como a comédia é um meio predominantemente masculino, sendo marcado pelo machismo, que por muito não deu oportunidade para mulheres se destacarem na área. Felizmente, as coisas estão mudando e já há grandes atrizes sendo reconhecidas, como Melissa McCarthy, que inclusive foi nomeada duas vezes para o Oscar.</p>
<p><strong>Confira a lista!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11260" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Buster-Keaton-Pork-Pie-Hat-3-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Buster-Keaton-Pork-Pie-Hat-3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Buster-Keaton-Pork-Pie-Hat-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Buster-Keaton-Pork-Pie-Hat-3-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>10 &#8211; Buster Keaton (1895-1966)</strong></p>
<p>Quem for fã de Jackie Chan, irá gostar de Keaton. O seu grande azar foi ter surgido na mesma época de Charlie Chaplin. Tendo um dos maiores gênios da história como &#8220;concorrente&#8221;, Keaton foi injustamente esquecido por muitos. O grande diferencial do comediante, além de seu rosto propositalmente inexpressivo (<em>deadpan style</em><span style="text-decoration: underline;">)</span>,  é que ele constantemente se envolvia em sequências grandiosas e perigosas, arriscando sua própria pele para gerar momentos únicos para o cinema.</p>
<p>Seu auge foi durante o cinema mudo e como reconhecimento recebeu um Oscar honorário em 1959, mas que não parece o suficiente por tudo que já fez. Suas principais obras são: <em>O General; Marinheiro de Encomenda; Bancando o Águia e O Homem das Novidades</em>, todas disponíveis no Youtube. Também vale citar Harold Llyod, que junto com Buster e Charlie formava a tríade de ouro da comédia muda, tendo <em>O Homem Mosca</em> como seu trabalho mais famoso.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11252" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5a1d51559d2c1-e1511952845108-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5a1d51559d2c1-e1511952845108.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5a1d51559d2c1-e1511952845108-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5a1d51559d2c1-e1511952845108-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>9 &#8211; Stan Laurel (1890-1965) e Oliver Hardy (1892-1957)</strong></p>
<p>Posteriormente, na década de 1930, houve o ápice da dupla Stan e Ollie. Com o advento do som, muito do humor pastelão da dupla envolvia piadas faladas ou <em>gags</em> sonoras, uma novidade para a época. Decerto, não há como falar de cada um individualmente, pois eles funcionavam de maneira complementar e antagônica, com Stan irritando Oliver o tempo todo com sua inocência. Assim, seus filmes aproveitavam da aparência contrastante entre a dupla para gerar piadas, pois Hardy era bem maior que Laurel. Além disso, o filme Stan e Ollie foi lançado em 2018, protagonizado por Steve Coogan e John C. Reilly e que conta a história deles. Similarmente importante e que vale menção é a dupla Abbott e Costello, que com uma dinâmica semelhante reinou nas décadas de 1940 e 1950.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11257" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/lucille-ball-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/lucille-ball.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/lucille-ball-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/lucille-ball-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>8 &#8211; Lucille Ball (1911-1989)</strong></p>
<p>Considerada a &#8220;Primeira-Dama da TV Norte Americana&#8221;, Lucille Ball ficou famosa principalmente por estrelar a <em>sitcom</em> <em>I Love Lucy</em>, sendo nomeada a diversos Emmys por isso. Uma das maiores comediantes físicas da história, Ball merecia mais crédito por seus trabalhos em uma fase mais madura da carreira, como em <em>Os Seus, os Meus, os Nossos</em> ou <em>O Jogo Proibido do Amor</em>. Apesar de ter sido reconhecida no Globo de Ouro, nunca foi indicada ao Oscar.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11254" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0db97938-85ff-11e7-8f03-5f0754277a16_1280x720_075827-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0db97938-85ff-11e7-8f03-5f0754277a16_1280x720_075827.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0db97938-85ff-11e7-8f03-5f0754277a16_1280x720_075827-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0db97938-85ff-11e7-8f03-5f0754277a16_1280x720_075827-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>7 &#8211; Jerry Lewis (1926-2017)</strong></p>
