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	<title>Arquivos Marvel Studios - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Marvel Studios - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Thunderbolts*</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2025 12:59:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o final da Saga do Infinito com a estreia de Vingadores: Ultimato (2019), o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) não tem tido bons resultados em suas produções. A Saga do Multiverso começou bem com WandaVision (2021), mas logo em seguida começou a se perder pela quantidade de produções e pelos questionamentos sobre sua qualidade. De lá para cá, poucas coisas fizeram sucesso suficiente para convencer o público geral sobre a nova fase da Marvel Studios, assim como não renderam boas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o final da Saga do Infinito com a estreia de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato (2019)</em></a>, o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) não tem tido bons resultados em suas produções. A Saga do Multiverso começou bem com <em>WandaVision (2021)</em>, mas logo em seguida começou a se perder pela quantidade de produções e pelos questionamentos sobre sua qualidade. De lá para cá, poucas coisas fizeram sucesso suficiente para convencer o público geral sobre a nova fase da Marvel Studios, assim como não renderam boas bilheterias. 2025, no entanto, chegou com a promessa de ser esse novo momento, iniciado com a estreia de <em><strong>Thunderbolts</strong></em>.</p>
<p>A promessa é de que o novo longa-metragem do MCU, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1º), seja diferente de tudo que a Marvel já fez. Mas será que é mesmo? <em><strong>Thunderbolts </strong></em>traz a comicidade e a ação esperada de um projeto da franquia, tem as referências a algumas das histórias pregressas que costuram eixos narrativos do filme e se baseiam em alguns personagens já conhecidos dos fãs. Até então, uma estrutura bem básica e comum para o estúdio. Há, contudo, um olhar mais voltado para a construção dos personagens nesse longa do que em outros.</p>
<p>A costura de <em><strong>Thunderbolts </strong></em>é feita a partir justamente da relação desse grupo disfuncional de criminosos anti-heroicos. Isso por si só já é um elemento um pouco diferente do comum por tornar o novo projeto da Marvel guiado por personagens e não pelo problema. Ainda assim, não é como se fosse a primeira vez que isso é feito e nem é a vez mais bem trabalhada. A produção traz um pouco mais de camadas do que é usual nas dinâmicas narrativas do MCU, mas ainda deixa muito a desejar, especialmente quando pensamos no cerne que move as figuras centrais da história.</p>
<p>O roteiro de Eric Pearson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>, de 2021) e Joanna Calo (<em>Rixa</em>, de 2023) se esforça para desvendar um pouco mais das nuances psicológicas dos personagens, especialmente de Yelena e Bob (interpretados, respectivamente, por Florence Pugh e Lewis Pullman). Mesmo com essa preocupação clara, ainda é pouco para o que a narrativa escancara como dilema moral e pessoal para essas personagens. No caso de Yelena e Bob, eles têm claramente indicativos de ansiedade e depressão e isso, ainda que posto, segue na superfície, diante do que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> se propõe a ser.</p>
<figure id="attachment_19409" aria-describedby="caption-attachment-19409" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19409" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-750x500.jpg" alt="Thunderbolts* (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19409" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Thunderbolts* (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Quando um filme tem como vilão esse vazio que nos corrói por dentro, é preciso que o projeto mergulhe de cabeça num drama existencial e psicológico. O filme até tenta elencar momentos-chave para debater de forma mais aprofundada esses elementos, mas não tem a força suficiente para isso. A sensação é que <em><strong>Thunderbolts </strong></em>varia de uma comédia ácida da relação disfuncional desses ex criminosos para um drama existencial sensível e delicado que nunca se concretiza de forma plena.</p>
<p>E eis que este é o maior problema de produzir histórias hoje em dia para o MCU. Há muito o que se comparar. Já foram mais de 20 filmes e mais de 10 séries e minisséries e é inevitável que o público esteja cansado de ver as mesmas histórias com roupagens diferentes. Além da repetição, o Universo Compartilhado Marvel sofreu muito com esse excesso de produções nos primeiros anos da Saga do Multiverso, o que reverbera até hoje &#8211; e <em><strong>Thunderbolts</strong></em> não consegue sair ileso disso. A fórmula de sucesso da Marvel não parece fazer tanto sentido como em sua primeira década.</p>
