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	<title>Arquivos Ação - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Ação - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Missão: Impossível – O Acerto Final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 12:56:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de quase 30 anos de mirabolantes missões arriscadas de espionagem e traições, a franquia Missão: Impossível chega ao fim. O oitavo filme estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22) e promete arrebatar os fãs dos longas-metragens comandados pelo agente Ethan Hunt (interpretado por Tom Cruise). O propósito de Missão: Impossível – O Acerto Final claramente é fazer um apanhado do que foi a franquia e seu impacto no cinema de ação ao longo desses 29 anos &#8211; e eles [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de quase 30 anos de mirabolantes missões arriscadas de espionagem e traições, a franquia <em><strong>Missão: Impossível</strong></em> chega ao fim. O oitavo filme estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22) e promete arrebatar os fãs dos longas-metragens comandados pelo agente Ethan Hunt (interpretado por Tom Cruise). O propósito de <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong> claramente é fazer um apanhado do que foi a franquia e seu impacto no cinema de ação ao longo desses 29 anos &#8211; e eles conseguem. Se há algum tipo de dúvida sobre a produção ser capaz de, mais uma vez, manter sua essência e entregar um longa instigante, pode se despreocupar.</p>
<p><strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong> não apenas é um bom encerramento da longeva franquia como também soube concluir a narrativa micro e macro muito bem. O roteiro co-escrito por Christopher McQuarrie e Erik Jendresen (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1/"><em>Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1</em></a>, de 2023) se estrutura como um encerramento de jornada. Tanto a jornada iniciada em seu filme antecessor, como a jornada desse personagem que marcou a carreira de Cruise (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-top-gun-maverick/"><em>Top Gun: Maverick</em></a>, de 2022) durante quase três décadas. Há um esforço louvável em amarrar cada ponta solta da franquia. Uma preocupação pouco convencional para esse tipo de narrativa, mas que entrega um resultado interessante e cheio de esmero.</p>
<p>Assim como essa preocupação com a narrativa, a direção de McQuarrie demonstra a mesma atenção aos rumos da direção desde o quinto longa da franquia. A parceria do cineasta com Cruise já existe há 17 anos, com 10 filmes, onde 4 deles são parte da história da produção de <strong><em>Missão: Impossível</em></strong>. O diretor assumiu essa cadeira na metade do que viria a ser a franquia completa, o que permitiu que McQuarrie desenhasse bem seus caminhos ao longo dos filmes, ao mesmo tempo que honrava elementos-chave e essência dos cineastas que o antecederam. No caso de <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong>, seu objetivo é claramente tentar entregar ao público um final épico a altura do projeto.</p>
<p>Como McQuarrie é diretor e co-roteirista da produção desde sua entrada nela, é possível perceber esse desenho de uma espécie de autoria &#8211; dentro do que a franquia permite. <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final </em></strong>é um filme com identidade, mesmo que ele seja resultado de um pastiche de décadas e muitas mãos. Ainda assim, o trabalho de McQuarrie merece ser destacado por ter comandado metade de uma franquia de sucesso, enquanto, continuamente, aumentou o interesse dos fãs pela produção. A constante de sua presença resulta num desfecho que, apesar de ter questões, é interessante e amarra bem a franquia.</p>
<figure id="attachment_19488" aria-describedby="caption-attachment-19488" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19488" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-750x500.jpg" alt="Missão: Impossível – O Acerto Final (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1.jpg 1500w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19488" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Missão: Impossível – O Acerto Final (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Apesar da qualidade e dos esforços feitos por McQuarrie e Jendresen, existem dois problemas principais em <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong>. O primeiro é o peso de ser um desfecho de uma produção com quase três décadas. As expectativas são altas, os comparativos são muitos e isso acaba interferindo inevitavelmente no resultado. O problema no oitavo longa é que, apesar de sua qualidade, a sensação que dá ao final da sessão é que este não é o melhor filme dentre os oito. Não acredito que isso estrague a experiência, mas o espectador vem de um antecessor que foi o ápice de qualidade da franquia de espionagem e seu encerramento parece mundano em comparação.</p>
<p>Outro fator que <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong> peca é a sua duração. Os quase 170 minutos de filme são cansativos e desnecessários. Não é porque é o encerramento de uma franquia que o longa precisa ser um dos maiores dela &#8211; ou, neste caso, o maior. E não é uma questão do tempo pelo tempo. O problema não é ser um filme com uma duração extensa, mas se ele vai ser capaz de, durante todo o seu tempo de tela, entreter, sem perder a atenção do público. E fica claro durante o filme os momentos de queda da narrativa, tornando a experiência um pouco mais arrastada e cansativa.</p>
<p>O oitavo longa, contudo, tem um mérito indiscutível que é essa capacidade de síntese da essência da franquia. Mesmo com alguns artifícios extra melodramáticos, até os exageros podem ser bem vindos para os fãs que cresceram assistindo aos filmes e aguardaram ansiosamente pelo encerramento da franquia. <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final </em></strong>pode até não ser o melhor longa dentre os oito, mas ele é, sem sombra de dúvidas, um fechamento de ciclo à altura. A Paramount Pictures pode se orgulhar porque ela entregou uma produção que tem a essência do que sempre foi <strong><em>Missão: Impossível</em></strong>, mesclando o que veio antes com o novo. E, apesar de ser longo, vale a pena ir aos cinemas para ver, preferencialmente em IMAX, um desfecho épico para uma das melhores franquias de espionagem de Hollywood.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher McQuarrie</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Cruise, Hayley Atwell, Ving Rhames, Simon Pegg, Henry Czerny, Pom Klementieff, Greg Tarzan Davis, Rolf Saxon, Angela Bassett e Esai Morales</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wyyJvg0jMYM?si=grmofx8BGIHtmVAV" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Thunderbolts*</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2025 12:59:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o final da Saga do Infinito com a estreia de Vingadores: Ultimato (2019), o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) não tem tido bons resultados em suas produções. A Saga do Multiverso começou bem com WandaVision (2021), mas logo em seguida começou a se perder pela quantidade de produções e pelos questionamentos sobre sua qualidade. De lá para cá, poucas coisas fizeram sucesso suficiente para convencer o público geral sobre a nova fase da Marvel Studios, assim como não renderam boas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o final da Saga do Infinito com a estreia de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato (2019)</em></a>, o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) não tem tido bons resultados em suas produções. A Saga do Multiverso começou bem com <em>WandaVision (2021)</em>, mas logo em seguida começou a se perder pela quantidade de produções e pelos questionamentos sobre sua qualidade. De lá para cá, poucas coisas fizeram sucesso suficiente para convencer o público geral sobre a nova fase da Marvel Studios, assim como não renderam boas bilheterias. 2025, no entanto, chegou com a promessa de ser esse novo momento, iniciado com a estreia de <em><strong>Thunderbolts</strong></em>.</p>
