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	<title>Arquivos Saoirse Ronan - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Saoirse Ronan - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Blitz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2024 18:35:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, o diretor britânico Steve McQueen (vencedor do Oscar de melhor filme por 12 Anos de Escravidão) tem se dedicado bastante ao tema da ocupação nazista na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Em 2023, o cineasta dirigiu o documentário Occupied City sobre os ecos dessa experiência em Amsterdã (atualmente, disponível no Mubi) e agora, em 2024, o público pode conferir o drama Blitz, uma produção original da Apple TV+ que chega com exclusividade a este serviço de streaming. O longa acompanha o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, o diretor britânico Steve McQueen (vencedor do Oscar de melhor filme por 12 Anos de Escravidão) tem se dedicado bastante ao tema da ocupação nazista na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Em 2023, o cineasta dirigiu o documentário Occupied City sobre os ecos dessa experiência em Amsterdã (atualmente, disponível no Mubi) e agora, em 2024, o público pode conferir o drama <em><strong>Blitz</strong></em>, uma produção original da Apple TV+ que chega com exclusividade a este serviço de streaming.</p>
<p>O longa acompanha o bombardeio a Londres durante a Segunda Guerra Mundial promovido pela Alemanha nazista. Tudo isso é visto pelo espectador a partir da experiência de George, um garoto de 9 anos enviado a um campo inglês de segurança por sua mãe Rita, interpretada por Saoirse Ronan (Lady Bird e Adoráveis Mulheres). No caminho para o local, George foge e empreende uma jornada tortuosa de retorno para sua família na qual testemunhará situações potencialmente traumáticas para uma criança.</p>
<p>Com uma produção caprichada &#8211; a direção de arte, o figurino e o trabalho técnico com som e efeitos especiais desse longa de época são exemplares -, <em><strong>Blitz </strong></em>é alicerçado, durante boa parte do tempo, no drama familiar vivido por George e Rita. Além disso, o drama de guerra pincela algumas discussões raciais sobre a época, afinal o garoto passar a ter uma dimensão sobre sua identidade a partir do momento em que sai da proteção da sua mãe e do seu avô brancos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19002" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-3.png" alt="Blitz" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Sobre o aspecto da discussão racial, há um certo ineditismo em <em><strong>Blitz </strong></em>já que poucas são as obras audiovisuais que de fato se dedicam a abordar a experiência de personagens negros durante a Segunda Guerra Mundial. Sobre o primeiro ponto, a tragédia pessoal envolvendo o garoto e sua mãe, <em><strong>Blitz </strong></em>encontra o seu principal &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221;: a jornada de retorno do pequeno George para os braços de Rita é a mais genérica possível para filmes do gênero, com um drama esquemático e com poucos traços de originalidade no desenvolvimento das emoções dos principais personagens envolvidos nesse plot.</p>
<p>O longa de Steve McQueen tem seus melhores momentos mesmo quando o diretor explora o bombardeio a Londres, trazendo com realismo a sensação de perigo e caos que toma conta de uma cidade cujo cotidiano é irrompido pelo horror dos ataques aéreos nazistas. Guardadas as devidas proporções, McQueen toma como exemplo o registro de James Cameron na segunda parte de Titanic quando diretor exibe os passageiros do transatlântico em uma situação limítrofe encontrando formas desesperadas de saírem vivos daquela situação. Apesar de tudo ser testemunhado pelo garoto George, a história dele e da sua mãe Rita vira algo secundário para a experiência do espectador diante da constatação de que todo aquele estado de deterioração da condição humana está sendo visto por uma criança de 9 anos.</p>
<p>McQueen capta os extremos da situação e consegue dimensionar o horror da experiência de ver o cotidiano de uma cidade ser arrasado por bombardeios que destroem toda uma &#8220;normalidade&#8221; em razão de segundos. Há duas experiências com <em><strong>Blitz</strong></em>: a do melodrama familiar da Segunda Guerra Mundial e a simulação de uma experiência in loco do bombardeio. A segunda é certamente mais bem-sucedida que a primeira fazendo valer a direção de Steve McQueen.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steve McQueen</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Saoirse Ronan, Harris Dickinson, Benjamin Clementine</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/iZwykQK9aZo?si=VNrLXskv0RSK3GVx" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Atriz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 16:00:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste domingo, 09 de fevereiro, acontece a cerimônia de uma das maiores celebrações do audiovisual internacional: o Oscar 2020. Em sua 92ª edição, a premiação segue o estilo do ano anterior, sem um apresentador fixo. Além disso, ainda permanece no meio do caminho (mais longe do que perto) em relação às representatividades dentro de todas as suas categorias. Nomes como o de Lupita Nyong’o e Awkwafina sumiram da lista dos indicados, deixando um ar de lamentação do público e da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste domingo, 09 de fevereiro, acontece a cerimônia de uma das maiores celebrações do audiovisual internacional: o Oscar 2020. Em sua 92ª edição, a premiação segue o estilo do ano anterior, sem um apresentador fixo. Além disso, ainda permanece no meio do caminho (mais longe do que perto) em relação às representatividades dentro de todas as suas categorias. Nomes como o de Lupita Nyong’o e Awkwafina sumiram da lista dos indicados, deixando um ar de lamentação do público e da crítica especializada que havia elogiado as performances das duas nos filmes <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Nós</em> </a>e A Despedida, respectivamente. Nenhuma diretora mulher consta entre os concorrentes também.</p>
<p>Ainda assim, mesmo com tanta lacuna de diversidade, dez nomes de intérpretes mulheres foram reveladas no dia 13 de janeiro, sendo que cinco artistas aparecem na seção de protagonistas, que está nesta publicação, e a outra metade está na parte de coadjuvantes (e você pode ver <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz-coadjuvante/">aqui</a>). Pensando nisso, o <span style="color: #ba1616;"><em><strong>Coisa de Cinéfilo</strong></em></span> traz agora uma breve análise das atuações femininas concorrentes na corrida pelo troféu da Academia em 2020. Confira o Especial Oscar 2020: Melhor Atriz!</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12377 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/CHARLIZE-BOMB-750x422.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/CHARLIZE-BOMB-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/CHARLIZE-BOMB-610x343.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/CHARLIZE-BOMB.jpg 1280w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Charlize Theron (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/">O Escândalo</a></strong>)</h5>
