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	<title>Arquivos Trailer - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Trailer - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: John Wick 4: Baba Yaga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 22:01:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>John Wick 4: Baba Yaga finalmente chega aos cinemas para dar um desfecho na sangrenta história de seu protagonista, que lá atrás jurou vingança por causa de seu cachorro assassinado. Brincadeiras de roteiro à parte, esta é uma franquia que eu gosto muito pois se propõe à ação simplesmente pela ação, sem querer criar histórias mirabolantes por trás. Ou, pelo menos, era como costumava ser. Desde o terceiro episódio (John Wick 3: Parabellum), lançado em 2019, que a qualidade não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em> finalmente chega aos cinemas para dar um desfecho na sangrenta história de seu protagonista, que lá atrás jurou vingança por causa de seu cachorro assassinado. Brincadeiras de roteiro à parte, esta é uma franquia que eu gosto muito pois se propõe à ação simplesmente pela ação, sem querer criar histórias mirabolantes por trás. Ou, pelo menos, era como costumava ser.</p>
<p>Desde o terceiro episódio (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/"><em>John Wick 3: Parabellum</em></a>), lançado em 2019, que a qualidade não é mais a mesma. Perderam completamente o propósito de ser apenas um assassino sofrido e cansado, querendo viver o luto de sua esposa. Quando começa a colocar estrangeiros de diferentes países querendo matar o mesmo cara, pode ter certeza que largaram a mão dos roteiristas.</p>
<p>No entanto, trata-se não apenas de John Wick (que eu adoro), como de Keanu Reeves (<em>Com Quem Será?</em>), um dos atores mais queridos dos cinemas, que particularmente sou fã há muito anos. Então, claro que estaria na maior expectativa, na primeira fila. Que pena que a recíproca não foi verdadeira. Definitivamente deveriam ter parado lá atrás, no segundo filme.</p>
<p>Em <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em>, o protagonista foge do High Table, depois de ter infringido suas regras, tornando ele um dos itens mais caros das listas de contratação dos assassinos, já que sua cabeça está valendo milhões. Enquanto ele resolve como agir diante disso, o famoso hotel Continental é fechado por ordem de um superior e explodido, deixando Winston (<em>Hellboy</em>) completamente desolado. O crime, claro, foi ter ajudado John Wick.</p>
<p>Quando os chefões da organização criminosa finalmente decidem exterminar Wick, colocando um preço altíssimo por sua cabeça, John precisa se unir aos amigos para conseguir garantir a sua saída desta vida e finalmente poder viver a sua reclusão. Mas é óbvio que isso não será simples.</p>
<p>O problema deste filme é que ele perdeu completamente o respeito por qualquer nível de veracidade nas informações. E entenda: eu adoro filme mentiroso. Mas tudo depende da forma como é feito e o limite que é dado. O roteiro aqui simplesmente coloca John como imortal, infligindo quedas bizarras em que ele bate a cabeça, enverga a coluna e sai andando. Ou quando ele é atropelado mais de 5 vezes na sequência, do corpo dar cambalhota, e ele também sai andando. Então, assim: faltou um limite absurdo neste sentido, o que acaba pesando para o espectador.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16555" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outro detalhe é que eles encheram o filme de lutas completamente sem sentido que não acrescentam em nada à trama. Para poupar Keanu, eles deram essa função para outros personagens. Mas, sinceramente, ninguém assiste a esse filme para ver outras pessoas lutando. O nosso objetivo ali é ver Wick matando 50 cabeças em uma única sequência. Quando isso começa a acontecer de fato, já é lá pra metade do filme e o espectador está um pouco cansado.</p>
<p>Ah, e as lutas, especialmente as iniciais, não foram das mais bem coreografadas. Temos umas tomadas de cenas em que claramente o figurante espera para receber um murro. Essa qualidade de filme e elenco não deveria combinar com esse tipo de atuação.</p>
<p>Mas enfim chegamos na parte em que Wick tem o seu momento e ele brilha! A sequência da luta final &#8211; que dura um bom tempo &#8211; é eletrizante, nos deixando na ponta da cadeira. É bem feita, divertida, cheia de violência (entendam que é para isso que o filme se propõe), momentos rápidos de comédia com Keanu 100% sério e uma finalização assertiva. Tomada de câmera, escolha de cenário, elenco. Tudo bem alinhado com o que de fato é o personagem.</p>
<p>A sensação que temos é que foi um filme com dois diretores e dois roteiristas, enquanto o primeiro que nos enfia goela abaixo uns personagens aleatórios e brigas mal feitas, enquanto o segundo é um grande conhecedor do protagonista.</p>
<p>Ah, um detalhe importante é que o vilão aqui é interpretado por ninguém menos que Bill Skarsgård (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a><em>),</em> o nosso querido palhaço It, o Pennywise. Definitivamente uma boa escolha da antagonista, já que o ator, calado e sem esboçar qualquer reação, já é super expressivo e com cara de psicopata. Então, casou perfeitamente com a situação.</p>
