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	<title>Arquivos Jamie Foxx - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jamie Foxx - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crític: De Volta à Ação (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 15:52:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Esta que vos escreve, acredita que a crítica de cinema deve olhar para cada obra audiovisual de forma particular, procurando entender a sua funcionalidade e o seu objetivo enquanto produto midiático. É nesta lógica que a nova produção da Netflix, estrelada por Cameron Diaz (As Panteras) e Jamie Foxx (Ray), será analisada. Entre potencialidades e falhas, De Volta à Ação cumpre a sua função, diegéticamente e extradiegéticamente. O primeiro ponto destacável é o retorno de Cameron e Jamie, que estavam [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Esta que vos escreve, acredita que a crítica de cinema deve olhar para cada obra audiovisual de forma particular, procurando entender a sua funcionalidade e o seu objetivo enquanto produto midiático. É nesta lógica que a nova produção da Netflix, estrelada por Cameron Diaz (<em>As Panteras</em>) e Jamie Foxx (<em>Ray</em>), será analisada. Entre potencialidades e falhas, <em><strong>De Volta à Ação</strong></em> cumpre a sua função, diegéticamente e extradiegéticamente.</p>
<p>O primeiro ponto destacável é o retorno de Cameron e Jamie, que estavam afastados do cinema, por diferentes razões. Ela, porque havia se aposentado para cuidar da família e da vida pessoal. Ele, porque apresentou um problema de saúde, aparentemente grave, porém misterioso. No entanto – e para a alegria dos fãs –, a dupla conseguiu se reunir e finalizar o longa-metragem, que somente pela presença de dois atores tão carismáticos e marcantes para Hollywood, já valeria a pena.</p>
<p>Em termos qualitativos da obra, a produção tem uma primeira metade que não decepciona. A dinâmica entre Diaz e Foxx revela a razão desta união ficcional. Os intérpretes jogam com as pausas, interrupções e silêncios de tal maneira que formam uma construção de intimidade forte entre as personagens. Quanto mais eles brincam com essa lógica de casal, que se interrompe e sabe o momento de se escutar, mais a relação entre seus papéis cresce e a conexão com o público também.</p>
<p>Aqui, a dupla mostra como é necessário habilidade para suavizar e tornar crível diálogos de filmes besteirol de ação. Juntamente a eles, também há Glenn Close, que fomenta ainda mais a crença da plateia naquele universo ficcional. O trio interpreta ex-agentes da CIA, que se aposentam e precisam enfrentar os perigos da vida de espião novamente. No entanto, Emily (Diaz) e Matt (Foxx) criaram uma família típica do subúrbio de filmes hollywoodianos.</p>
<p>Assim, é aí que vem toda a graça do longa, na ideia de dialogar com os mais jovens, dizendo: seus pais podem ter sido espiões da CIA e você nem saber. Apesar de não ser o suprassumo da criatividade, porque Hollywood tem gostado de explorar essa dualidade de família classe média e cenários extra-cotidianos &#8211; Os incríveis é um exemplo disso -, em <em><strong>De Volta à Ação</strong></em>, além do elenco central ser afiado, a direção de Seth Gordon (<em>Pixels</em>), alivia as trapalhadas e mesmices do roteiro – que escreveu ao lado de Brendan O’Brien (<em>Vizinhos</em>).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19191" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2.png" alt="De Volta à Ação" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Isto porque é extremamente relevante que filmes deste gênero tenham uma decupagem apuradíssima, principalmente em suas cenas de ação e tensão. Gordon tem consciência de que os espectadores precisam entender visualmente o que está acontecendo, sentirem-se ansiosos durante as lutas e confrontos, que consigam enxergar bem as pancadarias, mas com criatividade, em termos de movimentação e efeitos de câmera, efeitos especiais e marcação de cena. São muitos questões para dar conta e, neste caso aqui, ainda há o fator desta ser uma produção da Netflix.</p>
<p>É necessário que a direção pense que a maioria das pessoas contará com uma sessão em casa, vendo o longa por uma tela menor. Seth Gordon revela que compreende essa lógica e, mesmo que conte com sequências tensas e com inventividade, a grandiosidade das explosões, carros que capotam e lutas corporais são reduzidas. Um exemplo é o momento da família espiã no posto de gasolina. Eles são atacados, porém por uma quantidade relativamente pequena de bandidos.</p>
<p>É com esta consciência, tanto da parte mais experiente do elenco, quanto da direção que <em><strong>De Volta à Ação</strong></em> entretém quem assiste a trama. Todavia, é preciso destacar que a segunda metade do filme não é tão boa quanto a anterior. Na busca por colocar caminhos e saídas diferentonas, Gordon e O’Brien se perdem no roteiro. A história já não prometia ser um poço de inovação e a maior graça era o “como” Cameron Diaz e Jamie Foxx iriam salvar o dia com a ajuda de Glenn Close .</p>
