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	<title>Arquivos Joseph Gordon-Levitt - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Joseph Gordon-Levitt - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Flora e Filho &#8211; Música em Família</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2023 19:23:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Responsável por filmes como Apenas uma Vez, Mesmo se nada der certo e Sing Street, o irlandês John Carney sabe como aliar suas tramas à música. Seus filmes são sempre obras singelas, que conseguem proporcionar conforto e &#8220;aquecer o coração&#8221; do espectador, tornando a experiência de assisti-los e de conviver com seus personagens afetivamente recompensadora. Flora e Filho &#8211; Música em Família não seria diferente. O mais recente trabalho de Carney traz como protagonista uma jovem que se torna mãe [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Responsável por filmes como Apenas uma Vez, Mesmo se nada der certo e Sing Street, o irlandês John Carney sabe como aliar suas tramas à música. Seus filmes são sempre obras singelas, que conseguem proporcionar conforto e &#8220;aquecer o coração&#8221; do espectador, tornando a experiência de assisti-los e de conviver com seus personagens afetivamente recompensadora. <em><strong>Flora e Filho &#8211; Música em Família</strong></em> não seria diferente.</p>
<p>O mais recente trabalho de Carney traz como protagonista uma jovem que se torna mãe muito cedo na vida aos 17 anos. Apesar de compartilhar a guarda do filho com o pai e ter com ele uma relação amistosa, todo o trabalho duro fica sob a responsabilidade dela. Flora deixou para trás uma série de sonhos e expectativas da juventude, atendendo a demandas mecânicas da sobrevivência (trabalhar, cuidar da casa, dar suporte ao filho Max etc.). As coisas mudam quando a personagem passa a ter aulas online via vídeo-chamada com um professor de violão dos EUA, uma experiência que lhe dá uma injeção de ânimo.</p>
<p>Em <em><strong>Flora e Filho</strong></em>, Carney fala de uma juventude cujas perspectivas foram castradas pela responsabilidade que tiveram que arcar muito cedo. A relação entre Flora e o filho Max é bem interessante. A dinâmica entre os personagens é mais próxima daquela que se estabelece na maioria das vezes entre irmãos e não são típicas daquelas que percebemos entre mães e filhos: eles se implicam o tempo todo e exibem até mesmo uma aspereza no tratamento, que, nesse caso, jamais pode ser sinônimo de falta de afeto. A questão é que a maternidade em Flora e Filho está longe de corresponder a visões romantizadas sobre o tema, a protagonista ama o filho, é evidente, mas o garoto não deixa de ser uma espécie de atestado dos pontos mais problemáticos da sua vida, uma lembrança de que talvez algo não tenha dado muito certo no meio do caminho.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17520" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Flora_and_Son_Photo_0102.jpg.photo_modal_show_home_large.jpg" alt="Flora e Filho - Música em Família" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Flora_and_Son_Photo_0102.jpg.photo_modal_show_home_large.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Flora_and_Son_Photo_0102.jpg.photo_modal_show_home_large-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Flora_and_Son_Photo_0102.jpg.photo_modal_show_home_large-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Flora_and_Son_Photo_0102.jpg.photo_modal_show_home_large-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A música surge na vida de Flora e, por tabela, do seu filho, como uma espécie de restaurador de elos, recobrando uma humanidade e esperança sempre ameaçadas de se dissolver pelas provas de resistência diárias da vida. É muito sensível a maneira como Carney insere a música em suas tramas e aqui não seria diferente. A expressão artística em <em><strong>Flora e Filho</strong></em> resgata os seus personagens não para oferecer qualquer jornada de fama e sucesso na indústria do entretenimento, mas no significado elementar da arte em nossas vidas: ela é elemento de socialização, de humanização, agregador e até um recurso para nos reconectarmos conosco. No caso de Flora e Max, a música fortalece laços de afeto sempre testados, mas nunca rompidos.</p>
<p>A sensibilidade de Carney para tratar esse tema já torna <strong><em>Flora e Filho</em></strong> um filme que merece a atenção do espectador. O diretor conduz tudo de maneira extremamente delicada, sem apelar para o dramalhão fácil, mas construindo personagens carismáticos e admiráveis através de atores que conseguem sustentar esse aproach do diretor, da protagonista Eve Hewson ao menino Orén Kinlan, passando ainda por Jack Reynor que interpreta o ex de Flora e pai da Max até Joseph Gordon-Levitt que vive o professor de música.</p>
<p><strong>Direção:</strong> John Carney</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Eve Hewson, Joseph Gordon-Levitt, Orén Kinlan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/YWMZU_d1GQI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial: A Cronologia da Franquia Halloween</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 18:35:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A estreia de Halloween Ends tem dividido opiniões desde sua chegada aos cinemas brasileiros, no dia 13 deste mês. Apesar das ponderações sobre o rumo do terceiro filme da nova trilogia, é inevitável perceber a comoção causada pelo que parece ser o encerramento definitivo do embate entre Laurie Strode e Michael Myers. A história criada pelo diretor David Gordon Green (O Que Te Faz Mais Forte, de 2018) e roteirista Danny McBride (A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A estreia de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween-ends/"><em><strong>Halloween Ends</strong></em></a> tem dividido opiniões desde sua chegada aos cinemas brasileiros, no dia 13 deste mês. Apesar das ponderações sobre o rumo do terceiro filme da nova trilogia, é inevitável perceber a comoção causada pelo que parece ser o encerramento definitivo do embate entre Laurie Strode e Michael Myers. A história criada pelo diretor David Gordon Green (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-que-te-faz-mais-forte/"><em>O Que Te Faz Mais Forte</em></a>, de 2018) e roteirista Danny McBride (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas/"><i>A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas</i></a>, de 2021) encerra a jornada que deu continuidade ao filme de John Carpenter, lançado em 1978.</p>