<p>Surpreendentemente, Jerry Lewis, conhecido com o Rei da Comédia, nunca ganhou um Oscar. Com seu sucesso principalmente na década de 1960, o comediante começou a carreira fazendo dupla com o cantor Dean Martin e seu estilo de comédia física influenciou muitos nomes, entre eles Jim Carrey. Além disso, Lewis exercia total controle sobre a produção de seus filmes, sendo diretor, roteirista e editor. Ele não só estrelou icônicos longas de comédia como <em>Errado para Cachorro</em>, como também é famoso por seu papel em <em>O Rei da Comédia</em>, de Martin Scorsese, interpretando uma versão satírica de si mesmo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11256" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/p052f85d-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/p052f85d.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/p052f85d-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/p052f85d-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>6 &#8211; John Cleese (1939-presente)</strong></p>
<p>Quem não conhece <em>Monty Python</em>? Se a resposta for negativa, pare imediatamente de ler esse texto e vá ver os filmes disponíveis na Netflix. John Cleese é um de seus cofundadores, exercendo a função de roteirista e ator. Embora já tenha sido indicado ao Oscar por seu trabalho de argumentista, Cleese é injustamente esquecido por suas atuações. Assim como todos os integrantes do grupo britânico, ele tinha um humor ácido e rápido. Após abandonar <em>Monty Python</em>, o comediante criou a série <em>Fawlty Towers</em> e fez participações em filmes famosos, como: Nick Quase-Sem-Cabeça em <em>Harry Potter</em>; Q em <em>007 &#8211; Um Novo Dia Para Morrer</em> e o Inspetor Dreyfus em <em>Pantera Cor de Rosa 2</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11259" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>5 &#8211; Richard Pryor (1940-2005)</strong></p>
<p>Maior comediante de<em> stand-up</em> de todos os tempos? Segundo o <em>Comedy Central</em>, sim. Marcado por seus rápidos diálogos, Pryor utilizava o humor para denunciar o racismo de sua época, sendo chamado de &#8220;Picasso de sua geração&#8221; por Jerry Seinfeld. Além de fazer muitos <em>stand-ups</em>, o humorista participou de alguns filmes de comédia, mas a sua grande atuação realmente foi em um drama, assim como Sandler. Na estreia de direção de Paul Schrader (responsável pelo roteiro de <em>Taxi Driver</em>), no filme <em>Vivendo na Corda Bamba</em>, Pryor traz uma atuação convincente e forte. Em um estilo completamente diferente, seu papel foi bastante elogiado pelo renomado crítico Roger Ebert.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11255" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steve-martin-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steve-martin.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steve-martin-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steve-martin-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>4 &#8211; Steve Martin (1945-presente)</strong></p>
<p>Apesar de ter cinco nomeações para o Globo de Ouro, Steve Martin só foi lembrado pelo Oscar por um prêmio honorário em 2014. Caso sirva de prêmio de consolação, ele também já apresentou a premiação três vezes. Com seu estilo irônico, Martin fez mais de 70 filmes e chegou a ser comparado com Jerry Lewis no início da carreira. Seus papéis mais conhecidos pelo público são o trapalhão Clouseau em <em>Pantera Cor de Rosa</em> e o pai de muitos filhos em <em>12 É Demais</em>. Com uma carreira tão rica, é claro que o ator não fez apenas comédias, sendo possível vê-lo em filmes de drama como <em>A Trapaça</em>, <em>Uma Virada do Destino</em> e, mais recentemente, <em>A Longa Caminhada de Billy Lynn</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11258" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/IW_HughGrant47640-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/IW_HughGrant47640.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/IW_HughGrant47640-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/IW_HughGrant47640-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>3- Hugh Grant (1960-presente)</strong></p>
<p>Uma das figuras mais populares do cinema britânico, não há como dizer que Hugh Grant é totalmente esquecido. Ganhador do BAFTA e do Globo de Ouro, Grant ainda não foi lembrado pelo Oscar. Com sua comédia sarcástica, Grant já chamava a atenção na década de 1990 em filmes como <em>Quatro Casamentos e um Funeral</em> e <em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>. Indo para o lado dramático, ele também não desapontou atuando em <em>Cloud Atlas</em> e <em>Florence: Quem é Essa Mulher?</em>. Mais recentemente, Grant fez o antagonista de <em>Paddington 2</em>, com uma atuação extremamente caricata e exagerada, roubando o filme para si.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11250" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/1511563690343905-shutterstock_9040454g-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/1511563690343905-shutterstock_9040454g.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/1511563690343905-shutterstock_9040454g-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/1511563690343905-shutterstock_9040454g-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>2 &#8211; Jim Carrey (1962-presente)</strong></p>