<p>Sendo assim, <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong> </em>é aquele tipo de filme que frustra os espectadores por um bom tempo, mas que finaliza de uma maneira correta, nos fazendo ter a falsa sensação de que o longa é melhor do que ele é, de fato. E precisamos aqui implorar uma coisa importante: parem de fazer filmes de ação com quase 3h de duração! Quase nenhum roteiro do gênero tem conseguido sustentar esse tempo e só faz cansar o espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chad Stahelski</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Keanu Reeves, Donnie Yen, Bill Skarsgård, Laurence Fishburne, Hiroyuki Sanada, Shamier Anderson, Lance Reddick, Rina Sawayama, Ian McShane</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Ijo1NPtwq3g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Se Algo Acontecer&#8230; Te Amo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2020 12:38:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Logo no início da projeção de Se Algo Acontecer&#8230; Te Amo é possível compreender que as duas personagens principais passaram por algo intenso e triste, que  faz com que se sintam afastados. Os símbolos vão sendo postos gradativamente. Há a distância física e emocional entre o casal, imprensas em seus corpos que ficam longe e nas expressões faciais de súplica e dúvida. O fato das cenas estarem em preto e branco também contribui para a criação da atmosfera de melancolia. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Logo no início da projeção de <em><strong>Se Algo Acontecer&#8230; Te Amo</strong></em> é possível compreender que as duas personagens principais passaram por algo intenso e triste, que  faz com que se sintam afastados. Os símbolos vão sendo postos gradativamente. Há a distância física e emocional entre o casal, imprensas em seus corpos que ficam longe e nas expressões faciais de súplica e dúvida. O fato das cenas estarem em preto e branco também contribui para a criação da atmosfera de melancolia. Os traços da animação lembram rascunhos de desenhos, remetendo, novamente, as sensações colocadas na trama. Os elementos em cores vão surgindo pontualmente e fomentando a história.</p>
<p>Enquanto a narrativa avança, a descoberta dos lamentos da dupla é mostrada, ao lado de uma metáfora que ajuda bastante no fomento da força do curta-metragem. O luto cobre a narrativa inteira e para deixar mais claro ainda os sentimentos ali presente, três figuras aparecem para representar o que está acontecendo, que são estas espécies de almas &#8211; as sofridas dos pais e a da menina falecida, que é apenas memória, agora. Enquanto a esposa e seu marido vão se reaproximando, neste reencontro metafórico, o incidente que provocou a perda da filha vai sendo revelado.</p>
<p>Ao mesmo tempo, alguns momentos da vida da criança aparecem na tela. Esta escolha tem pontos positivos e negativos. Ao mesmo tempo em que ela provoca a criação de empatia do espectador para com a garota e conta um pouco da relação dela com os pais, isto também soa como uma escolha apelativa, pelo momento que esta recordação aparece, logo antes da explicação de como a jovem morreu.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13531" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AAAABUNoOrgVdAH2RjwXBqOwPxLoYeftPudfAjjPPTaDr9Iz78FhHlsgwEChU0I_Dc1QO-EDPsDadAV-Z1Gln4PFb5Qqhrws.jpg" alt="Se Algo Acontecer... Te Amo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AAAABUNoOrgVdAH2RjwXBqOwPxLoYeftPudfAjjPPTaDr9Iz78FhHlsgwEChU0I_Dc1QO-EDPsDadAV-Z1Gln4PFb5Qqhrws.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AAAABUNoOrgVdAH2RjwXBqOwPxLoYeftPudfAjjPPTaDr9Iz78FhHlsgwEChU0I_Dc1QO-EDPsDadAV-Z1Gln4PFb5Qqhrws-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AAAABUNoOrgVdAH2RjwXBqOwPxLoYeftPudfAjjPPTaDr9Iz78FhHlsgwEChU0I_Dc1QO-EDPsDadAV-Z1Gln4PFb5Qqhrws-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AAAABUNoOrgVdAH2RjwXBqOwPxLoYeftPudfAjjPPTaDr9Iz78FhHlsgwEChU0I_Dc1QO-EDPsDadAV-Z1Gln4PFb5Qqhrws-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Esta vontade de emocionar fica também forçada na seleção da música melancólica, que reduz um pouco o ritmo da obra. Ela dita o tom do filme inteiro, fazendo com não exista gradações. Até nos breves instantes de felicidade, o background se faz presente, acabando com as curvas da obra, deixando-a, praticamente, retilínea.</p>
<p>Ainda assim, a produção consegue contar o que deseja de maneira sutil e cuidadosa, pois põem para os últimos segundos de exibição a razão principal dos lamentos trazidos no enredo. Por mais que o luto seja avassalador, a decisão de tratar sobre ele de maneira poética, faz com que o assunto possa aparecer sem afastar o público de prestar atenção no debate que é ali proposto. Mesmo que apele, em algumas partes, <em><strong>Se Algo Acontecer&#8230; Te Amo</strong></em> não desvia a atenção do que quer denunciar.</p>
<p><strong>Diretores:</strong> Michael Govier, Will McCormack</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/I2e1fZnqgjE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Amor Com Data Marcada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2020 23:18:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um filme de Natal não precisa ser necessariamente bom, formalmente falando. Muitas vezes, o espectador senta para ver algo justamente por querer ver todos os clichês de produções de final de ano. O que uma obra do gênero precisa ser é divertida! Se ela não cumpre esta função, seja por não ser o seu objetivo ou por incompetência, ela precisa entregar uma realização eficiente. Este não é o caso aqui em Amor Com Data Marcada, pois nenhum dos dois é [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme de Natal não precisa ser necessariamente bom, formalmente falando. Muitas vezes, o espectador senta para ver algo justamente por querer ver todos os clichês de produções de final de ano. O que uma obra do gênero precisa ser é divertida! Se ela não cumpre esta função, seja por não ser o seu objetivo ou por incompetência, ela precisa entregar uma realização eficiente. Este não é o caso aqui em <em><strong>Amor Com Data Marcada</strong></em>, pois nenhum dos dois é feito e este é mais um equívoco da Netflix.</p>
<p>A começar pela movimentação de câmera desesperada para parecer <em>cool</em>. Numa tentativa de tornar o longa mais dinâmico, diversas sequências contam com panorâmicas exageradas que acabam por tirar o espectador da história. Em uma cena, por exemplo, na qual a protagonista, Sloane (Emma Roberts, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nerve-um-jogo-sem-regras/"><em>Nerve &#8211; Um Jogo Sem Regras</em></a>), conversa com as amigas sobre sua vida amorosa, são tantos giros que quem assiste pode até ficar tonto. Estes recursos aqui utilizados interferem no ritmo, pois isto acaba desequilibrando a sua velocidade, provocando cansaço. Além disso, foco do que seria importante, a própria história é retirado.</p>
