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	<title>Arquivos Viola Davis - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Viola Davis - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 19:31:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes era um dos filmes mais aguardados do ano. Não apenas pelos fãs mais assíduos, como por pessoas comuns, como eu, que apenas aprecia a qualidade inegável da primeira franquia. A história por si só já é muito atraente, misturando o absurdo daquela realidade hostil com o encantamento do romance que surge em cena. Aqui a proposta era conhecer mais sobre as origens do Presidente Snow e os caminhos que o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogos-vorazes-a-cantiga-dos-passaros-e-das-serpentes/">Crítica: Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes</strong></em> era um dos filmes mais aguardados do ano. Não apenas pelos fãs mais assíduos, como por pessoas comuns, como eu, que apenas aprecia a qualidade inegável da primeira franquia. A história por si só já é muito atraente, misturando o absurdo daquela realidade hostil com o encantamento do romance que surge em cena. Aqui a proposta era conhecer mais sobre as origens do Presidente Snow e os caminhos que o levaram a ser a pessoa ruim que ele se tornou.</p>
<p>E, de fato, isso acontece, mas não forma como gostaríamos. O filme conta muito bem todo o contexto em que Coriolanus Snow esteve inserido desde a sua infância e todas as batalhas emocionais que teve que enfrentar no período da adolescência. Ele vai sempre apresentando pequenos sinais de sua maldade, que surge aos poucos, num terreno fértil para isso. O ator Tom Blyth, que tem poucas produções na filmografia, parece que vai tomando coragem a medida que o protagonista evolui. No começo, ele nos oferece muito pouco em atuação, mas isso muda a medida que a projeção avança.</p>
<p>A construção da vilã incorporada por Viola Davis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-mulher-rei/"><em>A Mulher Rei</em></a>) também vai numa crescente, como uma serpente que entra num ambiente destilando seu veneno. Ela serve como um elixir de atração para Snow, que a princípio renega a sua semelhança com a vilã, mas logo começa a perceber todas as similitudes que eles carregam.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17489" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Viola-Davis-caracterizada-para-Jogos-Vorazes.jpg" alt="ogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Viola-Davis-caracterizada-para-Jogos-Vorazes.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Viola-Davis-caracterizada-para-Jogos-Vorazes-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Viola-Davis-caracterizada-para-Jogos-Vorazes-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Viola-Davis-caracterizada-para-Jogos-Vorazes-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Voltar à realidade de <strong><em>Jogos Vorazes</em></strong> é muito interessante, pois ela mostra que tem um potencial imenso para além de Katniss (Jennifer Lawrence, <em>Que Horas Eu Te Pego?</em>) e sua turma. No entanto, você pode se perguntar porque eu fiz uma ressalva no começo da crítica. Poucos são os filmes que são bem roteirizados e dirigidos, mas que são destruídos pela atuação de alguém. Aqui é o caso. A atriz Rachel Zegler (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam-furia-dos-deuses/"><em>Shazam! Fúria dos Deuses</em></a>) assume o papel da protagonista e eu, sinceramente, nunca vi uma pessoa tão ruim em tela, nos últimos tempos.</p>
<p>Zegler é completamente caricata, cheia de caras e bocas desnecessárias, incapaz de passar qualquer tipo de emoção verdadeira para os espectadores. Quando ela aparece em cena, é completamente sofrível! Aliás, chega um momento que a gente efetivamente começa a torcer pela morte da personagem, só para não ter que olhar mais para aquele absurdo.</p>
<p>Isso traz um prejuízo ainda maior para o filme, que é a incapacidade de sustentar um romance que eles querem que a gente acredite. Supostamente Snow se envolve com uma garota tributo e esse é o mote principal de <em><strong>Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes</strong></em> por uma boa parte do longa. Algo que não convence absolutamente ninguém. E, infelizmente, não existe Viola Davis nem Peter Dinklage (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eu-me-importo-netflix/"><em>Eu Me Importo</em></a>) que consiga compensar uma protagonista tão péssima como ela.</p>
<p>Dito isso, é extremamente frustrante perceber que <strong><em>Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes</em></strong><em> </em>seria um ótimo filme, se não fosse arruinado por uma péssima escolha de elenco principal. Quero saber mais dos próximos passos de Snow, entender melhor a evolução da história até chegar na franquia anterior, mas só a ideia de passar mais um longa tendo que encarar Rachel Zegler, já me deixa com ranço prévio. Uma pena, pois o potencial era ótimo!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Francis Lawrence</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Blyth, Rachel Zegler, Peter Dinklage, Viola Davis, Jason Schwartzman, Hunter Schafer, Josh Andrés Rivera, Fionnula Flanagan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/gnYRH5YLEYQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Air &#8211; A História Por Trás do Logo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2023 22:45:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Air &#8211; A História Por Trás do Logo conta a história da Nike, que na década de 1980 queria entrar para o mercado de calçados de basquete, mas enfrentava grande dificuldade no meio, que era dominado por Adidas e Converse. Com o surgimento da promessa do esporte Michael Jordan, na época apenas um garoto, o chefe Sonny Vaccaro (Matt Damon, O Último Duelo) viu a oportunidade que precisava para alavancar a marca. Naquela vibe de filme em que os personagens [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Air &#8211; A História Por Trás do Logo</strong></em> conta a história da Nike, que na década de 1980 queria entrar para o mercado de calçados de basquete, mas enfrentava grande dificuldade no meio, que era dominado por Adidas e Converse. Com o surgimento da promessa do esporte Michael Jordan, na época apenas um garoto, o chefe Sonny Vaccaro (Matt Damon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/"><em>O Último Duelo</em></a>) viu a oportunidade que precisava para alavancar a marca.</p>