<p>Tanto o sucesso de <strong><em>Halloween Ends</em></strong> como as críticas ferrenhas ao longa-metragem vêm de um histórico de mais de quatro décadas de apreciação e falhas. O fã da franquia <strong><em>Halloween</em></strong> já passou por inúmeros altos e baixos ao longo desses 44 anos de lançamentos. Em seus 13 longas &#8211; sendo um deles totalmente desconectado da figura de Myers -, a franquia de terror segue diversos caminhos cronológicos para construir diferentes possibilidades narrativas. E, em meio a esses caminhos, nem todas as produções trouxeram os melhores resultados ao espectador.</p>
<p>Para entender o histórico de derrapadas da franquia e, consequentemente, os dois lados da equação sobre o encerramento da trilogia criada por Green e McBride, a equipe do Coisa de Cinéfilo resolveu descrever as diferentes linhas cronológicas que compuseram essas quatro décadas de história no cinema de terror. As cronologias podem ser divididas em cinco linhas narrativas distintas que se iniciam com o filme antológico de Carpenter e Debra Hill e (por ora) se encerra com o mais novo filme de Michael, que está em cartaz nos cinemas brasileiros.</p>
<figure id="attachment_16031" aria-describedby="caption-attachment-16031" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16031" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-750x500.jpg" alt="Halloween: A Noite do Terror (1978)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1.jpg 1350w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16031" class="wp-caption-text">Jamie Lee Curtis e Nick Castle em cena de &#8220;Halloween: A Noite do Terror&#8221; (1978)</figcaption></figure>
<h3><strong>O início do mito sobre o Bicho-Papão<br />
</strong></h3>
<p>A primeira linha cronológica é a com maior número de longas e, de longe, é a que mais se definhou com o passar do tempo. Tendo tido quase 20 anos de continuidade, a linha narrativa traz Laurie como a irmã mais nova de Myers que teve uma filha, Jamie, e a deu para adoção, na tentativa de salvar a vida da criança. A história se degrada de tal forma que sai de um Michael que é misterioso, indescritível e maligno para uma Figura imortal com uma fixação em matar irmãs e suas proles, com o apoio de um culto. Esse é um breve resumo do que aconteceu com o projeto de Carpenter e Hill ao longo desses primeiros 17 anos.</p>
<p>Apesar de altamente criticado pelo próprio diretor e co-roteirista, <strong><em>Halloween II:O Pesadelo Continua!</em></strong> (1981) ainda tem uma coerência estética e narrativa, mesmo sendo menos poderoso e aterrador que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-halloween-a-noite-do-terror/"><strong><em>Halloween: A Noite do Terror</em></strong></a> (1978). Ainda que tenha falhas, a existência do confronto direto entre Laurie e Michael é o que dá sentido à existência da franquia &#8211; coisa que é replicada nas outras linhas. A escolha, porém, de justificar a perseguição que Michael faz à <em>scream queen</em> nº1 é um dos maiores problemas da trama. Desmistificando a lenda do horror que a Figura foi em 1978, a franquia começa a sangrar sem parar.</p>
<p>De <em><strong>Halloween 4: O Retorno de Michael Myers</strong></em> (1988) até <strong><em>Halloween 6: A Última Vingança</em></strong> (1995), os produtores não conseguem o retorno de Jamie Lee e decidem substituir Laurie por sua filha. Sem o mesmo carisma e apelo aos fãs, os três últimos filmes desta linha fizeram parte do público perder, aos poucos, o interesse pelas novas matanças do Bicho-Papão. Além de Michael, a única ligação direta com os dois primeiros filmes é a presença de Dr. Loomis. E, nessa busca pelo paciente que ele alega ser o mal encarnado, o personagem eternizado por Donald Pleasence se torna cada vez mais consumido pela loucura.</p>
<p>Numa derrocada sem fim, <em><strong>Halloween 4</strong></em> e <em><strong>Halloween 5: A Vingança de Michael Myers</strong></em> (1989) tentam levantar a história com uma trama um pouco mais densa do que o último capítulo, mas sem sucesso. Os dois roteiros seguiram caminhos confusos entre si com uma Jamie ora traumatizada, ora seguindo os passos do tio. O resultado infrutífero dessas duas sequências ecoaram em <strong><em>Halloween 6</em></strong>. O último longa desta cronologia termina a jornada numa nota amarga e completamente esquecível com um dos piores filmes já feitos sobre o ícone <em>slasher</em>.</p>
<figure id="attachment_16033" aria-describedby="caption-attachment-16033" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-750x500.jpg" alt="Halloween 4: O Retorno de Michael Myers (1988)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1.jpg 1020w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16033" class="wp-caption-text">Danielle Harris em cena de &#8220;Halloween 4: O Retorno de Michael Myers&#8221; (1988)</figcaption></figure>
<h3><strong>Sem Michael, sem sucesso</strong></h3>
