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	<title>Arquivos Yahya Abdul-Mateen II - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Yahya Abdul-Mateen II - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Aquaman 2 &#8211; O Reino Perdido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Dec 2023 12:48:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A estreia de Aquaman 2: O Reino Perdido anuncia o fim do Universo Estendido da DC (DCEU) como conhecemos. O longa-metragem passou por inúmeros reajustes por conta disso e de outras questões de produção &#8211; como a pandemia, os resultados negativos de outros longas recentes do DCEU ou o julgamento entre Amber Heard, que interpreta Mera, e seu ex-marido Johnny Depp. As polêmicas que envolveram o novo filme de James Wan (Maligno, de 2021) preocuparam os fãs quanto a qualidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A estreia de <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> anuncia o fim do Universo Estendido da DC (DCEU) como conhecemos. O longa-metragem passou por inúmeros reajustes por conta disso e de outras questões de produção &#8211; como a pandemia, os resultados negativos de outros longas recentes do DCEU ou o julgamento entre Amber Heard, que interpreta Mera, e seu ex-marido Johnny Depp. As polêmicas que envolveram o novo filme de James Wan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maligno/"><em>Maligno</em></a>, de 2021) preocuparam os fãs quanto a qualidade do que seria apresentado, especialmente quando se pensa que o longa inaugural do rei de Atlântida foi um sucesso. O resultado, no entanto, é surpreendentemente positivo.</p>
<p>Indo em contramão da expectativa de todos, o novo projeto sobre o tritão mais conhecido dos quadrinhos é coeso, divertido e encerra bem o seu arco narrativo iniciado em 2018. Wan consegue imprimir mais uma vez a sua marca como diretor num projeto onde tudo parecia caminhar para o precipício. A eficiente direção do cineasta, no entanto, além do seu conhecimento e apropriação do universo narrativo, parecem ter ajudado a manter <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> sob suas rédeas, resultando numa despedida de qualidade &#8211; tanto para o DCEU quanto para o Aquaman de Jason Momoa (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-10/"><em>Velozes e Furiosos 10</em></a>, de 2023).</p>
<p>Mais uma vez o reino de Atlântida se vê atacado pela superfície. Os problemas climáticos estão afetando o povo do reino submerso, que culpam os humanos pela destruição de seu povo. Arthur Curry, também conhecido como Aquaman (Jason Momoa), descobre, contudo, que seu antigo inimigo, Manta Negra (Yahya Abdul-Mateen II), é o verdadeiro responsável por essa destruição. Para impedir que o vilão destrua Atlântida e todo o restante da Terra, Arthur precisará pedir ajuda do seu meio-irmão e antigo rival, Orm (Patrick Wilson), para salvar o reino dos mares e a civilização terrestre.</p>
<p>A própria história desenvolvida por David Leslie Johnson-McGoldrick (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-invocacao-do-mal-3-a-ordem-do-demonio/"><em>Invocação do Mal 3 – A Ordem do Demônio</em></a>, de 2021) se atém a concluir os arcos iniciados e desenvolvidos no primeiro longa do super herói. A busca pelo equilíbrio entre ser meio humano e meio atlantiano, as dificuldades em reinar, a vingança do inimigo do primeiro filme e, principalmente, a ligação com a família. Os temas centrais de <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> são esses e eles são mais do que suficientes para motivarem uma nova produção de quase 2h.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-17596" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-750x500.jpg" alt="Aquaman 2 - O Reino Perdido" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1.jpg 1500w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Essa coerência tanto no estilo, na estética e narrativa são os pontos mais fortes do longa. na verdade, essas escolhas acertadas são a justificativa para um filme que tinha tudo para dar errado, ter chegado num resultado tão positivo. O equilíbrio entre entender que essa narrativa precisava acontecer por conta dos fãs e para fechar o arco narrativo com Momoa e Wan e as reestruturações da produção agora que não vai ter continuidade a esta linha temporal/narrativa do DCEU foram fundamentais para amarrar a obra. É dessa forma que <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> chega ao público. Certo de si e sem dúvidas sobre o que queria ter sido.</p>