<p>Naquela vibe de filme em que os personagens estão constantemente correndo, este longa consegue fazer vários acertos que o tornam melhor do que a promessa. Ainda que o ritmo seja acelerado, os diálogos são bem construídos e pausados, deixando o espectador entender exatamente o que está acontecendo e qual a dinâmica. Acho problemático filmes que se valem de conversas aceleradas para tentar passar uma sensação de que o roteiro é mais inteligente que o espectador, quando na maior parte das vezes, não é.</p>
<p>Sonny está sem moral na Nike, depois de um bom tempo sem oferecer vitórias dentro de sua área. Phil Knight (Ben Affleck, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/"><em>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</em></a>), fundador da marca, está decepcionado e cobrando um retorno financeiro de todo o investimento que é feito. Com isso, eles precisam saber dosar a vontade de vencer com o desespero de suas ações, algo bem difícil para quem tem concorrentes tão fortes.</p>
<p>É então que surge a promessa de Michael Jordan. O personagem que faz o atleta famoso não aparece de frente em momento algum, algo que considero assertivo, já que o roteiro escolhe pincelar com imagens do personagem da vida real, especialmente no final de <em><strong>Air &#8211; A História Por Trás do Logo</strong></em>. Essa dinâmica vai sendo costurada com a expectativa do resultado final de toda aquela investida: Jordan vai ou não assinar contrato com a Nike?</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16593" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/air_3.jpg" alt="AIR: A HISTÓRIA POR TRÁS DO LOGO" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/air_3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/air_3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/air_3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/air_3-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O fato de ser uma história real torna tudo mais empolgante. Sou grande fã de longas baseados em fatos verídicos, especialmente quando é bem explorado, como o caso aqui. Temos um foco grande na mãe do jogador, Deloris (Viola Davis, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-mulher-rei/"><em>A Mulher Rei</em></a>), que segura emocionalmente a família e toma as decisões mais importantes. Ela é quem deve ser escutada, paparicada e agraciada, e logo Sonny percebe isso.</p>
<p>A medida que avançamos nas negociações, o longa vai trilhando um caminho de conhecimento do atleta, enquanto nos encaminha para o <em>grand finale</em>. Mesmo para quem sabe do resultado, a expectativa cria uma vontade real de entender como tudo aconteceu. E, de fato, é uma história e tanto.</p>
<p>Ben Affleck assume também a cadeira de diretor e mostra mais uma vez, depois de ótimos longas como <em>Atração Perigosa</em> e <em>Argo</em>, que esse é um papel que ele executa com facilidade e excelência. <em><strong>Air &#8211; A História Por Trás do Logo </strong></em>tinha um grande potencial de ficar chato e entediante, mas foi a condução de direção dele que fez com que o resultado fosse muito bom.</p>
<p>Temos aqui um filme que facilmente pode ser indicado em premiações futuras, não apenas pelas atuações excelentes, como pela combinação de roteiro e direção. Além disso, não é daqueles longas que se demoram e enrolam o espectador. Ele mostra logo para o que veio e não se estende no tempo, nos deixando com a sensação de que não existem excessos nem faltas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ben Affleck</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Matt Damon, Ben Affleck, Viola Davis, Jason Bateman, Chris Messina, Gustaf Skarsgård, Barbara Sukowa, Marlon Wayans</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/evFdZeEbij4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Adão Negro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 11:40:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após a pandemia de covid-19 ter interferido em diversas produções da DC Films dos últimos anos, Adão Negro chega com pré estreias nos cinemas brasileiros nesta quarta-feira (20) com o objetivo de ser um recomeço para o Universo Estendido da DC. Além dos atrasos causados pelo coronavírus, questões institucionais da Warner Bros. Pictures vêm interferindo no processo criativo e na unidade dos filmes do DCEU. No entanto, o novo longa-metragem inspirado nas hqs da DC parece colocar o universo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após a pandemia de covid-19 ter interferido em diversas produções da DC Films dos últimos anos, <em><strong>Adão Negro</strong></em> chega com pré estreias nos cinemas brasileiros nesta quarta-feira (20) com o objetivo de ser um recomeço para o Universo Estendido da DC. Além dos atrasos causados pelo coronavírus, questões institucionais da Warner Bros. Pictures vêm interferindo no processo criativo e na unidade dos filmes do DCEU. No entanto, o novo longa-metragem inspirado nas hqs da DC parece colocar o universo de volta nos trilhos.</p>
<p>As incertezas que envolviam o Universo Estendido começam a diminuir com a manutenção de Ben Affleck (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/"><em>O Último Duelo</em></a>, de 2021, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bar-doce-lar-prime-video/"><em>Bar Doce Lar</em></a>, de 2022) como o Cavaleiro das Trevas e o retorno de Henry Cavill (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-efeito-fallout/"><em>Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</em></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-enola-holmes-netflix/"><em>Enola Holmes</em></a>, de 2020) ao seu papel de Super Homem, confirmado pelo Dwayne &#8220;The Rock&#8221; Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><em>Velozes e Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alerta-vermelho-netflix/"><em>Alerta Vermelho</em></a>, de 2021) numa premiere de <strong><em>Adão Negro</em></strong>.  Apesar do cancelamento de <em>Batgirl</em>, das polêmicas envolvendo Ezra Miller (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-segredos-de-dumbledore/"><em>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</em></a>, de 2022) e do lançamento do <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/"><em>Snyder Cut</em></a>, o novo longa, estrelado por The Rock, traz bons ventos para o futuro do DCEU com uma narrativa redonda, divertida e com cenas de ação surpreendentes.</p>