<p>Diante de tudo isso, ainda há o fator do controle criativo. Kevin Feige é essa figura que representa a Marvel Studios e todo o seu controle criativo. O plano de comando do MCU, liderado por Feige, por mais que diga o contrário, não permite extrapolações de verdade. Seja por medo de não agradar ou por acreditarem que há limites para os tipos de produções dentro do emblema do MCU, a Marvel não dá liberdade criativa de verdade para seus realizadores. E, das poucas vezes que deu &#8211; como em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos (2021)</em></a> -, o público mais radical destruiu as obras com críticas. E, com todo esse cenário, é claro que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> acaba sendo castrado criativamente também.</p>
<p>Apesar dessas questões, o longa de fato é mais interessante do que muitos dos últimos filmes lançados nos últimos anos. Mesmo que na superfície, os dramas psicológicos dos personagens permitem que o elenco tenha uma interação positiva que entretém e enriquece as cenas com a química evidente. Intérpretes como Florence (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><em>Duna: Parte 2</em></a>, de 2024) e Sebastian Stan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz/"><em>O Aprendiz</em></a>, de 2024) ajudam a dar um fôlego a mais para a história, mesmo com todos os problemas que a rodeiam. No fim, apesar dos esforços do elenco e roteiro, ainda falta mais densidade nas camadas desses personagens e desse projeto que é guiado por personagem para que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> fosse tudo o que podia &#8211; e se propõe narrativamente a &#8211; ser.</p>
<p>Jake Schreier (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cidades-de-papel/"><em>Cidades de Papel</em></a>, de 2015) parece querer deixar a sua marca como cineasta no novo longa da Marvel, mas ele também sofre com esse controle criativo sob o cabresto. O diretor, ao lado dos roteiristas, tenta criar um pouco mais de nuances para diferenciar esse projeto dos demais. Para muitos, a missão provavelmente terá sido cumprida por fugir levemente dessa fórmula estanque do MCU. No entanto, basta um olhar mais atento e fica perceptível que ainda falta muito para que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> alcance o potencial que poderia. Todos esses dilemas giram em torno do controle criativo que poda e afunda a Marvel cada vez mais nessa areia movediça que ela mesmo entrou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jake Schreier</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Florence Pugh, Sebastian Stan, Wyatt Russell, Olga Kurylenko, Lewis Pullman, Geraldine Viswanathan, David Harbour, Hannah John-Kamen e Julia Louis-Dreyfus</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4pgrNd79cnk?si=69PYf2jwVDDhxo1W" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Homem-Aranha &#8211; Sem Volta para Casa (sem spoilers)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Dec 2021 23:32:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A caminhada de Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês) sempre foi de amadurecimento. A cada aparição, o herói da vizinhança aprendia lições sobre a vida e aperfeiçoava a jornada para se tornar sua melhor versão. No entanto, até o momento, Tom apenas havia dado passos de bebê diante das possibilidades de seu personagem. Mas, a partir de agora, tudo vai mudar. Em seu terceiro filme solo no MCU, o famoso teioso irá engatar em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A caminhada de Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês) sempre foi de amadurecimento. A cada aparição, o herói da vizinhança aprendia lições sobre a vida e aperfeiçoava a jornada para se tornar sua melhor versão. No entanto, até o momento, Tom apenas havia dado passos de bebê diante das possibilidades de seu personagem. Mas, a partir de agora, tudo vai mudar.</p>
<p>Em seu terceiro filme solo no MCU, o famoso teioso irá engatar em sua verdadeira jornada do herói. Ainda que com seu jeitão bobo e juvenil, Peter vai enfrentar dificuldades mais adultas. E aí é que o jogo vira. Amadurecimento é a palavra de ordem de <b><i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i></b>, que estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros. O novo longa-metragem é o momento de transição que o personagem e os fãs precisavam.</p>
<p>Peter Parker (Tom Holland) teve sua identidade revelada. Agora ele terá que lidar com a pressão da exposição, enquanto é acusado de ter matado Mysterio (Jake Gyllenhaal). Sem conseguir separar os dilemas do seu cotidiano juvenil da sua jornada heróica, Peter recorre ao Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) para que o mundo esqueça a verdadeira identidade do querido herói da vizinhança. Na tentativa de fazer o feitiço para ajudar Parker, Stephen Strange acaba se atrapalhando com a mágica. Esse erro libera conhecidos vilões de outros universos, fazendo com que Peter tenha que enfrentar espécies de fantasmas do multiverso.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-14921 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-750x337.jpg" alt="" width="750" height="337" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-750x337.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-610x274.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-770x346.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv.jpg 1210w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na busca por se provar capaz para o mundo, Tom Holland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><i>O Diabo de Cada Dia</i></a>, de 2020, e <i>Cherry &#8211; Inocência Perdida</i>, de 2021) encanta o público com um desempenho admirável. Até o momento, este foi o filme que melhor proporcionou momentos poderosos para o jovem e promissor ator. A narrativa, evidentemente, é construída para que o espectador se veja completamente apaixonado pela evolução do personagem durante os 148 minutos de duração.</p>
