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	<title>Arquivos Josh Brolin - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Josh Brolin - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica A Hora do Mal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 12:53:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O segundo semestre costuma ser o momento do ano com maior concentração de filmes aguardados. Independente do tipo de projeto e de seu orçamento, esse período é mais visado tanto pelas janelas de exibição das produtoras e distribuidoras, como também pela crítica e público. Especificamente para o horror, agosto chegou com a promessa de ser o mês ideal para os fãs do gênero com inúmeras estreias, incluindo o tão aguardado A Hora do Mal. Dirigido por Zach Cregger, o longa-metragem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo semestre costuma ser o momento do ano com maior concentração de filmes aguardados. Independente do tipo de projeto e de seu orçamento, esse período é mais visado tanto pelas janelas de exibição das produtoras e distribuidoras, como também pela crítica e público. Especificamente para o horror, agosto chegou com a promessa de ser o mês ideal para os fãs do gênero com inúmeras estreias, incluindo o tão aguardado <strong><em>A Hora do Mal</em></strong>.</p>
<p>Dirigido por Zach Cregger, o longa-metragem chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (7) com a promessa de ser um dos melhores filmes de terror do ano. Mas será que <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> cumpre seu objetivo? A produção marca o segundo longa de Cregger e, depois de sua estreia impactante com <em>Noites Brutais (2022)</em>, tanto público quanto a crítica têm altas expectativas para o cineasta. <em>Spoiler</em>: para a alegria dos fãs do gênero, a promessa de Cregger é cumprida com um filme que choca, assusta e te deixa na beira da poltrona de uma forma pouco convencional.</p>
<p>A trama de <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> se desenrola depois do desaparecimento de quase uma classe inteira de crianças. Durante uma madrugada, às 2h17, as crianças apenas se levantaram e saíram correndo, sozinhas, em direção à escuridão e não voltaram mais. Os pais, desesperados por respostas, se questionam porque apenas os alunos da professora Gandy sumiram. O que ela tem a ver com o mistério e onde foram parar as crianças?</p>
<p>O novo projeto do cineasta estadunidense instiga o espectador desde seu primeiro momento por ser formado por um mistério. Além de ser uma trama que naturalmente já chama a atenção do público, o roteiro de Cregger faz questão de investir num desenrolar narrativo que se preocupa em amarrar as pontas soltas dos acontecimentos aos poucos. <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> não é o típico terror costurado por <em>jumpscares</em> &#8211; ainda que tenha os seus. Na verdade, o longa decide seguir uma linha investigativa que intriga ainda mais quem assiste ao filme.</p>
<p>Essa decisão de Cregger em conduzir o filme como um thriller investigativo bem &#8216;<em>slow burn</em>&#8216; &#8211; ou seja, aquelas tramas que tomam seu tempo para desenvolver os acontecimentos narrativos &#8211; é seu maior acerto. Atrelado à isso, ele divide <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> a partir dos arcos centrais dos principais personagens do filme, se aprofundando em cada um deles antes de verdadeiramente trazer ao espectador às respostas que ele procura desde o início da sessão. Essa escolha pouco convencional ajuda a manter o público cada vez mais intenso e investido em sua história.</p>
<figure id="attachment_19922" aria-describedby="caption-attachment-19922" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19922" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-750x500.jpg" alt="A Hora do Mal (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19922" class="wp-caption-text">Julia Garner em cena de &#8216;A Hora do Mal (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p><strong><em>A Hora do Mal</em></strong> flerta com montagens paralelas, referências de clássicos do gênero e uma ambiência tensa do início ao fim. Se em <em>Noites Brutais</em> Cregger já havia provado que sabia construir cenas tensas e assustadoras, em seu novo projeto, o diretor prova que sabe brincar ainda mais com as possibilidades do horror. Ele não tem medo de tomar o tempo que for preciso para tensionar as relações entre os personagens, o clima de pavor e, principalmente, as dúvidas do público.</p>
<p>Existe uma sensação de prazer quase sádica do cineasta em horrorizar o espectador com essa espera pelas respostas. O mais interessante, no entanto, é que, quando elas chegam, ele não abandona a trama e foca apenas em sequências corridas e/ou de embate entre mocinhos e vilões/monstros. Zach Cregger mantém o público na beira da poltrona, embasbacado com as imagens de horror e insanidade vistas em tela no terço final de <strong><em>A Hora do Mal</em></strong>.</p>
<p>O filme como um todo merece elogios e méritos. A visualidade como um todo do projeto (arte, fotografia) merecem os parabéns por entregarem as imagens aterradoras necessárias. Da mesma forma, o som sabe se colocar muito bem, fugindo da obviedade costumeira desse tipo de projeto. O elenco também precisa ser parabenizado por conseguirem incorporar os terrores do roteiro e darem vida e, principalmente, corpo para ele. Mas o maior mérito de <strong><em>A Hora do Mal </em></strong>é seu roteiro.</p>
<p>Cregger faz um trabalho primoroso ao conseguir orquestrar perfeitamente um projeto que poderia ser desinteressante ou confuso em outras mãos. Este é o tipo de filme que facilmente poderia cair no lugar de &#8216;tinha potencial, mas não chegou lá&#8217;, mas ele chega &#8211; e com louvor! <strong><em>A Hora do Mal </em></strong>é uma aula de construção de clima, ambiente e atmosfera para o gênero. Ao mesmo tempo, também é uma aula de construção de personagem e desenvolvimento de trama. No fim, todo o burburinho e espera valem à pena, assim como a ida ao cinema para ver o filme na maior tela possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zach Cregger</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Julia Garner, Josh Brolin, Cary Christopher, Alden Ehrenreich, Austin Abrams, Benedict Wong e Amy Madigan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/pluV0xgnAAc?si=B2_THABPfLAZa5nJ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Duna &#8211; Parte 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Feb 2024 12:56:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Existe uma responsabilidade &#8211; ou ao menos deveria existir &#8211; quando o assunto é um trabalho de adaptação. Ao falar de obras literárias de ficção (fantástica ou científica), onde a construção de universo é uma árdua missão, a realização desse processo adaptativo se torna ainda mais difícil. Denis Villeneuve já havia provado em Blade Runner 