<p>Quando a cidade de Kahndaq está sob uma ameaça moderna, Adão Negro, antes conhecido como Teth-Adam (Dwayne Johnson), é despertado após 5000 anos de sua última aparição. Enquanto tenta salvar a sua terra natal da única forma que sabe &#8211; com fúria e vingança -, a Sociedade da Justiça é convocada para intervir na forma que o suposto vilão está tentando salvar Kahndaq. O encontro não sai como o planejado e os heróis terão que encontrar uma forma de fazer com que Adão Negro entenda o seu papel no mundo e a responsabilidade de seus poderes.</p>
<figure id="attachment_15990" aria-describedby="caption-attachment-15990" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-15990" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-750x500.jpg" alt="Adão Negro (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-15990" class="wp-caption-text">Dwayne Johnson em cena de &#8220;Adão Negro&#8221; (2022)</figcaption></figure>
<p>Um dos principais acertos da produção é o roteiro. Com uma adaptação inteligente e interessante da origem do arqui-inimigo do Shazam, <strong><em>Adão Negro</em></strong> entrega uma narrativa que discute a relação entre neoimperialismo no Oriente Médio e o esvaziamento da dicotomia bem versus mal. Infelizmente a discussão social e histórica sobre as ocupações em países do oriente por nações ocidentais acaba ficando em segundo plano, mas nada que atrapalhe a história. Pelo contrário, é uma grata surpresa perceber que o subgênero esteja se preocupando cada vez mais em trazer discussões atuais e relevantes para suas tramas heroicas.</p>
<p>Quanto ao quesito do bem contra o mal, esse acaba sendo o foco central do roteiro de Adam Sztykiel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rampage-destruicao-total/"><em>Rampage &#8211; Destruição Total</em></a>, de 2018), Rory Haines e  Sohrab Noshirvani. A escolha, apesar de ser comum a diversos filmes de super heróis, é trabalhada de uma forma criativa, graças a presença da Sociedade da Justiça. A interação entre o personagem título e os componentes da Sociedade &#8211; em especial com o Doutor Destino (Pierce Brosnan) e o Gavião Negro (Aldis Hodge) &#8211; cria uma fluidez no roteiro que conduz o espectador numa jornada intrigante. E, apesar de ser um único longa trazendo duas frentes de apresentação de personagens relevantes para as hqs e para o futuro do DCEU, <strong><em>Adão Negro</em></strong> consegue fazer isso de forma cuidadosa e equilibrada.</p>
<p>Além do elenco coeso e das apresentações do personagens serem agradáveis, as cenas de ação são outro ponto forte de <strong><em>Adão Negro</em></strong>. Apesar do uso um tanto exagerado de <em>slow-motion</em> para impactar o público, a ira do personagem de The Rock é mostrada em cada ataque dele. É importante perceber o cuidado (e a corajosa escolha de subir a faixa etária do filme) ao colocar cenas de luta e mortes mais gráficas. Ao fazer isso, a produção se mostra atenta ao cerne do seu personagem principal e decide priorizar isso, uma vez que a violência define o interior de Teth-Adam. Escolha essa que pode ter sido facilitada pela experiência de Jaume Collet-Serra (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aguas-rasas/"><em>Águas Rasas</em></a>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-passageiro/"><em>O Passageiro</em></a>, de 2018) em trabalhos prévios de terror e suspense.</p>
<p><em><strong>Adão Negro</strong></em>, com sua trajetória e narrativa singular, parece ser um sinal de que ainda há esperanças para o futuro do DCEU. Para os fãs do personagem título e da DC, o longa é um presente que há muito não se via &#8211; inclusive por sua única cena pós créditos. Para os amantes do subgênero, a diversão é garantida do início ao fim, com uma história que consegue se sustentar sozinha, não tem amarras e nem se faz dependente de nenhuma produção prévia. O carisma e a influência de Dwayne Johnson conseguiram fazer com que um filme pandêmico, que passou por refilmagens, se tornasse um farol de esperança.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jaume Collet-Serra</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Dwayne Johnson, Aldis Hodge, Noah Centineo, Sarah Shahi, Marwan Kenzari, Quintessa Swindell, Bodhi Sabongui, Viola Davis e Pierce Brosnan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lROrY_3PmQA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Mulher Rei</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Sep 2022 22:17:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Mulher Rei é um dos filmes mais esperados do ano e não é pra menos. Ninguém menos que Viola Davis (A Voz Suprema do Blues) assumindo o papel da protagonista guerreira, numa comunidade onde as mulheres é que integram a guarda do rei. Lutadoras fortes e destemidas que são respeitadas pelos moradores locais e temidas pelos inimigos. Vale ressaltar que tudo isso é baseado em uma história real. Mas por que será então que nunca ouvimos falar nessa história? [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A Mulher Rei</strong></em> é um dos filmes mais esperados do ano e não é pra menos. Ninguém menos que Viola Davis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-voz-suprema-do-blues-netflix/"><em>A Voz Suprema do Blues</em></a>)<br />
assumindo o papel da protagonista guerreira, numa comunidade onde as mulheres é que integram a guarda do rei. Lutadoras fortes e destemidas que são respeitadas pelos moradores locais e temidas pelos inimigos. Vale ressaltar que tudo isso é baseado em uma história real.</p>
