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	<title>Arquivos DC Films - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos DC Films - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Adão Negro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 11:40:56 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após a pandemia de covid-19 ter interferido em diversas produções da DC Films dos últimos anos, <em><strong>Adão Negro</strong></em> chega com pré estreias nos cinemas brasileiros nesta quarta-feira (20) com o objetivo de ser um recomeço para o Universo Estendido da DC. Além dos atrasos causados pelo coronavírus, questões institucionais da Warner Bros. Pictures vêm interferindo no processo criativo e na unidade dos filmes do DCEU. No entanto, o novo longa-metragem inspirado nas hqs da DC parece colocar o universo de volta nos trilhos.</p>
<p>As incertezas que envolviam o Universo Estendido começam a diminuir com a manutenção de Ben Affleck (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/"><em>O Último Duelo</em></a>, de 2021, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bar-doce-lar-prime-video/"><em>Bar Doce Lar</em></a>, de 2022) como o Cavaleiro das Trevas e o retorno de Henry Cavill (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-efeito-fallout/"><em>Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</em></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-enola-holmes-netflix/"><em>Enola Holmes</em></a>, de 2020) ao seu papel de Super Homem, confirmado pelo Dwayne &#8220;The Rock&#8221; Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><em>Velozes e Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alerta-vermelho-netflix/"><em>Alerta Vermelho</em></a>, de 2021) numa premiere de <strong><em>Adão Negro</em></strong>.  Apesar do cancelamento de <em>Batgirl</em>, das polêmicas envolvendo Ezra Miller (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-segredos-de-dumbledore/"><em>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</em></a>, de 2022) e do lançamento do <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/"><em>Snyder Cut</em></a>, o novo longa, estrelado por The Rock, traz bons ventos para o futuro do DCEU com uma narrativa redonda, divertida e com cenas de ação surpreendentes.</p>
<p>Quando a cidade de Kahndaq está sob uma ameaça moderna, Adão Negro, antes conhecido como Teth-Adam (Dwayne Johnson), é despertado após 5000 anos de sua última aparição. Enquanto tenta salvar a sua terra natal da única forma que sabe &#8211; com fúria e vingança -, a Sociedade da Justiça é convocada para intervir na forma que o suposto vilão está tentando salvar Kahndaq. O encontro não sai como o planejado e os heróis terão que encontrar uma forma de fazer com que Adão Negro entenda o seu papel no mundo e a responsabilidade de seus poderes.</p>
<figure id="attachment_15990" aria-describedby="caption-attachment-15990" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-15990" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-750x500.jpg" alt="Adão Negro (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-15990" class="wp-caption-text">Dwayne Johnson em cena de &#8220;Adão Negro&#8221; (2022)</figcaption></figure>
<p>Um dos principais acertos da produção é o roteiro. Com uma adaptação inteligente e interessante da origem do arqui-inimigo do Shazam, <strong><em>Adão Negro</em></strong> entrega uma narrativa que discute a relação entre neoimperialismo no Oriente Médio e o esvaziamento da dicotomia bem versus mal. Infelizmente a discussão social e histórica sobre as ocupações em países do oriente por nações ocidentais acaba ficando em segundo plano, mas nada que atrapalhe a história. Pelo contrário, é uma grata surpresa perceber que o subgênero esteja se preocupando cada vez mais em trazer discussões atuais e relevantes para suas tramas heroicas.</p>
<p>Quanto ao quesito do bem contra o mal, esse acaba sendo o foco central do roteiro de Adam Sztykiel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rampage-destruicao-total/"><em>Rampage &#8211; Destruição Total</em></a>, de 2018), Rory Haines e  Sohrab Noshirvani. A escolha, apesar de ser comum a diversos filmes de super heróis, é trabalhada de uma forma criativa, graças a presença da Sociedade da Justiça. A interação entre o personagem título e os componentes da Sociedade &#8211; em especial com o Doutor Destino (Pierce Brosnan) e o Gavião Negro (Aldis Hodge) &#8211; cria uma fluidez no roteiro que conduz o espectador numa jornada intrigante. E, apesar de ser um único longa trazendo duas frentes de apresentação de personagens relevantes para as hqs e para o futuro do DCEU, <strong><em>Adão Negro</em></strong> consegue fazer isso de forma cuidadosa e equilibrada.</p>