2049 (2017) que ele sabia como dar continuidade num universo sci-fi. A renovação trazida por ele é repleta de qualidades e por isso seu trabalho [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">Existe uma responsabilidade &#8211; ou ao menos deveria existir &#8211; quando o assunto é um trabalho de adaptação. Ao falar de obras literárias de ficção (fantástica ou científica), onde a construção de universo é uma árdua missão, a realização desse processo adaptativo se torna ainda mais difícil. Denis Villeneuve já havia provado em </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><i><span style="font-weight: 400">Blade Runner 2049 (2017)</span></i></a><span style="font-weight: 400"> que ele sabia como dar continuidade num universo </span><i><span style="font-weight: 400">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400">. A renovação trazida por ele é repleta de qualidades e por isso seu trabalho em </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><i><span style="font-weight: 400">Duna (2021)</span></i></a><span style="font-weight: 400"> foi admirável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A ideia de continuar uma história do escopo da adaptação de <strong><em>Duna</em></strong>, ainda sobre o primeiro livro, impressionou o público, mas Villeneuve não decepciona. O trabalho do diretor e roteirista canadense em </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> é ainda mais louvável. A sequência </span><i><span style="font-weight: 400">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400"> chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29) com a promessa de ser o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400">blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400"> do ano. O novo longa-metragem consegue superar as expectativas (e seu antecessor) e leva o espectador numa odisseia espacial ainda mais estonteante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Como já foi visto inúmeras vezes ao decorrer da história do cinema, alcançar expectativas de filmes que se tornam uma espécie de ‘clássico instantâneo’ para o seu respectivo gênero é um desafio gigante. </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400">, contudo, vem na contramão disso. O segundo capítulo da saga </span><i><span style="font-weight: 400">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400"> interestelar é maior em escopo, qualidade e sensações. Tanto no que Villeneuve e seu colega de roteiro, Jon Spaihts (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho/"><i><span style="font-weight: 400">Doutor Estranho</span></i></a><span style="font-weight: 400"> e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-passageiros/"><i><span style="font-weight: 400">Passageiros</span></i></a><span style="font-weight: 400">, ambos de 2016), fazem ao criar saídas e novas rotas para a adaptação, como no empenho do diretor ao orquestrar essa odisseia espacial, existe uma condução de narrativa invejável no novo longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Talvez o maior mérito de Denis Villeneuve seja este. Construir imagética e esteticamente um universo diferente de tudo já visto &#8211; e o fazer com qualidade técnica e artística &#8211; ao mesmo tempo que ele entrega um produto acessível e possível de alcançar uma bilheteria astronômica. O cineasta canadense justamente é capaz de unir o que alguns chamam de ‘cinema de arte’ com o popular </span><i><span style="font-weight: 400">blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400">. E isso é fascinante sobre </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400">. O longa será capaz de abarcar um número imenso de espectadores com suas possibilidades narrativas, artísticas e técnicas.</span></p>
<figure id="attachment_17766" aria-describedby="caption-attachment-17766" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-17766" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-750x500.jpg" alt="Duna: Parte 2 (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6.jpg 1053w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17766" class="wp-caption-text">Timothée Chalamet e Austin Butler em cena de &#8216;Duna: Parte 2&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400">Ainda sobre essa colisão de mundos gerada pela produção, </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> também se torna um evento por envolver um tipo de projeto que há muito não se via &#8211; ao menos não com a dimensão da saga de Villeneuve. Talvez, na ficção, a última vez que o público vislumbrou algo dessa magnitude tenha sido com a saga </span><i><span style="font-weight: 400">Harry Potter (2001-2012)</span></i><span style="font-weight: 400"> ou </span><i><span style="font-weight: 400">Star Wars (1977-2019)</span></i><span style="font-weight: 400">. Em ambos os projetos, no entanto, nunca houve um processo autoral tão claro como em </span><b><i>Duna</i></b><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Continuando o olhar sob os aspectos técnicos de </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> que se destacam, é possível imaginar um futuro repleto de indicações em diversas categorias. O departamento de arte, fotografia, som e efeitos especiais são os principais motivadores desse resultado de tirar o fôlego. Hans Zimmer (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><i><span style="font-weight: 400">007 &#8211; Sem Tempo para Morrer</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2021) media o filme com sua trilha sonora epopeica. Para elevar o trabalho do compositor alemão, o restante do departamento de som constrói camadas sensoriais dessa jornada prometida de Paul Atreides. É inevitável não se arrepiar ao ver o personagem de Timothée Chalamet sendo aclamado pelos seus seguidores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Da mesma forma que o som, a composição visual encabeçada pela tríade fotografia, efeitos visuais e arte cria imagens surpreendentes. Seja no quesito construção de universo ou no fator de vislumbre, as três equipes formam imagens inesquecíveis sobre esse universo espacial ficcional idealizado por Frank Herbert. </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> é um presente aos olhos. Quanto maior a tela e melhor o som, a experiência se intensifica. Para a surpresa do público, a sequência <em>sci-fi</em> consegue entregar um trabalho técnico ainda mais impressionante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não menos importante do que o texto, a técnica ou a direção, o elenco que compõe </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> completa essa ópera espacial perfeitamente conduzida. Os conhecidos nomes do primeiro filme, como Chalamet (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-wonka/"><i><span style="font-weight: 400">Wonka</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2023), Zendaya (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><i><span