<p>A promessa é de que o novo longa-metragem do MCU, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1º), seja diferente de tudo que a Marvel já fez. Mas será que é mesmo? <em><strong>Thunderbolts </strong></em>traz a comicidade e a ação esperada de um projeto da franquia, tem as referências a algumas das histórias pregressas que costuram eixos narrativos do filme e se baseiam em alguns personagens já conhecidos dos fãs. Até então, uma estrutura bem básica e comum para o estúdio. Há, contudo, um olhar mais voltado para a construção dos personagens nesse longa do que em outros.</p>
<p>A costura de <em><strong>Thunderbolts </strong></em>é feita a partir justamente da relação desse grupo disfuncional de criminosos anti-heroicos. Isso por si só já é um elemento um pouco diferente do comum por tornar o novo projeto da Marvel guiado por personagens e não pelo problema. Ainda assim, não é como se fosse a primeira vez que isso é feito e nem é a vez mais bem trabalhada. A produção traz um pouco mais de camadas do que é usual nas dinâmicas narrativas do MCU, mas ainda deixa muito a desejar, especialmente quando pensamos no cerne que move as figuras centrais da história.</p>
<p>O roteiro de Eric Pearson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>, de 2021) e Joanna Calo (<em>Rixa</em>, de 2023) se esforça para desvendar um pouco mais das nuances psicológicas dos personagens, especialmente de Yelena e Bob (interpretados, respectivamente, por Florence Pugh e Lewis Pullman). Mesmo com essa preocupação clara, ainda é pouco para o que a narrativa escancara como dilema moral e pessoal para essas personagens. No caso de Yelena e Bob, eles têm claramente indicativos de ansiedade e depressão e isso, ainda que posto, segue na superfície, diante do que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> se propõe a ser.</p>
<figure id="attachment_19409" aria-describedby="caption-attachment-19409" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19409" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-750x500.jpg" alt="Thunderbolts* (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19409" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Thunderbolts* (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Quando um filme tem como vilão esse vazio que nos corrói por dentro, é preciso que o projeto mergulhe de cabeça num drama existencial e psicológico. O filme até tenta elencar momentos-chave para debater de forma mais aprofundada esses elementos, mas não tem a força suficiente para isso. A sensação é que <em><strong>Thunderbolts </strong></em>varia de uma comédia ácida da relação disfuncional desses ex criminosos para um drama existencial sensível e delicado que nunca se concretiza de forma plena.</p>
<p>E eis que este é o maior problema de produzir histórias hoje em dia para o MCU. Há muito o que se comparar. Já foram mais de 20 filmes e mais de 10 séries e minisséries e é inevitável que o público esteja cansado de ver as mesmas histórias com roupagens diferentes. Além da repetição, o Universo Compartilhado Marvel sofreu muito com esse excesso de produções nos primeiros anos da Saga do Multiverso, o que reverbera até hoje &#8211; e <em><strong>Thunderbolts</strong></em> não consegue sair ileso disso. A fórmula de sucesso da Marvel não parece fazer tanto sentido como em sua primeira década.</p>
<p>Diante de tudo isso, ainda há o fator do controle criativo. Kevin Feige é essa figura que representa a Marvel Studios e todo o seu controle criativo. O plano de comando do MCU, liderado por Feige, por mais que diga o contrário, não permite extrapolações de verdade. Seja por medo de não agradar ou por acreditarem que há limites para os tipos de produções dentro do emblema do MCU, a Marvel não dá liberdade criativa de verdade para seus realizadores. E, das poucas vezes que deu &#8211; como em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos (2021)</em></a> -, o público mais radical destruiu as obras com críticas. E, com todo esse cenário, é claro que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> acaba sendo castrado criativamente também.</p>
<p>Apesar dessas questões, o longa de fato é mais interessante do que muitos dos últimos filmes lançados nos últimos anos. Mesmo que na superfície, os dramas psicológicos dos personagens permitem que o elenco tenha uma interação positiva que entretém e enriquece as cenas com a química evidente. Intérpretes como Florence (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><em>Duna: Parte 2</em></a>, de 2024) e Sebastian Stan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz/"><em>O Aprendiz</em></a>, de 2024) ajudam a dar um fôlego a mais para a história, mesmo com todos os problemas que a rodeiam. No fim, apesar dos esforços do elenco e roteiro, ainda falta mais densidade nas camadas desses personagens e desse projeto que é guiado por personagem para que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> fosse tudo o que podia &#8211; e se propõe narrativamente a &#8211; ser.</p>
<p>Jake Schreier (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cidades-de-papel/"><em>Cidades de Papel</em></a>, de 2015) parece querer deixar a sua marca como cineasta no novo longa da Marvel, mas ele também sofre com esse controle criativo sob o cabresto. O diretor, ao lado dos roteiristas, tenta criar um pouco mais de nuances para diferenciar esse projeto dos demais. Para muitos, a missão provavelmente terá sido cumprida por fugir levemente dessa fórmula estanque do MCU. No entanto, basta um olhar mais atento e fica perceptível que ainda falta muito para que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> alcance o potencial que poderia. Todos esses dilemas giram em torno do controle criativo que poda e afunda a Marvel cada vez mais nessa areia movediça que ela mesmo entrou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jake Schreier</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Florence Pugh, Sebastian Stan, Wyatt Russell, Olga Kurylenko, Lewis Pullman, Geraldine Viswanathan, David Harbour, Hannah John-Kamen e Julia Louis-Dreyfus</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4pgrNd79cnk?si=69PYf2jwVDDhxo1W" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2025 12:17:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O subgênero dos filmes de gângster dominou Hollywood durante as três últimas décadas do século passado, com sucessos como O Poderoso Chefão (1972), Os Intocáveis (1987) e Os Bons Companheiros (1990). Desde então, os projetos que vingaram dentro dessa lógica de produção diminuíram gradativamente e, com isso, a quantidade de filmes que chegam ao público também. Apesar de alguns sucessos depois dos anos 2000, qualquer estreia do subgênero imediatamente é comparada com os grandes nomes &#8211; como os já citados [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O subgênero dos filmes de gângster dominou Hollywood durante as três últimas décadas do século passado, com sucessos como <em>O Poderoso Chefão (1972)</em>, <em>Os Intocáveis (1987)</em> e <em>Os Bons Companheiros (1990)</em>. Desde então, os projetos que vingaram dentro dessa lógica de produção diminuíram gradativamente e, com isso, a quantidade de filmes que chegam ao público também. Apesar de alguns sucessos depois dos anos 2000, qualquer estreia do subgênero imediatamente é comparada com os grandes nomes &#8211; como os já citados &#8211; e não foi diferente com <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</em></strong>.</p>