<p>Além do elenco coeso e das apresentações do personagens serem agradáveis, as cenas de ação são outro ponto forte de <strong><em>Adão Negro</em></strong>. Apesar do uso um tanto exagerado de <em>slow-motion</em> para impactar o público, a ira do personagem de The Rock é mostrada em cada ataque dele. É importante perceber o cuidado (e a corajosa escolha de subir a faixa etária do filme) ao colocar cenas de luta e mortes mais gráficas. Ao fazer isso, a produção se mostra atenta ao cerne do seu personagem principal e decide priorizar isso, uma vez que a violência define o interior de Teth-Adam. Escolha essa que pode ter sido facilitada pela experiência de Jaume Collet-Serra (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aguas-rasas/"><em>Águas Rasas</em></a>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-passageiro/"><em>O Passageiro</em></a>, de 2018) em trabalhos prévios de terror e suspense.</p>
<p><em><strong>Adão Negro</strong></em>, com sua trajetória e narrativa singular, parece ser um sinal de que ainda há esperanças para o futuro do DCEU. Para os fãs do personagem título e da DC, o longa é um presente que há muito não se via &#8211; inclusive por sua única cena pós créditos. Para os amantes do subgênero, a diversão é garantida do início ao fim, com uma história que consegue se sustentar sozinha, não tem amarras e nem se faz dependente de nenhuma produção prévia. O carisma e a influência de Dwayne Johnson conseguiram fazer com que um filme pandêmico, que passou por refilmagens, se tornasse um farol de esperança.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jaume Collet-Serra</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Dwayne Johnson, Aldis Hodge, Noah Centineo, Sarah Shahi, Marwan Kenzari, Quintessa Swindell, Bodhi Sabongui, Viola Davis e Pierce Brosnan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lROrY_3PmQA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2021 22:16:01 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>) sobre a famosa <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (<i>Os Vingadores</i>, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> (2021) emerge e traz um novo olhar para o Universo Estendido DC (DCEU).</p>
<p>Após a perda do guardião da Terra, Batman (Ben Affleck, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>) precisará, ao lado da Mulher Maravilha (Gal Gadot, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>), reunir os maiores super-heróis do planeta para deter um desastre iminente. Além da jornada para juntar esta liga de heróis composta pelo Aquaman (Jason Momoa, <em>Game of Thrones</em>), Flash (Ezra Miller, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-e-onde-habitam/"><em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em></a>) e Ciborgue (Ray Fisher, True Detective), eles precisarão se preparar para deter Darkseid, o conquistador de mundos, e seu exército de parademônios comandados por Lobo da Estepe.</p>
<p>A estreia do filme é uma vitória para os fãs da DC que são os responsáveis por cobrar o lançamento do longa-metragem. Após uma extensa campanha online para liberação do que viria a ser o <b><i>Snyder Cut</i></b> &#8211; como é conhecida a produção por ser o corte do diretor &#8211; a Warner se rendeu ao desejo do público e criou os caminhos para fazer deste filme uma realidade.</p>
<p>O primeiro ponto positivo do <b><i>Snyder Cut</i></b> é seu poder de comprovação de qualidade. As produções da DCEU vaguearam, durante um bom tempo, entre ótimos filmes e outros bem problemáticos &#8211; a exemplo de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman-vs-superman-a-origem-da-justica/"><i>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</i></a> (2016) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><i>Esquadrão Suicida</i></a> (2016). Desta vez, o clamor dos espectadores trouxe o filme para as telas. Sem amarras, da forma que foi pensado (e ainda mais). Com isso, a estreia do HBO Max comprovou novamente que a DC é capaz de realizar produções de qualidade dentro de um arco maior e interativo de filmes.</p>
<p>Ou seja, a construção narrativa da nova <b><i>Liga da Justiça</i></b> traz o universo de volta aos trilhos. No entanto, é importante pensar que esta alusão ao trem descarrilhado existe a partir de uma perspectiva mercadológica e competitiva &#8211; uma vez que <i>Mulher-Maravilha</i> (2017), <i>Aquaman</i> (2018) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><i>Shazam!</i></a> (2019) foram filmes que funcionaram, tem qualidade e são bem amarrados.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13905" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A necessidade de mega bilheterias e a inevitável comparação entre a DC e Marvel e seus universos estendidos são os fatores que regem essa competitividade alucinante. E ela é uma das principais razões que causaram diversos tropeços do DCEU ao longo de sua existência &#8211; seja por falta de planejamento do estúdio ou por uma comparação infundada por parte do público.</p>
<p>Nesta nova versão, existe a profundidade necessária para guiar as motivações das personagens, elas são bem trabalhadas e mostram quem são de verdade. Da mesma forma são os vilões do filme, os quais, desta vez, se sustentam e se mostram capazes de carregar o peso de suas ações e do papel que representam para o Universo Estendido. Esses são os principais elementos narrativos que conseguem, de longe, fazer deste longa-metragem uma produção melhor para inaugurar a jornada da Liga da Justiça nos cinemas.</p>