<p>Mas por que será então que nunca ouvimos falar nessa história? Porque ela é oriunda da África e sabemos muito bem o que o mundo inteiro faz com os países africanos, em termos de esquecimento e anulação cultural. E é justamente esse ponto que <em><strong>A Mulher Rei</strong> </em>decide resgatar e presentear o espectador. Somos imersos na cultura de Daomé do século 17, onde as tribos lutavam entre si para conseguir escravizar uns aos outros e vender para os europeus que chegavam o tempo todo em navios. Cada detalhe vai sendo explorado com cuidado e apreço pela talentosa diretora Gina Prince-Bythewood, que tem um repertório bem eclético na carreira, com longas como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-old-guard-netflix/"><em>The Old Guard</em> </a>e <em>A Vida Secreta das Abelhas</em>.</p>
<p>Nanisca (Davis) é a chefe da tribo de mulheres guerreiras Agojie, que integram a guarda do rei Ghezo (John Boyega, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-a-ascensao-skywalker/"><em>Star Wars: A Ascensão Skywalker</em></a>). Ela tem o interesse em parar de escravizar os inimigos que perdem suas batalhas e começar a investir o tempo no cultivo de dendê, que acredita que pode render muitos frutos, além de não alimentar o absurdo de subjugar semelhantes e dar aos brancos. Ela conta com duas parceiras importantes, Izogie (Lashana Lynch, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></a>) e Amenza ( Sheila Atim, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>), que treinam as novatas para virarem combatentes.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15924" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02.jpg" alt="A Mulher Rei" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como disse lá em cima, este é um longa que os espectador aprende muito sobre história e cultura, sem perder o ritmo de um filme de entretenimento. Temos contato com novos nomes típicos da região, costumes, alimentos, roupas, forma de se relacionar. É dada humanidade aos escravos que tanto ouvimos falar desde a época da escola, mas que não tinha cara nem nomes. Eles eram pessoas comuns, com ofícios, família, amigos, que foram retiradas de seus lugares e forçados a servir como escravos. Tudo isso <em><strong>A Mulher Rei</strong></em> deixa bem claro, sem dar meias voltas para tocar no assunto.</p>
<p>Claro que falar da majestade que é a presença de Viola Davis é algo factível, mesmo que desnecessário. Ela tem uma presença de cena impressionante e está completamente despida de qualquer outro papel que tenha realizado. O seu empenho em adquirir o perfil físico da líder se mostrou num resultado impressionante, em cenas de lutas bem arquitetadas e ensaiadas. Dito isso, ela não é o único ponto alto do elenco. Aliás, toda a equipe foi escolhida a dedo e com muita assertividade. Não tem uma única cena em que não somos ofertados com performances incríveis e intensas.</p>
<p>Ainda que fale sobre muitas temáticas importantes e pesadas, o longa não se furta de oferecer humor e leveza ao espectador, tornando a experiência ainda mais agradável. É o tipo de filme que não percebemos o passar o tempo e lamentamos quando chega ao fim. Existe um equilíbrio adequado em <em><strong>A Mulher Rei</strong></em> sobre os momentos de drama, dor, luta, ação, acolhimento, cultura, etc. Prince-Bythewood foi bem coerente em suas escolhas, mostrando uma condução exemplar do roteiro, também assinado por ela.</p>
<p><em><strong>A Mulher Rei</strong> </em>é um filmaço em muitos sentidos, mas certamente o maior deles é o fato de ser uma reverência à cultura africana, aos negros e sua rica história. É uma produção que vem num momento muito importante, onde o racismo está cada vez mais perceptível nos atos diários e nas notícias dos jornais. Uma devoção à comunidade negra e uma lição aos brancos, que deveriam aproveitar essa oportunidade para aprender bastante sobre os diferentes povos e culturas. Nas cenas finais, vemos um singelo tributo aos mortos vítimas de racismo mais recentes e notórios, como é o caso de George Floyd. Excelente escolha para o fim de semana!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Gina Prince-Bythewood</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Viola Davis, Thuso Mbedu, Lashana Lynch, Sheila Atim, Hero Fiennes Tiffin, John Boyega, Jayme Lawson, Adrienne Warren</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/IK1sEiHodZg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Imperdoável (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Dec 2021 21:27:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos lançamentos centrais da Netflix neste mês de dezembro, Imperdoável é um drama protagonizado por Sandra Bullock baseado em uma minissérie inglesa de relativo sucesso lançada em 2009. A versão cinematográfica desenvolve sua história e sua protagonista de maneira muito satisfatória, mas sofre do mal das resoluções mal dadas pelo roteiro e é completamente sabotada por um terceiro ato que praticamente anula tudo o que a atriz e a diretora Nora Fingscheidt construíram em quase uma hora e meia de produção. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">
<p>Um dos lançamentos centrais da Netflix neste mês de dezembro, <strong><i>Imperdoável </i></strong>é um drama protagonizado por Sandra Bullock baseado em uma minissérie inglesa de relativo sucesso lançada em 2009. A versão cinematográfica desenvolve sua história e sua protagonista de maneira muito satisfatória, mas sofre do mal das resoluções mal dadas pelo roteiro e é completamente sabotada por um terceiro ato que praticamente anula tudo o que a atriz e a diretora Nora Fingscheidt construíram em quase uma hora e meia de produção.</p>