<p>Contudo, o enredo também não ajuda muito. Procurando trazer uma comédia temática, onde o par romântico da trama se encontra sempre em feriados, o público é ofertado com pinceladas destes dias deles. No entanto, o acaba acontecendo é que a conexão com o <em>ship</em> não se estabelece. Falta algum tipo de aprofundamento na relação da dupla ou, talvez, um maior tempo de tela deles ou, ainda, uma costura mais bem realizada a cada mudança de época do ano. Com a sensação de que se está vendo várias esquetes soltas, quando o desfecho chega, os sentimentos de Sloane e Jackson (Luke Bracey, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ate-o-ultimo-homem/"><em>Até o Último Homem</em></a>) parecem desmedidos. Não há uma progressão ou marcas na construção das vivências deles que possam beneficiar a narrativa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13475" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/3192681.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Amor Com Data Marcada" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/3192681.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/3192681.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/3192681.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/3192681.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Este suporte necessário aqui poderia vir das personagens coadjuvantes. Como o filme é uma comédia romântica, geralmente, é esperado que o casal principal tenha amigos engraçados, que levantem a dinâmica de comicidade e sejam a maior parte dos respiros. No entanto, os acompanhantes de Sloane e Jackson são sem graça e facilmente esquecidos. Isto não acontece por falta de talento, nomes como Jessica Capshaw (<em>O Dia do Terror</em>), Frances Fisher (<em>Titanic</em>) e Kristin Chenoweth (<em>Um Natal Brilhante</em>) estão presentes no elenco.</p>
<p>O que acontece aqui é o mesmo problema da trajetória dos mocinhos principais. Não são criados bons ganchos, as premissas de conflito não se sustentam e se esgotam com facilidade. Sem conseguir cumprir a sua função, <strong><em>Amor com Data Marcada</em></strong> não é uma boa pedida para quem gosta de maratonas natalinas. Bom, ou para quem não gosta de perder tempo. Sem criar nada de novo ou se utilizar dos padrões para contar uma boa história, ele é esquecível e entediante.</p>
<p><strong>Direção:</strong> John Whitesell</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Emma Roberts, Luke Bracey, Kristin Chenoweth, Frances Fisher, Jessica Capshaw, Andrew Bachelor</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/iKv4NLomON4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Mostra de São Paulo: Curral</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-curral/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 00:26:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após dez anos de Porta a Porta – a Política em Dois Tempos, Marcelo Brennand retorna ao universo da política feita em cidades pequenas do Brasil. Aqui em Curral, novamente, ele retrata Gravatá, município interiorano de Pernambuco, em período de votação para prefeito e vereador. Durante o filme, há uma construção progressiva das tensões dentro das relações das personagens do enredo. As suas camadas vão sendo descortinadas à medida que a trama avança. Alguns acontecimentos acabam sendo óbvios, mas o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Após dez anos de <em>Porta a Porta – a Política em Dois Tempos</em>, Marcelo Brennand retorna ao universo da política feita em cidades pequenas do Brasil. Aqui em <strong><em>Curral</em></strong>, novamente, ele retrata Gravatá, município interiorano de Pernambuco, em período de votação para prefeito e vereador. Durante o filme, há uma construção progressiva das tensões dentro das relações das personagens do enredo. As suas camadas vão sendo descortinadas à medida que a trama avança. Alguns acontecimentos acabam sendo óbvios, mas o que vale aqui é justamente o desenvolvimento desta história e como a direção e a montagem dialogam com ela.</p>
<p>Nas sequências nas quais as ações são mais marcadas, os cortes secos contribuem para o estabelecimento de tensão. Não que este recurso seja criativo, claro, mas ele ajuda a colocar o espectador na atmosfera desejada, amplificando a sua apreensão. Ao mesmo tempo, esta aceleração trazida pela edição não é gratuita, tendo antes sido construída por momentos de câmera mais parada e planos mais longos, onde se destrincham fatos sobre a cidade, as eleições e os habitantes de Gravatá. Estas descobertas também estão presentes nos detalhes dos diálogos, como no momento em que Chico (Thomas Aquino) e Joel (Rodrigo García) falam sobre a campanha e diversos comentários racistas, misóginos, lesbo e bifóbicos vêm de Joel. O silêncio e o choque de Chico são fomentados pelos closes e pelo seu silêncio, mostrando uma constatação dele, diante do antigo amigo de infância, agora candidato. Há também um engasgo e uma vontade de rebater que vai ficando guardada. </p>
<p>Apesar desta estratégia funcionar na maior parte da projeção, entre o final do segundo ato e o encerramento do longa-metragem, há uma queda rítmica, no qual a tônica permanece constante, deixando uma dilatação desnecessária para a chegada do desfecho da obra. Este fator diminui um pouco do impacto que a última cena parece desejar passar. <strong><em>Curral</em> </strong>cria uma espécie de linha crescente e quando chega em seu ápice, se segura por muito tempo na linha reta, quebrando a expectativa de quem o assiste. Depois, o resultado que traz é um tanto tardio. Este fator não compromete a totalidade da produção, mas reduz a sua qualidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13445" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561.jpg" alt="Curral" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outra questão que chama atenção é a falta de personalidade e construção mais elaborada das personagens. O elenco não chega a ser ruim, longe disso. Há um trabalho em procurar imprimir verdade e  uma tentativa de criação de jogo cênico. No entanto, são tantos arquétipos colocados na tela que eles não vão muito além disso. Poderia sim funcionar esta escolha de representação, mas, aqui, fica superficial, não alcançando as sensações e emoções necessárias que precisam ser passadas. Até Aquino, que possui uma série de trabalhos fortes, parece um tanto engessado, repetindo sua chave, sem trazer algo diferente para seu Chico Caixa.</p>
