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	<title>Arquivos Matt Damon - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Matt Damon - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Oppenheimer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jul 2023 17:07:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan é uma das personalidades do cinema mais influentes da atualidade. Com uma carreira de grandes sucessos de público e crítica desde o início dos anos 2000, o cineasta costuma seguir uma mesma linha de produção em seus projetos: grandes histórias, uma equipe técnica potente e um roteiro que é bom, mas não consegue ultrapassar a barreira do sensível. De Amnésia (2000) até Tenet (2020) – passando pelo ‘queridinho’ Interstellar (2014) –, as produções [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor, roteirista e produtor <strong>Christopher Nolan</strong> é uma das personalidades do cinema mais influentes da atualidade. Com uma carreira de grandes sucessos de público e crítica desde o início dos anos 2000, o cineasta costuma seguir uma mesma linha de produção em seus projetos: grandes histórias, uma equipe técnica potente e um roteiro que é bom, mas não consegue ultrapassar a barreira do sensível. De <em>Amnésia (2000)</em> até <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tenet/"><em>Tenet (2020)</em></a> – passando pelo ‘queridinho’ <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-interestelar/"><em>Interstellar (2014)</em></a> –, as produções encabeçadas por Nolan costumam ter dificuldade em se mostrar mais humanas. Elas lutam para chegar no sensível e ir além da dureza de uma produção industrial – ainda que essa tenha espaço para belas imagens, montagens e sons. No entanto, durante duas décadas, o resultado era o mesmo – qualidade técnica, mas nada de palpável no quesito emocional.</p>
<p>Até antes de assistir o mais novo trabalho do diretor, Nolan nunca havia furado essa bolha. Tudo sempre teve qualidade, uma maestria na execução dos processos, resultados belíssimos e maravilhosamente bem administrados. Mas nunca senti sensibilidade. Até então, tudo parecia uma linda embalagem de presente de Natal onde, dentro dela, não havia nada. A superficialidade das emoções humanas e das sensações mais intrínsecas não tinham sido exploradas até a chegada de <em><strong>Oppenheimer</strong></em>. Esse pode ser o filme que mudará a trajetória da carreira do cineasta.</p>
<p>O longa-metragem, que estreia nesta quinta-feira (20), é um passo além do diretor em sua forma de fazer cinema. Não se enganem, a produção continua sendo bem administrada e rodeada por uma equipe técnica sublime – a prova disso está na montagem, fotografia, edição de som e trilha sonora. Contudo, é finalmente possível sentir algo, ainda que de forma sutil. Mesmo que Nolan tenha muito o que explorar sobre a densidade das emoções humanas daqui para frente, ele enfim furou a bolha com <em><strong>Oppenheimer</strong></em>. O boneco de madeira se tornou um garoto de verdade e entregou o seu mais belo trabalho da carreira.</p>
<p>Na cinebiografia, o público embarca na vida de J. Robert Oppenheimer (Cillian Murphy), o físico teórico que ficaria conhecido como pai da bomba atômica. A história descreve desde os primeiros anos do cientista e seus contatos com figuras proeminentes do mundo da física até o início do Projeto Manhattan, seu resultado e os dilemas científico/éticos no pós Segunda Guerra. Em meio aos louros, os relacionamentos, a política e a vaidade, Oppenheimer marcou a história da humanidade como o Prometeu moderno, dando ao povo o poder de se destruir com o início da corrida nuclear.</p>
<p>A partir de uma história como essa, o filme poderia ser muitas coisas, inclusive só mais uma cinebiografia que cairia no esquecimento em pouco tempo. A virada de chave, no entanto, está no <em>timing</em> que o projeto é lançado. Ainda que fale de um acontecimento histórico de décadas atrás, a perspectiva de discutir a relação entre avanço da ciência, guerra e ética não poderia ser mais atual. Com dilemas da inteligência artificial e as atrocidades da guerra na Ucrânia acontecendo, <em><strong>Oppenheimer</strong></em> chega aos cinemas pronto para pontuar o que precisa ser discutido no momento sobre esses assuntos – e, desta vez, com camadas e profundidade.</p>
<p>Baseado no livro ‘Prometeu Americano’, de Kai Bird e Martin J. Sherwin, o roteiro consegue tornar central a discussão da vaidade do personagem e o dilema que a sua invenção gerou para a humanidade e para si. Esse pano de fundo, unido com uma montagem brilhante de Jennifer Lame (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de um Casamento</em></a>, de 2019, e <em>Pantera Negra: Wakanda Para Sempre</em>, de 2022) e as performances de um elenco potente faz as três horas de duração passarem despercebidas. <em><strong>Oppenheimer</strong></em> é um dos melhores trabalhos de Nolan também como roteirista – o qual, possivelmente, estará como um dos favoritos na corrida pela estatueta no Oscar de 2024.</p>
