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	<title>Arquivos Ryan Reynolds - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Ryan Reynolds - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Trem-Bala</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 23:03:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um estilo de filme que anda meio escasso ultimamente é aquela ação despretensiosa, com tom intenso de comédia e várias cenas violentas, que não integre uma franquia (aliás, estou exausta de franquias). Trem-Bala se enquadra justamente nesta categoria, chegando aos cinemas com o intuito único de entreter o seu espectador. E assim o faz, plenamente. Ladybug (Brad Pitt, Era uma Vez em&#8230; Hollywood) é um assassino de aluguel super azarado que acaba caindo em uma missão de entrega de pacote [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estilo de filme que anda meio escasso ultimamente é aquela ação despretensiosa, com tom intenso de comédia e várias cenas violentas, que não integre uma franquia (aliás, estou exausta de franquias). <strong><em>Trem-Bala</em></strong> se enquadra justamente nesta categoria, chegando aos cinemas com o intuito único de entreter o seu espectador. E assim o faz, plenamente.</p>
<p>Ladybug (Brad Pitt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>) é um assassino de aluguel super azarado que acaba caindo em uma missão de entrega de pacote somente porque o responsável teve uma infecção estomacal. Ele tem que entrar em um trem-bala, pegar uma mala e sair. Tão simples quanto parece, se não fossem várias pessoas envolvidas com a mala e seu dono, que acabam cruzando o caminho do protagonista.</p>
<p>Mesmo envolvendo muitos personagens, a trama é bem simples e explicada de maneira objetiva. Não há enrolação com o público, que vai percebendo de cara o caminho que aquela história vai tomar. Isso poderia ser um problema se se tratasse de um longa de qualquer outro gênero. Mas sendo o caso de uma ação cômica, é completamente bem aceito e até bem-vindo.</p>
<p>Um tanto inspirado no diretor Quentin Tarantino (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-8-odiados/"><em>Os Oito Odiados</em></a>) e todas a sua violência sanguinária, <strong><em>Trem-Bala</em></strong> é bem visual e não economiza na variedade de mortes. O roteiro diversifica bastante os estilos, excluindo a possibilidade de tédio do espectador. Além disso, é tudo muito bem ensaiado e focado nas câmeras, favorecendo muito a parte estética do filme como um todo.</p>
<p>Brad Pitt está em casa neste longa. Leve, familiarizado e bem à vontade, ele realiza todas as nuances de seu personagem sem o menor esforço. O cara atrapalhado que está tentando controlar a raiva e viver uma vida mais zen, mas ainda assim, reage com habilidade a todas as tentativas de agressão que lhes são direcionadas. Junto a ele, Aaron Taylor-Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tenet/"><em>Tenet</em></a>) e Brian Tyree Henry (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos</em></a>) formam a divertida dupla Limão e Tangerina, que também está em missão no trem.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15753" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao.jpg" alt="Trem-Bala" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>De Joey King (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-barraca-do-beijo-2-netflix/"><em>A Barraca do Beijo</em></a>) posso dizer que a cada produção que passa, ela mostra ainda mais o seu potencial como atriz. King consegue se libertar de seus personagens anteriores e mostrar novas e interessantes facetas. Isso é uma característica rara de se encontrar, até mesmo em excelentes atores. Aqui em <strong><em>Trem-Bala</em></strong>, ela está irônica e um tanto psicopata, mas dentro do arquétipo de uma garotinha fofa indefesa.</p>
<p>A medida que a trama evolui, Ladybug vai ficando cada vez mais chateado com as intercorrências no trem e a dificuldade que ele tem de sair do mesmo. Mortes começam a acontecer, as histórias começam a se cruzar e ele pensa a todo momento que só queria estar em casa meditando. Ninguém ali é santo, mas o protagonista é, definitivamente, alguém tão empático que nos faz esquecer o que ele faz para viver.</p>
<p>O filme vai numa escalada interessante de violência. Começa de maneira mais branda e vai tomando corpo com o passar das cenas e a inserção de novos personagens. O ápice do longa é, também, o momento de maior agressividade e sangue. Aliás, o roteiro convoca o espectador o tempo inteiro a ignorar o compromisso com a realidade e isso é perfeitamente simples de se fazer, já que o enredo consegue dosar isso muito bem.</p>
<p><em><strong>Trem-Bala</strong></em> tem excesso de carisma por parte de todo o elenco, que nos oferece ótimas atuações em uma história divertida de se acompanhar. Para além disso, é recheado de momentos incríveis, cenas positivamente chocantes e aparições mais do que especiais. Definitivamente é um grande acerto de 2022, que vale a pena ser conferido!</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Leitch</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Joey King, Aaron Taylor-Johnson, Brian Tyree Henry, Andrew Koji, Hiroyuki Sanada, Michael Shannon, Bad Bunny, Logan Lerman, Sandra Bullock, Ryan Reynolds</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/HQpEMjKWDg4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Projeto Adam (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2022 15:50:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Shawn Levy é um cineasta que sabe equilibrar o tom de aventura/ação com comédia em sua filmografia. Vindo de títulos como o recente Free Guy: Assumindo o Controle (2021) ou Uma Noite Fora de Série (2010) e Uma Noite no Museu (2006), o foco da sua direção parece ser sempre o de conduzir a mescla de tensão e relaxamento, misturado com certa dose de constrangimento para as personagens. Neste contexto, Levy entrega produções esquecíveis, mas divertidas e leves. Esta é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Shawn Levy é um cineasta que sabe equilibrar o tom de aventura/ação com comédia em sua filmografia. Vindo de títulos como o recente <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-free-guy-assumindo-o-controle/"><em>Free Guy: Assumindo o Controle</em></a> (2021) ou <em>Uma Noite Fora de Série</em> (2010) e<em> Uma Noite no Museu</em> (2006), o foco da sua direção parece ser sempre o de conduzir a mescla de tensão e relaxamento, misturado com certa dose de constrangimento para as personagens. Neste contexto, Levy entrega produções esquecíveis, mas divertidas e leves.</p>