<p>Ainda assim, no geral, <strong><em>Curral</em> </strong>vale a pena por apresentar certo apuro estético, onde técnica e discurso estão casados. Há também um importante debate que ele evoca sobre a sordidez das campanhas políticas e como existem aqueles que se aproveitam de um contexto repleto de pessoas com necessidades básicas para buscar os manipular e controlar com pequenos favores e quantias. Isto já é algo bastante sabido, porém tão antigo e repetido que é sempre importante uma retomada nesta discussão.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Marcelo Brennand</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Thomas Aquino, José Dumont, Carla Salle, Rodrigo Garcia</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/uupborH78gg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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<div class="entry-content body-color clearfix link-color-wrap">
<p>Confira nossas crítica de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>aqui</strong></em></a>!</p>
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		<title>Crítica: Tenet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2020 00:43:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Aaron Taylor-Johnson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É estranho voltar ao cinema depois de tanto tempo. Especialmente para nós que estávamos habituados a frequentar as salas umas três vezes por semana. A expectativa sobe ainda mais quando falamos de um aguardado filme do diretor Christopher Nolan (Dunkirk), que foi seriamente impactado pela pandemia que ainda vivemos. Tenet já foi lançado lá fora há algumas semanas e só conseguiu chegar agora no Brasil. Sendo assim, fui à cabine de imprensa com mais informação do que gostaria. Tenet nos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É estranho voltar ao cinema depois de tanto tempo. Especialmente para nós que estávamos habituados a frequentar as salas umas três vezes por semana. A expectativa sobe ainda mais quando falamos de um aguardado filme do diretor Christopher Nolan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dunkirk/"><em>Dunkirk</em></a>), que foi seriamente impactado pela pandemia que ainda vivemos. <em><strong>Tenet</strong> </em>já foi lançado lá fora há algumas semanas e só conseguiu chegar agora no Brasil. Sendo assim, fui à cabine de imprensa com mais informação do que gostaria.</p>
<p><strong><em>Tenet</em> </strong>nos introduz ao personagem O Protagonista, que era agente da CIA e acaba recrutado pela organização misteriosa para uma missão confidencial e de extrema importância. É preciso se evitar a Terceira Guerra Mundial, que pode ter seu estopim com uma nova tecnologia de revés que tem o poder de afetar os objetivos e a escala temporal.</p>
<p>Nolan já é um diretor um pouco confuso na construção de narrativas e isso se torna muito mais sério neste longa, já que a história em si não facilita. O vai e vem do enredo, a inserção dos personagens e das justificativas que os levam a tomar certas decisões deixam o espectador completamente perdido em alguns momentos, sem entender exatamente qual é a ameaça ou o objetivo daquela missão. Até que isso se firme, o roteiro se sustenta muito mais do que deveria numa história secundária que envolve uma mãe batalhando pela guarda de seu filho e que acrescenta pouco ao resto.</p>
<p>E reforço aqui que a confusão não é com relação ao espaço e tempo que são alterados cada vez mais. É sobre diálogos detalhados demais de informações que ainda não foram apresentadas ao espectador, que acaba tendo dificuldade em identificar qual material é relevante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13416" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Tenet" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme vai construindo a relação com o protagonista, que continua sendo impessoal, como a maioria dos agentes especiais costumam ser. Sabemos pouco sobre ele, nada sobre seu passado a não ser o fato de que ele tem fome de vingança e treinamento surreal. Enquanto isso, a trama se tece num paradoxo de prioridades e novos personagens que vão surgindo. Temos um grande mérito de que os fios não ficam soltos e vão se encaixando à medida que a trama avança.</p>
<p>Um ponto alto da trama é a atuação dos principais personagens. John David Washington (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-infiltrado-na-klan/"><em>Infiltrado na Klan</em></a>) consegue conferir o peso que seu personagem exige, embora não coloque tantas facetas. Kenneth Branagh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/"><em>Assassinato no Expresso Oriente</em></a>) incorpora o clássico vilão opressivo e manipulador, que tem todas as pessoas sob seu poder, sem grandes dificuldades para isso. Ele consegue se equilibrar na linha do excesso e não cai no erro de ser canastrão. Mas o destaque fica mesmo é com Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><em>O Diabo de Cada Dia</em></a>), que mostra muita afinidade com o gênero do filme e cria um personagem muito natural e despretensioso. Sentimos até que ele poderia ter mais tempo de tela.</p>