<figure id="attachment_16943" aria-describedby="caption-attachment-16943" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16943" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-750x500.jpg" alt="Oppenheimer (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-610x406.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2.jpg 1169w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16943" class="wp-caption-text">Cillian Murphy em cena de &#8216;Oppenheimer&#8217; (2023)</figcaption></figure>
<p>Outro ponto de destaque na técnica do filme é a fotografia. Como a narrativa se divide em duas tramas – a trajetória de Oppenheimer e a audiência de decisão da entrada de Lewis Strauss como secretário na Casa Branca -, o diretor de fotografia Hoyte van Hoytema (<em>Tenet</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-nao-olhe/"><em>Não! Não Olhe!</em></a>, de 2022) teve a oportunidade de brincar com cores, sombras e formas da imagem em <em><strong>Oppenheimer</strong></em>. Sendo uma das frentes narrativas colorida e a outra em preto e preto, Hoyte entrega um espetáculo visual de tirar o fôlego.</p>
<p>E para permitir que o diretor de fotografia gerasse imagens ainda mais espetaculares, o departamento de arte, especificamente a equipe de efeitos práticos, teve que trabalhar muito. As cenas de recriação da explosão da bomba atômica são algumas das mais belas de se assistir ao longo do filme – e, possivelmente, da filmografia de Christopher Nolan. O trabalho da equipe supervisionada por Scott R. Fisher é fundamental para gerar a humanidade que <em><strong>Oppenheimer</strong></em> necessitava – e que Nolan precisava trazer há anos para suas produções.</p>
<p>Além dos destaques e das possíveis indicações pelo roteiro, montagem e edição, fotografia e efeitos visuais, a edição de som, a trilha sonora e o figurino são outros fortes nomes para indicações aos maiores prêmios de cinema do ano. Falando especificamente do som, ele é, ao lado da fotografia, um dos principais aliados para impulsionar a narrativa. Se <em><strong>Oppenheimer</strong></em> é capaz de alcançar voos ainda mais altos é porque o santíssimo quinteto direção-roteiro-fotografia-som-trilha está operando de forma coesa e eficaz. E o trabalho de composição de Ludwig Göransson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em>Pantera Negra</em></a>, de 2018) é impressionante, potente e completa este pentágono criativo.</p>
<p>Por fim, e não menos importante, <em><strong>Oppenheimer</strong></em> alcança o que alcança por mais duas razões, seu elenco estelar e a direção de Christopher Nolan. Desta vez, diferente da maioria de seus trabalhos, o cineasta pareceu sair de sua função de administrador de uma produção e mergulhou de cabeça como criador, se permitindo sentir e se sensibilizar pela história que estava construindo. Essa dedicação diferenciada para o projeto é claramente sentida desde os primeiros minutos do filme. Nolan terá uma dura concorrência na temporada do Oscar – como por exemplo o forte nome da brilhante Greta Gerwig por <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/"><em>Barbie (2023)</em></a> -, mas, desta vez, o nome do diretor estar entre os indicados é mais do que merecido.</p>
<p>Para encerrar a composição de potência da produção, <em><strong>Oppenheimer</strong></em> conta com um grande elenco. Seja na extensão ou em qualidade, os atores e as atrizes envolvidos nesse processo são um reforço da coesão do projeto e dão razão ao adjetivo. Evidentemente existe um destaque maior para três pessoas: Cillian Murphy, Robert Downey Jr. e Emily Blunt. Os três são as apostas para o Oscar, podendo até, quem sabe, render uma estatueta para o eterno Homem de Ferro, mostrando à Hollywood que ele pode e é mais do que ator de um só personagem.</p>
<p>Regada de dúvidas, delírios e vaidades, a jornada pessoal e ética do físico J. Robert Oppenheimer é, sem sombra de dúvidas, um dos filmes do ano e marcará a temporada de premiações por sua qualidade e poderio técnico. Além de, como pontuado algumas vezes ao longo do texto, ser, quem sabe, uma nova fase para Christopher Nolan. Se <strong><em>Oppenheimer</em></strong> representar o início de uma nova era de produções com mais profundidade e sensibilidade do cineasta britânico, então o futuro do cinema guarda algo inspirador. Caso tenha sido apenas um flerte momentâneo com esse lado mais denso e humano do diretor, pelo menos o mundo terá a oportunidade de vivenciar a experiência cinematográfica que é assistir ao filme.