<p><strong><i>Imperdoável </i></strong>conta a história de Ruth Slater, personagem de Bullock. No momento em que o filme começa, acompanhamos a saída de Ruth da prisão onde cumpriu pena por ter assassinado à sangue frio um chefe de polícia. Enquanto retorna ao convívio em sociedade, Ruth enfrenta a hostilidade das pessoas e a dificuldade de reconstruir sua vida. Tudo fica difícil para Ruth nesse &#8220;renascimento&#8221;, desde conseguir um emprego até estabelecer um novo relacionamento. Uma das questões centrais para a personagem na sua vida depois da prisão, porém, é retomar seu relacionamento com a irmã mais nova adotada por uma outra família.</p>
<p>Com sua premissa, o longa equilibra de maneira interessante uma crescente de complicadores para a protagonista. Três núcleos dramáticos são desenvolvidos paralelamente: a própria Ruth tentando dar algum tipo de normalidade na sua rotina enquanto ainda tem vínculos difíceis de desamarrar com o passado; a nova família da irmã mais nova da protagonista; os filhos do policial assassinado pela personagem de Bullock; e a família do advogado que é procurado pela ex-detenta. Durante boa parte de <strong><i>Imperdoável</i></strong>, a diretora Nora <span data-keep-original-tag="false" data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">Fingscheidt constrói os dilemas desses núcleos em torno do retorno da personagem de Bullock com uma tensão crescente, ficando evidente que em algum momento seus interesses vão colidir.</span></p>
<p><strong><i>Imperdoável </i></strong>também é um ótima oportunidade para Sandra Bullock brilhar como atriz. Na pele da protagonista desse drama, a vencedora do Oscar por <i>Um Sonho Possível</i> sustenta uma personagem densa, sempre com semblante carregado de quem está fadada a conviver com os fantasmas do seu passado para o resto da vida. Bullock constrói de maneira sensível a natureza desconfiada dessa personagem. Em cena, a atriz surge sempre alerta para qualquer possível hostilidade. É uma presença &#8220;carregada&#8221; em cena, Ruth não encontra mais espaço para a leveza na vida. Sendo uma figura conhecida pelo seu bom humor por papéis que desempenhou em outros filmes e pela sua <i>persona </i>em Hollywood, Bullock pega o espectador desprevenido com sua composição. Ela está simplesmente brilhante em <strong><i>Imperdoável</i></strong>.</p>
<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14915" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sandra-bullock-imperdoavel.jpg" alt="Imperdoável " width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sandra-bullock-imperdoavel.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sandra-bullock-imperdoavel-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sandra-bullock-imperdoavel-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sandra-bullock-imperdoavel-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Por conta de todos os fatores apontados até aqui que é frustrante perceber como o filme se sabota por completo pelas decisões trôpegas do seu roteiro. Durante parte da história, <strong><i>Imperdoável </i></strong>mantém um certo suspense sobre as circunstâncias em que ocorreram o crime cometido pela protagonista. Quando tudo é revelado, a história praticamente descarta todo o bom investimento da sua diretora e da sua atriz principal.</p>
<p><b>A SEGUIR, SPOILERS DA TRAMA! NÃO LEIA SE NÃO QUISEREM SABER SEU DESFECHO.</b></p>
<p>Quando <strong><i>Imperdoável </i></strong>tira das costas da protagonista a responsabilidade pela autoria do crime, torna toda a construção da personagem menos interessante. Apelando para um gesto de altruísmo ou heroísmo de Ruth Slater, <strong><i>Imperdoável </i></strong>tira de Sandra Bullock aspectos da personagem que só a transformariam numa protagonista menos óbvia, mais densa psicologicamente por ser contraditória (alguém que cometeu um crime e que testa o tempo inteiro a própria empatia do público por sua jornada). No lugar disso, o roteiro do longa opta pelo mais fácil, por transformar Ruth Slater em uma típica heroína hollywoodiana que abdica da própria liberdade para dar a sua irmã mais nova, a verdadeira autora do crime, o direito a uma vida normal. Por mais tocante que a decisão dos roteiristas possa soar, no fim das contas, é uma decisão dramática apelativa que foge por completo do interessante jogo de perspectivas e de julgamentos sobre a protagonista que o filme construía tão bem até os seus últimos trinta minutos.</p>
<p>A solução frouxa que <strong><i>Imperdoável </i></strong>encontra para sua história e para a construção da sua personagem faz do longa uma obra estranha. O final da história não condiz com boa parte do trabalho dos seus envolvidos. É claro que ao longo do seu desenvolvimento, o filme toma outras decisões ruins, como desperdiçar por completo a presença de Viola Davis no elenco (afinal, o que uma atriz do porte de Viola Davis faz nesse filme?)  ou abordar de maneira pouco delicada a adoção ao trazer os novos pais da irmã da personagem de Bullock como um obstáculo para a protagonista, mas nada é mais grotesco que o incompreensível recuo do roteiro do longa para um enlace tão aquém dos esforços dos seus envolvidos quanto o que esse drama apresenta.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Nora Fingscheidt</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Sandra Bullock, Vincent D&#8217;Onofrio, Jon Bernthal, Richard Thomas, Linda Emond, Aisling Franciosi, Rob Morgan, Emma Nelson, Viola Davis</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/P0RO1pF4L1o" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: A Voz Suprema do Blues (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-voz-suprema-do-blues-netflix/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2021 22:33:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Voz Suprema do Blues é mais uma produção da Netflix a disputar o Oscar 2021 em várias categorias (Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Figurino, Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Design de Produção). Com Viola Davis (As Viúvas) e o saudoso Chadwick Boseman (Pantera Negra) no elenco principal, o longa acompanha a temperamental cantora Ma Rainey durante a gravação de um álbum, na companhia de seu trompista Levee e em constante tensão com a gerência branca do estúdio. É difícil [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A Voz Suprema do Blues</strong></em> é mais uma produção da <em>Netflix</em> a disputar o <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2021/"><em>Oscar 2021</em></a> em várias categorias (Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Figurino, Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Design de Produção). Com Viola Davis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>) e o saudoso Chadwick Boseman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em>Pantera Negra</em></a>) no elenco principal, o longa acompanha a temperamental cantora Ma Rainey durante a gravação de um álbum, na companhia de seu trompista Levee e em constante tensão com a gerência branca do estúdio.</p>