<p>O longa-metragem, dirigido por Barry Levinson (<em>Rock em Cabul</em>, de 2015), chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (20) com a difícil missão de sobreviver ao rastro de referências comparativas que o espectador trará às salas de cinema. Uma coisa é certa: pode se poupar das frustrações porque <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder </em></strong>não consegue se equiparar a absolutamente nada. O filme é um pastiche confuso e repetitivo da fórmula de filmes de máfia italiana, com a presença de Robert De Niro (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinos-da-lua-das-flores/"><em>Assassinos da Lua das Flores</em></a>, de 2023) em cena e a tentativa de simular a presença de Joe Pesci (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/"><em>O Irlandês</em></a>, de 2019), através do segundo personagem de De Niro.</p>
<p>O início de <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</em></strong> até parece promissor. A narrativa já estabelece logo de cara uma cisão entre a máfia com a tentativa de assassinato do chefe dos chefes, ao mesmo tempo que indica uma história narrada em primeira pessoa, como uma espécie de memória do narrador-personagem. No entanto, isso rapidamente cai por terra e dá lugar a uma história arrastada, caricata e sem nenhum tipo de excitação. Nem mesmo a grande cena de assassinato do longa é bem construída. Em vez de ser o <em>plot</em> que quebraria com as expectativas do público, a cena passa a ser um absoluto nada, sem ser capaz de gerar qualquer tipo de sensação no espectador.</p>
<p>O maior problema de <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</em></strong> é que ele é um projeto sem alma. Não há nada da essência de um filme de gângster que se sinta assistindo ao longa. Todas as características estão expressas no roteiro, mas não chega verdadeiramente lá. O filme é só uma embalagem, sem absolutamente nada dentro. Tanto pela direção de Levinson, quanto pelo roteiro de Nicholas Pileggi (<em>Cassino</em>, de 1995), o espectador não é atingido de forma positiva por nada no projeto. Não há um momento sequer de verdadeiro engajamento entre a produção e seu público.</p>
<p>Essa falta de essência também se deve pela construção caótica do roteiro. Em momentos ele parece que se encontra e segue uma linha, mas os saltos temporais e o encadeamento dos fatos se tornam um borrão estranho ao longo do filme. <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</em></strong> é daqueles projetos que você sai da sala de cinema sem saber o que achar e sentir sobre o que acabou de ver. O espectador sai anestesiado, mas não por ter sido completamente envolvido pela trama. É uma dormência de sensações que o roteiro de Pileggi causa.</p>
<figure id="attachment_19257" aria-describedby="caption-attachment-19257" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19257" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/The-Alto-Knights-3-750x500.jpg" alt="The Alto Knights: Máfia e Poder (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/The-Alto-Knights-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/The-Alto-Knights-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/The-Alto-Knights-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/The-Alto-Knights-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/The-Alto-Knights-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19257" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;The Alto Knights: Máfia e Poder (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Para piorar ainda mais essa confusão, ainda existe uma clara falta de delimitação sobre o formato do projeto. Em momentos, ele se estabelece como um docudrama, outros, é um filme de gângster narrado em primeira pessoa, mas esses elementos nunca soam unidos. <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder </em></strong>sofre com essa indefinição de subgêneros que serão usados para guiar sua narrativa, o que só a torna ainda mais confusa. E, se já não bastasse esse emaranhado de escolhas duvidosas, a definição dos personagens é o ápice da caricatura, a ponto de nem De Niro ser capaz de salvar &#8211; e ainda é arrastado para a vala.</p>
<p>O elenco tem nomes interessantes e poderia render bons frutos à produção se a mesma ajudasse. Nem mesmo o ator vencedor de Oscar e com um leque de filmes de gângster em sua carreira conseguiu brilhar no show de horrores caricatural de <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</em></strong>. Robert De Niro parece fazer uma nova versão de seus personagens anteriores como Frank Costello, enquanto faz uma versão ainda mais caricaturada do que as atuações de Joe Pesci como Vito Genovese. Apesar de algumas cenas constrangedoras e estranhas, De Niro ao menos consegue equilibrar os devaneios narrativos quando ele é sua própria contracena, afinal Costello e Genovese são os personagens principais e antagônicos do filme.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, De Niro não é o suficiente para salvar o navio afundando. Ao lado dele, mais talentos como Debra Messing (</span><i><span style="font-weight: 400;">Pesquisa Obsessiva</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2018) e Cosmo Jarvis (</span><i><span style="font-weight: 400;">Persuasão</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2022) também não se saem bem. Seus personagens são mal elaborados e trabalhados,  o que não permite que nenhum dos dois possa brilhar em cena. Nem mesmo a veterana do subgênero, que atuou em <i>O Irlandês</i>, Kathrine Narducci (<i>Má Educação</i>, de 2019), conseguiu se salvar das caricaturas das personagens envolvidas na trama de <b><i>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</i></b>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><span style="font-weight: 400;">desperdício de bons nomes no elenco, mostrando que nem mesmo </span><span style="font-weight: 400;">De Niro é o suficiente para salvar o filme, só reforçam a confusão da produção. Ainda que o longa se inspire em eventos reais, sua dramatização, construção de arcos narrativos e estrutura do roteiro foram um produto pensado por alguém do projeto e aprovado pelos demais. E para não dizer que todo o peso dos erros do filme estão em Pileggi, Levinson também divide essa culpa. Ele não consegue orquestrar <strong><em>The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</em></strong> como uma bela e completa sinfonia. O cineasta falha na tentativa de copiar uma série de coisas que deram certo no passado, entregando ao público um pastiche mal costurado de caricaturas do que um dia foi bom.