<p>Contudo, nesta tentativa de surpreender o público, a tensão se esvai e a obra fica menos divertida. É bem verdade que o vilão não era esperado, mas seria mais interessante que o antagonista fosse mesmo Baron (Andrew Scott), pelas seguintes razões: primeira, Andrew é mais talentoso do que o outro ator que faz o bad guy verdadeiro – mas, o intérprete não será revelado para não dar spoiler para o leitor.</p>
<p>A segunda razão é que Baron é mais desenvolvido, nesta busca de Gordon e O’Brien para enganar o receptor. Assim, o outro rapaz não convence. As suas motivações são rasas e todo o conflito interno do papel de Andrew Scott é desperdiçado nos últimos minutos de exibição. Muitas vezes, no audiovisual, é melhor ficar com o seguro, o óbvio, mas executar bem esse óbvio, cuidar desse óbvio e entregar ele bonitinho para o público. E era isso que o filme estava fazendo até a sua reviravolta. Mesmo assim, a produção vale uma sessão de sábado à tarde, com muita pipoca e refri. Este é um tipo de cinema que refresca o ares e distrai, é como comer uma pizza de uma rede de fast food – calorias vazias que divertem.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Seth Gordon</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Cameron Diaz, Jamie Foxx, Glenn Close</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/3davFh1eoVs?si=LiFPRt7V2Ito0l8u" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critic-de-volta-a-acao-netflix/">Crític: De Volta à Ação (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Clonaram Tyrone! (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Aug 2023 19:33:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tyrone. Quem seria Tyrone? Talvez, o espectador se faça essa pergunta mentalmente, enquanto assiste ao novo longa-metragem de Juel Taylor (Nightbear). Isto pode ocorrer porque os primeiros 30 minutos de Clonaram Tyrone! são um tanto enfadonhos, pois esta é uma obra que demora de engatar. Pari passu, no enredo, somente vemos como figuras centrais Fontaine (John Boyega, A Mulher Rei), Slick Charles (Jamie Foxx, Homem-Aranha: Sem Volta para Casa) e Yo-Yo (Teyonah Parris, A Lenda de Candyman). Nenhum Tyrone.  Todavia, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Tyrone. Quem seria Tyrone? Talvez, o espectador se faça essa pergunta mentalmente, enquanto assiste ao novo longa-metragem de Juel Taylor (<em>Nightbear</em>). Isto pode ocorrer porque os primeiros 30 minutos de <strong><em>Clonaram Tyrone!</em></strong> são um tanto enfadonhos, pois esta é uma obra que demora de engatar. Pari passu, no enredo, somente vemos como figuras centrais Fontaine (John Boyega, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-mulher-rei/"><em>A Mulher Rei</em></a>), Slick Charles (Jamie Foxx, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><em>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</em></a>) e Yo-Yo (Teyonah Parris, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-de-candyman/"><em>A Lenda de Candyman</em></a>). Nenhum Tyrone. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, lenta e progressivamente, este questionamento começa a se esvair, dando lugar para o entendimento da razão de tal lentidão. Para conseguir evidenciar qual é realmente o plot desta produção, com toda força que ele merece, é necessário que o engajamento naquele universo de imagem granulada e sombria seja lento e gradual. É preciso que quem assista ao longa se sinta como o protagonista Fontaine: perdido, oprimido e solitário, mas com sede de descobrir a verdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por isso que tanto o roteiro, quanto a direção de Juel  investem em criar uma atmosfera de suspense gradativo e de tom absurdista. A decupagem revela este aspecto de uma forma profunda, com movimentos de câmera e enquadramentos que vão se tornando mais arriscados  e menos convencionais, à medida que a trama avança. Os super closes, com zoom outs lentos, imprimem na fruição a sensação de que é necessário olhar bem de perto, e para cada detalhe, o que está sendo mostrado, para que o todo seja compreendido completamente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo pode ser dito das escolhas de temperaturas, que iniciam no bege, em tons pasteis, que casam com a ambientação de cotidiano repetitivo; passando pelo ciano, para ilustrar a melancolia e angústia de Fontaine, até ganhar tons mais saturados, conotando toda a libertação do trio central. No entanto, o mais relevante aqui é como o estético/imagético, combinado às pinceladas de ficção científica, dialogam com a construção discursiva desta história.