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	<title>Arquivos Jared Leto - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jared Leto - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Morbius</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2022 19:21:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não se pode dizer que algo nos surpreendeu, quando os indícios estavam por toda parte. Para um filme que mesmo no trailer já revelava que seria uma grande salada de frutas sem sentido, de fato, não posso dizer que Morbius foi uma decepção, já que ele entregou justamente o que prometeu. Mas é que fica a sensação de que não tinha necessidade de ser tão ruim assim, sabe?! A Sony, em associação com a Marvel, surge mais uma vez para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não se pode dizer que algo nos surpreendeu, quando os indícios estavam por toda parte. Para um filme que mesmo no trailer já revelava que seria uma grande salada de frutas sem sentido, de fato, não posso dizer que <em><strong>Morbius</strong> </em>foi uma decepção, já que ele entregou justamente o que prometeu. Mas é que fica a sensação de que não tinha necessidade de ser tão ruim assim, sabe?!</p>
<p>A Sony, em associação com a Marvel, surge mais uma vez para trazer novos elementos e personagens a uma trama que já anda bem complicada e exaurida. Michael Morbius (Jared Leto, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/"><em>Casa Gucci</em></a>) é um jovem que sofre de uma doença sanguínea que o impossibilita de levar uma vida normal, vivendo em clínicas de recuperação. Ele cresce, então, com o foco de ser um grande médico e cientista, que vai descobrir a cura de sua doença e de seu grande amigo, Milo (Matt Smith, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-noite-passada-em-soho/"><em>Noite Passada em Soho</em></a>). Após um Nobel pela criação de um sangue artificial, ele acaba engrenando num projeto duvidoso que mistura DNA de humanos e morcegos, o que poderia levar à sua cura. O tiro sai pela culatra e ele acaba se tornando uma espécie de monstro vampiro.</p>
<p>O lançamento em tela deste novo vilão que vai contracenar com o Homem-Aranha deveria ser um grande momento, ainda mais contando com um ator que possui Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Ledo engano. Este é mais um projeto incompreensível de Jared Leto, que a cada dia que passa se torna mais um Nicolas Cage, que é ótimo artista mas toma decisões bem questionáveis na carreira. Gosto dos dois, mas tem coisas que realmente não tem como defender.</p>
<p>Existe um excesso absurdo de soluções fáceis que meio que duvidam da capacidade intelectual do espectador em compreender mais camadas do que são expostas. Clichês baratos e porcos que nos deixam incrédulos para um filme com tamanho orçamento e o espaço que ocupa por ser da Marvel. O roteiro ainda faz relações desnecessárias com outras tramas, como quando chama Milo de &#8220;alteza&#8221;, nos fazendo lembrar do papel que Matt Smith interpretou de Príncipe Phillipe na série <em>The Crown</em> ou como quando Martine corta o dedo e o sangue faz Morbius ficar agitado, tal qual Bella Swan em <em>A Saga Crepúsculo &#8211; Lua Nova</em>.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15380" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842.jpg" alt="Morbius" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Essa soluções, unidas ao fato de que o roteiro em si perde o contexto (não que ele comece brilhantemente, mas tinha algum potencial ali), fazem com que as 1h45 de duração se tornem muito mais longas para o espectador, que cansa da história. Recentemente assistimos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman/"><em>Batman</em> </a>com suas 3h que nos deixaram entretidos a todo minuto. <em><strong>Morbius</strong> </em>acaba se tornando uma afronta ao nosso tempo escasso e paciência finita.</p>
<p>A medida que a trama evolui, vemos outra decisão simplória de tentar colocar um pseudo vilão para ser antagonista de Morbius, ao invés de simplesmente mostrar o caminho dele até se tornar um assassino inveterado. Milo mudando o comportamento de repente, enquanto um romance aleatório surge em cena, somente para criar motivação para as decisões ruins que o protagonista toma. Diálogos pobres ainda preenchem todos esses momentos.</p>
<p>Mas será que nada salva? Podemos dizer que os efeitos visuais são de qualidade e melhores que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom/"><em>Venom</em></a>, por exemplo. Mas não chegam a ser excelentes ou de chamar a atenção, afinal, para um filme deste estilo, eles não fizeram mais que a obrigação.</p>
<p><em><strong>Morbius</strong> </em>é um filme que prometeu pouco e não entregou nada, fazendo o espectador se questionar até onde vale a necessidade da Marvel de ficar inserindo todos os personagens que funcionam bem nos quadrinhos em tramas de cinema. Curiosa mesmo eu fiquei para entender como será a junção desta história com Homem-Aranha e Venom, porque a gente sempre acha que não dá pra ficar pior. Mas sempre dá.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Daniel Espinosa</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jared Leto , Matt Smith, Adria Arjona, Jared Harris, Al Madrigal, Tyrese Gibson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/S55qvOKW5T0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Casa Gucci</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 23:49:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O super aguardado Casa Gucci finalmente chega aos cinemas com grande elenco e direção de ninguém menos que Ridley Scott (Perdido em Marte). O filme conta a história da magnata família italiana que fundou a famosa marca Gucci, que ouvimos falar em passarelas, roupas de artistas em premiações e bolsas caríssimas. Este longa vem sendo indicado como um possível concorrente na temporada de premiações e vamos discutir mais a seguir se isso é algo, de fato, realista. O roteiro começa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O super aguardado <em><strong>Casa Gucci</strong></em> finalmente chega aos cinemas com grande elenco e direção de ninguém menos que Ridley Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-perdido-em-marte/"><em>Perdido em Marte</em></a>). O filme conta a história da magnata família italiana que fundou a famosa marca Gucci, que ouvimos falar em passarelas, roupas de artistas em premiações e bolsas caríssimas. Este longa vem sendo indicado como um possível concorrente na temporada de premiações e vamos discutir mais a seguir se isso é algo, de fato, realista.</p>
<p>O roteiro começa nos apresentando como surgiu a relação entre Patrizia Reggiani (Lady Gaga, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nasce-uma-estrela/"><em>Nasce Uma Estrela</em></a>) e Maurizio Gucci (Adam Driver, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>), desde o primeiro momento em que eles cruzaram o caminho em uma festa, lá na década de 1970. Ela era uma jovem de classe média, cujo pai era dono de uma empresa de caminhões e ela ajudava na contabilidade dos negócios da família. Quando conheceu Maurizio pela primeira vez, viu nele a oportunidade de colocar em prática toda a sua ânsia por poder.</p>
<p>A medida que a trama avança, acompanhamos a ganância dela contrastando com a falta de ambição do marido. Ele claramente não faz questão de tudo o que tem ou poderia ter, enquanto Patrizia vê sempre a possibilidade além do que a situação revela. O surgimento do tio Aldo (Al Pacino,<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/"><em> O Irlandês</em></a>) apimenta mais o cenário, abrindo um leque que antes havia sido fechado pelo pai Rodolfo (Jeremy Irons, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-red-sparrow/"><em>Operação Red Sparrow</em></a>), que não aceitava a união dos dois.</p>
