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	<title>Arquivos Cinebiografia - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Cinebiografia - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 12:57:55 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cinemas brasileiros recebem a primeira cinebiografia musical do ano nesta quinta-feira (15). Estrelado por Hugh Jackman e Kate Hudson, <strong><em>Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</em></strong> foi a aposta da Focus Features para a bilheteria do Natal estadunidense e chega no Brasil, pela Universal Pictures, como um dos filmes do verão para se assistir em família. É claro que não uma dramédia qualquer que se leva crianças, mas é um filme que facilmente poderia entrar para o <em>hall</em> de reprises da Sessão da Tarde em alguns anos. O projeto, ainda que tenha momentos de emoção, é leve e divertido, além de conseguir abarcar um grande público com sua narrativa.</p>
<p><strong><em>Song Sung Blue </em></strong>conta a história do encontro apaixonado entre dois imitadores de celebridades da música que sonhavam em fazer sucesso com suas vozes. Tanto Mike (Jackman) quanto Claire (Hudson) vem ao encontro de almas com suas bagagens e dramas pessoais que fazem a trama girar a partir dos altos e baixos de sua vida a dois. Escrito e dirigido por Craig Brewer (<em>Um Príncipe em Nova York 2</em>, de 2021), o longa-metragem segue essa linha narrativa usual para contar um pouco da vida do casal real &#8216;Raio e Trovão&#8217;. A história escrita por Brewer e baseada na vida de Mike e Claire Sardina não tem nada de extraordinária, mas é extremamente sincera e amorosa.</p>
<p>Ainda que tenha alguns deslizes no ritmo no segundo ato do filme, o roteiro se mantém fiel à clara missão de entreter, emocionar e divertir o público. Tudo isso, é claro, embalado pelas canções de Neil Diamond. E é por meio de suas canções que a narrativa é costurada e guiada pelos altos e baixos da vida e carreira da dupla real. Brewer verdadeiramente não traz nada de novo ou surpreendente em <strong><em>Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</em></strong>, mas faz o que se propõe de forma coerente e razoável, criando um resultado que vale a pena.</p>
<figure id="attachment_20373" aria-describedby="caption-attachment-20373" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-20373" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Song-Sung-Blue-1-2.jpg" alt="Song Sung Blue (2025)" width="2048" height="1365" /><figcaption id="caption-attachment-20373" class="wp-caption-text">Hugh Jackman em cena de &#8216;Song Sung Blue (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>O verdadeiro destaque de <strong><em>Song Sung Blue</em></strong> é seu elenco &#8211; e esse louro vai além da dupla principal. A direção de elenco acertou em cheio ao reunir um grupo de atores e atrizes que tem uma boa química em cena. A família Sardina é o maior destaque, com um momento de parabenização específico para Ella Anderson (<em>Henry Danger: O Filme</em>, de 2025) que tem ótimos momentos em cena, tanto como destaque, como contracena da dupla principal.</p>
<p>Apoiados por um elenco que dá a base necessária para florescer suas interpretações, Hugh Jackman (<em>Deadpool &amp; Wolverine</em>, de 2024) e Kate Hudson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-glass-onion-um-misterio-knives-out-netflix/"><em>Glass Onion: Um Mistério Knives Out</em></a>, de 2022) são os pilares de <strong><em>Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</em></strong>. Com performances coesas e uma desenvoltura fantástica cantando, a dupla de atores encanta o espectador durante a cinebiografia. Jackman faz uma versão dele mesclada com o verdadeiro Mike Sardina, mas sem perder seu encanto e sua graça pessoal.</p>
<p>Hudson, por outro lado, é mais do que a contracena perfeita. Ela vai além, diante do que a direção e o texto te entregam, dando muito mais do que vida aos sonhos e dores de Claire. Hudson é a estrutura de toda a narrativa. Sem a sua performance, talvez <strong><em>Song Sung Blue</em></strong> não fosse o mesmo. Tanto que, quando a sua personagem cai num momento com mais deslizes de ritmo do roteiro, todo o longa também desaba &#8211; não em um desastre, mas em fragilidades de um roteiro que não é extraordinário. Não à toa, a atriz recebeu 3 indicações por sua atuação, sendo duas delas no Globo de Ouro, em Comédia ou Musical, e no Actors Awards.