<p><strong><em>Tenet</em> </strong>é um ótimo filme, mas que perde a chance de ser excelente. Enquanto passa muito tempo perdido em explicações sobre aquela missão, o espectador anseia para saber mais sobre os objetos reversos, como eles funcionam e como seria o mundo visto desta forma. Só muito no final é que temos acesso a mais informações sobre isso, como a possibilidade de duplicidade no tempo e o risco que isso confere. É definitivamente algo que o roteiro poderia explorar melhor no início. Ainda assim, existe muita lógica dentro do caos e é isso que engrandece o longa como um todo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher Nolan<br />
<strong>Elenco:</strong> John David Washington, Kenneth Branagh, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Michael Caine, Himesh Patel, Aaron Taylor-Johnson, Clémence Poésy</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ASTU3rFyOm4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Festival É Tudo Verdade: Collective</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2020 14:14:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Partindo do incêndio que aconteceu na boate Collective, em 2015, na Romênia, o documentário estabelece, em seu começo, uma atmosfera de denúncia. Inicialmente, o público é apresentando ao fato de que o estabelecimento não possuía medidas de seguranças corretas e que, por isso, houve uma quantidade considerável de mortes. Contudo, este enfoque é logo descartado e uma rede de corrupção nos hospitais do país passa a ser investigada. Com uma crítica incisiva ao governo, a primeira metade da projeção revela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Partindo do incêndio que aconteceu na boate Collective, em 2015, na Romênia, o documentário estabelece, em seu começo, uma atmosfera de denúncia. Inicialmente, o público é apresentando ao fato de que o estabelecimento não possuía medidas de seguranças corretas e que, por isso, houve uma quantidade considerável de mortes. Contudo, este enfoque é logo descartado e uma rede de corrupção nos hospitais do país passa a ser investigada. Com uma crítica incisiva ao governo, a primeira metade da projeção revela como boa parte dos feridos no acidente morreu por falta de cuidados médicos necessários.</p>
<p>No entanto, em um <em>plot twist</em> do mundo real, o Ministro da Saúde do período renuncia e em seu lugar entra Vlad Voiculescu. A partir daí, todas as tensões e críticas duras ao governo são substituídas por um olhar generoso e heroico para esta nova personagem inserida no longa. Com enquadramentos extensos e fechados, a câmera observa cuidadosamente as expressões de espanto que o homem faz, enquanto descobre cada golpe e suborno que existiam nos hospitais romenos.</p>
<p>Se antes o espectador acompanhava a gana dos jornalistas em desmontar o sistema hospitalar que aceitava suborno e deixava os pacientes ao léu, ele passa a ter contato apenas com o ponto de vista de Vlad. As tensões provocadas pelos os seus opositores e pela mídia ganham um tom de vilania. Enquanto isto, as ideias do ministro são retratadas de forma dinâmica e com uma música de fundo que imprime a ideia de que ele é um grande salvador e resolverá todos os conflitos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13275" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1.jpg" alt="Collective" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além desta reviravolta, que transforma <em><strong>Collective</strong> </em>em duas obras diferentes, há muita sobra de <em>plot</em>, elementos que não se encaixam na narrativa e pontos pouco explorados. Um exemplo é a trajetória de uma das sobreviventes. Ela está ali, retratada na tela. Acompanha-se uma sessão de fotos suas e a inauguração da exposição das imagens. Contudo, a jovem jamais é ouvida. Não se sabe a sua opinião sobre o serviço hospitalar da Romênia e nem como ocorreu seu tratamento. Inclusive, as vítimas e os seus familiares são negligenciados no enredo. Pouco se sabe sobre quem são essas pessoas, deixando suas humanidades de lado.</p>
<p>Todos os problemas da área de saúde do país são contados por jornalistas, médicos ou políticos. Neste contexto, talvez, a única informação de quem estava mais de perto da realidade retratada no filme é a médica que acompanhou o descaso com os hospitalizados. Ela chega a ter um encontro com Vlad para narrar tudo que presenciou, mas a câmera fica mais “interessada” em captar as reações Vlad Voiculescu do que na própria situação em si. No final das contas, a produção tem pontos positivos, quando estabelece sua atmosfera de tensão e revela questões políticas e sociais da Romênia, mas se perde ao não olhar para o todo e esquecer do próprio foco que havia estabelecido.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Alexander Nanau</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1p408t7mcsA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Confira a crítica de <em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-meu-querido-supermercado/">Meu Querido Supermercado</a></em>, também do <strong><em>Festival É Tudo Verdade</em></strong>!</p>
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		<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: Meu Querido Supermercado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2020 20:38:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um dado momento, uma das personagens de Meu Querido Supermercado fala sobre física quântica e como as partículas se movimentam diferentemente quando estão ou não sendo observadas. Neste documentário, dirigido por Tali Yankevich (The Perfect Fit), é quase isto que acontece. É como se, a partir do momento que as câmeras foram direcionadas para aquelas pessoas, todo um universo de histórias passassem a acontecer. Contudo, elas estão ali, todos os dias, enquanto as pessoas fazem compras. Nesta lógica, é [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um dado momento, uma das personagens de <strong><em>Meu Querido Supermercado</em></strong> fala sobre física quântica e como as partículas se movimentam diferentemente quando estão ou não sendo observadas. Neste documentário, dirigido por Tali Yankevich (<em>The Perfect Fit</em>), é quase isto que acontece. É como se, a partir do momento que as câmeras foram direcionadas para aquelas pessoas, todo um universo de histórias passassem a acontecer. Contudo, elas estão ali, todos os dias, enquanto as pessoas fazem compras.</p>