<p>A segunda linha narrativa da franquia <strong><em>Halloween</em></strong> só está dentro da franquia por conta do nome. <strong><em>Halloween III: A Noite das Bruxas</em></strong> (1982) coloca a Figura de lado e decide investir numa nova história. Apesar da ideia de trabalhar um dos principais símbolos do Mês das Bruxas, o terceiro filme da franquia é raso. A produção se arrasta e só é suportável por conta do esforço de Tom Atkins (<em>A Bruma Assassina</em>, de 1980, e <em>Fuga de Nova York</em>, de 1981), o qual não é suficiente para salvar a entediante produção.</p>
<p>A ineficiência de <em><strong>Halloween III</strong></em> não agradou os fãs que, como esperado, já não estavam contentes pela ausência de Laurie e Michael. A história das máscaras amaldiçoadas por bruxas existe apenas no imaginário dos aficionados pela franquia. Apesar da falta de interesse do público pelo longa, as máscaras utilizadas nele se tornaram um <em>easter eggs</em> presentes na franquia, como na brutal cena do parque de <strong><em>Halloween Kills: O Terror Continua</em></strong> (2021). Com o fracasso do longa, o grupo que detinha os direitos da franquia penaram por seis anos antes que conseguissem trazer outra vez o Bicho-Papão às telonas.</p>
<h3><strong>A volta de Jamie Lee</strong></h3>
<p>Três anos após o fracasso de <strong><em>A Última Vingança</em></strong>, os produtores da franquia perceberam que a solução para um novo <em><strong>Halloween</strong></em> seria retornar às origens e colocar a <em>scream queen</em> frente a frente com seu irmão assassino outra vez. Assim surgiu a ideia de <strong><em>Halloween H20: 20 Anos Depois</em></strong> (1998), o filme de aniversário da franquia que marca o retorno de Jamie Lee Curtis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo/"><em>Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</em></a>, de 2021) ao papel que propulsionou sua carreira.</p>
<p>Para que a nova história tivesse força e sentido, a produção escolheu ignorar as sequências que vieram depois de <em><strong>Halloween II</strong></em>. Ou seja, <strong><em>Halloween H20</em></strong> funciona como a primeira <em>requel</em> (filme que recomeça a linha temporal de uma saga ao mesmo tempo que continua a narrativa a partir de algum dos longas anteriores) da franquia. Neste caso, os filmes lançados de 1988 até 1995 se tornaram coisa do passado e o público foi conduzido por uma Laurie ainda traumatizada, que fugiu e mudou de nome para reconstruir sua vida.</p>
<figure id="attachment_16037" aria-describedby="caption-attachment-16037" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16037" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-750x500.jpg" alt="Halloween H20: 20 Anos Depois (1998)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1.jpg 1095w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16037" class="wp-caption-text">Jamie Lee Curtis em cena de &#8220;Halloween H20: 20 Anos Depois&#8221; (1998)</figcaption></figure>
<p>Com participações especiais como da mãe de Jamie Lee, a eterna Marion Crane de <em>Psicose </em>(1960), Janet Leigh não é o único rosto conhecido de Hollywood que pode ser visto no longa. Josh Hartnett (<em>Penny Dreadful</em>, de 2014 a 2016), Michelle Williams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-depois-do-casamento/"><em>Depois do Casamento</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom-tempo-de-carnificina/"><em>Venom: Tempo de Carnificina</em></a>, de 2021) e Joseph Gordon-Levitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>, de 2020) são alguns nomes no início de suas carreiras que trazem sangue novo à franquia. Com esse elenco de peso somado ao novo caminho narrativo, sem as limitações dos anteriores, <strong><em>Halloween H20</em></strong> prosperou.</p>
<p>Como o filme recuperou o vigor da franquia, a máquina de dinheiro hollywoodiana não perderia a oportunidade de replicar o sucesso outra vez. Quatro anos após o lançamento de <strong><em>Halloween H20</em></strong>, chegou aos cinemas <strong><em>Halloween: Ressurreição</em></strong> (2002), o pior filme da franquia já feito. A produção falta sentido, bom gosto e uma história digna do Bicho-Papão &#8211; mesmo quando comparado ao terror criativo que é <strong><em>Halloween 6</em></strong>. Aqui a franquia perde Laurie mais uma vez e as matanças de Michael Myers se tornam parte de um <em>reality show</em> de má qualidade.</p>
<h3><strong>A Figura à la Zombie</strong></h3>
<p>Por conta do fracasso na bilheteria, crítica e entre os fãs, <strong><em>Ressurreição</em></strong> foi o último filme sobre Myers por alguns anos. Em 2007, o músico, produtor, roteirista e diretor de terror, Rob Zombie (<em>31</em>, de 2016, e <em>Os 3 Infernais</em>, de 2019), trouxe uma versão sua da história que deu origem ao <em>slasher</em>. <strong><em>Halloween: O Início</em></strong> é o <em>remake</em> que descreve a mesma história vista em 1978, só que de forma mais visceral &#8211; característica marcante do cinema de Zombie. No longa, o excesso é a palavra de ordem. Seja nas mortes mais brutais, nas atuações exageradas (em especial no novo Dr. Loomis, interpretado por Malcolm McDowell) ou na violência gráfica e verbal levada a última potência, o <em>remake</em> de <em><strong>Halloween</strong></em> se destaca pelo oposto da sutileza de Carpenter.</p>
<p>Tendo sido seguido por uma sequência, a quarta cronologia da franquia se encerra com uma continuação que extrapola &#8211; em todos os sentidos &#8211; tudo o que se sabia sobre a franquia. Zombie decide ir além, criando um pano de fundo sobrenatural para as ações de Michael. Esse teor fantasmagórico é o <em>plot</em> de <em><strong>H2: Halloween 2</strong></em> (2009) que envolve o espírito da mãe de Myers comandando as ações homicidas dele na expectativa de reunir a família outra vez &#8211; uma vez que Laurie também é irmã da Figura nesta cronologia.</p>