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Craig Brewer</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Hugh Jackman, Kate Hudson, Ella Anderson, King Princess, Michael Imperioli, Fisher Stevens, Hudson Hensley, Mustafa Shakir e Cecelia Riddett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wjStOOUp_4A?si=AJRmrsWlqNa87jRZ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica Springsteen &#8211; Salve-me do Desconhecido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 12:25:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Indo na contramão de muitas cinebiografias recentes, Springsteen: Salve-me do Desconhecido é um recorte de um momento específico da vida do artista retratado em tela. A escolha do diretor e roteirista, Scott Cooper (O Pálido Olho Azul, de 2022), é seu maior acerto em todo o filme. Não que ele passe a colecionar deslizes daqui em diante, mas o longa-metragem funciona justamente por se permitir mergulhar num fragmento da vida do personagem-título, possibilitando um mergulho mais profundo nele e os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Indo na contramão de muitas cinebiografias recentes, <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em> é um recorte de um momento específico da vida do artista retratado em tela. A escolha do diretor e roteirista, Scott Cooper (<em>O Pálido Olho Azul</em>, de 2022), é seu maior acerto em todo o filme. Não que ele passe a colecionar deslizes daqui em diante, mas o longa-metragem funciona justamente por se permitir mergulhar num fragmento da vida do personagem-título, possibilitando um mergulho mais profundo nele e os dilemas vividos por ele na época.</p>
<p><em><strong>Springsteen</strong></em> começa com o cantor (interpretado por Jeremy Allen White) finalizando sua turnê de sucesso do álbum &#8216;The River&#8217; e se mudando para sua cidade natal, na esperança de descansar depois da intensa tour. Mergulhado em memórias duras de sua infância, Bruce compõe o álbum &#8216;Nebraska&#8217;, que muda o rumo de sua vida e carreira por escancarar para ele e para o mundo sua depressão.</p>
<p>A proposta de Cooper de fazer um filme que verdadeiramente se debruça na psiquê de seu personagem nesse momento tão delicado de sua vida é a força motriz de <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em>. O roteiro do cineasta leva o espectador a conhecer a fundo as dores do cantor em momentos de extrema inspiração e solidão. Esse dilema clássico dessas figuras criativas é a porta de entrada para a sensibilidade, o cuidado e o sucesso da interpretação de White (<em>Garra de Ferro</em>, de 2023).</p>
<p>Coincidentemente (ou nem tanto), é neste ponto que muitas cinebiografias falham. Muito se fala sobre os altos e baixos de renomados artistas, mas pouco se dá tempo de verdadeiramente ver isso expandindo até se tornar maior do que suas vidas. E é aqui que Scott Cooper faz <em><strong>Springsteen</strong></em> ser um primor. Ele dá tempo, tanto para sua narrativa quanto para sua direção, de criar os silêncios necessários para ensurdecer à todos. A produção de Nebraska foi o pedido de ajuda de Bruce, quando nem ele conseguia dimensionar o que tinha e o que precisava.</p>
<figure id="attachment_20025" aria-describedby="caption-attachment-20025" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20025" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-750x500.jpg" alt="Springsteen: Salve-me do Desconhecido (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20025" class="wp-caption-text">Jeremy Allen White em cena de &#8216;Springsteen: Salve-me do Desconhecido (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>A sensibilidade dessa escolha e da dilatação que ela exigia permitiu que <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em> tivesse algumas das atuações masculinas mais interessantes do ano, até então. A simplicidade em deixar White ou Jeremy Strong (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz"><em>O Aprendiz</em></a>, de 2024) terem tempo de tela para se mostrarem expostos e frágeis é seu ponto forte. Ambos entregam performances impressionantes que não precisam de grandes explosões. O olhar, especialmente de White, diz tudo o que precisa ser compreendido.</p>
<p><em><strong>Springsteen </strong></em>é um filme sobre contemplação. Contemplar o ritmo das canções, de sua feitura e da vida. É o tempo da batida de um coração sufocando em meio aos holofotes. É um respiro silencioso no meio de uma multidão. É um pedido de socorro, quando tudo parece estar indo bem. A forma como a depressão de Bruce é mostrada traz essas nuances e esse cuidado que é admirável.</p>