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17010" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Foto-capa-Mundo-Negro-50.jpg" alt="Clonaram Tyrone!" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Foto-capa-Mundo-Negro-50.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Foto-capa-Mundo-Negro-50-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Foto-capa-Mundo-Negro-50-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Foto-capa-Mundo-Negro-50-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As pautas raciais e de classe estão todas ali, permeando os diálogos e as ações das personagens em <strong><em>Clonaram Tyrone!</em></strong>. O debate sobre questões complexas e graves, como a eugenia e o falso discurso de igualdade de raça, são postas em cena através de metáforas ou até mesmo de maneira direta. É forte e avassalador – como na cena em que  Fontaine conversa com o cientista e entende o que está sendo planejado para a população negra no mundo, ainda que comece em seu bairro -, porém são trazidas costuradamente com a premissa e a construção de personagens e mundo ficcional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, esta intensidade temática é deglutível somente porque todos os assuntos são equilibrados com momentos cômicos ou de intimidade e aproximação das personagens. Inclusive, este é um dos maiores ganhos do filme: a relação de Fontaine, Slick e Yo-Yo. Além da escrita destas figuras ser bem elaborada – com camadas e personalidades distintas bem estabelecidas em seus atos e falas –, os intérpretes mostram que conhecem bem seus papéis, criando dimensões amplas para eles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja indo para os arquétipos de traficante, cafetão e prostituta, até a quebra destes estereótipos, os atores fazem com que a dinâmica entre os três amigos, e deles enquanto indivíduos, seja permeada de gradações, de graus de emoções, sentimentos e desejos, que são captados por olhares, respirações, silêncios e formas de caminhar. É bonito vê-los em cena, jogando com o texto e criando uma cumplicidade que cresce em cada sequência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, <strong><em>Clonaram Tyrone!</em> </strong>é ousado em colocar no ecrã um mundo quase distópico, sem temporalidades definidas. Com uma premissa e um desenvolvimento arriscados, ele vai além do que se é visto em termos de cinema na contemporaneidade. Vê-se nele a combinação ideal dentro do audiovisual: é político, porém com amor à técnica cinematográfica. Ainda que peque em demorar de engatar, quando o ritmo deslancha, uma sessão prazerosa e instigante é entregue.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ah! Sobre quem é Tyrone! Bom, sem spoilers!! É preciso assistir ao filme para entender quem é este homem citado no título. Mas, você, caro leitor, pode embarcar nesta projeção sem medo, pois não irá se arrepender de fazê-lo!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Juel Taylor</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> John Boyega, Jamie Foxx, Teyonah Parris</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/w4R_k-ev32Q?si=3HvI0bb2lw38MTL2" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Homem-Aranha &#8211; Sem Volta para Casa (sem spoilers)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Dec 2021 23:32:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A caminhada de Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês) sempre foi de amadurecimento. A cada aparição, o herói da vizinhança aprendia lições sobre a vida e aperfeiçoava a jornada para se tornar sua melhor versão. No entanto, até o momento, Tom apenas havia dado passos de bebê diante das possibilidades de seu personagem. Mas, a partir de agora, tudo vai mudar. Em seu terceiro filme solo no MCU, o famoso teioso irá engatar em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A caminhada de Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês) sempre foi de amadurecimento. A cada aparição, o herói da vizinhança aprendia lições sobre a vida e aperfeiçoava a jornada para se tornar sua melhor versão. No entanto, até o momento, Tom apenas havia dado passos de bebê diante das possibilidades de seu personagem. Mas, a partir de agora, tudo vai mudar.</p>
<p>Em seu terceiro filme solo no MCU, o famoso teioso irá engatar em sua verdadeira jornada do herói. Ainda que com seu jeitão bobo e juvenil, Peter vai enfrentar dificuldades mais adultas. E aí é que o jogo vira. Amadurecimento é a palavra de ordem de <b><i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i></b>, que estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros. O novo longa-metragem é o momento de transição que o personagem e os fãs precisavam.</p>