<p>Vivendo uma personagem que existe na vida real, a jornalista Megyn Kelly, a atriz impressiona em alguns aspectos de sua construção e incomoda em outros. Primeiramente, é possível perceber o cuidado de Charlize ao utilizar um tom e peso na voz que a Megyn possui. A sua postura corporal lembra não apenas a da âncora, mas a de quem trabalha em noticiários de TV. Existe também uma preocupação em colocar certa humanidade e fragilidade na tela, para procurar imprimir uma complexidade em sua performance. Mas, é aqui que, talvez, a Theron falhe. Justamente quando tenta revelar uma naturalidade é que a sua Kelly parece mais artificial, porque a intérprete não conseguiu se despir completamente da pose que trouxe em seu processo de criação. Apesar das falhas, a indicação é justa. Contudo, ela não deve levar o prêmio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-12378" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/CYNTHIA-HARRIET-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Cynthia Erivo (Harriet)</strong></h5>
<p>Com uma interpretação cheia de detalhes e força, Erivo encarna uma figura histórica, a Harriet Tubman, responsável por salvar diversas vidas de negros no período da escravidão. O ponto alto da interpretação da Cynthia é justamente a consciência de trazer uma mulher decisiva e guerreira, mas de forma progressiva. O espectador vai descobrindo o poder da personagem aos poucos, enquanto ela se empodera. A intérprete faz isso através dos gestos, olhares, postura corporal e voz que vão se transformando durante a sessão. Harriet parece ter sido sempre a frente do seu tempo, porém a escolha da Cynthia Erivo foi iniciar com um tom mais suave, movimentos mais contidos, olhar titubeante, que encara, mas com receio. A partir da virada da trama, ela vai ganhando novos contornos. A atuação dela seria uma escolha certeira para o prêmio, poderia levar a estatueta seguramente, contudo, dificilmente isto acontecerá, pois existe outra favorita, com uma performance tão boa quanto, mas que sai na frente pelo privilégio branco e sua carreira mais antiga em Hollywood. <strong>(Favorita da autora do texto)</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-12382 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/RENEE-JUDY-750x461.jpg" alt="" width="750" height="461" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/RENEE-JUDY-750x461.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/RENEE-JUDY-1536x944.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/RENEE-JUDY-2048x1258.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/RENEE-JUDY-610x375.jpg 610w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Renée Zellweger (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-judy-muito-alem-do-arco-iris/">Judy &#8211; Muito Além do Arco-Íris</a>)</strong></h5>
<p>Com uma carreira consolidada em Hollywood até início dos anos 2000, a atriz faz o seu retorno para os filmes premiados interpretando um ícone do cinema dos Estados Unidos: a Judy Garland. Para o público familiarizado com as características de Garland, a sessão pode ser impressionante!! A reconstrução da artista beira ao impecável e o fato de Zellweger deixar impresso traços característicos seus eleva a sua atuação, que foge da representação. O que o espectador recebe aqui é o olhar dela diante de uma personalidade tão cheia de detalhes e elementos forte, como o modo de cantar e mexer os olhos. As chances da Renée são altíssimas e é bem provável que a sua segunda estatueta chegue neste domingo. Anteriormente a intérprete recebeu o troféu da academia por seu trabalho como Ruby, em <em>Cold Moutain</em>, em 2004! <strong>(Favorita da autora do texto)</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-12383" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SAIORSE-ADORAVEIS-750x422.jpg" alt="" width="750" height="422" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Saoirse Ronan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/">Adoráveis Mulheres</a>)</strong></h5>
<p>Falando em privilégio branco, eis que surge uma indicação meio esquisita na lista do Oscar 2020. É bem verdade que a Saoirse entrega uma Jo com a verdade que a intérprete parece ver em sua personagem, ela demonstra tentar imprimir traços de uma garota intensa e firme, como é a garota do livro de Louisa May Alcott. A jovem cria nuances no tom que dá ao texto e tem um carisma singular. Contudo, Ronan não entrega nada excepcional e acabou tirando o lugar de outras mulheres que mostraram um resultado impecável em 2019, como a Lupita Nyong’o ou a Awkwafina. Nem em seu próprio filme ela é o destaque, ficando atrás de praticamente todo o elenco. As suas chances de vitória são mínimas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12384 size-medium" title="Especial Oscar 2020: Melhor Atriz" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-MARRIEFGE-750x422.jpg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Atriz" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-MARRIEFGE-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-MARRIEFGE-610x343.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-MARRIEFGE.jpg 1280w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/">História de um Casamento</a>)</strong></p>
<p>Geralmente vista como uma atriz de filmes mais pipoca, Scarlett chega ao Oscar com duas indicações. Em <em>História de Um Casamento</em>, é perceptível como a humanização da intérprete chega certeira, numa direção que procura elevar a personalidade de sua personagem e revelar fragilidades e forças através de uma dinâmica na qual a câmera dialoga com o trabalho de Johansson. O ápice disso é na sequência em que ela está no escritório de sua advogada e começa a andar pelo espaço. A combinação de sua naturalidade, pausas e gestos que procuram performar o cotidiano e o despir completo de sua Nicole, juntamente com o <em>tracking shot</em> constroem a melhor sequência do filme inteiro. Claro, a contracena com Laura Dern ajuda também! As chances de vencer são minúsculas, mas este papel é, por enquanto<a href="http://www.adorocinema.com/">,</a> o seu melhor!</p>