<p><em><strong>Casa Gucci</strong></em> deixa muito claro que as relações ali não são estabelecidas com o foco em dinheiro. Assim como vimos na série <em>House of Cards</em>, engana-se quem pensa que o objetivo de políticos e empresários é apenas enriquecer. Depois de certo ponto, a fortuna se torna algo muito banal e o que resta são as conexões de poder. A narrativa deixa isso muito claro em todos os momentos ao mencionar o dinheiro, é claro, mas nunca o colocando como uma questão ou objetivo ali.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-14806 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9.jpg" alt="Casa Gucci" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A família tem sede por reconhecimento e fama, uma necessidade constante de ocupar um lugar de superioridade. É como se estivesse no sangue deles, então a maioria dos integrantes disputa a todo momento a atenção e a glória do espaço que ocupa. Seria simplório pensar que Patrizia chegou ali para ter ganância em um lugar onde isso não era pensado. A personalidade dela acabou se encaixando perfeitamente com o nome Gucci, até mais do que alguns membros.</p>
<p>O roteiro tem muitos pontos de exagero, como a própria história pede. Falamos de uma família italiana, que tem as emoções a flor da pele, que está disputando poder e dinheiro, que é dona de uma das maiores marca de moda do mundo. Não era possível esperar que as nuances fosse simplistas e modestas. Alguns elementos, no entanto, pecam, como é o caso do personagem de Jared Leto (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><em>Esquadrão Suicida</em></a>), o primo Paolo. Ele deveria funcionar como um alívio cômico, mas a performance foi tão pesada e caricata, que acaba destoando demais de todo o resto. Suas aparições são extremamente cansativas.</p>
<p>Seguindo nas atuações, Driver nos oferece um Gucci muito dualista, que cresce na nossa frente. Do rapaz perdido do início ao homem cheio de poder dos últimos momentos, ele passeia muito bem nestas mudanças. Os grandes destaques, no entanto, ficam mesmo com Gaga e Al Pacino. Ela está sensacional no papel da mulher gananciosa que vê seu império ruir e sair do controle. É impressionante como consegue nos apresentar uma personagem completamente diferente e sem marca das outras que já interpretou. Já ele está tão bem no papel do tio Aldo que sentimos uma necessidade maior de vê-lo em cena. Uma dupla bem ornada.</p>
<p>Mas será que vale algum prêmio? Entendo que vale as indicações e serão merecedoras, se houver. Particularmente no caso de Lady Gaga e Al Pacino (talvez Adam Driver pelo conjunto do trio principal). Porém dificilmente levarão estatuetas, pois o filme não segue no mesmo padrão de qualidade e apresenta um resultado muito bom, mas nada além disso. Poderia ter se arriscado mais para tentar mais indicações. <em><strong>Casa Gucci</strong></em> não deixa de ser, no entanto, um ótimo filme para se conferir.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ridley Scott</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lady Gaga, Adam Driver, Al Pacino, Jared Leto, Jeremy Irons, Jack Huston, Salma Hayek, Camille Cottin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/g1Ud5HJXb50" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2021 22:16:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (Aquaman) sobre a famosa Liga da Justiça. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (Os Vingadores, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que Liga da Justiça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>) sobre a famosa <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (<i>Os Vingadores</i>, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> (2021) emerge e traz um novo olhar para o Universo Estendido DC (DCEU).</p>
<p>Após a perda do guardião da Terra, Batman (Ben Affleck, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>) precisará, ao lado da Mulher Maravilha (Gal Gadot, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>), reunir os maiores super-heróis do planeta para deter um desastre iminente. Além da jornada para juntar esta liga de heróis composta pelo Aquaman (Jason Momoa, <em>Game of Thrones</em>), Flash (Ezra Miller, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-e-onde-habitam/"><em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em></a>) e Ciborgue (Ray Fisher, True Detective), eles precisarão se preparar para deter Darkseid, o conquistador de mundos, e seu exército de parademônios comandados por Lobo da Estepe.</p>
<p>A estreia do filme é uma vitória para os fãs da DC que são os responsáveis por cobrar o lançamento do longa-metragem. Após uma extensa campanha online para liberação do que viria a ser o <b><i>Snyder Cut</i></b> &#8211; como é conhecida a produção por ser o corte do diretor &#8211; a Warner se rendeu ao desejo do público e criou os caminhos para fazer deste filme uma realidade.</p>
<p>O primeiro ponto positivo do <b><i>Snyder Cut</i></b> é seu poder de comprovação de qualidade. As produções da DCEU vaguearam, durante um bom tempo, entre ótimos filmes e outros bem problemáticos &#8211; a exemplo de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman-vs-superman-a-origem-da-justica/"><i>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</i></a> (2016) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><i>Esquadrão Suicida</i></a> (2016). Desta vez, o clamor dos espectadores trouxe o filme para as telas. Sem amarras, da forma que foi pensado (e ainda mais). Com isso, a estreia do HBO Max comprovou novamente que a DC é capaz de realizar produções de qualidade dentro de um arco maior e interativo de filmes.</p>
<p>Ou seja, a construção narrativa da nova <b><i>Liga da Justiça</i></b> traz o universo de volta aos trilhos. No entanto, é importante pensar que esta alusão ao trem descarrilhado existe a partir de uma perspectiva mercadológica e competitiva &#8211; uma vez que <i>Mulher-Maravilha</i> (2017), <i>Aquaman</i> (2018) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><i>Shazam!</i></a> (2019) foram filmes que funcionaram, tem qualidade e são bem amarrados.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13905" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A necessidade de mega bilheterias e a inevitável comparação entre a DC e Marvel e seus universos estendidos são os fatores que regem essa competitividade alucinante. E ela é uma das principais razões que causaram diversos tropeços do DCEU ao longo de sua existência &#8211; seja por falta de planejamento do estúdio ou por uma comparação infundada por parte do público.</p>
<p>Nesta nova versão, existe a profundidade necessária para guiar as motivações das personagens, elas são bem trabalhadas e mostram quem são de verdade. Da mesma forma são os vilões do filme, os quais, desta vez, se sustentam e se mostram capazes de carregar o peso de suas ações e do papel que representam para o Universo Estendido. Esses são os principais elementos narrativos que conseguem, de longe, fazer deste longa-metragem uma produção melhor para inaugurar a jornada da Liga da Justiça nos cinemas.</p>
<p>É inegável dar os louros ao Snyder pelo seu olhar macro da história &#8211; coisa que ele não conseguiu imprimir em <i>Batman vs Superman</i>. E, quando analisado, é interessante pensar que o projeto inicial se propôs a abrir essa nova página da história com um dos maiores vilões do universo. Além de arriscada, foi uma escolha corajosa introduzir Darkseid de logo cara. Só que isso é feito de forma tão sutil e cuidadosa, que não criou conflitos narrativos; apenas possibilitou diversos caminhos para o DCEU seguir.</p>
<p>No entanto, isto só foi possível porque o <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> tem 4h de duração. E aqui mora o primeiro problema &#8211; quando pensamos na obra dentro do formato de narrativa cinematográfica. Mesmo com a divisão da história em capítulos &#8211; o que permite uma flexibilidade maior na hora de assistir ao filme &#8211; é exaustivo para quem decide encará-lo como um longa-metragem. São 4h que valem a pena pelo resultado, mas existem excessos que são evidentes. Ainda que seja interessante o longa tirar o tempo necessário para estabelecer o contato inicial entre o público e os heróis que ainda não haviam sido mostrados nas telas, a duração cansa o espectador.</p>