style="font-weight: 400">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2021), Rebecca Ferguson (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1/"><i><span style="font-weight: 400">Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2023) e Javier Bardem (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-pequena-sereia/"><i><span style="font-weight: 400">A Pequena Sereia</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2023), e as novas adições, como Austin Butler (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><i><span style="font-weight: 400">Elvis</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2022), Florence Pugh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-se-preocupe-querida/"><em>Não Se Preocupe, Querida</em></a>, de 2022) e Christopher Walken, formam um elenco estelar. Essa reunião de talentos, assim como feita no longa anterior, eleva o projeto a um outro patamar com performances meticulosas e poderosas, como Butler interpretando Feyd-Rautha, o violento e cruel sobrinho do Barão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Essa união de fatores faz de </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> um filme fora da curva. Há muito que não se via uma construção de universo tão detalhada e rica como nesse projeto. Para além de conseguir transpor o mundo interestelar criado por Herbert, um dos maiores méritos de </span><b><i>Duna</i></b><span style="font-weight: 400"> é continuar se levando a sério e, por conta disso, manter a missão de sempre evoluir. A sequência é a prova desse compromisso orquestrado por Denis Villeneuve. O cineasta parece ter tido como meta criar uma odisseia espacial ainda maior, mais bela e impactante. E, com a </span><b><i>Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400">, ele foi capaz de realizar isso da forma mais impressionante possível.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Denis Villeneuve</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Timothée Chalamet, Zendaya, Rebecca Ferguson, Josh Brolin, Austin Butler, Florence Pugh, Dave Bautista, Christopher Walken, Léa Seydoux, Stellan Skarsgård, Charlotte Rampling e Javier Bardem</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/QqmbrvluQRA?si=OfC4g2nhRANkAzG9" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. Vingadores: Ultimato chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de Guerra Infinita (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Deadpool 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 May 2018 19:49:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A carreira de Ryan Reynolds foi tirada de um limbo de papeis ruins e projetos mornos com o irreverente Deadpool, título da Fox que adapta para as telonas o personagem homônimo da editora Marvel. Com participação ativa na concepção criativa do longa de 2016, Reynolds encabeçou um filme de super-herói marcado pelo humor sem filtros que tirava sarro das produções do gênero estreladas pelo ator, como os mal-sucedidos X-Men Origens: Wolverine e Lanterna Verde, além de recursos narrativos padronizados nesse nicho cinematográfico. A continuação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A carreira de Ryan Reynolds foi tirada de um limbo de papeis ruins e projetos mornos com o irreverente <i>Deadpool</i>, título da Fox que adapta para as telonas o personagem homônimo da editora Marvel. Com participação ativa na concepção criativa do longa de 2016, Reynolds encabeçou um filme de super-herói marcado pelo humor sem filtros que tirava sarro das produções do gênero estreladas pelo ator, como os mal-sucedidos <i>X-Men Origens: Wolverine </i>e <i>Lanterna Verde</i>, além de recursos narrativos padronizados nesse nicho cinematográfico. A continuação inevitável <i>Deadpool 2 </i>chega aos cinemas de todo o mundo com o objetivo de cumprir as mesmas promessas do filme de 2016.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No longa, Deadpool assume a missão de deter Cable (Josh Brolin, visto recentemente como Thanos em <i>Vingadores: Guerra Infinita</i>), um soldado viajante do tempo. Cable chega para conter aquilo que acredita ser uma ameaça ao futuro da humanidade e que lhe causou um trauma pessoal muito grande. Deadpool reúne um grupo de pessoas com super-poderes (bem, nem todas) para ajudá-lo na missão de paralisar as ações do viajante do tempo, batizando o esquadrão de X-Force.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8920" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/05/deadpool2-af0212_pubstill_01_r_rgb.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>Deadpool 2 </i>o fã da franquia não terá muito do que se queixar. O grande mérito desta continuação é compreender que ela não precisa &#8220;anabolizar&#8221; característica do seu filme anterior para garantir que sua sequência mantenha as qualidades ou supere o antecessor. <i>Deadpool 2 </i>evita a gana desenfreada da indústria de &#8220;aloprar&#8221; na continuação, algo que, particularmente, fez mal a Marvel Studios em títulos como <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i>e <i>Thor Ragnarok.</i> Na Fox, <i>Deadpool 2 </i>se contenta com a fidelidade da proposta original no filme de 2016 e segue sem afetações ou exageros a cartilha daquilo que agradou o público no primeiro.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">A sequência tem um roteiro mais polido que o anterior, oferecendo uma sequência de acontecimentos que justificam mais a presença e interferência dos seus protagonistas nos eventos, de Deadpool à excelente adesão de Cable, mais uma ótima presença de Brolin em filmes de super-herói no ano de 2018. No entanto, a anarquia adolescente e a autorreferência que marcaram o primeiro filme continuam ditando as regras e garantindo a simpatia e possível adesão do público aos apelos de <i>Deadpool 2</i>. É verdade que, assim como no primeiro longa, esses traços de <i>Deadpool </i>acabam requerendo do espectador uma adesão também pelo gosto. Particularmente, nem toda inserção cômica do filme me parece bem-vinda.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Ao tornar seu roteiro refém de uma cartela de referências da cultura pop, retornar às piadas envolvendo os filmes de super-heróis protagonizados por Reynolds que fracassaram e as <i>gags </i>relacionadas a sexo ou escatologia, <i>Deadpool 2 </i>acaba sendo um gosto adquirido. Principalmente porque tudo isso muitas vezes serve de pretexto para atenuar possíveis críticas a superficialidade da história e sobretudo de seus personagens. Preferências com o humor do filme à parte, a coerência do longa com o projeto cinematográfico pretendido pela franquia desde o início &#8211; com uma produção que, inclusive, não ostenta um orçamento mais robusto na sequência &#8211; é uma qualidade a ser reconhecida aqui, ainda que não seja motivo de riso frouxo para muitos espectadores como muito se anuncia desde o primeiro título.