<p>Esta é a realidade de <em><strong>O Projeto Adam</strong></em>, nova estreia da Netflix, que fala sobre o encontro de dois Adams. Um é aquele vindo de 2050, que procura salvar a sua esposa, Laura (Zoe Saldaña). O outro é a sua versão de doze anos de idade, em 2022, que acabou de perder o seu pai, Loui (Mark Ruffalo), em um acidente. Sim, este é um longa-metragem que trata sobre viagem no tempo. Mas, o mais curioso aqui é notar como, mesmo inserido neste universo de ficção científica, ação e piadas, a história também confere espaço para explorar as relações entre suas personagens.</p>
<p>São muitas informações convocadas aqui, de fato, e muitas delas acabam se perdendo dentro da narrativa.  No entanto, as figuras ali investigadas são realmente trabalhadas e ganham certa complexidade. Até mesmo Maya, vilã caricata, feita por Catherine Keener (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-corra/"><em>Corra!</em></a>), tem nuances, porque a sua versão de 2022 todo o escrúpulo perdido em 2050. Desta maneira, através deste olhar para suas personagens, há todo um processo de identificação construído no enredo, que pode aproximar o espectador.</p>
<p>Neste sentido, as performances do elenco fomentam esta sensação. Este é um grupo coeso, que joga em cena e traz um dinamismo para o texto. Os diálogos ligeiros, porém preenchidos de afeto ou comicidade, são organizados para amortecer a quantidade de elementos científicos presentes no restante das falas. A sintonia entre os intérpretes cresce mais ainda na parceria entre Ryan Reynolds (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-deadpool/"><em>Deadpool</em></a>) e Walker Scobell, ambos no papel de Adam. O artista mirim impressiona por reter em sua construção trejeitos, velocidades e lógicas que habitam a interpretação de Ryan.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15351" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/o-projeto-adam-1.jpg" alt="O Projeto Adam" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/o-projeto-adam-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/o-projeto-adam-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/o-projeto-adam-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/o-projeto-adam-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Assim, há uma unidade na elaboração de Adam, independentemente da época. Ao mesmo tempo, a dupla consegue, separadamente, criar aspectos singulares, que revelam as marcas de cada período, seja na ingenuidade e sensibilidade do Adam de 2022 ou na agilidade física e senso de justiça do Adam de 2050. Estas características aqui elencadas são uma espécie de surpresa durante a sessão. Isto porque, ainda que este seja um material aparentemente despretensioso e até genérico, em alguma medida, existe um cuidado em como são tratadas as personagens dentro da trama.</p>
<p>Este olhar para elas é um dos pontos altos de <em><strong>O Projeto Adam</strong></em>, porque este zelo estabelece uma empatia e aumenta a conexão do espectador com o longa. No entanto, é preciso explicar que, no geral, não há nada de profundo ou complexo dentro da história. As saídas para o desenlace e os encaminhamentos narrativos são bastante óbvios. Além disso, a ação não se sustenta completamente. Tanto a decupagem quanto as coreografia das cenas de embates e lutas são bem semelhantes em seus arcos internos.</p>
<p>Por isso, elas soam repetitivas e vão se tornando cansativas todas as vezes que aparecem. Por esta razão, o cerne da questão é muito mais acompanhar as dinâmicas dos Adam, sua família e inimigos, do que todo o restante. Ainda assim, é notável a tentativa de introdução de uma mitologia deste mundo distópico futurístico, mesmo que a história se passe majoritariamente em 2022. Desta forma, <em><strong>O Projeto Adam </strong></em>não tem lá grandes pretensões e é um produto efêmero. Todavia, Shawn Levy e sua equipe garantem um resultado leve e divertido. Talvez, uma projeção de final de sábado, para assistir com amigues ou filhes, comendo pizza seja a melhor opção de consumo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Shawn Levy</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ryan Reynolds, Walker Scobell, Catherine Keener, Jennifer Garner, Mark Ruffalo, Zoe Saldana</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/miycJHABS1w" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-projeto-adam-netflix/">Crítica: O Projeto Adam (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Alerta Vermelho (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Nov 2021 15:57:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Misturando comédia, ação e aventura, Alerta Vermelho é um típico filme desta leva de misturebas de gêneros, que caminha e caminha, mas não alcança  lugar algum. No entanto, apesar de toda a sua enrolação para chegar ao ponto certo de sua linha narrativa, esta é uma obra que consegue, em partes, cumprir sua função. Isto porque o longa-metragem diverte tanto que suas quase 2 horas de duração são imperceptíveis. Em seus pontos positivos é possível destacar a boa dinâmica entre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Misturando comédia, ação e aventura, <strong><em>Alerta Vermelho</em></strong> é um típico filme desta leva de misturebas de gêneros, que caminha e caminha, mas não alcança  lugar algum. No entanto, apesar de toda a sua enrolação para chegar ao ponto certo de sua linha narrativa, esta é uma obra que consegue, em partes, cumprir sua função. Isto porque o longa-metragem diverte tanto que suas quase 2 horas de duração são imperceptíveis.</p>