<p>Talvez <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em> seja uma das melhores cinebiografias dos últimos tempos justamente por saber escolher o que mostrar. A força do filme está em seu poder de decisão de delimitar um tempo que é um reflexo de um passado &#8211; onde essas cenas são milimetricamente calculadas para não dominarem o filme, mas entregarem o que precisam. Com um elenco que abraça a dor de sua história com cuidado e sensibilidade, este é um dos longas que merecem ser experienciados na telona.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Scott Cooper</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jeremy Allen White, Matthew Anthony Pellicano, Jeremy Strong, Stephen Graham, Odessa Young, Gaby Hoffmann, Harrison Gilbertson, David Krumholtz e Paul Walter Hauser</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/zAuQSMQkqJc?si=9C2W1OaRDQ3-s9Hr" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Homem com H</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2025 12:36:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cinebiografias têm sido um expoente forte nas produções nacionais nos últimos anos. Inevitável pensar no subgênero sem lembrar do feito de Ainda Estou Aqui (2024) e o primeiro Oscar do Brasil, mas essa história vem de muito antes. Nas décadas de história desse tipo de longa-metragem, narrativas sobre cantores, cantoras e bandas sempre foram um ponto alto pelo apelo com o público. Em 2023, por exemplo, o cinema nacional teve uma enxurrada de produções com histórias de grandes nomes da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cinebiografias têm sido um expoente forte nas produções nacionais nos últimos anos. Inevitável pensar no subgênero sem lembrar do feito de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ainda-estou-aqui/"><em>Ainda Estou Aqui (2024)</em></a> e o primeiro Oscar do Brasil, mas essa história vem de muito antes. Nas décadas de história desse tipo de longa-metragem, narrativas sobre cantores, cantoras e bandas sempre foram um ponto alto pelo apelo com o público. Em 2023, por exemplo, o cinema nacional teve uma enxurrada de produções com histórias de grandes nomes da música como em <em>Mamonas Assassinas &#8211; O Filme</em>, <em>Nosso Sonho</em>,  <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-sangue-ferve-por-voce/"><em>Meu Sangue Ferve por Você</em></a> e <em>Meu Nome é Gal</em>. E, nesta quinta-feira (1º), mais uma obra se junta ao <em>hall</em> de artistas da música no cinema com a estreia de <em><strong>Homem com H</strong></em>.</p>
<p>O longa conta as dores, os amores e a magia por trás da vida e carreira de Ney Matogrosso. O cantor, que não apenas está vivo, como participa ativamente da produção, já faz de <em><strong>Homem com H </strong></em>um ponto fora da curva em comparação com a maioria desses filmes. A presença de Ney em todas as etapas de produção fizeram da história algo realista, sensível e místico. A ficção e a realidade vivem um dilema ainda mais tênue no decorrer do longa. Existe uma verdade nas cenas que possivelmente são fruto dessa presença ativa sobre quem o filme se propõe a falar.</p>
<p>A existência de uma dobradinha entre roteiro e direção sempre ajuda a alinhar as visões. No caso de <em><strong>Homem com H</strong></em>, o comando de Esmir Filho (<em>Boca a Boca</em>, de 2020) nas duas principais frentes criativas da produção alinham a palpabilidade do drama com a visão mais fantástica e artística das possibilidades narrativas. Ainda que seja uma cinebiografia de uma pessoa &#8216;comum&#8217; &#8211; entre aspas porque não há nada de comum na voz e presença de palco de Ney -, o filme se permite brincar com uma visualidade mais criativa e fantástica, em certa medida.</p>
<figure id="attachment_19402" aria-describedby="caption-attachment-19402" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19402" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-750x500.jpg" alt="Homem com H (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19402" class="wp-caption-text">Jesuíta Barbosa em cena de &#8216;Homem com H (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Essa visão, ainda que em parceria com a direção de arte de Thales Junqueira (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bacurau/"><em>Bacurau</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baby/"><em>Baby</em></a>, de 2025), a fotografia de Azul Serra (<em>Senna</em>, de 2024) e a montagem de Germano de Oliveira (<em>O Melhor Amigo</em>, de 2025), não deixam de vir da presença de Esmir. A colaboração entre os departamentos permite que a sua visão saia do papel e ganhe forma. A integração da ideia do cineasta com a composição visual do resultado de <em><strong>Homem com H</strong></em> é encantadora. Seja no real dos momentos mais duros da vida de Ney, no sensível dos seus dramas pessoais ou no fantástico dos amores e de suas performances, o longa entrega um resultado visual verdadeiramente interessante e fora da curva.</p>
<p>Outro acerto do longa é seu elenco. Seja com a sutileza e potência de Hermila Guedes (<em>Cangaço Novo</em>, de 2023) e Rômulo Braga (<em>Maria e o Cangaço</em>, de 2025) como os pais de Ney, ou com a doçura e o fervor de Bruno Montaleone (<em>O Lado Bom de Ser Traída</em>, de 2023) e Jullio Reis (<em>S.O.S. Mulheres ao Mar 2</em>, de 2015) como alguns dos maiores amores do cantor, os intérpretes do filme honram a obra e a história. Tudo isso orbitando a entrega assustadoramente fiel de Jesuíta Barbosa (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-filha-do-palhaco/"><em>A Filha do Palhaço</em></a>, de 2022) ao viver nas telonas a estrela de <em><strong>Homem com H</strong></em>.</p>