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		<title>Especial: As Protagonistas de Adoráveis Mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2020 22:37:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Está em cartaz a nova versão da obra Adoráveis Mulheres. Baseado no livro homônimo de Louisa May Alcott, a direção e a adaptação da produção fica por conta de Greta Gerwig (Lady Bird &#8211; A Hora de Voar). A história original, que foi escrita no final do século 19, já obteve, anteriormente, diversas versões para o audiovisual, incluindo animações e filmes para TV e para o cinema, sendo dois mudos, em 1917 e 1918, e três falados, em 1933, 1949 [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-as-protagonistas-de-adoraveis-mulheres/">Especial: As Protagonistas de Adoráveis Mulheres</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está em cartaz a nova versão da obra <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>Adoráveis Mulheres</em></strong></a>. Baseado no livro homônimo de Louisa May Alcott, a direção e a adaptação da produção fica por conta de Greta Gerwig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lady-bird-a-hora-de-voar/"><em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em></a>). A história original, que foi escrita no final do século 19, já obteve, anteriormente, diversas versões para o audiovisual, incluindo animações e filmes para TV e para o cinema, sendo dois mudos, em 1917 e 1918, e três falados, em 1933, 1949 e 1994.</p>
<p>Algo que segue sendo cada vez mais comum e crescente a cada revisita para a trama é a escolha de um elenco poderoso. Pensando nisto, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> resolveu elaborar um especial <em><strong>As Protagonistas de Adoráveis Mulheres</strong></em> que reunisse uma breve comparação das atuações das personagens principais &#8211; a mãe e as suas quatro filhas &#8211; tentando ver o que muda entre as atrizes e as mudanças das construções dos papéis de uma época para outra. Como existem vários <em>remakes</em>, não estarão listados todos os longas. O olhar sobre a protagonista, Jo March, será mais amplo, considerando as interpretações de Katherine Hepburn (1933), June Allyson (1949), Winona Ryder (1994) e Saoirse Ronan (2019).Para o restante do elenco feminino, serão relacionadas as performances de 1994 versus as de 2019, justamente por serem as refilmagens mais recentes.</p>
<p><em><strong>Confira!</strong></em></p>
<h4><strong>Jo March</strong> <img decoding="async" class="alignnone wp-image-12179 size-medium" title="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/jos-750x187.png" alt="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" width="750" height="187" /></h4>
<p>A principal diferença entre as interpretações de Jo está no tom dado para a mesma. A característica principal da personagem é que ela é uma mulher de espírito livre e amante da escrita. Com o passar do tempo, esta característica foi se intensificando e seu foco em ser escritora também. No entanto, o nível de doçura, ingenuidade, aspereza e assertividade se mesclaram pelas gerações.</p>
<p>Em 1933, <strong>Katherine Hepburn</strong> (<em>A Costela de Adão</em>), opta por fazer o amadurecimento em seu papel por uma via corporal, começando com um jeito mais “moleca”, de garota que sobe em árvores e pula muros, faz gestos grandes e assovia etc, até se transformar em alguém mais adulta e consciente, de postura mais centrada. Contudo, não perde em nenhum momento o olhar gentil, que permanece durante toda projeção.</p>
<p>Em 1949, <strong>June Allsyon</strong> (<em>Música e Lágrimas</em>) acrescentou uma dureza para a protagonista, que retira um tanto da empatia construída por Hepburn, por exemplo. A sua Jo é mais durona, firme e até um tanto rude. Talvez, a sua atuação peque por esquecer do laço de ternura que a personagem sempre mantém com suas irmãs, desejando a felicidades delas, ainda que esteja em profundo aborrecimento com as mesmas.</p>
<p>Em seguida,em 1994,  existe a criação de <strong>Winona Ryder</strong> <em>(Os Fantasmas se Divertem</em>), que foi uma espécie de musa nos anos 1990 e com muitas mocinhas rebeldes na filmografia. Ainda assim, aqui, ela imprime a Jo mais doce de todas! Apesar disto, ela não perde algo central no que Alcott parece desejar transmitir: o elo que une a família, o amor pela literatura e a falta de desejo em seguir as regras impostas por sua época. Ryder traz um jeito meio atrapalhado, adolescente e até tímido, revelando uma menina mais sonhadora e apaixonada – por sua escrita, claro.</p>
<p>Por fim, a versão de <strong>Saoirse Ronan</strong> (<em>Desejo e Reparação</em>) parece misturar todas as outras características criadas pelas outras atrizes. Ronan traz elementos físicos que enaltecem a personalidade forte de Jo March, principalmente no jeito como corre ou empurra e bate em seu vizinho Laurie (Timothée Chalamet). Mas, ela não esquece de empregar texturas e movimentos que lembram os trejeitos da adolescência.</p>
<p>Com isso, a intérprete demonstra, na hora de “colorir” o texto, entonações emburradas típicas desta idade. No entanto, Ronan deixa a suavidade de lado e acaba abandonando um pouco da característica presente em Jo March, que é o de ser uma aventureira que sonha, que vive imersa nos livros e por isso uma sensibilidade artística. No geral, pode-se notar facilmente que são múltiplas visões de uma mesma figura ficcional e a preferência pode acabar ficando na identificação que o público pode vir a ter.</p>
<h4><strong>Amy March</strong>  <img decoding="async" class="alignnone wp-image-12181 size-medium" title="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys-750x245.png" alt="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" width="750" height="245" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys-750x245.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys-610x199.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys.png 1007w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></h4>
<p>A principal distinção entre a Amy da versão de 1994 e a de 2019 encontra-se no fato do filme da década de 1990 possuir duas atrizes para interpretar a personagem: <strong>Kirsten Dunst</strong> (<em>Entrevista com Vampiro</em>) e <strong>Samantha Mathis </strong>(<em>Psicopata Americano</em>). Em 2019, a obra conta “apenas” com <strong>Florence Pugh </strong>(<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/"><em>Midsommar: O Mal Não Espera a Noite</em></a>), que para diferenciar a passagem de idade utiliza simplesmente a sua interpretação, preenchida de transições corporais e vocais, que sinalizam o seu amadurecimento. Quando se compara o tom que Dunst dá para seu papel, é possível notar certa equivalência em suas escolhas com as de Pugh. O público pode ver uma menina um tanto birrenta e infantil, pois ela é mostrada em sua primeira fase, por assim dizer, como uma criança que deseja e precisa de atenção.</p>
<p>O que muda na produção de Greta Gerwig, e isto é um grande mérito do longa, é a transformação impressionante passado por Amy. Florence Pugh demonstra consciência completa de sua criação e do que deseja performar na tela, revelando as fragilidades, seguranças e crescimentos de Amy March. É difícil comparar este desempenho com o de Mathis, que deixa a sensação de ter buscado uma visão mais comum para o papel. O que ela traz é a procura por um tom de realeza e uma postura distanciada das coisas, o que provoca uma impressão clara de que Amy cresceu, mas não que ela está amadurecida como pessoa, deixando a visão sobre ela um tanto rasa.</p>
