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	<title>Arquivos Chris Pratt - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Chris Pratt - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Guardiões da Galáxia Vol.3</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 May 2023 21:49:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guardiões da Galáxia Vol.3 chega aos cinemas depois de uma caminhada meio tortuosa por parte da Marvel. Depois de nos apresentar produções bem mais ou menos, com CGI feitos de qualquer jeito, o estúdio finalmente resolveu investir tudo aquilo que ele sabe que pode e tem para entregar uma produção de qualidade, a serviços dos fãs. Então podem ir sem medo ao cinema, pois este filme é realmente tudo o que poderia ser. Peter Quill (Chris Pratt, Jurassic World: Domínio) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> chega aos cinemas depois de uma caminhada meio tortuosa por parte da Marvel. Depois de nos apresentar produções bem mais ou menos, com CGI feitos de qualquer jeito, o estúdio finalmente resolveu investir tudo aquilo que ele sabe que pode e tem para entregar uma produção de qualidade, a serviços dos fãs. Então podem ir sem medo ao cinema, pois este filme é realmente tudo o que poderia ser.</p>
<p>Peter Quill (Chris Pratt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jurassic-world-dominio/"><em>Jurassic World: Domínio</em></a>) ainda sofre a &#8220;perda&#8221; de sua amada Gamora (Zoe Saldana, <em>Avatar: O Caminho da Água</em>) &#8211; que não lembra de absolutamente nada do que eles viveram -, quando tem seu novo QG invadido e Rocket (Bradley Cooper, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-beco-do-pesadelo/"><em>O Beco do Pesadelo</em></a>) acaba sendo gravemente ferido. Na tentativa de salvar o seu amigo, ele precisa explorar mais do passado desconhecido dele e lidar com surpresas que nem imaginava que encontraria no caminho.</p>
<p>Voltar à formatação mais tradicional de produção de filmes é uma decisão sempre acertada da Marvel. O estúdio quis inovar com outros modelos por algum tempo e viu que nem sempre o novo é mais atraente, especialmente se você não dedica o tempo suficiente para isso. E sim, tempo é o que mais tem prejudicado o estúdio da Disney. Com produções que dependem cada vez mais de computação gráfica, não dá para cadenciar uma escala em massa, como se a edição destes filmes fosse algo simples e corriqueiro de fazer.</p>
<p>E se eu já não sou grande fã de filmes que abusam do CGI, imagine aqueles que fazem isso sem dedicar o tempo necessário para nos oferecer cenas de qualidade. Diferente do que vinha fazendo, aqui em <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> a Marvel se dedicou. Da parte dela, na finalização, e da parte de James Gunn (<em>O Esquadrão Suicida</em>), para fazer um <em>grand finale</em> na sua carreira dentro do estúdio, agora que ele foi de vez para a concorrente DC Comics.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-16709 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora.jpg" alt="Guardiões da Galáxia Vol.3" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme pega toda a energia leve e descontraída desta franquia e aplica as emoções necessárias para contextualizar seus personagens. Saber do passado de Rocket faz todo o sentido na trama, o que não vou esmiuçar mais aqui para não dar spoilers. Mas o fato é que não apenas rimos muito no longa, como choramos em vários momentos. Ele é igualmente leve e emocionante, sem pesar a mão de nenhum lado.</p>
<p>À medida que a história vai se aprofundando, vemos que o mote principal do roteiro é amizade. Essa relação de afeto pura e dedicada. Um amor construído e parceiro que torna alguém como parte da nossa família, mesmo sem compartilhar do mesmo sangue ou sobrenome. É a amizade verdadeira que move o mundo para o resgate e a salvação de Rocket. Assim como é este mesmo sentimento que une todos ali com o mesmo cuidado e companheirismo.</p>
<p>Nada menos do que o grupo merecia nesta despedida. Ainda que tenha um sentimento de saudosismo e lamento, não existe sofrimento em deixar partir os personagens que tomam novos caminhos. Depois de passar 2h30 vendo o quanto que a amizade é enaltecida, o acolhimento da partida é algo muito natural. Tanto para os personagens quanto para os espectadores.</p>
<p>É realmente incrível ver como Gunn consegue fazer de <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> um fechamento legítimo e honroso desta trilogia, que teve tanto equilíbrio. Diferente de outras franquias da Marvel que têm altos e baixos, filmes excelentes seguidos de longas super fracos, aqui nós temos constância. Os personagens seguem as suas lógicas, mantém suas personalidades. O humor é presente, mas sem o absurdo do escárnio que foi <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>. Não precisamos ir para o deboche humilhante para fazer o espectador rir.</p>
<p>Assim como a sensação de se sentir em casa, <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3 </strong>nos revela a sua alma mais honesta e clara. A Marvel mostra um respeito pelos fãs, assim como Gunn nos honra com uma belíssima finalização de sua participação no estúdio. Os caminhos que este grupo vai tomar ainda não são exatamente precisos, mas temos a sensação de que isso pouco importa, pois tivemos as emoções que precisávamos para entender todas as mudanças que virão.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Gunn</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Karen Gillan, Pom Klementieff, Will Poulter, Sean Gunn, Nathan Fillion, Vin Diesel, Bradley Cooper</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/d1yNc9skssk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Super Mario Bros. O Filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Apr 2023 12:00:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Adaptações costumam ser um caminho perigoso no audiovisual. Seja nas narrativas seriadas ou nos cinemas, o resultado de um livro ou jogo querido levado para outra mídia pode ser desastroso. Quando se fala em adaptações de video games, o problema se agrava ainda mais. O histórico desastroso veio dos anos 1980 e continua até hoje com, por exemplo, o lançamento do altamente criticado Mortal Kombat (2021). Ainda que tenham seus erros, adaptações como a série do HBO Max, The Last [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Adaptações costumam ser um caminho perigoso no audiovisual. Seja nas narrativas seriadas ou nos cinemas, o resultado de um livro ou jogo querido levado para outra mídia pode ser desastroso. Quando se fala em adaptações de <i>video games</i>, o problema se agrava ainda mais. O histórico desastroso veio dos anos 1980 e continua até hoje com, por exemplo, o lançamento do altamente criticado <i>Mortal Kombat</i> (2021).</p>