<p>Além da coesão na equipe técnica e de produção do longa, o elenco mais uma vez retorna para casa. É possível sentir a proximidade e a ligação entre os atores e atrizes em cena. <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> soa como uma despedida o tempo todo. Mas isso não é negativo ou exagerado, é apenas a sensação da certeza de que eles estão vivendo o melhor que podem nos momentos finais dessa caminhada.</p>
<p>O projeto não perde a diversão em suas falas, especialmente no que diz respeito a interação entre Momoa e Patrick Wilson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-moonfall-ameaca-lunar/"><em>Moonfall – Ameaça Lunar</em></a>, de 2022), e nem a originalidade de Wan, ainda mais quando ele consegue inserir elementos mais sombrios e próximos do universo de terror que ele tanto gosta. Graças a essa clara sintonia entre equipe, produtores executivos e elenco, <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> é um feliz surpresa aos fãs. Seja para aproveitar os cinemas no fim de ano ou para fechar de forma positiva o DCEU, o novo filme do tritão é a melhor forma de dizer adeus ao antigo Universo Estentido da DC.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Wan</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jason Momoa, Indya Moore, Ben Affleck, Patrick Wilson, Amber Heard, Willem Dafoe, Yahya Abdul-Mateen II, Ricardo Molina, Nicole Kidman, Dolph Lundgren</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/rPBjB65NV_c?si=2ctnHwRYBuK-Sz14" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ambulância &#8211; Um Dia de Crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2022 00:16:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Filme de perseguição é um gênero à parte que tende a agradar vários tipos de espectadores. Isso porque tem tensão, ação, explosão, perigo. Tudo isso junto em uma sequência que, normalmente, não deixa a gente nem piscar. Ambulância &#8211; Um Dia de Crime tem todo o prognóstico positivo neste sentido, mas comete alguns tropeços desnecessários no meio do caminho. Will Sharp (Yahya Abdul-Mateen II, A Lenda de Candyman) é um ex-militar que luta para manter as contas de casa pagas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Filme de perseguição é um gênero à parte que tende a agradar vários tipos de espectadores. Isso porque tem tensão, ação, explosão, perigo. Tudo isso junto em uma sequência que, normalmente, não deixa a gente nem piscar. <strong><em>Ambulância &#8211; Um Dia de Crime</em></strong> tem todo o prognóstico positivo neste sentido, mas comete alguns tropeços desnecessários no meio do caminho.</p>
<p>Will Sharp (Yahya Abdul-Mateen II, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-de-candyman/"><em>A Lenda de Candyman</em></a>) é um ex-militar que luta para manter as contas de casa pagas em meio ao desemprego. Com a doença de sua mulher, que acabou de ter um bebê, ele se desespera com as contas de hospital e decide recorrer ao irmão, Danny (Jake Gyllenhaal, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/"><em>Homem-Aranha: Longe de Casa</em></a>), que é criminoso profissional que rouba bancos. Will acaba se metendo em uma complicada trama ao participar de um assalto de mais de 30 milhões de dólares.</p>
<p>Existem vários ganchos que poderiam ser melhor explorados no filme, como é o caso da motivação que leva o protagonista a tomar os caminhos errados. É sabido que os EUA tem um péssimo sistema de saúde e que as pessoas lutam para pagar contas e muitas morrem sem tratamento adequado, já que eles não possuem acesso gratuito. No entanto, o roteiro decide não se aprofundar nisso e ignora o tema a maior parte do tempo.</p>