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fZWN2UBMK3Q" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Ave, César!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Apr 2016 20:27:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema dos irmãos Joel e Ethan Coen é daquele tipo que possui características tão constantes que até mesmo o público eventual consegue reconhecer as marcas dos títulos do diretor se ao menos teve contato com um de seus filmes. Do irônico, discreto e corrosivo humor com que os cineastas constroem os seus personagens e as situações nas quais eles são inseridos, até às suas incisivas críticas a valores e ciclos da sociedade norte-americana, filmes como Fargo, O Grande Lebowski, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema dos irmãos Joel e Ethan Coen é daquele tipo que possui características tão constantes que até mesmo o público eventual consegue reconhecer as marcas dos títulos do diretor se ao menos teve contato com um de seus filmes. Do irônico, discreto e corrosivo humor com que os cineastas constroem os seus personagens e as situações nas quais eles são inseridos, até às suas incisivas críticas a valores e ciclos da sociedade norte-americana, filmes como <i>Fargo</i>, <i>O Grande Lebowski</i>, <i>Inside Llewyn Davis &#8211; Balada de um Homem Comum</i> e até empreitadas mais &#8220;sérias&#8221; dos realizadores como o vencedor do Oscar <i>Onde os fracos não têm vez </i>são títulos unificados e singularizados na recente filmografia norte-americana por apresentarem propostas estilísticas e narrativas bem peculiares dos diretores. <i>Ave, César!</i>, mais recente longa da dupla, claro, segue o mesmo caminho. Portanto, não decepciona em nada os fãs dos cineastas.</p>
<p>No filme, os Coen nos insere nos bastidores do cotidiano dos estúdios de cinema Capitol Pictures na Hollywood dos anos de 1950. Em meio às filmagens de produções grandiosas da época de ouro do cinema norte-americano e o temperamento instável de estrelas e diretores de cinema, acompanhamos a rotina de Edward Mannix (vivido por Josh Brolin), &#8220;cabeça&#8221; do estúdio que, entre suas várias funções, afasta as principais atrações da casa de escândalos midiáticos que possam arruinar suas carreiras e manchar a imagem da Capitol Pictures. Acontece que Mannix não terá um dia de trabalho nada fácil quando descobre que o famoso astro da produção épica &#8220;Ave, César!&#8221;, cujas filmagens estão em andamento, desapareceu misteriosamente após uma ação bem sucedida de uma organização secreta chamada &#8220;Futuro&#8221;.</p>
<p>Funcionando muito bem em duas frentes específicas, a comédia e o suspense policial (ambos adaptados às perspectivas que os cineastas possuem dos dois gêneros, claro), <i>Ave, César! </i>é uma verdadeira ode ao cinema do período que pretende retratar. Além dos gêneros com os quais sua trama central dialoga, <i>Ave, César! </i>oferece ao espectador uma compilação de homenagens interessantes a produções populares do período, como os <i>westerns</i>, os musicais com sapateado, os épicos históricos/religiosos, os melodramas, os filmes com acrobacias e coreografias aquáticas etc. Tudo está em <i>Ave, César! </i>na medida em que acompanhamos a rotina da Capitol Pictures em sequências produzidas com disciplina pelos Coen (cujo estudo de elementos como a fotografia, o tipo de performance dos atores etc. é visível na execução dessas cenas), que contam com o suporte do competente diretor de fotografia Roger Deakins, da equipe de direção de arte e dos figurinos de Mary Zophres.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5899" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/HAIL-CAESAR-12Outubro2015-3.jpg" alt="HAIL-CAESAR-12Outubro2015-3" width="610" height="348" /></p>
<p>Acontece que tudo isso é adorno &#8211; um belíssimo e interessante adorno, é preciso reconhecer &#8211; diante do que parece ser a força motriz de <i>Ave, César!</i>. Através da sua trama policial, os Coen, com a inteligência e perspicácia que lhes são peculiares, nos insere em uma rede de conspirações a respeito dos &#8220;braços&#8221; comunistas que se &#8220;infiltraram&#8221; nos estúdios naquela época, os roteiristas. Nesse mesmo ano, o tema foi tratado no filme que rendeu uma indicação ao Oscar para Bryan Cranston, <i>Trumbo</i>, de uma maneira bem burocrática, é verdade, mas em <i>Ave, César! </i>ganha um tratamento mais interessante e inusitado. A fusão entre a homenagem à era de ouro de Hollywood e o deboche dos realizadores com a paranoia comunista que tomou conta dos EUA naquele período faz de <i>Ave, César! </i>um interessante mosaico sobre a produção cinematográfica do período, mas também da sociedade norte-americana da época e o do <i>modus operandi </i>dos estúdios de cinema.</p>
<p>Com um elenco muito bem em cena, composto por antigos colaboradores dos diretores, como George Clooney (funcionando sempre na medida para os tipos que os realizadores costumam escalá-lo), Josh Brolin, Scarlett Johansson (cada vez mais saindo da moldura na qual foi colocada nos primeiros anos da sua carreira), Frances McDormand e Tilda Swinton, como também novas adições em seus currículos, é o caso de Ralph Fiennes, Christopher Lambert (!!!!), Jonah Hill e Channing Tatum (excelente em sua breve mas importante participação), o destaque ficou para o novato do grupo, o jovem ator de nome praticamente impronunciável, Alden Ehrenreich, conhecido por sua participação em <i>Tetro</i>, filme de Francis Ford Coppola de 2009. Ehrenreich interpreta uma jovem estrela de <i>westerns</i>, marcada por sua inocência e pela sua dificuldade de interpretar, mas que passa a ser a &#8220;galinha dos ovos de ouro&#8221; da Capitol Pictures dirigida pelo personagem de Josh Brolin. Alden Ehrenreich faz um tipo interessante que não só funciona bem no universo dos Coen, atuando na mesma voltagem dos restante dos personagens do filme, como também consegue conferir uma dimensão humana ao criar uma forte empatia com o público desde a sua primeira sequência.</p>
<p>Entre a reverência à antiga Hollywood e a crítica à paranoia comunista, <i>Ave, César! </i>consegue ser mais um acerto de Joel e Ethan Coen. Nada fora da curva, mas nem precisava ser. O filme é coerente com tudo o que os realizadores têm feito até aqui com seus comentários irônicos sobre a sociedade americana e com suas apropriações bem particulares da gramática cinematográfica. É preciso ter muito fôlego, coragem e repertório para chegar tão longe e com tanta maturidade na constância produtiva que os Coen vêm apresentando desde que surgiram no cinema e <i>Ave, César! </i>é outro momento muito bom dos realizadores.</p>
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		<title>Crítica: Sicario &#8211; Terra de Ninguém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2015 22:27:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Benício Del Toro]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Denis Villeneuve]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Blunt]]></category>