<p>É difícil começar falando de qualquer outro ponto do filme que não sejam as atuações brilhantes do elenco, especialmente da dupla principal. Viola se dedica de corpo e alma a todos os papéis que atua, mas nem sempre está presente nos melhores projetos (inclusive é algo que precisa ser contestado urgentemente). Então não é sempre que ela tem a oportunidade de mostrar o quão maravilhosa e profissional é, enchendo os olhos do espectador em todas as cenas.</p>
<p>Ma é famosa, personalidade forte, corre atrás do que quer e dificilmente recebe um não como resposta. Já Levee tem uma personalidade parecida, porém mais sonhador e determinado a se tornar mais reconhecido na sua profissão, que é um dom. Juntos, mesmo que a maior parte do tempo separados, eles protagonizam discussões importantes sobre o racismo enraizado da época, especialmente no meio artístico e musical. Esse é o foco principal do filme, inclusive, tornando-se uma temática bastante atual e necessário no momento em que vivemos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13881" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg.jpg" alt="A Voz Suprema do Blues" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Boseman, que já estava bastante debilitado na época da filmagem e apresenta um perfil físico bem diferente do que vimos em <em>Pantera Negra</em>, se dedica como o papel de sua vida. Não é fácil superar Viola Davis, mas ele consegue fazer isso em muitos momentos, chamando todos os holofotes para si e nos apresentando uma performance impecável e comovente.</p>
<p>O diretor George C. Wolfe (<em>Um Momento Pode Mudar Tudo</em>), conhecido dos palcos da Broadway, conseguiu equilibrar a ambientação característica dos anos 1920 em Chicago, com as temáticas que são inseridas, como racismo e o jazz como força de afirmação do negro da época. Vemos isso nos detalhes, como no momento em que o personagem de Chadwick compra o sapato novo para a apresentação. Embora seja uma história real, não há intenção aqui de ser um longa biográfico. E é uma escolha acertada que o cineasta faz, ao trazer a sua experiência de teatro para dar o tom do filme.</p>
<p>A história em si pode até seduzir o espectador, mas definitivamente não é o maior atrativo, por passear em pontos comuns que já vimos em tantos outros longas. As atuações, sim, são a alma e a essência de <em><strong>A Voz Suprema do Blues</strong></em> e são essas as indicações que merecem nossa atenção. A grande probabilidade é de que Boseman receba um Oscar póstumo, assim como já foi justamente premiado pelo Globo de Ouro. Vale muito a pena este último tributo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> George C. Wolfe<br />
<strong>Elenco:</strong> Viola Davis, Chadwick Boseman, Colman Domingo, Glynn Turman, Jeremy Shamos, Taylour Paige, Jonny Coyne</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HkRE1vBs-lY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Tropa Zero (Prime Video)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 15:16:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em Tropa Zero, a premiada Viola Davis (As Viúvas) interpreta uma aspirante a advogada que acaba se tornando a &#8220;mãe&#8221; de um grupo de escoteiras outsiders nos EUA dos anos de 1970. A produção indie é dirigida pela dupla de diretoras auto-denominadas de Bert &#38; Bertie que conduzem um roteiro Lucy Alibar, a mesma de Indomável Sonhadora, filme de 2012 que concorreu ao Oscar. Não por acaso, Tropa Zero é um longa que trata eminentemente de temas relacionados à infância [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <strong><em>Tropa Zero</em></strong>, a premiada Viola Davis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>As Viúvas</em></a>) interpreta uma aspirante a advogada que acaba se tornando a &#8220;mãe&#8221; de um grupo de escoteiras <em>outsiders</em> nos EUA dos anos de 1970. A produção <em>indie</em> é dirigida pela dupla de diretoras auto-denominadas de Bert &amp; Bertie que conduzem um roteiro Lucy Alibar, a mesma de <em>Indomável Sonhadora</em>, filme de 2012 que concorreu ao Oscar. Não por acaso, <strong><em>Tropa Zero</em></strong> é um longa que trata eminentemente de temas relacionados à infância como a auto-aceitação, o <em>bullying</em>, a importância da imaginação e a dificuldade de lidar com o luto.</p>
<p>A trama central de <em><strong>Tropa Zero</strong></em> envolve um grupo de crianças excluídas da sociedade por suas características pessoais que entram em uma competição de escoteiros e acabam aprendendo nessa jornada valores importantes como a empatia, além de fortalecer laços de amizade. O propósito inclusivo dessa produção é bem claro desde o primeiro instante e ele é executado com bastante simpatia na maior parte do tempo, ainda que precise de alguma força mais enérgica na sua direção, que surge mais como potência do que como energia canalizada de fato para a concretização de uma condução mais inventiva.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12705" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/troop-capa.jpg" alt="Tropa Zero" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/troop-capa.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/troop-capa-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/troop-capa-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A presença de atrizes do calibre de Viola Davis e Allison Janney (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Escândalo</em></a>) é interessante ao projeto, mas nada que faça grande diferença do ponto de vista da espectatorialidade. O ponto de interesse do filme é seu elenco infantil, mas mesmo ele é aproveitado com uma certa moderação pela dupla de diretoras.</p>