<p>A violência se eleva ainda mais na continuação, tornando algumas cenas insustentáveis de se assistir. É como se o objetivo do diretor e roteirista fosse enjoar o público com uma narrativa excessiva. Esse é o efeito de Rob Zombie. Criar imagens tão grotescas da Figura que, em alguns momentos, a única solução para o filme parece ser largá-lo pela metade. Com o teor sobrenatural, o projeto não foi amplamente recebido pelos fãs e foi fortemente atacado pela crítica.</p>
<figure id="attachment_16038" aria-describedby="caption-attachment-16038" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16038" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-750x500.jpg" alt="Halloween: O Início (2007)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-610x406.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3.jpg 1199w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16038" class="wp-caption-text">Daeg Faerch e Hanna Hall em cena de &#8220;Halloween: O Início&#8221; (2007)</figcaption></figure>
<h3><strong>A trilogia do fim</strong></h3>
<p>Outro resultado do efeito Zombie foi o tempo que precisou ficar afastado da franquia. Desde o lançamento em 1978, o público nunca ficou tantos anos sem um novo capítulo da história da Figura. O nome Michael Myers ficou longe das telas de cinema por 9 anos até que, em outubro de 2018, Green e McBride trouxeram o Bicho-Papão de volta para uma última rodada de sustos. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/"><em><strong>Halloween</strong></em></a> (2018) marcou o começo do que parecia ser uma próspera e marcante jornada na história da franquia.</p>
<p>A quinta e última linha cronológica também contém quatro produções e é a mais atual, tendo <em><strong>Halloween: A Noite do Terror</strong></em> como seu pontapé inicial. No entanto, assim como fez <strong><em>Halloween H20</em></strong>, a versão de 2018 também funciona como um <em>requel</em>, ignorando todas as produções que aconteceram de 1981 a 2009. Assim, Green e McBride construíram sua trilogia de aniversário (que foi iniciada 40 anos depois do primeiro filme) a partir de uma narrativa de traumas e reminiscências deixadas por essas feridas do passado.</p>
<p>Ainda que <strong><em>Halloween Kills</em></strong> e <strong><em>Halloween Ends</em></strong> sejam criticados por parte da crítica e dos fãs, eles fazem parte da melhor renovação e expansão já feita para a franquia. A nova trilogia consegue absorver a atmosfera do que foi o longa de Carpenter e tenta levar essa aura consigo até o final. Mesmo com alguns percalços narrativos &#8211; em especial com uma extensão da história maior do que talvez ela suportasse &#8211; o trabalho de David Gordon Green e Danny McBride leva o espectador ao momento mais aguardado nesses 44 anos que é a conclusão do embate entre o bem e o mal.</p>
<p>Com direito a uma cena de luta cheia de emoção e tensão, a conclusão da história da dupla Laurie e Michael é satisfatória e deixará saudade nos fãs. É inevitável lembrar de algumas escolhas ainda nubladas de <strong><em>Halloween Ends</em></strong>, mas os desdobramentos de <strong><em>Halloween Kills</em></strong> já soam mais coerentes do que quando foram lançados. Talvez essa trilogia precise de mais tempo para ser abraçada &#8211; ainda que com seus deslizes. No entanto, a pergunta que ressoa é: por quanto tempo deixarão a Figura morta e enterrada? Talvez a jornada de terror de Michael Myers não tenha tido seu fim definitivo, mas só o tempo &#8211; e os desejos financeiros de Hollywood &#8211; dirá.</p>
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		<title>Crítica: Os 7 de Chicago (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Mar 2021 19:32:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Indicado ao Oscar 2021 em 6 categorias (Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Montagem e Melhor Canção Original), Os 7 de Chicago é uma apurada recriação do julgamento resultante de uma manifestação contra a guerra do Vietnã que interrompeu o congresso do partido Democrata em 1968. Tiveram vários confrontos, que resultaram no indiciamento de 16 pessoas. Com direção de Aaron Sorkin (Steve Jobs), o filme conta com Yahya Abdul-Mateen II (Aquaman), Sacha Baron Cohen (Borat: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Indicado ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2021/"><em>Oscar 2021</em></a> em 6 categorias (Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Montagem e Melhor Canção Original), <strong><em>Os 7 de Chicago</em></strong> é uma apurada recriação do julgamento resultante de uma manifestação contra a guerra do Vietnã que interrompeu o congresso do partido Democrata em 1968. Tiveram vários confrontos, que resultaram no indiciamento de 16 pessoas. Com direção de Aaron Sorkin (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-steve-jobs/"><em>Steve Jobs</em></a>), o filme conta com Yahya Abdul-Mateen II (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>), Sacha Baron Cohen (Borat: Fita de Cinema Seguinte), Joseph Gordon-Levitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>), Eddie Redmayne (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-e-onde-habitam/"><em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em></a>), John Carroll Lynch (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jackie/"><em>Jackie</em></a>), Alex Sharp (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-trapaceiras/"><em>As Trapaceiras</em></a>) e Mark Rylance (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dunkirk/"><em>Dunkirk</em></a>) no elenco.</p>
<p>A história verídica é exposta pelo foco que explora os personagens e suas minúcias de comportamento, com o objetivo de atrair o espectador a defender a causa que está sendo colocada em pauta. O perfil de <em><strong>Os 7 de Chicago</strong></em> é de um filme com roteiro predominantemente lento, que tem uma leve pressa no começo, mas que segue constante logo a seguir. Com isso, o espectador consegue compreender de maneira mais ampla as discussões que vão acontecendo, tal qual acontece com os jurados em cena.</p>
