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	<title>Arquivos Paris Filmes - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Paris Filmes - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Velhos Bandidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 12:33:09 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os anos 2000 carregam uma forte memória afetiva do <em>boom</em> do cinema nacional, especialmente com comédias que marcaram gerações, como <em>O Auto da Compadecida (2000)</em>, <em>Lisbela e o Prisioneiro (2003)</em>, <em>Se Eu Fosse Você (2006)</em>, <em>Ó Paí, Ó (2007)</em> e <em>Saneamento Básico, O Filme (2007)</em>. Esse estilo de filme parece ter perdido espaço ao longo dos anos, sendo ocupado por longas-metragens de ação e suspense. O cineasta Cláudio Torres (<em>O Homem do Futuro</em>, de 2011), no entanto, parece tentar virar esse jogo com o seu mais novo projeto. Produzido pela Conspiração Filmes e distribuído pela Paris Filmes, <em><strong>Velhos Bandidos</strong></em> chega aos cinemas nesta quinta-feira (26) como uma promessa de resgate do tom cômico dos anos 2000.</p>
<p>Recheados de rostos conhecidos, o novo longa de Torres é a união entre o dinamismo de uma ação cinematográfica simples e objetiva com a comicidade das desventuras e atropelos do acaso com o grupo de criminosos liderados por Fernanda Montenegro (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ainda-estou-aqui/"><em>Ainda Estou Aqui</em></a>, de 2024). Co-escrito pelo diretor e por Renan Flumian (<em>Amores Pandêmicos</em>, de 2023) e Fábio Mendes (<em>Dom</em>, de 2021-24), o filme desenvolve uma narrativa que não inova, nem surpreende com suas reviravoltas, mas que agrada com a entrega de seu elenco. Ainda que conte com situações inusitadas &#8211; algumas que beiram o absurdo -, <em><strong>Velhos Bandidos</strong></em> conta com a qualidade da contracena de seu elenco principal para guiar a história.</p>
<p>A naturalidade e a cumplicidade da troca entre o elenco é a força desse projeto. Conseguir reunir Montenegro, Ary Fontoura (<em>Patos!</em>, de 2023), Vladimir Brichta (<em>Pedaço de Mim</em>, de 2024), Bruna Marquezine (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-besouro-azul/"><em>Besouro Azul</em></a>, de 2023) e Lázaro Ramos (<em>Medida Provisória</em>, de 2022) num enredo leve, engraçado e com o que aparenta ser uma liberdade para brincar em cena é a grande sacada da produção. No auge dos seus 96 anos, dona Fernandona parece estar se deleitando com as cenas. Ao seu lado, Ary também aparenta curtir cada momento de sua participação em <strong><em>Velhos Bandidos</em></strong> e é o carisma dessa dupla que conquista o público logo nos primeiros momentos do longa.</p>
<figure id="attachment_20530" aria-describedby="caption-attachment-20530" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20530" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Velhos Bandidos (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-1536x1024.jpeg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-2048x1365.jpeg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-1400x933.jpeg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20530" class="wp-caption-text">Bruna Marquezine e Vladimir Brichta em cena de &#8216;Velhos Bandidos (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Ao lado de Montenegro e Fontoura, Brichta e Marquezine também são responsáveis por ajudar com o apelo carismático. O <em>timing</em> cômico de Vladimir já é de conhecimento do espectador por conta de sua carreira e ele é conduzido pelos seus mestres em cena para um divertimento que chega em quem está assistindo. Bruna, apesar de ser a mais nova do quinteto principal, tem um vasto currículo e esteve se debruçando em projetos que lhe deram as ferramentas para aproveitar esse longa e se mostrar uma atriz inteligente em cena. Com o quarteto numa sintonia hilária, só falta observar o antagonista deles em <em><strong>Velhos Bandidos</strong></em>: o policial interpretado por Lázaro Ramos.</p>
<p>Ramos, ao contrário de seus colegas, é contraponto da narrativa. Um investigador obstinado que aparenta não descansar até desmascarar os bandidos, custe o que custar. Mesmo com sua extensa experiência com comédia, Lázaro acaba sendo, por boa parte do filme, a sobriedade que a narrativa pede para se manter fiel a ideia da ação policial. No entanto, seus momentos de troca com o restante do elenco desenham ainda mais o abismo entre tons que o longa carrega &#8211; o que, ora gera momentos engraçados, ora gera um leve desconforto por soar deslocado. Ainda assim, <em><strong>Velhos Bandidos</strong></em> se mantém funcionando por ter no <em>front</em> esse quinteto de qualidade que guia o filme.</p>
<p>A produção da Conspiração Filmes ainda conta com um elenco secundário de peso, um alto investimentos em efeitos especiais e um jogo de ação através da direção que prende a atenção. Ao fim da sessão, mesmo que sem nenhuma grande inovação ou surpresa, <em><strong>Velhos Bandidos </strong></em>acaba por agradar. É um filme Sessão da Tarde para arrancar algumas boas risadas por conta do seu elenco. A ação é bem executada dentro da proposta, mas o forte mesmo do projeto é o valor da contracena do quinteto e como eles se deliciam ao estarem em cena. Cada troca é um convite ao público para relaxar na poltrona e aproveitar a troca equilibrada que eles entregam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cláudio Torres</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Vladimir Brichta, Bruna Marquezine, Lázaro Ramos, Reginaldo Faria, Nathalia Timberg, Laila Garin, Vera Fischer, Tony Tornado, Teca Pereira, Hugo Bonemer, Mary Sheila, Guida Vianna e Hamilton Vaz Pereira</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/PRaDV-PaG4s?si=9SS3aZB2WS5Ns9xO" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Bom Menino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 12:53:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O burburinho é a alma do negócio mesmo, não é? Alguns anos atrás um projeto de terror independente sobre um cachorro jamais chegaria aos cinemas brasileiros, ainda mais por uma distribuidora grande como a Paris Filmes. Bom Menino, no entanto, fez o dever de casa e soube se vender muito bem para gerar uma alta demanda internacional por seu lançamento e eis que, nesta quinta-feira (30), o longa-metragem chega ao Brasil nas principais redes de cinema. O diretor e co-roteirista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O burburinho é a alma do negócio mesmo, não é? Alguns anos atrás um projeto de terror independente sobre um cachorro jamais chegaria aos cinemas brasileiros, ainda mais por uma distribuidora grande como a Paris Filmes. <strong><em>Bom Menino</em></strong>, no entanto, fez o dever de casa e soube se vender muito bem para gerar uma alta demanda internacional por seu lançamento e eis que, nesta quinta-feira (30), o longa-metragem chega ao Brasil nas principais redes de cinema.</p>
<p>O diretor e co-roteirista Ben Leonberg criou um fenômeno antes mesmo de saber qual será o resultado da recepção do filme pelo grande público. <strong><em>Bom Menino</em></strong> já é uma produção que chama atenção do espectador por sua premissa básica de focar em um animal adorável passando por uma situação aterrorizante. E tudo se torna ainda mais curioso ao público quando se fala sobre o longo processo de produção com um cachorro não-ator.</p>
<p><strong><em>Bom Menino</em></strong> inicia com Todd (interpretado por Shane Jensen), um jovem que sofre de uma doença pulmonar crônica, se muda da cidade de Nova York para a casa rural e desabitada do seu falecido avô na floresta com seu amado cão, Indy. A irmã de Todd, Vera (Arielle Friedman), se preocupa com o isolamento dele na casa, acreditando que o lugar seja assombrado e contribuiu para a morte do avô deles (Larry Fessenden). Ao chegar na casa, Indy imediatamente sente uma presença. Com o passar dos dias, os horrores só aumentam e Indy se vê precisando salvar a vida de Todd antes que seja tarde demais.</p>
<p>O filme cativa o espectador desde o primeiro momento por sua atmosfera de tensão. Ao mesmo tempo, o longa também prende o público por trabalhar com um tema tão caro à muitas pessoas, que é o amor com seu pet. Essa costura entre a parceria entre dono e cachorro e o contexto tenebroso do isolamento de Todd fazem de <em><strong>Bom Menino</strong></em> um filme com um ritmo de tirar o fôlego.</p>