<p>Outro fator relacionado aos excessos está na aparição de várias figuras conhecidas que abrem muitas portas para o futuro narrativo. Neste caso, esses caminhos podem levar a mais um momento de desencontro da produção. Fica claro que Zack Snyder quis apresentar a Liga da forma mais completa possível.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Também é compreensível que a escolha foi feita para dar brecha a novos filmes solo e outras interações com referências em quadrinhos diversos, mas isso precisaria ser conduzido de forma cuidadosa. E, ainda assim, existem inserções que extrapolam a narrativa contada pelo Snyder e se tornam mais interrogações na cabeça do espectador, além de ter feito o filme se estender ainda mais, a exemplo de quase todo o epílogo.</p>
<p>É pensando também nesse futuro um tanto incerto que moram os maiores questionamentos sobre o DCEU. A chegada de <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut </i></b>não mudou os caminhos trilhados pelo universo e, até então, não afetou projetos em andamento. A Warner e o próprio diretor também já se pronunciaram alegando que ele não estará mais à frente de projetos do Universo Estendido. Mas isso significa que o conteúdo narrativo do <b><i>Snyder Cut</i></b> será ignorado, como se nunca tivesse sido lançado? Será que outra petição virtual será feita para tornar canônica essa versão e seguir a partir dela? Ou até mesmo, será que outra comoção trará o diretor de volta?</p>
<p>Além disso, não está claro ainda onde o novo Batman se encaixa, da mesma forma que o enredo de <i>The Flash</i> (2022) não foi divulgado e existem apenas rumores sobre o conteúdo do longa. Outras dúvidas são sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill e o <i>reboot</i> do <em>Superman</em> no universo. As polêmicas envolvendo Ray Fisher e a investigação sobre a conduta abusiva de Joss Whedon durante as gravações de <i>Liga da Justiça</i> (2017) também tiveram efeitos. O planejamento do filme solo do Ciborgue parou e talvez ele tenha sido cortado do filme do Flash.</p>
<p>Seja quais caminhos a Warner deseje seguir, duas coisas são esperadas: que haja um planejamento a longo prazo e que o resultado das produções mantenha a qualidade de filmes como <i>Wonder Woman</i>, <i>Aquaman</i>, <i>Shazam!</i> e o <b><i>Snyder Cut</i></b>. É impossível negar a qualidade do que foi visto com a versão de Zack e isso precisa ser respeitado. O trabalho do diretor, produtor e roteirista não é livre de julgamentos e, muito menos, de erros. Há escolhas que poderiam ter sido diferentes, mas o conjunto da obra é satisfatório, não há como negar.</p>
<p>Sem exageros e firulas, Snyder conseguiu demonstrar o seu cinema. E, apesar de ter feito dois filmes no DCEU anteriormente, é em <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> que se vê as marcas do diretor com clareza &#8211; tanto os acertos quanto os erros. Agora os <i>crossovers</i> da DC têm uma cara e ela é madura e sombria. É uma linguagem e arte que descrevem a essência das histórias em quadrinhos da DC Comics. Com o <b><i>Snyder Cut</i></b>, o público e, principalmente, os fãs puderam vislumbrar tudo o que pode acontecer quando um projeto dá liberdade criativa e artística para a equipe. E quem sabe, ao menos o resultado deste filme não impulsione um novo recomeço para a DC nos olhos do público e da própria indústria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zack Snyder<br />
<strong>Elenco:</strong> Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Amy Adams, Amber Heard, Jeremy Irons, Ciarán Hinds, Diane Lane, Joe Morton, J. K. Simmons, Jared Leto, Joe Manganiello, Robin Wright, Ray Porter, Connie Nielsen, Willem Dafoe, Jesse Eisenberg</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sdvBf9XiJnA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: O Legado do Coringa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2019 17:36:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Algumas figuras são imortalizadas pela cultura, história, política e pelo cinema. A sétima arte tem o poder de eternizar personagens em suas obras. Cinebiografias, por exemplo, surgem com a função de contar essas histórias. A indústria, contudo, vai muito além de narrar fatos reais. Muitos filmes de ficção científica, terror e de super-heróis usam essa premissa para fundamentar suas criações. O cinema percebeu que podia validar a veracidade de criaturas irreais através de suas produções. E é a partir dessa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas figuras são imortalizadas pela cultura, história, política e pelo cinema. A sétima arte tem o poder de eternizar personagens em suas obras. Cinebiografias, por exemplo, surgem com a função de contar essas histórias. A indústria, contudo, vai muito além de narrar fatos reais. Muitos filmes de ficção científica, terror e de super-heróis usam essa premissa para fundamentar suas criações. O cinema percebeu que podia validar a veracidade de criaturas irreais através de suas produções. E é a partir dessa ótica que as produções passaram a colocar figuras controversas sob seus holofotes.</p>
<p>Desde a experimentação feita por Edwin S. Porter, em <em>O Grande Roubo do Trem</em>, de 1903, que o mundo se surpreendeu com o protagonismo que os vilões podem ter. Ao longo dos anos, a fascinação por essas figuras malignas só aumentou e, consequentemente, suas produções também. O universo <em>slasher</em> é a prova viva de que o público é apegado aos vilões. A partir disso, a <em>DC Films</em>, em parceria com a <em>Warner Bros. Pictures</em>, lançou, na última quinta-feira (3), o primeiro longa-metragem solo do arqui-inimigo número 1 do Homem-Morcego. <strong><em>Coringa</em></strong> chegou aos cinemas dividindo opiniões. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p>Mas por que este rebuliço com um novo filme inspirado em quadrinho? O <strong><em>Coringa</em> </strong>traz consigo um dilema social e psicológico. A personagem teve, durante seus quase 80 anos de existência, muitos estilos. Hoje é possível avaliar e analisar a essência do palhaço criminoso por meio de suas infinitas versões. Essa pluralidade num só personagem rendeu ao cinema múltiplos Coringas.</p>
<p>De Cesar Romero até Jared Leto, os fãs do Batman já puderam ver facetas distintas do mais temido vilão de Gotham. O bandido comediante de Romero, o gangster vingativo de Jack Nicholson, o psicótico criminoso dublado por Mark Hamill, o sociopata anarquista que rendeu um Oscar póstumo ao Heath Ledger e o estranho psicopata vivido por Leto. Todos representam uma parcela da complexa personagem dos quadrinhos da DC, criado em 1940. Cada um deles tornou evidente para o público que as camadas e os formatos desse vilão podem ser infinitos.</p>
<p>Assim, o espectador já vivenciou várias versões do Coringa. Contudo, nada disso preparou a audiência para ver o que Joaquin Phoenix traria ao encarnar o vilão. É surpreendente a forma como ele construiu a caracterização de sua personagem. Com o lançamento de <strong><em>Joker</em></strong> (título original), o Coisa de Cinéfilo resolveu relembrar todas essas icônicas interpretações que marcaram a TV e o cinema ao longo da existência do Coringa e ilustrar o papel de Phoenix nessa jornada.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11502" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Coringa-Cesar-Romero-capa-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Coringa-Cesar-Romero-capa.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Coringa-Cesar-Romero-capa-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Coringa-Cesar-Romero-capa-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></strong><br />
<strong>Cesar Romero</strong></h5>
<p>O ator americano estreou o vilão no audiovisual. Ele começou a interpretar o Coringa na série de TV, <em>Batman</em>, que foi ao ar de 1966 até 1968. Romero estabeleceu no imaginário popular a face risonha e cômica da personagem. Talvez a sua desenvoltura durante o seriado o aproximasse mais, no quesito visual, da criatura que inspirou o seu personagem &#8211; a figura risonha e macabra do filme alemão <em>O Homem que Ri</em> (1928). O Coringa de Cesar Romero dinamizou a narrativa seriada com sua presença abobalhada que se fazia necessária para atrapalhar os planos da dupla dinâmica sem nenhum motivo aparente além de sua própria diversão. Assim o primeiro dos Coringas é uma versão vilanesca de um palhaço de circo.</p>
<h5 style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11500" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/joker1989-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/joker1989.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/joker1989-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/joker1989-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Jack Nicholson</strong></h5>