<p>Ainda que tenham seus erros, adaptações como a série do HBO Max, <i>The Last of Us</i> (2023-) provam que ainda é possível mudar uma narrativa de mídia sem que ela perca a qualidade e/ou sua essência. Daí vem a ideia de uma nova versão, agora animada, do clássico jogo do Super Nintendo. O filme <b><i>Super Mario Bros. O Filme</i></b>, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (6), vem para apagar o fracasso de sua adaptação anterior.</p>
<p>Com a missão de conquistar os fãs frustrados há 30 anos e novos espectadores, a produção da Illumination tem uma missão nada fácil. <b><i>Super Mario Bros. O Filme </i></b>acerta na nostalgia nos momentos cômicos, nos <i>easter eggs</i> para os conhecedores do jogo, mas esquece de aprofundar a sua base narrativa. O problema que fica evidente logo nos primeiros 20 minutos de filme é, na verdade, uma questão estrutural da produtora.</p>
<p>Ainda que com sucessos de público, as animações da Illumination costumam ter uma narrativa rasa e majoritariamente infantil. Diferente de suas principais concorrentes, a Disney e Pixar, o estúdio que trouxe ao mundo a franquia <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-malvado-favorito-3/"><i>Meu Malvado Favorito</i></a> (2010-2022) tem dificuldades em tornar suas histórias mais densas. Possivelmente por uma questão de público, o costume não mudou e <b><i>Super Mario Bros. O Filme</i></b> segue essa máxima rasa em seu roteiro.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16639 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-750x500.jpg" alt="Super Mario Bros. O Filme (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É preciso reforçar, no entanto, que esse pano de fundo infantilizado da história não faz de <b><i>Super Mario Bros. O Filme</i></b> um produto ruim. Isso apenas faz com que ela não alcance voos maiores. O exemplo disso são as gargalhadas e os sorrisos arrancados por momentos nostálgicos ao longo da curta uma hora e meia de duração.</p>
<p>O projeto se apega na máxima da empresa a ponto de reverter seus esforços narrativos em criar momentos engraçados e recheados de <i>easter eggs</i>. Assim, ir à sessão do longa-metragem esperando algo inovador ou profundo é frustração garantida. Por outro lado, se o público deseja um divertimento livre de reflexões existencialistas e bastante nostalgia, <b><i>Super Mario Bros.</i></b> é o filme certo.</p>
<p>Em meio ao turbilhão de cores vibrantes e memórias do clássico jogo do Super Nintendo, o longa tem um elenco de vozes extraordinário &#8211; seja em sua versão original como na dublagem brasileira. No entanto, é preciso enaltecer o trabalho da dublagem nacional, em especial em animações. O trabalho de voz dos atores e atrizes que participaram de <b><i>Super Mario Bros. O Filme</i></b> é extraordinário. Dublagem essa que é um dos elencos que ajuda a sustentar o filme, mesmo em seus momentos de deslize.</p>
<p>Assim, a tão aguardada produção sobre um dos jogos mais queridinhos da história irá divertir multidões e, possivelmente, ter uma arrecadação impressionante. Uma possível sequência ou <i>spin-off</i> é inevitável no mundo de hoje e em breve deve vir outras narrativas com o bigode mais famoso do <i>video game</i>. Apesar da sua falta de densidade e camadas narrativas, <b><i>Super Mario Bros.</i></b> ainda consegue ser um divertido programa em família num domingo à tarde.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Aaron Horvath e Michael Jelenic</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Chris Pratt, Anya Taylor-Joy, Charlie Day, Jack Black, Keegan-Michael Key, Seth Rogen e Fred Armisen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Cb4WV4aXBpk?si=Z_03JEcne6HQRxJz" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Thor: Amor e Trovão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 20:28:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Thor: Amor e Trovão chega aos cinemas como um episódio bem independente do universo Marvel, como estamos acostumados. Diferente de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, o cidadão desaviado pode chegar aqui e se entreter normalmente, ainda que a experiência seja muito melhor para quem tem todo o contexto da trama. Essa é uma característica que eu admiro em qualquer filme novo que tem surgido na Marvel, já que a cada dia que passa fica mais impossível alcançar o repertório [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Thor: Amor e Trovão</em></strong> chega aos cinemas como um episódio bem independente do universo Marvel, como estamos acostumados. Diferente de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>, o cidadão desaviado pode chegar aqui e se entreter normalmente, ainda que a experiência seja muito melhor para quem tem todo o contexto da trama. Essa é uma característica que eu admiro em qualquer filme novo que tem surgido na Marvel, já que a cada dia que passa fica mais impossível alcançar o repertório de mais de 20 filmes. Penso que ainda que um universo seja criado (e isso é algo muito bacana), os filmes precisam andar com as próprias pernas para se tornarem mais perpétuos no mundo cinematográfico.</p>
<p>Dito isso, <strong><em>Thor: Amor e Trovão</em></strong> traz o herói Thor depois dos eventos do último filme dos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores</em></a>, acompanhado do grupo de Guardiões das Galáxias, explorando o universo e salvando quem ele consegue. Mal sabe ele que um vilão surge a partir de uma atitude egoísta de um deus que lhe nega a misericórdia divina. Esse antagonista é ninguém menos que Christian Bale (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs Ferrari</em></a>), no papel do temido Gorr, o Carniceiro dos Deuses. Enquanto isso, sua antiga paixão Jane está lutando com um câncer avançado na Terra. Thor atende ao chamado de um deus em perigo e descobre toda a tramoia de Gorr. Com isso, recorre ao Rei Valquíria (Tessa Thompson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-identidade-netflix/"><em>Identidade</em></a>), que está no comando da Nova Asgard.</p>