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher Nolan</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Cillian Murphy, Emily Blunt, Matt Damon, Robert Downey Jr., Florence Pugh, Josh Hartnett, Casey Affleck, Rami Malek, Kenneth Branagh, Benny Safdie e Jack Quaid</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/F3OxA9Cz17A?si=t_qYi7N4cEY9hHD9" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Air &#8211; A História Por Trás do Logo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2023 22:45:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Air &#8211; A História Por Trás do Logo conta a história da Nike, que na década de 1980 queria entrar para o mercado de calçados de basquete, mas enfrentava grande dificuldade no meio, que era dominado por Adidas e Converse. Com o surgimento da promessa do esporte Michael Jordan, na época apenas um garoto, o chefe Sonny Vaccaro (Matt Damon, O Último Duelo) viu a oportunidade que precisava para alavancar a marca. Naquela vibe de filme em que os personagens [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Air &#8211; A História Por Trás do Logo</strong></em> conta a história da Nike, que na década de 1980 queria entrar para o mercado de calçados de basquete, mas enfrentava grande dificuldade no meio, que era dominado por Adidas e Converse. Com o surgimento da promessa do esporte Michael Jordan, na época apenas um garoto, o chefe Sonny Vaccaro (Matt Damon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/"><em>O Último Duelo</em></a>) viu a oportunidade que precisava para alavancar a marca.</p>
<p>Naquela vibe de filme em que os personagens estão constantemente correndo, este longa consegue fazer vários acertos que o tornam melhor do que a promessa. Ainda que o ritmo seja acelerado, os diálogos são bem construídos e pausados, deixando o espectador entender exatamente o que está acontecendo e qual a dinâmica. Acho problemático filmes que se valem de conversas aceleradas para tentar passar uma sensação de que o roteiro é mais inteligente que o espectador, quando na maior parte das vezes, não é.</p>
<p>Sonny está sem moral na Nike, depois de um bom tempo sem oferecer vitórias dentro de sua área. Phil Knight (Ben Affleck, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/"><em>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</em></a>), fundador da marca, está decepcionado e cobrando um retorno financeiro de todo o investimento que é feito. Com isso, eles precisam saber dosar a vontade de vencer com o desespero de suas ações, algo bem difícil para quem tem concorrentes tão fortes.</p>
<p>É então que surge a promessa de Michael Jordan. O personagem que faz o atleta famoso não aparece de frente em momento algum, algo que considero assertivo, já que o roteiro escolhe pincelar com imagens do personagem da vida real, especialmente no final de <em><strong>Air &#8211; A História Por Trás do Logo</strong></em>. Essa dinâmica vai sendo costurada com a expectativa do resultado final de toda aquela investida: Jordan vai ou não assinar contrato com a Nike?</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16593" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/air_3.jpg" alt="AIR: A HISTÓRIA POR TRÁS DO LOGO" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/air_3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/air_3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/air_3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/air_3-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O fato de ser uma história real torna tudo mais empolgante. Sou grande fã de longas baseados em fatos verídicos, especialmente quando é bem explorado, como o caso aqui. Temos um foco grande na mãe do jogador, Deloris (Viola Davis, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-mulher-rei/"><em>A Mulher Rei</em></a>), que segura emocionalmente a família e toma as decisões mais importantes. Ela é quem deve ser escutada, paparicada e agraciada, e logo Sonny percebe isso.</p>
<p>A medida que avançamos nas negociações, o longa vai trilhando um caminho de conhecimento do atleta, enquanto nos encaminha para o <em>grand finale</em>. Mesmo para quem sabe do resultado, a expectativa cria uma vontade real de entender como tudo aconteceu. E, de fato, é uma história e tanto.</p>
<p>Ben Affleck assume também a cadeira de diretor e mostra mais uma vez, depois de ótimos longas como <em>Atração Perigosa</em> e <em>Argo</em>, que esse é um papel que ele executa com facilidade e excelência. <em><strong>Air &#8211; A História Por Trás do Logo </strong></em>tinha um grande potencial de ficar chato e entediante, mas foi a condução de direção dele que fez com que o resultado fosse muito bom.</p>
<p>Temos aqui um filme que facilmente pode ser indicado em premiações futuras, não apenas pelas atuações excelentes, como pela combinação de roteiro e direção. Além disso, não é daqueles longas que se demoram e enrolam o espectador. Ele mostra logo para o que veio e não se estende no tempo, nos deixando com a sensação de que não existem excessos nem faltas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ben Affleck</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Matt Damon, Ben Affleck, Viola Davis, Jason Bateman, Chris Messina, Gustaf Skarsgård, Barbara Sukowa, Marlon Wayans</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/evFdZeEbij4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Thor: Amor e Trovão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 20:28:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Thor: Amor e Trovão chega aos cinemas como um episódio bem independente do universo Marvel, como estamos acostumados. Diferente de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, o