<p>É inegável dar os louros ao Snyder pelo seu olhar macro da história &#8211; coisa que ele não conseguiu imprimir em <i>Batman vs Superman</i>. E, quando analisado, é interessante pensar que o projeto inicial se propôs a abrir essa nova página da história com um dos maiores vilões do universo. Além de arriscada, foi uma escolha corajosa introduzir Darkseid de logo cara. Só que isso é feito de forma tão sutil e cuidadosa, que não criou conflitos narrativos; apenas possibilitou diversos caminhos para o DCEU seguir.</p>
<p>No entanto, isto só foi possível porque o <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> tem 4h de duração. E aqui mora o primeiro problema &#8211; quando pensamos na obra dentro do formato de narrativa cinematográfica. Mesmo com a divisão da história em capítulos &#8211; o que permite uma flexibilidade maior na hora de assistir ao filme &#8211; é exaustivo para quem decide encará-lo como um longa-metragem. São 4h que valem a pena pelo resultado, mas existem excessos que são evidentes. Ainda que seja interessante o longa tirar o tempo necessário para estabelecer o contato inicial entre o público e os heróis que ainda não haviam sido mostrados nas telas, a duração cansa o espectador.</p>
<p>Outro fator relacionado aos excessos está na aparição de várias figuras conhecidas que abrem muitas portas para o futuro narrativo. Neste caso, esses caminhos podem levar a mais um momento de desencontro da produção. Fica claro que Zack Snyder quis apresentar a Liga da forma mais completa possível.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Também é compreensível que a escolha foi feita para dar brecha a novos filmes solo e outras interações com referências em quadrinhos diversos, mas isso precisaria ser conduzido de forma cuidadosa. E, ainda assim, existem inserções que extrapolam a narrativa contada pelo Snyder e se tornam mais interrogações na cabeça do espectador, além de ter feito o filme se estender ainda mais, a exemplo de quase todo o epílogo.</p>
<p>É pensando também nesse futuro um tanto incerto que moram os maiores questionamentos sobre o DCEU. A chegada de <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut </i></b>não mudou os caminhos trilhados pelo universo e, até então, não afetou projetos em andamento. A Warner e o próprio diretor também já se pronunciaram alegando que ele não estará mais à frente de projetos do Universo Estendido. Mas isso significa que o conteúdo narrativo do <b><i>Snyder Cut</i></b> será ignorado, como se nunca tivesse sido lançado? Será que outra petição virtual será feita para tornar canônica essa versão e seguir a partir dela? Ou até mesmo, será que outra comoção trará o diretor de volta?</p>
<p>Além disso, não está claro ainda onde o novo Batman se encaixa, da mesma forma que o enredo de <i>The Flash</i> (2022) não foi divulgado e existem apenas rumores sobre o conteúdo do longa. Outras dúvidas são sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill e o <i>reboot</i> do <em>Superman</em> no universo. As polêmicas envolvendo Ray Fisher e a investigação sobre a conduta abusiva de Joss Whedon durante as gravações de <i>Liga da Justiça</i> (2017) também tiveram efeitos. O planejamento do filme solo do Ciborgue parou e talvez ele tenha sido cortado do filme do Flash.</p>
<p>Seja quais caminhos a Warner deseje seguir, duas coisas são esperadas: que haja um planejamento a longo prazo e que o resultado das produções mantenha a qualidade de filmes como <i>Wonder Woman</i>, <i>Aquaman</i>, <i>Shazam!</i> e o <b><i>Snyder Cut</i></b>. É impossível negar a qualidade do que foi visto com a versão de Zack e isso precisa ser respeitado. O trabalho do diretor, produtor e roteirista não é livre de julgamentos e, muito menos, de erros. Há escolhas que poderiam ter sido diferentes, mas o conjunto da obra é satisfatório, não há como negar.</p>
<p>Sem exageros e firulas, Snyder conseguiu demonstrar o seu cinema. E, apesar de ter feito dois filmes no DCEU anteriormente, é em <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> que se vê as marcas do diretor com clareza &#8211; tanto os acertos quanto os erros. Agora os <i>crossovers</i> da DC têm uma cara e ela é madura e sombria. É uma linguagem e arte que descrevem a essência das histórias em quadrinhos da DC Comics. Com o <b><i>Snyder Cut</i></b>, o público e, principalmente, os fãs puderam vislumbrar tudo o que pode acontecer quando um projeto dá liberdade criativa e artística para a equipe. E quem sabe, ao menos o resultado deste filme não impulsione um novo recomeço para a DC nos olhos do público e da própria indústria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zack Snyder<br />