<figure id="attachment_20029" aria-describedby="caption-attachment-20029" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20029" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-750x500.jpg" alt="Bom Menino (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3.jpg 900w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20029" class="wp-caption-text">Indy em cena de &#8216;Bom Menino (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>O roteiro de Leonberg e Alex Cannon entrega uma narrativa curiosamente instigante. O filme é guiado por ações, atmosfera e a expressividade de Indy. Ele é a verdadeira alma do projeto. Ainda que tenha levado 3 anos para ser concluído, <em><strong>Bom Menino</strong></em> não sofre de nenhum descaso ou desconexo gerado pelo alongamento da produção. Pelo contrário, a proposta dos roteiristas parece se encaixar como uma luva para um projeto com tantas peculiaridades e funciona sem nenhum problema.</p>
<p>A coragem do roteiro e a sorte do diretor em ter um cachorro extremamente expressivo dão ao projeto a possibilidade de longa vida. <em><strong>Bom Menino</strong></em> tem mais ritmo do que muitos blockbusters do gênero, encabeçados por atores de longa data. Na verdade, Indy relembra ao público a importância do silêncio e do olhar. O que o cachorrinho entrega ao protagonizar mais de 70 minutos de filme, muitas pessoas não conseguiram fazer durante uma carreira inteira.</p>
<p>Ao lado do roteiro bem amarrado e da direção consciente de sua proposta e limitações, a fotografia entrega um jogo de luz, sombra, profundidade e perspectiva que merece aplausos. Tudo isso com um som que acompanha as necessidades da produção de compor a tensão exata para cada cena. <em><strong>Bom Menino</strong></em> é uma grata surpresa para os amantes de horror por ser um respiro de coragem e inventividade prática de um produto. Mesmo seguindo uma estrutura bem clássica de filmes sobre assombrações e lugares assombrados, o filme consegue fazer isso com um sopro de interesse e paixão pelo labor que inspiram e cativam o público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ben Leonberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Indy, Shane Jensen, Arielle Friedman, Larry Fessenden e Stuart Rudin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/i9KZJy0VSVM?si=J1RIBc9KBlxw4p79" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Hurry Up Tomorrow &#8211; Além dos Holofotes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 12:41:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Existem alguns projetos em que a simples ideia gera um estranhamento. Muitas vezes um pitching errado faz com que uma boa ideia caia num abismo e nunca veja a luz dos cinemas. Há também aquelas que não deveriam sair do papel. Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes é um desses projetos. O longa-metragem é uma jornada enfadonha, cansativa e sem propósito dos delírios de um cantor que sonha em ser ator. O filme, estrelado por The Weeknd (The Idol, de 2023), [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Existem alguns projetos em que a simples ideia gera um estranhamento. Muitas vezes um <em>pitching</em> errado faz com que uma boa ideia caia num abismo e nunca veja a luz dos cinemas. Há também aquelas que não deveriam sair do papel. <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes</em></strong> é um desses projetos. O longa-metragem é uma jornada enfadonha, cansativa e sem propósito dos delírios de um cantor que sonha em ser ator. O filme, estrelado por The Weeknd (<em>The Idol</em>, de 2023), é uma das estreias desta quinta-feira (15) e chega aos cinemas sem trazer um centavo de interesse ao público.</p>
<p>A proposta da produção é clara: The Weeknd resolveu financiar um filme para divulgar seu novo álbum e, de quebra, ainda faz uma digressão terapêutica sobre seus temores e dores. Isso soa arrogante e chato, não é? Então, este é <strong><em>Hurry Up Tomorrow</em></strong>. Em vez de focar seus esforços artísticos em sua carreira musical &#8211; que ele mesmo ironiza no roteiro em determinado ponto -, o cantor nos leva aos cinemas nesta viagem pessoal surrealista que não conduz o espectador para nenhum lugar &#8211; a não ser ao raso de suas angústias mais egocentradas.</p>
<p>Todo esse festival dramático é conduzido por um tom de suspense desmedido e que nunca se fecha em si. E é decepcionante pensar que a pessoa que dirige essa atrocidade é a mesma que soube escrever e dirigir <em>Ao Cair da Noite (2017)</em>. O cineasta Trey Edward Shults não é capaz de emplacar sua visão no que parece ser um extenso clipe musical desinteressante. Shults não dá identidade e nem consegue entregar um filme sequer bem conduzido. Existe uma sensação constante de que <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes</em></strong> está completamente picotado, como se ele tivesse sido o resultado de uma chacina de ideias desconjuntadas.</p>
<p>Para completar esse cenário problemático na base criativa do projeto, o roteiro foi feito por três pessoas, sendo uma delas Abel Tesfaye &#8211; nome artístico de The Weeknd quando atua. Além do cantor que claramente deveria ficar apenas escrevendo suas músicas, o texto também é assinado por Shults e Reza Fahim, criador da série The Idol. Diante desse cenário, <strong><em>Hurry Up Tomorrow </em></strong>parece nunca ter tido uma chance de ser bem sucedido como uma narrativa cinematográfica de qualidade. A falta de liberdade criativa do cineasta unida a presença e interferência de Abel tornaram o projeto uma bomba-relógio que já explodiu quando o filme começou a ser gravado.</p>
<figure id="attachment_19457" aria-describedby="caption-attachment-19457" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19457" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-750x500.jpg" alt="Hurry Up Tomorrow - Além dos Holofotes (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Hurry-Up-Tomorrow-2.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19457" class="wp-caption-text">Abel Tesfaye em cena de &#8216;Hurry Up Tomorrow &#8211; Além dos Holofotes (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>A confusão do roteiro e a dedicação do mesmo para falar das lamúrias dessa pseudo &#8216;versão alternativa&#8217; do The Weeknd entregam uma história sem propósito algum. O espectador passa o filme inteiro esperando que algo de relevante ou interessante aconteça e é frustrado a cada segundo. Nada leva a lugar nenhum, a não a um divã terapêutico que poderia ter evitado a produção de <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes</em></strong>. A narrativa é mal desenvolvida, rasa e, por vezes, vergonhosa. É um longa para ser completamente esquecido, se o público for capaz de superar o trauma que é assisti-lo.</p>
<p>Diante desse texto assombroso, o elenco não tinha muito o que fazer. Ainda que carregue nomes como Jenna Ortega (<em>Pânico VI</em>, de 2023, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-fantasmas-ainda-se-divertem/"><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></a>, de 2024) e Barry Keoghan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-banshees-de-inisherin/"><em>Os Banshees de Inisherin</em></a>, de 2022, e <em>Saltburn</em>, de 2023) em seu elenco, <strong><em>Hurry Up Tomorrow </em></strong>não deixa nem seu elenco passar ileso. O roteiro é tão descuidado e cheio de fragilidades que tornam Keoghan completamente esquecível. O ator tem uma participação estereotipada e estranha &#8211; e não no bom sentido para o padrão dele. Jenna, por mais que se esforce e também tenha talento, não tem de onde tirar profundidade de uma personagem mal desenvolvida e sem camadas. É decepcionante ver dois talentos desperdiçados como eles são nesse filme.</p>
<p>O maior problema, no entanto, é The Weeknd e seu delírio de ser ator. A verdade é que Abel é uma piada como ator. Aparentemente sua participação sofrível na série <em>The Idol</em>, não foi o suficiente, mas é vital que entendam que ele não sabe atuar. Ele não consegue convencer o público nem mesmo fazendo uma versão de si mesmo. Suas cenas são ainda mais superficiais que seus colegas de cena justamente por ele não conseguir entregar mais do que o terrível óbvio. Doa a quem doer, mas se colocar ele e Jade Picon a 80km/h, não sei quem é mais sem sal, carisma ou capacidade cênica. <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes </em></strong>é uma pá de cal em sua frágil carreira como ator.</p>