<p>Peter Parker (Tom Holland) teve sua identidade revelada. Agora ele terá que lidar com a pressão da exposição, enquanto é acusado de ter matado Mysterio (Jake Gyllenhaal). Sem conseguir separar os dilemas do seu cotidiano juvenil da sua jornada heróica, Peter recorre ao Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) para que o mundo esqueça a verdadeira identidade do querido herói da vizinhança. Na tentativa de fazer o feitiço para ajudar Parker, Stephen Strange acaba se atrapalhando com a mágica. Esse erro libera conhecidos vilões de outros universos, fazendo com que Peter tenha que enfrentar espécies de fantasmas do multiverso.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-14921 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-750x337.jpg" alt="" width="750" height="337" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-750x337.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-610x274.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-770x346.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv.jpg 1210w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na busca por se provar capaz para o mundo, Tom Holland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><i>O Diabo de Cada Dia</i></a>, de 2020, e <i>Cherry &#8211; Inocência Perdida</i>, de 2021) encanta o público com um desempenho admirável. Até o momento, este foi o filme que melhor proporcionou momentos poderosos para o jovem e promissor ator. A narrativa, evidentemente, é construída para que o espectador se veja completamente apaixonado pela evolução do personagem durante os 148 minutos de duração.</p>
<p>Para além do Holland, a composição do elenco é certeira. A longa duração de <i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i> permitiu que os atores e atrizes envolvidos desde os primeiros filmes pudessem ser ainda mais explorados aqui. Desta vez, para além do trio principal, até mesmo Marisa Tomei (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-de-volta-ao-lar/"><em>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-frankie/"><i>Frankie</i></a>, de 2019) e Jon Favreau (<i>Chef</i>, de 2014, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/"><i>Homem-Aranha: Longe de Casa</i></a>, de 2019) tiveram mais oportunidades cênicas de mostrar a sua qualidade artística.</p>
<p>Outro ponto de destaque é a volta dos vilões. A estrutura de seu retorno e a dinâmica deles com o Tom guiam a história para outro lugar. Ver a interação entre eles é, além de nostálgico, potente. Ver Doutor Octopus, de Alfred Molina (<i>Correndo Contra o Tempo</i>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bela-vinganca/"><i>Bela Vingança</i></a>, de 2020), e o Duende Verde, de Willem Dafoe (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><i>Aquaman</i></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><i>O Farol</i></a>, de 2019), contracenando é algo poderoso e que jamais o público teve a oportunidade de ver.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-14922 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-750x313.jpg" alt="" width="750" height="313" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-750x313.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-610x254.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-770x321.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda sobre as dinâmicas do elenco, outra escolha certeira é o protagonismo de Doutor Estranho. A participação de Benedict Cumberbatch (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><i>1917</i></a>, de 2019, e <i>Ataque dos Cães</i>, de 2021) é mais curta do que se imagina, mas isso não torna a sua existência menos importante. Da mesma forma, Strange não tira a atenção do público do foco de <i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i>, que é a jornada do herói de Parker. Assim, uma das preocupações para o enredo do longa deixa de existir e uma das teorias exageradas dos fãs também some.</p>
<p>É essa trajetória que serve de fio condutor para a trama. Do primeiro ao último minuto, é possível vislumbrar um desenvolvimento de personagem jamais visto no Homem-Aranha &#8211; talvez, jamais visto em outro filme solo de super heróis. E, atrelado a isso, o roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers (os quais também escreveram as sequências anteriores) conecta a jornada de autoconhecimento e crescimento de Peter ao futuro misterioso do multiverso do MCU.</p>
<p>Ao final da sessão, todas as expectativas estarão alcançadas. As dúvidas sobre o que era real ou teria também serão sanadas. O que fica é a nostalgia e a sensação de dever cumprido. E a melhor parte para os fãs: saber que ainda veem mais três filmes com a participação do promissor Tom Holland. E com a conclusão desse novo capítulo, Peter Parker enfrentará a vida como ela é, mostrando que o Miranha do MCU é mais do que somente um garoto que teve tudo nas mãos. Mostrando que ele é o herói que todos sempre desejaram ver nas telonas. Mostrando que ele é completo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jon Watts</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch, Jacob Batalon, Alfred Molina, Willem Dafoe, Jamie Foxx, Marisa Tomei e Jon Favreau</p>