<p>Os trejeitos, os olhares penetrantes e a intensidade nos palcos são entregues por Jesuíta em cada uma das semanas desde seus primeiros minutos de filme. Ao longo da sua jornada como Ney, ele parece crescer em cena ao mesmo tempo que seu personagem amadurece como adulto. Talvez <em><strong>Homem com H</strong></em> seja um dos papeis mais interessantes da carreira do ator por colocá-lo numa situação onde a potência, a sutileza e a peculiaridade andam juntos e representam os tantos Neys que existem.</p>
<p>Essa é a magia do filme que tanto encanta o público. Olhamos pelo buraco da fechadura e descobrimos que o Ney Matogrosso dos palcos é apenas um de tantos que ele foi, é e ainda poderá ser. Vislumbrar mais do que o artista em seu ápice do misticismo, mas encarar as feridas abertas da sua alma. Saber das suas perdas e senti-las de perto. <em><strong>Homem com H </strong></em>arrebata em diversos momentos por nos lembrar que por trás do mito e do místico existe uma pessoa de carne, osso, com passado, dores e amores.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Esmir Filho</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jesuíta Barbosa, Hermila Guedes, Rômulo Braga, Bruno Montaleone, Jullio Reis, Mauro Soares, Caroline Abras, Pedro Zurawski e Lara Tremouroux</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/tHlkkfoMwFo?si=u-1f_0DC-nC4N7x0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2025 12:17:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O subgênero dos filmes de gângster dominou Hollywood durante as três últimas décadas do século passado, com sucessos como O Poderoso Chefão (1972), Os Intocáveis (1987) e Os Bons Companheiros (1990). Desde então, os projetos que vingaram dentro dessa lógica de produção diminuíram gradativamente e, com isso, a quantidade de filmes que chegam ao público também. Apesar de alguns sucessos depois dos anos 2000, qualquer estreia do subgênero imediatamente é comparada com os grandes nomes &#8211; como os já citados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O subgênero dos filmes de gângster dominou Hollywood durante as três últimas décadas do século passado, com sucessos como <em>O Poderoso Chefão (1972)</em>, <em>Os Intocáveis (1987)</em> e <em>Os Bons Companheiros (1990)</em>. Desde então, os projetos que vingaram dentro dessa lógica de produção diminuíram gradativamente e, com isso, a quantidade de filmes que chegam ao público também. Apesar de alguns sucessos depois dos anos 2000, qualquer estreia do subgênero imediatamente é comparada com os grandes nomes &#8211; como os já citados &#8211; e não foi diferente com <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</em></strong>.</p>
<p>O longa-metragem, dirigido por Barry Levinson (<em>Rock em Cabul</em>, de 2015), chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (20) com a difícil missão de sobreviver ao rastro de referências comparativas que o espectador trará às salas de cinema. Uma coisa é certa: pode se poupar das frustrações porque <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder </em></strong>não consegue se equiparar a absolutamente nada. O filme é um pastiche confuso e repetitivo da fórmula de filmes de máfia italiana, com a presença de Robert De Niro (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinos-da-lua-das-flores/"><em>Assassinos da Lua das Flores</em></a>, de 2023) em cena e a tentativa de simular a presença de Joe Pesci (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/"><em>O Irlandês</em></a>, de 2019), através do segundo personagem de De Niro.</p>
<p>O início de <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</em></strong> até parece promissor. A narrativa já estabelece logo de cara uma cisão entre a máfia com a tentativa de assassinato do chefe dos chefes, ao mesmo tempo que indica uma história narrada em primeira pessoa, como uma espécie de memória do narrador-personagem. No entanto, isso rapidamente cai por terra e dá lugar a uma história arrastada, caricata e sem nenhum tipo de excitação. Nem mesmo a grande cena de assassinato do longa é bem construída. Em vez de ser o <em>plot</em> que quebraria com as expectativas do público, a cena passa a ser um absoluto nada, sem ser capaz de gerar qualquer tipo de sensação no espectador.</p>