<p>Como se é esperado da franquia de Thor, a comédia é a régua principal das cenas. Ainda que eu ache que passaram do ponto em alguns momentos, no geral o filme consegue equilibrar bem este formato, deixando espaço para os dramas e romances necessários. Romance esse que precisaria de um pouco mais de aprofundamento entre ele e Jane. Senti falta de mais olho no olho, mais intensidade entre o casal. Talvez um pouco menos de comédia resolvesse essa questão. Ainda assim, existe uma dosagem boa entre os gêneros.</p>
<p>Natalie Portman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vox-lux-o-preco-da-fama/"><em>Vox Lux &#8211; O Preço da Fama</em></a>) está muito bem reassumindo um protagonismo na pele de Jane. Forte e determinada, ela veste bem o lado de Poderosa Thor, deixando Thor surpreso com seu surgimento. Surgimento esse, aliás, que carecia um pouco mais tempo para explicação, já que a narrativa de que o martelo foi salvá-la cai por terra quando descobrimos que ele, na verdade, está sugando seu último centavo de vida. A sua química com Chris Hemsworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mib-homens-de-preto-internacional/"><em>MIB: Homens de Preto – Internacional</em></a>) segue sendo um bom acerto, ainda que a diferença absurda de altura tenha que ter sido minimizada por banquinhos em gravações.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15647" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao.jpg" alt="Thor: Amor e Trovão" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>E do que seria de um filme sem um bom vilão? Aqui Bale entra perfeitamente como o vil Gorr. De fato, as cenas são assustadoras e ele conota todo o medo necessário para aquela circunstância. Sempre em meio às sombras, com características que remetem à escuridão, ele é o próprio pavor em pessoa. A sua transformação no vilão é incrível de se ver, com tamanha dedicação do ator em encarnar cada momento do personagem. É um dos pontos de equilíbrio que falei ali acima sobre humor e outras temáticas.</p>
<p>Esta parte do humor, por sinal, tem várias nuances. Ciúmes de martelos e até cabras berrantes (elas são maravilhosas), todos os detalhes trazem a leveza que já é pertinente ao Thor. Até mesmo o surgimento de novos personagens traz um pouco disso, como é o caso de Zeus de Russel Crowe (<em>Dois Caras Legais</em>). Ele está tão natural quanto poderia assumindo a arrogância e superioridade de Zeus. Esta parte, inclusive, rende cenas bem engraçadas com o físico de Thor pelado.</p>
<p>O roteirista e diretor Taika Waititi (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><em>Jojo Rabbit</em></a>) fez bom uso de seu tempo, elenco e artifícios, criando um longa melhor que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/"><em>Thor: Ragnarok</em></a>, que perdeu a mão em alguns aspectos. Temos humor, drama, romance, intensidade, tudo imerso em uma trilha sonora maravilhosa que já virou uma tradição na Marvel. É gostoso e leve de assistir, tornando-se um entretenimento despretensioso e acertado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Taika Waititi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Hemsworth, Natalie Portman, Christian Bale, Tessa Thompson, Russell Crowe, Jaimie Alexander, Chris Pratt, Dave Bautista, Melissa McCarthy, Matt Damon, Sam Neill</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CTG7omQnS2Q" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/">Crítica: Thor: Amor e Trovão</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Jurassic World &#8211; Domínio</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 18:22:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jurassic World &#8211; Domínio chega aos cinemas para deixar os fãs de dinossauros em polvorosa. Isso porque este longa consegue unir as duas franquias, Jurassic World e a saudosa Jurassic Park. Por si só, isso já seria motivo o suficiente para ficarmos bastante empolgados com a trama. Indo além, o longa nos oferece um toque de nostalgia na medida, nos fazendo envolver novamente com a história. O mundo agora convive diariamente com os dinossauros, depois que a Ilha Nublar foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio</strong> </em>chega aos cinemas para deixar os fãs de dinossauros em polvorosa. Isso porque este longa consegue unir as duas franquias, <em>Jurassic World</em> e a saudosa <em>Jurassic Park</em>. Por si só, isso já seria motivo o suficiente para ficarmos bastante empolgados com a trama. Indo além, o longa nos oferece um toque de nostalgia na medida, nos fazendo envolver novamente com a história.</p>
<p>O mundo agora convive diariamente com os dinossauros, depois que a Ilha Nublar foi destruída. É algo como andar na rua e se deparar com algum desses bichos. Ainda assim, os cientistas estudam os impactos que isso pode ter na ordem da Terra, nas cadeias alimentares e tudo mais. Enquanto isso, Claire (Bryce Dallas Howard, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rocketman/"><em>Rocketman</em></a>) e Owen (Chris Pratt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) lidam com a presença de Maisie (Isabella Sermon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jurassic-world-reino-ameacado/"><em>Jurassic World: Reino Ameaçado</em></a>), a garota que foi clonada pela filha do dono do Jurassic Park e agora é perseguida por uma grande corporação.</p>
<p>Ellie Sattler (Laura Dern, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) ressurge incrível e maravilhosa para investigar o aparecimento de insetos gigantes que estão devastando plantações inteiras e aterrorizando as pessoas. Ela pede a ajuda, então, de seu grande amigo das antigas Alan Grant (Sam Neil, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/"><em>Thor: Ragnarok</em></a>) já que tem uma suspeita de que uma grande corporação está fazendo uma mutação genética.</p>
<p><em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio</strong></em> é um grande serviço aos fãs, pois toca em todos os pontos de memória afetiva que podemos ter. Eles relembram cenas e personagens a todo momento, mas de maneira sutil para não perder a personalidade do longa em questão. São animais que surgem, reencontros carinhos, personagens fisicamente parecidos com anteriores e por aí vai. Cena após cena, somos imersos mais uma vez neste universo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15559" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster.jpg" alt="Jurassic World - Domínio" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>E é justamente essa imersão que faz o filme funcionar muito bem. Eu particularmente sempre critiquei <em>Jurassic World</em> por não conseguir fazer o espectador se envolver tanto quanto Jurassic Park. E esse filme corrige muito bem este problema. Não sei se apenas pela retomada de personagens principais da trilogia anterior ou pelo próprio roteiro que adota estratégias inteligentes.</p>