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		<title>Crítica: Power (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2020 23:01:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o fechamento dos cinemas em 2020 em virtude da pandemia, a Netflix e seus blockbusters têm ocupado essa lacuna das produções mais escapistas de Hollywood, um espaço que antes era preenchido exclusivamente pela Marvel Studios e companhia. Títulos como Resgate, The Old Guard e agora Power têm ocupado essa função, inclusive, demonstrando vontade de se estabelecer como franquias dados os ganchos para segundos capítulos que as três estabelecem em seus desfechos. Entretanto, nem tudo são &#8220;flores&#8221;, assim como Resgate [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o fechamento dos cinemas em 2020 em virtude da pandemia, a Netflix e seus <em>blockbusters</em> têm ocupado essa lacuna das produções mais escapistas de Hollywood, um espaço que antes era preenchido exclusivamente pela <em>Marvel Studios</em> e companhia. Títulos como <em>Resgate</em>, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-old-guard-netflix/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>The Old Guard</em></a> e agora <strong><em>Power</em> </strong>têm ocupado essa função, inclusive, demonstrando vontade de se estabelecer como franquias dados os ganchos para segundos capítulos que as três estabelecem em seus desfechos. Entretanto, nem tudo são &#8220;flores&#8221;, assim como <em>Resgate</em> e <em>The Old Guard</em>, <strong><em>Power</em> </strong>exibe fragilidades na condução da sua história que trazem para a produção uma certa efemeridade.</p>
<p>Em <strong><em>Power</em></strong>, tomamos conhecimento de uma realidade hipotética na qual há um intenso tráfico e consumo de uma pílula que confere poderes extraordinários a humanos, como se camuflar, impermeabilizar o corpo contra qualquer objeto letal como balas de armas de fogo, entre outros. A sociedade fica ainda mais caótica com as tais pilulazinhas, com gente mal intencionada lucrando horrores com o seu tráfico e a criminalidade aumentando, ficando praticamente impossível para a polícia conter toda essa desordem. É então que, por força das circunstâncias, um ex-militar em busca da sua filha, uma adolescente e um policial acabam se unindo para desmantelar parte desse esquema.</p>
<p><em><strong>Power</strong> </em>conta com um roteiro original de Mattson Tomlin e consegue construir um universo fantástico e ao mesmo tempo bastante realista com eficiência, algo que David Ayer, por exemplo, penou para concretizar em Bright. A dupla de diretores Henry Joost e Ariel Schulman (de outra produção irregular, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nerve-um-jogo-sem-regras/"><em>Nerve: Um Jogo sem Regras</em></a>) tem dificuldade para encontrar personalidade na condução e, não fosse seu ótimo elenco, poderia ter o trabalho completamente comprometido.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13083" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/2386527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Power, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/2386527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/2386527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/2386527.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Jamie Foxx e Joseph Gordon-Levitt são escolhas certeiras para seus papeis, o ex-militar de passado trágico e que veste a manta de herói e o policial safo e que tem consciência de que para ter êxito em suas ações precisa em alguns momentos andar fora da linha, respectivamente. Agora, nada supera a revelação Dominique Fishback, que domina a cena como a jovem traficante Robin. Há ainda uma participação interessante de Rodrigo Santoro como um dos cabeças do tráfico que demonstra, mais uma vez, como o ator brasileiro em diversas de suas empreitadas hollywoodianas procura fugir do lugar óbvio de galã.</p>
<p>O maior tropeço de <strong><em>Power</em> </strong>está no seu terceiro ato, quando a trama perde o fio da meada e esquece todas as suas críticas interessantes sobre o poder na sociedade e a opressão para dar vazão a uma ação genérica que, como de praxe em algumas dessas produções, ocorre no cenário mais previsível possível. A partir daí, o longa se contenta em oferecer para o público o básico nesse tipo de narrativa com direito ao uso extensivo de efeitos visuais e a assunção completa do personagem de Jamie Foxx como o grande salvador. Esse recuo, estratégico pois parece que esse tipo de produto mais popular na <em>Netflix</em> tem plena noção do limite que pode cruzar entre a reiteração do cinema de ação e uma maior inventividade, frustra bastante quem capta as interessantes discussões pinceladas na história pelos ótimos diálogos entre os personagens de Foxx e Fishback. Mais um potencial perdido.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Henry Joost, Ariel Schulman<br />