cidadão desaviado pode chegar aqui e se entreter normalmente, ainda que a experiência seja muito melhor para quem tem todo o contexto da trama. Essa é uma característica que eu admiro em qualquer filme novo que tem surgido na Marvel, já que a cada dia que passa fica mais impossível alcançar o repertório [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Thor: Amor e Trovão</em></strong> chega aos cinemas como um episódio bem independente do universo Marvel, como estamos acostumados. Diferente de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>, o cidadão desaviado pode chegar aqui e se entreter normalmente, ainda que a experiência seja muito melhor para quem tem todo o contexto da trama. Essa é uma característica que eu admiro em qualquer filme novo que tem surgido na Marvel, já que a cada dia que passa fica mais impossível alcançar o repertório de mais de 20 filmes. Penso que ainda que um universo seja criado (e isso é algo muito bacana), os filmes precisam andar com as próprias pernas para se tornarem mais perpétuos no mundo cinematográfico.</p>
<p>Dito isso, <strong><em>Thor: Amor e Trovão</em></strong> traz o herói Thor depois dos eventos do último filme dos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores</em></a>, acompanhado do grupo de Guardiões das Galáxias, explorando o universo e salvando quem ele consegue. Mal sabe ele que um vilão surge a partir de uma atitude egoísta de um deus que lhe nega a misericórdia divina. Esse antagonista é ninguém menos que Christian Bale (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs Ferrari</em></a>), no papel do temido Gorr, o Carniceiro dos Deuses. Enquanto isso, sua antiga paixão Jane está lutando com um câncer avançado na Terra. Thor atende ao chamado de um deus em perigo e descobre toda a tramoia de Gorr. Com isso, recorre ao Rei Valquíria (Tessa Thompson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-identidade-netflix/"><em>Identidade</em></a>), que está no comando da Nova Asgard.</p>
<p>Como se é esperado da franquia de Thor, a comédia é a régua principal das cenas. Ainda que eu ache que passaram do ponto em alguns momentos, no geral o filme consegue equilibrar bem este formato, deixando espaço para os dramas e romances necessários. Romance esse que precisaria de um pouco mais de aprofundamento entre ele e Jane. Senti falta de mais olho no olho, mais intensidade entre o casal. Talvez um pouco menos de comédia resolvesse essa questão. Ainda assim, existe uma dosagem boa entre os gêneros.</p>
<p>Natalie Portman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vox-lux-o-preco-da-fama/"><em>Vox Lux &#8211; O Preço da Fama</em></a>) está muito bem reassumindo um protagonismo na pele de Jane. Forte e determinada, ela veste bem o lado de Poderosa Thor, deixando Thor surpreso com seu surgimento. Surgimento esse, aliás, que carecia um pouco mais tempo para explicação, já que a narrativa de que o martelo foi salvá-la cai por terra quando descobrimos que ele, na verdade, está sugando seu último centavo de vida. A sua química com Chris Hemsworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mib-homens-de-preto-internacional/"><em>MIB: Homens de Preto – Internacional</em></a>) segue sendo um bom acerto, ainda que a diferença absurda de altura tenha que ter sido minimizada por banquinhos em gravações.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15647" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao.jpg" alt="Thor: Amor e Trovão" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>E do que seria de um filme sem um bom vilão? Aqui Bale entra perfeitamente como o vil Gorr. De fato, as cenas são assustadoras e ele conota todo o medo necessário para aquela circunstância. Sempre em meio às sombras, com características que remetem à escuridão, ele é o próprio pavor em pessoa. A sua transformação no vilão é incrível de se ver, com tamanha dedicação do ator em encarnar cada momento do personagem. É um dos pontos de equilíbrio que falei ali acima sobre humor e outras temáticas.</p>
<p>Esta parte do humor, por sinal, tem várias nuances. Ciúmes de martelos e até cabras berrantes (elas são maravilhosas), todos os detalhes trazem a leveza que já é pertinente ao Thor. Até mesmo o surgimento de novos personagens traz um pouco disso, como é o caso de Zeus de Russel Crowe (<em>Dois Caras Legais</em>). Ele está tão natural quanto poderia assumindo a arrogância e superioridade de Zeus. Esta parte, inclusive, rende cenas bem engraçadas com o físico de Thor pelado.</p>