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Barry Levinson</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Robert De Niro, Debra Messing, Cosmo Jarvis, Kathrine Narducci e Michael Rispoli</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lu_8a6SHaX4?si=3MaSEgwAPFZqVJ2g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-alto-knights-mafia-e-poder/">Crítica: The Alto Knights &#8211; Máfia e Poder</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Fúria Primitiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2024 12:47:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enfim chegou o dia do público conhecer outra faceta de Dev Patel (A Lenda do Cavaleiro Verde, de 2021, e A Incrível História de Henry Sugar, de 20233). Fúria Primitiva marca a estreia do artista britânico como diretor e roteirista de um longa-metragem e ele não poderia ter tido um primeiro projeto mais interessante. Com estreia marcada nos cinemas brasileiros para esta quinta-feira (23), o longa de Patel é uma feliz prova do seu talento para além da arte da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Enfim chegou o dia do público conhecer outra faceta de Dev Patel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-do-cavaleiro-verde-prime-video/"><em>A Lenda do Cavaleiro Verde</em></a>, de 2021, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-incrivel-historia-de-henry-sugar-netflix/"><em>A Incrível História de Henry Sugar</em></a>, de 20233). <strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> marca a estreia do artista britânico como diretor e roteirista de um longa-metragem e ele não poderia ter tido um primeiro projeto mais interessante. Com estreia marcada nos cinemas brasileiros para esta quinta-feira (23), o longa de Patel é uma feliz prova do seu talento para além da arte da interpretação.</p>
<p><strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> é uma eletrizante história de vingança repleta de camadas sociais e políticas costuradas por sua narrativa. O roteiro, que vem de uma história de Patel, foi co-escrito por ele, Paul Angunawela e John Collee. O trio de roteiristas conseguiu desenhar um texto denso, potente e representativo. Ainda que seu foco seja na busca pela vingança do personagem principal, o roteiro consegue amarrar pontos relevantes da política na Índia.</p>
<p>Sem desmerecer os dilemas sociais e políticos do país, a narrativa tem uma clara missão de ser uma espécie de <em>John Wick (2013-)</em> com camadas mais trabalhadas. Não só pela presença dos elementos de ação, luta e dinâmica do filme, mas <strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> instiga o público a acompanhar uma motivação muito similar. Esse desejo inato e um tanto selvagem de fazer justiça com as próprias mãos ressoa em ambas produções &#8211; ainda que no longa de Patel venha coberto com contextos que dialogam com problemas reais do país.</p>
<p>Ao trazer elementos similares aos da franquia estrelada por Keanu Reeves (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-4-baba-yaga/"><em>John Wick 4: Baba Yaga</em></a>, de 2023), <strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> abraça o público de ação, ao mesmo tempo em que desenha uma trama que permite um mergulho um pouco mais profundo nas motivações dessa vingança. A jornada do personagem principal até se tornar o verdadeiro <strong><em>Monkey Man</em></strong> (título original) vai além de ser apenas um produto da violência que lhe foi afligida. As vidas que esbarram na dele constroem mais e mais camadas para elevar sua narrativa justamente por ressoarem nele e em sua constante evolução.</p>
<figure id="attachment_18148" aria-describedby="caption-attachment-18148" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18148" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furia-Primitiva-2-750x500.jpg" alt="Fúria Primitiva (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furia-Primitiva-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furia-Primitiva-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furia-Primitiva-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furia-Primitiva-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furia-Primitiva-2.jpg 1013w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18148" class="wp-caption-text">Dev Patel em cena de &#8216;Fúria Primitiva&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Regado de cultura e ancestralidade, o desenho dessa jornada do herói (não tão heroica assim) é estrelado por ninguém mais, ninguém menos que o próprio Dev Patel. Assim como diretores a exemplo de Clint Eastwood (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cry-macho-o-caminho-para-a-redencao/"><em>Cry Macho: O Caminho para a Redenção</em></a>, de 2021), o ator e cineasta britânico se divide bem entre o papel da direção e da interpretação. Na verdade, ele consegue ir além. Ele é o filme em todos os níveis que se pode imaginar. <strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> é potente, lindamente doloroso e verdadeiro graças ao desempenho total de Patel.</p>
<p>Todas essas forças narrativas, de produção e contextos são envelopadas com uma visualidade bem interessante. O trabalho da arte e da fotografia são claros diferenciais na produção. Há uma preocupação em desenhar essas cores, dores e amores que revestem a história. Existe um coração que pulsa nessa produção e isso é arrebatador. Não há como o espectador sentar em uma poltrona de cinema e passar por uma sessão de <strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> sem perceber essa potência de talento, representação e profundidade.</p>
<p>Para completar esse envelopamento que, por si só, já chama atenção, o filme ainda é co-produzido pela Monkeypaw Productions, do ilustre Jordan Peele (<em>Não! Não Olhe!</em>, de 2022). Assim, a chancela de qualidade só aumenta e cria ainda mais expectativas no público. Nesse caso, para a alegria dos investidores e de quem vai assistir, essas impressões criadas sobre o filme serão realizadas com louvor. Dev Patel, em seu longa de estreia, conseguiu entregar um clássico arco de jornada do herói bem desenhado, dirigido e executado. <strong><em>Fúria Primitiva</em></strong> é tudo o que se esperava e falava &#8211; e muito mais.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Dev Patel</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Dev Patel, Sharlto Copley, Pitobash, Vipin Sharma, Sikandar Kher, Adithi Kalkunte, Sobhita Dhulipala, Ashwini Kalsekar, Makarand Deshpande, Jatin Malik e Zakir Hussain</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/en_RsIqMxtA?si=qVi-WCxTcQu6ZHuQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Critica: Furiosa &#8211; Uma Saga Mad Max</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2024 11:45:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A estreia de Furiosa: Uma Saga Mad Max marca o retorno de uma das mais célebres franquias de ação dos cinemas. Chegando aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23), o longa-metragem chama uma legião de fãs ansiosos por mais um capítulo repleto de corridas em desertos, explosões e distopia futurística. O novo filme vem para expandir a história de uma personagem já conhecida pelo público desde Mad Max: Estrada da Fúria (2015). Com sua recente exibição no Festival de Cannes e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A estreia de <strong><em>Furiosa: Uma Saga Mad Max</em></strong> marca o retorno de uma das mais célebres franquias de ação dos cinemas. Chegando aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23), o longa-metragem chama uma legião de fãs ansiosos por mais um capítulo repleto de corridas em desertos, explosões e distopia futurística. O novo filme vem para expandir a história de uma personagem já conhecida pelo público desde <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mad-max-estrada-da-furia/"><em>Mad Max: Estrada da Fúria (2015)</em></a>. Com sua recente exibição no Festival de Cannes e seus quase 10 minutos de aplausos, é inevitável que se crie ainda mais expectativas no público sobre a nova produção.</p>
