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	<title>Arquivos Terror - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Terror - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Labirinto dos Garotos Perdidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 23:09:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fazer cinema de gênero é um desafio, especialmente quando esse gênero é o horror. O cenário se aperta ainda mais quando o filme retrata o terror como uma fantasia derivativa do real. O uso dos tropos do horror para revelar a finura do véu que divide a ficção e a realidade tem sido uma escolha cada vez mais comum &#8211; no entanto, não menos arriscada. Produzir uma narrativa que abarque esse cenário e funcione quase como uma ode aos temores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fazer cinema de gênero é um desafio, especialmente quando esse gênero é o horror. O cenário se aperta ainda mais quando o filme retrata o terror como uma fantasia derivativa do real. O uso dos tropos do horror para revelar a finura do véu que divide a ficção e a realidade tem sido uma escolha cada vez mais comum &#8211; no entanto, não menos arriscada. Produzir uma narrativa que abarque esse cenário e funcione quase como uma ode aos temores da vida real é a aposta feita pelo diretor e roteirista Matheus Marchetti (<em>Verão Fantasma</em>, de 2022) em seu mais novo projeto: <strong><em>Labirinto dos Garotos Perdidos</em></strong>.</p>
<p>A proposta do cineasta paulista é fazer um horror <em>queer</em> totalmente brasileiro e real, a partir de suas experiências e descobertas de sua sexualidade. Os passos cruzados entre o real e o ficcional são a engrenagem que faz <strong><em>Labirinto dos Garotos Perdidos</em></strong> rodar e são, igualmente, o seu ponto forte. No entanto, as escolhas de Marchetti revelam muito mais do que suas vivências numa São Paulo hostil e fria para um jovem rapaz gay, elas abrem um portal para o perigo que mora dentro. A fantasia que faz a história dançar é o lindo véu que inebria o espectador e nos faz mergulhar nos delírios, exageros e absurdos da noite intensa vivida por Miguel (interpretado por Giuliano Garutti). O longa estreia nesta quinta-feira (4) nos cinemas nacionais, distribuído pela Filmicca.</p>
<p><strong><em>Labirinto dos Garotos Perdidos</em></strong> descreve a jornada de um jovem do interior vivendo uma noite regada de prazeres e estranhezas numa grande cidade. Cada vez mais mergulhado na escuridão, Miguel (Garutti) se vê perdido no meio de assombrosos acontecimentos que o cercam e perseguem, revelando que há algo à espreita lhe observando.</p>
<p>Talvez o grande mérito do filme de Marchetti seja justamente a sua coragem de ser. Sua essência como cineasta está desenhada há muito em seus projetos, mas, aqui, ela grita tão alto quanto o desejo pulsante dos jovens rapazes retratados em tela. O véu que comentei embala a narrativa em uma espécie de Alice no País das Maravilhas sexual, densa e esteticamente formidável. As cores vibram na tela tanto quanto aqueles corpos suados (e reais) que se desejam cada vez mais num <em>looping</em> de tesão sem fim e inconsequente &#8211; custando, inclusive, a própria vida. <strong><em>Labirinto dos Garotos Perdidos</em></strong> é um belo esforço criativo sobre acreditar em sua ideia e levá-la adiante, com uma equipe que, claramente, abraçou os desejos de um jovem diretor <em>queer</em> que quis falar de sua história da melhor forma que sabe: fantasiando os temores da vida através da ficção.</p>
<figure id="attachment_20679" aria-describedby="caption-attachment-20679" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20679" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Labirinto-dos-Garotos-Perdidos-20263-750x500.jpg" alt="Labirinto dos Garotos Perdidos (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Labirinto-dos-Garotos-Perdidos-20263-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Labirinto-dos-Garotos-Perdidos-20263-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Labirinto-dos-Garotos-Perdidos-20263-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Labirinto-dos-Garotos-Perdidos-20263-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Labirinto-dos-Garotos-Perdidos-20263-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Labirinto-dos-Garotos-Perdidos-20263-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Labirinto-dos-Garotos-Perdidos-20263.jpg 2048w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20679" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Labirinto dos Garotos Perdidos (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>É sempre um prazer assistir às histórias de Marchetti &#8211; e aqui não é diferente. Ele consegue, com muita irreverência, caminhar pelo lúdico e sombrio. A corda bamba proposta em <strong><em>Labirinto dos Garotos Perdidos</em></strong> é um deleite para quem sente falta de fábulas na atualidade &#8211; especialmente quando essa narrativa dá espaço para figuras tão marginalizadas nesse tipo de fantasia. Na contramão de todo esse universo fantástico, está o amor do diretor pelo horror. Seu arcabouço de referências, como cinéfilo e cineasta, demonstra seus interesses e suas preferências, desenhando perfeitamente os caminhos de seus roteiros.</p>
<p>Em meio ao turbilhão de caminhos que o diretor poderia perseguir com uma história como essa, Marchetti escolhe por brincar ainda mais com suas possibilidades. A sátira dos momentos desconfortáveis na afetividade masculina, especialmente na fase de descoberta, permitem que o personagem principal viva os horrores da vida real, onde os relacionamentos, como sempre nos lembra Bauman, são mais dissolutos do que nunca. Ainda nessa lógica, existe uma sensação que persegue o público do início ao fim da sessão de <strong><em>Labirinto dos Garotos Perdidos</em></strong>. Colocando o horror fantástico de lado, o filme opera como um diário secreto do diretor em seus primeiros anos de descoberta sexual. O olhar a vida íntima pelo buraco da fechadura citada por Nelson Rodrigues é elevado à outro patamar com essa narrativa.</p>
<p>Toda a fabulação sobre os temores de ser um homem gay em busca de um par é maravilhosamente costurada com humor e beleza &#8211; marca registrada do diretor. Como de costume, <strong><em>Labirinto dos Garotos Perdidos</em></strong> é construído por meio de uma Montagem instigante, uma Fotografia argentoniana espetacular e uma Arte que desenha as atmosferas de fantasmagoria costumeiras nas narrativas do cineasta. Mais uma vez, Matheus Marchetti se despe diante da câmera (dessa vez, também no sentido literal), mostrando suas ansiedades, memórias e excitações.</p>
<p>As possibilidades mostradas pelo diretor e roteirista provam que o horror <em>queer</em> segue vivo e pulsante. Além, é claro, de se mostrar disposto a ser visto de forma crua e natural, sem pudores e hipocrisias, dando espaço para que um público muito marginalizado possa ver seus sonhos mais frequentes (ou pesadelos mais obscuros) na telona. Tudo isso feito com humor afiado, apreço visual belíssimo e muito (mas MUITO) tesão. E tenho dito: se você tiver a oportunidade de se deliciar com <em><strong>Labirinto dos Garotos Perdidos</strong></em>, especialmente nos cinemas, nunca mais conseguirá olhar para um pepino do mesmo jeito. Esteja avisado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Matheus Marchetti</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Matheus Marchetti</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Giuliano Garutti, Lucas Bocalon, Henrique Natálio, Gabriela Gonzalez, Gabriel Muglia, Matheus Marchetti, Tony Germano, Gustavo Brait, Julio Mourão, Igor Patrocínio, Tuna Dwek</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/1n8STYlz_q8?si=VaKkHNGC_JmxBdm3" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Casamento Sangrento: A Viúva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:44:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de Casamento Sangrento (2019). O desafio dessa decisão residia na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-casamento-sangrento-telecine-play/"><em>Casamento Sangrento (2019)</em></a>. O desafio dessa decisão residia na proposição de uma caçada ainda mais hercúlea para a protagonista vivida por Samara Weaving (<em>Pânico VI</em>, de 2023), em mais gore, sangue e o bom e velho humor ácido que os longas-metragens da produtora costumam ter. E foi assim que surgiu o hilário e cruel <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<p>Com estreia marcada no Brasil para esta quinta-feira (19), a sequência retoma exatamente de onde deixamos a personagem central para entendermos o quanto a sua vitória no esconde-esconde afetou algo maior do que a família Le Domas. Existe um Alto Conselho de famílias associadas ao senhor Le Bail e seu pacto que, por conta das regras dessa associação, devem disputar o trono do Conselho caçando Grace (Weaving) e sua irmã Faith (Kathryn Newton), que entra em cena para lutar por sua vida e resolver seu passado com a primogênita. Tudo isso, recheado de sangue, entranhas e muitas risadas nessa nova luta pela sobrevivência até o amanhecer em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<h3>O estilo Olpin-Bettinelli/Gillett e a Radio Silence</h3>