<strong>Elenco:</strong> Jamie Foxx, Joseph Gordon-Levitt, Dominique Fishback, Rodrigo Santoro, Courtney B. Vance, Amy Landecker, Kyanna Simone Simpson, Machine Gun Kelly</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4NZhwESwQfk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Luta por Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 23:20:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ambientado no início da década de 1990, Luta por Justiça conta a história do advogado idealista Bryan Stevenson interpretado por Michael B. Jordan (Pantera Negra) e sua árdua campanha nos tribunais para livrar do corredor da morte negros condenados por crimes que não cometeram. O caso mais emblemático e transformador da causa foi aquele envolvendo Walter McMillian, um homem simples interpretado por Jamie Foxx (Robin Hood &#8211; A Origem), acusado de matar uma jovem branca. O filme de Destin Daniel [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ambientado no início da década de 1990,<strong><em> Luta por Justiça</em> </strong>conta a história do advogado idealista Bryan Stevenson interpretado por Michael B. Jordan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Pantera Negra</em></a>) e sua árdua campanha nos tribunais para livrar do corredor da morte negros condenados por crimes que não cometeram. O caso mais emblemático e transformador da causa foi aquele envolvendo Walter McMillian, um homem simples interpretado por Jamie Foxx (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-robin-hood-a-origem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Robin Hood &#8211; A Origem</em></a>), acusado de matar uma jovem branca.</p>
<p>O filme de Destin Daniel Cretton, o mesmo do hit indie Temporário 12, responsável por impulsionar a carreira de Brie Larson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capita-marvel/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Capitã Marvel</em></a>), que também está nesse longa, em 2013, segue todo um protocolo de dramas jurídicos históricos, com uma trama de tratamento linear, pouco afeito a firulas estéticas e um roteiro repleto de frases de efeito. Esses traços do longa beneficiam, mas também banalizam o filme, que apesar de mostrar-se relevante em sua temática, se banaliza com essa clivagem mais pasteurizada.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12455" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1467093.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Luta por Justiça" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1467093.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1467093.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1467093.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além disso há um evidente excesso de duração (chega próximo de duas horas e meia de metragem) com passagens da trama que poderiam facilmente ser retiradas sem prejuízo da essência da história. O elenco tem atuações discretas e eficientes, mas nada que se revele um ponto fora da curva. Como o condenado no corredor da morte, Jamie Foxx rende algumas das cenas mais emocionantes, mas Michael B. Jordan segura bastante como o protagonista.</p>
<p><strong><em>Luta por Justiça</em></strong> acaba impondo sua importância mesmo pela ressonância do caso que narra. Poderia se beneficiar mais caso Cretton optasse pelo documentário, mas sabemos como a dramatização desse tipo de material acaba sendo a preferência de grandes estúdios. O resultado é satisfatório e tem uma força como discurso crítico que reflete sobre as injustiças do sistema penitenciário, mas a obra é protocolar e pálida como realização artística.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Destin Daniel Cretton<br />
<strong>Elenco:</strong> Michael B. Jordan, Jamie Foxx, Brie Larson, Michael Harding, Rafe Spall, Tim Blake Nelson, J. Aphonse Nicholson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/bBcTssooQcg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Robin Hood &#8211; A Origem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2018 19:58:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Dornan]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Foxx]]></category>