<p>Tratando tudo com mais objetividade, o longa não tem um grande <em>plot twist</em> ou milhares de inimigos que vão surgindo tal qual ratos do bueiro. Ele segue uma linha mais dos anos 1990 (que muito me agrada), onde não se tinha tanta pressa em contar a história, pois se criavam menos arcos narrativos. Desta forma, conseguimos nos envolver mais e comprar a ideia que está sendo vendida ali.</p>
<p>A relação de Claire e Owen tem esse adicional de ter uma filha na personagem de Maisie e como o casal se une para defender aquilo que ama e acredita. Eles não são o grande foco deste filme (e com razão), mas ainda assim seguem como protagonistas. Temos ainda a adição simpática de Kayla (DeWanda Wise, <em>Paternidade</em>) que funciona com uma ótima coadjuvante na história.</p>
<p>O grande trunfo de <em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio</strong></em>, no entanto, é retomar a dinâmica de Ellie e Alan. E como é bom relembrar o quanto eles eram ótimos em cena. Uma parceria que deu certo lá atrás e só reforçou aqui. Os dois se reencontram depois de anos de falta de contato e a chama de uma possível relação amorosa ressurge, deixando o espectador ansioso com essa possibilidade. Mesmo sem ter muitas informações sobre a missão, Alan rapidamente topa a proposta de Ellie pois sabe que vai sair daquela fase de inércia e solidão em que se encontra.</p>
<p>Não acho que ser um serviço aos fãs seja um demérito, principalmente quando temos equilíbrio e um roteiro bem trabalho. E é justamente isso que acontece aqui em <em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio. </strong></em>Ainda que tenham algumas falhas de ritmo no meio do caminho, o filme funciona muito bem e é um ótimo entretenimento, até mesmo para aqueles que não são fãs assíduos do parque dos dinossauros.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Colin Trevorrow</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Jeff Goldblum, Laura Dern, Sam Neil, DeWanda Wise, Mamoudou Athie, Isabella Sermon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kATdt-lCnU8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Dois Irmãos &#8211; Uma Jornada Fantástica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2020 14:26:21 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira o longa <em><strong>Dois Irmãos &#8211; Uma Jornada Fantástica</strong></em>, mais uma animação super fofa da Pixar que trata com delicadeza de questões profundas. Ian (Tom Holland, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Homem-Aranha: Longe de Casa</em></a>) é um jovem que acaba de completar 17 anos e é um tanto deslocado no colégio. Ele vive com sua mãe Laurel (Julia Louis-Dreyfus, série <em>Veep</em>) e com o excêntrico irmão mais velho Barley (Chris Pratt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jurassic-world-reino-ameacado/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Jurassic World: Reino Ameaçado</em></a>), já que seu pai morreu quando ele ainda era um bebê. Com a descoberta de um presente que o pai deixou para quando os filhos fossem maior de 17 anos, a dupla de irmãos tem que embarcar em uma jornada para tentar ver a figura paterna novamente, mesmo que por menos de 24 horas.</p>
<p>Toda essa história é envolta em magia desde o começo. O roteiro nos explica que o mundo era cheio de coisas fantásticas nos primórdios, mas que a facilidade de implementar a tecnologia acabou deixando isso de lado. Então hoje, seres fantásticos vivem como comuns, já que não que não precisam mais praticar seu lado mágico.</p>
<p>Ian é extremamente ligado à memória do pai. Então a simples possibilidade de conhecer ele por 24 horas é o suficiente para mover céu e terra neste objetivo. Por parte de Barley, ele só quer apoiar o irmão, sendo seu fiel escudeiro. Essa relação vai sendo construída desde o início do roteiro. Inicialmente, vemos o estranhamento e diferenças dos dois. Logo em seguida, percebemos que é justamente isso que os une e os torna completos como dupla.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12518" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/2925053.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Dois Irmãos - Uma Jornada Fantástica" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/2925053.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/2925053.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/2925053.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com o passar do tempo, o objetivo acaba sendo secundário e a jornada é o que realmente interessa. Ian percebe que não é a presença do pai que vai torná-lo mais completo, e sim a sua consciência de que ele teve no irmão, todo o suporte que precisava. O protagonista aprende a valorizar mais aquilo que ele já tem e aqueles que são presentes, muito além de buscar algo inalcançável.</p>
<p>Sendo assim, <strong><em>Dois Irmãos &#8211; Uma Jornada Fantástica</em></strong> fala sobre relações fraternais, sobre amizade, sobre tolerância com as diferenças, sobre crenças. Temos uma personagem que esqueceu a própria essência pela necessidade de ganhar dinheiro e se sustentar. Ela foi oprimida pelo mundo ao seu redor e vive superficialmente, fingindo que não tem poderes fantásticos e que não é frustrada por não usá-los. Note a profundidade de tais embates.</p>
<p>E como estamos falando de <em>Pixar</em>, tudo isso é envolto em emoções e sentimentos profundos. Os personagens vão apresentando suas camadas e questões que precisam ser trabalhadas. De uma maneira leve e divertida, a dupla de irmãos passeia por diversas nuances. Este é um filme de entretenimento para as crianças, mas de profunda reflexão para os adultos. O carisma dos personagens nos diverte a todo momento, mas os temas são tratados com muita sabedoria. E é isso torna ele perfeito para qualquer público.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Dan Scanlon<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Chris Pratt, Julia Louis-Dreyfus, Octavia Spencer, Ali Wong, Mel Rodriguez, Lena Waithe</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yo0CR654lVg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. Vingadores: Ultimato chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de Guerra Infinita (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/">Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Jurassic World &#8211; Reino Ameaçado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jun 2018 23:04:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Bryce Dallas Howard]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pratt]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Jurassic Park]]></category>