<strong>Elenco:</strong> Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Amy Adams, Amber Heard, Jeremy Irons, Ciarán Hinds, Diane Lane, Joe Morton, J. K. Simmons, Jared Leto, Joe Manganiello, Robin Wright, Ray Porter, Connie Nielsen, Willem Dafoe, Jesse Eisenberg</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sdvBf9XiJnA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: SHAZAM!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2019 15:29:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada de um herói pode ser contada de diversas maneiras. A própria expressão imagética dessa figura não tem normas pré estabelecidas e pode percorrer qualquer caminho. Da Grécia antiga até as mais recentes narrativas cinematográficas dos grandes estúdios, as possibilidades se tornaram infinitas de representar uma personagem heroica. A partir desses novos cenários, o Universo Estendido da DC (DCEU) reformulou o seu caminho e encontrou uma nova forma de construir suas histórias. Aquaman foi o primeiro a iniciar essa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada de um herói pode ser contada de diversas maneiras. A própria expressão imagética dessa figura não tem normas pré estabelecidas e pode percorrer qualquer caminho. Da Grécia antiga até as mais recentes narrativas cinematográficas dos grandes estúdios, as possibilidades se tornaram infinitas de representar uma personagem heroica. A partir desses novos cenários, o Universo Estendido da DC (DCEU) reformulou o seu caminho e encontrou uma nova forma de construir suas histórias.</p>
<p><em>Aquaman</em> foi o primeiro a iniciar essa nova linha de pensamento da DC Films. O longa-metragem sobre o rei de Atlântida abriu portas e deu pistas sobre o que os fãs poderiam esperar das próximas produções. Com a estreia de <em><strong>SHAZAM</strong></em>!, o público pode conferir a confirmação de suas expectativas. O DCEU parece, enfim, ter encontrado o seu caminho. A produção estreia nesta quinta-feira (4) e promete alavancar o futuro do universo.</p>
<p>Billy Batson (Asher Angel) vive mudando de lares adotivos. Logo após chegar na casa dos Vasquez, ele acaba entrando numa briga para defender um dos outros adotados. Fugindo dos valentões, Billy acaba encontrando um antigo mago (Djimon Hounsou) que o transformará num super-herói adulto todas as vezes que ele invocar o nome do ancião. Para entender o que aconteceu, Billy decide contar para Freddy (Jack Dylan Grazer), seu novo irmão adotivo que entende tudo de heróis, sobre o seu super e mágico alter ego chamado Shazam (Zachary Levi). Tudo parecia uma diversão para os dois garotos – os quais passavam os dias testando os poderes de Shazam – até o momento que seu adversário, o Dr. Thaddeus Silvana (Mark Strong), surge na tentativa de roubar os seus poderes. Agora o adolescente terá que enfrentar o poderoso vilão para salvar a cidade, a nova família e a si mesmo.</p>
<p>Apesar das evidentes mudanças mostradas em <em>Aquaman</em>, o tom do novo longa da DC Films é completamente diferente das outras produções do universo. <strong><em>SHAZAM</em></strong>! tem uma natureza cômica sem igual. O filme resgata um olhar mais leve sobre as histórias de super herói sem perder as características do universo e a profundidade dos assuntos abordados. A película retrata aspectos da infância, questões sobre o sentimento do que é uma família e trata, também, sobre o sentido de pertencimento. Tudo isso em meio a uma estrutura engraçada que, por si só, se destaca. O caminho escolhido para <strong><em>SHAZAM!</em> </strong>foi um dos melhores acertos da Warner Bros. desde que a produtora resolveu refazer as <em>hqs</em> dos componentes da Liga da Justiça.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10373" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="SHAZAM!" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro é uma adaptação muito correta e funciona como uma narrativa inteligente. Henry Gayden escreveu uma enxuta e agradável história capaz de captar um público variado. Para aqueles que leram os quadrinhos do herói, <em><strong>SHAZAM!</strong></em> é um presente que leva o fã de volta as páginas das <em>hqs</em> – com algumas alterações que são compreensíveis e que conseguem desenhar o futuro da narrativa. Para o espectador que vai aos cinemas pelo simples fato de ser um filme de herói, esse terá uma sessão surpreendentemente divertida. O longa dirigido por David F. Sandberg (<em>Quando as Luzem se Apagam</em>, de 2016, e <em>Annabelle 2</em>, de 2017) é uma das jornadas de herói mais criativas e engraçadas já feitas.</p>
<p>O maior suporte dessa estrutura plenamente sutil, criativa e divertida é o elenco. O trio Zachary Levi, Asher Angel e Jack Dylan Grazer toma conta da narrativa com performances extraordinárias. A consonância entre as atuações de Levi e Angel é assombrosa. Quando eles trocam de lugar em cena – seja Billy virando o Shazam ou o contrário – os trejeitos, a fala e o olhar permanecem. A conexão entre os dois atores faz a narrativa crescer de maneira quantitativamente exponencial. Para agregar ainda mais as cenas deles, Grazer completa o trio trazendo a sua presença de cena. A personagem dele representa a comédia, a consciência heroica e, principalmente, é uma expressão do desejo de toda criança. Grazer entra em cena para personificar o sonho infantil de ser um herói.</p>