<p>Músicas de David Bowie como &#8220;Rebel, Rebel&#8221; e &#8220;Starman&#8221; surgem como emblemáticas na trajetória dos personagens de <strong><em>Tropa Zero</em></strong>. Acabam sintetizando e ajudando o filme, deixando claro para o espectador a leitura das suas cineastas sobre a jornada das suas personagens. É uma pena que as incursões mais enérgicas das realizadoras se reduzam por vezes a isso. O filme apresenta um potencial de investir mais em suas emoções, sobretudo o background da personagem de Davis e como ele se relaciona com a história dessas crianças, mas opta por uma inexplicável economia ou timidez criativa.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Bert &amp; Bertie<br />
<strong>Elenco:</strong> Viola Davis, Mckenna Grace, Allison Janney, Jim Gaffigan, Charlie Shotwell, Milan Ray, Johanna Colón, Bella Higginbotham, Mike Epps, Ashley Brooks</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/BkBnHQvPrdA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: As Viúvas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2018 20:52:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[As Viúvas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Rodriguez]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Viola Davis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor Steve McQueen retorna aos cinemas com o longa As Viúvas, uma trama de suspense que mostra a dificuldade que um grupo de mulheres enfrenta depois que seus maridos criminosos morrem e suas dívidas vem ser cobradas. Então a personagem de Viola Davis decide assumir as rédeas da situação e seguir o plano do marido falecido para conseguir se livrar de uma ameça. Com uma trama relativamente simples e não exatamente nova, o filme vai se revelando aos poucos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor Steve McQueen retorna aos cinemas com o longa <strong><em>As Viúvas</em></strong>, uma trama de suspense que mostra a dificuldade que um grupo de mulheres enfrenta depois que seus maridos criminosos morrem e suas dívidas vem ser cobradas. Então a personagem de Viola Davis decide assumir as rédeas da situação e seguir o plano do marido falecido para conseguir se livrar de uma ameça.</p>
<p>Com uma trama relativamente simples e não exatamente nova, o filme vai se revelando aos poucos e a partir da construção bem feita de personagens e arcos narrativos. McQueen utiliza a sua genialidade para dar corpo a uma temática de suspense, com várias pitadas de reflexão.</p>
<p>A história reúne essas mulheres pela dor da perda de seus maridos e o desespero de cair nas mãos de criminosos que querem cobrar dívidas. A sororidade surge quando elas se enxergam com a possibilidade de se ajudar e tirar todas daquele problema. Por mais que exista uma hierarquia clara, o sentimento de igualdade é razoável, especialmente quando se trata da divisão de dinheiro.</p>
<p>Embora a intenção seja positiva (de sustento), os meios não o são. Elas são esposas de criminosos e acabam se tornando também, para conseguir sair daquela situação. Ainda assim, o espectador não deixa de conseguir criar empatia pelas personagens. Aliás, esse é o objetivo da trama. Envolver o público pela complexidade dos personagens e não exatamente pela condução do enredo.</p>
<p>Embora existam reviravoltas, elas não são constante e nem tão mirabolantes. Justamente porque este não é o foco. Seria simplista demais para McQueen se o fosse. Até o ritmo do filme segue essa premissa. Ele é mais lento e constrói a narrativa com cuidado e de maneira detalhada. Quando conseguimos explorar um pouco mais das camadas da personagem de Viola, entendemos que o filme vai além no discurso. Ele fala também sobre racismo e o papel da mulher na disputa por poder.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9629" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/1631931.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="as viúvas" width="610" height="348" /></p>
<p>Toda essa trama bem trabalhada só conseguiu ser desenvolvida por conta do excelente elenco escolhido a dedo. Viola Davis no papel da protagonista consegue nos guiar pelas cenas com uma profunda densidade de emoções. Cada cena é um presente ao espectador, que se deleita com a atuação incrível de sempre. Para além dela, Michelle Rodriguez consegue mostrar o seu potencial dramático em um papel que não envolve carros e pancadaria. Ela está muito mais humana e, assim, conseguimos ver muito mais de sua performance, que é ótima.</p>
<p>O destaque de coadjuvantes vai mesmo é para Elizabeth Debicki. Com seu perfil muito marcado pela estética do mulherão, ela consegue transgredir essa caixa e roubar a atenção do espectador em todos os momentos. Sua personagem vai crescendo e se transformando aos nossos olhos, assim como o encantamento pela atriz. Já na parte final, temos ainda a inserção de Cynthia Erivo, que também está excelente e traz um peso ainda maior para a realidade da personagem de Viola.</p>
<p>Do lado masculino, temos um Daniel Kaluuya completamente diferente do que já vimos, interpretando um psicopata sádico. <em><strong>As Viúvas</strong> </em>traz ainda Colin Farrel, Liam Neeson e Robert Duvall todos igualmente coerentes com os papéis e fortes nas atuações. Definitivamente, o elenco é o ponto mais alto do filme.</p>
<p>Além disso, o longa tem um cuidado muito grande com a estética e fotografia. Cenas que vão ficando claras e escuras de acordo com a necessidade das emoções, até o figurino utilizado por todos.</p>
<p><em><strong>As Viúvas</strong></em> é um excelente filme que traz mais uma vez o incrível potencial criativo do diretor Steve McQueen, que vai além de criar uma trama de assalto e acaba falando sobre as relações humanas e questões sociais. Vale muito a pena conferir!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/FvAtEiP_MrE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Um Limite entre Nós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2017 23:47:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[August Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[Denzel Washington]]></category>