<h4><strong>Meg March</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12184 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs-750x374.png" alt="" width="750" height="374" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs-750x374.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs-610x304.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs.png 825w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong>Trini Alvarado</strong> (<em>Uma Lição de Amor</em>) entrega uma Meg mais serena e amadurecida, na versão de 1994. Ela é claramente a irmã mais velha que, apesar dos conflitos internos, tem uma tranquilidade de quem já viveu um pouco do que as irmãs. A impressão que <strong>Emma Watson</strong> (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bela-e-a-fera/"><em>A Bela e a Fera</em></a>) passa é um tanto distinta. Ainda que a característica de ter mais idade e querer fazer parte da grande sociedade estar nas duas Meg March, a forma de externalizar isto corporalmente e verbalmente é diferente.</p>
<p>Watson emprega algo mais intenso e dramático – no sentido de engradecimento das emoções. Não que sua performance vá para algo histriônico ou qualquer coisa do tipo. Mas, é possível ver porque a jovem poderia, por exemplo, seguir a carreira de atriz, pois ela tem dentro dela uma vontade de expressar seus sentimentos para que todos sintam também. Emma revela um olhar sonhador e romântico e uma inocência que vai se transformando em maturidade e compreensão sobre a vida, o que a deixa com mais camadas, passando uma transformação de caráter e personalidade.</p>
<h4><strong>Beth March</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12185 size-medium" title="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths-750x363.png" alt="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" width="750" height="363" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths-750x363.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths-610x295.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths.png 832w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
Um traço importante sobre esta personagem é que ela precisa evocar empatia do público, devido ao desfecho que ela tem na trama. No filme de 1994, <strong>Claire Danes</strong> (<em>As Horas</em>) consegue alcançar este intento. Além de construir sua personagem num tom diferente das irmãs, que é uma característica central de Beth March, ela traz uma profundidade para o papel, ao criar gestuais contidos e olhares marejados ou menlancólicos. É como se sua Beth não pertencesse a este mundo e este é um grande feito de Danes.</p>
<p>Já <strong>Eliza Scanlen</strong> (<em>Babyteeth</em>) faz uma Beth mais reservada, menos transparente. A sua construção passa por uma espécie de doçura e melancolia, traços importantes de Beth March. No entanto, talvez na tentativa de retirar a proximidade de Beth com as irmãs, ela tenha retirando um pouco um peso que a garota possui, diminuindo certos impactos presentes na obra.</p>
<h4><strong>Marmee March</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12186 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees-750x397.png" alt="" width="750" height="397" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees-750x397.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees-610x323.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees.png 767w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
Nos dois longas, as atrizes escolhidas foram nomes grandes e importantes. Em 1994, <strong>Susan Sarandon </strong>(<em>Thelma e Louise</em>) faz o papel da matriarca da família. Ao contrário de <strong>Laura Dern </strong>(<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) &#8211; a Marmee de 2019 -, a intérprete traz um tom firme e direto para a personagem. O carinho dela está mais voltado para as suas ações do que para o tom de sua fala. Dern investe no caminho de se revelar uma mulher sábia, serena e gentil, sendo esta última característica a mais visível em sua atuação.</p>
<p>As duas escolhas das atrizes acabam criando um bom contraponto com Jo, que parece sempre ser uma versão da mãe esperando para ser lapidada. Como a Jo de Winona Ryder é mais doce e atrapalhada, a Marmee de Sarandon demonstra praticidade para ajudar o próximo e coordenar a família. No filme de 2019 isto acontece exatamente de maneira oposta. Mas, em ambas projeções o laço entre a dupla é sólido<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a></p>
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		<title>Crítica: Adoráveis Mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jan 2020 01:49:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A diretora Greta Gerwig (Lady Bird &#8211; A Hora de Voar) estreia mais um longa centrado em personagens femininas fortes e histórias marcantes. Adoráveis Mulheres é mais uma adaptação cinematográfica do romance homônimo de sucesso da escritora Louisa May Alcott. O enredo narra a trajetória de quatro irmãs criadas pela mãe, já que o pai está lutando na guerra. Com personalidades completamente distintas, elas possuem sonhos diferentes, mas uma ambição em comum: serem felizes e plenamente satisfeitas. Nesta adaptação atual, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A diretora Greta Gerwig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lady-bird-a-hora-de-voar/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em></a>) estreia mais um longa centrado em personagens femininas fortes e histórias marcantes. <em><strong>Adoráveis Mulheres</strong></em> é mais uma adaptação cinematográfica do romance homônimo de sucesso da escritora Louisa May Alcott. O enredo narra a trajetória de quatro irmãs criadas pela mãe, já que o pai está lutando na guerra. Com personalidades completamente distintas, elas possuem sonhos diferentes, mas uma ambição em comum: serem felizes e plenamente satisfeitas.</p>
<p>Nesta adaptação atual, a protagonista Jo March é vivida por Saoirse Ronan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duas-rainhas/"><em>Duas Rainhas</em></a>), que confere a assertividade necessária para a jovem revolucionária. Em uma época em que a melhor opção de vida da mulher era o casamento, Jo decide que quer ser dona de sua própria vida e não depender de homem. Mas suas irmãs não pensam da mesma forma. A sonhadora Meg (Emma Watson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bela-e-a-fera/"><em>A Bela e a Fera</em></a>) quer encontrar um príncipe encantado, enquanto a espevitada Amy (Florence Pugh, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Midsommar: O Mal Não Espera a Noite</em></a>) quer uma oportunidade de ser um grande destaque. Para Beth (Eliza Scanlen, série <em>Sharp Objects</em>), o melhor dos mundos é viver em paz com sua música e um bom piano.</p>