<p>O Coringa vivido por Jack Nicholson trouxe uma roupagem completamente diferente. Dentro de uma perspectiva burtoniana, o ator levou aos cinemas a insanidade da personagem. O público viu pela primeira vez a perspectiva da loucura que o vilão pode ter. Nicholson trazia em seu olhar as alucinações da vingança, sem perder o ar sarcástico e mórbido que pairava no filme. Dessa forma, o segundo Coringa dos cinemas surgiu por uma gangster insano que vivia para se vingar sadisticamente do mundo. Vale ressaltar que a personagem de Nicholson trouxe o primeiro vislumbre da insanidade que hoje é tão característica do Coringa.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11499" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/mark_hamill_coringa-18448026-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/mark_hamill_coringa-18448026.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/mark_hamill_coringa-18448026-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/mark_hamill_coringa-18448026-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></strong><br />
<strong>Mark Hamill</strong></h5>
<p>A experiência de Mark Hamill como o arqui-inimigo do Homem-Morcego, marcou uma geração. O ator dublou a personagem por duas décadas para a TV, o cinema e <em>videogames</em>. Sua interpretação do Coringa definiu o caminho que a personagem trilharia daquele momento em diante. Hamill deu ao vilão uma perspectiva muito mais louca e sarcástica do que antes. Ele foi o responsável por criar a associação mental imediata de que o palhaço de Gotham é terrivelmente perigoso por ser imprevisível. A partir dele, não se poderia prever o que o Coringa faria. A loucura se tornou a motivação número um dessa figura.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11498" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Heath-Ledger-Coringa-1-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Heath-Ledger-Coringa-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Heath-Ledger-Coringa-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Heath-Ledger-Coringa-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></strong><br />
<strong>Heath Ledger</strong></h5>
<p>Anos se passaram até que outro ator tivesse a oportunidade de vivenciar esse personagem numa produção. Heath Ledger abraçou o projeto de Christopher Nolan e mergulhou de cabeça no processo de criação. O estudo da personagem levou meses e resultou numa das performances mais marcantes do cinema. Ledger permite que o espectador veja que existe algo além da loucura. Por trás de toda aquela insanidade sempre existiu uma perspectiva. Agora o vilão mostra as suas ideias anárquicas e sociopatas chocando o mundo com a profundidade de cada uma de suas ações. Heath Ledger foi a alma de <em>Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas</em>. O ator deu tudo de si para esse papel. A resposta foi a aclamação eterna e diversos prêmios póstumos. Com isso, ele criou a difícil de missão de reencarnar a personagem.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11501" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/cropped-joker-jared-leto-suicide-squad-1-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/cropped-joker-jared-leto-suicide-squad-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/cropped-joker-jared-leto-suicide-squad-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/cropped-joker-jared-leto-suicide-squad-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></strong><br />
<strong>Jared Leto</strong></h5>
<p>Oito anos se passaram até que o espectador pudesse rever o Coringa nos cinemas. Desta vez, vivido pelo ator e cantor Jared Leto, o vilão trilhou um caminho oposto ao seu antecessor. A participação de Leto em <em>Esquadrão Suicida</em> foi tão criticada como o filme. Sua versão da personagem tentou dialogar com as possibilidades criadas por Romero, Nicholson e Hamill, mas falhou em sua execução. O resultado visto no longa foi uma espécie de Frankenstein do palhaço. A tentativa de unir a comicidade de Romero, o sarcasmo de Nicholson e a loucura de Hamill resultou numa figura estranha e controversa que apenas assina a declaração de erros da produção.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11448" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/0157031-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/0157031.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/0157031-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/0157031-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></strong><br />
<strong>Joaquin Phoenix</strong></h5>
<p>O mais recente Coringa cumpriu com o objetivo de Leto. Joaquin Phoenix mostrou as todas as camadas da personagem que já haviam sido apresentadas anteriormente. A dinâmica de <strong><em>Joker</em></strong> proporcionou um ambiente perfeito para dar vida à mais fiel interpretação dos quadrinhos já feita. A performance de Phoenix extasia o público por sua força. Desde a cena inicial, o espectador se vê à mercê do sadismo da personagem. O filme passa e não há nada o que fazer a não ser apreciar cada momento, cada versão e cada ação do palhaço. Aqui é apresentado o poder do Coringa perante a humanidade. A loucura que seduz, o sarcasmo e a comicidade que divertem e a insanidade que perturba e instaura o caos.</p>
<p>Diante da desenvoltura de Phoenix como o famoso palhaço, não existem palavras que descrevam o impacto da produção. Assim como Ledger, em 2008, Phoenix fez um inesquecível trabalho de interpretação. Todd Philips (<em>Se Beber, Não Case</em>, de 2009) entregou ao público um ultimato. A carta-magna da DC para o público voltar a acreditar em suas produções. A experiência de assistir <strong><em>Coringa</em> </strong>é perturbadora e atraente ao mesmo tempo. A produção se mantém em compasso a cada momento, sem deixar nada faltar. A partir desse impacto, Todd entrega um drama existencial contundente, chocante e agressivo. Durante os 120 minutos de filme, o espectador é lembrado da podridão que existe no mundo. Gotham City finalmente foi representada como merece. Todo o caos e a sujeira constroem, ao lado da performance de Phoenix, a crítica perfeita sobre o verdadeiro ser corrompido.</p>
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		<title>Crítica: Coringa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Oct 2019 15:02:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Coringa é um personagem controverso que atrai a atenção do público há décadas nos cinemas. Tivemos a versão pastelão de Cesar Romero em Batman (1968), a incrível adaptação de Jack Nicholson em 1989, o visceral e imortal Heath Ledger no premiado Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas (2008) e até mesmo a esquecível versão de Jared Leto em Esquadrão Suicida (2016). Seja como for, Joaquin Phoenix (Ela) chegou trazendo grande expectativa para os fãs e apreciadores dos quadrinhos. Como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <em><strong>Coringa</strong> </em>é um personagem controverso que atrai a atenção do público há décadas nos cinemas. Tivemos a versão pastelão de Cesar Romero em <em>Batman</em> (1968), a incrível adaptação de Jack Nicholson em 1989, o visceral e imortal Heath Ledger no premiado <em>Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas</em> (2008) e até mesmo a esquecível versão de Jared Leto em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><em>Esquadrão Suicida</em></a> (2016). Seja como for, Joaquin Phoenix (<em>Ela</em>) chegou trazendo grande expectativa para os fãs e apreciadores dos quadrinhos.</p>
<p>Como eu já comentei aqui algumas vezes, filmes que criam muita expectativa me preocupam, já que a chance de decepção é maior. Quando se trata de um personagem que por si só gera ansiedade, a situação fica ainda mais complicada. No entanto, afirmo sem medo que este é um dos melhores filmes dos últimos anos, não apenas no quesito de adaptação de HQs.</p>