<p>É evidente que, quem de fato é fã da franquia, não vai assistir <strong><em>Furiosa</em></strong> por conta do burburinho de Cannes. Existe uma fidelização entre o gênero de ação e seu público muito claro &#8211; como vemos em filmes com os da franquia <em>Velozes e Furiosos (2001-)</em>. Apesar disso, a ideia de expandir a história da personagem-título, antes vivida por Charlize Theron (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-10/"><em>Velozes e Furiosos 10</em></a>, de 2023) e agora comandada por Anya Taylor-Joy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-menu/"><em>O Menu</em></a>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><em>Duna: Parte 2</em></a>, de 2024), gera uma curiosidade. Afinal, quando se fala de um universo distópico tão brutal quanto <strong><em>Mad Max</em></strong>, não se espera nada menos do que essa composição de choques e exageros tão característicos da franquia.</p>
<p>Na cadeira da direção, o público vê, mais uma vez, o retorno de George Miller. Depois de quase 10 anos, o cineasta australiano retorna para sua narrativa cativa que marcou o início de sua carreira. <strong><em>Mad Max</em></strong>, que já tem seus 45 anos, volta aos cinemas com o quinto longa do universo. Dessa vez, a ideia do diretor e roteirista é voltar alguns anos no passado para contar ao público a história da marcante e premiada personagem do filme anterior da franquia. O diretor se mantém fiel a sua essência, talvez com um truque ou outra a mais na manga, mas não foge do esperado com a direção de <strong><em>Furiosa</em></strong>.</p>
<p><em><strong>Furiosa</strong></em> conta a história de origem de sua personagem-título. Dividido em 5 partes, o espectador passa a ver suas desventuras desde o momento que ela se separa de sua família até ir parar na Cidadela, sob os desmandos insanos e cruéis de Immortan Joel (Lachy Hulme). Majoritariamente, a história é centralizada no período em que Furiosa (Anya) vive seu confronto de anos com Dementus (Chris Hemsworth), o responsável por tirar tudo dela, inclusive sua família.</p>
<figure id="attachment_18141" aria-describedby="caption-attachment-18141" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18141" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-750x500.jpg" alt="Furiosa: Uma Saga Mad Max (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3.jpg 1013w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18141" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Furiosa: Uma Saga Mad Max&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>A ideia, como pontuado anteriormente, é estrategicamente interessante e financeiramente efetiva por conta da fidelidade dos fãs. No entanto, é questionável, para um olhar menos apaixonado pela história, se ela se faz necessária. A sensação que dá ao final do filme é que, assim como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rogue-one-uma-historia-star-wars/"><em>Rogue One: Uma História Star Wars (2016)</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-han-solo-uma-historia-star-wars/"><em>Han Solo: Uma História Star Wars (2018)</em></a>, <strong><em>Furiosa</em></strong> é mais uma forma de prender o público em um <em>looping</em> de repetições de uma fórmula que já deu certo. No fim, parece que é só mais um jeito de arrancar dinheiro dos fãs de <strong><em>Mad Max</em></strong> com a retroalimentação de algo que parece não sair do lugar.</p>
<p><strong><em>Furiosa</em></strong> é indiscutivelmente bem executado, tal qual seus antecessores. Visualmente falando &#8211; seja na direção de arte como na fotografia &#8211; o resultado do novo filme é tão bem trabalhado como no filme de 2015. Ou seja, no que diz respeito à direção, estética e resultado final do projeto, a nova produção do universo <strong><em>Mad Max</em></strong> é bem feita. As perguntas que ressoam ao final da sessão, no entanto, são: precisava mesmo de mais um filme? A história se faz relevante o suficiente para justificar o retorno à franquia?</p>
<p>É importante destacar, contudo, que o desempenho da dupla principal de artistas é louvável. Ainda que sem o mesmo impacto de Charlize, Anya deixa a sua marca e tem cenas fortes &#8211; especialmente no final de <em><strong>Furiosa</strong></em>. Da mesma forma, Chris Hemsworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>, de 2022) entrega um trabalho surpreendente por se distanciar de seus desempenhos mais conhecidos. Apesar de proporcionar esses momentos interessantes e de ter uma estética e visualidade bem elaboradas, o longa não vai além disso. Não há nada demais no roteiro co-escrito por Miller e Nico Lathouris (<em>Mad Max: Estrada da Fúria</em>, de 2015). A produção parece não correr riscos e se mantém apenas bebendo do que já foi feito durante a franquia.</p>
<p><strong><em>Furiosa</em></strong> está longe de ser um filme ruim &#8211; especialmente para os fãs do cinema de ação -, mas tudo aquilo que Miller conseguiu trazer de diferente em <em>Estrada da Fúria</em> se perde aqui. Assim como nos primeiros filmes da franquia, esta narrativa foca mais na imagem do que na força da construção do texto (e aqui não me refiro aos diálogos, mas na construção do roteiro) e dos contextos dos personagens, vivendo apenas do seu antecessor direto. A sensação que fica é que a produção não inova em absolutamente nada, a não ser em novas possibilidades esdrúxulas de mortes, explosões e capotamentos de carros durante as cenas de perseguição.</p>
<p><strong>Direção:</strong> George Miller</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth, Tom Burke e Alyla Browne</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/GZ01fSgExeU?si=RaJzk6tInSRxo_eg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Dublê</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 19:55:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[The Fall Guy]]></category>