<p>O roteirista e diretor Taika Waititi (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><em>Jojo Rabbit</em></a>) fez bom uso de seu tempo, elenco e artifícios, criando um longa melhor que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/"><em>Thor: Ragnarok</em></a>, que perdeu a mão em alguns aspectos. Temos humor, drama, romance, intensidade, tudo imerso em uma trilha sonora maravilhosa que já virou uma tradição na Marvel. É gostoso e leve de assistir, tornando-se um entretenimento despretensioso e acertado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Taika Waititi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Hemsworth, Natalie Portman, Christian Bale, Tessa Thompson, Russell Crowe, Jaimie Alexander, Chris Pratt, Dave Bautista, Melissa McCarthy, Matt Damon, Sam Neill</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CTG7omQnS2Q" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Último Duelo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 01:39:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nada melhor do que ter um drama épico de qualidade chegando aos cinemas e mostrando que um diretor específico ainda tem toda a energia neste tipo de gênero. Ridley Scott (Alien: Covenant) certa feita nos presenteou com Gladiador, um filme vencedor de 5 estatuetas do Oscar e que estabeleceu um nível bem alto aos seus sucessores. Então não é sem expectativa que chegamos para assistir O Último Duelo. Neste épico, somos apresentados a Jean de Carrouges (Matt Damon, Ford vs. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nada melhor do que ter um drama épico de qualidade chegando aos cinemas e mostrando que um diretor específico ainda tem toda a energia neste tipo de gênero. Ridley Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alien-covenant/"><em>Alien: Covenant</em></a>) certa feita nos presenteou com <em>Gladiador</em>, um filme vencedor de 5 estatuetas do Oscar e que estabeleceu um nível bem alto aos seus sucessores. Então não é sem expectativa que chegamos para assistir <strong><em>O Último Duelo</em></strong>.</p>
<p>Neste épico, somos apresentados a Jean de Carrouges (Matt Damon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs. Ferrari</em></a>), um cavaleiro que busca sua ascensão e reconhecimento perante a corte, sendo extremamente fiel e dedicado. Em um acordo, ele acaba casando com a belíssima Marguerite (Jodie Comer, <em>Killing Eve</em>). Carrouges tem ainda um grande amigo, o ganancioso escudeiro Jacques Le Gris (Adam Driver, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>). O que parece ser uma história que vai pairar sobre a disputa entre os homens, acaba se tornando uma narrativa sobre o subjugamento da mulher na época e o quanto a sociedade a tratava como escória.</p>
<p>O filme é dividido em três capítulos, sendo cada um contado por uma parte deste trio mencionado. Logo o espectador percebe que será apresentado a perspectivas diferentes do mesmo fato e como as pessoas interpretam a situação de maneira muito distinta, a partir de seus comportamentos e personalidades.</p>
<p>Em uma viagem de campanha em nome do Rei, Jean deixa sua esposa em casa, ao lado de mãe e funcionários. Quando eles vão na feira da cidade, Marguerite acaba sendo estuprada por Le Gris. O que se sucede é sua tentativa hercúlea de provar que não teve culpa sobre o ato e que foi apenas vítima da vingança do escudeiro. Ela acaba sendo violentada de diversas formas, emocionais, sentimentais, etc. É uma obra que se passa no século XIV, mas propõe uma reflexão assustadoramente atual e presente na sociedade que vivemos. Qual o papel da mulher nas decisões que competem a sua própria vida?</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14648" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279.jpg" alt="O Último Duelo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A escolha de elenco para o trio principal é mais do que acertada. Cada um dá o tom perfeito a intensidade de seus personagens, nos fazendo questionar a todo momento a real versão dos fatos. Damon traz todo o amargor do cavaleiro humilhado e que não tem voz dentro da corte, enquanto Driver flutua entre o galã pernóstico e simpático. Ambos nos convencem de suas versões e o <em><strong>O Último Duelo</strong></em> tem esse elemento de convocar a participação do espectador o tempo todo. Somos mais um personagem de julgamento naquele tribunal.</p>
<p>Mas é Jodie que aprofunda as milhares de nuances da personagem. Ela já vem mostrando sua altíssima qualidade em projetos anteriores, mas dedica sua alma a esse personagem. Silenciosa e falando sempre com os olhos, Marguerite deixa muito mais para as conjecturas do que para os fatos.</p>
<p>Ridley capricha com todo o cenário de locação e figurino impecável. O espectador consegue fazer uma imersão tão bem qualificada quanto o fez em <em>Gladiador</em>. Além disso, a trilha sonora finamente escolhida vem para casar com as cenas de ação bem ensaiadas. Repito sempre sobre a importância de saber quem é quem numa batalha, especialmente neste caso específico, onde a maioria dos guerreiros se vestem igual. São lutas bem realistas e sanguinárias, fazendo uma imersão ainda mais profunda.</p>