<p>Para começar, os quadrinhos são apenas um pano de fundo para trazer uma história complexa e realista sobre a jornada de um cidadão doente abandonado pela sociedade da barbárie. Gotham City está sitiada por manifestações contra o governo. A taxa de desemprego é absurda, o lixo se amontoa nas ruas e os poderosos zombam da pobreza, como se ela fosse uma escolha. Em meio a isso, as pessoas vão se tornando cada vez mais amargas e incrédulas de um futuro melhor.</p>
<p>Arthur Fleck tem problemas mentais diagnosticados e trabalha como palhaço. A dualidade já começa aí, quando uma pessoa triste tem que colocar a máscara da alegria para fazer os outros rirem, sufocando todas as suas emoções. A frase que surge em dado momento, &#8220;o problema da doença mental é que as pessoas querem que você aja como se não a tivesse&#8221;, deixa muito claro que a sociedade pouco se importa com o que ele está passando. E isso se repente em muitos momentos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11450" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/coringa-joaquin-phoenix-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/coringa-joaquin-phoenix.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/coringa-joaquin-phoenix-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/coringa-joaquin-phoenix-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A medida que o protagonista vai sofrendo repetidas investidas negativas do cenário e criando camadas de rancor, o espectador começa a entender o que levou o Coringa a se tornar alguém ruim e amargurado. Temos até lapsos de empatia, que rapidamente se dissolvem. É a sociedade do abandono para alguém que só queria se sentir minimamente importante e notado. Somos apresentados às confusões mentais do <strong><em>Coringa</em></strong>, que nos trazem questionamentos sobre a veracidade de certos fatos que estamos vendo.</p>
<p>Além disso, a cuidadosa inserção do personagem de Bruce Wayne é ainda mais gloriosa. Importante e contundente, mas passageira como deveria ser. O foco ali não é no Batman, definitivamente. Mas nos leva a questionamentos sobre uma possível interseção deste <strong><em>Coringa</em> </strong>com o Batman de Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bom-comportamento/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Bom Comportamento</em></a>), que deve chegar aos cinemas em 2021.</p>
<p>A grandeza do personagem é respeitada desde a sua construção inicial. A primeira cena do filme já vale a magnífica atuação de Phoenix no filme inteiro. E sim, sinto cheiro de Oscar para o papel, o que será muito merecido. Ele está incorporado no <strong><em>Coringa</em></strong>, de corpo e alma. Todas as angústias, frustrações e desesperos traduzidos em olhares e mudanças de expressão. É uma performance intensa, profunda e sem exageros. Ele consegue deixar o espectador sem ar, mas não beira o caricato. O que só prova a sua magnitude.</p>
<p>Além disso, o filme não tem grandes coadjuvantes. E não digo isso sobre as atuações dos demais. Temos Robert De Niro, por exemplo, que está ótimo, como sempre. Mas o filme não é sobre os coadjuvantes. Eles só estão ali para dar ainda mais espaço para o protagonista. E levar um filme inteiro praticamente sozinho não é tarefa para qualquer ator. Mas Phoenix já havia feito isso em <em>Ela</em> e repete o padrão aqui, com ainda mais complexidade e intensidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11449" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/cropped-JOKER-CORINGA-JOAQUIN-PHOENIX_3-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/cropped-JOKER-CORINGA-JOAQUIN-PHOENIX_3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/cropped-JOKER-CORINGA-JOAQUIN-PHOENIX_3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/cropped-JOKER-CORINGA-JOAQUIN-PHOENIX_3-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É curioso pensar que o diretor Todd Phillips, que tem filmes como <em>Se Beber, Não Case</em> e <em>Cães de Guerra</em> como principais na filmografia, conseguiria nos apresentar um trabalho tão aparado e sem arestas como esse. <em><strong>Coringa</strong> </em>é um filme lapidado, sem excessos ou faltas. Todos os pontos são preenchidos e com muita maestria. Ele conta ainda com a produção de Bradley Cooper (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nasce-uma-estrela/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Nasce Uma Estrela</em></a>), que tem cada vez mais se filiado a projetos grandiosos.</p>
<p>E na finalização, o filme foi ainda mais assertivo. O cuidado de deixar claro que o <strong><em>Coringa</em> </strong>não é um herói, embora a sociedade o coloque neste lugar. Ele é um reflexo personificado das doenças e mazelas daquelas pessoas abandonadas pelo apoio político. Ele é a unicidade de tantos sentimentos ruins e, por isso, não deve ser entendido como herói. O <strong><em>Coringa</em> </strong>é a sombra do que somos de pior como humanos. E o filme não se poda ao nos mostrar isso.</p>
<p>Para quem já gosta das versões anteriores do <strong><em>Coringa</em></strong>, com destaque especial ao de Nicholson e Ledger, é surpreendente como nem lembramos deles ao assistir o de Phoenix. É como se fosse a evolução casada e perfeita dos dois, que chegou ao ápice agora.</p>
<p><strong><em>Coringa</em> </strong>é um filme que vai muito além de uma banal adaptação de quadrinhos. É uma produção que insere sub-textos de política, discussões sociais e doenças mentais. Tudo isso orquestrado por uma trilha sonora poderosa e calculista, que sabe exatamente onde se mostrar e onde dar a vez da atuação crua. Uma produção fascinante e memorável!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Todd Phillips<br />
<strong>Elenco:</strong> Joaquin Phoenix, Robert De Niro, Zazie Beetz, Frances Conroy, Brett Cullen, Shea Whigham, Bill Camp, Douglas Hodge, Glenn Fleshler,</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jfVTJm9NilA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Blade Runner 2049</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2017 23:39:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Blade Runner 2049]]></category>
		<category><![CDATA[Denis Villeneuve]]></category>
		<category><![CDATA[Harrison Ford]]></category>
		<category><![CDATA[Jared Leto]]></category>
		<category><![CDATA[Robin Wright]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Gosling]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É difícil criar uma continuação com tanta coisa a dizer, marcada por muita personalidade, mas também fidelidade ao original, como Blade Runner 2049, sobretudo quando seu antecessor é um filme como Blade Runner, de 1982, dirigido por Ridley Scott, a partir de um roteiro de Hampton Fancher e David Webb Peoples que adapta um romance de Philip K. Dick. Blade Runner era um sci-fi que fugia dessa urgência de estabelecer franquias seriadas que o cinema de estúdio hoje em dia segue. O filme de 1982 não se prestava à [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">É difícil criar uma continuação com tanta coisa a dizer, marcada por muita personalidade, mas também fidelidade ao original, como <i>Blade Runner 2049</i><b>,</b> sobretudo quando seu antecessor é um filme como <i>Blade Runner</i>, de 1982, dirigido por Ridley Scott, a partir de um roteiro de Hampton Fancher e David Webb Peoples que adapta um romance de Philip K. Dick. <i>Blade Runner </i>era um <i>sci-fi </i>que fugia dessa urgência de estabelecer franquias seriadas que o cinema de estúdio hoje em dia segue. O filme de 1982 não se prestava à lógica exclusiva do entretenimento, ainda que fosse um deleite assisti-lo em seu entrecruzamento do <i>sci-fi </i>com o <i>noir</i>, além do escopo filosófico e do apuro estético que por vezes escapam aos filmes do gênero. Com <i>Blade Runner 2049</i>, Hollywood parece ter encontrado no diretor Denis Villeneuve (de <i>A Chegada</i>) o nome certo para investir numa expansão da história iniciada trinta e cinco anos atrás. Villeneuve é um diretor que segue a cartilha daquilo que fora concebido no primeiro filme, mas que também consegue fazer da continuação um autêntico exemplar da sua filmografia até porque o canadense parece pensar em imagens de maneira muito semelhante ao Ridley Scott de <i>Blade Runner</i>.