		<category><![CDATA[Universal Pictures]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois do fenômeno do Barbenheimer, Ryan Gosling (O Primeiro Homem, de 2018, e Barbie, de 2023) e Emily Blunt (O Retorno de Mary Poppins, de 2018, e Oppenheimer, de 2023) passaram a pleitear espaço nas mídias para o seu próximo trabalho, dessa vez juntos. Com seus nomes mais em alta do que nunca, a dupla de intérpretes estrela O Dublê, o novo longa-metragem do diretor David Leitch (Velozes e Furiosos: Hobbs &#38; Shaw, de 2019, e Trem-Bala, de 2022), levemente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Depois do fenômeno do Barbenheimer, Ryan Gosling (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><i><span style="font-weight: 400;">O Primeiro Homem</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2018, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) e Emily Blunt (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-mary-poppins/"><i><span style="font-weight: 400;">O Retorno de Mary Poppins</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2018, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oppenheimer/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) passaram a pleitear espaço nas mídias para o seu próximo trabalho, dessa vez juntos. Com seus nomes mais em alta do que nunca, a dupla de intérpretes estrela </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">, o novo longa-metragem do diretor David Leitch (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><i><span style="font-weight: 400;">Velozes e Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-trem-bala/"><i><span style="font-weight: 400;">Trem-Bala</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022), levemente inspirada na série de TV de mesmo nome dos anos 1980. O filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (2) como uma promessa de ser um dos maiores sucessos de ação do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do burburinho do projeto que surge por conta de suas estrelas, ainda há algo de muito pessoal sobre o longa para o diretor. Além de cineasta e ator, David também é coordenador de dublê e performer nesse setor. Ou seja, </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> tem uma força pessoal sobre enaltecer um dos departamentos negligenciados quando se pensa na indústria de Hollywood. Com isso, o filme é uma viagem intensa e cômica tanto no universo do trabalho dos dublês, como na própria arte de se fazer cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">, Colt Seavers (Gosling) é um dublê de ação que se vê metido numa confusão gigantesca. Enquanto ele tenta reatar sua paixão com a diretora estreante Jody Moreno (Blunt), Colt  investiga o desaparecimento da estrela do filme de sua amada, o famoso ator Tom Ryder (Aaron Taylor-Johnson). O problema é que ele precisa fazer tudo isso em segredo, na esperança de salvar o primeiro filme de Jody antes que descubram que o ator sumiu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os trailers, as entrevistas e tudo mais que se sabe da produção antes de assistí-la, indica que o público está indo para uma sessão de algo que se assemelha a uma versão mais família de </span><i><span style="font-weight: 400;">Trem-Bala (2022)</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dois-caras-legais/"><i><span style="font-weight: 400;">Dois Caras Legais (2016)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou uma mistura dos dois. O resultado de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> é, no entanto, algo ainda mais satisfatório. Mesmo que fosse um mix entre os dois longas &#8211; um deles estrelados também pelo Gosling -, o novo filme de David Leitch já seria interessante e engraçado o suficiente para fazer uma arrecadação interessante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que o roteiro de Drew Pearce (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hotel-artemis/"><i><span style="font-weight: 400;">Hotel Artemis</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2018) entrega ao espectador, contudo, é algo infinitamente melhor do que se poderia imaginar. </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> tem uma energia similar a de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Panteras</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 2000. Abraçando o exagero, o humor sem amarras e ainda adicionando o mundo do cinema em sua estrutura, a produção é um mergulho no que há de melhor na filmografia do diretor e do roteirista, além de ter a dupla de protagonistas fazendo algo que ambos brilham, que é comédia.</span></p>
<figure id="attachment_18025" aria-describedby="caption-attachment-18025" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18025" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-750x500.jpg" alt="O Dublê (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2.jpg 1125w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18025" class="wp-caption-text">Ryan Gosling e Emily Blunt em cena de &#8216;O Dublê&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> é simplesmente um caldeirão de referências, piadas e cenas de ação monumentais que resultam num filme surpreendentemente divertido. É um encontro entre </span><i><span style="font-weight: 400;">Missão: Impossível (1996-)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Chumbo Grosso (2007)</span></i><span style="font-weight: 400;">. É um roteiro que não tem medo de ser exagerado quando precisa. Além disso, o texto é recheado de autorreferências e brincadeiras sobre o fazer cinema e alguns filmes bem conhecidos do público &#8211; incluindo uma constante e hilária sátira a odisseia espacial de Dennis Villeneuve (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2021, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco é outro ponto alto de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">. Parece que ele foi escolhido a dedo. Ryan Gosling está no tipo de papel que nasceu pra fazer. Ele brilha como ninguém em comédias, especialmente quando essas têm camadas que permitem que o ator possa brincar com o roteiro. Emily Blunt completa a realeza desse relacionamento em tela que, ainda que não soubéssemos, era o que o público mais precisava. Também é preciso parabenizar os trabalhos de Hannah Waddingham (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abracadabra-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022) e Winston Duke (</span><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/">Pantera Negra 1</a> e 2</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2018 e 2022) que também brilham no filme e arrematam o público com momentos divertidíssimos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa explosão de sentimentos e diversidade de gêneros é a força de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">. Ele é um filme de ação ao mesmo tempo que é de comédia e de suspense. O roteiro consegue misturar os três bem e é coeso o suficiente para não perder o público, mesmo que às vezes brinque com os limites do crível ou exagerado. Mas isso faz parte do show. Essa é a essência do projeto e, provavelmente, vai ser isso e seus nomes estelares que farão deste um projeto extremamente lucrativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E assim a narrativa de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> entrega tudo o que o espectador quer: romance, drama, ação, aventura e mistério. Tudo isso com direito a um vislumbre do que é a arte de fazer cinema &#8211; sem falar nas constantes referências visuais, sonoras e de discurso a outros sucessos da telona. É um filme para família que diverte até a barriga doer, mas não perde a qualidade e nem se coloca menor do que nenhum outro filme. E, quem sabe, o longa pode até chegar a temporada de premiação com direito a algumas nomeações.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> David Leitch</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Ryan Gosling, Emily Blunt, Aaron Taylor-Johnson, Hannah Waddingham, Teresa Palmer, Stephanie Hsu e Winston Duke</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/3ArnMu7JKyU?si=DZEZoMRE7lx7nJZL" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Bom Comportamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Oct 2017 21:57:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ben Safdie]]></category>