		<category><![CDATA[Josh Brolin]]></category>
		<category><![CDATA[Sicario - Terra de Ninguém]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Desde que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por Incêndios, o canadense Denis Villeneuve tem colhido frutos interessantes aqui e ali, estabelecendo-se como um realizador de filmografia diversificada e de volumosa repercussão. Do enervante Os Suspeitos, provavelmente um dos melhores longas do gênero suspense nesta década, ao divisivo O Homem Duplicado, adaptação do livro homônimo de José Saramago, Villeneuve tem conseguido se firmar e ser disputado por estúdios, atores e roteiristas de Hollywood. Sicario &#8211; Terra de Ninguém [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3762" aria-describedby="caption-attachment-3762" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/sicario-mv-3.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3762 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/sicario-mv-3-620x330.jpg" alt="sicario-mv-3" width="620" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-3762" class="wp-caption-text">No comando: Emily Blunt toma a frente de um filme monopolizado por homens e dá conta do recado</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por <i>Incêndios</i>, o canadense Denis Villeneuve tem colhido frutos interessantes aqui e ali, estabelecendo-se como um realizador de filmografia diversificada e de volumosa repercussão. Do enervante <i>Os Suspeitos</i>, provavelmente um dos melhores longas do gênero suspense nesta década, ao divisivo <i>O Homem Duplicado</i>, adaptação do livro homônimo de José Saramago, Villeneuve tem conseguido se firmar e ser disputado por estúdios, atores e roteiristas de Hollywood. <i>Sicario &#8211; Terra de Ninguém </i>é mais um exemplar dessa lista, tendo colhido muitos elogios na última edição do Festival de Cannes e, após a sua recente estreia no circuito comercial norte-americano, começa a ser apontado como um dos títulos com potencial de angariar indicações ao Oscar em 2016. O mais recente longa do realizador canadense tem os seus bons momentos, sim, mas também revela-se como um dos mais mornos exemplares da carreira do diretor.</p>
</div>
<div>
<p>Em <i>Sicario</i>, uma policial do FBI (Emily Blunt) é escolhida e aceita participar da caçada ao líder de um cartel de drogas do México. A protagonista acaba enredada em uma trama de corrupção e violência que coloca sua rigidez ética à prova, sobretudo quando ela passa a trabalhar com um homem misterioso que parece conhecer como ninguém o funcionamento da guerra do tráfico na América Central.</p>
</div>
<figure id="attachment_3763" aria-describedby="caption-attachment-3763" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Sicario-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3763 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Sicario-2.jpg" alt="Sicario-2" width="600" height="337" /></a><figcaption id="caption-attachment-3763" class="wp-caption-text">Carências: Falta melhor tratamento dos personagens pelo roteiro</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotografado impecavelmente por Roger Deakins &#8211; sim, porque, nesse caso, comentar sobre o trabalho de Deakins nunca é uma menção residual a fotografia -, <i>Sicario </i>é um filme tenso do início ao fim e Villeneuve consegue construir toda essa atmosfera de incertezas ao lado do veterano diretor desse departamento. É uma pena que, no caso de <i>Sicario</i>, o espectador fique mais impactado por esse programa de efeitos proporcionado pelo realizador do que pela trama em si, que, por sinal, parece uma versão de <i>A Hora mais Escura </i>porém ambientado na guerra contra o tráfico no México &#8211; até as imagens infra-vermelho da Kathryn Bigelow o Denis Villeneuve usa em determinado momento.</p>
</div>
<div>
<p>Emily Blunt está excelente no longa e é um dos melhores elementos da história. Na pele da agente Kate Macer, Blunt consegue percorrer todos os dilemas éticos e morais pelos quais a policial passa em sua missão no México. O mesmo pode ser dito de Benício Del Toro que tem na impassibilidade do seu olhar um instrumento capaz de dimensionar a dor, a raiva e a obstinação do seu personagem diante do seu grande objetivo. Por fim, Josh Brolin chama pontualmente para si diversos momentos do longa com um personagem repleto de senso de humor, mas de caráter questionável. É verdade que o filme falta com o público e com o próprio elenco por não se aprofundar nos fantasmas dos seus personagens, mas os atores conseguem &#8220;dar conta do recado&#8221; em todos os momentos em que são solicitados.</p>
</div>
<figure id="attachment_3764" aria-describedby="caption-attachment-3764" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Sicario_2_83907.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3764 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Sicario_2_83907.jpg" alt="Sicario_2_83907" width="600" height="300" /></a><figcaption id="caption-attachment-3764" class="wp-caption-text">Incertezas: Benicio Del Toro encara dúbio personagem</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de encher os olhos do público com excelentes tomadas e uma precisão técnica usual na carreira do diretor, ao final de <i>Sicario </i>as conclusões de Villeneuve sobre sua história são absurdamente &#8220;lugar comum&#8221;, todas simplificadas ao subtítulo brasileiros do longa: estamos diante de uma terra de ninguém. Seria preciso bem mais do que isso para fazer do filme uma obra que refletisse de fato sobre os problemas que pretende abordar e sobre a natureza dos seus próprios personagens cuja complexidade é alcançada em parte graças ao excelente trabalho do seu trio principal, jamais por esforços de Villeneuve e muito menos do seu roteirista Taylor Sheridan.</p>
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		<title>Assista ao trailer de Hail, Caesar!, novo filme dos Coen com grande elenco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2015 17:31:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Previsto para estrear no primeiro semestre de 2016, a nova comédia dos irmãos Coen Hail, Caesar! acaba de ganhar o seu primeiro trailer. No longa, Clooney vive um homem especializado em proteger celebridades de escândalos da imprensa na Hollywood da década de 1950. Ele é contratado pelos grandes estúdios, interessados em não sujar a carreira dos seus filmes com notícias negativas sobre as suas principais estrelas. Entre velhos conhecidos e novas parcerias dos realizadores, o trailer de Hail, Caesar! dá o devido destaque ao [&#8230;]</p>
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<p>Previsto para estrear no primeiro semestre de 2016, a nova comédia dos irmãos Coen <strong><em>Hail, Caesar!</em> </strong>acaba de ganhar o seu primeiro trailer. No longa, Clooney vive um homem especializado em proteger celebridades de escândalos da imprensa na Hollywood da década de 1950. Ele é contratado pelos grandes estúdios, interessados em não sujar a carreira dos seus filmes com notícias negativas sobre as suas principais estrelas.</p>