<p>Para além do Holland, a composição do elenco é certeira. A longa duração de <i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i> permitiu que os atores e atrizes envolvidos desde os primeiros filmes pudessem ser ainda mais explorados aqui. Desta vez, para além do trio principal, até mesmo Marisa Tomei (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-de-volta-ao-lar/"><em>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-frankie/"><i>Frankie</i></a>, de 2019) e Jon Favreau (<i>Chef</i>, de 2014, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/"><i>Homem-Aranha: Longe de Casa</i></a>, de 2019) tiveram mais oportunidades cênicas de mostrar a sua qualidade artística.</p>
<p>Outro ponto de destaque é a volta dos vilões. A estrutura de seu retorno e a dinâmica deles com o Tom guiam a história para outro lugar. Ver a interação entre eles é, além de nostálgico, potente. Ver Doutor Octopus, de Alfred Molina (<i>Correndo Contra o Tempo</i>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bela-vinganca/"><i>Bela Vingança</i></a>, de 2020), e o Duende Verde, de Willem Dafoe (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><i>Aquaman</i></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><i>O Farol</i></a>, de 2019), contracenando é algo poderoso e que jamais o público teve a oportunidade de ver.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-14922 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-750x313.jpg" alt="" width="750" height="313" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-750x313.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-610x254.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-770x321.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda sobre as dinâmicas do elenco, outra escolha certeira é o protagonismo de Doutor Estranho. A participação de Benedict Cumberbatch (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><i>1917</i></a>, de 2019, e <i>Ataque dos Cães</i>, de 2021) é mais curta do que se imagina, mas isso não torna a sua existência menos importante. Da mesma forma, Strange não tira a atenção do público do foco de <i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i>, que é a jornada do herói de Parker. Assim, uma das preocupações para o enredo do longa deixa de existir e uma das teorias exageradas dos fãs também some.</p>
<p>É essa trajetória que serve de fio condutor para a trama. Do primeiro ao último minuto, é possível vislumbrar um desenvolvimento de personagem jamais visto no Homem-Aranha &#8211; talvez, jamais visto em outro filme solo de super heróis. E, atrelado a isso, o roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers (os quais também escreveram as sequências anteriores) conecta a jornada de autoconhecimento e crescimento de Peter ao futuro misterioso do multiverso do MCU.</p>
<p>Ao final da sessão, todas as expectativas estarão alcançadas. As dúvidas sobre o que era real ou teria também serão sanadas. O que fica é a nostalgia e a sensação de dever cumprido. E a melhor parte para os fãs: saber que ainda veem mais três filmes com a participação do promissor Tom Holland. E com a conclusão desse novo capítulo, Peter Parker enfrentará a vida como ela é, mostrando que o Miranha do MCU é mais do que somente um garoto que teve tudo nas mãos. Mostrando que ele é o herói que todos sempre desejaram ver nas telonas. Mostrando que ele é completo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jon Watts</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch, Jacob Batalon, Alfred Molina, Willem Dafoe, Jamie Foxx, Marisa Tomei e Jon Favreau</p>
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		<title>Especial Homem-Aranha: Os três arcos da trajetória do herói no cinema</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-homem-aranha-a-trajetoria-do-heroi-em-seus-tres-arcos-no-cinema/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2019 17:38:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde 1962, quando teve a sua primeira aparição nos quadrinhos, o Homem-Aranha trouxe um novo caminho para as ficções heroicas. O surgimento de uma figura tão próxima da realidade dos leitores encantou gerações e promoveu uma narrativa cheia de arcos e ramificações que se desdobram até hoje, quase seis décadas após sua criação. Os fãs do Aranha já vivenciaram diversas fases da personagem e estavam curiosos com a continuidade que a Sony Pictures, em parceria com a Marvel Studios, daria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde 1962, quando teve a sua primeira aparição nos quadrinhos, o Homem-Aranha trouxe um novo caminho para as ficções heroicas. O surgimento de uma figura tão próxima da realidade dos leitores encantou gerações e promoveu uma narrativa cheia de arcos e ramificações que se desdobram até hoje, quase seis décadas após sua criação. Os fãs do Aranha já vivenciaram diversas fases da personagem e estavam curiosos com a continuidade que a <em>Sony Pictures</em>, em parceria com a <em>Marvel Studios</em>, daria para a jornada de Peter Parker.</p>