<p>Imersos em sua fórmula de projetos, a dupla de diretores e fundadores da Radio Silence, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abigail/"><em>Abigail</em></a>, de 2024), trazem renovação para seu primeiro grande sucesso por acreditarem no seu estilo. A junção Olpin-Bettinelli/Gillett é gerada de um tipo de horror específico. Claramente inspirado na essência da franquia Pânico (1996-2026), o humor é o grande aliado do terror em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. As nuances da direção podem ser percebidas e apreciadas no equilíbrio entre o riso e o pavor. É quando saímos de um momento de tensão tendo dado uma gargalhada, como uma válvula de escape para todo o temor visto em cena.</p>
<p>Matt e Tyler entendem o tempo do espectador, suas expectativas e, acima de tudo, eles sabem como <span style="font-weight: 400;">diverti-los</span> e isso é fácil da maneira mais simples possível: pensando no que os diverte nesse tipo de filme. A direção enaltece o exagero das cenas, dos planos, da música, da montagem e tudo o que é mais possível em cena. Seja para esticar ao máximo a tensão ou partir com ela para gerar um riso. Essa é a fórmula dos diretores e da produtora &#8211; e <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em> é só mais uma prova disso. É evidente que essas mesmas escolhas que abraçam uma parcela do público também afastam outra, mas Matt e Tyler decididamente estão fazendo seus filmes para um tipo de público. Eles querem encher as salas de cinema com quem, assim como eles, entra disposto a viver tudo o que o filme pode te proporcionar &#8211; do pior ao melhor.</p>
<p>Para abraçar de vez a proposta e as dificuldades da sequência, a direção precisaria de um roteiro que sustentasse os extremos e de um elenco de peso que daria fôlego para outra caçada. E assim foi feito. Retornando para o segundo longa estão Guy Busick e R. Christopher Murphy (responsáveis pelo antecessor) com ainda mais coragem para pirar nas esdrúxulas mortes, na estrutura da seita e na tênue linha entre horror e humor. Fica claro logo nos primeiros 10 minutos de filme que a escala cresceu consideravelmente para acompanhar não só a trama, mas o desejo de expandir e aumentar as possibilidades narrativas &#8211; especialmente as elaboradas mortes num hotel de campo luxuoso. <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em>é a prova de que ainda é possível se fazer uma boa continuação. Aqui bastou uma parceria bem estabelecida, um estilo definido e um coletivo que acreditava na proposta criativa tanto do roteiro como da direção.</p>
<figure id="attachment_20515" aria-describedby="caption-attachment-20515" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20515" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-770x514.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg.jpeg 1399w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20515" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>As <em>final girls</em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para dar vida às novas provações hercúleas da sequência, Samara Weaving retorna ao seu papel, mas dessa vez está acompanhada na jornada mortal. Kathryn Newton (<em>Lisa Frankenstein</em>, de 2024) forma com Samara a dupla de <em>final girls</em> de <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. A protagonista do antecessor já havia provado ter o fator X em si para ser uma protagonista num horror como este, mas o que o público não sabia é o quanto seria incrível a contracena entre ela e Kathryn. As duas têm uma química em cena arrebatadora. O <em>timing</em> cômico é parecido e ambas já haviam trabalhado com a Radio Silence em projetos pregressos, o que reforça as possibilidades de proposições criativas de ambos os lados. A decisão de trazer uma dupla para Grace foi acertada em cada detalhe e tudo foi feito com uma coerência narrativa que não apaga o sentido do arco narrativo do primeiro filme.</span></p>
<p>É impressionante como Weaving e Newton operam de forma similar em cena. O <em>casting</em> da irmã mais nova foi perfeito e mostra o olhar atento dos diretores ao trazer de volta <span style="font-weight: 400;">colaboradores</span> passados. Essa união rendeu momentos mais densos para as camadas emocionais da narrativa que, de fato, tenta tomar um tempo para falar sobre relações familiares &#8211; uma vez que agora os inimigos são poderosas famílias pactuadas com o senhor Le Bail. Dessa forma, o roteiro de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> oportunizou momentos emocionantes e diferentes do que o antecessor.</p>
<p>A dupla Weaving-Newton absorve a proposta da narrativa e coloca em outro lugar com olhares de cumplicidade, decepções do passado e o desespero da sobrevivência. Tanto a veterana da narrativa como a nova adição são responsáveis por protagonizar os momentos mais aterrados da história, relembrando que também existe espaço para esse tipo de camada aqui. Na verdade, a entrega individual das atrizes e sua troca em cena faz de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> uma continuação que supera o seu antecessor justamente por se permitir ir além em todos os aspectos &#8211; em especial o emocional.</p>
<figure id="attachment_20516" aria-describedby="caption-attachment-20516" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20516" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg.jpeg 1118w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20516" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>Novos inimigos, mesmo encosto</h3>
<p>Para povoar os horrores de Grace e sua irmã Faith, o roteiro constrói a ideia do Alto Conselho, formado por famílias poderosas ao redor do mundo que disputarão pelo comando, agora que Grace venceu os Le Domas. Essa regra raramente usada mexe com as estruturas do Conselho e vira a vida das irmãs de ponta cabeça poucas horas depois de todo o incidente do primeiro filme. Para dar vida aos novos monstros reais da personagem de Samara, o <em>casting</em> acertou mais uma vez ao trazer esse elenco para formar os novos &#8216;caçadores&#8217;. Ainda que o inimigo agora seja outro, <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em></span>precisava manter o peso do elenco do longa anterior que deu forma à narrativa.</p>
<p>Para incorporar a nova cara dos horrores de Grace e Faith, a produção trouxe nomes conhecidos como Sarah Michelle Gellar (<em>Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado</em>, de 2025), Shawn Hatosy (<em>Inimigos Públicos</em>, de 2009),  Elijah Wood (<em>O Macaco</em>, de 2025) e o diretor de <em>body horror</em>, David Cronenberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-crimes-do-futuro/"><em>Crimes do Futuro</em></a>, de 2022), para a difícil missão de torná-los tão memoráveis quanto o elenco anterior. A escala do filme é maior em todos os sentidos (mortes, sangue, perseguições) e isso não é diferente com o tamanho do elenco. A direção e o roteiro conseguem, no entanto, dar pequenos momentos para que cada um deles brilhe. Sempre na hora certa, com o humor ácido afiadíssimo e seguido de mortes brutais e sangrentas, a marca registrada de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span>.</p>