		<category><![CDATA[Fences]]></category>
		<category><![CDATA[Um Limite entre Nós]]></category>
		<category><![CDATA[Viola Davis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O saudoso diretor Mike Nichols conseguiu como poucos adaptar um texto do teatro para o cinema estabelecendo um equilíbrio interessante. Em Closer: Perto Demais, Nichols preservou a natureza verborrágica do teatro, mas, ainda que todo o filme girasse em torno do duelo verbal entre seus atores, o diretor entendia as demandas específicas do cinema, realizando as devidas traduções em imagens do seu texto-fonte. Em Um Limite entre Nós falta esta sensibilidade a Denzel Washington, que assumiu não apenas o posto de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O saudoso diretor Mike Nichols conseguiu como poucos adaptar um texto do teatro para o cinema estabelecendo um equilíbrio interessante. Em <i>Closer: Perto Demais</i>, Nichols preservou a natureza verborrágica do teatro, mas, ainda que todo o filme girasse em torno do duelo verbal entre seus atores, o diretor entendia as demandas específicas do cinema, realizando as devidas traduções em imagens do seu texto-fonte. Em <i>Um Limite entre Nós </i>falta esta sensibilidade a Denzel Washington, que assumiu não apenas o posto de protagonista da história que interpretou no teatro como comanda o seu elenco na função de diretor. Quando não traz para si a responsabilidade de pensar audiovisualmente determinadas passagens do texto de <i>Um Limite entre Nós</i>, Washington pode até reverenciar o autor do texto original, o dramaturgo August Wilson, também autor do seu roteiro, e sublinhar o excelente trabalho do seu elenco, boa parte vindo dos palcos, mas esquece de poupar o seu público do exercício de resistência que é assistir ao seu filme, tornando-o uma obra difícil de se acompanhar, ainda que recompensadora em momentos isolados.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No longa, Denzel Washington interpreta Troy Maxson, um catador de lixo que vive em uma casa simples rodeado por sua família formada pela esposa Rose, papel de Viola Davis, pelos filhos Cory e Lyons e pelo irmão Gabriel. Troy lida com a frustração de não ter conseguido fazer carreira como jogador de beisebol e, enquanto constroi uma cerca no quintal da sua propriedade, lida com alguns conflitos domésticos com Rose e seus filhos. A cerca construída por Troy é uma metáfora que perambula toda a história transformando-a em um drama sobre como é natural ao homem criar demarcações para proteger ou expelir da sua vida aqueles que ama.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7418" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Fences-1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Um Limite entre Nós</i>, Denzel Washington opta por privilegiar na primeira metade do filme uma câmera plana, ao nível dos olhos do espectador, explorando poucos recursos da linguagem cinematográfica. Quando tenta sair desses termos, iniciando seus planos em objetos como quadros ou enquadramentos aéreos, Washington parece não ter um propósito traçado que fundamente tais escolhas. É verdade que na segunda metade do longa, esse problema se ajusta e Washington subitamente parece compreender que a dinâmica de <i>Um Limite entre Nós </i>não pode se restringir ao quintal dos Maxson, variando os cenários, seus enquadramentos e suas movimentações de câmera e explorando um pouco mais o que os recursos audioimagéticos têm a oferecer no estudo dos seus personagens. A questão é que para alguns espectadores tal tomada de consciência do diretor pode ser tarde demais já que o filme é excessivamente moroso quando o assunto é ir no ponto central da sua história.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O formato &#8220;teatral&#8221;, contudo, tem como mérito destacar o trabalho dos seus atores, que não deixam desperdiçar cada palavra do roteiro de August Wilson. Assim, se há um mérito na direção de <i>Um Limite entre Nós </i>reside no ótimo trabalho que Washington faz com seu elenco, a começar pelo seu próprio desempenho como o protagonista do drama Troy Maxson. Denzel explora todas as nuances desse homem contraditório que assume a centralidade e o controle da sua dinâmica familiar, adotando um código moral próprio que defende com muita segurança em cada situação na qual é confrontado por seus filhos. Ao lado de Washington está essa força da natureza chamada Viola Davis, que oscila entre a fibra e a doçura de Rose Maxson, matriarca da família, uma presença tão importante e inspiradora em cena quanto o intérprete de Troy. Entre os coadjuvantes, os fortes desempenhos de Stephen Henderson, que vive o melhor amigo de Troy, Jovan Adepo, filho do casal, e Mykelti Williamson, intérprete do irmão deficiente mental do personagem de Denzel.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>E como costuma acontecer com frequência no cinema, um elenco afiado faz a gente esquecer eventuais falhas do filme. <i>Um Limite entre Nós </i>acaba se impondo pela força com que Denzel, Viola e companhia tomam as rédeas dos seus personagens. É uma pena que no esforço de privilegiar esse aspecto do filme Washington tenha entendido que era necessário sacrificar seu desempenho como cineasta, quando a história do cinema está aí para provar que a arte dramática pode perfeitamente caminhar junta com a linguagem audiovisual. Não estou cobrando esforços herméticos de um cineasta que quer ser gênio e descamba na figura do realizador pretensioso, mas o mínimo de trabalho de adaptação, afinal é isso que <i>Um Limite entre Nós </i>pretende ser, uma adaptação cinematográfica de uma peça de teatro. O impacto das performances do elenco seguirá intacto, mas o filme não exigia do seu diretor uma anulação tão severa do caráter cinematográfico da obra.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IVBBJw5oFbU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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