<p>O maior problema de <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</em></strong> é que ele é um projeto sem alma. Não há nada da essência de um filme de gângster que se sinta assistindo ao longa. Todas as características estão expressas no roteiro, mas não chega verdadeiramente lá. O filme é só uma embalagem, sem absolutamente nada dentro. Tanto pela direção de Levinson, quanto pelo roteiro de Nicholas Pileggi (<em>Cassino</em>, de 1995), o espectador não é atingido de forma positiva por nada no projeto. Não há um momento sequer de verdadeiro engajamento entre a produção e seu público.</p>
<p>Essa falta de essência também se deve pela construção caótica do roteiro. Em momentos ele parece que se encontra e segue uma linha, mas os saltos temporais e o encadeamento dos fatos se tornam um borrão estranho ao longo do filme. <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</em></strong> é daqueles projetos que você sai da sala de cinema sem saber o que achar e sentir sobre o que acabou de ver. O espectador sai anestesiado, mas não por ter sido completamente envolvido pela trama. É uma dormência de sensações que o roteiro de Pileggi causa.</p>
<figure id="attachment_19257" aria-describedby="caption-attachment-19257" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19257" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/The-Alto-Knights-3-750x500.jpg" alt="The Alto Knights: Máfia e Poder (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/The-Alto-Knights-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/The-Alto-Knights-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/The-Alto-Knights-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/The-Alto-Knights-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/The-Alto-Knights-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19257" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;The Alto Knights: Máfia e Poder (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Para piorar ainda mais essa confusão, ainda existe uma clara falta de delimitação sobre o formato do projeto. Em momentos, ele se estabelece como um docudrama, outros, é um filme de gângster narrado em primeira pessoa, mas esses elementos nunca soam unidos. <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder </em></strong>sofre com essa indefinição de subgêneros que serão usados para guiar sua narrativa, o que só a torna ainda mais confusa. E, se já não bastasse esse emaranhado de escolhas duvidosas, a definição dos personagens é o ápice da caricatura, a ponto de nem De Niro ser capaz de salvar &#8211; e ainda é arrastado para a vala.</p>
<p>O elenco tem nomes interessantes e poderia render bons frutos à produção se a mesma ajudasse. Nem mesmo o ator vencedor de Oscar e com um leque de filmes de gângster em sua carreira conseguiu brilhar no show de horrores caricatural de <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</em></strong>. Robert De Niro parece fazer uma nova versão de seus personagens anteriores como Frank Costello, enquanto faz uma versão ainda mais caricaturada do que as atuações de Joe Pesci como Vito Genovese. Apesar de algumas cenas constrangedoras e estranhas, De Niro ao menos consegue equilibrar os devaneios narrativos quando ele é sua própria contracena, afinal Costello e Genovese são os personagens principais e antagônicos do filme.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, De Niro não é o suficiente para salvar o navio afundando. Ao lado dele, mais talentos como Debra Messing (</span><i><span style="font-weight: 400;">Pesquisa Obsessiva</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2018) e Cosmo Jarvis (</span><i><span style="font-weight: 400;">Persuasão</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2022) também não se saem bem. Seus personagens são mal elaborados e trabalhados,  o que não permite que nenhum dos dois possa brilhar em cena. Nem mesmo a veterana do subgênero, que atuou em <i>O Irlandês</i>, Kathrine Narducci (<i>Má Educação</i>, de 2019), conseguiu se salvar das caricaturas das personagens envolvidas na trama de <b><i>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</i></b>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><span style="font-weight: 400;">desperdício de bons nomes no elenco, mostrando que nem mesmo </span><span style="font-weight: 400;">De Niro é o suficiente para salvar o filme, só reforçam a confusão da produção. Ainda que o longa se inspire em eventos reais, sua dramatização, construção de arcos narrativos e estrutura do roteiro foram um produto pensado por alguém do projeto e aprovado pelos demais. E para não dizer que todo o peso dos erros do filme estão em Pileggi, Levinson também divide essa culpa. Ele não consegue orquestrar <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</em></strong> como uma bela e completa sinfonia. O cineasta falha na tentativa de copiar uma série de coisas que deram certo no passado, entregando ao público um pastiche mal costurado de caricaturas do que um dia foi bom.