<p>Além dos nomes mais conhecidos, outros atores como Néstor Carbonell (<em>Dinheiro Suspeito</em>, de 2026) e Kevin Durand (<em>Corra que a Polícia Vem Aí!</em>, de 2025) compõe essa história pintada à sangue. Os dois têm um peso para a comicidade e o gore que faz suas participações valerem ainda mais à pena. E também é preciso destacar duas duplas: os jovens Maia Jae (<em>Gen V</em>, desde 2023) e Juan Pablo Romero, que fazem os filhos do personagem de Carbonell, e Varun Saranga e Dan Beirne (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-priscilla/"><em>Priscilla</em></a>, de 2023). O quarteto faz parte do núcleo mais cômico da narrativa e leva isso com louvor. Cada um dos quatro carrega pelo menos uma das cenas mais hilárias do longa. Dessa forma, o elenco certo, com o roteiro necessário e a direção consciente fizeram desta uma continuação que vale a pena conferir na maior tela possível para que você se arrepie com a tensão e gargalhe com o humor afiado de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><strong>Direção: </strong>Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Samara Weaving, Kathryn Newton, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, David Cronenberg, Elijah Wood, Néstor Carbonell, Kevin Durand, Olivia Cheng, Varun Saranga, Nadeem Umar-Khitab, Juan Pablo Romero, Masa Lizdek, Maia Jae, Daniel Beirne e Antony Hall</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/tpWh7NWRnJI?si=aty2SuLpGJSldk7j" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Socorro!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 12:57:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor de terror Sam Raimi (Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, de 2022) volta às telonas com um novo projeto que é a sua cara. Banhado pelo estilo que lhe catapultou para o sucesso, o cineasta estadunidense traz ao público seu mais novo (e insano) filme: Socorro!. Estrelado por Rachel McAdams (Crescendo Juntas, de 2023) e Dylan O&#8217;Brien (Twinless &#8211; Um Gêmeo a Menos, de 2025), o longa-metragem, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), carrega a essência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor de terror Sam Raimi (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>, de 2022) volta às telonas com um novo projeto que é a sua cara. Banhado pelo estilo que lhe catapultou para o sucesso, o cineasta estadunidense traz ao público seu mais novo (e insano) filme: <strong><em>Socorro!</em></strong>. Estrelado por Rachel McAdams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-crescendo-juntas/"><em>Crescendo Juntas</em></a>, de 2023) e Dylan O&#8217;Brien (<em>Twinless &#8211; Um Gêmeo a Menos</em>, de 2025), o longa-metragem, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), carrega a essência cômica, exagerada e <em>trash</em> de Raimi.</p>
<p><strong><em>Socorro!</em></strong> narra a relação tóxica de trabalho entre Linda Liddle (interpretada por McAdams), uma excelente funcionária do setor de Planejamento e Estratégia, e seu novo chefe, Bradley Preston (interpretado por O&#8217;Brien). Após uma reunião que esmaga as expectativas de Linda de ascender na empresa, o avião de uma viagem de negócios sofre um acidente e os dois se veem presos numa ilha deserta. Bradley agora tem que lidar com a mudança de poderes, já que Linda parece ser a sua única chance de sobrevivência.</p>
<p>Com um humor afiado, um elenco espetacular e uma direção sem limites, o roteiro da dupla Damian Shannon e Mark Swift (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baywatch-s-o-s-malibu/"><em>Baywatch: S.O.S. Malibu</em></a>, de 2017) ganha possibilidades estelares. O que poderia ser uma história esquecível e mal interpretada sobre disputa de poderes, dinâmicas machistas do mercado de trabalho e uma pitada de <em>thriller</em> psicológico de sobrevivência se torna uma narrativa impossível de parar a curiosidade do espectador. <strong><em>Socorro!</em></strong> instiga e prende a atenção do público do início ao fim.</p>
<p>O maior acerto da dupla de roteiristas é a ideia em reunir <em>Náufrago (2000)</em>, <em>Quero Matar Meu Chefe (2011)</em> e <em>Louca Obsessão (1990)</em> em um só filme. Pode soar como muitos fios desconectados, mas Shannon e Swift conseguem fazer dessa mistura um cerne coerente e interessante, o que torna <strong><em>Socorro!</em></strong> um trabalho que verdadeiramente rouba a atenção do público logo de cara. No entanto, não pensam que essa mistura será óbvio ou desinteressante, a narrativa guarda seus truques muito bem debaixo das mangas para te surpreender o tempo todo.</p>
<figure id="attachment_20442" aria-describedby="caption-attachment-20442" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20442" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-750x500.jpg" alt="Socorro! (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1.jpg 1095w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20442" class="wp-caption-text">Dylan O&#8217;Brien em cena de &#8216;Socorro! (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Além dos méritos óbvios de Shannon e Swift por pensarem numa história tão amarradinha e bem construída, há ainda a potência do <em>casting</em> e da direção. Mesmo sendo uma narrativa interessante, <strong><em>Socorro!</em></strong> só atinge o ápice de seu potencial por conta da direção e do elenco. É impensável assistir a um filme como esse sem que ele tenha assinatura de Raimi. Suas estranhezas clássicas e seu jeito de brincar com o limiar entre horror e comédia gritam de forma exuberante durante os 113 minutos de duração.</p>
<p>Diferente da sua direção na Marvel, que foi limitante para o mergulho da narrativa na sua essência estética, <strong><em>Socorro!</em></strong> não mede esforços para incorporar elementos tão clássicos e conhecidos da filmografia do diretor. Seja remontando conhecidas iconografias visuais de suas outras obras, seja com o exagero e os elementos excessivos do trash que estão tão presentes em sua carreira, mas esse novo longa é 100% a cara dele. Não há quem conheça o trabalho de Raimi, assista o filme e não perceba o quanto dele há no projeto. E é claro, a produção é um prato cheio para os fãs do diretor.</p>
<p>Mais do que um diretor investido e que molda a história para que fique com sua cara, o elenco de <strong><em>Socorro!</em></strong> transforma o roteiro de Shannon e Swift. O elenco secundário tem um papel e desempenho importantes e que colaboram para o todo, mas este filme é de Rachel e Dylan. Não existiria dinâmica tão caótica e esquisita como a que o público se inebria ao assistir se não fossem eles. A contracena da dupla é de uma potência avassaladora. Eles abraçam o absurdo que é estar num filme do Raimi e elevam isso em suas performances até a última potência, fazendo dele um longa imperdível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sam Raimi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Rachel McAdams, Dylan O&#8217;Brien, Edyll Ismail, Xavier Samuel, Dennis Haysbert, Chris Pang, Thaneth Warakulnukroh, Emma Raimi, Kristy Best e Bruce Campbell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/nb4hYGIwHrw?si=oYBMWk-TddwcP3Fb" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Bom Menino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 12:53:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O burburinho é a alma do negócio mesmo, não é? Alguns anos atrás um projeto de terror independente sobre um cachorro jamais chegaria aos cinemas brasileiros, ainda mais por uma distribuidora grande como a Paris Filmes. Bom Menino, no entanto, fez o dever de casa e soube se vender muito bem para gerar uma alta demanda internacional por seu lançamento e eis que, nesta quinta-feira (30), o longa-metragem chega ao Brasil nas principais redes de cinema. O diretor e co-roteirista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O burburinho é a alma do negócio mesmo, não é? Alguns anos atrás um projeto de terror independente sobre um cachorro jamais chegaria aos cinemas brasileiros, ainda mais por uma distribuidora grande como a Paris Filmes. <strong><em>Bom Menino</em></strong>, no entanto, fez o dever de casa e soube se vender muito bem para gerar uma alta demanda internacional por seu lançamento e eis que, nesta quinta-feira (30), o longa-metragem chega ao Brasil nas principais redes de cinema.</p>
<p>O diretor e co-roteirista Ben Leonberg criou um fenômeno antes mesmo de saber qual será o resultado da recepção do filme pelo grande público. <strong><em>Bom Menino</em></strong> já é uma produção que chama atenção do espectador por sua premissa básica de focar em um animal adorável passando por uma situação aterrorizante. E tudo se torna ainda mais curioso ao público quando se fala sobre o longo processo de produção com um cachorro não-ator.</p>
<p><strong><em>Bom Menino</em></strong> inicia com Todd (interpretado por Shane Jensen), um jovem que sofre de uma doença pulmonar crônica, se muda da cidade de Nova York para a casa rural e desabitada do seu falecido avô na floresta com seu amado cão, Indy. A irmã de Todd, Vera (Arielle Friedman), se preocupa com o isolamento dele na casa, acreditando que o lugar seja assombrado e contribuiu para a morte do avô deles (Larry Fessenden). Ao chegar na casa, Indy imediatamente sente uma presença. Com o passar dos dias, os horrores só aumentam e Indy se vê precisando salvar a vida de Todd antes que seja tarde demais.</p>
<p>O filme cativa o espectador desde o primeiro momento por sua atmosfera de tensão. Ao mesmo tempo, o longa também prende o público por trabalhar com um tema tão caro à muitas pessoas, que é o amor com seu pet. Essa costura entre a parceria entre dono e cachorro e o contexto tenebroso do isolamento de Todd fazem de <em><strong>Bom Menino</strong></em> um filme com um ritmo de tirar o fôlego.</p>