<p><em><strong>O Último Duelo</strong></em> é um épico de alta qualidade nos moldes que somos acostumados. Mesmo que o formato de capítulos possa ser um pouco repetitivo em algum momento, o longa não se furta de explorar as temáticas pesadas e densas. O espectador se vê enlaçado pela história e ansiando constantemente o seu desfecho, que é tão vago quanto precisa ser. Mais um grande acerto de Ridley Scott.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ridley Scott</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Matt Damon, Adam Driver, Jodie Comer, Ben Affleck, Harriet Walter, Alex Lawther, Oliver Cotton, Marton Csokas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sm7vofMwXwg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ford vs Ferrari</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2019 19:21:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O universo do automobilismo é atrativo para milhares de pessoas ao redor do mundo, em sua maioria, homens. Para este esporte masculino que mistura carro com adrenalina, o cinema vira e mexe retorna ao tema para explorar um pouco mais histórias de bastidores. Em Ford vs Ferrari, o foco é na disputa entre as grandes marcas para mostrar quem tem o carro mais potente para ganhar o circuito de Le Mans. Para além disso, as negociações de poder e articulações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O universo do automobilismo é atrativo para milhares de pessoas ao redor do mundo, em sua maioria, homens. Para este esporte masculino que mistura carro com adrenalina, o cinema vira e mexe retorna ao tema para explorar um pouco mais histórias de bastidores. Em <em><strong>Ford vs Ferrari</strong></em>, o foco é na disputa entre as grandes marcas para mostrar quem tem o carro mais potente para ganhar o circuito de Le Mans. Para além disso, as negociações de poder e articulações por trás é o que motiva a narrativa como um todo.</p>
<p>Baseado em uma história real, o roteiro nos apresenta dois personagens principais. Ken Miles (Christian Bale, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Vice</em></a>), um mecânico e piloto que não consegue ascender profissionalmente por conta de seu temperamento exaltado e difícil de lidar. Do outro lado, temos Carroll Shelby (Matt Damon,<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-perdido-em-marte/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em> Perdido em Marte</em></a>), ex-piloto que precisou largar o volante por conta de problemas de saúde e agora vive do empreendedorismo do ramo.</p>
<p>À medida que os dois personagens vão se cruzando, a trama acontece. Henry Ford II (Tracy Letts, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-post-a-guerra-secreta/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>The Post &#8211; A Guerra Secreta</em></a>) tem o dinheiro e o status que qualquer pessoa poderia se dar por satisfeita. Mesmo com a ascensão da Ford na linha de montagem de carros, ele se incomoda com o poderio de presença da Ferrari. A marca italiana está passando por problemas financeiros, depois que insistiu em conseguir criar o carro mais veloz do mundo. Ainda assim, ela é disputada pelo status que carrega.</p>
<p>O enredo basicamente nos mostra o quanto que os homens se deixam envolver rapidamente quando o assunto é carro e status. Pouco importa o dinheiro que está sendo gasto, se o final for conquistado. Um exemplo disso é que Henry dá carta branca para criar o carro que ele acredita que pode ganhar as 24h de Le Mans. Por outro lado, Miles é arredio e não aceita opiniões contrárias. Prefere perder o emprego do que dar o braço a torcer.</p>
<p>Para além deles, temos o personagem de Josh Lucas (O Poder e a Lei), Leo Beebe, que funciona como um vilão na história. Um pouco canastrão demais, ele toma decisões arbitrárias com base em empatia. E estamos falando de transações milionárias, o que prova ainda mais a questão da masculinidade frágil atrelada a carros.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11827" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5500020.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Ford vs. Ferrari" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5500020.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5500020.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5500020.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Dito isso, temos o cenário montado para evolução da corrida. O diretor James Mangold (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Logan</em></a>) nos oferece uma construção de história progressiva e contundente. Ele nos dá tempo para nos envolver com os personagens, sem se estender em informações desnecessárias. A construção da relação dos protagonistas, das personalidades. Tudo isso se dá de maneria cuidadosa.</p>
<p>Mesclado com ótimos momentos de ação e corridas, o filme é uma dose equilibrada do drama da história com a ação da situação em si. Estamos falando de carros que correm a 350 km/h. Então, naturalmente, é de se esperar cenas empolgantes e tensas. Ainda assim, é a história de Ken Miles que está sendo contada, que vai muito além de velocidade.</p>
<p>A escolha de elenco é um dos pontos altos do filme. O destaque vai para os protagonistas. Bale está fantástico na pele do arredio Miles, com suas nuances amorosas com a esposa e o cuidado com o filho. Mas é Damon que realmente nos chama a atenção. Sua performance é sem excessos, na dose certa para o personagem. Ele vive conflitos constantes, que nos são apresentados muito mais por emoções do que por ações.</p>