<p>Isso acaba levando a uma quebra de ritmo que poderia ser evitada com mais cenas expositivas e mais conteúdo de fato que fosse trazido. No entanto, é compreensível imaginar o quão complexa é a temática para colocar em 130 minutos de exibição. Os pontos mais importantes são destacados. Em especial, temos o contra ponto dos advogados de acusação, que pairam na berlinda da dúvida e objeção do tratamento dado pelo juiz responsável ao caso.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13862" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao.jpg" alt="Os 7 de Chicago" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Várias demandas são debatidas e resolvidas em cena, sem beirar o excesso que poderia ocasionar em um roteiro como esse. O constante retorno aos tribunais &#8211; são dezenas de dias que vão sendo contados ao espectador &#8211; seria exaustivo e deveras monótono caso esses pequenos fios não fossem inseridos na trama, como o racismo com o personagem Bobby Seale.</p>
<p>O que eleva a produção a um nível ainda maior é a escolha acertada de elenco, especialmente no caso de Sacha Baron Cohen, que está excepcional no papel de Abbie Hoffman. É muito interessante ver o quão camaleão ele consegue ser em cena, sem deixar rastros de personagens passados ou que marcaram sua carreira. Eddie Redmayne também tem seu destaque merecido. O elenco, como um todo, demonstra muita unicidade e química, o que consegue encobrir alguns calos do roteiro.</p>
<p>Com uma história importante e de força, <em><strong>Os 7 de Chicago</strong></em> não recorre aos excessos para trazer importância à sua trama. É um filme com bom embasamento e trabalho dedicado de roteiro, atuação e direção, que rendeu merecidas indicações ao Oscar 2021. Ele tem potencial real de levar estatuetas, especialmente na categoria Melhor Ator Coadjuvante.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Aaron Sorkin<br />
<strong>Elenco:</strong> Yahya Abdul-Mateen II, Sacha Baron Cohen, Joseph Gordon-Levitt, Eddie Redmayne, John Carroll Lynch, Alex Sharp, Mark Rylance</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/hunYgcovmjQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Power (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2020 23:01:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o fechamento dos cinemas em 2020 em virtude da pandemia, a Netflix e seus blockbusters têm ocupado essa lacuna das produções mais escapistas de Hollywood, um espaço que antes era preenchido exclusivamente pela Marvel Studios e companhia. Títulos como Resgate, The Old Guard e agora Power têm ocupado essa função, inclusive, demonstrando vontade de se estabelecer como franquias dados os ganchos para segundos capítulos que as três estabelecem em seus desfechos. Entretanto, nem tudo são &#8220;flores&#8221;, assim como Resgate [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o fechamento dos cinemas em 2020 em virtude da pandemia, a Netflix e seus <em>blockbusters</em> têm ocupado essa lacuna das produções mais escapistas de Hollywood, um espaço que antes era preenchido exclusivamente pela <em>Marvel Studios</em> e companhia. Títulos como <em>Resgate</em>, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-old-guard-netflix/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>The Old Guard</em></a> e agora <strong><em>Power</em> </strong>têm ocupado essa função, inclusive, demonstrando vontade de se estabelecer como franquias dados os ganchos para segundos capítulos que as três estabelecem em seus desfechos. Entretanto, nem tudo são &#8220;flores&#8221;, assim como <em>Resgate</em> e <em>The Old Guard</em>, <strong><em>Power</em> </strong>exibe fragilidades na condução da sua história que trazem para a produção uma certa efemeridade.</p>
<p>Em <strong><em>Power</em></strong>, tomamos conhecimento de uma realidade hipotética na qual há um intenso tráfico e consumo de uma pílula que confere poderes extraordinários a humanos, como se camuflar, impermeabilizar o corpo contra qualquer objeto letal como balas de armas de fogo, entre outros. A sociedade fica ainda mais caótica com as tais pilulazinhas, com gente mal intencionada lucrando horrores com o seu tráfico e a criminalidade aumentando, ficando praticamente impossível para a polícia conter toda essa desordem. É então que, por força das circunstâncias, um ex-militar em busca da sua filha, uma adolescente e um policial acabam se unindo para desmantelar parte desse esquema.</p>
<p><em><strong>Power</strong> </em>conta com um roteiro original de Mattson Tomlin e consegue construir um universo fantástico e ao mesmo tempo bastante realista com eficiência, algo que David Ayer, por exemplo, penou para concretizar em Bright. A dupla de diretores Henry Joost e Ariel Schulman (de outra produção irregular, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nerve-um-jogo-sem-regras/"><em>Nerve: Um Jogo sem Regras</em></a>) tem dificuldade para encontrar personalidade na condução e, não fosse seu ótimo elenco, poderia ter o trabalho completamente comprometido.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13083" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/2386527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Power, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/2386527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/2386527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/2386527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Jamie Foxx e Joseph Gordon-Levitt são escolhas certeiras para seus papeis, o ex-militar de passado trágico e que veste a manta de herói e o policial safo e que tem consciência de que para ter êxito em suas ações precisa em alguns momentos andar fora da linha, respectivamente. Agora, nada supera a revelação Dominique Fishback, que domina a cena como a jovem traficante Robin. Há ainda uma participação interessante de Rodrigo Santoro como um dos cabeças do tráfico que demonstra, mais uma vez, como o ator brasileiro em diversas de suas empreitadas hollywoodianas procura fugir do lugar óbvio de galã.</p>