<p>Nesta lógica, é possível notável o esforço da direção em evidenciar os traços mais marcantes, divertidos e curiosos daqueles funcionários. A projeção deixa  um pensamento sobre este local e tantos outros lugares cheios de indivíduos trabalhando coletivamente. Quantos bons enredos poderiam surgir a partir da observação de espaços que passamos despretensiosamente todos os dias? Mas, não é apenas este ganho que a projeção tem. As conexões criadas entre cada narrativa que aparece na tela chegam como ganchos temáticos e imagéticos. Um exemplo é o momento em que um rapaz conta sobre o surgimento da maquiagem na civilização e, em seguida, o plano mostra uma jovem passando delineador. Estes fio condutores deixam a projeção mais leve e redonda, pois imprimem fluidez e ritmo.</p>
<p>A dinâmica da obra também é estabelecida pela banda sonora. Há no tom das músicas selecionadas um ar cômico, leve e lúdico, que diverte e fomenta a ambientação alegre e engraçada que o longa parece querer evocar. No entanto, ela surge insistentemente, numa repetição que, apesar de fomentar o discurso sobre o trabalho repetitivo, torna a fruição uma jornada cansativa. Esta estratégia acaba ressoando na produção como um todo.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13271 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/MONTA_1.00_03_35_20.Still002.jpg" alt="Meu Querido Supermercado" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/MONTA_1.00_03_35_20.Still002.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/MONTA_1.00_03_35_20.Still002-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/MONTA_1.00_03_35_20.Still002-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/MONTA_1.00_03_35_20.Still002-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Depois que as personagens são apresentadas, suas opiniões sobre os seus cotidianos e a lógica daquele ambiente já é conhecida, o filme emperra e carece de trazer outras perspectivas e abordagens. Mesmo que em algumas partes surjam respiros, como no flerte com a criação de uma atmosfera de terror e casos de assombração, isto é logo deixado de lado, sem maiores aproveitamos. Não ocorre, também, relato algum de descontentamento e todos contam somente que amam o emprego. O que é, no mínimo, estranho em qualquer situação.</p>
<p>Neste clima monocórdico, o equilíbrio das velocidades e alguns rumos mais distintos só chegam em seu desfecho, quando há uma boa conclusão para a exibição. Talvez fosse preciso avaliar se era necessário a realização de um longa-metragem ou houvesse a necessidade do montador olhar para o material bruto e encontrar novos ângulos que trouxesse sentido para 90 minutos de exibição.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Tali Yankevich</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Mkw2TdmTGSE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Confira a crítica de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-collective/"><em>Collective</em></a>, também do <strong><em>Festival É Tudo Verdade</em></strong>!</p>
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		<title>Festival de Gramado: Todos os Mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2020 14:36:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um período no qual a abolição da escravatura era ainda mais recente, um pouco mais de dez anos, os brancos continuavam enxergando os negros como suas propriedades. Neste contexto é que se passa a história de Todos os Mortos, novo filme de Marco Dutra (As Boas Maneiras) e Caetano Gotardo (O Que Se Move). Dentro da trama, a partir das tensões raciais, é possível notar uma tentativa de crítica social à branquitude e suas ações egoístas e perversas. Ao [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um período no qual a abolição da escravatura era ainda mais recente, um pouco mais de dez anos, os brancos continuavam enxergando os negros como suas propriedades. Neste contexto é que se passa a história de <strong><em>Todos os Mortos</em></strong>, novo filme de Marco Dutra (<em>As Boas Maneiras</em>) e Caetano Gotardo (<em>O Que Se Move</em>). Dentro da trama, a partir das tensões raciais, é possível notar uma tentativa de crítica social à branquitude e suas ações egoístas e perversas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, é perceptível a busca por situações vivenciadas por negros neste período, trazendo personagens como João (Thomas Aquino). Ele é um jovem miscigenado, que procura seu lugar na sociedade racista e elitista; Iná (Mawusi Tulani), uma mãe, que precisa proteger seu filho e que conhece bem a família branca retratada, pois já foi escravizada por eles; ou João (Agyei Augusto), um menino que, ainda desconhece os perigos de conviver com racistas e vive no meio destas tensões raciais.</p>
<p>Apesar de existir este trabalho no roteiro na construção de personagens complexas para os negros, trazendo uma representação um tanto menos genérica do que aquela que o audiovisual costuma empregar, há um incômodo com os rumos que a trama apresenta. Me colocando como mulher branca, que precisa escrever sobre esta obra, procurarei expor meu olhar ao relatar a indisposição que tive durante a projeção, posso afirmar que aqui fica um engasgo no momento no qual o longa não consegue avançar e ter coragem para colocar o poder de ação nas personagens negras.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13253 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200922-todos-os-mortos.jpg" alt="Todos os Mortos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200922-todos-os-mortos.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200922-todos-os-mortos-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200922-todos-os-mortos-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200922-todos-os-mortos-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Enquanto o clima de suspense é estabelecido, o clímax se aproxima e são os brancos que dominam o destino e encaminhamento dos conflitos e finalizações. Um exemplo é quando João, que deseja se casar com Ana, caucasiana, recita um poema e comenta como Cruz e Sousa parece francês. A jovem diz que não concorda com ele, pois viu uma foto do escritor no jornal. O poeta é negro e foi isso que Ana quis elucidar para João. Será que a branca precisava mesmo ocupar esse lugar, dizendo isto para um rapaz negro?</p>