<figure id="attachment_20029" aria-describedby="caption-attachment-20029" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20029" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-750x500.jpg" alt="Bom Menino (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3.jpg 900w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20029" class="wp-caption-text">Indy em cena de &#8216;Bom Menino (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>O roteiro de Leonberg e Alex Cannon entrega uma narrativa curiosamente instigante. O filme é guiado por ações, atmosfera e a expressividade de Indy. Ele é a verdadeira alma do projeto. Ainda que tenha levado 3 anos para ser concluído, <em><strong>Bom Menino</strong></em> não sofre de nenhum descaso ou desconexo gerado pelo alongamento da produção. Pelo contrário, a proposta dos roteiristas parece se encaixar como uma luva para um projeto com tantas peculiaridades e funciona sem nenhum problema.</p>
<p>A coragem do roteiro e a sorte do diretor em ter um cachorro extremamente expressivo dão ao projeto a possibilidade de longa vida. <em><strong>Bom Menino</strong></em> tem mais ritmo do que muitos blockbusters do gênero, encabeçados por atores de longa data. Na verdade, Indy relembra ao público a importância do silêncio e do olhar. O que o cachorrinho entrega ao protagonizar mais de 70 minutos de filme, muitas pessoas não conseguiram fazer durante uma carreira inteira.</p>
<p>Ao lado do roteiro bem amarrado e da direção consciente de sua proposta e limitações, a fotografia entrega um jogo de luz, sombra, profundidade e perspectiva que merece aplausos. Tudo isso com um som que acompanha as necessidades da produção de compor a tensão exata para cada cena. <em><strong>Bom Menino</strong></em> é uma grata surpresa para os amantes de horror por ser um respiro de coragem e inventividade prática de um produto. Mesmo seguindo uma estrutura bem clássica de filmes sobre assombrações e lugares assombrados, o filme consegue fazer isso com um sopro de interesse e paixão pelo labor que inspiram e cativam o público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ben Leonberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Indy, Shane Jensen, Arielle Friedman, Larry Fessenden e Stuart Rudin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/i9KZJy0VSVM?si=J1RIBc9KBlxw4p79" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Telefone Preto 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 11:22:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O anúncio de uma sequência de sucesso para um filme de terror já é algo de praxe para os estúdios atualmente. A atitude, ainda que esperada, levanta alertas para o público sobre a qualidade do que virá na nova produção. No gênero, o histórico não tem o melhor dos precedentes, como M3GAN 2.0, que mesmo não sendo ruim, mudou totalmente sua estrutura e abandona o horror, ou Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, que é uma sequência-legado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio de uma sequência de sucesso para um filme de terror já é algo de praxe para os estúdios atualmente. A atitude, ainda que esperada, levanta alertas para o público sobre a qualidade do que virá na nova produção. No gênero, o histórico não tem o melhor dos precedentes, como <em>M3GAN 2.0</em>, que mesmo não sendo ruim, mudou totalmente sua estrutura e abandona o horror, ou <em>Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado</em>, que é uma sequência-legado terrivelmente fraca e narrativamente instável. Nessa lógica, os fãs de horror se preocuparam com o que poderia ser <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong>, continuação do sucesso de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-telefone-preto">2021</a>.</p>
<p>Apesar das especulações a partir do marketing do filme e da &#8216;maldição&#8217; das sequências dentro do gênero, o novo filme do diretor Scott Derrickson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho"><em>Doutor Estranho</em></a>, de 2016, e <em>Entre Montanhas</em>, de 2025) não deixa nada a desejar em comparação ao primeiro. Em sua sequência, o cineasta e co-roteirista escancara as portas do sobrenatural e mergulha de cabeça nessa jornada, se aproximando de uma entidade tão cruel quanto o Freddy Krueger. <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong> tem a coragem de se distanciar do suspense investigativo do primeiro longa para focar numa fantasia de horror oitentista.</p>
<p>A narrativa de <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong> começa quatro anos após os eventos do primeiro filme. Finney Blake (interpretado por Mason Thames) está tentando lidar com o trauma do seu passado. Tanto as memórias do sequestro quanto o peso de ter matado o Sequestrador (interpretado por Ethan Hawke) ainda mexem com sua cabeça. Enquanto isso, sua irmã Gwen (interpretada por Madeleine McGraw) começa a ter visões de um acampamento com crianças mutiladas. O problema é que os pesadelos dela são visões do novo confronto que eles precisarão ter com o Sequestrador, afinal, morto é só uma palavra.</p>
<p>O roteiro de Derrickson e C. Robert Cargill (<em>A Entidade</em>, de 2012, <em>O Telefone Preto</em>, de 2021) opta por explorar esse outro elemento presente no filme anterior, tornando isso o mote central da trama. A jornada médium das crianças &#8211; agora já adolescentes &#8211; ganha espaço, dando ainda mais desenvolvimento para os personagens, especialmente para Gwen, que ganha mais protagonismo e tempo de tela em <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong>. O alcance dos seus poderes psíquicos e o que eles revelam sobre o passado do Sequestrador e de sua família. Ao mesmo tempo, os roteiristas investem ainda mais em trazer o público para dentro de uma época, evocando elementos que te transportam no tempo.</p>
<figure id="attachment_20007" aria-describedby="caption-attachment-20007" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20007" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-750x500.jpg" alt="Telefone Preto 2 (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-1400x934.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2.jpg 1612w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20007" class="wp-caption-text">Mason Thames e Madeleine McGraw em cena de &#8216;Telefone Preto 2 (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Ainda que a história foque mais na personagem de McGraw (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas"><em>A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas</em></a>, de 2021), Hawke (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-mundo-depois-de-nos-netflix"><em>O Mundo Depois de Nós</em></a>, de 2023) e Mason Thames (<em>Como Treinar Seu Dragão</em>, de 2025) continuam a ter bons momentos em tela, mostrando o alcance de suas interpretações e o patamar de desenvolvimento no qual seus personagens chegaram. Igualmente, o roteiro permite alguns momentos interessantes de Armando, o supervisor do acampamento (interpretado por Demián Bichir), mostrando que Derrickson e Cargill conhecem os meandros da história que criaram e sabiam para onde queriam seguir em <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong>.</p>
<p>Apesar de acertarem em muitos pontos, como no investimento do horror fantástico e sobrenatural, na expansão do passado do Sequestrador e da família Blake, o roteiro desliza no pouco desenvolvimento do pai de Finney e Gwen, interpretado por Jeremy Davies. Como já mostrado em seu antecessor, Davies é capaz de diferentes nuances em sua interpretação e, diante dos eventos assombrosos sobre seu passado e vivido por seus filhos, ele merecia um cuidado maior durante <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong>.</p>
<p>Outro elemento que vez ou outra acaba pesando é o uso da estética de fita VHS. Assim como no primeiro filme, <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong> continua a usar a textura de VHS para separar o que é sonho/visões do que acontece quando se está acordado. Mesmo que seja um recurso interessante e visualmente apelativo, ele é excessivamente usado ao longo do filme, o que acaba cansando um pouco o espectador. Existe, é claro, uma coerência estética nesse uso, uma vez que a sequência é um filme repleto de sonhos e visões, mas uma saída para equilibrar esse uso e não cansar o recurso teria sido interessante.</p>