		<category><![CDATA[Robin Hood]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os sujeitos são outros, mas na essência, o Robin Hood que o público assiste em 2018 nas telas é bem parecido com a versão de 2010 dirigida por Ridley Scott e protagonizada por Russell Crowe e Cate Blanchett. A ideia é &#8220;modernizar&#8221; o mito do herói que na Inglaterra do século XII roubava dos ricos para distribuir aos pobres. O pensamento dos produtores, à semelhança do filme de 2010 de Scott, é tentar trazer uma roupagem mais contemporânea para a adaptação, na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Os sujeitos são outros, mas na essência, o<b> </b><i><b>Robin Hood</b> </i>que o público assiste em 2018 nas telas é bem parecido com a versão de 2010 dirigida por Ridley Scott e protagonizada por Russell Crowe e Cate Blanchett. A ideia é &#8220;modernizar&#8221; o mito do herói que na Inglaterra do século XII roubava dos ricos para distribuir aos pobres. O pensamento dos produtores, à semelhança do filme de 2010 de Scott, é tentar trazer uma roupagem mais contemporânea para a adaptação, na equivocada percepção de que o público atual não compraria uma aventura ingênua e medieval como é <i>Robin Hood </i>em sua origem.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Numa completa falta de visão criativa e até mesmo numa ausência de tino comercial, já que essa costuma ser a &#8220;língua&#8221; dos grandes estúdios, temos um <i>Robin Hood </i>mais jovem na encarnação de Taron Egerton (estrela de <i>Kingsman</i>), com elementos contemporâneos aqui e ali, costurando uma série de expedientes vistos no nicho comercial do momento em termos de <i>blockbuster</i>, o filme de super-heróis. O resultado<i> </i>é um filme ausente de alma, criativamente guiado por executivos que nada entendem de narrativa e sequer do seu próprio negócio, já que, certamente, ganhariam mais caso ofertassem para seu público um ponto fora da curva, um produto mais diversificado para seu público, que, poderia ser, simplesmente, uma visão <i>old school </i>da própria lenda que adapta.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9616" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Taron-Egerton-and-Jamie-Foxx-Robin-Hood-movie.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Robin Hood </i>é completamente picotado. Alicerçado em inspirações de versões de super-heróis para outras mídias como o Batman de Christopher Nolan e o Arqueiro Verde da série <i>Arrow</i>, que por sua vez já tem inspiração em Robin Hood nos quadrinhos e também &#8220;bebe&#8221; da fonte do Homem-Morcego, ou seja, uma verdadeira boneca russa de referências, sendo, no fim das contas, um longa ausente de personalidade e vibração.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No final das contas, trata-se de um produto escancaradamente comercial que não se esforça o mínimo possível para surpreender o público ou mesmo para ser um pioneiro entre as produções eminentemente comerciais, lançando outras tendências, percebendo que, em certas circunstâncias, o retorno financeiro vem do arrojo criativo. O filme quer seguir fórmulas que deram certo em outros ambientes, cinema, TV, quadrinhos e o faz de maneira extremamente fria e artificial. Pior, acredita que isso é o suficiente. Na verdade, ambiciona muito pouco e segue um protocolo. Nem mais, nem menos, a burocracia das decisões de uma mesa executiva e seu olhar torto e pequeno para a indústria. É isso que se vê em <i>Robin Hood</i>. Em suma, o filme olha para todos os cantos, menos para o próprio Robin Hood. E como faz tempo que nenhum realizador encarou o personagem com a devida atenção que merece, reverenciando o tom ingênuo da aventura medieval, mais do que bem-vindo em tempos de homogeneização das suas adaptações.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vinWzHEmXy8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Em Ritmo de Fuga</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-em-ritmo-de-fuga/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jul 2017 21:24:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ansel Elgort]]></category>
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		<category><![CDATA[Kevin Spacey]]></category>
		<category><![CDATA[Lily James]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Bellbottoms&#8221; no último volume! A música embala a marcação dos atores em cena. O protagonista Baby (Ansel Elgort) tem os movimentos coreografados, enquanto os companheiros de crime Griff (Jon Bernthal), Buddy (Jon Hamm) e Darling (Eiza González) roubam um banco. É assim que se inicia o novo longa do cineasta Edgar Wright, de Chumbo Grosso, intitulado no Brasil Em Ritmo de Fuga. Durante toda a projeção, o público é contagiado pelas canções que embalam os passos da personagem principal, literalmente. Todas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Bellbottoms&#8221; no último volume! A música embala a marcação dos atores em cena. O protagonista Baby (Ansel Elgort) tem os movimentos coreografados, enquanto os companheiros de crime Griff (Jon Bernthal), Buddy (Jon Hamm) e Darling (Eiza González) roubam um banco. É assim que se inicia o novo longa do cineasta Edgar Wright, de <em>Chumbo Grosso</em>, intitulado no Brasil <em>Em Ritmo de Fuga</em>.</p>