<p>A narrativa nos apresenta sem pressa todas as personagens, traçando a personalidade de cada uma e seus objetivos. Além disso, a presença forte da mãe interpretada por Laura Dern (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>), funciona como uma referência para as meninas, mostrando de onde surgiu toda a força delas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12165" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5749869.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5749869.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5749869.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5749869.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A figura masculina é deixada de lado na maior parte da trama, mostrando que aquele é um palco destinado às mulheres. Mesmo o personagem de Timothée Chalamet (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei/"><em>O Rei</em></a>), que possui grande importância na história, não tem tanto destaque quanto as demais personagens. Greta faz isso de uma maneira muito respeitosa com a obra original, pincelando pitadas de seu perfil de direção, que procura favorecer as mulheres. Essa conduta é sensata e necessária, afinal, é do que se trata a história.</p>
<p><em><strong>Adoráveis Mulheres</strong></em> é uma obra do século XIX mas que continua sendo extremamente atual. Discussões sobre o papel da mulher na sociedade, seu poder de escolha, as possibilidades que são apresentadas, as dificuldades que enfrenta. Tudo isso é tratado de uma maneira muito leve, porém contundente. O tom escolhido por Gerwig é na dose certa para apresentar novas nuances para a história, sem perder a sua essência.</p>
<p>Outro ponto alto é a incrível escolha de elenco. A unicidade de todos, a maneira como atuam e se respeitam em cena, torna a obra ainda mais equilibrada. Existe um entusiamos em participar do projeto que é perceptível pelo espectador. Temos ainda gratas surpresas, como a breve participação de Meryl Streep (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lavanderia/"><em>A Lavanderia</em></a>) no papel da tia March ou de Chris Cooper (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>) no papel do vizinho Sr. Laurence.</p>
<p>O quarteto principal tem uma dinâmica harmônica e verdadeiramente fraternal. É difícil definir quem é o elo mais interessante, quando todas apresentam características únicas e distintas. Ainda assim, Florence consegue roubar a cena em todos os momentos, de maneira muito natural. Seus momentos com Saoirse são os melhores do filme, definitivamente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12166" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5765494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Adoráveis Mulheres" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5765494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5765494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/5765494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa conta com o suporte de uma belíssima fotografia e figurino impecável, lembrando muito as produções de Joe Wright, como <em>Orgulho e Preconceito</em>. A trilha sonora, no entanto, não é o voto mais alto. Embora Alexandre Desplat seja um compositor de respeito, senti um pouco de preguiça da parte dele em inovar e apresentar algo mais memorável. Ainda assim, não é comprometedor. Apenas não se destaca, como seria o seu comum.</p>
<p>A escolha de Greta em contar a história através de <em>flashes</em> do passado intercalados com o presente é inteligente. Ao mesmo tempo em que o espectador anseia para descobrir mais sobre as personagens, fica com certa melancolia ao saber onde alguns deles vão parar ou que seus sonhos foram &#8220;frustrados&#8221;. As linhas temporais funcionam como elemento da trama, conferindo maior fluidez à narrativa.</p>
<p>A sensação que o longa passa é de acolhimento, não apenas pela história, como pelas personagens. Temos a vontade de entrar na tela e abraçar todos, vivendo aquele momento. Certamente por isso não percebemos as 2h15 de longa passar. <em><strong>Adoráveis Mulheres</strong></em> tem uma vitalidade impressionante, que conquista o espectador logo de cara. Finalizamos a sessão com grandes momentos propostos pelo filme, especialmente quando, no final, fica ainda mais exposto a exigência da sociedade pelo casamento da mulher.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Greta Gerwig<br />
<strong>Elenco:</strong> Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Timothée Chalamet, Laura Dern, Louis Garrel, Chris Cooper, Eliza Scanlen, Meryl Streep, Tracy Letts, Bo Odenkirk, James Norton, Jayne Houdyshell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/7nc1GE_hnLs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Duas Rainhas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2019 22:20:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tendo como mote a relação entre as rainhas Mary e Elizabeth I da Escócia e da Inglaterra, respectivamente, Duas Rainhas é um filme que satisfaz e frustra em iguais proporções. O longa de estreia de Josie Rourke pretende, por um lado, ser um projeto que aborda a relação entre essas duas mulheres poderosas, exceções num mundo governado por homens, mas acaba sendo, no final das contas, um longa que toma os rumos de uma cinebiografia exclusiva de Mary da Escócia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tendo como mote a relação entre as rainhas Mary e Elizabeth I da Escócia e da Inglaterra, respectivamente, <em><strong>Duas Rainhas</strong></em> é um filme que satisfaz e frustra em iguais proporções. O longa de estreia de Josie Rourke pretende, por um lado, ser um projeto que aborda a relação entre essas duas mulheres poderosas, exceções num mundo governado por homens, mas acaba sendo, no final das contas, um longa que toma os rumos de uma cinebiografia exclusiva de Mary da Escócia que tem Elizabeth I como personagem coadjuvante e, pior, tratada apenas na superfície.</p>