<p>No fim das contas, <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong> é uma sequência que vale a pena pelo seu esforço em se manter coerente com o que veio antes, sem perder a oportunidade de investir em algum outro elemento. A escolha de mergulhar no sobrenatural pode desagradar alguns, mas ela é uma decisão que se prova intrigante para a proposta da nova história de Derrickson e Cargill. Assim, o longa é um prato cheio para os fãs de histórias de horror fantástico oitentistas, repleto de elementos que te fazem mergulhar naquela atmosfera de cabeça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Scott Derrickson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Mason Thames, Madeleine McGraw, Ethan Hawke, Jeremy Davies, Demián Bichir, Miguel Mora, Anna Lore, Arianna Rivas, Graham Abbey e Maev Beaty</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4FTqSFaKyjs?si=o_36J4hGex9UwoYY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica A Hora do Mal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 12:53:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O segundo semestre costuma ser o momento do ano com maior concentração de filmes aguardados. Independente do tipo de projeto e de seu orçamento, esse período é mais visado tanto pelas janelas de exibição das produtoras e distribuidoras, como também pela crítica e público. Especificamente para o horror, agosto chegou com a promessa de ser o mês ideal para os fãs do gênero com inúmeras estreias, incluindo o tão aguardado A Hora do Mal. Dirigido por Zach Cregger, o longa-metragem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo semestre costuma ser o momento do ano com maior concentração de filmes aguardados. Independente do tipo de projeto e de seu orçamento, esse período é mais visado tanto pelas janelas de exibição das produtoras e distribuidoras, como também pela crítica e público. Especificamente para o horror, agosto chegou com a promessa de ser o mês ideal para os fãs do gênero com inúmeras estreias, incluindo o tão aguardado <strong><em>A Hora do Mal</em></strong>.</p>
<p>Dirigido por Zach Cregger, o longa-metragem chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (7) com a promessa de ser um dos melhores filmes de terror do ano. Mas será que <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> cumpre seu objetivo? A produção marca o segundo longa de Cregger e, depois de sua estreia impactante com <em>Noites Brutais (2022)</em>, tanto público quanto a crítica têm altas expectativas para o cineasta. <em>Spoiler</em>: para a alegria dos fãs do gênero, a promessa de Cregger é cumprida com um filme que choca, assusta e te deixa na beira da poltrona de uma forma pouco convencional.</p>
<p>A trama de <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> se desenrola depois do desaparecimento de quase uma classe inteira de crianças. Durante uma madrugada, às 2h17, as crianças apenas se levantaram e saíram correndo, sozinhas, em direção à escuridão e não voltaram mais. Os pais, desesperados por respostas, se questionam porque apenas os alunos da professora Gandy sumiram. O que ela tem a ver com o mistério e onde foram parar as crianças?</p>
<p>O novo projeto do cineasta estadunidense instiga o espectador desde seu primeiro momento por ser formado por um mistério. Além de ser uma trama que naturalmente já chama a atenção do público, o roteiro de Cregger faz questão de investir num desenrolar narrativo que se preocupa em amarrar as pontas soltas dos acontecimentos aos poucos. <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> não é o típico terror costurado por <em>jumpscares</em> &#8211; ainda que tenha os seus. Na verdade, o longa decide seguir uma linha investigativa que intriga ainda mais quem assiste ao filme.</p>
<p>Essa decisão de Cregger em conduzir o filme como um thriller investigativo bem &#8216;<em>slow burn</em>&#8216; &#8211; ou seja, aquelas tramas que tomam seu tempo para desenvolver os acontecimentos narrativos &#8211; é seu maior acerto. Atrelado à isso, ele divide <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> a partir dos arcos centrais dos principais personagens do filme, se aprofundando em cada um deles antes de verdadeiramente trazer ao espectador às respostas que ele procura desde o início da sessão. Essa escolha pouco convencional ajuda a manter o público cada vez mais intenso e investido em sua história.</p>
<figure id="attachment_19922" aria-describedby="caption-attachment-19922" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19922" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-750x500.jpg" alt="A Hora do Mal (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19922" class="wp-caption-text">Julia Garner em cena de &#8216;A Hora do Mal (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p><strong><em>A Hora do Mal</em></strong> flerta com montagens paralelas, referências de clássicos do gênero e uma ambiência tensa do início ao fim. Se em <em>Noites Brutais</em> Cregger já havia provado que sabia construir cenas tensas e assustadoras, em seu novo projeto, o diretor prova que sabe brincar ainda mais com as possibilidades do horror. Ele não tem medo de tomar o tempo que for preciso para tensionar as relações entre os personagens, o clima de pavor e, principalmente, as dúvidas do público.</p>
<p>Existe uma sensação de prazer quase sádica do cineasta em horrorizar o espectador com essa espera pelas respostas. O mais interessante, no entanto, é que, quando elas chegam, ele não abandona a trama e foca apenas em sequências corridas e/ou de embate entre mocinhos e vilões/monstros. Zach Cregger mantém o público na beira da poltrona, embasbacado com as imagens de horror e insanidade vistas em tela no terço final de <strong><em>A Hora do Mal</em></strong>.</p>
<p>O filme como um todo merece elogios e méritos. A visualidade como um todo do projeto (arte, fotografia) merecem os parabéns por entregarem as imagens aterradoras necessárias. Da mesma forma, o som sabe se colocar muito bem, fugindo da obviedade costumeira desse tipo de projeto. O elenco também precisa ser parabenizado por conseguirem incorporar os terrores do roteiro e darem vida e, principalmente, corpo para ele. Mas o maior mérito de <strong><em>A Hora do Mal </em></strong>é seu roteiro.</p>
<p>Cregger faz um trabalho primoroso ao conseguir orquestrar perfeitamente um projeto que poderia ser desinteressante ou confuso em outras mãos. Este é o tipo de filme que facilmente poderia cair no lugar de &#8216;tinha potencial, mas não chegou lá&#8217;, mas ele chega &#8211; e com louvor! <strong><em>A Hora do Mal </em></strong>é uma aula de construção de clima, ambiente e atmosfera para o gênero. Ao mesmo tempo, também é uma aula de construção de personagem e desenvolvimento de trama. No fim, todo o burburinho e espera valem à pena, assim como a ida ao cinema para ver o filme na maior tela possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zach Cregger</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Julia Garner, Josh Brolin, Cary Christopher, Alden Ehrenreich, Austin Abrams, Benedict Wong e Amy Madigan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/pluV0xgnAAc?si=B2_THABPfLAZa5nJ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Premonição 6 &#8211; Laços de Sangue</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 10:49:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de 14 anos sem um novo filme da traumatizante franquia Premonição, os fãs de terror recebem, nesta quinta-feira (15), um presente: um novo e bom filme da sua franquia splatter favorita. Premonição 6: Laços de Sangue chega aos cinemas como uma renovação total para seu universo narrativo. Para que finalmente o New Line Cinema entendeu o que sempre esteve presente como cerne da franquia e resolveu trabalhá-lo &#8211; como já deveria ter feito há mais de 20 anos. Talvez [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de 14 anos sem um novo filme da traumatizante franquia <strong><em>Premonição</em></strong>, os fãs de terror recebem, nesta quinta-feira (15), um presente: um novo e bom filme da sua franquia <em>splatter</em> favorita. <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong> chega aos cinemas como uma renovação total para seu universo narrativo. Para que finalmente o New Line Cinema entendeu o que sempre esteve presente como cerne da franquia e resolveu trabalhá-lo &#8211; como já deveria ter feito há mais de 20 anos. Talvez este não se torne necessariamente o longa-metragem favorito da franquia, mas ele é, sem sombra de dúvidas, o melhor executado dentre os seis filmes.</p>