<p>Partido para os aspectos da forma, <strong><em>Todos os Mortos</em></strong> consegue estabelecer uma atmosfera de terror, principalmente em relação às questões sociais e de raça. Há uma suspensão no ar, onde a qualquer momento algo pode vir a acontecer. Até o seu segundo ato, o filme também apresenta uma progressão e os acontecimentos chegam lentamente, até alcançar em seu ápice. A mise-en-scène colabora com esta construção da opressão e dos embates expostos ali.</p>
<p>No entanto, o clímax ocorre um tanto antes do necessário e, em seguida, ele não consegue manter a sua dinâmica e passa a se tornar cansativo. No geral, a projeção tem bons momentos, como a sequência do piano ou no retorno de Iná para a sua religião. Contudo, há desequilíbrio de ritmo, evocando a aceleração e os respiros em momentos descasados, bem como na visão determinista, que retira o poder das personagens negras.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Marco Dutra e Caetano Gotardo<br />
<strong>Elenco</strong>: Mawusi Tulani, Agyei Augusto, Carolina Bianchi</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ftTjVfAns1g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Enola Holmes (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2020 00:27:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estrou nesta quarta-feira, dia 23 de setembro, o longa Enola Holmes, da Netflix e que conta com Millie Bobby Brown (da série Stranger Things), Henry Cavill (O Homem de Aço), Sam Claflin (Como Eu Era Antes de Você) e Helena Bonham Carter (da série The Crown) no elenco principal. O filme conta a história de Enola, uma menina solitária que passa a maior parte dos seus dias aprendendo coisas excêntricas com sua mãe, que é bem fora do comum. Com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estrou nesta quarta-feira, dia 23 de setembro, o longa <em><strong>Enola Holmes</strong></em>, da Netflix e que conta com Millie Bobby Brown (da série <em>Stranger Things</em>), Henry Cavill (<em>O Homem de Aço</em>), Sam Claflin (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-como-eu-era-antes-de-voce/"><em>Como Eu Era Antes de Você</em></a>) e Helena Bonham Carter (da série<em> The Crown</em>) no elenco principal. O filme conta a história de Enola, uma menina solitária que passa a maior parte dos seus dias aprendendo coisas excêntricas com sua mãe, que é bem fora do comum. Com o sumiço repentino de sua mãe, ela recebe de volta os dois irmãos, Mycroft e Sherlock Holmes, para ajudar a resolver a situação. Mas as coisas saem um pouco de controle quando o mais velho decide que quer colocá-la num internato para garotas.</p>
<p>Com um estilo de roteiro que quebra constantemente a quarta parede, <em><strong>Enola Holmes</strong></em> se torna muito mais leve e divertido de acompanhar. A história vai crescendo e ganhando novos fios a serem desenrolados a medida que sua protagonista avança e vai assumindo uma personalidade forte e determinada. Enola não é como a maioria das garotas daquela época, que pensa apenas em casar. Ela quer ganhar o mundo e ser autossuficiente.</p>
<p>Como era de se imaginar, ao envolver a irmã do famoso detetive Sherlock Holmes temos uma onda de mistérios e pistas para encontrar a mãe deles. O mesmo fica um pouco de lado na questão, entendendo que o desaparecimento se trata de uma decisão consciente da genitora e que não há com o que se preocupar. É até uma pena que ele não se mostre um pouco mais e firme uma dupla, mesmo que momentânea, com a irmã. Henry Cavill acaba assumindo um papel bastante secundário.</p>
<p>O mesmo vale para Sam Claflin, que interpreta o irmão mais velho e rabugento. Ele chega a ocupar um lugar meio vilanesco, especialmente quando quer impor à Enola decisões a cerca de sua vida. O grande destaque do filme, no entanto, é mesmo para Millie Bobby Brown e toda a sua desenvoltura em câmera. Ela já vinha se mostrando ótima atriz, mas tem aqui muito mais chances, já que a personagem é cheia de facetas. Enola é sonhadora, determinada, mas não deixa de ser uma adolescente ingênua. A dosagem neste sentido é muito acertada.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13233" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/enola-holmes-millie-bobby-brown-foto-netflix-reproducao-conteudo-categoria-nerd-377247811.jpg" alt="Enola Holmes" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/enola-holmes-millie-bobby-brown-foto-netflix-reproducao-conteudo-categoria-nerd-377247811.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/enola-holmes-millie-bobby-brown-foto-netflix-reproducao-conteudo-categoria-nerd-377247811-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/enola-holmes-millie-bobby-brown-foto-netflix-reproducao-conteudo-categoria-nerd-377247811-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Temos ainda, ao longo do caminho de busca das pistas da mãe (a maravilhosa Helena Bonham Carter), a integração de mais um jovem no elenco, Louis Partridge (<em>Paddington 2</em>), que fará uma espécie de par romântico com a protagonista. Isso é, inclusive, o que vai tornando a trama confusa e perdida em dado momento. A união de duas histórias principais é interessante e proveitosa até certo ponto, mas começa a perder o sentido quando vai adicionando sub-tramas que ficam pouco trabalhadas a medida que o roteiro avança.</p>
<p>Com um início em escalada, <strong><em>Enola Holmes</em></strong> assume um ritmo mais estável quando atinge o seu suposto ápice e isso é frustrante para o espectador. A proposta com pinceladas diferentes no começo acaba indo para o lugar comum de uma trama de mistérios, nos deixando com mais do mesmo.</p>