<p>O maior tropeço de <strong><em>Power</em> </strong>está no seu terceiro ato, quando a trama perde o fio da meada e esquece todas as suas críticas interessantes sobre o poder na sociedade e a opressão para dar vazão a uma ação genérica que, como de praxe em algumas dessas produções, ocorre no cenário mais previsível possível. A partir daí, o longa se contenta em oferecer para o público o básico nesse tipo de narrativa com direito ao uso extensivo de efeitos visuais e a assunção completa do personagem de Jamie Foxx como o grande salvador. Esse recuo, estratégico pois parece que esse tipo de produto mais popular na <em>Netflix</em> tem plena noção do limite que pode cruzar entre a reiteração do cinema de ação e uma maior inventividade, frustra bastante quem capta as interessantes discussões pinceladas na história pelos ótimos diálogos entre os personagens de Foxx e Fishback. Mais um potencial perdido.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Henry Joost, Ariel Schulman<br />
<strong>Elenco:</strong> Jamie Foxx, Joseph Gordon-Levitt, Dominique Fishback, Rodrigo Santoro, Courtney B. Vance, Amy Landecker, Kyanna Simone Simpson, Machine Gun Kelly</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4NZhwESwQfk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: 7500 (Prime Video)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2020 16:29:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Filmes como 7500 existem a rodo por ai e talvez o que distinga um exemplar do outro seja sua execução por parte dos seus diretores. O thriller dirigido por Patrick Vollrath limita sua ação a uma cabine de avião na qual o co-piloto interpretado por Joseph Gordon-Levitt (Entre Facas e Segredos) tenta levar com segurança o avião a seu destino em meio a um sequestro engendrado por terroristas. Espaço de ação reduzido, número limitado de personagens e plot centrado na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Filmes como <em><strong>7500</strong> </em>existem a rodo por ai e talvez o que distinga um exemplar do outro seja sua execução por parte dos seus diretores. O <em>thriller</em> dirigido por Patrick Vollrath limita sua ação a uma cabine de avião na qual o co-piloto interpretado por Joseph Gordon-Levitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>) tenta levar com segurança o avião a seu destino em meio a um sequestro engendrado por terroristas.</p>
<p>Espaço de ação reduzido, número limitado de personagens e <em>plot</em> centrado na ação, o esforço de sobrevivência do seu protagonista, dão a tônica do filme que dialoga com uma série de exemplares comerciais com custos reduzidos de produção e bastante eficientes na geração da tensão no seu espectador. A economia e objetividade desse tipo de produção sempre rendeu filmes muito eficientes como entretenimento.</p>
<p><em><strong>7500</strong> </em>segue a cartilha desse tipo de produção e conta com uma ótima direção de ação de Patrick Vollrath, que na maior parte das vezes consegue manter as coisas tensas mesmo que praticamente toda a história ocorre na cabine do avião. O diretor conta com um desempenho compromissado de Joseph Gordon-Levitt, ator que responde de maneira muito interessante aos testes emocionais pelos quais o protagonista do longa passa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13000" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/0596989.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="7500" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/0596989.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/0596989.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/0596989.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os problemas de <em><strong>7500</strong> </em>estão na queda de ritmo que toma conta da produção quando o personagem de Levitt passa a ter contato mais direto com um dos sequestradores do avião. É nesse momento que o longa enfraquece, sobretudo porque até então vinha conseguindo explorar questões interessantes do protagonista como sua obediência ao código de ética e a maneira como responde a ele quando questões pessoais vêm à tona.</p>
<p>No fim das contas, <em><strong>7500</strong> </em>vira um amontoado de &#8220;lugares comuns&#8221; com direito a empatia do piloto por um dos sequestradores do voo. Assim, <strong><em>7500</em> </strong>é um filme que até rende como passatempo sem grandes inspirações criativas, mas chega uma hora que o fardo do clichê mal executado toma e a resolução do conflito central da história não exibe o clímax nem a tensão dos seus primeiros minutos.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Patrick Vollrath<br />
<strong>Elenco:</strong> Joseph Gordon-Levitt, Omid Memar, Aylin Tezel, Carlo Kitzlinger, Murathan Muslu, Aurélie Thépaut, Paul Wollin, Hicham Sebiai</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/leEwzquSc6Y" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Travessia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2015 23:38:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[A Travessia]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Kingsley]]></category>
		<category><![CDATA[Charlotte Le Bon]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Gordon-Levitt]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/thewalk.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3700 size-full aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/thewalk.jpg" alt="TheWalk2-NYFF53-full.jpg" width="600" height="346" /></a></p>
