Dando continuidade aos especiais sobre séries, o Coisa de Cinéfilo traz a segunda parte da lista dos melhores seriados de todos os tempos, agora com as produções de drama – acesse aqui o texto sobre comédias. O critério de escolha está relacionado ao equilíbrio de qualidade entre as temporadas, do piloto e, em alguns casos, se o desfecho foi bem realizado.

Agora pegue sua pipoca e confira o especial com As Melhores Séries de Drama de Todos os Tempos!

As Melhores Séries de Drama de Todos os Tempos
5 – House of Cards (2013-2018)

Uma das primeiras séries originais da Netflix, House of Cards foi um drama político construído através de  análise de dados dos clientes da empresa. Os atores, a trama, o estilo, tudo! Partindo daí, o seriado manteve sua qualidade durante quase todas as suas temporadas, com alguns deslizes ao final. Ainda assim, ela conseguiu elencar pontos positivos em sua totalidade, como a relação do protagonista com a esposa, Claire Underwood (Robin Wright), ou as viradas narrativas bem estruturadas, sem parecer gratuitas e apenas para causar efeitos. Além disso, a obra venceu diversos prêmios como Globo de Ouro e Emmy.


4 – Game of Thrones (2011-2019)

Produzida pela HBO e adaptada dos livros do escritor George R. R. Martin, Game of Thrones foi um sucesso estrondoso. De acordo com dados de audiência divulgados pela sua emissora de exibição, a cada temporada a quantidade de público crescia, chegando, em seu encerramento, ao triplo do que no seu início, de 2,5 para 7,5 milhões de espectadores. Além de ser popular entre os espectadores, o seriado possuía, na maioria das vezes, uma narrativa equilibrada, com construção de tensão, boas sequências de batalha, progressão dramática e aproveitamento das personagens da história. Apesar de seu final ser aquém ao que já tinha sido mostrado antes, o panorama geral da produção faz com que ela ocupe o quarto lugar da lista de As Melhores Séries de Drama de Todos os Tempos.


3 – Arquivo X (1993-2018)

Personagens icônicos, cenas memoráveis, finais e retornos. Arquivo X foi um sucesso na década de 1990. Com uma audiência que chegou a quase 20 milhões de pessoas por episódio e uma prateleira de prêmios, incluindo cinco Globo de Ouro, o seriado mostrava dois agentes do FBI: Scully (Gillian Anderson) e Mulder (David Duchovny), que investigavam casos sobrenaturais. O maior destaque da produção era sua capacidade de amarrar estilos de arcos narrativos. Além de ser procedural e ter os Monster of the week, ela trazia questões que aconteciam e se encerravam a cada ano e arcos que duraram todas as temporadas, algo que não era comum em seu tempo. Até o seu primeiro desfecho, em 2001, o encerramento aconteceu de maneira digna. O retorno, em 2016, enfraqueceu um pouco a sua força, mas o mérito dela não se perde por este motivo.


2 – Família Soprano (1999-2007)

Estrelada por James Gandolfini (A Mexicana), Família Soprano é considerada por muitos veículos especializados, como as revistas Rolling Stone e Empire, como uma das melhores séries de todos os tempos. Contando a história de uma família mafiosa, a produção da HBO, trazia com personagens complexos, que mostravam múltiplas emoções e comportamentos na tela. Outro fator positivo era seu roteiro que buscava focar mais na própria história do que utilizar recursos narrativos que pudesse prender o espectador. O público ficava pela riqueza interna das figuras na tela e dos acontecimentos por eles engendrados.


1 – Breaking Bad (2008-2013)

Caminhando semelhante a Família Soprano, o seriado Breaking Bad conseguia reunir personagens que sempre estava na linha tênue entre o bem e o mal. Dentro desta lógica, este traço estava mais forte no seu protagonista Walter White (Bryan Cranston). As suas decisões era inescrupulosas, porém parecia existir sempre uma justificativa plausível para seus atos. Até que não havia mais razão nenhuma para tais ações e ele buscava se redimir de alguma maneira e este ciclo se repetia diversas vezes. Mas, não era algo tedioso. Porque, ao mesmo tempo que White estava entretido com sua vida e problemas, ao seu redor, outras figuras emblemáticas e não planas estavam presentes. A produção da AMC também contava com diretores criativos que utilizavam alguns recursos técnicos para incrementar a série, como com posicionamentos de câmera, enquadramentos, temperaturas etc.

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