<p>Para completar essa marcha fúnebre que a Lionsgate tenta chamar de filme, nem sequer a visualidade desse clipe-delírio é interessante. O filme tem uma proposta cansativa e repetitiva de filmes <em>indies</em>, com uma pitada de visual de videoclipes, sem a construção de sua proposta. O que fica é uma tentativa de mimetizar o que seriam esses longas visualmente interessantes e alternativos, sem nenhum tipo de arcabouço que defina e justifique as escolhas. A verdade é que <strong><em>Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes </em></strong>não cumpre sequer o seu título. É uma narrativa soberba, disfuncional e rasa, que nem sequer serve como um clipe, por ser longo demais. O que fica é uma sessão de terapia forçada ao público, que se estende excessivamente, mal sucedida e que absolutamente ninguém pediu.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Trey Edward Shults</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Abel Tesfaye, Jenna Ortega e Barry Keoghan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jcvSpRpnkvY?si=4tPgyrhlhTfiY8Lt" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Homem com H</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2025 12:36:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cinebiografias têm sido um expoente forte nas produções nacionais nos últimos anos. Inevitável pensar no subgênero sem lembrar do feito de Ainda Estou Aqui (2024) e o primeiro Oscar do Brasil, mas essa história vem de muito antes. Nas décadas de história desse tipo de longa-metragem, narrativas sobre cantores, cantoras e bandas sempre foram um ponto alto pelo apelo com o público. Em 2023, por exemplo, o cinema nacional teve uma enxurrada de produções com histórias de grandes nomes da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cinebiografias têm sido um expoente forte nas produções nacionais nos últimos anos. Inevitável pensar no subgênero sem lembrar do feito de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ainda-estou-aqui/"><em>Ainda Estou Aqui (2024)</em></a> e o primeiro Oscar do Brasil, mas essa história vem de muito antes. Nas décadas de história desse tipo de longa-metragem, narrativas sobre cantores, cantoras e bandas sempre foram um ponto alto pelo apelo com o público. Em 2023, por exemplo, o cinema nacional teve uma enxurrada de produções com histórias de grandes nomes da música como em <em>Mamonas Assassinas &#8211; O Filme</em>, <em>Nosso Sonho</em>,  <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-sangue-ferve-por-voce/"><em>Meu Sangue Ferve por Você</em></a> e <em>Meu Nome é Gal</em>. E, nesta quinta-feira (1º), mais uma obra se junta ao <em>hall</em> de artistas da música no cinema com a estreia de <em><strong>Homem com H</strong></em>.</p>
<p>O longa conta as dores, os amores e a magia por trás da vida e carreira de Ney Matogrosso. O cantor, que não apenas está vivo, como participa ativamente da produção, já faz de <em><strong>Homem com H </strong></em>um ponto fora da curva em comparação com a maioria desses filmes. A presença de Ney em todas as etapas de produção fizeram da história algo realista, sensível e místico. A ficção e a realidade vivem um dilema ainda mais tênue no decorrer do longa. Existe uma verdade nas cenas que possivelmente são fruto dessa presença ativa sobre quem o filme se propõe a falar.</p>
<p>A existência de uma dobradinha entre roteiro e direção sempre ajuda a alinhar as visões. No caso de <em><strong>Homem com H</strong></em>, o comando de Esmir Filho (<em>Boca a Boca</em>, de 2020) nas duas principais frentes criativas da produção alinham a palpabilidade do drama com a visão mais fantástica e artística das possibilidades narrativas. Ainda que seja uma cinebiografia de uma pessoa &#8216;comum&#8217; &#8211; entre aspas porque não há nada de comum na voz e presença de palco de Ney -, o filme se permite brincar com uma visualidade mais criativa e fantástica, em certa medida.</p>
<figure id="attachment_19402" aria-describedby="caption-attachment-19402" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19402" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-750x500.jpg" alt="Homem com H (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19402" class="wp-caption-text">Jesuíta Barbosa em cena de &#8216;Homem com H (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Essa visão, ainda que em parceria com a direção de arte de Thales Junqueira (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bacurau/"><em>Bacurau</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baby/"><em>Baby</em></a>, de 2025), a fotografia de Azul Serra (<em>Senna</em>, de 2024) e a montagem de Germano de Oliveira (<em>O Melhor Amigo</em>, de 2025), não deixam de vir da presença de Esmir. A colaboração entre os departamentos permite que a sua visão saia do papel e ganhe forma. A integração da ideia do cineasta com a composição visual do resultado de <em><strong>Homem com H</strong></em> é encantadora. Seja no real dos momentos mais duros da vida de Ney, no sensível dos seus dramas pessoais ou no fantástico dos amores e de suas performances, o longa entrega um resultado visual verdadeiramente interessante e fora da curva.</p>
<p>Outro acerto do longa é seu elenco. Seja com a sutileza e potência de Hermila Guedes (<em>Cangaço Novo</em>, de 2023) e Rômulo Braga (<em>Maria e o Cangaço</em>, de 2025) como os pais de Ney, ou com a doçura e o fervor de Bruno Montaleone (<em>O Lado Bom de Ser Traída</em>, de 2023) e Jullio Reis (<em>S.O.S. Mulheres ao Mar 2</em>, de 2015) como alguns dos maiores amores do cantor, os intérpretes do filme honram a obra e a história. Tudo isso orbitando a entrega assustadoramente fiel de Jesuíta Barbosa (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-filha-do-palhaco/"><em>A Filha do Palhaço</em></a>, de 2022) ao viver nas telonas a estrela de <em><strong>Homem com H</strong></em>.</p>
<p>Os trejeitos, os olhares penetrantes e a intensidade nos palcos são entregues por Jesuíta em cada uma das semanas desde seus primeiros minutos de filme. Ao longo da sua jornada como Ney, ele parece crescer em cena ao mesmo tempo que seu personagem amadurece como adulto. Talvez <em><strong>Homem com H</strong></em> seja um dos papeis mais interessantes da carreira do ator por colocá-lo numa situação onde a potência, a sutileza e a peculiaridade andam juntos e representam os tantos Neys que existem.</p>
<p>Essa é a magia do filme que tanto encanta o público. Olhamos pelo buraco da fechadura e descobrimos que o Ney Matogrosso dos palcos é apenas um de tantos que ele foi, é e ainda poderá ser. Vislumbrar mais do que o artista em seu ápice do misticismo, mas encarar as feridas abertas da sua alma. Saber das suas perdas e senti-las de perto. <em><strong>Homem com H </strong></em>arrebata em diversos momentos por nos lembrar que por trás do mito e do místico existe uma pessoa de carne, osso, com passado, dores e amores.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Esmir Filho</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jesuíta Barbosa, Hermila Guedes, Rômulo Braga, Bruno Montaleone, Jullio Reis, Mauro Soares, Caroline Abras, Pedro Zurawski e Lara Tremouroux</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/tHlkkfoMwFo?si=u-1f_0DC-nC4N7x0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Desconhecidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2025 11:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Centenas de milhares de longas-metragens de terror são lançados durante o ano, mas, por falta de investimento, muitos filmes de qualidade acabam se perdendo ou ficando limitados aos festivais de cinema. A prova disso para a realidade das produções brasileiras foi o ponto fora da curva feito pela campanha de Ainda Estou Aqui (2024) que, por ter verba, conseguiu ter fôlego para alcançar altos voos que poucos sonham &#8211; rendendo para o país o primeiro Oscar de Melhor Filme de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Centenas de milhares de longas-metragens de terror são lançados durante o ano, mas, por falta de investimento, muitos filmes de qualidade acabam se perdendo ou ficando limitados aos festivais de cinema. A prova disso para a realidade das produções brasileiras foi o ponto fora da curva feito pela campanha de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ainda-estou-aqui/"><em>Ainda Estou Aqui (2024)</em></a> que, por ter verba, conseguiu ter fôlego para alcançar altos voos que poucos sonham &#8211; rendendo para o país o primeiro Oscar de Melhor Filme de Língua Não Inglesa.</p>
<p>É claro que ser um projeto brasileiro, latino, tudo se torna ainda mais difícil. No entanto, alguns projetos independentes dos Estados Unidos também acabam se perdendo no processo e não saindo de seu país. Outros, já conseguem elaborar um processo de distribuição internacional, mesmo que tardia, como é o caso de <strong><em>Desconhecidos</em></strong>. Com sua primeira exibição em setembro de 2023 num festival de cinema no Texas e o lançamento oficial nos EUA em agosto do ano passado, o filme só conseguiu chegar aos cinemas brasileiros na quinta-feira (03).</p>