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Barry Levinson</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Robert De Niro, Debra Messing, Cosmo Jarvis, Kathrine Narducci e Michael Rispoli</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lu_8a6SHaX4?si=3MaSEgwAPFZqVJ2g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Maria Callas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 12:44:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada de premiações está aí e, com ela, os lançamentos dos possíveis filmes que podem chegar ao Oscar com alguma indicação. Dentre as estreias da semana, Maria Callas, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), está entre os longas-metragens que fazem campanha por algumas vagas na maior premiação do cinema mundial. A produção, que conta os últimos dias de vida do ícone da ópera, desponta como um possível indicado em categorias técnicas referentes ao departamento de arte no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada de premiações está aí e, com ela, os lançamentos dos possíveis filmes que podem chegar ao Oscar com alguma indicação. Dentre as estreias da semana, <strong><em>Maria Callas</em></strong>, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), está entre os longas-metragens que fazem campanha por algumas vagas na maior premiação do cinema mundial. A produção, que conta os últimos dias de vida do ícone da ópera, desponta como um possível indicado em categorias técnicas referentes ao departamento de arte no Academy Awards, mas o foco principal de campanha do filme é a atuação de Angelina Jolie (<em>Aqueles que me Desejam a Morte</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos</em></a>, ambos de 2021).</p>
<p><strong><em>Maria Callas</em></strong> é o terceiro longa do diretor Pablo Larraín (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jackie/"><em>Jackie</em></a>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-spencer/"><em>Spencer</em></a>, de 2021) que foca seus esforços em recriar momentos cruciais da vida de figuras femininas reais. A diferença neste projeto é que o roteirista Steven Knight (<em>Serenidade</em>, de 2019 e <em>Spencer</em>) utiliza da fantasia e de flashbacks constantes para preencher as vivências de Callas, emaranhado a sua vida e morte em números musicais. Essa escolha traz uma estética visual e narrativa de fantasia para o filme, permitindo que sua história vá além de uma simples narração dos últimos dias de vida.</p>
<p>Seja a partir dos devaneios pelos remédios ou através de suas memórias afetivas e dolorosas de vida, a personagem de Angelina teve muito o que viver em seus momentos finais. E esse pastiche de vivências reais e ficcionais permitiram que <strong><em>Maria Callas</em></strong> fosse um projeto um pouco diferente de Larraín. Apesar disso, existe uma estrutura de condução muito clara desse tipo de filme para o diretor. Se o espectador já assistiu Jackie ou Spencer, é possível de imaginar certas escolhas ou encaminhamentos que serão tomados no trabalho do cineasta chileno visto em tela.</p>
<p>Atrelado ainda a ideia de fantasia presente no filme por meio dessas digressões e dos devaneios de Maria, o longa ganha muito nos departamentos de arte e fotografia. Talvez os pontos mais altos de <strong><em>Maria Callas</em></strong> sejam justamente os resultados dos dois departamentos. A arte brilha na composição de sets de época, no figurino e como ele conta a história da personagem-título, tal qual o cabelo e maquiagem finalizam essa composição visual com maestria.</p>
<figure id="attachment_19043" aria-describedby="caption-attachment-19043" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19043" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-750x500.jpg" alt="Maria Callas (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-770x514.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2.jpg 1012w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19043" class="wp-caption-text">Angelina Jolie em cena de &#8216;Maria Callas&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Da mesma forma, o departamento de fotografia de <strong><em>Maria Callas</em></strong>, comandado por Edward Lachman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-conde/"><em>O Conde</em></a>, de 2023), mergulha nas possibilidades narrativas mediadas pela fantasia e memória da personagem de Angelina. A composição estética visual do filme se complementa com essa tríade entre os dois departamentos e a força motriz do roteiro que é a fantasia e as memórias de Callas. Com isso, o espectador tem um espetáculo visual mais interessante dentre as três biografias femininas da carreira de Pablo Larraín.</p>