<p>Entre velhos conhecidos e novas parcerias dos realizadores, o trailer de <em>Hail, Caesar!</em> dá o devido destaque ao seu elenco de atores do primeiro escalão do cinema: George Clooney, Scarlett Johansson, Tilda Swinton, Josh Brolin, Channing Tatum, Ralph Fiennes, Frances McDormand e Jonah Hill.</p>
<p>O filme tem previsão de chegar aos cinemas brasileiros em fevereiro de 2016.</p>
<p>Veja o trailer abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/kMqeoW3XRa0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Evereste</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2015 22:59:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Baltasar Kormákur]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3559" aria-describedby="caption-attachment-3559" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/85342243_everest.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3559 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/85342243_everest-620x331.jpg" alt="_85342243_everest" width="620" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-3559" class="wp-caption-text">Viagem arriscada: Grupo de alpinistas liderado por Jason Clarke enfrenta uma nevasca rumo ao Evereste</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p><i>Evereste </i>é um filme relativamente esquisito. Tal afirmação, parte de uma impressão pessoal mas que encontra eco e razão de ser na própria estrutura do longa. <i>Evereste </i>é estranho porque ao narrar a história de um grupo que faz uma expedição para escalar o monte Evereste e centrar suas atenções na gana que essas pessoas nutrem por esta meta completamente insana, jamais oferece ao público uma resposta concreta sobre a paixão dos seus personagens principais por uma jornada tão perigosa. Isso é ainda mais complicado se o filme encontrar uma plateia completamente indiferente a tal jornada, ela continuará gélida àqueles personagens já que, em momento algum consegue compreendê-los.</p>
</div>
<div>
<p>O longa de Baltasar Kormákur (de longas esquecíveis como <i>Dose Dupla </i>e <i>Contrabando</i>) se passa em 1996 e acompanha dois grupos de alpinistas liderados por guias com estilos completamente diferentes, um interpretado por Jason Clarke e outro por Jake Gyllenhaal. Eles enfrentam uma nevasca que coloca a vida de todos em risco para chegar ao cume do monte Evereste. Assim, alcançar a meta da aventura mostra-se infinitamente mais fácil do que o retorno para casa.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_3551" aria-describedby="caption-attachment-3551" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Everest-Jake-Gyllenhaal.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3551 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Everest-Jake-Gyllenhaal-620x349.jpg" alt="Everest+Jake+Gyllenhaal" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3551" class="wp-caption-text">Grande elenco, poucas possibilidades: O filme traz muitos atores conhecidos, como Jake Gyllenhaal e Keira Knightley, que são subaproveitados</figcaption></figure>
<div>
<p>O filme de Kormákur é muito eficiente naquilo que tem mais que a obrigação de ser competente: a produção de grandes sequências de tensão no Evereste utilizando efeitos visuais e sonoros de ponta. Nada menos do que o esperado para um filme do seu porte. Em outro departamento, no entanto, <i>Evereste </i>acaba revelando-se um filme arrastado, com um material humano pouco interessante e que se sustenta em dramas familiares pouco esmiuçados pelo roteiro, mas que surgem na tela como algo muito precioso ao andamento da trama. Há um emaranhado de dilemas familiares que são mal explicados pelo filme (o núcleo do ator Josh Brolin, por exemplo, que tem uma relação complicada com sua esposa vivida por Robin Wright), mas que, por alguma estranha razão, estão lá e entram em ebulição com viagem ao Evereste.</p>
</div>
<div>
<p>Escrito pelo vencedor do Oscar Simon Beaufoy (<i>Quem quer ser um milionário?</i>) e pelo indicado ao mesmo prêmio William Nicholson (<i>Gladiador</i>), o roteiro desse filme é tão problemático que, como já antecipamos, jamais deixa claro uma informação fundamental para que o espectador se envolva com a trajetória dos seus personagens: a motivação do grupo para empreender uma jornada tão arriscada. Tudo é simplificado com explicações subentendidas do tipo &#8220;tesão pela aventura&#8221;. Desculpem, mas é muito pouco para entender decisões fundamentais que alguns personagens tomam ao longo do filme. Como resultado, <i>Evereste </i>acaba contando com as relações amorosas para causar o mínimo de empatia no espectador,  o que também não funciona já que, com pouquíssimo tempo em cena, alguns personagens sequer conseguem mostrar a que veio, é o caso das esposas vividas por Robin Wright e Keira Knightley, que cumprem a cota &#8220;Penélope&#8221; de <i>A</i> <i>Odisseia</i> ao viverem mulheres que ficam em casa esperando o retorno dos seus amados. E não é só Wright e Knightley que saem perdendo tamanha a falta de tratamento do roteiro com a história, todos os atores são vítimas dessa característica de <i>Evereste</i>, a falta de densidade do seu script, incluindo aqueles que seriam os seus protagonistas, Jason Clarke, Jake Gyllenhaal e Josh Brolin.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_3561" aria-describedby="caption-attachment-3561" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x7201.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3561 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x7201-620x349.jpg" alt="everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x720" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3561" class="wp-caption-text">Resultado insatisfatório: Filme é tecnicamente eficiente, mas falha como narrativa</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seguindo a tradição de filmes com um elenco estelar subaproveitado, <i>Evereste </i>não consegue sustentar toda a sua qualidade técnica com personagens e trama que jamais envolvem emocionalmente o público. Assim, todo o seu drama humano, que é sugerido como o foco do filme de Kormákur, é absolutamente oco, estéril e genérico. Entre outras questões mal resolvidas do roteiro, não dá para simplificar a motivação dos personagens para enfrentar o que enfrentam rumo ao Evereste como um insano tesão pelo perigo, tampouco sustentar duas horas de filme com conflitos amorosos tão rasos.</p>