<p>Apesar do &#8216;atraso&#8217; para ser conhecido pelo público brasileiro, <strong><em>Desconhecidos</em></strong> ainda foi capaz de ir além na peneira &#8211; coisa que muitos não conseguem. Com sua estreia no Brasil, os fãs de suspense e terror poderão conhecer o trabalho do diretor e roteirista JT Mollner, que ganhou visibilidade desde o lançamento no <em>Fantastic Fest</em>. O sucesso do filme nos Estados Unidos foi tamanho que o cineasta está entre os cotados para dirigir o próximo longa da franquia <em>O Massacre da Serra Elétrica</em> que está em desenvolvimento. O mais novo lançamento é o segundo longa-metragem da carreira de Mollner.</p>
<p>Dentre essas centenas de milhares de produções do gênero que estreiam todo ano, alguns realmente fazem um favor para o público caindo no esquecimento. Enquanto isso, outras fazem falta se não alcançam mais pessoas, seria o caso de <strong><em>Desconhecidos</em></strong> se não tivesse chegado aos cinemas nacionais. A sorte dos fãs do terror é a distribuição brasileira pela Paris Filmes para que os espectadores conhecessem um possível expoente do horror. O trabalho do cineasta estadunidense é impressionante e de tirar o fôlego.</p>
<p>Além de dirigir, Mollner também é o responsável por assinar o roteiro do projeto com sua narrativa chocante. A história é dividida em capítulos e contada de forma não linear, o que intensifica a tensão e mantém os <em>plots</em> ainda mais escondidos. Essa receita gera um resultado inesperado para o público. <strong><em>Desconhecidos</em></strong> é daqueles filmes que sabem utilizar o tempo do texto ao seu favor por entender que cinema é ritmo.</p>
<figure id="attachment_19276" aria-describedby="caption-attachment-19276" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19276" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Strange-Darling-2-750x500.jpg" alt="Desconhecidos (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Strange-Darling-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Strange-Darling-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Strange-Darling-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Strange-Darling-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Strange-Darling-2.jpg 1350w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19276" class="wp-caption-text">Willa Fitzgerald em cena de &#8216;Desconhecidos (2024)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Assim como uma orquestra segue o tempo da regência, um filme precisa saber se guiar por suas nuances narrativas. Esse objetivo só é alcançado, contudo, quando as figuras que escrevem e dirigem a história estão em consonância e conseguem comandar a engrenagem com maestria. No caso de <strong><em>Desconhecidos</em></strong>, JT Mollner tanto é o regente da obra, como seu compositor. Centralizando o cerne do processo criativo primário desse longa independente, o cineasta elabora uma produção que demonstra sua qualidade técnica e criativa no cinema.</p>
<p>A precisão do roteiro e direção de Mollner são acompanhados por uma equipe técnica e um elenco que apenas faz o filme crescer. A belíssima fotografia de Giovanni Ribisi, a montagem certeira de Christopher Robin Bell e o rico design de produção de Priscilla Elliott elevam ainda mais o potencial de <strong><em>Desconhecidos</em></strong>. Ao aliar uma narrativa coesa e forte com uma técnica maravilhosa e um elenco potente, o resultado não poderia ser diferente.</p>
<p>Para completar a qualidade vista em tela, é preciso falar do elenco principal, especialmente a dupla de protagonistas. Kyle Gallner (<em>Sorria</em>, de 2022, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sorria-2/"><em>Sorria 2</em></a>, de 2024), o novo queridinho do horror consegue levar o público em sua rede de possibilidades para as ações do seu personagem, chamado de &#8216;O Demônio&#8217;. Ele convida o espectador com seu carisma para, logo depois, nos chocar com seu alcance cênico e visceral. Sua entrega em <strong><em>Desconhecidos</em></strong> prova mais uma vez o seu inegável talento.</p>
<p>A performance de Gallner, no entanto, nada seria sem a troca com sua protagonista, nomeada de &#8216;A Dama&#8217;. Willa Fitzgerald (<em>A Queda da Casa de Usher</em>, de 2023) em cena é algo de outro mundo. Quem diria que a jovem travada da primeira temporada de <em>Scream (2015-2016)</em> tinha todo esse potencial dentro dela. Fitzgerald é uma força da natureza ao longo dos 90 minutos de filme. <strong><em>Desconhecidos </em></strong>é o que é e causa esse frenesi em quem assiste porque a estrela do projeto foi capaz de incorporar o que o texto e a direção exigia.</p>
<p>É inspirador ver a destreza de Willa em cada sequência da produção. A atriz só mostra seu crescimento desde a série <em>slasher</em>, seguida de sua performance interessante na minissérie de Mike Flanagan, culminando num trabalho verdadeiramente de tirar o fôlego. Existem filmes que podem ter toda a qualidade técnica e criativa, mas que não alcançariam seu potencial total sem aquela interpretação certa. É isso que Willa Fitzgerald entrega para <strong><em>Desconhecidos</em></strong>, a atuação perfeita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> JT Mollner</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Willa Fitzgerald, Kyle Gallner, Barbara Hershey e Ed Begley Jr.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CFC0ePRTaDw?si=hMXx5mcLWy6yAJo-" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Emilia Pérez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 12:56:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O filme mais falado de 2024 enfim está chegando aos cinemas brasileiros. Recheado de polêmicas dentro e fora do seu set, Emilia Pérez tem estreia oficial no Brasil marcada para a próxima quinta-feira (6), mas já está disponível em algumas salas do país como pré-estreia. O longa-metragem francês que tenta retratar uma realidade mexicana está envolvido em inúmeras discussões como a ausência de pesquisa sobre o que de fato é o México, a falta de pessoas nativas na produção, uso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O filme mais falado de 2024 enfim está chegando aos cinemas brasileiros. Recheado de polêmicas dentro e fora do seu set, <em><strong>Emilia Pérez</strong></em> tem estreia oficial no Brasil marcada para a próxima quinta-feira (6), mas já está disponível em algumas salas do país como pré-estreia. O longa-metragem francês que tenta retratar uma realidade mexicana está envolvido em inúmeras discussões como a ausência de pesquisa sobre o que de fato é o México, a falta de pessoas nativas na produção, uso de inteligência artificial para melhorar os sotaques e alcances de notas em certas canções, além de um recente ataque direto da atriz principal a equipe de Fernanda Torres (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ainda-estou-aqui/"><em>Ainda Estou Aqui</em></a>, de 2024).</p>
<p>A campanha de <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> tem tentado, desde o início, vender o projeto como a inovação do cinema musical quando, na verdade, o longa nada mais é do que uma miscelânea de estereótipos e ideias mal desenvolvidas sobre o México e a existência e vivências de uma mulher trans. É curioso até pensar na participação de Karla Sofía Gascón no filme diante desse cenário. Ela, uma mulher trans espanhola, aceita e defende com unhas e dentes um filme que banaliza completamente os dilemas e as dificuldades vividas por pessoas trans.</p>
<p>Apesar da campanha com ataques recentes diretos à ética de trabalho dos profissionais que cercam sua principal concorrente, Fernanda Torres, Karla é o único ponto positivo dentro da trama. Ainda que sua personagem seja má desenvolvida e tenha inúmeras lacunas nas camadas que deveriam permear sua existência no projeto diante da premissa dele, ela consegue ser o ponto alto em diversos momentos. Arrisco dizer que Karla é, ao lado de sua contracena, Adriana Paz (<em>Meu Amigo Lutcha</em>, de 2023), a melhor coisa em <strong><em>Emilia Pérez</em></strong>. Apesar dos problemas de roteiro, sua performance como a personagem-título é o que pouco consegue prender e tocar o espectador durante a sessão.</p>