<p>Em seus pontos positivos é possível destacar a boa dinâmica entre Dwayne Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jumanji-bem-vindo-a-selva/"><em>Jumanji: Bem-vindo à Selva</em></a>), Ryan Reynolds (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-deadpool/"><em>Deadpool</em></a>) e Gal Gadot (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>). Os três atores são marcados por filmes de heróis e super produções aventureiras, o que contribui para a experiência deles em sequência de luta. Há também uma boa orquestração dos golpes, que empolgam, e uma decupagem que deixa o espectador acompanhar cada movimentação do trio.</p>
<p>Obviamente, a duração dos planos não é tão extensa assim, como se é de costume em obras deste tipo, porém o diretor Rawson Marshall Thurber (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-arranha-ceu-coragem-sem-limite/"><em>Arranha-Céu: Coragem Sem Limite</em></a>) emprega tempo suficiente de tela para as relações de disputa de poder das personagens e suas habilidades corporais – ou falta delas – sejam vistas. Além disto, Johnson, Reynolds e, surpreendentemente, Gadot conseguem trabalhar o timing cômico em cada cena, elevando o potencial de um texto um tanto fraco e que procura saídas fáceis para provocar o riso.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14777" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/alerta-vermelho.jpg" alt="Alerta Vermelho" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/alerta-vermelho.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/alerta-vermelho-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/alerta-vermelho-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/alerta-vermelho-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Já em seu lado negativo, o longa peca, principalmente, pela demora de engatar a trama. Como também tem sido bastante recorrente em Hollywood, muitas produções apresentam múltiplos cenários, espalhados pelo mundo inteiro. Com diversos países colocados aqui, resta uma sensação de que a história está sempre começando, o que empaca o seu andamento. A partir do segundo ato, no entanto, o enredo parece deslanchar. Os conflitos passam a ser progressivos e há uma boa dinâmica rítmica, que intercala os momentos engraçados com os de ação e, ainda, consegue investigar um pouco dos relacionamentos entre as personagens principais.</p>
<p>Ainda assim, este ganho qualitativo é irregular e algumas cenas ou diálogos parecem sobrar dentro do contexto geral, como é o caso das longas explicações de Gadot sobre a execução de cada um de seus planos. Estes instantes apenas subestimam o público e não contribuem para o que está sendo contado. Além disso, o desfecho de <strong><em>Alerta Vermelho</em></strong> é um tanto embaraçoso. Os hollywoodianos têm dificuldade em saber como encerrar seus produtos, porém o mais doloroso é quando eles utilizam reviravoltas em seus finais, causando desconforto em quem assiste e uma aguardo infinito para que a sessão termine.</p>
<p>Aqui é exatamente isso que ocorre. Existem, pelo menos, três finalizações do longa, sendo uma delas um gancho para uma possível continuação. Desta maneira, com irregularidades, esta é uma obra que distrai e até faz rir, porém que poderia ter sido melhor executada. Com textos revisados e mais elaborados e uma conclusão menos boba, talvez, houvesse um resultado geral melhor e mais efetivo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rawson Marshall Thurber</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gal Gadot, Dwayne Johnson, Ryan Reynolds</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/5JQuYpBZarc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 00:01:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Foi completamente sem expectativas que entrei na sala de cinema para conferir Free Guy &#8211; Assumindo o Controle, durante a cabine de imprensa. Um filme que não apresentava o trailer mais atrativo e a sinopse menos ainda. Ryan Reynolds (Deadpool) no papel de um caixa de banco entediado com a rotina, que descobre que faz parte de uma realidade virtual do mundo exterior. Sim, ele não é nada mais que um personagem de videogame super realista. Com um elenco bem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi completamente sem expectativas que entrei na sala de cinema para conferir <em><strong>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</strong></em>, durante a cabine de imprensa. Um filme que não apresentava o trailer mais atrativo e a sinopse menos ainda. Ryan Reynolds (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-deadpool/"><em>Deadpool</em></a>) no papel de um caixa de banco entediado com a rotina, que descobre que faz parte de uma realidade virtual do mundo exterior. Sim, ele não é nada mais que um personagem de videogame super realista.</p>
<p>Com um elenco bem interessante, composto ainda por Jodie Comer (<em>Killing Eve</em>), Lil Rel Howery (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-corra/"><em>Corra!</em></a>), Joe Keery (<em>Stranger Things</em>) e Taika Waititi (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><em>Jojo Rabbit</em></a>), o longa evolui com um roteiro bem interessante e construído. É preciso abstrair alguns elementos do absurdo, mas a própria história propõe isso ao espectador. E não estamos falando aqui sobre um filme que força a inserção de Inteligência Artificial. <em><strong>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</strong></em> não subestima o espectador em hora nenhuma, apresentando uma história coerente e atrativa.</p>