<p>Por flertar evidentemente por essas duas vontades conflitantes, o longa acaba não explorando a contento aquilo que possui de melhor, contextualizar a ausência da tão em voga sororidade entre as monarcas e a impotência de ambas, mesmo com tantos poderes em mãos, diante de uma sociedade patriarcal. Quando se transforma numa biografia de Mary, o longa adota uma estrutura de exposição usual a dramas biográficos, apesar de tratar alguns traços da personalidade da rainha da Escócia de maneira interessante, como sua cumplicidade com o grupo de criadas da sua corte que contrasta com a maneira firme como se posiciona nas reuniões de gabinete. É nesse âmbito e em alguns vestígios da natureza da relação entre Mary e Elizabeth I que <em><strong>Duas Rainhas</strong></em> ganha pontos com o espectador e mostra relevância em meio a tantos outros exemplares que já abordaram a vida das suas personagens principais.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10363" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1298457.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="duas rainhas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1298457.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1298457.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1298457.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ao mesmo tempo, Elizabeth I é simplificada por alguns traços da sua amplamente conhecida biografia (afinal, já foi vivida por atrizes como Bette Davis, Cate Blanchett e Judi Dench no cinema, além de Helen Mirren na TV). Rourke se coloca desnecessariamente diante de um conflito, ao mesmo tempo em que parece caro ao seu longa abordar esse contexto histórico pelo ponto de vista das tensões, diferenças e similaridades nas vidas de Mary e Elizabeth I, prioriza a trajetória da primeira. A questão nunca respondida pela história é: Afinal, é um filme sobre uma ou duas rainhas? Saoirse Ronan e Margot Robbie parecem escolhas equivocadas para suas personagens. Jovens demais, ambas estão desconfortáveis em cena, não conseguindo sustentar o peso das suas próprias figuras históricas, principalmente Robbie, que tem uma longa (e injusta) lista de grandes atrizes que já viveram o mesmo papel nas telas a título de comparativo.</p>
<p>Plasticamente, o filme tem seus méritos. Com uma boa consciência sobre os benefícios de sua aplicada fotografia e com um figurino ostensivo que consegue reconstituir bem sua época e operar como signo quando está em cena e contrasta em cores, o longa enche os olhos do espectador, apesar de ser um grande lugar comum como obra. Esses elementos, apesar de bem aplicados, acabam funcionando como redundantes para esse tipo de filme, no qual o mínimo que se espera é uma fiel reconstituição da sua época. No que deveria ter preferencial êxito, sua narrativa, <em><strong>Duas Rainhas</strong></em> não faz um serviço tão justo às suas duas biografadas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Josie Rourke<br />
<strong>Elenco:</strong> Saoirse Ronan, Margot Robbie, Jack Lowden, Guy Pearce, Joe Alwyn</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/QPWGQGdWcIw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Feb 2018 14:28:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Greta Gerwig]]></category>
		<category><![CDATA[Lady Bird: A Hora de Voar]]></category>
		<category><![CDATA[Saoirse Ronan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando somos jovens e estamos prestes a fazer a transição para a vida adulta, cultivamos uma série de expectativas sobre a independência dos vinte e poucos anos, sonhamos sobretudo em fugir de todas as amarras costuradas desde a infância e, como ato de rebeldia, negamos tudo aquilo que nos vincule ao projeto de vida que a família, a escola ou qualquer outra instituição nos propõe. No entanto, basta sairmos de casa e começarmos a encarar os horizontes da vida adulta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Quando somos jovens e estamos prestes a fazer a transição para a vida adulta, cultivamos uma série de expectativas sobre a independência dos vinte e poucos anos, sonhamos sobretudo em fugir de todas as amarras costuradas desde a infância e, como ato de rebeldia, negamos tudo aquilo que nos vincule ao projeto de vida que a família, a escola ou qualquer outra instituição nos propõe. No entanto, basta sairmos de casa e começarmos a encarar os horizontes da vida adulta que passamos a ter cada vez mais saudade de nossas raízes. É sobre esse processo de reconciliação com nossas origens, inerente a qualquer processo de transição para a vida adulta vivenciado por um adolescente, que <i>Lady Bird: A Hora de Voar,</i> o segundo longa de Greta Gerwig (anteriormente ela havia conduzido o inédito no Brasil <i>Nights and Weekends </i>ao lado de Joe Swanberg), trata.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Christine McPherson é uma adolescente que está no último ano escolar em Sacramento. Parte de uma comunidade católica, Christine odeia a cidade onde mora, sonha em ir para Nova York &#8211; o extremo oposto de Sacramento &#8211; e contraria praticamente tudo aquilo que sua família espera dela, principalmente a sua rígida mãe. Até mesmo o seu nome, dado por seus pais e abençoado pela igreja, Christine nega, preferindo ser chamada por todos de Lady Bird, algo que se torna simbólico (e até literal no subtítulo brasileiro) por representar as aspirações da protagonista do filme com o desligamento do seio familiar (sair do ninho dos pais).</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8670" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/Lady-Bird.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Lady Bird </i>não é um filme dado a inventividades ou qualquer vanguardismo cinematográfico. Com <i>Lady Bird</i>, Greta Gerwig quer contar uma história de ritos de passagem que não tem a urgência de seus concorrentes no Oscar por abordar eventos políticos ou históricos (<i>Dunkirk</i>, <i>O Destino de uma Nação </i>ou <i>The Post: A Guerra Secreta</i>), ter uma originalidade temática ou de exploração de um gênero (<i>Corra!</i>) ou mesmo ser dotado de um refinamento no uso dos elementos da linguagem cinematográfica (<i>Me Chame pelo seu Nome</i>). A potência de <i>Lady Bird </i>está na empatia com que constrói seus personagens e conduz sua jornada, sobretudo a protagonista interpretada pela graciosa Saoirse Ronan, e também na maneira simples como sua diretora e roteirista faz tudo isso. Gerwig torna o rito de passagem pelo qual sua protagonista passa palpável ao sair da zona dos estereótipos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No lugar de transformar a rebeldia de Lady Bird no capricho de uma menina mimada (o que não é), Gerwig faz com que a grande questão da sua protagonista seja a sensação de inadequação inerente à adolescência e a quem a vivenciou em ambientes mais rígidos como é o caso da comunidade católica de Sacramento representada no filme. Gerwig preenche essa garota de empatia pelo drama daqueles que a cercam, da sua severa mãe, interpretada brilhantemente por Laurie Metcalf, ao amigo que compartilha com ela o medo que sente pela possibilidade de Sacramento inteira descobrir que ele é gay. Isso tudo faz com que Lady Bird seja uma personagem com a qual as pessoas conseguem ter algum afeto e se relacionar com sua jornada. A protagonista é marcada por uma jornada de erros típicos da adolescência, o que a torna ainda mais humana, aderindo ao propósito de Gerwig de construir um conto sobre rito de passagem de forma maduro, mas simpática, bem humorada.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Lady Bird</i>, provavelmente o espectador não encontrará uma jornada de eventos com proporções globais, mas não há dúvidas de que encontrará uma trajetória com a qual se identificar. Não há razão para esperar que o filme seja mais do que ele é. Pequenos eventos como os vivenciado por Christine &#8216;Lady Bird&#8217; McPherson não têm dimensões simplórias, muito pelo contrário, talvez sejam as situações mais determinantes da vida da gente. É difícil dizer que <i>Lady Bird </i>é um filme ruim ou que ele não é &#8220;nada demais&#8221;, como andam desdenhando. Ainda que tenhamos outras preferências na temporada de prêmios, Gerwig e seu pequeno filme conquistam pela simpatia.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GuZojySX8HE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Brooklin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2016 21:13:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brooklin]]></category>