<p>Mesmo que seja um pouco aquém de<em> Rush &#8211; No Limite da Emoção</em> (2013) &#8211; um longa completamente redondo e envolvente, mesmo para quem não é fã de Fórmula 1 &#8211; <em><strong>Ford vs</strong></em> Ferrari não faz feio no resultado final. O domínio artístico das cenas, a clareza na construção das relações dos personagens e decisões importantes sobre o que focar em cada momento, fazem do filme um ótimo entretenimento biográfico.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Mangold<br />
<strong>Elenco:</strong> Matt Damon, Christian Bale, Caitriona Balfe, Tracy Letts, Josh Lucas, Jon Bernthal, Noah Jupe, Ray McKinnon, J J Feild, Wyatt Nash</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/hExY2AmAHOg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Pequena Grande Vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Feb 2018 18:54:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O longa Pequena Grande Vida traz uma proposta de reflexão sobre as necessidades do ser humano e as mudanças que podem e devem ser feitas em prol de uma convivência mais harmoniosa com o meio ambiente e as pessoas ao nosso redor. No entanto, o resultado final não é lá essas coisas e deixa muito a desejar. Cientistas descobrem a possibilidade de reduzir o tamanho dos humanos, sem prejudicar sua saúde ou trazer efeitos colaterais. Com isso, vários problemas como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>Pequena Grande Vida</em> traz uma proposta de reflexão sobre as necessidades do ser humano e as mudanças que podem e devem ser feitas em prol de uma convivência mais harmoniosa com o meio ambiente e as pessoas ao nosso redor. No entanto, o resultado final não é lá essas coisas e deixa muito a desejar.</p>
<p>Cientistas descobrem a possibilidade de reduzir o tamanho dos humanos, sem prejudicar sua saúde ou trazer efeitos colaterais. Com isso, vários problemas como a emissão de gases no ambiente, produção de lixo e dinheiro são solucionados, já que as dimensões dão conta de tudo isso. Passam alguns anos e nosso protagonista opta pela redução, para resolver sua vida sempre meeira e sem graça, onde ele batalha para sobreviver entre dívidas.</p>
<p>A ideia leva um pouco de inspiração no filme <em>A Vida Secreta de Walter Mitty</em>, pelo menos ao meu ver. Existe uma busca pelo conhecimento interno, mudanças de personalidade, auto-aceitação. Tudo isso em uma viagem transformadora do protagonista, que foi largado pela mulher que desistiu da diminuição de tamanho depois que ele já tinha passado pelo processo irreversível.</p>
<p>A proposta é boa, porém não é executada da melhor forma. Existem muitos pontos que não são explanados direito e o protagonista é pouco carismático, dando ao espectador um pouco de dificuldade em criar empatia. Apesar de um elenco interessante, composto por atores como Matt Damon, Christoph Waltz e Kristen Wiig, temos a sensação de que eles são subaproveitados e sofrem com um roteiro fraco.</p>
<p>Para compensar esta falha narrativa, o roteiro fica muito emotivo e forçado em diversos momentos, fugindo à proposta original apresentada no trailer e na primeira parte do filme. Se essa mudança fosse feita para algo maior e melhor, seria excelente. Mas não é, efetivamente, o que acontece. Vemos personagens perdidos, histórias sem nexo e uma temática bem pouco atrativa. Fica tudo meio decepcionante. Uma pena!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/JA43Nd0kcVU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Grande Muralha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2017 18:05:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Matt Damon]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando um filme se propõe a apresentar um roteiro que tem muitas semelhanças com longas anteriores, ou ele apresenta um diferencial, ou será facilmente esquecido. Infelizmente, A Grande Muralha caiu no erro e conseguiu entediar os espectadores. O enredo se passa no século XV e conta a história da construção da Muralha da China e os segredos que o monumento épico esconde. Soldados britânicos acabam se deparando com tudo isso e aprendendo a combater com o guerreiros que defendem a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando um filme se propõe a apresentar um roteiro que tem muitas semelhanças com longas anteriores, ou ele apresenta um diferencial, ou será facilmente esquecido. Infelizmente, <em>A Grande Muralha</em> caiu no erro e conseguiu entediar os espectadores.</p>
<p>O enredo se passa no século XV e conta a história da construção da Muralha da China e os segredos que o monumento épico esconde. Soldados britânicos acabam se deparando com tudo isso e aprendendo a combater com o guerreiros que defendem a muralha.</p>
<p>Matt Damon se esforça, mas não consegue atrair o público com um personagem sem graça e entediante. Não há nada de novo nele, nenhum aspecto que chame a atenção. O que ajuda a presença dele é o personagem de Pedro Pascal, que cria um ar de risos em diversas cenas, dando um pouco mais de leveza à trama. Ainda assim, em muitos momentos essa comédia é forçada e irrita mais do que diverte.</p>