<p>Além disso, as cenas de ação são bem propícias e orquestradas, sempre ao som de uma bela trilha sonora e alguns refrescos no meio do caminho. Vários atores como Channing Tatum, Chris Evans, Dwayne Jonhson, Tina Fey, John Krasinski, Hugh Jackman têm super breves participações, porém bem interessantes. É mais um atrativo aos olhos do espectador, a essa hora já bem conquistado.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14437" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2.jpg" alt="Free Guy - Assumindo o Controle" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Guy é um cara positivo e desconfiado da realidade onde vive. O seu envolvimento com a Garota do Molotov é construído de maneira a induzir uma relação verdadeira, mesmo que impossível de acontecer. Enquanto isso, observamos o amor de Keys pela colega de criação e como Guy, na verdade, funciona como seu alter ego apaixonado e silencioso.</p>
<p>O conhecido diretor Taika Waititi entra como um vilão mesquinho e ganancioso, que visa apenas o dinheiro acima de qualquer coisa. Sua dualidade de atuação histérica com o equilíbrio dos outros personagens dá o tom perfeito dessa relação.</p>
<p>A história do filme é muito original e ainda dá pequenas alfinetadas no estilo de vida dos <em>gamers</em>, ainda que trate tudo com muito humor e diversão. Ele consegue equilibrar muito bem a distopia nerd com a alma de envolvimento naquele enredo familiar. O longa propõe ainda uma ideia de assumir o controle de sua própria vida, mesmo que isso implique em perder algumas benesses que já estamos acostumados, como a segurança de um lar entediante.</p>
<p><em><strong>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</strong> </em>é, no final das contas, uma grata surpresa para quem assiste. Divertido, interessante, com ótimas atuações, cenas de ação de qualidade e uma trilha sonora deliciosa, com certeza vale a experiência do cinema, pelos benefícios que a grande tela oferece em termos de percepção do CGI, utilizado exaustivamente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Shawn Levy</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ryan Reynolds, Jodie Comer, Lil Rel Howery, Joe Keery, Taika Waititi, Channing Tatum, Chris Evans, Dwayne Jonhson, Tina Fey, John Krasinski, Hugh Jackman</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CMynkj1qAYo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Pokémon: Detetive Pikachu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2019 15:26:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Geere]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre um desenrolar ou outro da trama de Pokémon: Detetive Pikachu, o espectador se deparará com algumas situações interessantes envolvendo os bichinhos japoneses com super-poderes que já renderam mangás, games, séries e longas de animação. No cotidiano da cidade, um Charmander ajudando uma humana a cozinhar, um Snorlax atrapalhando o trânsito ao cochilar no meio da rua e um Squirtle ajudando a equipe de limpeza de uma emissora de TV. O longa dirigido por Rob Letterman (o mesmo da animação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre um desenrolar ou outro da trama de <em><strong>Pokémon: Detetive Pikachu</strong></em>, o espectador se deparará com algumas situações interessantes envolvendo os bichinhos japoneses com super-poderes que já renderam mangás, games, séries e longas de animação. No cotidiano da cidade, um Charmander ajudando uma humana a cozinhar, um Snorlax atrapalhando o trânsito ao cochilar no meio da rua e um Squirtle ajudando a equipe de limpeza de uma emissora de TV. O longa dirigido por Rob Letterman (o mesmo da animação <em>Monstros vs. Alienígena</em>) torna realidade algo que surgia como um desafio para uma produção hollywoodiana com pokémons, tornar crível a presença desses seres no cotidiano urbano de seres de carne-e-osso.</p>
<p>Oscilando entre os lugares de <em>pet</em>, seres selvagens no habitat natural e criaturas que dividem com autonomia o espaço da cidade com seres humanos, em <strong><em>Pokémon:</em> <em>Detetive Pikachu</em></strong> a coexistência de homens e pokémons é uma realidade. Tanto que ao longo do filme será irresistível não ficar hipnotizado pelas aparições das criaturinhas na tela, mesmo que algumas delas fiquem em segundo plano. A trama parece pouco importar em Detetive Pikachu diante de tanta fofura e da concretização de algo que para milhares de fãs estava restrito ao universo peculiar da franquia em outras mídias. É verdade que eles têm como base um game de mesmo nome, mas há méritos da equipe do longa também. No filme, até mesmo as lutas de pokémon conseguem ser inseridas com organicidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10494" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3393122.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3393122.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3393122.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3393122.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Sorte da produção a trama não ser o seu forte. A história de <strong><em>Pokémon: Detetive Pikachu</em></strong> segue o protocolo de um <em>blockbuster</em> contemporâneo com uma trama de mistérios pouco original, vilões que se apresentam ao espectador como personagens superficiais e um herói humano cujo drama central gera indiferença e não empatia. A impressão que fica é que Letterman e sua equipe gastou tanto tempo para tornar esse universo minimamente consistente que a trama por trás desse cenário ficou para segundo plano.</p>
<p>Assim, o que surge como um &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221; da produção acaba sendo compensado pela construção de um universo, sobretudo para quem é aficionado pela franquia a ponto de saber a lista completa de todos os pokémons de todas as temporadas, incluindo seus poderes e evoluções. <strong><em>Pokémon: Detetive Pikachu</em></strong> acaba sendo uma experiência divertida para quem é minimamente letrado nesse universo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rob Letterman<br />
<strong>Elenco:</strong> Philippe Maia, Justice Smith, Kathryn Newton, Ken Watanabe, Chris Geere, Suki Waterhouse, Rita Ora, Karan Soni, Ryan Reynolds</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ikwHWX-ZWnc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Deadpool 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 May 2018 19:49:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Deadpool]]></category>
		<category><![CDATA[Deadpool 2]]></category>