<p>O que mais incomoda, no entanto, é a direção megalomaníaca de Michael Bay (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-transformers-5-o-ultimo-cavaleiro/"><em>Transformers &#8211; O Último Cavaleiro</em></a>). Não satisfeito em ter um filme de perseguição, que por si só já traz elementos de tensão e chamada de atenção do espectador, ele resolve fazer usos aleatórios de câmera, que vão mergulhando sem rumo na cena, dando cambalhotas, parecendo uma montanha-russa. Isso seria justificável se o roteiro acompanhasse a ideia. Mas neste caso de <em><strong>Ambulância &#8211; Um Dia de Crime</strong></em>, é apenas perturbador e cansativo. É como se ele quisesse mostrar, o tempo todo: &#8220;Olha como eu tenho um filme de alto orçamento&#8221;.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15367" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01.jpg" alt="Ambulância - Um Dia de Crime" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Dinheiro esse que poderia ter sido aplicado, por exemplo, num afinamento do roteiro, que deixa muitos elementos sem conexão. Um policial que é operado com uma tesoura e sem anestesia dentro da ambulância em movimento e simplesmente acorda lúcido na sequência, ou a falta de justificativa que leva os carros policiais a não fecharem o cerco em diversos momentos. É como se o enredo duvidasse da capacidade do público de entender certas dinâmicas.</p>
<p>O elenco, por sua vez, é um dos elementos que salva o longa. Bem alinhado e com boas performances, conseguem nos manter atentos a todo momento e realmente ansiosos para entender o que vai acontecer em seguida. Eiza Gonzalez (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><em>Velozes &amp; Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</em></a>) entra como terceiro elemento, a mocinha na questão. Ela vira refém dos dois irmãos pois é a paramédica que está na ambulância com o policial baleado. As interações do trio e suas partes é bem orgânica.</p>
<p>Por sinal, manter a tensão constante é algo que <strong><em>Ambulância &#8211; Um Dia de Crime</em></strong> consegue fazer muito bem. Ele seria muito mais bem-sucedido se simplesmente focasse na perseguição como ápice da trama e tecesse algumas complementações ao redor disso. A ideia é ótima, mas a execução deixa a desejar. Ainda assim, vale como algum entretenimento.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Bay</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jake Gyllenhaal , Yahya Abdul-Mateen II , Eiza Gonzalez, Garret Dillahunt, Keir O&#8217;Donnell, Jackson White, Cedric Sanders,<br />
Colin Woodell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6Y7TTeV08zk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Lenda de Candyman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Aug 2021 03:02:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chegou aos cinemas nesta quinta-feira, dia 26 de agosto, o longa A Lenda de Candyman com roteiro de ninguém menos que Jordan Peele, o responsável por sucessos como Corra! (2017) e Nós (2019). Por conta disso, a expectativa de público e crítica era alta e cheia de previsões de como seria esse novo projeto. Sob direção da novata Nia DaCosta, o filme tomou um formato bem interessante de thriller de terror com viés de questões raciais. Em meio a lendas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou aos cinemas nesta quinta-feira, dia 26 de agosto, o longa <em><strong>A Lenda de Candyman</strong></em> com roteiro de ninguém menos que Jordan Peele, o responsável por sucessos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-corra/"><em>Corra!</em></a> (2017) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nos/"><em>Nós</em> </a>(2019). Por conta disso, a expectativa de público e crítica era alta e cheia de previsões de como seria esse novo projeto. Sob direção da novata Nia DaCosta, o filme tomou um formato bem interessante de thriller de terror com viés de questões raciais.</p>
<p>Em meio a lendas urbanas, <em><strong>A Lenda de Candyman</strong></em> nos apresenta o surgimento do mito do Candyman, um homem que aparece oferecendo doces a crianças e cometendo crimes em uma comunidade negra e humilde de Chicago, nos EUA, em 1977. Anos depois, aquele local onde existiam vários conjuntos habitacionais foi restaurado e agora abriga prédios caros e de classe média alta.</p>
<p>O roteiro transporta o espectador para 2019, quando um jovem vai apresentar o novo namorado à sua irmã, Brianna, e é recepcionado por ela na nova casa, junto com o namorado da moça, Anthony. Em meio ao bate-papo, ele acaba revelando uma história misteriosa daquele bairro que hoje a irmã mora e que anos atrás foi palco de crimes terríveis. Esse conto anterior foi, inclusive, roteiro de <em>O Mistério de Candyman</em> (1992), que acabou virando um clássico cult à época. <em><strong>A Lenda de Candyman</strong></em> funciona como uma sequência espiritual, e não direta, deste anterior.</p>