<p>Auxiliando o diretor a apontar a direção do barco da produção, Angelina Jolie vem como uma força em cena. Talvez um de seus melhores trabalhos dramáticos da carreira, <strong><em>Maria Callas</em></strong> permite que a atriz ande em outros tons e camadas de desenvolvimento que talvez não tenha tido a oportunidade &#8211; ou ao menos uma boa oportunidade &#8211; de desenvolver. O resultado de sua performance no longa merece elogios e louros, no entanto, ela se fragiliza nas cenas onde o enfoque em números musicais são maiores. A dublagem da atriz, por vezes, quebra a vivência do público por soar como uma nítida dublagem.</p>
<p>Com algumas poucas indicações na temporada de prêmios, <strong><em>Maria Callas</em></strong> tem como foco da campanha a indicação de Jolie ao Oscar e, talvez, menções nas categorias dos departamentos de arte e fotografia. Se as chances de indicação ao prêmio de Melhor Atriz já são pequenas por conta do ano disputadíssimo, as vitórias se tornam ainda melhores. Suas chances maiores de indicações e até mesmo possíveis vitórias se concentram nos departamentos de visualidades do longa. No entanto, as expectativas são baixas para o filme despontar como favorito ao Oscar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pablo Larraín</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Angelina Jolie, Pierfrancesco Favino, Alba Rohrwacher, Haluk Bilginer e Kodi Smit-McPhee</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/nHcoK0uuxIw?si=t6j4BGeK8rhFkKUD" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: I Wanna Dance With Somebody &#8211; A História de Whitney Houston</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 12:50:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O som é um dos elementos fundamentais na elaboração de um filme. Dentro deste universo, a trilha sonora é um dos maiores atrativos para o público &#8211; seja ele crítico ou leigo. Sob essa lógica, musicais, em teoria, alcançam o ápice do uso desse importante elemento cinematográfico. Mas o que é melhor do que um musical feito a partir de músicas conhecidas e amadas pelo público? Daí vem o sucesso das inúmeras cinebiografias musicais produzidas nos últimos anos. De 2018 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O som é um dos elementos fundamentais na elaboração de um filme. Dentro deste universo, a trilha sonora é um dos maiores atrativos para o público &#8211; seja ele crítico ou leigo. Sob essa lógica, musicais, em teoria, alcançam o ápice do uso desse importante elemento cinematográfico. Mas o que é melhor do que um musical feito a partir de músicas conhecidas e amadas pelo público? Daí vem o sucesso das inúmeras cinebiografias musicais produzidas nos últimos anos. De 2018 para cá, seis grandes produções hollywoodianas foram feitas dentro desse subgênero e levaram centenas de milhares de espectadores às salas de cinema.</p>
<p>Começando pelo estrondoso sucesso de público, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bohemian-rhapsody/"><i>Bohemian Rhapsody</i></a> (2018) recuperou o fôlego das cinebiografias musicais que estavam em baixa desde o final dos anos 2000. Após a história do Queen, vieram outros conhecidos nomes da música internacional como Elton John e Judy Garland. Na tentativa de acompanhar o fervor gerado por cinebiografias musicais como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-judy-muito-alem-do-arco-iris/"><i>Judy: Muito Além do Arco-Íris</i></a> (2019), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rocketman/"><i>Rocketman</i></a> (2019), <i>Respect: A História de Aretha Franklin</i> (2021) e, mais recentemente, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><i>Elvis</i></a> (2022), <b><i>I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston</i></b> chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (12).</p>
<p>O longa-metragem sobre uma das vozes que mais impactaram a música na história dos Estados Unidos tem alguns problemas já conhecidos pelo público. <b><i>I Wanna Dance With Somebody</i></b> carrega as mesmas falhas que o filme do Queen apresentou em 2018. Ambos os longas foram escritos pelo roteirista Anthony McCarten (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-destino-de-uma-nacao/"><i>O Destino de uma Nação</i></a>, de 2017, e <i>Dois Papas</i>, de 2019) e seguem uma lógica onde os eventos da vida dos artistas são acessórios para a utilização de suas famosas canções.</p>
<p>A escolha de priorizar a força das músicas de Whitney em detrimento de uma construção narrativa bem aprofundada atrapalha o desempenho do filme. No lugar de desenvolver os dilemas vividos pela artista, <b><i>I Wanna Dance With Somebody</i></b> utiliza esses fragmentos da vida da cantora quase somente para conectar as canções. Não se vê a potência de suas experiências (boas ou ruins) com a mesma força e relevância que a produção dá aos números musicais.</p>