<p><strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue </em></strong>entrega uma narrativa cíclica e fechada em si. O roteiro de Guy Busick (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abigail/"><em>Abigail</em></a>, de 2024) e Lori Evans Taylor (<em>O Nascimento do Mal</em>, de 2022) consegue amarrar a sua nova história com seus antecessores de forma coesa e interessante. A proposta de conectar todos os acontecimentos anteriores para uma espécie de embate final entre os últimos sobreviventes e a Morte é  bem conduzida e o resultado é surpreendente. Não é exagero pensar que o sexto filme seja o melhor executado da franquia. Existe um esmero de produção, proposta, narrativa e execução que jamais antes foi visto em consonância.</p>
<p>O produto final ser mais completo que os anteriores é um mérito do trabalho de Busick e Taylor, ao mesmo tempo que também carrega os louros dos diretores Zach Lipovsky e Adam Stein (<em>Aberrações</em>, de 2018). A dupla consegue produzir o longa com mais identidade e que é capaz que equilibrar bem o tom cômico com a tensão o horror gráfica das mortes sangrentas. Esse quarteto entre diretores e roteiristas foi capaz de fazer com que <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong> alcançasse o ápice de seu potencial.</p>
<figure id="attachment_19447" aria-describedby="caption-attachment-19447" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19447" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-750x500.jpg" alt="Premonição 6: Laços de Sangue (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-2048x1365.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-1400x933.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19447" class="wp-caption-text">Kaitlyn Santa Juana em cena de &#8216;Premonição 6: Laços de Sangue (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Uma vez entendida e incorporada a verdadeira essência da franquia, a produção deu a largada para um infinito de novas possibilidades técnicas e artísticas para um projeto que, até então, era extremamente formulaico. A abertura de <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong>, por exemplo, já coloca o espectador imerso numa atmosfera diferente. O ritmo da cena de abertura é interessante e cadenciado e isso permite que o resultado final seja com uma das sequências de desastre mais impactantes da franquia. A técnica atrelada a uma boa ideia &#8211; que é bem executada &#8211; resulta num longa fora da curva para os padrões da franquia.</p>
<p>Apesar do roteiro de <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue </em></strong>saber conduzir bem a ambiência, o encadeamento dos eventos e ter mortes surpreendentemente criativas e traumatizantes, ainda existe um problema que se perpetua no projeto: o desenvolvimento dos personagens. Mesmo que neste filme o elenco tenha uma ótima química em cena &#8211; e a escolha deles serem todos da mesma família ajuda -, a franquia nunca foi conhecida por ter arcos narrativos de personagens bem desenvolvidos e isso se mantém. Ainda que exista a evidente sinergia entre os atores e atrizes e as entregas sejam satisfatórias &#8211; diferente de antecessores como <em>Premonição (2000)</em> e <em>Premonição 4 (2009)</em> -, ainda falta.</p>
<p>Independente dessa falta de aprofundamento nos personagens, o elenco de <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong> é capaz de captar a atenção do público para si. Isso faz com que cada morte choque o espectador porque, quer queira, quer não, os personagens se tornaram relevantes para ele. Essa percepção mostra que, ainda que falte um aprofundamento, o sexto longa consegue fazer algo que muitos dos seus antecessores não conseguiram. No mais, o texto ajuda a fazer com que o trem não descarrilhe em nenhum momento e ainda dá aos fãs um adeus à altura do eterno Candyman, o ator Tony Todd (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-de-candyman/"><em>A Lenda de Candyman</em></a>, de 2021), que está na franquia desde o primeiro longa.</p>
<p>Com toda a sua expertise na execução, <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue </em></strong>se torna um suspiro aliviado aos fãs mais desacreditados. O longa ainda prova que pode ter algo de bom para sair dessa onda em reviver franquias do passado que estavam dadas como finalizadas. O roteiro do sexto filme mostra que, com respeito ao projeto e entendimento do seu terreno, é possível criar algo novo, bom e próprio. O que fica agora é saber quais serão os próximos capítulos de <strong><em>Premonição</em></strong> ou se este longa foi a despedida que o público merecia da lista da Morte.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Zach Lipovsky e Adam Stein</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Kaitlyn Santa Juana, Teo Briones, Richard Harmon, Owen Patrick Joyner, Rya Kihlstedt, Anna Lore, Brec Bassinger e Tony Todd</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/TTwbsctteuw?si=uofPppnzsSdagdeS" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-premonicao-6-lacos-de-sangue/">Crítica Premonição 6 &#8211; Laços de Sangue</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Presença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2025 12:54:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O anúncio de alguns filmes pode mexer com o público antes de sua estreia, quando há algo de diferente e/ou curioso no cerne da narrativa. Quando se fala do universo do terror, isso se torna ainda mais latente, por constantemente sermos bombardeados com versões do que já foi visto. Por conta desse fator da novidade, o novo longa-metragem de Steven Soderbergh (A Lavanderia, de 2019, e Código Preto, de 2025), Presença, chega aos cinemas brasileiros, na quinta-feira (03), com altas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio de alguns filmes pode mexer com o público antes de sua estreia, quando há algo de diferente e/ou curioso no cerne da narrativa. Quando se fala do universo do terror, isso se torna ainda mais latente, por constantemente sermos bombardeados com versões do que já foi visto. Por conta desse fator da novidade, o novo longa-metragem de Steven Soderbergh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lavanderia/"><em>A Lavanderia</em></a>, de 2019, e <em>Código Preto</em>, de 2025), <strong><em>Presença</em></strong>, chega aos cinemas brasileiros, na quinta-feira (03), com altas expectativas.</p>
<p>O filme dirigido pelo cineasta estadunidense se manteve em segredo até o anúncio de sua estreia no Festival Sundance de 2024. O mistério por trás da produção sem ter sido divulgada até o anúncio do festival com o diretor envolvido em um projeto de terror chamou a atenção do público. Mais um fator do roteiro foi a cereja do bolo para aumentar ainda mais a curiosidade dos espectadores: <strong><em>Presença</em></strong> é todo filme sob a perspectiva da entidade que dá título ao filme.</p>
<p>A escolha não usual de contar todo o filme sob o ponto de vista de primeira pessoa, sendo que essa é uma presença sobrenatural que não se manifesta visualmente causou o burburinho que o projeto precisava para ganhar  atenção dos fãs de terror. Ter um cinema não muito convencional já é algo esperado de Soderbergh, mas aqui ele conseguiu ir além. O diretor já havia flertado com o universo da tensão com seus <em>thrillers</em>, mas caiu no terror apenas em 2018 com seu filme, também nada convencional, <em>Distúrbio</em>. <strong><em>Presença</em></strong> vem para se unir ao seu antecessor de gênero como outro projeto poderoso e corajoso do cineasta.</p>
<p>Ambos seus longas de horror foram feitos sob segredo e geraram algum burburinho com sua divulgação por escolhas inusitadas. Em 2018, todo o filme foi filmado com um celular e na sua mais recente produção, Soderbergh conta sua história sob essa perspectiva quase docu-sobrenatural. A escolha pode causar uma estranheza constante e incômoda durante a sessão, mas o resultado<span style="font-weight: 400;"> vale cada segundo de seu tempo</span>. <strong><em>Presença</em></strong> é um acerto dessa nova parceria entre as inventividades do cineasta com seu roteirista de longa data.</p>
<p>Escrito por David Koepp (<em>Kimi</em>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-indiana-jones-e-a-reliquia-do-destino/"><em>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</em></a>, de 2023), o roteiro é um exercício de atenção para os detalhes da trama. Ao mesmo tempo, é uma aula de construção de tensão e atmosfera a partir da simplicidade das escolhas técnicas do filme, que claramente estão apoiadas em sua narrativa. Koepp escreve o que é conhecido como uma história <em>slow burn</em>, capaz de fascinar até mesmo os incomodados com as escolhas nada convencionais do projeto. O termo nada mais é do que uma definição para narrativas que conseguem tomar o tempo necessário, de forma dilatada, para encadear os eventos de <strong><em>Presença</em></strong>.</p>