<p>Durante toda a projeção, o público é contagiado pelas canções que embalam os passos da personagem principal, literalmente. Todas as músicas presentes no filme estão dentro da diegese e a execução desta escolha é bem realizada, pois em nenhum momento parece forçado, pelo contrário, fortalece a construção do papel de Elgort e do clima de tensão.</p>
<p>A história gira em torno de Baby e seu trabalho de piloto de fuga. Há dez anos no volante, à serviço de Doc (Kevin Spacey), o rapaz ocupa a função contra seu gosto. Ameaçado pelo atual chefe, o garoto precisa pagar uma dívida do passado. Aproximando-se de quitar o débito, o jovem foca em completar suas tarefas o mais rápido possível e sair da vida de crime. Durante a exibição fica mais do que clara a bondade e generosidade do protagonista, além de seu genuíno amor pela música.</p>
<p>A direção de Wright é competente. Com um olhar cuidadoso para as cenas de ação, o ritmo corre corretamente pois o cineasta consegue executar momentos de tensão com as cenas de alívio no momento exato para não provocar um enfarto no espectador. Alguns planos detalhe tornam o longa ainda mais especial. Seja em um pé que bate no chão, junto com a música ou as mãos no volante, os planos incrementam o longa. O público pode conseguir notar a criatividade e cuidado em cada escolha de Edgar Wright nas diversas cenas, como, por exemplo, em uma das sequências finais quando o vilão é banhado por uma cor vermelha e o mocinho pelo azul.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7951" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/baby-driver.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Outro ganho de <em>Em Ritmo de Fuga </em>é a montagem. A edição, principalmente das cenas de ação, casa e descasa com as músicas de forma a dar ritmo para as sequências exibidas. Nos primeiros seis minutos de projeção já é possível notar a preocupação dos editores Jonathan Amos (<em>Irmão de Espião</em>) e Paul Machliss (<em>Heróis de Ressaca</em>). Os cortes combinados com as batidas das canções criam uma atmosfera de emoção e são bem executadas pois dão ritmo e anunciam o que estar por vir.</p>
<p>São nos detalhes que a projeção ganha qualidade. Os atores estão muito bem marcados e isso fica ainda mais visível quando eles estão em grupo e performam movimentos sincronizados, tudo isso feito de forma fluida e que se encaixa com a linguagem do filme. As atuações do elenco coadjuvante são muito pontuais, corretas. Individualmente, olhando para eles, não há caricaturas entre mocinhos e vilões, o que já é um ganho. Ninguém compromete a qualidade do filme, mas também não existem interpretações memoráveis, até porque fica a sensação de que todos precisam ser comuns, mais na média, para que Baby se destaque.</p>
<p>Ansel Elgort é a estrela do longa. O que pode vir chamar mais atenção é seu trabalho corporal para cena. É como se a música vibrasse em seu corpo e virasse movimento. As mudanças de olhar e postura durante a projeção também são relevantes. O artista toma o cuidado para não exagerar na imagem de distraído de Baby e sabe a hora de demonstrar paixão, raiva e tomada de atitudes mais severas. Elgort ganha também no carisma, o que gera uma empatia positiva em quem o assiste na tela.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7952" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/2da43b_5d5caacdbd1646e59ea5720f95aa1631-mv2.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>No elenco, o único ator que incomoda é Kevin Spacey. Todo tempo parece que ele está tentando não ser Frank Underwood, papel que ele desempenha na série da Netflix <em>House of Cards</em>. Pode-se perceber uma busca de novos tons na fala, mas volta e meia Underwood vem para a tela. Além da dificuldade do artista, o roteiro também não ajuda na construção de Doc, que se trai no desfecho da narrativa, deixando mal explicadas as suas atitudes.</p>
<p>A questão da problemática do texto vai além do fechamento do ciclo de Doc, mas todo o último ato parece ter menos cuidado que o restante de <em>Em Ritmo de Fuga</em>, passando uma confusão sobre como finalizar a obra. As escolhas das personagens soam sem justificativas plausíveis, as tensões se esvaem e uma conclusão morna é entregue para o espectador.</p>
<p><em>Em Ritmo de Fuga </em>é um filme bem executado, com músicas bem escolhidas, elenco com boa dinâmica, mas que não traz um encerramento digno do que é mostrado anteriormente. De toda forma, vale a pena vê-lo e saboreá-lo até seu ápice.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
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