		<category><![CDATA[Josh Brolin]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Reynolds]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A carreira de Ryan Reynolds foi tirada de um limbo de papeis ruins e projetos mornos com o irreverente Deadpool, título da Fox que adapta para as telonas o personagem homônimo da editora Marvel. Com participação ativa na concepção criativa do longa de 2016, Reynolds encabeçou um filme de super-herói marcado pelo humor sem filtros que tirava sarro das produções do gênero estreladas pelo ator, como os mal-sucedidos X-Men Origens: Wolverine e Lanterna Verde, além de recursos narrativos padronizados nesse nicho cinematográfico. A continuação [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A carreira de Ryan Reynolds foi tirada de um limbo de papeis ruins e projetos mornos com o irreverente <i>Deadpool</i>, título da Fox que adapta para as telonas o personagem homônimo da editora Marvel. Com participação ativa na concepção criativa do longa de 2016, Reynolds encabeçou um filme de super-herói marcado pelo humor sem filtros que tirava sarro das produções do gênero estreladas pelo ator, como os mal-sucedidos <i>X-Men Origens: Wolverine </i>e <i>Lanterna Verde</i>, além de recursos narrativos padronizados nesse nicho cinematográfico. A continuação inevitável <i>Deadpool 2 </i>chega aos cinemas de todo o mundo com o objetivo de cumprir as mesmas promessas do filme de 2016.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No longa, Deadpool assume a missão de deter Cable (Josh Brolin, visto recentemente como Thanos em <i>Vingadores: Guerra Infinita</i>), um soldado viajante do tempo. Cable chega para conter aquilo que acredita ser uma ameaça ao futuro da humanidade e que lhe causou um trauma pessoal muito grande. Deadpool reúne um grupo de pessoas com super-poderes (bem, nem todas) para ajudá-lo na missão de paralisar as ações do viajante do tempo, batizando o esquadrão de X-Force.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8920" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/05/deadpool2-af0212_pubstill_01_r_rgb.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>Deadpool 2 </i>o fã da franquia não terá muito do que se queixar. O grande mérito desta continuação é compreender que ela não precisa &#8220;anabolizar&#8221; característica do seu filme anterior para garantir que sua sequência mantenha as qualidades ou supere o antecessor. <i>Deadpool 2 </i>evita a gana desenfreada da indústria de &#8220;aloprar&#8221; na continuação, algo que, particularmente, fez mal a Marvel Studios em títulos como <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i>e <i>Thor Ragnarok.</i> Na Fox, <i>Deadpool 2 </i>se contenta com a fidelidade da proposta original no filme de 2016 e segue sem afetações ou exageros a cartilha daquilo que agradou o público no primeiro.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">A sequência tem um roteiro mais polido que o anterior, oferecendo uma sequência de acontecimentos que justificam mais a presença e interferência dos seus protagonistas nos eventos, de Deadpool à excelente adesão de Cable, mais uma ótima presença de Brolin em filmes de super-herói no ano de 2018. No entanto, a anarquia adolescente e a autorreferência que marcaram o primeiro filme continuam ditando as regras e garantindo a simpatia e possível adesão do público aos apelos de <i>Deadpool 2</i>. É verdade que, assim como no primeiro longa, esses traços de <i>Deadpool </i>acabam requerendo do espectador uma adesão também pelo gosto. Particularmente, nem toda inserção cômica do filme me parece bem-vinda.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Ao tornar seu roteiro refém de uma cartela de referências da cultura pop, retornar às piadas envolvendo os filmes de super-heróis protagonizados por Reynolds que fracassaram e as <i>gags </i>relacionadas a sexo ou escatologia, <i>Deadpool 2 </i>acaba sendo um gosto adquirido. Principalmente porque tudo isso muitas vezes serve de pretexto para atenuar possíveis críticas a superficialidade da história e sobretudo de seus personagens. Preferências com o humor do filme à parte, a coerência do longa com o projeto cinematográfico pretendido pela franquia desde o início &#8211; com uma produção que, inclusive, não ostenta um orçamento mais robusto na sequência &#8211; é uma qualidade a ser reconhecida aqui, ainda que não seja motivo de riso frouxo para muitos espectadores como muito se anuncia desde o primeiro título.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fZWN2UBMK3Q" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Apr 2017 21:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Espinosa]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca Ferguson]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Reynolds]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda que não tenha sido a intenção do seu diretor Daniel Espinosa, o tributo de Vida a toda uma tradição de filmes ambientados no espaço é bem claro. Por um lado, o longa parece beber da mesma fonte de Gravidade, trazendo seu elenco estelar em uma situação crítica durante uma missão em Marte na qual todos devem fazer escolhas drásticas em prol da sobrevivência e do retorno à Terra. Do outro lado, tal qual Alien: O 8º Passageiro, acompanhamos esse [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ainda que não tenha sido a intenção do seu diretor Daniel Espinosa, o tributo de <i>Vida </i>a toda uma tradição de filmes ambientados no espaço é bem claro. Por um lado, o longa parece beber da mesma fonte de <i>Gravidade</i>, trazendo seu elenco estelar em uma situação crítica durante uma missão em Marte na qual todos devem fazer escolhas drásticas em prol da sobrevivência e do retorno à Terra. Do outro lado, tal qual <i>Alien: O 8º Passageiro</i>, acompanhamos esse mesmo grupo driblando as investidas de uma criatura alienígena que de repente toma de assalto o grupo confinado. E tudo é muito assustador, tenso, afinal, &#8220;no espaço, ninguém pode ouvir o seu grito&#8221; (o notório <i>slogan </i>do <i>teaser </i>de <i>Alien</i>, que aqui faz igualmente sentido).