<p>O filme não se demora a mostrar que tem muito mais camadas do que um simples filme de terror com um espírito assassino que assombra a todos. Seria simplista demais pensar que Peele iria propor esse tipo de projeto, uma vez que ele sempre insere questões raciais em seus roteiros. E assim é com este longa.</p>
<p>O que começa com uma história macabra contada em meio a um jantar, rapidamente se mostra algo muito mais complexos que exemplifica a ira que surge de um homem negro injustiçado por sua cor. A origem do Candyman e a maneira como ele se constrói é sempre relacionado ao quanto o negro é visto de maneira subalterna na sociedade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14488" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/i11730.jpeg" alt="A Lenda de Candyman" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/i11730.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/i11730-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/i11730-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/i11730-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com um elenco principal composto por excelentes atores negros como Yahya Abdul-Mateen II (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>), Teyonah Parris (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-se-a-rua-beale-falasse/"><em>Se a Rua Beale Falasse</em></a>) e Colman Domingo (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-voz-suprema-do-blues-netflix/"><em>A Voz Suprema do Blues</em></a>), <em><strong>A Lenda de Candyman</strong></em> conta ainda com o roteirista cujo nome é o maior protagonismo negro no cinema atual, Jordan Peele, e uma ótima diretora, também negra, a Nia DaCosta. Neste ponto, entramos no lugar de fala que a equipe possui ao tratar de um tema denso como o racismo estrutural.</p>
<p>O filme propõe a desconstrução do mito do Candyman, mostrando que ele é figura criada como reação dos oprimidos aos opressores, em contraposição às injustiças que vivenciam diariamente. Diversas vítimas são brancas e, em algum momento, algozes dos negros ao redor.</p>
<p>O clima do filme dá o tom à história proposta no roteiro de Peele. DaCosta consegue equilibrar a violência bruta com o choque e a curiosidade do espectador, que está a todo momento tentando entender os caminhos que a narrativa irá tomar. As analogias inseridas na trama são ainda mais ricas ao longa como um todo. As abelhas, que no contexto da Bíblia representam “justiça divina”, que surgem do Candyman já mostram desde o começo o que ele vai induzir nos desdobramentos a seguir.</p>
<p>Além disso, o “body horror” (horror corporal), que é uma estratégia de filmes de terror para criar a sensação de asco no espectador, associado à metáfora de que o racismo consome o negro de dentro para fora e o agride fisicamente.</p>
<p><em><strong>A Lenda de Candyman</strong></em> é um filme de terror que vai muito além do susto ou do espírito matador comum. Analisando as diversas camadas, somos apresentados à um longa crítico e contundente sobre como o racismo estrutural e os comportamentos segregacionista adoecem a nossa sociedade como um todo. Mais um acerto do excelente Jordan Peele.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Nia DaCosta</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Jordan Peele, Win Rosenfeld</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Yahya Abdul-Mateen II, Teyonah Parris, Nathan Stewart-Jarrett, Colman Domingo, Tony Todd</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/cDZn2hWMzDE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-de-candyman/">Crítica: A Lenda de Candyman</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Os 7 de Chicago (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Mar 2021 19:32:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Indicado ao Oscar 2021 em 6 categorias (Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Montagem e Melhor Canção Original), Os 7 de Chicago é uma apurada recriação do julgamento resultante de uma manifestação contra