<p>Um dos homens mais excêntricos e complexos do mundo, Jim Carrey é muito mais do que o Lóide, de <em>Debi &amp; Lóide</em>. Afinal, além de comediante, Carrey se mostrou um ótimo ator dramático em<em> O Show de Truman</em>, que na época já levantou especulações de que ele poderia ser nomeado ao Oscar de Melhor Ator. Posteriormente, ele iria reafirmar sua excelência no drama como o protagonista de <em>O Mundo de Andy</em> e <em>Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças</em>. Ainda que tenha sido premiado diversas vezes, o ator sempre pareceu ser rejeitado pela Academia. Será preconceito só porque ele participou de <em>Batman Forever</em>?</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11253" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2.14BenStillerCvr-FTR-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2.14BenStillerCvr-FTR.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2.14BenStillerCvr-FTR-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2.14BenStillerCvr-FTR-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>1 &#8211; Ben Stiller (1965-presente)</strong></p>
<p>Outro ator que é popularmente conhecido por filmes mais acessíveis como <em>Uma Noite No Museu</em>, Stiller também já provou que sabe fazer drama. Em constante parceria com o diretor Noah Baumbach, Stiller está em papéis convincentes em <em>Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe</em> (assim como Sandler),<em> Enquanto Somos Jovens</em> e <em>O Solteirão</em>. Seguindo essa mesma linha, o humorista já trabalhou com Wes Anderson em <em>Os Excêntricos Tenenbaum</em>s, também com uma atuação impressionante.</p>
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		<title>Crítica: Pai em Dose Dupla 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Nov 2017 16:23:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Wahlberg]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pai em Dose Dupla 2 é o tipo de filme que eu assisto para relaxar e sair da tensão do dia a dia. Ele é para ser leve, engraçado e despretensioso. E é exatamente o que esse episódio se propõe e cumpre. Desta vez, Brad e Dusty resolveram suas diferenças e vivem em completa harmonia. Essa calmaria fica ameaçada pela chegada do pai de ambos para passar o Natal. A dupla começa a ver que essa paz é, na verdade, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pai em Dose Dupla 2</em> é o tipo de filme que eu assisto para relaxar e sair da tensão do dia a dia. Ele é para ser leve, engraçado e despretensioso. E é exatamente o que esse episódio se propõe e cumpre. Desta vez, Brad e Dusty resolveram suas diferenças e vivem em completa harmonia. Essa calmaria fica ameaçada pela chegada do pai de ambos para passar o Natal. A dupla começa a ver que essa paz é, na verdade, uma fachada muio bem criada.</p>
<p>O filme já sofre uma adição de personagens interessante, com a presença de Mel Gibson e John Lithgow. Os dois funcionam bem e em sincronia, criando um núcleo principal muito bom. E é engraçado ver que Gibson ficou bem no papel de pai de Mark Wahlberg, mesmo que a diferença dos dois seja de apenas 15 anos.</p>
<p>Acho que o principal ganho do filme é que ele não se leva a sério. E não é para se levar mesmo. Não há grandes discussões em jogo, apenas a relação de pai, padrasto e filhos. Algo que é interessante, mas feito de forma nenhum pouco séria.</p>
<p>Apesar dessa característica, a narrativa é coesa e tem uma história linear. Não é como se fossem um monte de cenas aleatórias forçadas para o espectador rir. Aliás, o riso é sincero. Não é um besteirol escrachado. É, definitivamente, um filme de comédia e ponto. Aliás, uma comédia para família, visto que as crianças vão curtir também.</p>
<p>O longa tem uma ou outra cena machista, mas se redime mais adiante, quando começa a dar mais poder às personagens femininas. Não incluímos nesse pacote Alessandra Ambrósio, que interpreta a namorada de Dusty e é um peso morto a maior parte do filme.</p>
<p>No enredo principal, são colocadas em xeque questões de relações familiares, como o amor entre pai e filho, intimidade das relações, inserção de novas figuras, como o caso do padrasto. E isso é feito com cuidado, impondo um equilíbrio e apreciação de todos os lados.</p>