		<category><![CDATA[Jurassic World: Reino Ameaçado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para qualquer fã de Jurassic Park sempre foi uma pena ver a criação de Steven Spielberg e do escritor Michael Crichton perdida em continuações que giravam em círculos, explorando ainda a ideia do retorno de pessoas à ilha que abrigou o mal sucedido parque dos dinossauros do milionário John Hammond (Richard Attenborough), atração que, por sinal, sequer chegou a ver a luz do dia após a desastrosa experiência pré-inaugural com alguns cientistas. O Mundo Perdido: Jurassic Park e Jurassic Park 3 eram filmes sustentados basicamente na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Para qualquer fã de <i>Jurassic Park </i>sempre foi uma pena ver a criação de Steven Spielberg e do escritor Michael Crichton perdida em continuações que giravam em círculos, explorando ainda a ideia do retorno de pessoas à ilha que abrigou o mal sucedido parque dos dinossauros do milionário John Hammond (Richard Attenborough), atração que, por sinal, sequer chegou a ver a luz do dia após a desastrosa experiência pré-inaugural com alguns cientistas. <i>O Mundo Perdido: Jurassic Park </i>e <i>Jurassic Park 3 </i>eram filmes sustentados basicamente na ideia de que seres humanos correndo de dinossauros famintos proporcionava diversão, fazendo com que todas as pontuais discussões de <i>Jurassic Park </i>sobre os limites da descoberta científica através da manipulação genética e as possibilidades de expansão daquele universo nunca estivessem na ordem de preocupações das suas pautas criativas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Ainda que não seja um ponto pacífico entre fãs e críticos, <i>Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros </i>de 2015 foi o primeiro filme derivado de <i>Jurassic Park </i>que realizou o que acabamos de mencionar. O filme de Colin Trevorrow revitalizou o parque, permitindo que, pela primeira vez o víssemos em &#8220;perfeito&#8221; funcionamento, trazendo de volta ainda questões relativas ao uso da ciência através do conflito em torno do híbrido Indominus Rex, a cobiça de homens gananciosos pelo feito genético (sempre eles) e o uso dos animais para fins que não fossem apenas o do entretenimento, como era o caso do interesse de militares pelos velociraptors treinados por Owen Grady (Chris Pratt). Claro que &#8220;humanos correndo de dinossauros&#8221; fazia parte do pacote, mas <i>Jurassic World </i>se esforçou bem mais que seus antecessores na busca por novos horizontes para aquele universo.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9016" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Jurassic-World-Reino-Ameaçado_.jpeg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i><b>Jurassic World: Reino Ameaçado</b> </i>segue a mesma linha do filme de 2015 de Trevorrow, que agora assume a produção e passa a direção para o espanhol J. A. Bayona (de <i>O Impossível </i>e <i>O Orfanato</i>). Na história, Claire (Bryce Dallas Howard), a administradora do extinto Jurassic World, retorna à ilha Nublar agora como ativista ambiental interessada na preservação dos dinossauros ameaçados de extinção pela atividade de um vulcão prestes a entrar em erupção. Com a ajuda de um milionário, ela retorna ao local para levar algumas espécies a um santuário localizado em uma outra ilha, onde viveriam livre e supostamente isolados da presença humana. Como uma das espécies em questão é a velociraptor Blue, Claire chama o ex-namorado Owen Grady para a missão e parte para o local junto com alguns membros da sua ONG. Ao chegar na ilha, o grupo descobre que existe muito mais por trás da missão de resgate da qual participa.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Jurassic World: Reino Ameaçado</i> algumas discussões são retomadas. Novamente estamos falando do uso de uma descoberta científica por homens que pela vaidade ou pelo dinheiro passam por cima da história de insucessos do parque e querem encontrar formas de seguirem explorando aqueles animais. O roteiro escrito pela dupla  Colin Trevorrow e Derek Connolly segue investindo em novas possibilidades e o surgimento de uma ONG pró-dinossauros interessada em preservar os animais em um santuário é um ponto forte do filme, sobretudo porque traz novos elementos para Claire, que era da mesma equipe e veio da mesma experiência do Jurassic World do Dr. Henry Wu, mas que por culpa e relação afetiva com as criaturas e o legado de Hammond tem uma consciência maior a respeito do destino de Blue e das demais espécies capturadas.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9017" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Jurassic-World-Reino-Ameaçado-1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Algo que marca presença nesta continuação de maneira mais intensa que no filme anterior é a relação do treinador Owen Grady interpretado pelo carismático Chris Pratt com a velociraptor Blue, invertendo, como em <i>Jurassic World</i>, toda uma lógica de afirmação da espécie em questão como uma perigosa ameaça para os personagens humanos, ainda que siga implacável como caçadora. Um dos principais vestígios de afeto da nova trilogia está nessa dinâmica estabelecida por Owen com Blue desde que ela era filhote. Aqui está inegavelmente o coração do filme.