a guerra do Vietnã que interrompeu o congresso do partido Democrata em 1968. Tiveram vários confrontos, que resultaram no indiciamento de 16 pessoas. Com direção de Aaron Sorkin (Steve Jobs), o filme conta com Yahya Abdul-Mateen II (Aquaman), Sacha Baron Cohen (Borat: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Indicado ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2021/"><em>Oscar 2021</em></a> em 6 categorias (Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Montagem e Melhor Canção Original), <strong><em>Os 7 de Chicago</em></strong> é uma apurada recriação do julgamento resultante de uma manifestação contra a guerra do Vietnã que interrompeu o congresso do partido Democrata em 1968. Tiveram vários confrontos, que resultaram no indiciamento de 16 pessoas. Com direção de Aaron Sorkin (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-steve-jobs/"><em>Steve Jobs</em></a>), o filme conta com Yahya Abdul-Mateen II (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>), Sacha Baron Cohen (Borat: Fita de Cinema Seguinte), Joseph Gordon-Levitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>), Eddie Redmayne (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-e-onde-habitam/"><em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em></a>), John Carroll Lynch (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jackie/"><em>Jackie</em></a>), Alex Sharp (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-trapaceiras/"><em>As Trapaceiras</em></a>) e Mark Rylance (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dunkirk/"><em>Dunkirk</em></a>) no elenco.</p>
<p>A história verídica é exposta pelo foco que explora os personagens e suas minúcias de comportamento, com o objetivo de atrair o espectador a defender a causa que está sendo colocada em pauta. O perfil de <em><strong>Os 7 de Chicago</strong></em> é de um filme com roteiro predominantemente lento, que tem uma leve pressa no começo, mas que segue constante logo a seguir. Com isso, o espectador consegue compreender de maneira mais ampla as discussões que vão acontecendo, tal qual acontece com os jurados em cena.</p>
<p>Isso acaba levando a uma quebra de ritmo que poderia ser evitada com mais cenas expositivas e mais conteúdo de fato que fosse trazido. No entanto, é compreensível imaginar o quão complexa é a temática para colocar em 130 minutos de exibição. Os pontos mais importantes são destacados. Em especial, temos o contra ponto dos advogados de acusação, que pairam na berlinda da dúvida e objeção do tratamento dado pelo juiz responsável ao caso.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13862" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao.jpg" alt="Os 7 de Chicago" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Várias demandas são debatidas e resolvidas em cena, sem beirar o excesso que poderia ocasionar em um roteiro como esse. O constante retorno aos tribunais &#8211; são dezenas de dias que vão sendo contados ao espectador &#8211; seria exaustivo e deveras monótono caso esses pequenos fios não fossem inseridos na trama, como o racismo com o personagem Bobby Seale.</p>
<p>O que eleva a produção a um nível ainda maior é a escolha acertada de elenco, especialmente no caso de Sacha Baron Cohen, que está excepcional no papel de Abbie Hoffman. É muito interessante ver o quão camaleão ele consegue ser em cena, sem deixar rastros de personagens passados ou que marcaram sua carreira. Eddie Redmayne também tem seu destaque merecido. O elenco, como um todo, demonstra muita unicidade e química, o que consegue encobrir alguns calos do roteiro.</p>
<p>Com uma história importante e de força, <em><strong>Os 7 de Chicago</strong></em> não recorre aos excessos para trazer importância à sua trama. É um filme com bom embasamento e trabalho dedicado de roteiro, atuação e direção, que rendeu merecidas indicações ao Oscar 2021. Ele tem potencial real de levar estatuetas, especialmente na categoria Melhor Ator Coadjuvante.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Aaron Sorkin<br />
<strong>Elenco:</strong> Yahya Abdul-Mateen II, Sacha Baron Cohen, Joseph Gordon-Levitt, Eddie Redmayne, John Carroll Lynch, Alex Sharp, Mark Rylance</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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