<p>Após os eventos de <em>Vingadores: Ultimato</em> que foram determinantes para a reaparição do <em>Spider-Man</em>, a jornada de <em><strong>Homem-Aranha: Longe de Casa</strong></em> começa com um Peter tentando se adaptar as mudanças que ocorreram no planeta, em especial a perda do seu mentor e amigo. A responsabilidade de ser um dos poucos heróis vivos, a frustração e o vazio pela ausência de Tony e os dilemas juvenis embalam a narrativa desse novo arco do Aranha. A jornada que começou em 2016 com a aparição do jovem herói em <em>Capitão América: Guerra Civil</em>, toma forma e se complexifica durante seu segundo filme solo.</p>
<p>Apesar do sucesso e da visibilidade cada vez maior por sua participação nos Vingadores, o jovem herói já é um velho conhecido da cultura <em>geek</em>. De 1962 até os dias de hoje, o Aranha já teve centenas de hqs publicadas, foi tema de 11 séries televisivas – sendo duas <em>live-action</em> e nove animadas –, foi protagonista de três diferentes arcos fílmicos e gerou dois <em>spin-offs</em>. Com sua chegada no cinema, contudo, esse fascínio e essa comoção só se amplificaram.</p>
<figure id="attachment_10889" aria-describedby="caption-attachment-10889" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10889" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Tobey-Maguire-in-Spider-Man-1280x720-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Tobey-Maguire-in-Spider-Man-1280x720.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Tobey-Maguire-in-Spider-Man-1280x720-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Tobey-Maguire-in-Spider-Man-1280x720-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10889" class="wp-caption-text">Tobey Maguire no icônico papel de Homem-Aranha</figcaption></figure>
<p>Dentre os filmes solo do Homem-Aranha, a trilogia dirigida por Sam Raimi (<em>A Morte do Demônio</em>, 1981) foi um capítulo de extrema importância na jornada do herói. Além de iniciar a fase cinematográfica do Aranha, o diretor deu vida a uma narrativa que padronizou o imaginário popular de quem seria essa figura tão famosa desde a década de 1960. A interpretação de Tobey Maguire (<em>Regras da Vida</em>, 1999) inaugurou uma das possibilidades do herói. Nos três filmes da parceria Raimi-Maguire, o espectador pôde ver um jovem maduro, com preocupações adultas e dilemas profundos – tanto que o fator da perda do tio Ben é um acontecimento de extrema importância para a construção do super-herói. Maguire, portanto, estreou essa personagem nos cinemas com uma vivência que trazia maturidade e dificuldades de uma vida mais adulta.</p>
<figure id="attachment_10888" aria-describedby="caption-attachment-10888" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10888" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/andrew-garfield-amazing-spiderman_upuw-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/andrew-garfield-amazing-spiderman_upuw.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/andrew-garfield-amazing-spiderman_upuw-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/andrew-garfield-amazing-spiderman_upuw-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10888" class="wp-caption-text">Já Andrew Garfield foi pouco popular</figcaption></figure>
<p>Em seu segundo arco, a <em>Sony Pictures</em> decidiu adaptar a hq mais antiga do herói. <em>O Espetacular Homem-Aranha</em> traz uma roupagem completamente diferente para o Peter. Dessa vez, o público se depara com um Parker fisicamente mais jovem, com atitudes e vivências mais infantis e até com uma personalidade um pouco oposta do Peter de Maguire. Andrew Garfield (<em>Até o Último Homem</em>, 2016) dá vida a esse novo tipo heroico do Parker que rendeu dois longas. Apesar das duas produções, <em>The Amazing Spider-Man</em> (título original) cometeu muitos deslizes durante esses dois momentos. Os longas não conseguiram executar a narrativa com a maestria de Raimi e os roteiros se mostraram frágeis em suas tentativas de inovação. Atrelado a isso, a interpretação de Garfield não foi exatamente bem vista pelo público. Existe um claro estranhamento ao assistir o Andrew como o Aranha e, quando comparado com Tobey, esse incômodo só aumenta.</p>
<p>Após ficar dois anos longe das telas, o herói da vizinhança retorna aos cinemas fazendo uma participação especial no último filme solo do Capitão América. Assim, em 2016, os fãs da <em>Marvel</em> puderam ter um primeiro olhar – mesmo que rápido – de como seria essa nova versão do Aranha. Desde esse primeiro momento, o <em>Spider-Man</em> de Tom Holland mostrou que seguiria um caminho mais próximo ao de Maguire. Um ano depois, com a estreia de seu longa, Holland trouxe ao público uma versão mais jovem do que foi a personagem de Maguire e Garfield.</p>