<p>A estreia de<strong><em> SHAZAM!</em> </strong>é um momento glorioso da DC. Como o segundo acerto dessa nova jornada, a bilheteria promete ser tão boa quanto a de <em>Aquaman</em> e <em>Mulher-Maravilha</em>. As críticas elogiaram incontestavelmente a produção – mais até do que o filme estrelado por Jason Momoa – e isso, somado aos acertos do filme, farão desse um dos expoentes da nova fase da DC. <em><strong>SHAZAM!</strong></em> funcionará como a ponte para fazer o espectador voltar a confiar nas produções do universo – o qual deve crescer e prosperar daqui para frente. A película estrelada por Zachary Levi inicia definitivamente a nova era da DCEU com a esperança de que o que está por vir sempre será melhor.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David F. Sandberg<br />
<strong>Elenco:</strong> Zachary Levi, Asher Angel, Mark Strong, Djimon Hounsou, Jack Dylan Grazer, Grace Fulton, Ian Chen, Faithe Herman, Adam Brody, Ross Butler, Michelle Borth, Meagan Good, D.J. Cotrona</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/A60Q8S-ohNA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Aquaman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2018 19:30:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O universo de super-heróis da DC passou por dificuldades para consolidar suas histórias no cinema. Apesar de seus quadrinhos serem sucessos de vendas desde os primeiros lançamentos na década de 1930, suas representações cinematográficas nunca seguiram o mesmo padrão. A DC e sua conturbada jornada de adaptações teve início em 1951 com o longa independente baseado nas hqs do Homem de Aço. A primeira leva de filmes carro-chefe da DC foram também adaptações das histórias do Superman com Christopher Reeve [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O universo de super-heróis da DC passou por dificuldades para consolidar suas histórias no cinema. Apesar de seus quadrinhos serem sucessos de vendas desde os primeiros lançamentos na década de 1930, suas representações cinematográficas nunca seguiram o mesmo padrão. A DC e sua conturbada jornada de adaptações teve início em 1951 com o longa independente baseado nas hqs do Homem de Aço. A primeira leva de filmes carro-chefe da DC foram também adaptações das histórias do <em>Superman</em> com Christopher Reeve como a personagem-título. A partir daí, com exceção dos longas-metragens do <em>Batman</em> dirigidos por Tim Burton e por Christopher Nolan, os lançamentos com a logo da DC Films foram uma sucessão de fracassos de público e crítica.</p>
<p>O processo de revitalização da DC começou em junho de 2013 quando foi lançada a primeira produção do Universo Estendido DC (DCEU). O <em>Homem de Aço</em> foi o pontapé inicial para uma nova empreitada da DC Films em parceria com a Warner Bros. O DCEU, apesar de remodelado, ainda sofreu com problemas administrativos. As mudanças de diretores em meio a produção, as intermináveis refilmagens, a dificuldade de estabelecer a linguagem e o tom do universo e a própria construção de algumas histórias foram erros recorrentes em <em>Batman vs Superman</em> (2016), <em>Esquadrão Suicida</em> (2016) e <em>Liga da Justiça</em> (2017) – sendo essa última narrativa aquela com melhor desempenho de produção. Ou seja, dentre os longas lançados até o ano passado, apenas <em>O Homem de Aço</em> e <em>Mulher Maravilha</em> (2017) foram corretos na execução e, mesmo assim, só <em>Wonder Woman</em> (título original) conseguiu cativar o público.</p>
<p>A conjuntura criada pelos resultados insatisfatórios das produções interfere no futuro da DCEU. Os fãs se tornaram completamente desacreditados quanto a possibilidade de um acerto para o universo – em especial após as notícias sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill, que é mais uma demonstração de desorganização. Eis que, diante de todo esse desastre, surge a estreia do que promete ser o início de um novo curso para o DCEU. A materialização do <em>Aquaman</em> nos cinemas é um feito jamais visto na história das adaptações das hqs da DC – com exceção das animações onde a personagem aparece em diversas produções. A ideia da personagem vivida por Jason Momoa ter um longa-metragem é, por si só, uma situação ruim ao contexto já complicado da DC Films.</p>
<p>O <em>Aquaman</em> nunca foi um dos super-heróis mais queridos e/ou famosos da <em>Liga da Justiça</em>. Além disso, a interpretação dada a ele em<em> Justice League</em> (título original) se distancia do que já havia pré-estabelecido no imaginário dos fãs. Momoa deu vida a um Arthur Curry completamente diferente o que, em 2017, foi alvo de críticas sobre a primeira aparição do herói. O resultado de <em>Aquaman</em> tem, contudo, o papel fundamental de acabar com todos os preconceitos construídos sobre a personagem, a interpretação do ator e o futuro da DCEU. O novo sucesso da Warner Brothers Pictures chegará aos cinemas brasileiros nessa quinta-feira (13) preparado para traçar um caminho de esperança aos fãs do universo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9671" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/12/4693325.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="aquaman" width="610" height="348" /></p>