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Vida </i>se apropria sem arroubos de originalidade das propostas de <i>Alien </i>e <i>Gravidade</i> e o faz com muita eficiência, sem que tal <i>mix </i>de referências voluntárias ou involuntárias soe como falta de criatividade dos seus envolvidos, muito pelo contrário. A intenção desde o princípio é fazer um filme comercial eficiente, ocasionalmente genérico, sem retirar o espectador da zona de conforto das suas expectativas, mas jamais subestimando a inteligência do mesmo ou confundindo entretenimento com produto barato. O resultado pode não ser nada que já não tenhamos visto, mas rende uma sessão bem divertida ao misturar horror e ficção-científica com uma direção habilidosa.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Vida </i>o público é apresentado a uma equipe formada por seis astronautas que acabam descobrindo uma forma de vida em Marte. Ao investigar a composição biológica e as reações do novo organismo, batizado por eles de Calvin, a determinados estímulos, todos são surpreendidos pelas ações violentas do mesmo. Presos na nave com Calvin, os seis devem encontrar uma forma de sobreviver às investidas do seu antigo objeto de investigação científica e sair ilesos da situação.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7589" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/04/life-movie-jake-gyllenhaal.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>De origem sueca, apesar do nome nos levar a uma ilógica associação latina, Daniel Espinosa tem uma carreira irregular como cineasta, já fez <i>Crimes Ocultos,</i> com Tom Hardy, e <i>Protegendo o Inimigo</i>, protagonizado por Denzel Washington e Ryan Reynolds, que retorna ao seu cinema aqui. <i>Vida </i>é possivelmente o seu melhor filme até então, ao menos aquele em que Espinosa pôde demonstrar que a condução da sua câmera fez a diferença no resultado da obra. Em muitos momentos, o longa sobrevive narrativamente graças aos esforços do realizador de encontrar soluções visuais instigantes para sua trama, como a perfeita consciência de que estando no espaço muitas vezes seus planos podem ser concebidos de cabeça para baixo ou testar movimentações da câmera no seu próprio eixo. Alfonso Cuarón fez isso em <i>Gravidade </i>e Espinosa parece buscar ali inspirações para o <i>modus operandi </i>do seu filme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O mérito de <i>Vida </i>é que, dentro daquilo que se espera dos dois gêneros com os quais flerta (o horror e a ficção-científica) e que já tem como obra máxima <i>Alien </i>de Ridley Scott, o filme consegue estabelecer reflexões pontuais a respeito do conflito entre a situação de risco de vida protagonizada pelos astronautas e a busca pela sobrevivência de Calvin, fazendo o movimento dessas situações conflitantes e disputadas através de momentos que oscilam entre o pânico e a introspecção inerente ao espaço. É uma pena que sempre que o roteiro do filme busca alguma forma de extrapolar seus eventos e introduzir questões mais filosóficas o próprio procure formas de brecar uma eventual profundidade na história, como no momento em que o personagem de Jake Gyllenhaal declama trechos de uma história infantil no espaço para a personagem de Rebecca Ferguson e, subitamente, encontra naquelas palavras uma inspiração para sair da situação de perigo em que se encontra. Além de ser uma solução ingênua, é uma evidência clara da maneira estranha como o filme lida com a própria vontade de realizar mais do que uma distração para as plateias.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ainda que possua suas contradições na própria execução, <i>Vida </i>é mais eficiente do que a maioria dos arrasa quarteirões que têm chegado por aqui. Com sua estampada cartela de referências, Espinosa faz um filme honesto e que não impõe ao seu elenco e ao seu espectador o lugar de fazer parte de uma experiência cinematográfica constrangedora. Analisando o longa em sua dinâmica produção/recepção salvam-se todos, não há maiores lesados, o diretor e seus atores conseguem fazer um filme que não os compromete artisticamente e o público sai do cinema com uma moderada satisfação a respeito de tudo aquilo que viu. Como dizem, é <i>win-win</i>.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/W3nfZKyGeuU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Deadpool</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2016 12:25:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Deadpool]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>
		<category><![CDATA[Morena Baccarin]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Reynolds]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Miller]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Antes de ganhar o seu primeiro filme-solo, Deadpool havia aparecido em X-Men Origens &#8211; Wolverine  como parte de um dos capítulos mais infelizes da trajetória do mutante interpretado por Hugh Jackman nos cinemas. Wade Wilson, um dos personagens mais politicamente incorretos da Marvel, conhecido por suas tiradas irônicas e repletas de senso de humor, fora silenciado pelos realizadores do primeiro filme-solo de Wolverine, tendo sua boca completamente lacrada após um experimento científico. A equivocada personificação do &#8220;herói&#8221; nas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><figure id="attachment_4542" aria-describedby="caption-attachment-4542" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4542 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/deadpool2-1-145907-620x326.jpg" alt="deadpool2-1--145907" width="620" height="326" /><figcaption id="caption-attachment-4542" class="wp-caption-text">Borracha no passado: Fox tenta corrigir a equivocada versão de Deadpool interpretada por Ryan Reynolds em X-Men Origens &#8211; Wolverine com filme-solo do personagem.