<p>No entanto, até que o público consiga se aproximar da personagem principal e se apegar a ela em algum grau, é preciso passar por uma primeira meia hora de filme extremamente sofrível. Espectadores costumam brincar dizendo que determinado filme é tão ruim que se torna bom, mas isso não acontece com <strong><em>Emilia Pérez</em></strong>. E quando falamos dos primeiros 30 minutos de longa, a coisa é ainda pior. Os mais absurdos números musicais acontecem nesse tempo, assim como situações esdrúxulas e estereotipadas impedindo que o público se conecte com a narrativa.</p>
<figure id="attachment_19110" aria-describedby="caption-attachment-19110" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19110" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-750x500.jpg" alt="Emilia Pérez (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19110" class="wp-caption-text">Selena Gomez em &#8216;Emilia Pérez&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Por falar em números musicais, é impossível não falar deles, afinal, além de ser um musical, eles são um dos piores elementos presentes no filme. <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> tem diversos problemas, mas suas canções são terríveis, as concepções coreográficas são risíveis e juntos esses elementos constroem os piores momentos do longa. Se as pessoas reclamaram tanto de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa-delirio-a-dois/"><em>Coringa: Delírio a Dois (2024)</em></a>, elas não estão preparadas para os horrores que o longa de Jacques Audiard (<em>Ferrugem e Osso</em>, de 2012, e <em>Os Irmãos Sisters</em>, de 2018) comete contra o cinema musical.</p>
<p>Por falar no cineasta francês, ele é uma das principais razões pelas polêmicas que envolvem o filme. O diretor, em entrevista à BBC, disse que &#8220;algo não funcionou&#8221; no processo de seleção de elenco no México. Com apenas uma atriz mexicana na produção e nenhuma pessoa do país na equipe técnica, Audiard leva um olhar estereotipado, eurocêntrico e desconexo para a narrativa que ele se apropriou para dirigir e adaptar. Apesar do roteiro ser assinado por ele, o mote central de <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> vem de um romance homônimo do autor, também francês, Boris Razon, sobre um barão da droga que muda de sexo.</p>
<p>O curioso é que foi uma proposta do cineasta transportar a narrativa para um país no qual ele não se esforçou minimamente para conhecer e conversar. Ainda nessa mesma entrevista à BBC, Audiard afirma que as imagens estilizadas que ele tinha na cabeça não funcionavam no México e por isso ele decide filmar em Paris. E ele ainda complementa dizendo: &#8220;Pode ser um pouco pretensioso da minha parte, mas Shakespeare precisou ir a Verona para escrever uma história sobre aquele lugar?&#8221; É essa pretensão e descaso visto em tela com o filme. Por isso que <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> soa tão absurdo e esdrúxulo em tantos momentos, pelo descaso do diretor em mergulhar numa realidade que ele mesmo se propôs a falar.</p>
<p>É inevitável que essa desorientação por parte do cineasta francês afete a obra como um todo. Não à toa, as atuações e seus problemas são um reflexo disso. Como dito anteriormente, Karla ainda consegue, em alguns momentos, contribuir com uma performance interessante, da mesma forma que a presença de Paz em cena é a melhor coisa que há, por trazer profundidade e verdade às cenas. Zoe Saldaña (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-guardioes-da-galaxia-vol-3/"><em>Guardiões da Galáxia Vol.3</em></a>, de 2023) e Selena Gomez (<em>Only Murders on the Building</em>, desde 2021, e <em>Hotel Transylvania: Transformania</em>, de 2022), no entanto, não conseguem fugir da caricatura cruel que <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> representa.</p>
<figure id="attachment_19108" aria-describedby="caption-attachment-19108" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19108" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-750x500.jpg" alt="Emilia Pérez (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1.jpg 1728w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19108" class="wp-caption-text">Zoe Saldaña em &#8216;Emilia Pérez&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Zoe é uma atriz com um trabalho reconhecido e comprovadamente de qualidade, mas sua personagem é terrivelmente desenvolvida nesse roteiro sem pé nem cabeça. Ainda que ela tente, a maior parte de suas cenas são um show de horrores, especialmente os números musicais que a envolvem. Da mesma forma, Selena, que nunca tinha tido uma oportunidade de destaque nas telonas, entrega uma performance que choca de tão fora do eixo. Apesar de em outros trabalhos conseguir ter momentos interessantes como atriz, em <strong><em>Emilia Pérez</em></strong>, isso nunca se realiza e ela entrega uma das piores atuações do ano.</p>
<p>Ainda que tenha essa infinidade de problemáticas, <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> é o projeto com mais indicações do ano, chegando próximo de ter se tornado um dos filmes mais indicados da história do Oscar. É importante lembrar que a competição para se tornar um indicado e até mesmo um vencedor do Oscar nada mais é do que uma campanha política e econômica. Infelizmente, a competição vai muito além de qualidade técnica e cênica.</p>
<p><strong><em>Emilia Pérez</em></strong> tem feito uma forte campanha desde Cannes, tanto que saiu vitorioso de lá com o Prêmio do Júri, de Trilha Sonora e para as três atrizes, Karla, Zoe e Selena. Agora o que resta é saber o quanto essa campanha vai continuar ressoando até o dia do Oscar para ver se 2025 também será lembrado no futuro como uma premiação a ser esquecida, tal qual o ano de <em>Shakespeare Apaixonado (1998)</em>, <em>Crash (2004)</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-green-book-o-guia/"><em>Green Book: Um Guia para  a Vida (2019)</em></a>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jacques Audiard</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Zoe Saldaña, Karla Sofía Gascón, Selena Gomez, Adriana Paz, Mark Ivanir e Édgar Ramírez</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/JqcD_24M0-M?si=C78u07VhO7No4TRi" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Grande Sertão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2024 12:45:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fora das telonas por mais de uma década, Guel Arraes (O Auto da Compadecida, de 2000, e O Bem Amado, de 2010) retorna aos cinemas com seu mais novo filme. Grande Sertão, inspirado no livro Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, foi dirigido pelo cineasta pernambucano e co-escrito por ele e Jorge Furtado (Vai Dar Nada, de 2022).  Assim, o longa-metragem da Paranoïd Filmes em coprodução com a Globo Filmes marca esse momento de Guel voltando a fazer seu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fora das telonas por mais de uma década, Guel Arraes (<em>O Auto da Compadecida</em>, de 2000, e <em>O Bem Amado, de 2010</em>) retorna aos cinemas com seu mais novo filme. <em><strong>Grande Sertão</strong></em>, inspirado no livro Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, foi dirigido pelo cineasta pernambucano e co-escrito por ele e Jorge Furtado (<em>Vai Dar Nada</em>, de 2022).  Assim, o longa-metragem da Paranoïd Filmes em coprodução com a Globo Filmes marca esse momento de Guel voltando a fazer seu cinema fantástico e sensível.</p>
<p>Com estreia marcada nos cinemas brasileiros para esta quinta-feira (30), <strong><em>Grande Sertão</em></strong> transforma o texto modernista de Guimarães Rosa e remonta a história em um futuro distópico sobre a periferia urbana. Essa mudança, por si só, já é um risco que merece ser observado. Adaptar um clássico literário e deslocar completamente a sua história e seu tempo é uma difícil e delicada missão. Por um lado, essa atualização vestida de fantasia futurista é extremamente interessante por dialogar ainda mais com temas sociais atuais. Por outro, gera um certo estranhamento ao deslocar uma história tão sertaneja para algo tão eixo Rio-São Paulo.</p>
<p>A escolha dos roteiristas, no entanto, é bem paga por conseguirem imprimir o resultado visual e textual dessa periferia (ainda mais) refém da violência, do crime e da política. E, para completar as escolhas arriscadas do roteiro, Arraes e Furtado ainda escolhem manter parte do texto original inalterado, o que pode gerar um estranhamento inicial, mas que tem uma força cênica absurda. Por essa razão, <strong><em>Grande Sertão</em></strong> acaba se aproximando de <em>Romeu + Julieta (1996)</em>, de Baz Luhrmann (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><em>Elvis</em></a>, de 2022). A diferença entre as duas obras é que, no longa de Guel Arraes, a inserção desse texto mais clássico é incorporada de uma forma mais eficaz e convincente &#8211; mérito também do elenco extraordinário.</p>