<p>Eles basicamente têm que se defender de monstros que atacam a muralha e querem dominar os soldados. Outro problema que é visto é a construção desse vilão. Além de ser pobre e pouco atrativa, apresenta uma resolução bastante bizarra e simplória. O espectador espera que pelo menos, ao final do longa, as coisas melhorem, mas isso simplesmente não acontece. É mais do mesmo. Existe um esforço hercúleo para que o filme seja visto como uma grande produção, mas o ritmo cansativo coloca tudo a perder.</p>
<p>Em dado momento, eu já olhava constantemente para o relógio, torcendo para que aquele filme sem graça e esquecível termine logo. O alto investimento da produção pode ser apreciado na computação gráfica e roupas dos personagens, e isso é algo que realmente precisa de destaque. Tudo minimamente cuidado e alinhado. Ainda assim, não salva a falha gravíssima de enredo. Uma pena.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/N7v-7-yCuNw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Jason Bourne</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jul 2016 02:47:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Bourne]]></category>
		<category><![CDATA[Matt Damon]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É um tanto interessante retornar com o protagonista principal depois de intercalar com um filme que traz outro ator no papel. No entanto, quando se trata de trazer de volta um casamento tão bom quanto o de Matt Damon e Jason Bourne, vale a pena perder um pouco do sentido e ignorar o quarto (e completamente dispensável) filme. Em Jason Bourne, o protagonista está afastado das missões há algum tempo e passa seus dias brigando em lutas clandestinas. Ele é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É um tanto interessante retornar com o protagonista principal depois de intercalar com um filme que traz outro ator no papel. No entanto, quando se trata de trazer de volta um casamento tão bom quanto o de Matt Damon e Jason Bourne, vale a pena perder um pouco do sentido e ignorar o quarto (e completamente dispensável) filme.</p>
<p>Em <em>Jason Bourne</em>, o protagonista está afastado das missões há algum tempo e passa seus dias brigando em lutas clandestinas. Ele é procurado por Nicky Parsons, que foi sua parceira durante muitos anos. Ela desconfia da criação de um novo projeto semelhante ao que o levou àquela situação, além de informações inéditas de seu passado. Enquanto este encontro acontece, eles são rastreados por Heather Lee, agente da CIA novata que trabalha para o ex-chefe de Bourne, Robert Dewey. A perseguição já começa logo de cara.</p>
<p>Acredito que um dos grandes trunfos deste novo longa é o acréscimo de artistas importantes e com boa química com os personagens que interpretam. Alicia Vikander rouba todas as cenas que trabalha, mostrando um potencial que vai muito além do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante que ela recebeu por <em>A Garota Dinamarquesa</em> este ano. Tommy Lee Jones vive Dewey, completamente contra o comportamento de Bourne e decidido a perseguir o ex-funcionário. Para fechar o quarteto, Vincent Cassel interpretando um dos vilões.</p>
<p>Do começo ao fim, o filme deixa o espectador completamente vidrado nas cenas, que trazem muita ação, mortes e perseguições. Mas o que vale nisso tudo é que não fica apenas aí. Indo além, o diretor nos oferece um roteiro interessante e cheio de possibilidades. É possível ter o mesmo <em>feeling</em> da trilogia inicial, que terminou há quase dez anos. O diretor é o mesmo, Paul Greengrass, o que certamente contribuiu positivamente para a retomada da trama.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6483" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Jason-Bourne-CinePOP-3.jpg" alt="Jason-Bourne-CinePOP-3" width="610" height="348" /></p>
<p>Com o estilo da trilogia antiga, mas com a atualização de quase uma década de inovações tecnológicas. O modelo de enredo, no entanto, não teve a mesma sorte. Neste quarto filme com Matt Damon, continuamos tendo como trama principal Jason Bourne sendo perseguido por todo mundo e fugindo desesperadamente. Não que este modelo não funcione, porque funciona, sim! Mas eu, particularmente, esperava que a mesma inovação tecnológica que o personagem sofreu chegasse ao enredo.</p>
<p>A ideia de transformar o longa em uma nova trilogia fica bem clara ao final deste filme. Agregando personagens novos e atores muito mais famosos atualmente, Bourne tem ótima chance de retornar ao cinema em pouco tempo, já que o resultado das bilheterias mostra que ele vem sendo bem aceito pelo público e crítica.</p>
<p>Para quem ainda não conferiu, vale a pena ver a primeira trilogia: <em>A Identidade Bourne, A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne</em>. Tem os três lindinhos no Netflix.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong><br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/CfM_T5YkaBI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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