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<p>O que vemos ser narrado em <i>A Travessia </i>já nos foi contado no documentário <i>O Equilibrista</i>. Em 1974, o francês Philippe Petit realizou um feito impressionante, fez uma travessia entra as torres do World Trade Center se equilibrando em um cabo de aço que ligava o topo dos dois prédios. Um ato de muita coragem e destreza física, mas também de valor performático. De maneira bem criativa e tecnicamente irrepreensível, mas também muito simples na produção dos efeitos da sua mensagem, <i>A Travessia </i>narra essa mesma história com uma aplicação pertinente do 3D &#8211; um dos raros casos em que o formato faz toda a diferença na experiência e serve aos propósitos da narrativa &#8211; e com um tom lúdico dado por um Robert Zemeckis que recria a beleza do feito de Petit.</p>
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<p>Como antecipamos, <i>A Travessia </i>conta a história de Philippe Petit até o ato que levou o seu nome ao reconhecimento mundial, a sua performance no topo das torres do WTC. No longa, o diretor Robert Zemeckis procura entender as razões que levaram Petit a buscar obsessivamente a travessia dos prédios do WTC através de cabos de aço. O cineasta explora o fascínio de Petit pelo circo, seu convívio com aquele que foi o seu grande mentor e sua ida a Nova York para realizar o seu feito em um dos projetos arquitetônicos urbanos mais conhecidos do mundo e que na ocasião estava sendo inaugurado.</p>
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<figure id="attachment_3701" aria-describedby="caption-attachment-3701" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Charlotte-Le-Bon-and-Joseph-Gordon-Levitt-in-The-Walk-slice.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3701 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Charlotte-Le-Bon-and-Joseph-Gordon-Levitt-in-The-Walk-slice-620x312.jpg" alt="Charlotte-Le-Bon-and-Joseph-Gordon-Levitt-in-The-Walk-slice" width="620" height="312" /></a><figcaption id="caption-attachment-3701" class="wp-caption-text">Obsessão: O personagem interpretado por Joseph Gordon-Levitt cultiva o sonho de atravessar as duas torres do WTC em cabos de aço</figcaption></figure>
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<p>&nbsp;</p>
<p>O grande benefício de <i>A Travessia </i>é contar com um realizador como Robert Zemeckis à frente da concepção visual e narrativa da sua história. Em tom levemente fabular, Zemeckis reconta a trajetória de Philippe Petit em primeira pessoa de forma muito agradável, não repetitiva e espirituosa. O acerto do realizador é entender que o feito do equilibrista nada tem a ver com o anseio por chegar a uma marca, mas sim à busca obstinada de um artista pela sua obra-prima e pelo reconhecimento público dela. Assim, percebemos como o olhar de Zemeckis para uma trama que poderia ganhar contornos motivacionais e um tom de manual de auto-ajuda faz toda a diferença na condução do filme. Aliás, a estrutura e o programa de efeitos de <i>A Travessia </i>são os pontos altos do longa. O diretor acerta ao conferir um tom lúdico e leve no primeiro ato, preencher o &#8220;miolo&#8221; da narrativa com a engenhosa trama de elaboração do plano de &#8220;invasão&#8221; das torres e no final oferecer uma das melhores experiências em 3D produzidas pelo cinema atual.</p>
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<p>Como experiência, <i>A Travessia </i>tem um dos usos mais eficientes, pertinentes e coerentes do 3D. O recurso é essencial para fazer com que o público realize uma imersão na história. Os ângulos construídos com o auxílio de recursos tecnológicos que captam as torres de cima são essenciais para proporcionarem às plateias a sensação de profundidade. Tudo isso faz com que no último ato de <i>A Travessua</i> o público não desgrude da poltrona. Com seu 3D, Zemeckis mantém o filme, ao mesmo tempo, em estado de apreensão e contemplação.</p>
</div>
<figure id="attachment_3702" aria-describedby="caption-attachment-3702" style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/The-Walk-Official-Poster-Banner-PROMO-PHOTOS-08AGOSTO2014-01.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3702" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/The-Walk-Official-Poster-Banner-PROMO-PHOTOS-08AGOSTO2014-01.jpg" alt="The-Walk-Official-Poster-Banner-PROMO-PHOTOS-08AGOSTO2014-01" width="580" height="346" /></a><figcaption id="caption-attachment-3702" class="wp-caption-text">Invasão ao WTC: O protagonista reúne um grupo de amigos para ajudá-lo em seu feito</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contando com uma correta interpretação de Joseph Gordon-Levitt, que interpreta o protagonista francês sem incomodar com as usuais tintas que os sotaques costumam ganhar em sua versão hollywoodiana, <i>A Travessia </i>é um trabalho certeiro de Robert Zemeckis que, assim como o seu protagonista Philippe Petit, tenta encontrar a beleza nos lugares e feitos mais improváveis. <i>A Travessia </i>acaba sendo um feito técnico à serviço de uma cartela de sensações que proporciona ao espectador, mostrando-se como uma obra esteticamente impecável que não se mutila em prol de um estúdio ou do &#8220;cinema de arte&#8221;, mas busca negociar aquilo que o cinema sempre se propôs, a tecnologia e a sensibilidade.</p>
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		<title>Crítica: Sin City 2 &#8211; A Dama Fatal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2014 23:42:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Eva Green]]></category>
		<category><![CDATA[Jessica Alba]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Gordon-Levitt]]></category>
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		<category><![CDATA[Mickey Rourke]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Rodriguez]]></category>