</figcaption></figure></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes de ganhar o seu primeiro filme-solo, Deadpool havia aparecido em <i>X-Men Origens &#8211; Wolverine  </i>como parte de um dos capítulos mais infelizes da trajetória do mutante interpretado por Hugh Jackman nos cinemas. Wade Wilson, um dos personagens mais politicamente incorretos da Marvel, conhecido por suas tiradas irônicas e repletas de senso de humor, fora silenciado pelos realizadores do primeiro filme-solo de Wolverine, tendo sua boca completamente lacrada após um experimento científico. A equivocada personificação do &#8220;herói&#8221; nas telas em <i>X-Men Origens &#8211; Wolverine </i>, no entanto, não impediu que o projeto de um filme protagonizado pelo Deadpool fosse iniciado nos bastidores da Fox e, oito anos após o desastre o longa, <i>Deadpool </i>chega aos cinemas fazendo jus ao espírito irreverente do personagem das HQs. O longa que chega aos cinemas em 2016 é tudo o que prometera desde que o primeiro trailer<i> </i>do filme saira na Comic-Con do ano passado: nunca se leva a sério e firma-se como um dos filmes de super-heróis mais &#8220;retardados&#8221; do ano (e isso é um elogio).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Deadpool </i>acompanhamos a transformação do ex-militar e mercenário Wade Wilson, interpretado por Ryan Reynolds, em um mutante com poderes de regeneração após ter o seu corpo transfigurado em uma falsa tentativa de cura de um câncer em estágio terminal. Ao descobrir que havia sido enganado por aqueles que lhe prometeram a cura da doença, Wade Wilson assume a identidade de Deadpool e parte em busca de vingança contra aqueles que destruíram a sua vida.</p>
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<p><figure id="attachment_4543" aria-describedby="caption-attachment-4543" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4543 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/deadpool3-620x319.jpg" alt="deadpool3" width="620" height="319" /><figcaption id="caption-attachment-4543" class="wp-caption-text">Irreverência: Filme segue o tom politicamente incorreto das HQs e acerta em diversos pontos com suas piadas ácidas e auto-referentes</figcaption></figure></p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Seguindo a linha das adaptações de HQs que não se levam a sério, como <i>Guardiões da Galáxia </i>e <i>Homem &#8211; Formiga</i>, porém em um nível de sarcasmo ainda mais acentuado, <i>Deadpool </i>é um longa marcado pela anarquia. <i>Deadpool </i>é um filme que não poupa nenhum dos estratagemas narrativos dos filmes de super-heróis  e de humor tão corrosivo  que tira sarro do seu próprio astro, o ator Ryan Reynolds, caçoado pelo diretor Tim Miller e companhia por suas desastradas aparições em outros longas do filão cinematográfico como <i>Lanterna Verde </i>e o próprio <i>X-Men Origens </i>&#8211; <i>Wolverine </i>e sua fama de ator canastrão. Essa habilidade de encontrar o absurdo e apontar o dedo para os &#8220;calcanhares de Aquiles&#8221; do seu próprio nicho fazem de <i>Deadpool </i>um longa que não tem medo de romper quartas paredes e que sempre pega o espectador de surpresa com <i>insights </i>corajosos sobre o próprio &#8220;gênero&#8221; no qual está inserido.</p>
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<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Essa &#8220;coragem&#8221; de Tim Miller e de todos os envolvidos em <i>Deadpool </i>faz jus ao próprio personagem e enchem de viço o circuito cinematográfico, fadado a um certa repetição na abordagem das narrativas mitológicas dos super-heróis, grupo que, aliás, Wade Wilson faz questão de dizer que não faz parte. Nesse sentido, os méritos dessa empreitada bem-sucedida precisam ser creditador ao seu diretor, seus roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick e ao seu protagonista Ryan Reynolds, que assume sem pudores e limites os extremos de um personagem tão politicamente incorreto quanto Deadpool.</p>
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<p><figure id="attachment_4541" aria-describedby="caption-attachment-4541" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4541 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/279240.jpg" alt="279240" width="600" height="322" /><figcaption id="caption-attachment-4541" class="wp-caption-text">Ponto fraco: Excesso de piadas pode ser o &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221; do filme, apesar de conferir a ele muita personalidade.</figcaption></figure></p>
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<p>Seguindo a linha das adaptações de HQs que não se levam a sério, como <i>Guardiões da Galáxia </i>e <i>Homem &#8211; Formiga</i>, porém em um nível de sarcasmo ainda mais acentuado, <i>Deadpool </i>é um longa marcado pela anarquia. <i>Deadpool </i>é um filme que não poupa nenhum dos estratagemas narrativos dos filmes de super-heróis  e de humor tão corrosivo  que tira sarro do seu próprio astro, o ator Ryan Reynolds, caçoado pelo diretor Tim Miller e companhia por suas desastradas aparições em outros longas do filão cinematográfico como <i>Lanterna Verde </i>e o próprio <i>X-Men Origens </i>&#8211; <i>Wolverine </i>e sua fama de ator canastrão. Essa habilidade de encontrar o absurdo e apontar o dedo para os &#8220;calcanhares de Aquiles&#8221; do seu próprio nicho fazem de <i>Deadpool </i>um longa que não tem medo de romper quartas paredes e que sempre pega o espectador de surpresa com <i>insights </i>corajosos sobre o próprio &#8220;gênero&#8221; no qual está inserido.</p>
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<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Essa &#8220;coragem&#8221; de Tim Miller e de todos os envolvidos em <i>Deadpool </i>faz jus ao próprio personagem e enchem de viço o circuito cinematográfico, fadado a um certa repetição na abordagem das narrativas mitológicas dos super-heróis, grupo que, aliás, Wade Wilson faz questão de dizer que não faz parte. Nesse sentido, os méritos dessa empreitada bem-sucedida precisam ser creditador ao seu diretor, seus roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick e ao seu protagonista Ryan Reynolds, que assume sem pudores e limites os extremos de um personagem tão politicamente incorreto quanto Deadpool.</p>