		<category><![CDATA[Bom Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Joshua Safdie]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Pattinson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bom Comportamento é um filme intenso do começo ao fim e deixa isso bem claro logo na primeira cena. Com uma jogada de câmeras frenética e angustiante, os diretores levam o espectador a sentir e vivenciar toda a crise inspirada pelo personagem. Esse é um comportamento adotado durante todo o longa, o que dá o tom na produção. Nick é um jovem com algum tipo de deficiência intelectual que não é explorada pelo filme. Ele é irmão de Connie, jovem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Bom Comportamento</em> é um filme intenso do começo ao fim e deixa isso bem claro logo na primeira cena. Com uma jogada de câmeras frenética e angustiante, os diretores levam o espectador a sentir e vivenciar toda a crise inspirada pelo personagem. Esse é um comportamento adotado durante todo o longa, o que dá o tom na produção.</p>
<p>Nick é um jovem com algum tipo de deficiência intelectual que não é explorada pelo filme. Ele é irmão de Connie, jovem problemático interpretado por Robert Pattinson, que surge como uma salvação e uma danação na vida do irmão mais novo.</p>
<p>Depois de uma excelente sequência inicial, o roteiro começa a explorar a vida dos marginais e como eles desenvolvem uma rotina em cima de suas necessidades. A dupla de irmãos tem o objetivo de se mudar de cidade para se livrar dos abusos provocados pela avó, que criou os dois. Aliás, durante todo o filme os diretores se esforçam em deixar claro a essência dos personagens, em contraposição com suas escolhas de vida.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8321" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/10/358287-1.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>O personagem de Robert Pattinson é a cabeça criminosa e idealizadora de tudo, mas ele também é humano. Sofreu na mão da avó, que o batia, e se esforça em muitos momentos do filme para não ser alguém ruim. Essa dualidade faz com que o espectador crie empatia com ele e se envolva ainda mais na história. O mesmo vale para o irmão deficiente, que tem uma relação de amor e extrema confiança com o primeiro.</p>
<p>Vale ressaltar que é muito bom ver a evolução de Pattinson como ator. Ele, que ficou conhecido pelo papel do vampiro Edward Cullen da <em>Saga Crepúsculo</em>, vem trilhando um caminho importante em sua carreira, escolhendo bons roteiros e efetivamente se dedicando à atuação. A transformação dele é notória e muito agradável de se ver, principalmente para uma fã, como eu. E isso é importantíssimo, uma vez que ele é a alma do filme.</p>
<p>O longa tem um ritmo acelerado, que fica no limiar entre deixar o espectador sem ar e ser suficiente. E isso é muito bom. É sufocante, intenso e extremamente angustiante as tomadas de cena fechando no rosto dos personagens, mas também necessárias. Com uma trilha sonora marcante e pensada para pontuar ainda mais as emoções que são vividas, <em>Bom Comportamento</em> se torna um filme de qualidade que fala sobre a vida do crime, suas intercorrências e rotinas. É realmente muito bom.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ozo_G66sp7s" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: John Wick &#8211; Um Novo Dia Para Matar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2017 18:15:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[John Wick - Um Novo Dia Para Matar]]></category>
		<category><![CDATA[Keanu Reeves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ator Keanu Reeves retorna às telonas na pele do personagem John Wick, neste segundo episódio da série que é tão bom quanto prometia. Ele é forçado a deixar a aposentadoria por conta de uma promissória que deu para pessoa errada. Revoltado, ele decide cumprir o acordo e depois matar o seu mandante. Filme de ação bom é aquele que não tem medo de ousar e ser bem mentiroso. Ninguém vai assistir Missão Impossível ou Duro de Matar esperando que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ator Keanu Reeves retorna às telonas na pele do personagem John Wick, neste segundo episódio da série que é tão bom quanto prometia. Ele é forçado a deixar a aposentadoria por conta de uma promissória que deu para pessoa errada. Revoltado, ele decide cumprir o acordo e depois matar o seu mandante.</p>
<p>Filme de ação bom é aquele que não tem medo de ousar e ser bem mentiroso. Ninguém vai assistir <em>Missão Impossível</em> ou <em>Duro de Matar</em> esperando que o roteiro seja mega verídico. Pelo menos, é o que eu espero. E <em>John Wick &#8211; Um Novo Dia Para Matar</em> segue essa máxima ao pé da letra, deliciando os espectadores com uma cena mais absurda que a outra.</p>
<p>John é triste, amargurado e cheio de raiva. E Keanu consegue transmitir isso muito bem para a tela, mostrando que ele não é o novo Nicolas Cage, que tenta se reerguer, mas não consegue de jeito nenhum. O roteiro explora bem o retorno do personagem ao mundo dos matadores profissionais, construindo de forma gradativa esse perfil. O ritmo segue intenso desde o começo e consegue se manter ao longo de toda a trama, graças ao desenrolar sutil e acertado da história.</p>
<p>A produção investiu em boas cenas de ação, o que rendeu ainda mais credibilidade à história. Embora tenham momentos em que Wick mata umas 50 pessoas em sequência, tudo é feito de forma ensaiada porém natural, deixando o espectador verdadeiramente grudado na cadeira e sem piscar. Aliás, para quem gosta de tiroteio em filme de ação, o longa é um deleite particular. Um derrame de adrenalina sem limites e com bom roteiro de fundo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7361" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/597095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>O elenco que envolve o personagem título do longa é bem interessante e diversificado. Cada um com seu perfil e estilo de atuação, conseguem conferir uma maior dinamicidade ao roteiro, expandindo positivamente o universo apresentado no primeiro filme.</p>
<p>A dicotomia de John Wick faz com que ele atenda ao seu desejo de vingança, mas sofra ao mesmo tempo. Ele ainda amargura a morte da mulher e fica enfurecido com seu retorno forçado ao mundo da matança. Ainda assim, mostra muita naturalidade ao precisar cumprir as obrigações.</p>
<p>O longa é, de fato, uma excelente sequência e promete dar muito pano para manga, já que apresenta novas possibilidades à história. Um mistura muito positiva de estilos de <em>Duro de Matar</em> e <em>Missão Impossível</em>, mas com seu próprio humor. É um filme de ação válido e acertado.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3OtwXTiygOM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Star Trek &#8211; Sem Fronteiras</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-trek-sem-fronteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2016 02:43:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>
		<category><![CDATA[Star Trek: Sem Fronteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu sei que muita gente está traumatizada com alguns filmes de ação, super-heróis e ficção científica que foram lançados nos últimos tempos. Mas o que posso adiantar para vocês é que Star Trek: Sem Fronteiras rema completamente contra a correnteza e nos apresenta um ótimo e divertido roteiro. Em Sem Fronteiras, a tripulação da nave Enterprise, comandada pelo capitão James Kirk e seu parceiro Spock, explorará os limites mais longínquos das galáxias e enfrentará um perigoso e misterioso inimigo, que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei que muita gente está traumatizada com alguns filmes de ação, super-heróis e ficção científica que foram lançados nos últimos tempos. Mas o que posso adiantar para vocês é que <em>Star Trek: Sem Fronteiras</em> rema completamente contra a correnteza e nos apresenta um ótimo e divertido roteiro.</p>