		<category><![CDATA[Sin City: A Dama Fatal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Para apreciar cada fibra pulsante de Sin City é preciso reforçar duas referências essenciais do projeto: a) trata-se de uma franquia que incorpora literalmente a linguagem das HQs para o cinema; b) HQs que, por sua vez, se categorizam como neo-noir, revitalizando um dos gêneros mais interessantes de Hollywood que traz em sua composição histórias narradas em off  por detetives durões e mulheres sensuais de caráter ambíguo ou extremamente frágeis, tendo como cenário os becos sujos de uma grande [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2033" aria-describedby="caption-attachment-2033" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Dwight-and-Ava-850x560.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2033 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Dwight-and-Ava-850x560-620x331.jpg" alt="Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Dwight-and-Ava-850x560" width="620" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-2033" class="wp-caption-text">Dwight (Josh Brolin) e Ava (Eva Green): Paixão em alta temperatura</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para apreciar cada fibra pulsante de <em>Sin City </em>é preciso reforçar duas referências essenciais do projeto: a) trata-se de uma franquia que incorpora literalmente a linguagem das HQs para o cinema; b) HQs que, por sua vez, se categorizam como neo-<em>noir</em>, revitalizando um dos gêneros mais interessantes de Hollywood que traz em sua composição histórias narradas em <em>off</em>  por detetives durões e mulheres sensuais de caráter ambíguo ou extremamente frágeis, tendo como cenário os becos sujos de uma grande cidade dominada por chefes do crime.</p>
<p>Robert Rodriguez e Frank Miller retornam a cidade do pecado em <em>Sin City 2 &#8211; A Dama Fatal</em>. Como no primeiro filme, a tramaé dividida em três segmentos, porém, diferente do longa anterior, as tramas se encontram de alguma maneira. Dwight (Clive Owen foi substituído por Josh Brolin) está às voltas com os problemas de Ava (Eva Green), um antigo amor que confidencia ser agredida pelo marido milionário. A segunda trama é protagonizada por Johnny (Joseph Gordon-Levitt) um jovem impetuoso que acaba de chegar a Sin City e desafia o Senador Roark (Powers Boothe) em um jogo de sorte. A terceira história acompanha a perda da inocência da stripper Nancy (Jessica Alba) após a morte do seu protetor Hartigan (Bruce Willis). Todas esses segmentos são &#8220;flanados&#8221; por Marv (Mickey Rourke), cujo papel na trama é discreto, mas determinante em todas elas.</p>
<figure id="attachment_2034" aria-describedby="caption-attachment-2034" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Movie-Senator-Roark.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2034 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Movie-Senator-Roark.jpg" alt="Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Movie-Senator-Roark" width="620" height="320" /></a><figcaption id="caption-attachment-2034" class="wp-caption-text">A cidade do pecado: Corrupção, violência e poder, a língua dos poderosos no filme de Rodriguez e Miller</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>De <em>Sin City &#8211; A Cidade do Pecado </em>a <em>Sin City 2 &#8211;</em> <em>A Dama Fatal</em> pouquíssimo foi alterado. Rodriguez e Miller permaneceram fiéis a sua proposta inicial. Contudo, esse segundo capítulo (e provavelmente o último, dado o seu fracasso retumbante nas bilheterias americanas, o que é uma pena) tem seus méritos próprios. <em>Sin City &#8211; A Cidade do Pecado </em>praticamente inaugurou uma linguagem emulada dos quadrinhos, sem a qual não teríamos Zack Snyder, cria imediata dessa &#8220;escola&#8221; com <em>300 </em>e <em>Watchmen</em>. O êxito de Rodriguez e Miller em <em>Sin City 2 </em>advém da manutenção das suas bases, dentro de um cenário no qual sua proposta já foi repetida à exaustão. Eles acertam em cheio porque esse &#8220;quadrinho em movimento&#8221; talvez só funcione mesmo no universo de <em>Sin City</em>.</p>
<p>Em <em>A Dama Fatal</em>, figuras como Mickey Rourke, Powers Boothe e Rosario Dawson se sentem à vontade ao retornar com seus respectivos personagens. E se perdemos figuras como Clive Owen, Benicio del Toro e Bruce Willis (sim, porque aqui ele só surge como um fantasma), por outro lado ganhamos Joseph Gordon-Levitt e, claro, a talentosíssima e linda Eva Green. Por sinal, mais do que acertada a escolha de Rodriguez e Miller pela atriz para viver a personagem título da continuação. Os realizadores batalharam durante anos para ter Angelina Jolie na pele de Ava mas, os fãs da Sra. Pitt que me desculpem, não existe atriz no cinema atual que convença mais o público do seu <em>sex appeal </em>ao segurar uma arma de fogo e trajar apenas um hobby transparente do que Eva Green.</p>
<figure id="attachment_2035" aria-describedby="caption-attachment-2035" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/sin-city-a-dame-to-kill-for.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2035 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/sin-city-a-dame-to-kill-for-620x348.jpg" alt="sin-city-a-dame-to-kill-for" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2035" class="wp-caption-text">Sangue novo: Joseph Gordon-Levitt é uma das novas atrações da continuação</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Divertido e coerente, <em>Sin City 2 &#8211; A Dama Fatal </em>confirma que a franquia é uma das maiores realizações de Robert Rodriguez no cinema. Com um elenco e dois diretores que aproveitam cada &#8220;brinquedo&#8221; desse parque de diversões e nos oferecem a experiência do espírito do cinema <em>noir </em>com altas doses de &#8220;hqísmos&#8221;, o longa compensa o espectador a cada segundo da sua projeção.</p>
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