<figure id="attachment_16320" aria-describedby="caption-attachment-16320" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16320" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed-750x500.jpg" alt="I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed-610x406.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/unnamed.jpg 800w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16320" class="wp-caption-text">Naomi Ackie em cena de I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston (2022)</figcaption></figure>
<p>Questões latentes vividas por Whitney como  o seu relacionamento tóxico com o ex marido, sua autocobrança por ter que ser “A Voz” da música pop da época ou seu problema com drogas não são devidamente explorados, o que acaba enfraquecendo o potencial do projeto. Somado a isso, a direção também falha em trazer personalidade para a produção. A forma como Kasi Lemmons conduz <b><i>I Wanna Dance With Somebody</i></b> soa distante. Diferente do que ela fez em <i>Harriet: O Caminho para a Liberdade</i> (2019), a atriz e diretora não consegue impor a sua marca.</p>
<p>Além disso, existem algumas escolhas de planos e enquadramentos incompreensíveis. Em diversas passagens, o espectador tem a sensação de estar assistindo um documentário de bastidores da vida de Whitney. Essas imagens surgem sem nenhum contato ou proximidade com a personalidade que está sendo descrita em cena. As sequências soam ainda mais estranhas quando reunidas com os outros deslizes já descritos de <b><i>I Wanna Dance With Somebody</i></b>, como na cena em que Whitney descobre que seu pai está hospitalizado.</p>
<p>No meio desses problemas, o longa tem momentos de brilho graças ao seu elenco. É evidente que as canções são os pontos altos de <b><i>I Wanna Dance With Somebody</i></b>, mas o trabalho de Naomi Ackie (<i>Lady Macbeth</i>, de 2016, e <i>S<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-a-ascensao-skywalker/">tar Wars: Episódio IX &#8211; A Ascensão Skywalker</a></i>, de 2019), Stanley Tucci (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bela-e-a-fera/"><i>A Bela e a Fera</i></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-silencio/"><i>O Silêncio</i></a>, de 2019) e Tamara Tunie (<i>O Voo</i>, de 2012) se destaca. Apesar do mal aproveitamento dos momentos dramáticos da narrativa, o desempenho de Naomi como Whitney é divertido de se ver. Da mesma forma, Tucci e Tamara conseguem entregar momentos mais intensos &#8211; dentro das limitações do roteiro &#8211; ao público.</p>
<p>Focar nas músicas funciona como um agrado mais imediato ao subconsciente do espectador, mas isso é mérito da voz de Whitney e não do filme. Na contramão do que faz <i>Elvis</i>, <b><i>I Wanna Dance With Somebody</i></b>segue uma linha fácil de sucesso. A produção é divertida, mas excessivamente longa e sem muito impacto. As quase 2h30 de duração poderiam ser trocadas por uma boa pesquisa sobre a vida da artistas e uma playlist com os maiores sucessos da cantora. Infelizmente a grande “Voz” não teve o filme que a sua grandiosidade artística merecia.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Kasi Lemmons</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Naomi Ackie, Stanley Tucci, Ashton Sanders, Tamara Tunie, Nafessa Williams e Clarke Peters</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/HrIyiE-fWdA?si=a6oBQ0jB0gT5kOnE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Cate Blanchett viverá atriz famosa em cinebiografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2015 11:51:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cinebiografia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3517" aria-describedby="caption-attachment-3517" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/o-CATE-BLANCHETT-facebook.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3517 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/o-CATE-BLANCHETT-facebook.jpg" alt="o-CATE-BLANCHETT-facebook" width="610" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-3517" class="wp-caption-text">Blanchett já viveu outra atriz no cinema</figcaption></figure>
<p>A atriz Cate Blanchett é a cotada para viver Lucille Ball em uma cinebiografia produzida pelo diretor Aaron Sorkin, mesmo de <em>Steve Job</em> e <em>A Rede Social</em>. Ball foi uma famosa artista dos anos 1950 e ficou conhecida por seu papel na série <em>I Love Lucy</em>. O longa vai contar sua história, focando principalmente no casamento com o também ator Desi Arnaz, com quem ficou por 20 anos. Eles contracenavam juntos na série e formavam o par romântico principal.</p>
<p>A cinebiografia contará com a produção de dois filhos do casal famoso, Lucie Arnaz e Desi Arnaz Jr.. Essa não é a primeira vez que Blanchett interpreta outra atriz no cinema. Em <em>O Aviador</em>, ela viveu Katharine Hepburn, o que, inclusive, lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.</p>
<p>O longa ainda não previsão para iniciar a produção.</p>
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