<p>Em <em>Sem Fronteiras</em>, a tripulação da nave Enterprise, comandada pelo capitão James Kirk e seu parceiro Spock, explorará os limites mais longínquos das galáxias e enfrentará um perigoso e misterioso inimigo, que colocará a Federação à prova.</p>
<p>Confesso que não sou das mais inteiradas da série. Sei a história como um todo, mas não acompanho tão afinco. Então não lembrava de alguns detalhes mais minuciosos. Os roteiristas, no entanto, tiveram todo o cuidado ao apresentar as histórias, os personagens e os contextos. Mesmo sem partir do zero, o que seria bem chato principalmente para quem acompanha mais de perto a saga, eles conseguiram deixar espectadores como eu, que não sou tão próxima de Star Trek, completamente ciente de todos os núcleos.</p>
<p>Partindo para o filme propriamente dito, ele é realmente bom. O roteiro é muito bem construído e guiado aos ápices da trama. É uma sensação de conforto ao assistir, porque o espectador não fica perdido, já que tudo faz sentido. O diretor Jusin Lin, conhecido por seus trabalhos em quatro longas da série <em>Velozes e Furiosos</em>, dedicou todo seu potencial neste episódio e o resultado é um reflexo claro disso. Diálogos pertinentes, construções de cena plausíveis, humor agradável.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6640" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/375142.jpg-r_640_360-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="375142.jpg-r_640_360-f_jpg-q_x-xxyxx" width="610" height="348" /></p>
<p>Além disso, existe uma abertura para novas parcerias no filme, que vão além do clássico Kirk x Spock. E as dinâmicas funcionam bem, fluem com naturalidade. É o caso de Spock e Bones, que se destacam sempre que surgem em cena. Aliás, o equilíbrio no elenco favorece muito a trama como um todo. Todos têm suas oportunidades de aparecer e se destacar, além de ficar bem clara a químico do grupo. Isso dá ainda mais integridade ao longa.</p>
<p>As sequências de ação são um espetáculo à parte. Além do trabalho dedicado da equipe de computação gráfica, um cuidado notório nos momentos de luta em que, costumeiramente fica tudo muito confuso, mas não acontece neste longa. O vilão também é muito importante, pois verdadeiramente impõe sua maldade e medo nos personagens. Uma pena que o ator Idris Elba quase não aparece por conta da maquiagem. Ainda assim, acréscimo importante e válido para a narrativa.</p>
<p><em>Star Trek: Sem Fronteiras</em> é uma feliz e acertada continuação da série recriada por J. J. Abrams, o que alegra muito nossos corações decepcionados por outros longas. Ele é divertido, tem bastante ação, risos, cenas obscuras e agrada a grande maioria do público. Segue sendo um sucesso, sem dúvidas.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><iframe src="https://www.youtube.com/embed/M3UPP4X2mf8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></strong></p>
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		<title>Crítica: Jason Bourne</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jul 2016 02:47:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Bourne]]></category>
		<category><![CDATA[Matt Damon]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É um tanto interessante retornar com o protagonista principal depois de intercalar com um filme que traz outro ator no papel. No entanto, quando se trata de trazer de volta um casamento tão bom quanto o de Matt Damon e Jason Bourne, vale a pena perder um pouco do sentido e ignorar o quarto (e completamente dispensável) filme. Em Jason Bourne, o protagonista está afastado das missões há algum tempo e passa seus dias brigando em lutas clandestinas. Ele é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É um tanto interessante retornar com o protagonista principal depois de intercalar com um filme que traz outro ator no papel. No entanto, quando se trata de trazer de volta um casamento tão bom quanto o de Matt Damon e Jason Bourne, vale a pena perder um pouco do sentido e ignorar o quarto (e completamente dispensável) filme.</p>
<p>Em <em>Jason Bourne</em>, o protagonista está afastado das missões há algum tempo e passa seus dias brigando em lutas clandestinas. Ele é procurado por Nicky Parsons, que foi sua parceira durante muitos anos. Ela desconfia da criação de um novo projeto semelhante ao que o levou àquela situação, além de informações inéditas de seu passado. Enquanto este encontro acontece, eles são rastreados por Heather Lee, agente da CIA novata que trabalha para o ex-chefe de Bourne, Robert Dewey. A perseguição já começa logo de cara.</p>
<p>Acredito que um dos grandes trunfos deste novo longa é o acréscimo de artistas importantes e com boa química com os personagens que interpretam. Alicia Vikander rouba todas as cenas que trabalha, mostrando um potencial que vai muito além do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante que ela recebeu por <em>A Garota Dinamarquesa</em> este ano. Tommy Lee Jones vive Dewey, completamente contra o comportamento de Bourne e decidido a perseguir o ex-funcionário. Para fechar o quarteto, Vincent Cassel interpretando um dos vilões.</p>
<p>Do começo ao fim, o filme deixa o espectador completamente vidrado nas cenas, que trazem muita ação, mortes e perseguições. Mas o que vale nisso tudo é que não fica apenas aí. Indo além, o diretor nos oferece um roteiro interessante e cheio de possibilidades. É possível ter o mesmo <em>feeling</em> da trilogia inicial, que terminou há quase dez anos. O diretor é o mesmo, Paul Greengrass, o que certamente contribuiu positivamente para a retomada da trama.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6483" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Jason-Bourne-CinePOP-3.jpg" alt="Jason-Bourne-CinePOP-3" width="610" height="348" /></p>
<p>Com o estilo da trilogia antiga, mas com a atualização de quase uma década de inovações tecnológicas. O modelo de enredo, no entanto, não teve a mesma sorte. Neste quarto filme com Matt Damon, continuamos tendo como trama principal Jason Bourne sendo perseguido por todo mundo e fugindo desesperadamente. Não que este modelo não funcione, porque funciona, sim! Mas eu, particularmente, esperava que a mesma inovação tecnológica que o personagem sofreu chegasse ao enredo.</p>
<p>A ideia de transformar o longa em uma nova trilogia fica bem clara ao final deste filme. Agregando personagens novos e atores muito mais famosos atualmente, Bourne tem ótima chance de retornar ao cinema em pouco tempo, já que o resultado das bilheterias mostra que ele vem sendo bem aceito pelo público e crítica.</p>
<p>Para quem ainda não conferiu, vale a pena ver a primeira trilogia: <em>A Identidade Bourne, A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne</em>. Tem os três lindinhos no Netflix.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong><br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/CfM_T5YkaBI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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