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Blade Runner 2049 </i>se passa trinta anos depois dos acontecimentos do primeiro filme. No longa, a humanidade está às voltas com os Replicantes quando K, um policial novato interpretado por Ryan Gosling, desenterra um segredo que pode levar tudo ao mais absoluto caos. Na medida em que o caso vai sendo investigado, as pistas levam K ao veterano e recluso Rick Deckard, icônico personagem de Harrison Ford, que anos atrás desaparecera com a Replicante Rachael sem deixar pistas.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8260" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/10/blade-runner-2049-k-deckard-copertina.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Sobre os temas e direcionamentos filosóficos da história, o roteiro de <i>Blade Runner 2049</i>, co-assinado pelo mesmo Hampton Fancher do original,<i> </i>explora algumas reflexões que o antecessor já havia desenvolvido a respeito do questionamento &#8220;o que é ser humano?&#8221;  e sobre a semente do preconceito social, sobretudo quando adentramos na perspectiva de um Replicante que se torna fundamental para a trama. Na forma, <i>Blade Runner 2049 </i>tem o mesmo tempo e perspectiva para esmiuçar essa questão que o <i>Blade Runner </i>de 1982. À semelhança do que Scott fizera,  Denis Villeneuve parece não ter pressa em revelar todas as camadas da sua trama ao espectador, deixando que o mesmo acompanhe todo o percurso investigativo do seu protagonista, assimilando as informações descobertas e as consequências emocionais das mesmas na jornada pessoal do personagem de Ryan Gosling, que assume em definitivo (e de maneira muito competente) o manto de protagonista da continuação.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Mesmo nas suas cenas de ação, Villeneuve foge da burocrática aceleração rítmica do <i>blockbuster </i>contemporâneo, fazendo com que tudo no filme reverencie em primeiro plano o desenvolvimento do seu protagonista e não a pirotecnia técnica do cinema adolescente ao qual Hollywood tem se curvado nos últimos anos. Com isso, o filme é recheado de personagens interessantes que, mesmo em passagens breves, deixam a sua marca na trama e fazem o personagem de Gosling ir adiante em sua jornada pessoal, como é o caso da sua namorada Joi, vivida pela ótima Ana de Armas, da chefe de polícia Joshi, de Robin Wright, e, claro, de Harrison Ford, interpretando Deckard num outro momento da sua vida.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Para conceber suas imagens, Villeneuve conta com o refinamento estético do diretor de fotografia Roger Deakins, que também, tal qual Jordan Cronenweth de <i>Blade Runner</i>, concebe uma jornada visual fascinante ao espectador. O filme concebe registros imagéticos que aderem à narrativa, sobretudo do ponto de vista psicológico, em cores, elementos cênicos e estímulos sígnicos. O casamento desses dois profissionais (Villeneuve e Deakins) faz com que mesmo possuindo duas horas e quarenta e três minutos de duração, o tempo voe tamanho o fascínio e interesse que <i>Blade Runner 2049 </i>exerce no espectador.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8261" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/10/blade-runner-2049-image.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Esse apreço pelas composições imagéticas em <i>Blade Runner 2049 </i>não é algo inédito na trajetória de  Villeneuve, faz parte do seu cinema, daí a reverência da cinefilia por seus filmes. Particularmente, em <i>Sicario </i>e <i>A Chegada</i>,<i> </i>me soou oras indício de presunção, afetação ou mesmo de inadequação às propostas dos respectivos filmes, algo que não ocorria em longas como <i>Incêndios</i>, <i>Os Suspeitos </i>ou <i>O Homem Duplicado</i>. <i>Blade Runner 2049 </i>parece se encaixar perfeitamente na assinatura do realizador em sua relação com esse cinema polido e milimetricamente calculado plano a plano, o que faz do filme um dos melhores da sua carreira.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A continuação &#8220;tardia&#8221; de <i>Blade Runner </i>prima por aquilo que fez do longa de 1982 um clássico só reconhecido pelo tempo: entender que acima do exibicionismo do poderio técnico do cinema americano, a ficção-científica existe para fazer com que a gente reflita sobre os rumos que a humanidade tomou, está tomando e o que podemos fazer para colocar as coisas nos trilhos. A resposta? Possivelmente um pouquinho mais de humanidade. Com toda a sua tecnologia retrô-futurista, um dos acertos da equipe de direção de arte do longa, mantendo aspectos da identidade do original, <i>Blade Runner 2049 </i>mostra como se dá continuidade a um clássico fazendo uma sequência tão boa quanto o antecessor e como muitas vezes é prudente esperar pela história, pelo momento e pelas pessoas certas para explorar um pouco mais determinados personagens e retornar a universos cinematográficos canonizados.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/OEW3gbptBZg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
</div>
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		<title>Crítica: Esquadrão Suicida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Aug 2016 21:26:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[David Ayer]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[Esquadrão Suicida]]></category>
		<category><![CDATA[Jared Leto]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No final das contas, parte dos fatores que mais afetaram a recepção de Esquadrão Suicida são externos ao próprio filme. Um dos maiores percalços do longa foi sua campanha de divulgação, dali pouca coisa corresponde a realidade e talvez os problemas do filme em si tenham relação com esse anseio de fazer jus aos apelos que estavam sendo criados. . O marketing agressivo e criativo, todo o hype gerado  como se o trabalho de David Ayer (de Corações de Ferro e Marcados para Morrer) representasse a grande salvação da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: inherit;" data-blogger-escaped-style="font-family: inherit;">No final das contas, parte dos fatores que mais afetaram a recepção de <i>Esquadrão Suicida</i> são externos ao próprio filme. Um dos maiores percalços do longa foi sua campanha de divulgação, dali pouca coisa corresponde a realidade e talvez os problemas do filme em si tenham relação com esse anseio de fazer jus aos apelos que estavam sendo criados. . O marketing agressivo e criativo, todo o hype gerado  como se o trabalho de David Ayer (de <i>Corações de Ferro </i>e <i>Marcados para Morrer</i>) representasse a grande salvação da lavoura no projeto da Warner com o Universo DC e as notícias de bastidores que davam conta de um grande feito cinematográfico não dão a dimensão do filme que ele é e nem nos dá pistas dos seus maiores defeitos. <i>Esquadrão Suicida </i> ocupa o lugar exato que as histórias desse grupo de heróis ao avesso costumam ocupar nas HQs. Trata-se de um parênteses, uma trama menor, sem os traços definitivos e enérgicos dos grandes eventos protagonizados pelos integrantes da Liga da Justiça, mas que funciona dentro dos seus próprios termos. É certo que se desenvolve de maneira caótica, sobretudo a apresentação da sua premissa e o desenvolvimento da sua trama principal (suspeito que isso tenha relação com as refilmagens pós-recepção negativa de <i>Batman vs. Superman</i>) , mas, em contrapartida, na maior parte da sua projeção, o filme é despojado e divertido como comédia de ação, sobretudo porque tem um elenco que segura muito bem as suas pontas.