<p>Pai em Dose Dupla 2 não é um grande filme, mas funciona bem dentro do que se propõe e isso é suficientemente bom. Boas atuações, um clima de Natal bem gostoso e uma risada garantida. Não vejo como isso poderia dar errado.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YDKXXbdaF5o" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Gostosas, Lindas e Sexies</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Apr 2017 16:22:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filme Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalhar a questão da autoestima feminina tem sido um grande foco nos últimos anos. O cinema, por sua vez, que reflete a sociedade que vive, já vem trazendo esse tipo de apresentação focando em diversas vertentes. Na tentativa de valorizar a forma feminina, principalmente para quem está acima do peso, o longa Gostosas, Lindas e Sexies tenta apresentar um roteiro bem humorado de aceitação. No entanto, o tiro sai pela culatra e acaba se tornando um filme extremamente machista. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhar a questão da autoestima feminina tem sido um grande foco nos últimos anos. O cinema, por sua vez, que reflete a sociedade que vive, já vem trazendo esse tipo de apresentação focando em diversas vertentes. Na tentativa de valorizar a forma feminina, principalmente para quem está acima do peso, o longa <em>Gostosas, Lindas e Sexies</em> tenta apresentar um roteiro bem humorado de aceitação. No entanto, o tiro sai pela culatra e acaba se tornando um filme extremamente machista.</p>
<p>O erro já começa pela estereotipação do modelo feminino. Para ser acima do peso, as mulheres têm poucas opções, sendo elas: se aceitar completamente e ignorar a gordura, ser fogosa, ser bem sucedida financeiramente ou ser traída pelo marido. É uma necessidade tão grande de ignorar o corpo e seu formato, que fica extremamente forçado e surreal. Como se a única solução para ser feliz e gorda, seja esquecer que é gorda.</p>
<p>Pior ainda é quando surgem alguns personagens que fazem <em>bullying</em> com a protagonista por conta de seu peso. Parece uma cena saída de pré-primário, sendo que na verdade se passa em um escritório. É tão forçado que fica ridículo. Sabemos que no dia a dia as coisas são muito mais sutis (nem por isso menos dolorosas e invasivas).</p>
<p>De alguma forma, o roteiro ainda consegue associar o quarteto principal sempre a homens, como se mulher não tivesse outro propósito de vida a não ser encontrar o companheiro perfeito. Elas falam, pensam e vivem para os homens. Para um filme que tem a proposta de tirar o estigma da gordura feminina, isso se torna ainda pior e mais caricato.</p>
<p>Ao final de um roteiro vergonhoso, forçado, machista e sem graça, o filme é o tipo de coisa que você prefere esquecer que se dispôs a assistir. Traz uma visão completamente equivocada do ser feminino, não tem a menor graça (e deveria ter, porque se força como comédia) e não tem nem uma atuação que valha a pena o tempo investido. Resumindo: sofridamente dispensável.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/dbvnzSq4MZ4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Despedida em Grande Estilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Apr 2017 03:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Arkin]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Despedida em Grande Estilo]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Caine]]></category>
		<category><![CDATA[Morgan Freeman]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O longa Despedida em Grande Estilo conta a história de três amigos idosos que perdem a pensão por conta de uma atitude repentina e desleal da empresa em que trabalharam e ficam desesperados para pagar as contas e não perder a casa para hipoteca. Um deles tem a brilhante ideia de roubar o banco que vai executar a hipoteca e, assim, recuperar o dinheiro que lhes é devido. O diretor Zach Braff conseguiu reunir um elenco de peso para protagonizar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>Despedida em Grande Estilo</em> conta a história de três amigos idosos que perdem a pensão por conta de uma atitude repentina e desleal da empresa em que trabalharam e ficam desesperados para pagar as contas e não perder a casa para hipoteca. Um deles tem a brilhante ideia de roubar o banco que vai executar a hipoteca e, assim, recuperar o dinheiro que lhes é devido.</p>