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		<title>Crítica: Vício Inerente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2015 21:55:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Benicio DelToro]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Provavelmente uma das tarefas mais ingratas que já tive foi escrever sobre um filme do Paul Thomas Anderson que não gostei, no caso, seu mais recente longa Vício Inerente. Anderson é um dos meus cineastas favoritos, portanto me deparar com uma obra do diretor que não mexa comigo é particularmente difícil. Vício Inerente quebra este pacto que estabeleci com filmes como Boogie Nights, Magnólia, Sangue Negro, O Mestre e até mesmo o seu subvalorizado Embriagado de Amor, obras marcadas pela inventividade e energia narrativa do seu realizador. Vício Inerente traz [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2771" aria-describedby="caption-attachment-2771" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/inherent-vice.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2771 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/inherent-vice-620x348.jpg" alt="inherent-vice" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2771" class="wp-caption-text">Trip: Joaquin Phoenix e a novata Katherine Waterson em cena de &#8220;Vício Inerente&#8221;</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div style="color: #000000;">
<p>Provavelmente uma das tarefas mais ingratas que já tive foi escrever sobre um filme do Paul Thomas Anderson que não gostei, no caso, seu mais recente longa <i>Vício Inerente</i>. Anderson é um dos meus cineastas favoritos, portanto me deparar com uma obra do diretor que não mexa comigo é particularmente difícil. <i>Vício Inerente </i>quebra este pacto que estabeleci com filmes como <i>Boogie Nights</i>, <i>Magnólia</i>, <i>Sangue Negro</i>, <i>O Mestre </i>e até mesmo o seu subvalorizado <i>Embriagado de Amor</i>, obras marcadas pela inventividade e energia narrativa do seu realizador. <i>Vício Inerente </i>traz o mesmo Paul Thomas Anderson desses projetos, um diretor preocupado em testar a linguagem cinematográfica através de ângulos narrativos improváveis, porém, pela primeira vez, o realizador concebe tão e somente um exercício de estilo, o que é uma pena.</p>
</div>
<div style="color: #000000;">
<p>Baseado no cultuado romance policial de Thomas Pynchon, <i>Vício Inerente </i>é ambientado na Califórnia da década de 1970 e tem início quando Shasta Fey vai ao encontro do seu ex-namorado, o detetive Larry &#8220;Doc&#8221; Sportello, para lhe pedir um favor. Ela quer que &#8220;Doc&#8221; a ajude a sair de uma trama que envolve o seu amante, um magnata do ramo imobiliário, sua esposa e o homem com quem ela o trai. A dupla pede a ajuda de Shasta para que eles consigam dar um sumiço no empresário e ficar com todo o patrimônio dele. O caso leva &#8220;Doc&#8221; a um enredo muito mais complicado que envolve um esquema de venda de drogas, o FBI e um saxofonista impedido de ver a sua família.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<figure id="attachment_2772" aria-describedby="caption-attachment-2772" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/inherent_vice-1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2772 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/inherent_vice-1-620x345.jpg" alt="INHERENT VICE" width="620" height="345" /></a><figcaption id="caption-attachment-2772" class="wp-caption-text">&#8220;Cameos&#8221; : Reese Whiterspoon integra um elenco de peso que faz participações no longa</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div style="color: #000000;">
<p>Para contar esta trama policial que insere o <i>noir </i>no universo <i>hippie </i>e de conspirações políticas dos EUA dos anos 1970, Paul Thomas Anderson tenta se aproximar do espírito do livro de Thomas Pynchon realizando um trabalho cujo êxito merece inquestionavelmente o reconhecimento. Todo o longa é marcado por uma ausência de linearidade narrativa e até mesmo pela falta de logicidade, características que são antíteses por excelência do gênero no qual o filme se enquadraria, o suspense ou o filme policial. O objetivo de Pynchon &#8211; e, de quebra, Anderson &#8211; é conferir à história a perspectiva que o seu narrador, &#8220;Doc&#8221; Sportello, tem dos eventos que presencia, e claro que é uma perspectiva completamente alucinógena tal qual os efeitos do coquetel pesado de drogas que ele consome. O grande problema é que, a despeito desta coerência, esse exercício narrativo de Anderson acaba entrando em atrito com a própria linguagem cinematográfica e <i>Vício Inerente </i>assume um discurso auto-indulgente e torna-se um filme com mais de duas horas de duração que exigem paciência do espectador sem conseguir estabelecer nenhum vínculo com o público, que nem mesmo se sente envolvido com a trama na tentativa de decifrá-la já que, no fim das contas, muito mais do que lançar pistas visuais todo e qualquer movimento da história tem sua dose de &#8220;trip&#8221; <i>non sense </i>do protagonista, ou seja, não necessariamente requer uma tentativa de leitura, é simplesmente um delírio narrativo .</p>
</div>
<div style="color: #000000;">
<p>Desde <i>Magnólia</i> Anderson não trabalhava com um elenco tão grande. Há participações pontuais e muito positivas de Owen Wilson, Reese Whiterspoon, Benicio Del Toro, Maya Rudolph, Jena Malone e Eric Roberts. Ainda assim, o centro da história é o personagem de Joaquin Phoenix, que nem foi a primeira opção para viver &#8220;Doc&#8221; (a primeira foi Robert Downey Jr.), mas que mostra-se como uma daquelas escalações que caem como uma luva no personagem. Phoenix tem dois grandes parceiros de cena nesse filme: Josh Brolin, interessante como o policial &#8220;Pé Grande&#8221; Bjornsen; e a revelação do longa, Katherine Waterson, encarnando com precisão a versão <i>femme fatale </i>do romance de Pynchon, a confusa, &#8220;indefesa&#8221; e irresistível Shasta Fey.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<figure id="attachment_2773" aria-describedby="caption-attachment-2773" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/inherent-vice-owen-wilson-joaquin-phoenix.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2773 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/inherent-vice-owen-wilson-joaquin-phoenix-620x371.jpg" alt="inherent-vice-owen-wilson-joaquin-phoenix" width="620" height="371" /></a><figcaption id="caption-attachment-2773" class="wp-caption-text">Conspirações e muitas drogas: Trama policial envolve um esquema complexo de venda de drogas e personagens reféns dele, como é o caso daquele vivido por Owen Wilson.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">No final das contas, </span><i style="color: #000000;">Vício Inerente </i><span style="color: #000000;">não é uma grande tragédia cinematográfica como alguns anunciam, está longe de ser e provavelmente merece ser constantemente revisitado. Por enquanto, e particularmente, o que pode ser dito é que é um filme de acesso emperrado que parece preferir enclausurar-se na definição de exercício narrativo do que estabelecer algum diálogo com o público. Se nos longas anteriores de Anderson o espectador de alguma forma se sentia tocado por personagens cuja humanidade e empatia transbordavam na tela, em </span><i style="color: #000000;">Vício Inerente </i><span style="color: #000000;">essas figuras e a história que protagonizam parecem rarefeitos. Assim, a filmografia do diretor até então, marcada por histórias que mesmo depois dos créditos finais deixavam suas marcas no espectador, tem um grande corte com </span><i style="color: #000000;">Vício Inerente</i><span style="color: #000000;"> uma mera &#8220;piração&#8221; ou &#8220;trip&#8221; coletiva de Anderson, Pynchon e &#8220;Doc&#8221; Sportello, É isso, apenas uma &#8220;trip&#8221;.</span></p>