</span></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: inherit;" data-blogger-escaped-style="font-family: inherit;"><i>Esquadrão Suicida </i>tem seus eventos ambientados após os acontecimentos de <i>Batman vs. Superman</i> e traz a oficial Amanda Waller, interpretada por Viola Davis (da série <i>How to get away with murder</i>), recrutando um grupo de vilões para dar conta de ameaças ainda maiores. Para convencê-los, Waller conta com a ajuda do soldado Ricky Flag e com um dispositivo injetado no interior dos seus recrutados que ameaça pô-los aos ares caso abortem a missão por algum motivo. Assim, Waller consegue reunir o Pistoleiro, Arlequina, Crocodilo, Capitão Bumerangue e outros perigosos inimigos dos principais heróis do universo DC. </span></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: inherit;" data-blogger-escaped-style="font-family: inherit;">O longa, como já antecipado, tem uma estrutura problemática, que, se por um lado, mostra uma disposição para sacudir a maneira &#8220;quadradona&#8221; com que esse tipo de longa costuma ser apresentado e desenvolvido, por outro, acaba confundindo o espectador que, por vezes, não consegue se localizar na trama ou entender os passos dos seus personagens e suas ações. Contudo, essa dispersão na estrutura do filme de Ayer, aliada a um anseio em tornar o longa <i>pop </i>com a inserção de uma trilha sonora extremamente sedutora e algumas <i>gags</i>, não chega a oferecer ao público um resultado próximo dos problemas apresentados em <i>Batman vs. Superman</i>, por exemplo, nada é muito afetado. <i>Esquadrão Suicida </i>consegue ser muito mais bem resolvido e claro, mesmo diante de todo esse caos, do que o filme de Snyder. </span></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6513" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/sui.jpg" alt="sui" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: inherit;" data-blogger-escaped-style="font-family: inherit;">David Ayer é preciso com seus personagens e suas motivações e conta com um elenco empenhado em torná-los figuras carismáticas e consistentes. Aliás, um dos pontos fortes do filme são os seus personagens e, consequentemente, o que seus atores tem a oferecer com eles. Margot Robbie (mais conhecida por <i>O Lobo de Wall Street</i> e, recentemente, por <i>A Lenda de Tarzan</i>), em especial, rouba a cena como a Arlequina, mas não só porque a personagem mostra-se como o alívio cômico do filme ou, como podem pensar os machistas de plantão, porque a atriz aparece em roupas minúsculas, mas devido a maneira como ela compõe a psiquiatra transformada em criminosa por ação do Coringa. Robbie consegue encontrar uma melancolia na paixão de Arlequina pelo vilão que torna a personagem complexa e frágil e o cuidado que a atriz tem ao trafegar por essa linha é admirável, um respeito e uma atenção com a tragédia pessoal da moça e sua psicologia afetada por uma relação doentia que poucas HQs, por exemplo, tiveram a delicadeza de desenhar. Há o temor de que muita gente não consiga acessar isso porque Robbie o faz (acertadamente) de maneira econômica, mas isso já não é um problema do filme. Outros personagens interessantes em <i>Esquadrão Suicida </i>bem executados por seus atores<i> </i>e que valem a pena a menção são a Amanda Waller de Viola Davis, o Pistoleiro de Will Smith, o Rick Flag de Joel Kinnaman e a Magia de Cara Delevingne, aliás, a relação dos dois últimos é um dos pontos altos do longa e serve para dar coesão a trama quando ela ocasionalmente encontra-se perdida em meio a tantos personagens. </span></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><span style="font-family: inherit;" data-blogger-escaped-style="font-family: inherit;">O tão alardeado Coringa de Jared Leto, que não faz parte do Esquadrão Suicida e, coerentemente, está no filme apenas para ajudar-nos a entender a Arlequina, aparece pouco. Ele não é tão marcante quanto outras encarnações do personagem, o que não significa que, posteriormente ele não possa ser explorado com mais força. Isso nos faz chegar ao ponto nevrálgico de uma reação tão negativa (e desproporcional) a <i>Esquadrão Suicida</i>. Talvez o resultado que vejamos na tela não corresponda às expectativas que foram criadas em cima dele, mas o filme atende bem aos seus anseios de ser um produto menor e mais despojado dentro desse projeto DC da Warner. Talvez também o longa frustre um pouco, </span>assim como <i>Batman vs. Superman,</i><span style="font-family: inherit;" data-blogger-escaped-style="font-family: inherit;"> por se mostrar</span><span style="font-family: inherit;" data-blogger-escaped-style="font-family: inherit;"> como uma &#8220;preparação de terreno&#8221; para algo maior, o que, é bem verdade, cansa. Afinal, quando nos será ofertado esse prato principal da Warner/DC? O que </span><i data-blogger-escaped-style="font-family: inherit;">Esquadrão Suicida </i><span style="font-family: inherit;" data-blogger-escaped-style="font-family: inherit;">cumpre bem</span><span style="font-family: inherit;" data-blogger-escaped-style="font-family: inherit;"> é seu compromisso com o entretenimento. Ainda que tenha seus problemas aqui e ali, podemos dizer que são horas bem gastas dentro da sala de cinema (sem o 3D, que, por sinal, inexiste), mas não esperem por uma redenção de projeto cinematográfico algum porque não é isso que ele tem a oferecer. </span></p>
<p><strong>Assista ao trailer abaixo:</strong></p>
</div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8pYp4T8TdP4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Assista ao trailer de Esquadrão Suicida!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2015 22:05:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
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		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O aguardado trailer de Esquadrão Suicida exibido na Comic-Con finalmente foi disponibilizado na rede em alta resolução. Ou seja, os fãs de todo o mundo podem matar a curiosidade sobre o Coringa de Jared Leto e todos os vilões que se juntam a ele nessa adaptação da DC/Warner que chega aos cinemas brasileiros em agosto de 2016. Além do Coringa, o trailer dedica atenção especial a Arlequina, que finalmente receberá sua primeira encarnação nos cinemas pela atriz Margo Robbie (O Lobo de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/21b46467_nat.xxxlarge1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter  wp-image-3147" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/21b46467_nat.xxxlarge1.jpg" alt="21b46467_nat.xxxlarge" width="685" height="363" /></a></p>
<p>O aguardado trailer de<strong> </strong><em><strong>Esquadrão Suicida</strong> </em>exibido na Comic-Con finalmente foi disponibilizado na rede em alta resolução. Ou seja, os fãs de todo o mundo podem matar a curiosidade sobre o Coringa de Jared Leto e todos os vilões que se juntam a ele nessa adaptação da DC/Warner que chega aos cinemas brasileiros em agosto de 2016. Além do Coringa, o trailer dedica atenção especial a Arlequina, que finalmente receberá sua primeira encarnação nos cinemas pela atriz Margo Robbie (<em>O Lobo de Wall Street</em>), e exibe a sequência que traz uma participação do Batman de Ben Affleck.</p>
<p>Para quem ainda desconhece a trama, <em>Esquadrão Suicida </em>fará parte desse novo arco de histórias que a DC pretende lançar com a Warner preparando terreno para uma série de filmes sobre a <em>Liga da Justiça. </em>No longa, acompanharemos um grupo de vilões recrutados por uma agente do governo norte-americano (a indicada ao Oscar Viola Davis) para solucionar um crime em troca de diminuições em suas respectivas penas. O grupo de vilões é formado por Coringa (Jared Leto), sua fiel e apaixonada parceira Arlequina (Margo Robbie), o Pistoleiro (Will Smith), o Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Enchantress (Cara Delevigne), Rick Flagg (Joel Kinnaman) e Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje).</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PLLQK9la6Go" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-trailer-de-esquadrao-suicida/">Assista ao trailer de Esquadrão Suicida!</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Guia Oscar 2014: Atores Coadjuvantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2014 18:57:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Barkhad Abdi]]></category>
		<category><![CDATA[Bradley Cooper]]></category>
		<category><![CDATA[Guia]]></category>
		<category><![CDATA[Indicação]]></category>
		<category><![CDATA[Jared Leto]]></category>
		<category><![CDATA[Jonah Hill]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Ator Coadjuvante]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Fassbender]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Barkhad Abdi &#8211; Capitão Phillips Ator somali que estreou em grande estilo no cinema hollywoodiano. Ele nasceu na cidade de Mogadishu, na Somália, mas mudou-se com a família para os Estados Unidos quando tinha 14 anos. A história dele mostra superação. Assim que chegou ao país, ele trabalhou como motorista de limousine e DJ para ajudar nos estudos. Abdi chegou a ser preso e acusado por posse de drogas há pouco mais de um ano e foi condenado à prisão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/392f7b33-93ad-4205-8d2a-2e53cfaa5835_Barkhad_Abdi_Capitan_Phillips1.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-238 aligncenter" alt="" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/392f7b33-93ad-4205-8d2a-2e53cfaa5835_Barkhad_Abdi_Capitan_Phillips1.jpg" width="620" height="348" /></a><strong>Barkhad Abdi &#8211; </strong><em>Capitão Phillips</em></p>