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Tudo o que apontamos é forte em <i>Jurassic World: Reino Ameaçado</i>. Contudo, um aspecto do longa a ser destacado desta vez é mesmo a presença de J. A. Bayona na direção. Quando Bayona foi contratado pelos produtores da continuação, um aspecto levantado por eles que justificaram a escolha foi a destreza com que o cineasta manipula elementos e estratégias do cinema de horror e como isso dialogava com a proposta de Spielberg em sequências de <i>Jurassic Park </i>que marcaram o público por proporcionar igual efeito, como o primeiro ataque do T-Rex ou o cerco empreendido pelos velociraptors nas dependências do parque. Com a criação de um novo dinossauro, o Indoraptor, ainda mais assustador em seu <i>design </i>que o Indominus Rex do longa anterior, o filme de Bayona cria momentos de muita tensão no longa, alguns deles visualmente exemplares que nos remetem a registros imagéticos típicos dos filmes de monstro, como a sequência na qual o personagem de Toby Jones apresenta o dinossauro preso numa jaula à plateia do leilão ou a perseguição do animal à garotinha Maisie Lockwood, investindo em elementos como sombras do animal ou a exposição da sua anatomia disforme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É certo que, mais uma vez, a franquia adia algo que promete desde <i>O Mundo Perdido: Jurassic Park </i>de 1997, mostrar as consequências da convivência entre humanos e dinossauros no mesmo planeta sem as cercas eletrificadas do parque, algo que só surge aqui no último ato. No entanto, <i>Jurassic World: Reino Ameaçado </i>segue com os mesmos esforços do filme anterior, levando aquele universo para novos lugares, e garantindo muito entretenimento para a plateia com momentos carregados de tensão e senso de aventura sendo mais honesto em seus deslizes e acertos do que boa parte dos <i>blockbusters </i>que tem feito a cabeça da geração atual.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/u2WuN96DSkY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
</div>
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		<title>Crítica: Guardiões da Galáxia Vol. 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Apr 2017 18:43:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pratt]]></category>
		<category><![CDATA[Guardiões da Galáxia Vol. 2]]></category>
		<category><![CDATA[James Gunn]]></category>
		<category><![CDATA[Kurt Russell]]></category>
		<category><![CDATA[Sylvester Stallone]]></category>
		<category><![CDATA[Zoe Saldana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando lançado em 2014, Guardiões da Galáxia estabeleceu um novo padrão de realização de filmes para a própria Marvel Studios, que até então operava com sua cartela de personagens já conhecidos na chave de ignição de Jon Favreau em Homem de Ferro. Diferente de outros diretores que trabalharam na Marvel, James Gunn pôde transformar esse produto em um parque de diversões só seu, com direito a uma assinatura que todos imediatamente passaram a reconhecer como sua. E ele pôde fazer [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Quando lançado em 2014, <i>Guardiões da Galáxia </i>estabeleceu um novo padrão de realização de filmes para a própria Marvel Studios, que até então operava com sua cartela de personagens já conhecidos na chave de ignição de Jon Favreau em <i>Homem de Ferro</i>. Diferente de outros diretores que trabalharam na Marvel, James Gunn pôde transformar esse produto em um parque de diversões só seu, com direito a uma assinatura que todos imediatamente passaram a reconhecer como sua. E ele pôde fazer isso por não haver por parte da Marvel uma preocupação com os cânones desses personagens como há com Homem de Ferro, Thor ou Capitão América. Star Lord, Gamora e cia. fazem parte de um grupo de personagens que não tinham até então uma leva de fãs fieis que já seguiam suas histórias nas HQs. O filme de James Gunn apesentava ação e comédia &#8220;fora da casinha&#8221; com uma embalagem ainda mais <i>pop </i>com sua trilha sonora nostálgica, piadas de duplo sentido e referências <i>pop.</i></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i></i>O resultado foi um sucesso incalculável que influenciou até mesmo as produções da Marvel que o sucederam em diferentes níveis de êxito, como o divertido <i>Homem-Formiga </i>e o desarranjado <i>Doutor Estranho, </i>e a sua rival Warner/DC no problemático <i>Esquadrão Suicida</i>. Mas ainda que as marcas de Gunn tenham sido cooptadas pela própria Marvel, somente Gunn consegue fazer um filme a la <i>Guardiões</i> porque tal fórmula só funciona de fato com esse grupo de personagens e com a liberdade que somente ele parece gozar no estúdio. Natural que o filme tivesse uma continuação pois faz parte desse mega universo Marvel, e natural também que seguindo os mesmos passos do longa anterior, <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i>fosse mais um êxito. Ele basicamente pega tudo que deu muito certo no filme que o antecedeu e amplifica (mais <i>awesome mix</i>, mais Groot fazendo fofuras e mais momentos sem noção do Drax).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Guardiões da Galáxia Volume 2, </i>o grupo liderado por Star Lord/ Peter Quill (Chris Pratt) está há um tempo em missões universo afora e são surpreendidos por revelações em torno da paternidade de Peter. Inicialmente, a quantidade de personagens e conflitos em <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i> preocupa: Será que Gunn conseguirá dar conta de tanta história assim? No cerne de toda a trama, a relação de Peter Quill/Star Lord com seu pai, mas também o retorno de Yondu, a conflituosa rixa entre Gamora e Nebulosa, conhecemos Mantis, dois vilões perseguem o grupo de personagens, os Guardiões se dividem em dois grupos durante parte do filme&#8230; Enfim, muita coisa acontece. Até certo ponto, a impressão que o longa dá é que a qualquer momento James Gunn perderá o fio da meada, mas na metade da história ele oferece a conexão entre todas essas peças, sublinhando o conceito dos Guardiões como uma família, e surge uma outra faceta de <i>Guardiões da Galáxia</i>. O grupo de heróis involuntários não abandona a anarquia, mas assume uma faceta mais emotiva, capaz de amarrar de maneira ainda mais forte os laços afetivos entre seus personagens e entre os mesmos e o público.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7622" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/04/New-Guardians-Of-The-Galaxy-Pics-5.1-1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Mantis, uma nova personagem, é adicionada à história e têm muito a oferecer não apenas à trama do segundo filme mas ao próprio grupo. As figuras que já existiam têm sua personalidade expandida, como Yondu, Nebulosa e Gamora, ainda que está última tenha que se envolver em uma trama amorosa ainda pouco elaborada com Peter Quill. Por sua vez, os personagens que já eram carismáticos no primeiro filme, seguem produzindo o mesmo efeito aqui. Assim, <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i>cimenta sua relevância não apenas no universo Marvel, mas dentro de sua própria esfera de existência e, ao que tudo indica, a cada obra que passa prometerá esgarçar as possibilidades (relações, dramas, conflitos) das suas personagens. Particularmente, isso é um alento diante dos esforços nem sempre válidos do estúdio de estabelecer conexões mil entre todos os seus títulos. Não que <i>Guardiões </i>não crie alguns vínculos com o que ocorre na órbita da saga <i>Vingadores</i>, mas ele sobrevive dentro dos seus próprios termos e por isso tem uma preocupação extra em cuidar dos seus próprios personagens e tramas. Isso é bastante positivo.</p>