<figure id="attachment_19285" aria-describedby="caption-attachment-19285" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19285" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-750x500.jpg" alt="Presença (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2.jpg 2028w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19285" class="wp-caption-text">Callina Liang em cena de &#8216;Presença (2024)&#8217;</figcaption></figure>
<p>A proposta do roteirista, no entanto, exige mais do espectador. É preciso atenção e disciplina para mergulhar na proposta do longa, coisa que talvez não seja tão fácil nos dias de hoje onde concentração é um luxo que muitos não têm. Isso pode gerar respostas negativas à curiosa proposta da produção, mas não tira o seu valor em nenhum momento. Pelo contrário. Acredito que a manutenção da dilatação em um filme de perspectiva de personagem, quase documental, é um desafio interessante lançado por Koepp e Soderbergh ao público que se aventura nas sessões de <strong><em>Presença</em></strong>.</p>
<p>O longa traz uma proposta que não se enquadra necessariamente em nada que conhecemos. Ele não é um documentário porque não está em seus moldes, características e elementos, ainda que soe como tal em momentos. Também não tem uma ação sobrenatural como a franquia <em>Atividade Paranormal (2007-2021)</em> como muitos podem se enganar ao assistir o trailer. E <strong><em>Presença </em></strong>também não é o tipo de filme que deseja investigar/examinar as ações dos personagens. Eles estão ali apenas para serem observados como fragmentos de um tempo e num espaço específicos.</p>
<p>Com isso, as convenções pré-estabelecidas pelo imaginário do público para o filme são quebradas uma por uma. Igualmente, o espectador é surpreendido com essa inventividade de proposta, como se fosse o avesso do que tentaram em <em>Aqui (2024)</em> , mas que Zemeckis não conseguiu realizar. No entanto, a estrutura de <strong><em>Presença </em></strong>pode (e vai) desagradar muitos. A atenção das pessoas é presa a partir de outros artifícios, o que gera desconforto. A própria falta de relevância das atuações também pode causar isso.</p>
<p>O elenco de <strong><em>Presença </em></strong>não é o cerne do projeto. Eles estão ali como outras engrenagens do longa, mas não são, em nenhum momento, o seu destaque. Há uma preocupação muito maior com a forma e os efeitos da técnica utilizada. A ambiência e sua construção dilatada tem muito mais relevância até mesmo do que nomes conhecidos como Lucy Liu (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam-furia-dos-deuses/"><em>Shazam! Fúria dos Deuses</em></a>, de 2023), Chris Sullivan (<em>This Is Us</em>, de 2016-2022).</p>
<p>O longa é uma obra de atmosfera. O foco do roteiro está muito mais na cadência dos eventos narrativos do que neles em si. Ou até menos do que nas performances do elenco. Claramente a ideia da produção é gerar um desconforto no público, colocando ele no lugar de um fantasma perdido que não sabe o que fazer com sua existência inexorável.</p>
<p>O espectador é o sobrenatural que observa, vagando durante os 85 minutos de filme, sem saber exatamente o que fazer. E, no momento que os eventos narrativos se tornam mais tensos, nos vemos no lugar de agência, sem poder fazer nada de fato, renegados apenas como observadores de tudo aquilo. O gosto pode ser amargo ao final da sessão, mas se isso acontecer, acredito que a missão de <strong><em>Presença</em></strong> foi cumprida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steven Soderbergh</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Lucy Liu, Chris Sullivan, Callina Liang, Eddy Maday, West Mulholland e Julia Fox</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/MGzIPLJ7vzU?si=LmZN_WnkQeWHUh9M" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Desconhecidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2025 11:00:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Filme de Terror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Centenas de milhares de longas-metragens de terror são lançados durante o ano, mas, por falta de investimento, muitos filmes de qualidade acabam se perdendo ou ficando limitados aos festivais de cinema. A prova disso para a realidade das produções brasileiras foi o ponto fora da curva feito pela campanha de Ainda Estou Aqui (2024) que, por ter verba, conseguiu ter fôlego para alcançar altos voos que poucos sonham &#8211; rendendo para o país o primeiro Oscar de Melhor Filme de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Centenas de milhares de longas-metragens de terror são lançados durante o ano, mas, por falta de investimento, muitos filmes de qualidade acabam se perdendo ou ficando limitados aos festivais de cinema. A prova disso para a realidade das produções brasileiras foi o ponto fora da curva feito pela campanha de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ainda-estou-aqui/"><em>Ainda Estou Aqui (2024)</em></a> que, por ter verba, conseguiu ter fôlego para alcançar altos voos que poucos sonham &#8211; rendendo para o país o primeiro Oscar de Melhor Filme de Língua Não Inglesa.</p>
<p>É claro que ser um projeto brasileiro, latino, tudo se torna ainda mais difícil. No entanto, alguns projetos independentes dos Estados Unidos também acabam se perdendo no processo e não saindo de seu país. Outros, já conseguem elaborar um processo de distribuição internacional, mesmo que tardia, como é o caso de <strong><em>Desconhecidos</em></strong>. Com sua primeira exibição em setembro de 2023 num festival de cinema no Texas e o lançamento oficial nos EUA em agosto do ano passado, o filme só conseguiu chegar aos cinemas brasileiros na quinta-feira (03).</p>
<p>Apesar do &#8216;atraso&#8217; para ser conhecido pelo público brasileiro, <strong><em>Desconhecidos</em></strong> ainda foi capaz de ir além na peneira &#8211; coisa que muitos não conseguem. Com sua estreia no Brasil, os fãs de suspense e terror poderão conhecer o trabalho do diretor e roteirista JT Mollner, que ganhou visibilidade desde o lançamento no <em>Fantastic Fest</em>. O sucesso do filme nos Estados Unidos foi tamanho que o cineasta está entre os cotados para dirigir o próximo longa da franquia <em>O Massacre da Serra Elétrica</em> que está em desenvolvimento. O mais novo lançamento é o segundo longa-metragem da carreira de Mollner.</p>
<p>Dentre essas centenas de milhares de produções do gênero que estreiam todo ano, alguns realmente fazem um favor para o público caindo no esquecimento. Enquanto isso, outras fazem falta se não alcançam mais pessoas, seria o caso de <strong><em>Desconhecidos</em></strong> se não tivesse chegado aos cinemas nacionais. A sorte dos fãs do terror é a distribuição brasileira pela Paris Filmes para que os espectadores conhecessem um possível expoente do horror. O trabalho do cineasta estadunidense é impressionante e de tirar o fôlego.</p>
<p>Além de dirigir, Mollner também é o responsável por assinar o roteiro do projeto com sua narrativa chocante. A história é dividida em capítulos e contada de forma não linear, o que intensifica a tensão e mantém os <em>plots</em> ainda mais escondidos. Essa receita gera um resultado inesperado para o público. <strong><em>Desconhecidos</em></strong> é daqueles filmes que sabem utilizar o tempo do texto ao seu favor por entender que cinema é ritmo.</p>
<figure id="attachment_19276" aria-describedby="caption-attachment-19276" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19276" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Strange-Darling-2-750x500.jpg" alt="Desconhecidos (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Strange-Darling-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Strange-Darling-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Strange-Darling-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Strange-Darling-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Strange-Darling-2.jpg 1350w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19276" class="wp-caption-text">Willa Fitzgerald em cena de &#8216;Desconhecidos (2024)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Assim como uma orquestra segue o tempo da regência, um filme precisa saber se guiar por suas nuances narrativas. Esse objetivo só é alcançado, contudo, quando as figuras que escrevem e dirigem a história estão em consonância e conseguem comandar a engrenagem com maestria. No caso de <strong><em>Desconhecidos</em></strong>, JT Mollner tanto é o regente da obra, como seu compositor. Centralizando o cerne do processo criativo primário desse longa independente, o cineasta elabora uma produção que demonstra sua qualidade técnica e criativa no cinema.</p>