<p>A terra e o mar estão prestes a entrar em um conflito mortal. O governante de Atlântida, Orm (Patrick Wilson), declara guerra aos habitantes da terra se nomeando Mestre do Oceano e a única salvação para os sete mares. Essa empreitada contra os humanos é, na verdade, um plano para controlar o reino dos mares. Arthur Curry (Jason Momoa), conhecido pelos humanos como Aquaman, é procurado pela princesa Mera (Amber Heard) para iniciar uma jornada em busca do artefato que provará a sua linhagem real e, consequentemente, seu título como governante de Atlântida. Cabe a Arthur, assumir o seu posto como herdeiro do reino dos mares, derrotar o seu meio irmão Orm e estabelecer a paz entre os povos da terra e do mar.</p>
<p>Contrariando todos os palpites e olhares pessimistas para a produção, <em>Aquaman</em> é uma obra belíssima que abraça o fazer cinematográfico sem perder nada da magia das hqs. A DC Films parece ter finalmente encontrado o seu caminho. O resultado visto com o filme é uma aventura indescritível repleta de cores e vida. A semelhança do design de produção com os quadrinhos é assombrosa. A sensação do espectador é uma espécie de viagem ao imaginário da infância, onde tudo é grandioso e mágico. A representação visual do mundo aquático é tão bela quanto as elucubrações de Júlio Verne sobre as profundezas do mar.</p>
<p>A Warner Bros. e a DC Films não mediram esforços para enfim criar um produto correto e sedutor. Cada uma das partes da produção está impecável. A fotografia, montagem, o som, elenco, roteiro, a direção e os efeitos especiais – o que é relevante depois de Liga da Justiça. Todos os elementos da produção foram bem pensados e executados. O resultado desse cuidado permitiu que a DCEU elaborasse uma das melhores adaptações já feitas – mesmo quando comparado ao excelente trabalho de <em>Mulher Maravilha</em>.</p>
<p>A materialização desse universo foi orquestrada pelo visionário James Wan. A presença do diretor foi fundamental para a criação desse olhar único acerca do reino de Atlântida e sua magia. Mais uma vez, a escolha de um diretor diferente criou – assim como a presença de Patty Jenkins em <em>Wonder Woman</em> – um novo caminho para o herói. Wan tem créditos infindáveis por esse filme, mas o maior de todos é pelo resultado final. Talvez a produção da história de Arthur Curry seja uma das mais difíceis dentro do universo. A maneira como ele conduziu a narrativa mesclando as memórias da personagem de Momoa com a jornada do herói foi brilhante. Ademais, James Wan entregou ao público algumas das melhores sequências de luta e perseguição – como o primeiro confronto entre Orm e Arthur e a batalha na Sicília.</p>
<p>A parceria de David Leslie Johnson-McGoldrick (<em>Invocação do Mal 2</em>, de 2016) e Will Beall (<em>Esquadrão Suicida</em>, de 2013) rendeu um fruto fantástico. A beleza do trabalho dos roteiristas está na sensibilidade da fantasia criada por eles. A narrativa construída foi cautelosa e precisa nas escolhas. A construção da personagem principal e o confronto de seus dois mundos foi bem elaborado. A ideia de construir uma perfeita jornada do herói foi fundamental para a condução desse trabalho.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9672" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/12/2146694.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="aquaman" width="610" height="348" /></p>
<p>Os demais setores da produção obtiveram um desfecho satisfatório. A fotografia e o design da obra deram ao filme a vivacidade necessária para honrar os quadrinhos. A música composta por Rupert Gregson-Williams segue o seu interessante trabalho feito no longa de Patty Jenkins e ajuda a compor a personagem de Momoa. A maquiagem, a cenografia e os efeitos especiais foram incontestavelmente bem feitos. Todo o trabalho para criar as criaturas marinhas (dos animais aos monstros), dar vida aos cenários espetaculares do reino marinho e manter essa fantasia real merecem aplausos.</p>
<p>O elenco de <em>Aquaman</em> é uma mistura interessante. A escolha para compor cada uma das personagens não poderia ter sido outra. Willem Dafoe em sua inédita aparição como mocinho de uma trama dessa vertente vive Vulko, com sua usual eficiência. Nicole Kidman uso seus breves momentos em tela para emocionar o público com o seu talento indiscutível. Yahya Abdul-Mateen II se junta ao elenco para dar vida – com um interessante background story – a um dos inimigos mais marcantes do rei dos mares, o Manta Negra. Amber Heard é assustadoramente parecida com Mera e transformou, com a ajuda do roteiro, sua personagem em mais uma poderosa heroína da DCEU. Até mesmo Dolph Lundgren, o eterno Ivan Drago de <em>Rocky IV</em> (1985), fez uma participação interessante.</p>