<figure id="attachment_10887" aria-describedby="caption-attachment-10887" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10887" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/spider-man-homecoming-tom-holland-unmasked-e1492618589588-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/spider-man-homecoming-tom-holland-unmasked-e1492618589588.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/spider-man-homecoming-tom-holland-unmasked-e1492618589588-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/spider-man-homecoming-tom-holland-unmasked-e1492618589588-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10887" class="wp-caption-text">Tom Holland tem se saído bem como o Spider-Man atual</figcaption></figure>
<p>O Homem-Aranha de Tom é um <em>nerd</em> desengonçado que enfrenta os dilemas normais de todo adolescente. Apesar de não conter a profundidade das motivações de Maguire, Holland, ainda assim, consegue se aproximar do estereótipo do herói aracnídeo. A despretensão de assumir essa vida de super-herói, as vivências ainda colegiais e o jeito atrapalhado são características próximas que podem ser traçadas entre o primeiro e o atual Aranha.</p>
<p>O destaque dessa nova jornada, contudo, está na participação do Homem-Aranha nos Vingadores. A adesão do garoto nova-iorquino aos maiores defensores do universo foi uma estratégia narrativa desde o início. A primeira aparição do Aranha mostra que os caminhos se alinhavam para que ele crescesse como herói e assumisse um papel fundamental na proteção do planeta com o passar dos anos. Todo esse processo se intensifica com a perda de seu mentor – temática a qual gerou o enredo do último lançamento da <em>Marvel Studios</em>.</p>
<p>Com <strong><em>Far From Home</em></strong> (título original), a jornada de Peter Parker chega a um momento crucial. O garoto precisa aceitar o seu papel de protetor de mais do que sua cidade e deve abraçar o legado que Tony Stark deixou para ele. Pela frente, suas preocupações juvenis e sua maturidade ainda em processo precisarão se moldar aos dilemas da vida real de um super-herói. Com isso, o perigo, sofrimento e a perda podem se tornar questões frequentes em sua vida. Acontecimentos que podem, ao decorrer dos próximos filmes, aproximar ainda mais os Aranhas de Maguire e Holland.</p>
<p>Para além desses arcos principais, a saga do <em>Spider-Man</em> foi capaz de ir além da figura central das hqs – ou pelo menos de sua personagem original. Em 2018, a <em>Sony</em> lançou dois <em>spin-offs</em> das histórias do Homem-Aranha. A primeira produção lançada foi o longa-metragem estrelado por Tom Hardy (<em>Mad Max: Estrada da Fúria</em>, 2015) intitulado <em>Venom</em>. O filme narra a história de um jornalista controverso que acaba se tornando hospedeiro do simbionte que dá nome ao filme. Apesar das suas falhas de roteiro, direção e tom, a película teve um sucesso de bilheteria, o que garantiu sua continuação – a qual está prevista para 2020 – e ainda outras produções voltadas para vilões do universo Aranha, como <em>Morbius</em> que estreia, também, em 2020.</p>
<figure id="attachment_10885" aria-describedby="caption-attachment-10885" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10885" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/poltrona-spider-verse-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/poltrona-spider-verse.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/poltrona-spider-verse-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/poltrona-spider-verse-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10885" class="wp-caption-text">Homem-Aranha no Aranhaverso foi um sucesso e ganhou o Oscar de Melhor Animação</figcaption></figure>
<p>Alguns meses após o lançamento de <em>Venom</em>, a <em>Sony</em> lança o maior sucesso do fim de ano, <em>Homem-Aranha no Aranhaverso</em>. A animação foi o ponto alto do estúdio e gerou um reboliço no universo cinematográfico. A crítica e o público abraçaram o longa de imediato e a animação levou para casa dezenas de prêmios, incluindo o Oscar de “Melhor Animação”.</p>
<p>O fenômeno causado pela figura do herói aracnídeo tem, portanto, uma história densa e cheia de nuances. Seja pelas representações em diferentes mídias, pelos arcos distintos do cinema ou pela expansão de seu universo. Seja como for, o Homem-Aranha se mantém como um ícone juvenil que está na memória das gerações passadas e presentes. Independentemente das falhas de <em>O Espetacular Homem-Aranha</em> ou da demora para <strong><em>Longe de Casa</em></strong> engatar de forma verdadeiramente interessante, o amor por essa figura fala mais alto e tem garantido sempre um retorno aos estúdios. Os fãs do Aranha agora podem apenas teorizar e aguardar ansiosos pelo desenvolver da história do querido herói tanto em meio aos Vingadores como através dos <em>spin-offs</em> que estão por vir.</p>
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