<p>Com esse texto e pano de fundo, Guel pôde fazer o que faz de melhor: mergulhar no fantástico. A filmografia do diretor pernambucano sempre flertou com as possibilidades desse gênero, mas agora, graças ao contexto criado para o filme, Guel conseguiu cair de cabeça nesse universo. O resultado desse mergulho é um trabalho visual extremamente cuidadoso e impactante. Existem cenas que falam por si só e, como já disse Villeneuve (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><em>Duna: Parte 2</em></a>, de 2024), no cinema, as imagens devem bastar &#8211; e Guel faz isso como ninguém em <em><strong>Grande Sertão</strong></em>.</p>
<figure id="attachment_18202" aria-describedby="caption-attachment-18202" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-18202 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Grande-Sertao-Helena-Barreto-4-1-750x500.jpg" alt="Grande Sertão (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Grande-Sertao-Helena-Barreto-4-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Grande-Sertao-Helena-Barreto-4-1-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18202" class="wp-caption-text">Eduardo Sterblitch em cena de &#8216;Grande Sertão&#8217; (2023) | Foto: Divulgação/Helena Barreto</figcaption></figure>
<p>Existe uma teatralidade e espetacularização em cena que só Guel consegue criar. Assim como vemos em filmes anteriores do diretor, existe um quê de exagero milimetricamente calculado, que compõe e guia a narrativa e suas performances. E é justamente nesse campo que o elenco e os departamentos de fotografia e arte conseguem brilhar. <em><strong>Grande Sertão</strong></em> é uma produção que chama atenção. Seja pelo seu texto original, pelas suas escolhas de adaptação ou pelas suas cores e dores em cena. Não há como sair da sessão sem sentir esse impacto.</p>
<p>O elenco é quem complementa e coloca em cena esse universo distópico-fantástico. Com conhecidos nomes das telinhas e telonas como Luisa Arraes (<em>Aos Teus Olhos</em>, de 2017), Caio Blat (<em>O Debate</em>, de 2022), Rodrigo Lombardi (<em>Carcereiros: O Filme</em>, de 2019), Luis Miranda (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-pai-o-2/"><em>Ó Paí, Ó 2</em></a>, de 2023) e Eduardo Sterblitch (<em>Dois é Demais em Orlando</em>, de 2024), as performances merecem uma atenção especial. Sob essa rege da teatralidade tão gueliniana, os artistas entregam cenas com emoções viscerais. É palpável cada dor e conquista vista em tela. Essa troca só engrandece ainda mais o texto e o resultado de <strong><em>Grande Sertão</em></strong>.</p>
<p>É preciso, portanto, pontuar algumas pessoas que se destacam no elenco. Mariana Nunes (<em>Alemão 2</em>, de 2022), apesar de ter uma rápida participação, consegue entregar uma performance de tirar o fôlego. Ao seu lado, narrativamente e cenicamente falando, está Blat que brilha como Riobaldo, especialmente nos segmentos sobre o futuro em <strong><em>Grande Sertão</em></strong>. O público se encanta e teme, porém, pelos personagens vividos por Miranda e Sterblitch. Os dois no campo no vilania, cada um com suas camadas de desejos e anseios &#8211; e até com momentos de redenção -, ambos personagens chamam o público para uma conexão imediata (ainda que essa seja de repulsa).</p>
<p>A força do elenco em cena é a responsável por concretizar toda a parte técnica e a direção. A materialidade expressa pelos trechos originais do texto ou criada por determinado cenário, fotografia e enquadramento são resultado dessa cooperação completa da produção. <strong><em>Grande Sertão</em></strong> conta com uma força expressiva arrebatadora e esse é o seu maior diferencial. Faz, por momentos, até mesmo com que o espectador mais atento (ou talvez, preocupado) esqueça do sequestro da história para uma periferia que parece estar localizada no Rio de Janeiro. Seja como for essa dinâmica entre-espectador-filme, uma coisa é certa: o longa não vai ser facilmente esquecido por quem o assiste.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Guel Arraes</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Luisa Arraes, Caio Blat , Rodrigo Lombardi, Luis Miranda, Mariana Nunes, Lucas Oranmian e Eduardo Sterblitch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/O9Q-6VSzQCw?si=BqF3spAaoVWeP8X3" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Contra o Mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 11:30:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema de ação é um gênero que movimenta milhões de dólares anualmente e tem se mostrado cada vez mais aberto para histórias diferentes. Interseções de estilos em produções, como o cinema de Quentin Tarantino (Os Oito Odiados, de 2016, e de Era Uma Vez… Hollywood, de 2019) que combina os elementos básicos da ação com um cinema de drama ou  cômico, tem crescido e se tornado cada vez mais presentes. Esse não é o caso de Contra o Mundo. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O cinema de ação é um gênero que movimenta milhões de dólares anualmente e tem se mostrado cada vez mais aberto para histórias diferentes. Interseções de estilos em produções, como o cinema de Quentin Tarantino (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-8-odiados/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Oito Odiados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2016, e de </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><i><span style="font-weight: 400;">Era Uma Vez… Hollywood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019) que combina os elementos básicos da ação com um cinema de drama ou  cômico, tem crescido e se tornado cada vez mais presentes. Esse não é o caso de </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo filme estrelado por Bill Skarsgård (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-4-baba-yaga/"><i><span style="font-weight: 400;">John Wick 4: Baba Yaga</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) coloca os clichês mais básicos de um longa-metragem do gênero e o replica, tanto na estética, como em seu roteiro. Aqui o público vai vislumbrar uma história de vingança como tantas outras já conhecidas desse tipo de cinema &#8211; os últimos filmes do Liam Neeson (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vinganca-a-sangue-frio/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingança a Sangue Frio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-chamada/"><i><span style="font-weight: 400;">A Chamada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) que o digam. O ponto alto de </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">, no entanto, é a sua capacidade de pirar dentro desse universo tão básico.5</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa, dirigido por Moritz Mohr, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (25) para competir por essa vaga do entretenimento de ação que tanto rende em bilheteria. Sem muitos critérios e camadas, o objetivo de </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;"> é puramente divertir através de números de ação milimetricamente calculados. O elenco estelar também ajuda a chamar o espectador. Além de Bill, a produção ainda conta com nomes como Jessica Rothe (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-morte-te-da-parabens-2/"><i><span style="font-weight: 400;">A Morte Te Dá Parabéns 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019), Michelle Dockery (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-downton-abbey-2-uma-nova-era/"><i><span style="font-weight: 400;">Downton Abbey 2 – Uma Nova Era</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022), Famke Janssen (</span><i><span style="font-weight: 400;">Busca Implacável 3</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2014), Sharlto Copley (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-malevola/"><i><span style="font-weight: 400;">Malévola</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2014), Brett Gelman (</span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde 2017), Isaiah Mustafa (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><i><span style="font-weight: 400;">It – Capítulo 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019) e Andrew Koji (</span><i><span style="font-weight: 400;">G.I. Joe Origens: Snake Eyes</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2021).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">, o Garoto (Skarsgård) perdeu sua família em um violento ano de Abate e foi torturado, ficando mudo e surdo. Depois de anos de treino, ele se sente preparado para vingar a morte de sua família que foi executada pelas mãos da totalitária dinastia van der Koy, comandada por Hilda (Janssen) e seus irmãos, Melanie (Dockery) e Gideon (Gelman). O problema é que essa aventura vai ser ainda mais sangrenta, dolorosa e confusa do que o Garoto esperava.</span></p>