<p>Os destaques desse elenco vão, contudo, para Patrick Wilson e Jason Momoa. É inevitável perceber que James Wan quis estar rodeado de pessoas conhecidas nessa difícil empreitada e a escolha de Wilson comprova isso. A questão acerca do ator é a sua camaleônica atuação quando comparada aos trabalhos de terror em parceria com Wan. Quanto a Momoa, ele está fenomenal. O que era posto em questionamento pela participação de Aquaman em <em>Liga da Justiça</em> é transformado na interpretação de Jason Momoa para a personagem – e isso é uma das melhores sacadas da produção. A nova perspectiva dada ao rei dos mares é uma ideia brilhante dos produtores para lidar com o problema de identificação com a personagem. A partir desta versão de Jason, o olhar sobre o Aquaman será outro.</p>
<p>A estreia de <em>Aquaman</em> é uma das muitas vitórias que a DC terá daqui para frente caso siga trabalhando dessa forma. O sucesso do longa é um dos fatores que fará o público confiar no próximo filme da DCEU, <em>Shazam!</em> – que será lançado em janeiro do ano que vem –, e se manter fiel às suas produções futuras. A história estrelada por Jason Momoa é o melhor presente de Natal que a Warner/DC poderia dar aos fãs das hqs. Há anos o público espera por trabalhos desse calibre e não poderia existir apenas um. O novo caminho criado para o DCEU (re)começa nesta quinta-feira.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/02S12LD75bc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Trailers de Aquaman e Shazam mexem com as expectativas do público</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jul 2018 19:32:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O simples anúncio de uma produção cinematográfico sobre alguma temática interessante, adaptação querida ou sequência aguardada são fatores comuns no cotidiano dos cinéfilos. Um dos segmentos mais movidos por essas notícias é o universo dos super-heróis, em especial as adaptações das hqs da Marvel e DC. Dessa maneira, o lançamento dos primeiros trailers oficiais dos dois próximos longas da DC Entertaiment movimentaram o mundo nesse final de semana. A divulgação dos teasers foi feita na San Diego Comic-Con, no dia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O simples anúncio de uma produção cinematográfico sobre alguma temática interessante, adaptação querida ou sequência aguardada são fatores comuns no cotidiano dos cinéfilos. Um dos segmentos mais movidos por essas notícias é o universo dos super-heróis, em especial as adaptações das hqs da Marvel e DC. Dessa maneira, o lançamento dos primeiros trailers oficiais dos dois próximos longas da DC Entertaiment movimentaram o mundo nesse final de semana. A divulgação dos teasers foi feita na San Diego Comic-Con, no dia 21 de julho.</p>
<p>Com essas novas notícias sobre as duas películas dos heróis, o público passa finalmente a visualizar como pode ser o resultado final da produção. O problema dos trailers é que, em alguns casos, eles enganam o espectador. O longa-metragem Sem saída (2011) estrelado por Taylor Lautner, é uma das provas vivas de que o trailer engana. O filme em questão aparenta ser um eletrizante thriller com bastante ação, mas o produto final é frustrante – talvez eles devessem ter parado apenas nos dois minutos de trailer. Por essa razão, assistir dois minutos e meio do que pode vir a ser o resultado da produção de <em>Aquaman</em> e <em>Shazam</em> – cujas estreias são, respectivamente, 20 de dezembro de 2018 e 4 de abril de 2019 – ainda não é tranquilizador o suficiente para os amantes das histórias da <em>DC Comics</em>.</p>
<p>Como todos sabem, o histórico de adaptações das histórias em quadrinhos da DC não é dos melhores. Ao longo das últimas três décadas, as produções variaram entre ótimos e péssimos trabalhos. Mais recentemente, iniciou-se um processo de reformulação desse universo, com o objetivo de dar vida a Liga da Justiça nos cinemas. Ainda com certos problemas, os longas falharam aqui e ali, fazendo com que o público criasse uma certa cautela quanto aos lançamentos da DC distribuídos pela Warner Bros. Pictures. Tudo isso se deve ao fato de a produtora ainda não ter achado o tom perfeito para as suas películas – mesmo que o filme da <em>Liga da Justiça</em>, de 2017, não tenha tido falhas, por exemplo, como <em>Batman vs. Superma</em>n ou <em>Esquadrão Suicida</em>, ambos de 2016.</p>
<p>Apesar de todo esse vai e vem, os trailers lançados nesse sábado se mostraram trabalhos coerentes dentro de suas respectivas histórias originais e aparentam ter um tom (muito) definido. Tendo em vista toda essa impossibilidade de certeza perante apenas os teasers, a confirmação só vai ocorrer em dezembro de 2018 e abril de 2019. Caso essa aparência se concretize, a história dos longas-metragens da <em>DC Comics</em> mudará de uma forma inimaginável: os filmes sairão de um caminho confuso e incerto para a estabilidade e excelência que cabem as narrativas desse universo sem igual. Quanto ao público, resta a eles esperar e torcer para que esse seja o início de um belo e inteligente futuro trilhado pela DC em parceria com a Warner.</p>