<p>O que temos é a história de uma jovem que está descobrindo o mundo como mulher, vendo que não precisa se inserir na sociedade da época para ser respeitada. Algumas oportunidades foram perdidas , como o aproveitamento mais assertivo dos coadjuvantes. No entanto, nada disso faz com que <em><strong>Enola Holmes</strong></em> deixe de ser uma ótima e agradável experiência fílmica.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Harry Bradbeer<br />
<strong>Elenco:</strong> Millie Bobby Brown, Henry Cavill, Sam Claflin, Louis Partridge, Helena Bonham Carter Fiona Shaw, Frances de La Tour, Burn Gorman, Adeel Akhtar</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rcV1I-397Wg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Diabo de Cada Dia (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2020 15:45:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Diabo de Cada Dia foi lançado esta semana na Netflix e conta com grande elenco composto por Tom Holland (Vingadores: Guerra Infinita), Robert Pattinson (O Farol), Bill Skarsgård (It &#8211; Capítulo 2), Sebastian Stan (Vingadores: Ultimato) e Jason Clarke (Cemitério Maldito). O diretor Antonio Campos, da série The Sinner, nos apresenta uma história bem entrelaçada que fala sobre a relação da religiosidade e os eventos que podem acontecer na vida de uma pessoa, em função da fé. Em uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> foi lançado esta semana na <em>Netflix</em> e conta com grande elenco composto por Tom Holland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-guerra-infinita/"><em>Vingadores: Guerra Infinita</em></a>), Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>), Bill Skarsgård (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a>), Sebastian Stan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) e Jason Clarke (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cemiterio-maldito/"><em>Cemitério Maldito</em></a>). O diretor Antonio Campos, da série <em>The Sinner</em>, nos apresenta uma história bem entrelaçada que fala sobre a relação da religiosidade e os eventos que podem acontecer na vida de uma pessoa, em função da fé. Em uma construção gradativa e sem pressa, o filme vai ganhando o espectador, que fica cada vez mais interessado com os acontecimentos.</p>
<p>Willard (Bill Skarsgård) retorna da Segunda Guerra Mundial com traumas de combate e vai para sua cidade natal, um pequeno vilarejo nos EUA. Logo ele se apaixona e se casa com uma garçonete, se mudando com a família para uma casa distante da cidade. Seu filho Arvin, quando crescer, se tornará Tom Holland, o nosso protagonista aqui. Paralelo a eles, temos a constituição de um casal de psicopatas que age sem a menor dificuldade matando viajantes que pedem carona nas estradas, com um ar de sadismo e humilhação. O terceiro núcleo se completa com a mãe religiosa de Willard, que coloca a fé acima de tudo e está sempre na igreja.</p>
<p>Adaptado do livro homônimo do escritor Donald Ray Pollock, <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> não tem pressa em construir o cenário em que os personagens estão inseridos e os episódios que levam eles a tomar determinadas decisões, mesmo que estranhas. Somos pincelados o tempo todo com as consequências diretas da fé ou da ausência dela. Como forma crítica, o filme quer nos mostrar muito mais o diabo nas ações (como já sugere o título) do que efetivamente pontuar a presença de Deus.</p>
<p>Ao começar a entrelaçar histórias que parecem distintas, o filme constrói os personagens em volta da aura de decepção e falha do divino. Funciona como pequenos capítulos de uma história que pretende se unir em algum momento &#8211; e de fato o faz. O atrativo, no entanto, acaba sendo muito mais o todo das narrativas aplicadas do que efetivamente pelo desfecho de cada uma, individualmente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13168" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia.jpg" alt="O Diabo de Cada Dia, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O elenco é o ponto alto e a causa de <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em>. Dando um aprofundamento ainda maior na personalidade dos personagens, cada um vai expressando todo o incômodo e consequências negativas que a religiosidade pode empregar. São papéis completamente diferentes do comum para Skarsgård, Holland e Pattinson, que acabam se tornando o cerne do roteiro. O que deixa à desejar é o aproveitamento efetivo de alguns atores, especialmente Bill e Robert. Eles deixam o longa rápido demais, sem a exploração adequada de seus personagens.</p>
<p>A medida que a trama evolui, vemos que o diabo é, de fato, a própria natureza do ser humano e sua capacidade de distorção dos eventos que o rodeia. Diferentes motivações levam as pessoas a agirem da maneira errada como agem, mas a exploração disso é rasa. Falta aprofundamento das nuances de interpretação e consequências espirituais e <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong> </em>acaba passando muito tempo em elementos que não são tão importantes assim. A finalização do filme deixa a desejar neste sentido, pois vai para um lugar comum e usual, ao invés de seguir o rumo mais observativo e monótono da trama.</p>
<p>Mesmo com alguns tropeços, o que vemos em <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> é uma construção intrigante e bem feita da religiosidade utilizada na sua distorção. Uma ótima escolha para o fim de semana!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Antonio Campos<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Robert Pattinson, Haley Bennett, Bill Skarsgård, Sebastian Stan, Jason Clarke, Harry Melling, Mia Wasikowska, Riley Keough, Eliza Scanlen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MUS6nMMjLSk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/">Crítica: O Diabo de Cada Dia (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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