<p style="text-align: left;"><em></em>Ator somali que estreou em grande estilo no cinema hollywoodiano. Ele nasceu na cidade de Mogadishu, na Somália, mas mudou-se com a família para os Estados Unidos quando tinha 14 anos. A história dele mostra superação. Assim que chegou ao país, ele trabalhou como motorista de limousine e DJ para ajudar nos estudos. Abdi chegou a ser preso e acusado por posse de drogas há pouco mais de um ano e foi condenado à prisão duas vezes. Ainda assim, ele deu a volta por cima e conseguiu o papel que mudaria sua vida. Ao tentar na seleção para o filme de Paul Greengrass (“A Supremacia Bourne”), ele ficou surpreso ao passar no teste. Apesar de ser seu primeiro filme, Barkhad dá um show de atuação em “Capitão Phillips”. Sua performance mostra que existem muitos talentos ocultos no mundo e que não é preciso cursos e escolas de teatro para tornar alguém um bom artista. Abdi foi muito elogiado pela crítica especializada e teve a honra de ser indicado em várias premiações como o BAFTA, SAG Awards, Globo de Ouro e o Oscar. Embora não seja o favorito para ganhar na categoria, sua indicação certamente foi o suficiente para mudar sua vida.</p>
<p><strong>Vitórias anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p><strong>Indicações anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/bradley_cooper_beard_curls_richie_dimaso_american_hustle_film.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-241" alt="bradley_cooper_beard_curls_richie_dimaso_american_hustle_film" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/bradley_cooper_beard_curls_richie_dimaso_american_hustle_film.jpg" width="620" height="348" /></a><strong style="line-height: 1.5em;">Bradley Cooper &#8211; </strong><em>Trapaça</em></p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">O ator está provando que é muito mais do que um rostinho bonito. Apesar de ser bastante conhecido por sua performance em “Se Beber Não Case”, o artista tem mudado suas escolhas profissionais e guiado para um caminho onde ele pode mostrar muito melhor sua capacidade de atuação. Um exemplo disso é seu espetacular desempenho em “O Lado Bom da Vida”, que lhe rendeu indicações a diversas premiações do ano passado. Por coincidência ou não, ele repete a dobradinha com Jennifer Lawrence (“Jogos Vorazes – Em Chamas”) este ano. Apesar de não se cruzarem em “Trapaça”, os dois são excelentes e recebem novas indicações. Ainda assim, por melhor que ele esteja no filme, não acredito que seja digno de ganhar o Oscar. Ele tem uma questão importante com relação a brilho próprio. Cooper tende a deixar outros colegas roubarem seu momento, passando meio de plano de fundo em algumas cenas. Talvez sua indicação seja válida, mas ele certamente não está entre os favoritos. Vamos torcer e esperar pelo momento em que ele assuma o leme do navio e arrase com toda sua capacidade.</span></p>
<p><strong>Vitórias anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p><strong>Indicações anteriores: </strong>Melhor Ator por<em> O Lado Bom da Vida</em> (2013)</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Jared_Leto_Dallas_Buyers_Club_a_l.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-242" alt="Jared_Leto_Dallas_Buyers_Club_a_l" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Jared_Leto_Dallas_Buyers_Club_a_l.jpg" width="620" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Jared Leto &#8211; </strong><em>Clube de Compras Dallas</em></p>
<p>Jared está simplesmente maravilhoso em “Clube de Compras Dallas”. Além de ser um ótimo cantor, com sua banda 30 Seconds to Mars, ele consegue equilibrar sua vida artística de forma a ser excelente em tudo que faz. A dedicação na sua carreira é impressionante. Assim como aconteceu no filme “Réquiem Para Um Sonho”, neste Leto perdeu muitos quilos para interpretar o travesti Rayon. A sua magreza impressiona, comove e incomoda durante todo o longa. Auxiliado por sua genética, que lhe concedeu traços finos, Jared não apenas se veste como mulher, como fica idêntico a uma e muito bonita. É incrível quando ele surge no filme e simplesmente rouba todos os holofotes para ele (o que pode ser um grande problema, inclusive, para Matthew McConaughey [“Como Perder Um Homem em 10 Dias”], que perde brilho durante o filme). A primeira cena em que aparece, seu prêmio no Globo de Ouro já é completamente justificado. E não acho que seja presunção ao dizer que tenho certeza que Leto levará o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. E será completamente merecido.</p>
<p><strong>Vitórias anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p><strong>Indicações anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/21045914_20131002112033649.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-243" alt="21045914_20131002112033649" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/21045914_20131002112033649.jpg" width="620" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Michael Fassbender &#8211; </strong><em>12 Anos de Escravidão</em></p>
<p>O ator irlandês interpreta o impiedoso senhor de escravos em “12 Anos de Escravidão”, onde espanca e estupra sua escrava favorita, interpretada por Lupita Nyong’o. Não que sua performance não seja boa, mas ele apenas deu o azar de cair em um ano muito difícil. Em um ano onde Jared Leto (“Réquiem Para Um Sonho”) deixou poucas chances para os concorrentes. Ainda assim, Fassbender demonstra toda sua naturalidade e maestria ao entrar em cena. Ele consegue se impor, ter presença,o que casa perfeitamente com o personagem que interpreta. Ele é, de fato, um senhor de escravos e consegue transmitir todo seu desprezo com um único olhar. Essa é sua terceira parceria com o diretor Steve McQueen (“Shame”) e todas se mostraram acertadas, como o ninfomaníaco em “Shame” e o prisioneiro que inicia uma greve de fome em “Hunger”. Em todos esse trabalhos, Fassbender “mostra para o que veio” e consegue atrair os holofotes para si. O problema que pode realmente levá-lo a perder o Oscar é a presença espetacular de Jared Leto.</p>
<p><strong>Vitórias anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p><strong>Indicações anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/the-wolf-of-wall-street-jonah-hill.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-244" alt="???????????????????????" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/the-wolf-of-wall-street-jonah-hill.jpg" width="620" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Jonah Hill &#8211; </strong><em>O Lobo de Wall Street</em></p>
<p>Hill está excelente em “O Lobo de Wall Street”. Para quem está acostumado a vê-lo em filmes de besteirol como “Zoolander” e “Superbad – É Hoje”, não acredita que ele realmente tenha um potencial além da comédia debochada. Ele está fantástico em muitas cenas do filme e a dentadura utilizada dá o tom perfeito no seu papel de superficialidade e preocupação com sustentar uma imagem que não existe. Principalmente as cenas em que ele aparece se drogando com Leonardo DiCaprio (“A Origem”), Hill mostra uma naturalidade impressionante e um potencial escondido. Ele continua sustentando uma posição de comédia, mas pode ser levado à sério ao mesmo tempo. Surpreende, realmente, a qualidade de sua participação no filme. O problema com relação ao tão sonhado Oscar, no entanto, é o brilho roubado por seu colega de trabalho. DiCaprio atrai todos os olhares o tempo todo e isso dificulta a percepção dos desempenhos dos demais integrantes do elenco, como o próprio Hill. Ainda assim, além da indicação, vale a descoberta de um talento verdadeiro.</p>
<p><strong>Vitórias anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p><strong>Indicações anteriores: </strong>Melhor Ator Coadjuvante por <em>O Homem que Mudou o Jogo</em> (2011)</p>
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