<p>Como universo cinematográfico, o mais interessante de <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i>é perceber que ele sublinha uma característica que percebíamos no primeiro filme e que &#8211; sabiamente- foi mantida pela Marvel (que parece não ter sido seduzida pela popularidade do primeiro longa), os personagens dialogam com o grande projeto do estúdio (tanto que estarão no próximo filme <i>Vingadores</i>), mas estabelecem raizes firmes em seu próprio território, dando a entender que essa aproximação não será marcada por uma dependência excessiva. Com o segundo filme de sua franquia, James Gunn parece expandir as próprias possibilidades do universo dos Guardiões, trazendo até mesmo um grupo de personagens que, ao que tudo indica, pode gerar uma ramificação cinematográfica igualmente interessante encabeçada por ninguém menos que Sylvester Stallone. Não dá para ser mais <i>cool </i>que isso.</p>
<p><b>Atenção!!! Ao longo dos créditos há diversas cenas adicionais! Aliás, os créditos do próprio filme (!!!) são um show à parte. </b></p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4-i8nTNSQFI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Passageiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jan 2017 00:54:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pratt]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Passageiros é pretexto para reunir pela primeira vez nas telas duas das maiores forças de Hollywood no momento, Chris Pratt (Jurassic World e Guardiões da Galáxia) e Jennifer Lawrence (das franquias Jogos Vorazes e X-Men), dois nomes que conseguem bancar as bilheterias das produções que  têm encabeçado em tempos nos quais o star system parece coisa do passado. Não dá para ser ingenuo quanto a isso, nem cínico também.  O romance no espaço protagonizado pelos atores funda-se nas mesmas bases [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i>Passageiros </i>é pretexto para reunir pela primeira vez nas telas duas das maiores forças de Hollywood no momento, Chris Pratt (<i>Jurassic World </i>e <i>Guardiões da Galáxia</i>) e Jennifer Lawrence (das franquias <i>Jogos Vorazes </i>e <i>X-Men</i>), dois nomes que conseguem bancar as bilheterias das produções que  têm encabeçado em tempos nos quais o <i>star system </i>parece coisa do passado. Não dá para ser ingenuo quanto a isso, nem cínico também.  O romance no espaço protagonizado pelos atores funda-se nas mesmas bases que outrora reuniram Julia Roberts e Brad Pitt em <i>A Mexicana</i> ou Angelina Jolie e Johnny Depp em <i>O Turista</i>, ambos, por sinal, verdadeiros fiascos criativos. <i>Passageiros </i>passa longe disso, mas não deixa de ter fragilidades o suficiente para afastá-lo daquilo que a reunião dos seus protagonistas de fato mereciam.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Passageiros</i>, Pratt e Lawrence interpretam um mecânico e uma escritora submetidos a um programa de colonização de um novo planeta. Devido a um mal funcionamento das cabines que os levam a um sono de 90 anos, ambos acordam mais cedo do que o previsto para a concretização do intuito do programa. Sozinhos, os dois únicos passageiros da Avalon acordados começam a desenvolver um relacionamento, mas são surpreendidos por uma outra instabilidade na nave que põe em risco a vida dos demais companheiros.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"> <img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7136" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/01/passageiros_.jpg" alt="" width="610" height="348" /></div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Dirigido por Morten Tyldum (de <i>O Jogo da Imitação</i>), <i>Passageiros </i>é sabotado pelo roteiro desleixado de Jon Spaiths (<i>Prometheus </i>e <i>Doutor Estranho</i>). O trabalho a toque de caixa do roteirista não só simplifica seus personagens a características superficiais como também parece não se importar muito em oferecer situações que os insira em conflitos dramáticos mais interessantes e que talvez pudessem fazer a história do longa de fato engrenar. Da revelação feita a personagem de Jennifer Lawrence em um bar à súbita pane na nave que (claro) somente o personagem de Pratt pode solucionar, culminando ainda com o romance sem vida do casal principal (aliás, um graveproblema em se tratando de um longa que pretende ser antes de mais nada um romance), <i>Passageiros </i>é um filme estéril, artificial. O espectador não sente absolutamente nada por ele, pelos seus protagonistas, pela situação que são submetidos. Nada. Para complicar ainda mais o novelo de problemas que o roteiro do longa cria para si, as bases do relacionamento entre os protagonistas  tornam-se ainda mais questionáveis quando o filme, atabalhoadamente, cria atenuantes para as ações do personagem de Pratt e alterna a posição da personagem de Lawrence entre a submissão e a culpa, um estratagema batido e ultrapassado, convenhamos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, mesmo que as duas grandes razões para <i>Passageiros </i>ser concebido, Chris Pratt e Jennifer Lawrence, sigam demonstrando muito carisma e magnetismo em todo o filme, além de uma ótima sintonia, o longa que eles protagonizam não faz muito pelo casal. <i>Passageiros </i>é um passatempo moderado, tem lá a sua dose de entretenimento e não chega a agredir a plateia como a média de longas similares, mas insiste em ficar na superfície e na artificialidade, quando poderia ir além e tem ferramentas para isso. No final das contas, poderia ter levado seu emblema de &#8220;<i>Titanic </i>encontra <i>Gravidade</i>&#8221; mais a sério.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>P.S.: Entrei e sai da sessão sem entender a razão para um ator do calibre de Andy Garcia entrar mudo e sair calado de <i>Passageiros</i>.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
</div>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/j30Rwlm75KM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Sete Homens e um Destino</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-sete-homens-e-um-destino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2016 03:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine Fuqua]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pratt]]></category>