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		<title>Crítica: A Dama Dourada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2015 19:42:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Dama Dourada]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Brühl]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hollywood é fascinada por histórias de lições de vida baseadas em eventos reais e tramas sobre o nazismo. Quando ambas se juntam então, é quase certo ganharão as telas. A Dama Dourada reúne estes dois elementos em um filme que se não é cinematograficamente revolucionário, sutil ou &#8220;original&#8221;, ao menos apresenta-se como uma narrativa &#8220;redondinha&#8221;, ou seja, correta e agradável a públicos com os mais diversificados repertórios. O filme traz Helen Mirren (eternizada como a rainha Elizabeth em A Rainha, desempenho [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_3317" aria-describedby="caption-attachment-3317" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/woman-in-gold_0.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3317 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/woman-in-gold_0-620x350.jpg" alt="woman-in-gold_0" width="620" height="350" /></a><figcaption id="caption-attachment-3317" class="wp-caption-text">A Dama Dourada: Helen Mirren interpreta mulher que entrou em uma batalha judicial para reaver a obra que foi roubada de sua família pelos nazistas</figcaption></figure></p>
<p class="separator">
<p class="separator">Hollywood é fascinada por histórias de lições de vida baseadas em eventos reais e tramas sobre o nazismo. Quando ambas se juntam então, é quase certo ganharão as telas. <i>A Dama Dourada</i> reúne estes dois elementos em um filme que se não é cinematograficamente revolucionário, sutil ou &#8220;original&#8221;, ao menos apresenta-se como uma narrativa &#8220;redondinha&#8221;, ou seja, correta e agradável a públicos com os mais diversificados repertórios.</p>
<p class="separator">O filme traz Helen Mirren (eternizada como a rainha Elizabeth em <i>A Rainha</i>, desempenho que lhe rendeu um Oscar) na pele de Maria Altmann, uma judia austríaca que fugiu para os Estados Unidos a tempo de não sofrer nos campos nazistas, mas que deixou para trás os seus pais e toda a coleção de obras de arte que eles tinham e que foram roubadas por Hitler e cia. Anos depois, motivada por recentes casos bem sucedidos de restituição de patrimônios artísticos tomados dos seus antigos donos pelo nazismo, Maria Altmann resolve exigir do governo da Áustria que lhe devolvam um dos quadros mais valiosos da coleção de seus pais e que, por sua vez, pertencia a sua tia, a modelo da obra: a famosa &#8220;A Dama Dourada&#8221; de Gustav Klimt.</p>
<p><figure id="attachment_3318" aria-describedby="caption-attachment-3318" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/womaningold0001.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3318 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/womaningold0001-620x359.jpg" alt="WOMAN IN GOLD" width="620" height="359" /></a><figcaption id="caption-attachment-3318" class="wp-caption-text">Flashbacks: Tatiana Maslany ao lado de Max Irons. Atriz do seriado Orphan Black vive protagonista na juventude</figcaption></figure></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="separator">O filme conta com a direção de Simon Curtis. Puxando a sua filmografia descobrimos que ele também dirigiu <i>Sete Dias com Marilyn</i> e percebemos a mesma linearidade em seu <i>modos operandi</i> aqui. Nada de grandes movimentos ou rupturas de linguagem, <i>A Dama Dourada </i>mostra um certo tradicionalismo na maneira de contar sua trama, que pode parecer monótona para alguns, mas também pode ser encarado como o movimento calculado de um diretor despretensioso que parece saber até onde pode ir com a sua habilidade de contar histórias.</p>
<p class="separator">Curtis coloca parte do seu filme nas mãos de Helen Mirren, que surge aqui com a sua habitual segurança e competência, fazendo com que estabeleçamos uma simpatia imediata por Altmann. A inglesa divide a responsabilidade da protagonista com Tatiana Maslany (de <i>Orphan Black</i>), que está tão bem quanto Mirren e segura as pontas em momentos bem delicados do filme. Ryan Reynolds tem um desempenho interessante como o advogado que ajuda Maria a reaver &#8220;A Dama Dourada&#8221;. O elenco ainda traz Katie Holmes e Daniel Brühl, cujos personagens têm muito pouco a oferecer ao filme (Brühl ainda tem uma participação mais determinante que Holmes até).</p>
<p><figure id="attachment_3319" aria-describedby="caption-attachment-3319" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/resized_99265-woman-in-gold2_56-19498_t630.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3319 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/resized_99265-woman-in-gold2_56-19498_t630-620x373.jpg" alt="resized_99265-woman-in-gold2_56-19498_t630" width="620" height="373" /></a><figcaption id="caption-attachment-3319" class="wp-caption-text">Participação insossa: Intérprete da mulher de Ryan Reynolds, Katie Holmes tem presença apagada na história.</figcaption></figure></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>A Dama Dourada</i>  é um drama convencional, mas que não chega a ser incomodo para públicos mais exigentes. O filme até faz uso de alguns recursos antiquados ou preguiçosos, existem alguns diálogos expositivos (para demonstrar a importância do quadro, o personagem de Daniel Brühl fala &#8220;É a Monalisa da Áustria!&#8221;, tá, já entendemos que é uma obra importante) e a questionável ideia de que os Estados Unidos são a terra da liberdade, restituindo uma ordem a um cenário de desordem provocado por governos estrangeiros maquiavélicos. Tudo isso incomoda um pouco, é verdade. Mas o saldo é mais positivo que negativo já que o filme usa seus chavões com uma certa moderação e, no geral, o longa acaba sendo uma experiência agradável garantida, sobretudo, por uma Helen Mirren em ótima forma.</p>
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