<p>O diretor Zach Braff conseguiu reunir um elenco de peso para protagonizar a trama, que é bem simplória, mas funcional. Temos Morgan Freeman, Michael Caine, Alan Arkin, Ann-Margaret e até Christopher Lloyd. Não apenas o elenco é bom, como funciona harmonicamente na telona. Freeman não está ocupando aquele velho lugar de &#8220;ditador de lição de moral&#8221;, que lhe é tão comum. Lloyd está fazendo o que sabe fazer melhor: ser excêntrico, o que funciona muito bem. Caine e Arkin também acrescentam graça e força às dinâmicas em cena.</p>
<p>As cenas se desenrolam de forma gradativa e notadamente exagerada. É muito claro no roteiro que não há intensão de ser similar com a realidade, mas não há defeito nenhum nisso. A proposta é mostrar um outro lado, como um grupo de idosos conseguiu resolver os problemas e ainda agitar a tão pacata rotina deles. Naturalmente não é um enredo incrível e nem memorável, mas cumpre o objetivo de entreter, o que já é muito bom.</p>
<p>A comédia é leve e flui com muita naturalidade. A intenção de mostrar os dois lados dos personagens, trazendo ainda elementos de suas famílias, agrega positivamente à história como um todo. As narrativas criadas têm finalização, comédia, ação e tensão também. Tudo em uma medida homeopática e razoavelmente interessante.</p>
<p>Não se deve esperar o melhor filme de comédia do mundo em <em>Despedida em Grande Estilo</em>, mas certamente ele irá agradar o público. É engraçado, completo, tem excelentes atores e atuações e é bem finalizado. Como dizer que ele não funciona muito bem, não é verdade?</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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		<title>Crítica: Um Espião e Meio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2016 14:59:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Aarol Paul]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dwayne Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Bateman]]></category>
		<category><![CDATA[Kevin Hart]]></category>
		<category><![CDATA[Melissa McCarthy]]></category>
		<category><![CDATA[The Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Um Espião e Meio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de entrar numa sala de cinema, é muito importante se informar sobre o propósito daquele filme que vai assistir. Isso faz toda a diferença na expectativa que é criada e na análise do resultado. Sabendo que Um Espião e Meio era uma proposta de comédia sem grande aprofundamento de roteiro e risos mais leves, definitivamente não houve decepção quanto ao resultado. Dwayne Johnson faz o papel de Bob, um jovem que sofre bullying no colégio e tem um episódio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de entrar numa sala de cinema, é muito importante se informar sobre o propósito daquele filme que vai assistir. Isso faz toda a diferença na expectativa que é criada e na análise do resultado. Sabendo que <em>Um Espião e Meio</em> era uma proposta de comédia sem grande aprofundamento de roteiro e risos mais leves, definitivamente não houve decepção quanto ao resultado.</p>
<p>Dwayne Johnson faz o papel de Bob, um jovem que sofre bullying no colégio e tem um episódio de vergolha na frente de todos os alunos na festa de fim de ano. Já Calvin (Kevin Hart) é o popular e querido por todos, a promessa de futuro da escola. Anos depois, as coisas estão um pouco diferentes. Bob está lindo, forte e rico, enquanto Calvin não teve tanto sucesso assim. Eles acabam se encontrando e vivendo momentos de pura adrenalina em uma corrida para descobrir quem está falando a verdade.</p>
<p>Partindo do pressuposto que eu falei acima, ele cumpre muito bem o objetivo de ser uma comédia apenas para rir, sem grandes enredos. E olha que este até possui uma história interessante por trás. Um tanto instigante, até. Dwayne mostra mais uma vez seu lado cômico, provando que vai além dos músculos. Neste filme especificamente, ele até meio que tira sarro disso, protagonizando um personagem com gosto de moda bastante duvidoso e que não tem consciência da sua sexualidade.</p>
<p>Já Hart tenta sair do esterótipo de baixinho engraçado para ser o importante da história, mas não consegue este sucesso todo. Ele navega entre o protagonista e coadjuvante, mas acaba sempre na última opção. Uma tentativa um pouco frustrada de reverter as situações.</p>
<p>No mais, o longa é bastante divertido e faz o espectador rir em diversos momentos. Tem uma escolha de elenco que tem sintonia, o que favorece bastante o resultado. Gratas surpresas como Aaron Paul, que poderia ter um pouco mais de destaque, mas se apresenta bem no papel de vilão, Jason Bateman, que faz o papel de babaca da escola e Melissa McCarthy, que aparece tão rápido que não se deram nem o trabalho de creditar.</p>
<p>Para divertir o fim de semana, é sim uma boa pedida. Apenas vá assistir consciente do estilo de filme que te aguarda</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
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