<figure id="attachment_18006" aria-describedby="caption-attachment-18006" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18006" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-750x500.jpg" alt="Contra o Mundo (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2.jpg 1893w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18006" class="wp-caption-text">Jessica Rothe em cena de &#8216;Contra o Mundo&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que a produção peca em inovação e inventividade narrativa, ela investe em cenas de ação maravilhosamente coreografadas, um humor insano e em sangue (muito sangue). </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;"> é uma espécie de </span><i><span style="font-weight: 400;">shake</span></i><span style="font-weight: 400;"> matinal de ação. É como se os roteiristas Tyler Burton Smith e Arend Remmers tivessem colocado no liquidificador uma mistura da violência gráfica e das referências a </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">Mortal Kombat</span></i><span style="font-weight: 400;">, a ideia distópica e exagerada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sucker Punch &#8211; Mundo Surreal (2011)</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; só que bem executada -, a sanguinolência e o cinema do absurdo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kill Bill (2003-04)</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e vários outros filmes do Quentin -, a lógica foucaultiana da punição televisionada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes (2012-2023)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a ação cômica, hiperbólica e visual de projetos recentes como </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-trem-bala/"><i><span style="font-weight: 400;">Trem-Bala (2022)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick (2014-)</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse caldeirão é o resultado que chega ao público e é garantia de diversão. Talvez essa seja a palavra que melhor define a sensação gerada por </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">. A experiência é insana, exagerada e repleta de excessos, mas, para quem se entrega à loucura, o divertimento é garantido. Nesse contexto, a ação, a pancadaria e os litros de sangue fazem valer as quase 2h de entretenimento, ainda que não tenha muita criatividade e inovação narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco, por sua vez, tem poucos momentos para brilhar. Ainda que seja divertido e alguns atores consigam tirar bom proveito disso, o resultado para o público é limitado nesse sentido. A própria estrela da trama não tem muito o que fazer além de caretas e olhares &#8211; ainda que o faço bem. Talvez um destaque vá para as performances de Michelle Dockery, Brett Gelman e Sharlto Copley em </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>O trio faz parte da dinastia que comanda a população com o suposto &#8216;punho de ferro&#8217;, mas os três trazem para a trama um <em>timing</em> cômico sem igual. Sharlto, apesar de ter uma participação menor, consegue marcar o público com seu personagem completamente exagerado. Michelle e Brett, por sua vez, acompanham o espectador até os momentos finais do longa e conseguem criar momentos hilários com seus desmandos e chiliques. Afinal, nada melhor do que uma família totalitária que age como um bando de crianças mimadas para tirar boas risadas do público. Mesmo com um roteiro pouco inventivo, é impossível dizer que <strong><em>Contra o Mundo</em></strong> não tem bons momentos de humor ácido e escrachado com um desses personagens.</p>
<p>Dessa forma, a produção vem para ser um momento de diversão para o espectador. É um filme exageradamente violento e insano, o que faz com que os absurdos e delírios mostrados em cena se tornem dignos de riso. A ação é bem coordena e cria uma adrenalina para os acontecimentos, mesmo que esses sejam previsíveis. Assim, <strong><em>Contra o Mundo</em></strong> é para aqueles que queiram espairecer a mente e <span style="font-weight: 400;">dar altas risada, para isso, basta mergulhar de cabeça na loucura do filme.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Moritz Mohr</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Bill Skarsgård, Jessica Rothe, Michelle Dockery, Famke Janssen, Sharlto Copley, Brett Gelman, Isaiah Mustafa e Andrew Koji</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/XS6nz7ziasE?si=jSBKY5xr8EMy0MB5" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Luz do Demônio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2022 22:18:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Curiosidades sobre questões do terreno e do sobrenatural sempre permearam histórias de horror. Da pintura para a literatura até chegar aos cinemas, noções sobre o submundo descrito pela fé cristã é um dos tópicos mais repetidos em produções do gênero. A fim de surfar na onda do halloween, a Paris Filmes traz aos cinemas brasileiros mais um longa-metragem sobre exorcismo. Nesta quinta-feira (3), A Luz do Demônio estreia com uma temática já trabalhada à exaustão por filmes de terror. Por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Curiosidades sobre questões do terreno e do sobrenatural sempre permearam histórias de horror. Da pintura para a literatura até chegar aos cinemas, noções sobre o submundo descrito pela fé cristã é um dos tópicos mais repetidos em produções do gênero. A fim de surfar na onda do <em>halloween</em>, a Paris Filmes traz aos cinemas brasileiros mais um longa-metragem sobre exorcismo. Nesta quinta-feira (3), <em><strong>A Luz do Demônio</strong></em> estreia com uma temática já trabalhada à exaustão por filmes de terror.</p>
<p>Por ser um tema repetido e pouco inovador, as expectativas acabam sendo baixas e a cobrança, alta. Para combater isso, o <em>marketing</em> de <strong><em>A Luz do Demônio</em></strong> vendeu o projeto como uma produção que traria algo de novo ao campo narrativo. A promessa, no entanto, não foi cumprida. Nem sequer os sustos são bem trabalhados. O espectador recebe apenas mais um filme sobre exorcismo. Para piorar, o longa não inova em nada e ainda vem carregado de falhas nas estruturas básicas de sua construção.</p>
<p>Irmã Ann (Jacqueline Byers), ao perder sua mãe ainda criança, sentiu a necessidade de ajudar o próximo. Ao entrar para a Igreja com esse objetivo, ela passa a cuidar dos enfermos num hospital de uma escola de exorcismo. Com a chegada de Natalie (Posy Taylor), uma criança possuída, Irmã Ann percebe que sua ligação com a Igreja vai muito além da sua fé. A freira terá que desafiar as normas da instituição para aprender os ritos do exorcismo, na esperança de que ainda dê tempo de salvar a alma da menina.</p>
<figure id="attachment_16111" aria-describedby="caption-attachment-16111" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16111" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-750x500.jpg" alt="A Luz do Demônio (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16111" class="wp-caption-text">Jacqueline Byers em cena de &#8220;A Luz do Demônio&#8221; (2022)</figcaption></figure>
<p>A obra máxima que discute os temores da possessão e do exorcismo já foi entregue ao público há quase 50 anos. Desde a estreia de <em>O Exorcista</em> (1973), os demais filmes sobre o assunto precisaram de um esforço maior para se destacar. Assim como outras obras, <strong><em>A Luz do Demônio</em></strong> já carrega esse peso consigo e isso é sentido no resultado. Existem escolhas equivocadas tanto no roteiro quanto na direção que apenas intensificam os problemas &#8211; para além da repetição de uma fórmula que já não surpreende há muito tempo.</p>
<p>A sensação que chega para o público é de que a produção não tem força. Mesmo com um elenco interessante e pequeno &#8211; o que, teoricamente, facilitaria o trabalho com cada atriz/ator -, as precariedades do roteiro não permitem que eles sejam capazes de ir além. <strong><em>A Luz do Demônio</em></strong> sofre pelo peso do passado e pelas escolhas do presente. O bombardeamento de comerciais sobre o projeto na expectativa de valorizá-lo causa um efeito reverso assim que o espectador sai da sala de cinema. E a frustração só piora com a cena final do filme.</p>