		<category><![CDATA[Brooklyn]]></category>
		<category><![CDATA[Domhnall Gleeson]]></category>
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		<category><![CDATA[Nick Hornby]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Indicado em três categorias do Oscar 2016 (melhor filme, roteiro adaptado e atriz), Brooklin talvez seja um dos candidatos mais modestos e simples da temporada, mas não menos interessante. Ainda mais silencioso que Spotlight &#8211; Segredos Revelados (que conta com um pouquinho de polêmica em torno de toda a discussão sobre o jornalismo e a pedofilia na igreja católica), Brooklin pode não se impor como uma obra cinematográfica de grandes proporções e ambições como concorrentes a estatueta da Academia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4547" aria-describedby="caption-attachment-4547" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4547 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/brooklyn1-620x333.jpg" alt="brooklyn1" width="620" height="333" /><figcaption id="caption-attachment-4547" class="wp-caption-text">Romance: Personagens de Saoirse Ronan e Emory Cohen se apaixonam na América.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Indicado em três categorias do Oscar 2016 (melhor filme, roteiro adaptado e atriz), <i>Brooklin </i>talvez seja um dos candidatos mais modestos e simples da temporada, mas não menos interessante. Ainda mais silencioso que <i>Spotlight &#8211; Segredos Revelados </i>(que conta com um pouquinho de polêmica em torno de toda a discussão sobre o jornalismo e a pedofilia na igreja católica), <i>Brooklin </i>pode não se impor como uma obra cinematográfica de grandes proporções e ambições como concorrentes a estatueta da Academia do naipe de <i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</i>, <i>O Regresso </i>e <i>Perdido em Marte</i>, mas mostra-se ao público como um romance competente e simpático. Fora do contexto das premiações monopolizada por filmes tão ruidosos (em todos os sentidos) quanto seus concorrentes ao Oscar de melhor filme, <i>Brooklin </i>certamente não seria desdenhado com tanta facilidade pela crítica brasileira como anda sendo. Analisado dentro dos seus próprios termos, o filme de John Crowley é um agradável e agridoce longa sobre o amadurecimento e a descoberta do amor e da própria individualidade.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Brooklin</i>, Saoirse Ronan vive Ellis Lacey, uma jovem irlandesa que sai da sua terra natal e vai para os EUA morar no Brooklin. Empenhada em concretizar o seu sonho americano, Ellis acaba se deparando com uma realidade completamente diferente daquela que idealizara. Em seus primeiros dias no novo país, a jovem enfrenta as dificuldades de adaptação ao novo lugar, trabalho e pessoas. Tudo muda quando Ellis conhece Tony, um imigrante italiano por quem ela acaba se apaixonando. A partir dessa relação, Ellis consegue superar as dificuldades de adaptação e começa a se sentir confortável no novo país. Uma notícia da Irlanda, porém, coloca as certezas da moça em cheque e ela passa a se questionar onde de fato está a sua felicidade.</p>
<figure id="attachment_4548" aria-describedby="caption-attachment-4548" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4548 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/brooklyn-cena-4-620x362.jpg" alt="brooklyn-cena-4" width="620" height="362" /><figcaption id="caption-attachment-4548" class="wp-caption-text">Amadurecimento: Protagonista torna-se uma mulher quando vem para o novo país.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Roteirizado por Nick Hornby, que como autor de livros escreveu as obras que deram origem a <i>Um Grande Garoto </i>e <i>Alta Fidelidade </i>e como roteirista foi responsável por filmes como <i>Educação </i>e <i>Livre, Brooklin </i>é uma produção de pequeno porte apesar de falar sobre temas de alcance universal. Contando com uma condução eficiente do diretor John Crowley, os personagens de Hornby, todos extraídos das páginas do livro homônimo de Colm Toibin, transbordam afeto em relações e dilemas de imensa empatia com a plateia. No fim das contas, com muita simplicidade e precisão, <i>Brooklin </i>aborda de maneira eficiente os dilemas de um estrangeiro em um novo país, o sentimento de inadequação e toda a jornada de amadurecimento pessoal que a situação acaba impulsionando. Trata-se de um romance que pode ser encarado por duas perspectivas plenamente satisfatórias: por uma via temos uma história de amor sem as costumeiras afetações hollywoodianas e por outro lado nos deparamos com um sensível conto sobre o amadurecimento de uma mulher.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa beneficia-se pela ótima interpretação de Saoirse Ronan, que consegue trafegar de forma suave por todas as fases vivenciadas por sua personagem. A atriz também tem um ótimo parceiro de cena, Emory Cohen, que dá vida ao par romântico da protagonista, o italiano Tony. Ao longo da projeção, também somos acarinhados pela presença de atores do calibre de Julie Walters (maravilhosa como a dona da casa que Ellis passa a morar quando vai para os EUA), Jim Broadbent e o jovem do momento, Domhnall Gleeson.</p>
<figure id="attachment_4549" aria-describedby="caption-attachment-4549" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4549 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/brooklyn03-620x349.jpg" alt="brooklyn03" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4549" class="wp-caption-text">Dilema: Ao retornar para a Irlanda, protagonista vive um impasse.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Discreto e eficiente, <i>Brooklin </i>é um filme bastante satisfatório ao que se propõe. Com uma narrativa que cumpre o seu papel na perspectiva macro (a questão da formação dos EUA e dos imigrantes) e micro (a jornada de amadurecimento de uma jovem mulher), <i>Brooklin </i>é um longa cheia de virtudes. A maioria dessas qualidades, contudo, não saltam aos olhos em um primeiro momento, mas são absorvidas e vivenciadas ao longo de toda a projeção. Em meio a uma temporada com tantas produções de alto orçamento, psicologicamente densas e com pretensões estéticas e narrativas ambiciosas, o filme acaba funcionando como um agradável e necessário &#8220;respiro&#8221;.</p>