<p>A precisão do roteiro e direção de Mollner são acompanhados por uma equipe técnica e um elenco que apenas faz o filme crescer. A belíssima fotografia de Giovanni Ribisi, a montagem certeira de Christopher Robin Bell e o rico design de produção de Priscilla Elliott elevam ainda mais o potencial de <strong><em>Desconhecidos</em></strong>. Ao aliar uma narrativa coesa e forte com uma técnica maravilhosa e um elenco potente, o resultado não poderia ser diferente.</p>
<p>Para completar a qualidade vista em tela, é preciso falar do elenco principal, especialmente a dupla de protagonistas. Kyle Gallner (<em>Sorria</em>, de 2022, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sorria-2/"><em>Sorria 2</em></a>, de 2024), o novo queridinho do horror consegue levar o público em sua rede de possibilidades para as ações do seu personagem, chamado de &#8216;O Demônio&#8217;. Ele convida o espectador com seu carisma para, logo depois, nos chocar com seu alcance cênico e visceral. Sua entrega em <strong><em>Desconhecidos</em></strong> prova mais uma vez o seu inegável talento.</p>
<p>A performance de Gallner, no entanto, nada seria sem a troca com sua protagonista, nomeada de &#8216;A Dama&#8217;. Willa Fitzgerald (<em>A Queda da Casa de Usher</em>, de 2023) em cena é algo de outro mundo. Quem diria que a jovem travada da primeira temporada de <em>Scream (2015-2016)</em> tinha todo esse potencial dentro dela. Fitzgerald é uma força da natureza ao longo dos 90 minutos de filme. <strong><em>Desconhecidos </em></strong>é o que é e causa esse frenesi em quem assiste porque a estrela do projeto foi capaz de incorporar o que o texto e a direção exigia.</p>
<p>É inspirador ver a destreza de Willa em cada sequência da produção. A atriz só mostra seu crescimento desde a série <em>slasher</em>, seguida de sua performance interessante na minissérie de Mike Flanagan, culminando num trabalho verdadeiramente de tirar o fôlego. Existem filmes que podem ter toda a qualidade técnica e criativa, mas que não alcançariam seu potencial total sem aquela interpretação certa. É isso que Willa Fitzgerald entrega para <strong><em>Desconhecidos</em></strong>, a atuação perfeita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> JT Mollner</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Willa Fitzgerald, Kyle Gallner, Barbara Hershey e Ed Begley Jr.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CFC0ePRTaDw?si=hMXx5mcLWy6yAJo-" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Acompanhante Perfeita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2025 19:42:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Sophie Thatcher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>2024 foi um ano de inúmeras surpresas positivas nas estreias de histórias originais de terror. Para não ser diferente, 2025 já vem com uma expectativa alta para suas produções. Com inúmeras sequências aguardadas para este ano, como Premonição 6: Laços de Sangue e  Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos, filmes originais precisam surpreender para ganhar espaço entre os fãs. E se você é um dos aficionados por narrativas de horror, não se preocupe porque 2025 já começa muito bem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>2024 foi um ano de inúmeras surpresas positivas nas estreias de histórias originais de terror. Para não ser diferente, 2025 já vem com uma expectativa alta para suas produções. Com inúmeras sequências aguardadas para este ano, como <em>Premonição 6: Laços de Sangue</em> e  <em>Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos</em>, filmes originais precisam surpreender para ganhar espaço entre os fãs. E se você é um dos aficionados por narrativas de horror, não se preocupe porque 2025 já começa muito bem com a estreia de <strong><em>Acompanhante Perfeita</em></strong>.</p>
<p>O longa-metragem mescla elementos de comédia, ficção científica e horror em sua trama. Pode parecer muita coisa, mas o roteiro de Drew Hancock é amarrado o suficiente para brincar com as características dos três gêneros. <strong><em>Acompanhante Perfeita</em></strong> é capaz de unir esses elementos para construir sua narrativa hilária e mortífera sobre relacionamentos e tecnologia. O filme chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (6).</p>
<p>O tom cômico é utilizado por Hancock de forma certeira para contrapor cenas mais sanguinolentas. A comicidade, no entanto, não para por aí. Ela também é frequentemente utilizada para satirizar os exageros do gênero do terror, criando momentos surpreendentemente divertidos. Atrelado a isso, os elementos <em>sci-fi</em> entram apenas como pano de fundo para um futuro não muito distante com avanços tecnológicos e seus perigos. Talvez seja a imprevisibilidade da união desses elementos e temáticas que fazem de <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong> uma surpresa tão positiva.</p>
<p>A direção de Hancock é interessante. Sua dobradinha como diretor e roteirista permite que as imagens tenham ainda mais força e sejam capazes de construir o choque, o drama e os absurdos vistos em tela. O trabalho dele conduzindo a narrativa parece ser bem coordenado entre equipe e elenco, o que resulta numa divertida trama de sangue, absurdos e boas risadas. O conjunto técnico e artístico competente de <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong> fazem dele um filme inventivo e interesse do início ao fim.</p>
<figure id="attachment_19151" aria-describedby="caption-attachment-19151" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19151" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-750x500.jpg" alt="Acompanhante Perfeita (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-770x514.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1.jpg 1312w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19151" class="wp-caption-text">Sophie Thatcher em cena de &#8216;Acompanhante Perfeita&#8217; (2025)</figcaption></figure>
<p>Por falar em elenco, é impossível não comentar sobre a <em>final girl</em> do longa. Sophie Thatcher (<em>Boogeyman: Seu Medo é Real</em>, de 2023, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-herege/"><em>Herege</em></a>, de 2024) já vinha despontando como uma promessa para o futuro do gênero e chancela essa previsão com sua personagem em <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong>. Sua entrega em cena pela montanha-russa de sentimentos vividos por sua personagem permitem que ela mostre ainda mais seu talento.</p>
<p>Igualmente, a principal contracena de Sophie entrega o que já se espera dele. Jack Quaid (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-panico-2022/"><em>Pânico</em></a>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oppenheimer/"><em>Oppenheimer</em></a>, de 2023) já é um conhecido dos fãs do gênero e parece ter sido elencado por Hollywood para fazer o tipo de antagonista &#8211; ou vilão, para ser mais exato &#8211; canalha. Não sei quem foi a pessoa na indústria que teve esse insight, mas foi brilhante. Em <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong>, Jack prova que ainda tem muito o que mostrar da sua capacidade de interpretar personagens sádicos e cruéis.</p>
<p>É interessante perceber a evolução do arco narrativo de cada um dos personagens da história, que se completam e encerram os seus ciclos na hora necessária. Drew não deu sobrevida para nenhum personagem e, ainda que o final soe como aberto para uma possível continuação, acredito que a força da sugestão seja a força de seu final. O roteiro de <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a </em></strong>tem potência quando ele estica a realidade ao seu máximo e toca na ferida aberta do hoje. Talvez uma continuação acabasse prejudicando a sensação de completude da produção.</p>
<p>Uma coisa interessante do filme é o seu primeiro <em>plot</em>, já dado no trailer do filme. Fui para a sessão sem ter visto nada e a surpresa foi espetacular. Não acredito que estrague a experiência assistir ao trailer antes de ir ao cinema assistir, mas talvez sua experiência seja mais interessante desde o minuto um se você for completamente livre de qualquer informação. O que realmente é preciso saber sobre o filme é que ele é redondo, interessante e extremamente divertido. Para os fãs de terror, vale a pena começar o ano com <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Drew Hancock</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Sophie Thatcher, Jack Quaid, Lukas Gage, Megan Suri, Harvey Guillén e Rupert Friend</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/vlYE15g_ZjQ?si=5bqjiVi1yR7GHmy3" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acompanhante-perfeita/">Crítica: Acompanhante Perfeita</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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