		<category><![CDATA[Denzel Washington]]></category>
		<category><![CDATA[Ethan Hawke]]></category>
		<category><![CDATA[Peter Sarsgaard]]></category>
		<category><![CDATA[Sete Homens e um Destino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hollywood já captou as demandas da sua atual geração de consumidores. Já não dá mais para se apoiar em antigos modelos de narrativa e construção de personagens que relegam ao plano secundário determinados grupos que antes eram tratados tropegamente por suas produções. Ainda que estejamos longe de desconstruir determinados estragos simbólicos que certas construções fizeram na formação de gerações passadas e alguns estratos sociais ainda sejam tabus (os transgêneros, por exemplo), grandes produções como Mad Max: Estrada da Fúria, Star [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hollywood já captou as demandas da sua atual geração de consumidores. Já não dá mais para se apoiar em antigos modelos de narrativa e construção de personagens que relegam ao plano secundário determinados grupos que antes eram tratados tropegamente por suas produções. Ainda que estejamos longe de desconstruir determinados estragos simbólicos que certas construções fizeram na formação de gerações passadas e alguns estratos sociais ainda sejam tabus (os transgêneros, por exemplo), grandes produções como <i>Mad Max: Estrada da Fúria</i>, <i>Star Wars: O Despertar da Força</i>, <i>Caça-Fantasmas </i>e, futuramente, <i>Mulher-Maravilha</i>, conforme sublinha o seu primeiro trailer, são títulos que contemplam como protagonistas personagens que há um tempo atrás não teriam tanto tempo na tela, fazendo com que suas presenças na trama sejam uma pertinente crítica a modelos de representação da antiga Hollywood.</p>
<p>Claro que esta nova perspectiva tem relação com as atuais demandas do mercado vinculadas às palavras de ordem do momento, o &#8220;empoderamento&#8221; e a &#8220;representatividade&#8221;,  não sejamos inocentes. Claro também que parte desse ímpeto não é novo e, em outras ocasiões, minorias foram contempladas (o próprio <i>Sete Homens e um Destino </i>de 1960 é prova disso), mas não com o protagonismo simbólico que elas vêm assumindo nessas fitas que outrora eram representantes do machismo, xenofobia e toda sorte de preconceito dos seus próprios consumidores médios. Fora isso, não interessa se partidariamente você é de direita ou esquerda, representatividade importa e é positivo que as grandes produções, aquelas que são consumidas por muitas pessoas, estejam atentas e alertas sobre tais questões, afinal, elas serão referências para as futuras gerações</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O <i>remake </i>de <i>Sete Homens e um Destino</i>, que, vale sempre frisar, já era um <i>remake </i>de <i>Os Sete Samurais </i>de Akira Kurosawa,<i> </i>surge nessa leva. No seu grupo de justiceiros temos um negro (Denzel Washington, excelente), um irlandês, um índio, um mexicano, um oriental e, por tabela, uma mulher. Todos representantes de estratos que passaram por maus bocados nas mãos do homem branco endinheirado. O grupo chega aqui para cumprir a meta de fazer o seu algoz pagar por anos de humilhação sofridos na construção da América.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6705" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/09/themag.jpg" alt="themag" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No final das contas, o novo <i>Sete Homens e um Destino </i>trata de fazer uma reparação histórica. Pela via da representatividade que o filme consegue se destacar e passar longe do estigma de que os <i>remakes </i>são sempre peças vazias de originalidade, propósito e atualização da sua própria história, ou seja, mera reprodução ou simplesmente uma grande mancha no legado e no espírito do seu original. <i>Sete Homens e um Destino </i>consegue ter respeito com os filmes de John Sturges e Akira Kurosawa, mas também encontra seu próprio caminho e não é excessivamente subserviente com o material de origem, realizando as alterações que entende serem necessárias e firmando com muito respeito ao público e aos fãs dos antecessores os seus próprios termos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A premissa do filme se mantém. Um grupo de pistoleiros se reúne para defender um povoado que anda sendo vítima da exploração e dos mandos e desmandos de homens violentos, aqui, comandados por um frio usurpador de terras, interpretado pelo sempre interessante Peter Sarsgaard (de filmes como <i>A orfã </i>e <i>Educação</i>). Diferente do americano de 1960, a versão do diretor Antoine Fuqua (de <i>Dia de Treinamento </i>e <i>Nocaute</i>) não tem como vítima um vilarejo de mexicanos, mas uma comunidade qualquer americana que tem como principal empreendedora da busca por justiça a obstinada viúva Emma Cullen (Haley Bennett). A composição do grupo dos sete justiceiros também é alterada e novos personagens são apresentados nessa versão, o que é bem positivo, por sinal.</p>
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<p>Como <i>western</i>, <i>Sete Homens e um Destino </i>mostra-se formalmente aplicado. Fuqua preserva as convenções do gênero com as angulações dos seus planos, a lógica e a composição dos planos e contra planos,  os seus jogos de luzes, a sua decupagem e a encenação das suas cenas de ação. Contudo, como já sinalizado linhas atrás, o grande achado da nova versão desta história é toda a sua construção simbólica no entorno desse intuito de reparação, que fica ainda mais claro no destino do vilão do longa.</p>
<p>Mesmo que Quentin Tarantino já tenha realizado isso em um <i>western</i> com <i>Django Livre</i>, por exemplo, continua sendo Tarantino, ele é pop, mas não é do &#8220;paladar&#8221; de todo o público médio que vai ao cinema. Além disso, cá para nós, o filme de 2012 do cultuado diretor tinha um prolongamento desnecessário da sua trama. <i>Sete Homens e um Destino </i>realiza os mesmos propósitos  de maneira igualmente enfática, porém mais simples, acessível a outras plateias e sem as fortes tintas da marca do diretor-autor. É a reparação histórica à serviço do cinema comercial, do <i>blockbuster </i>médio hollywoodiano, envolto pela embalagem de um delicioso entretenimento. Isso é bastante poderoso.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PmpOv2G1WZA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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