</div>
</div>
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		<title>Radar do Oscar: Em Toronto, Brie Larson e Saoirse Ronan são sérias candidatas ao Oscar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2015 23:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Brie Larson]]></category>
		<category><![CDATA[Brooklyn]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Toronto]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Os festivais do segundo semestre consolidam mesmo algumas campanhas para o Oscar e as demais premiações do cinema nos EUA. Já antecipamos para vocês os burburinhos de Telluride e Veneza e agora, com o final do Festival de Toronto, alguns nomes começam a ficar mais fortes na temporada. No geral, Toronto trouxe a certeza de que o drama Spotlight é um páreo duro a ser batido em 2016. O filme anda fazendo bonito nos bastidores desses festivais e muitos especialistas dão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3640" aria-describedby="caption-attachment-3640" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3640 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/room-story_647_073115112821-620x387.jpg" alt="room-story_647_073115112821" width="620" height="387" /><figcaption id="caption-attachment-3640" class="wp-caption-text">Sensação em Toronto: Room leva prêmio de melhor filme e Brie Larson desponta como forte concorrente ao Oscar de melhor atriz</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os festivais do segundo semestre consolidam mesmo algumas campanhas para o Oscar e as demais premiações do cinema nos EUA. Já antecipamos para vocês os burburinhos de <a href="http://coisadecinefilo.com.br/radar-do-oscar-destaques-dos-festivais-de-veneza-e-telluride-abrem-vantagem-na-temporada/">Telluride e Veneza</a> e agora, com o final do Festival de Toronto, alguns nomes começam a ficar mais fortes na temporada.</p>
<p>No geral, Toronto trouxe a certeza de que o drama <em>Spotlight </em>é um páreo duro a ser batido em 2016. O filme anda fazendo bonito nos bastidores desses festivais e muitos especialistas dão como certa a candidatura do longa como melhor filme do ano em muitas premiações (saiba mais sobre ele acessando <a href="http://coisadecinefilo.com.br/dramas-the-33-e-spotlight-tem-seus-trailers-divulgados/">aqui</a>). Contudo, Toronto foi espaço para o surgimento de fortes candidatas ao Oscar de melhor atriz. Se Telluride transformou Carey Mulligan em potencial favorita por <em>Suffragette</em>, em Toronto só se falou em outra jovem estrela, <strong>Brie Larson</strong> (foto abaixo), que há uns dois anos atrás conquistou os críticos com o independente <em>Temporário 12</em>, e esse ano chega a corrida com outro <em>indie,</em> o filme<em> Room</em> (para quem ainda não conhece a atriz, ela fez a irmã do personagem de Joseph Gordon-Levitt em <em>Como não perder essa mulher</em>).<em> </em></p>
<figure id="attachment_3639" aria-describedby="caption-attachment-3639" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3639 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/brie-larson-2-620x350.jpg" alt="brie-larson-2" width="620" height="350" /><figcaption id="caption-attachment-3639" class="wp-caption-text">Musa indie: Depois de Temporário 12, Brie surge na temporada com mais um filme independente.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Room </em>é dirigido por Lenny Abrahamson (o mesmo de <em>Frank</em>) e traz a história de uma mãe que cria o seu filho em um quarto longe de qualquer informação ou contato com o mundo exterior. O filme, que já teve um forte impacto em Telluride, conquistou o prêmio da audiência em Toronto, o mesmo que <em>12 anos de Escravidão </em>ganhou em 2013. Larson foi uma das atrizes mais requisitadas do festival e só se ouviu falar em especulações sobre as indicações de melhor filme, atriz (Larson) e atriz coadjuvante (Joan Allen) que o longa pode receber. Para se ter uma dimensão da recepção ao longa, alguns afirmam que <em>Room </em>pode ter uma trajetória parecida com a de <em>Whiplash &#8211; Em Busca da Perfeição </em>no ano passado.</p>
<p>Assista ao trailer de <em>Room </em>abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/E_Ci-pAL4eE" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_3643" aria-describedby="caption-attachment-3643" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/cute-saoirse-ronan-walpapers.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3643 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/cute-saoirse-ronan-walpapers-620x388.jpg" alt="cute-saoirse-ronan-walpapers" width="620" height="388" /></a><figcaption id="caption-attachment-3643" class="wp-caption-text">Jovem veterana: Já indicada ao Oscar, Saoirse Ronan pode retornar a temporada de prêmios com Brooklyn</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro nome bastante comentado em Toronto era o de <strong>Saoirse Ronan (foto)</strong> pelo drama <em>Brooklyn. </em>A candidatura de Ronan ao Oscar de melhor atriz pelo seu desempenho nesse filme foi comentada por especuladores desde o início do ano, mas a exibição do longa em Toronto causou grande impacto, com plateias indo às lágrimas e tudo.</p>
<figure id="attachment_3644" aria-describedby="caption-attachment-3644" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3644 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/primary_15456-1-1100-620x349.jpg" alt="primary_15456-1-1100" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-3644" class="wp-caption-text">Lágrimas: Plateia de Toronto se comoveu com longa protagonizado por Ronan e Domnhall Gleeson.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme traz a história de uma jovem irlandesa que vai para Nova York nos anos de 1950, deixando o seu noivo na Irlanda. A personagem se apaixona por um bombeiro italiano no Brooklyn, gerando ainda mais dúvida sobre o seu retorno ao seu país de origem.</p>
<p>Caso seja indicada, não será a primeira vez de Saoirse no Oscar, a atriz foi indicada a melhor atriz coadjuvante em 2008 pelo seu desempenho em <em>Desejo e Reparação</em>, de Joe Wright.</p>
<p>Veja um trailer de <em>Brooklyn </em>abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/15syDwC000k" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/radar-do-oscar-festival-de-toronto-transforma-as-atrizes-brie-larson-e-saoirse-ronan-em-serias-candidatas-ao-oscar/">Radar do Oscar: Em Toronto, Brie Larson e Saoirse Ronan são sérias candidatas ao Oscar</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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