<p>A falta de tato é um dos principais problemas no roteiro de Robert Zappia (<em>Halloween H20: Vinte Anos Depois</em>, de 1998). Além de assinar o texto, Zappia também foi um dos criadores da história original que deu origem a <em><strong>A Luz do Demônio</strong></em>. Ainda que devesse ter propriedade sobre a ideia, ele não soube a hora de parar. O roteiro tem excessos onde não deve e falta profundidade em seus personagens. Afinal, o que é uma história sobre possessão se não uma narrativa sobre o drama e a dor de pessoas? Essa profundidade dramática não é vista em nenhum momento. Tudo se mantém na superfície do início ao fim.</p>
<p>Mesmo que Zappia não quisesse investir na reinvenção do subgênero &#8211; tarefa essa que ninguém está cobrando -, ele precisava ter desenvolvido melhor o pano de fundo da sua narrativa. Essa fraqueza do roteiro afeta o filme como um todo. Nem mesmo o passado da protagonista foi bem trabalhado, ainda que ele fosse vital para a grande reviravolta do projeto. <em><strong>A Luz do Demônio</strong></em> falha em diversos momentos com o que o projeto promete entregar.</p>
<p>Por fim, e não menos importante, as escolhas da direção também causam estranhamento no público. Daniel Stamm (<em>O Último Exorcismo</em>, de 2010) utiliza a linguagem cinematográfica de um jeito sem sentido em diversos momentos. Essas escolhas causam estranhamento quando se pensa nas funções e na forma como elas foram aplicadas. O uso de câmera subjetiva é um dos principais causadores desse incômodo. O diretor utiliza esse recurso no primeiro ato inteiro, mesmo quando ele não tem sentido nas cenas. Além disso, não há nada no trabalho de Stamm que propulsiona <strong><em>A Luz do Demônio</em></strong>. E essa falta de identidade é o maior inimigo da produção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Daniel Stamm<strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Elenco: </strong>Jacqueline Byers, Posy Taylor, Colin Salmon, Christian Navarro, Lisa Palfrey, Nicholas Ralph, Ben Cross e Virginia Madsen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/UyF47B13g6E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>A Garota no Trem é o grande destaque das estreias desta semana (27/10). Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2016 03:48:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennett, Justin Theroux, Luke Evans, Allison Janney, Edgar Ramirez, Lisa Kudrow e Laura Prepon estrelam no filme da DreamWorks Pictures A Garota no Trem, do diretor Tate Taylor e do produtor Marc Platt. No suspense, Rachel, que está desolada por seu divórcio recente, passa seu tempo indo para o trabalho fantasiando sobre o casal aparentemente perfeito que vive em uma casa onde seu trem passa todos os dias, até que em uma manhã ela vê [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennett, Justin Theroux, Luke Evans, Allison Janney, Edgar Ramirez, Lisa Kudrow e Laura Prepon estrelam no filme da DreamWorks Pictures <strong>A Garota no Trem</strong>, do diretor Tate Taylor e do produtor Marc Platt. No suspense, Rachel, que está desolada por seu divórcio recente, passa seu tempo indo para o trabalho fantasiando sobre o casal aparentemente perfeito que vive em uma casa onde seu trem passa todos os dias, até que em uma manhã ela vê algo chocante acontecer lá e se torna parte de um mistério que se desdobra. Baseado no romance best-seller de Paula Hawkins, <em>A Garota no Trem</em> é adaptado para o cinema por Erin Cressida Wilson e Taylor. Os produtores executivos do filme são Jared LeBoff e Celia Costas e ele será lançado pela Universal Pictures em mercados selecionados.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/mdb5sQiQojQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6852" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/maxresdefault-2.jpg" alt="maxresdefault-2" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Trolls</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Mike Mitchell (V), Walt Dohrn<br />
<strong>Elenco:</strong> Jason Schwartzman, Chloe Moretz, Anand Tucker, Anna Kendrick, Justin Timberlake</p>
<p>Trolls, da DreamWorks Animation, é uma irreverente comédia extravagante com músicas incríveis! Dos geniais criadores de Shrek, Trolls é estrelado por Anna Kendrick como Poppy, a otimista líder dos Trolls, e seu total oposto, Tronco, interpretado por Justin Timberlake. Juntos, essa improvável dupla de Trolls deve embarcar em uma aventura que os leva muito além do único mundo que eles conhecem. Confira a crítica<a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-trolls/" target="_blank"><em><strong> clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/D8N_X7JJeaI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6851" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/151996.jpg" alt="ST_BTS_06135.JPG" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fora de Rumo</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Renny Harlin<br />
<strong>Elenco:</strong> Jackie Chan, Johnny Knoxville, Bingbing Fan</p>
<p>‘Fora do Rumo’ conta a história de Bennie (Jackie Chan), um detetive de Hong Kong, que tem investigado na última década o notório chefe do crime Victor Wong. Quando a afilhada de Bennie (interpretada pela atriz Fan Bingbing) se envolve com criminosos chefiados por Wong, Bennie precisa investigar o homem que teria colocado sua afilhada em risco: o falastrão apostador norte-americano, Connor Watts (Johnny Knoxville). Bennie logo descobre, no entanto, que capturar e levar Connor de volta a Hong Kong irá determinar mais coisas do que o destino de sua afilhada. Connor também investiga Victor Wong e suas informações poderiam desarmar os seus negócios. Enquanto Bennie corre contra o relógio para levar Connor de volta a Hong Kong, a improvável dupla embarca numa perigosa e divertida aventura que os leva das montanhas da Mongólia até as dunas do deserto.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/r__f2quoCrs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6854" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/Amnesia-1-e1443647570899.jpg" alt="amnesia-1-e1443647570899" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Amnésia</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Barbet Schroeder<br />
<strong>Elenco:</strong> Marthe Keller, Max Riemelt, Bruno Ganz</p>
<p>O mar mediterrâneo e Ibiza servem de cenário no início dos anos 90. Jo, um jovem rapaz que vem de Berlim, é músico e deseja fazer parte da cena eletrônica emergente. Para tal, ele almeja contratado como DJ no clube Amnesia. Martha, uma senhora de 70 anos vive sozinha em frente ao mar há quarenta anos com um segredo a ser relevado. Uma noite, Jo bate à sua porta e a solidão de Martha o intriga. Eles tornam-se amigos através da música, enquanto mistérios se acumulam à volta dela: o violoncelo que já não toca e a língua alemã que se recusa falar.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/exN9Z6w_2pg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6855" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/20150802-dia-dificil-02.jpg" alt="20150802-dia-dificil-02" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Um Dia Difícil</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Seong-Hoon Kim<br />
<strong>Elenco:</strong> Lee Sun-kyun, Jin-Woong Cho, Jeong Man-Sik</p>
<p>Voltando do enterro de sua mãe, Gun-su (Lee Sun-kyun), detetive da polícia criminal, mata um homem em um acidente de carro. Para encobrir o caso, ele decide esconder o corpo do homem no caixão de sua mãe. Quando o caso ganha importância na polícia, seu parceiro de trabalho é nomeado para fazer a investigação. Gun-su acompanha o desenvolvimento do caso, conforme os detalhes do acidente vão sendo revelados. As coisas ficam ainda pior quando uma testemunha do acidente ameaça Gun-su.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/31Z_Lxszphs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6856" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/183205.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="183205-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Jonas</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Lô Politi<br />
<strong>Elenco:</strong> Jesuíta Barbosa, Laura Neiva, Criolo</p>
<p>Em pleno Carnaval um rapaz sequestra a filha da patroa da sua mãe, por quem sempre foi apaixonado, e a mantém refém dentro de um carro alegórico em forma de baleia. Presos na &#8220;barriga&#8221; do animal, eles iniciam um romance.</p>
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