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		<title>Crítica: Sin City 2 &#8211; A Dama Fatal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2014 23:42:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Eva Green]]></category>
		<category><![CDATA[Jessica Alba]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Gordon-Levitt]]></category>
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		<category><![CDATA[Mickey Rourke]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Rodriguez]]></category>
		<category><![CDATA[Sin City: A Dama Fatal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Para apreciar cada fibra pulsante de Sin City é preciso reforçar duas referências essenciais do projeto: a) trata-se de uma franquia que incorpora literalmente a linguagem das HQs para o cinema; b) HQs que, por sua vez, se categorizam como neo-noir, revitalizando um dos gêneros mais interessantes de Hollywood que traz em sua composição histórias narradas em off  por detetives durões e mulheres sensuais de caráter ambíguo ou extremamente frágeis, tendo como cenário os becos sujos de uma grande [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2033" aria-describedby="caption-attachment-2033" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Dwight-and-Ava-850x560.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2033 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Dwight-and-Ava-850x560-620x331.jpg" alt="Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Dwight-and-Ava-850x560" width="620" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-2033" class="wp-caption-text">Dwight (Josh Brolin) e Ava (Eva Green): Paixão em alta temperatura</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para apreciar cada fibra pulsante de <em>Sin City </em>é preciso reforçar duas referências essenciais do projeto: a) trata-se de uma franquia que incorpora literalmente a linguagem das HQs para o cinema; b) HQs que, por sua vez, se categorizam como neo-<em>noir</em>, revitalizando um dos gêneros mais interessantes de Hollywood que traz em sua composição histórias narradas em <em>off</em>  por detetives durões e mulheres sensuais de caráter ambíguo ou extremamente frágeis, tendo como cenário os becos sujos de uma grande cidade dominada por chefes do crime.</p>
<p>Robert Rodriguez e Frank Miller retornam a cidade do pecado em <em>Sin City 2 &#8211; A Dama Fatal</em>. Como no primeiro filme, a tramaé dividida em três segmentos, porém, diferente do longa anterior, as tramas se encontram de alguma maneira. Dwight (Clive Owen foi substituído por Josh Brolin) está às voltas com os problemas de Ava (Eva Green), um antigo amor que confidencia ser agredida pelo marido milionário. A segunda trama é protagonizada por Johnny (Joseph Gordon-Levitt) um jovem impetuoso que acaba de chegar a Sin City e desafia o Senador Roark (Powers Boothe) em um jogo de sorte. A terceira história acompanha a perda da inocência da stripper Nancy (Jessica Alba) após a morte do seu protetor Hartigan (Bruce Willis). Todas esses segmentos são &#8220;flanados&#8221; por Marv (Mickey Rourke), cujo papel na trama é discreto, mas determinante em todas elas.</p>
<figure id="attachment_2034" aria-describedby="caption-attachment-2034" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Movie-Senator-Roark.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2034 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Movie-Senator-Roark.jpg" alt="Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Movie-Senator-Roark" width="620" height="320" /></a><figcaption id="caption-attachment-2034" class="wp-caption-text">A cidade do pecado: Corrupção, violência e poder, a língua dos poderosos no filme de Rodriguez e Miller</figcaption></figure>
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<p>De <em>Sin City &#8211; A Cidade do Pecado </em>a <em>Sin City 2 &#8211;</em> <em>A Dama Fatal</em> pouquíssimo foi alterado. Rodriguez e Miller permaneceram fiéis a sua proposta inicial. Contudo, esse segundo capítulo (e provavelmente o último, dado o seu fracasso retumbante nas bilheterias americanas, o que é uma pena) tem seus méritos próprios. <em>Sin City &#8211; A Cidade do Pecado </em>praticamente inaugurou uma linguagem emulada dos quadrinhos, sem a qual não teríamos Zack Snyder, cria imediata dessa &#8220;escola&#8221; com <em>300 </em>e <em>Watchmen</em>. O êxito de Rodriguez e Miller em <em>Sin City 2 </em>advém da manutenção das suas bases, dentro de um cenário no qual sua proposta já foi repetida à exaustão. Eles acertam em cheio porque esse &#8220;quadrinho em movimento&#8221; talvez só funcione mesmo no universo de <em>Sin City</em>.</p>
<p>Em <em>A Dama Fatal</em>, figuras como Mickey Rourke, Powers Boothe e Rosario Dawson se sentem à vontade ao retornar com seus respectivos personagens. E se perdemos figuras como Clive Owen, Benicio del Toro e Bruce Willis (sim, porque aqui ele só surge como um fantasma), por outro lado ganhamos Joseph Gordon-Levitt e, claro, a talentosíssima e linda Eva Green. Por sinal, mais do que acertada a escolha de Rodriguez e Miller pela atriz para viver a personagem título da continuação. Os realizadores batalharam durante anos para ter Angelina Jolie na pele de Ava mas, os fãs da Sra. Pitt que me desculpem, não existe atriz no cinema atual que convença mais o público do seu <em>sex appeal </em>ao segurar uma arma de fogo e trajar apenas um hobby transparente do que Eva Green.</p>
<figure id="attachment_2035" aria-describedby="caption-attachment-2035" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/sin-city-a-dame-to-kill-for.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2035 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/sin-city-a-dame-to-kill-for-620x348.jpg" alt="sin-city-a-dame-to-kill-for" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2035" class="wp-caption-text">Sangue novo: Joseph Gordon-Levitt é uma das novas atrações da continuação</figcaption></figure>
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<p>Divertido e coerente, <em>Sin City 2 &#8211; A Dama Fatal </em>confirma que a franquia é uma das maiores realizações de Robert Rodriguez no cinema. Com um elenco e dois diretores que aproveitam cada &#8220;brinquedo&#8221; desse parque de diversões e nos oferecem a experiência do espírito do cinema <em>noir </em>com altas doses de &#8220;hqísmos&#8221;, o longa compensa o espectador a cada segundo da sua projeção.</p>
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