<p><strong>Assista aos trailers!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/llJsEaqhNRk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/VIDmMoSeG30" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial: Um perfil sobre as dificuldades de consolidação da DC Films</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jan 2018 18:53:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Deixar uma marca num ramo com tanta rotatividade criativa e competitividade é um desafio. A produtora DC Films vem tentando, sem muito êxito, consolidar-se no meio cinematográfico há anos. Graças a Marvel Studios – produtora dos Vingadores e companhia -, a caminhada da DC acaba sendo um pouco mais complicada. Liga da Justiça, uma das obras cinematográficas mais esperados de 2017 pelos amantes de super-heróis e histórias em quadrinhos, estreou causando uma discussão imensa acerca do resultado apresentado ao público. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Deixar uma marca num ramo com tanta rotatividade criativa e competitividade é um desafio. A produtora <em>DC Films</em> vem tentando, sem muito êxito, consolidar-se no meio cinematográfico há anos. Graças a <em>Marvel Studios</em> – produtora dos Vingadores e companhia -, a caminhada da DC acaba sendo um pouco mais complicada. <em>Liga da Justiça</em>, uma das obras cinematográficas mais esperados de 2017 pelos amantes de super-heróis e histórias em quadrinhos, estreou causando uma discussão imensa acerca do resultado apresentado ao público. Para entender os problemas e atrasos na qualidade perfectiva dessa e de outras produções, é necessário entender primeiro o histórico da produtora no cinema.</p>
<p>A <em>DC</em> estreou nas telonas, em 1978, com <em>Superman: O Filme</em>, contando com a parceria da <em>Warner Bros. Pictures</em> desde o início. Com a popularidade do homem de aço nos cinemas, sequências da história foram feitas até que o trabalho se estendeu para o universo do cavalheiro das trevas dando a produtora uma chancela de qualidade. Após o ápice, a <em>DC Films</em> viveu um hiato de produção que durou de 1997 (com a estreia do não tão bom<em> Batman &amp; Robin</em>) até 2004 (com o lançamento do fraquíssimo <em>Mulher-Gato</em>).</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8636" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/01/mulher-gato-750x380.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>As tentativas foram inúmeras para retomar o espaço e qualidade no mercado, mas os fracassos com filmes como <em>Superman: O Retorno</em> (2006), <em>Jonah Hex</em> (2010) e <em>Lanterna Verde</em> (2011) só atrapalharam o processo – mesmo tendo, simultaneamente, o estouro da brilhante trilogia do <em>Cavalheiro das Trevas</em>, dirigida por Christopher Nolan. Em contrapartida, durante o espaço de tempo onde a <em>DC</em> se afundava com péssimas produções, a <em>Marvel Studios</em> se consolidava no universo cinematográfico com filmes solo de seus principais heróis &#8211; o que os permitiu expandir o universo posteriormente, criando <em>Os Vingadores</em>, em 2012. O maior erro da parceira da <em>Warner</em> foi, portanto, a demora para estabelecer sua personalidade fílmica e a lentidão para firmar uma identificação entre o público atual e seus super-heróis.</p>
<p>O desacerto segue a acarretar problemas nas produções mais recentes, como <em>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</em> (2016) e <em>Esquadrão Suicida</em> (2016). O primeiro filme a introduzir a nova versão dos heróis mais antigos do estúdio (Batman e Superman &#8211; agora vividos, respectivamente, por Ben Affleck e Henry Cavill) peca pelo excesso em todos os aspectos possíveis. O longa é muito extenso, o tom dramático está acima do necessário, há uma introdução de muitas personagens e seus respectivos contextos de uma só vez &#8211; fazendo com que a história seja confusa -, além das oscilações de personalidade cinematográfica (uma hora é uma cópia dos Vingadores e, logo em seguida, a dramaticidade pesada que caracteriza os quadrinhos da DC volta à tona). Já o segundo é uma piada diante do espectador. <em>Esquadrão Suicida</em> não tem nenhuma coesão na sua apresentação como obra cinematográfica. A película é um emaranhado de cenas regravadas – para se aproximar do universo cômico-infantil da <em>Marvel</em> – e costuradas por uma espécie de açougueiro bruto que não entende o que está fazendo.</p>
<p>Em 2017, a <em>DC Films</em> tentou definir, mesmo que tardiamente, sua personalidade na composição de obras cinematográficas e acaba começando a acertar na receita. Com o sucesso de <em>Mulher-Maravilha</em>, a DC consegue, depois de anos, um sucesso estrondoso de bilheteria e de qualidade artística. O filme protagonizado pela amazona – vivida pela atriz israelita Gal Gadot &#8211; é harmônico e bem lapidado, sem deixar pontas soltas tanto para a história da heroína como para a futura incorporação dela na Liga. Afinal, toda essa preparação feita através das estreias de <em>O Homem de Aço</em> (2013), seguido por <em>Batman vs Superman</em> e, mais recentemente, com o filme da <em>Mulher-Maravilha</em> foi para chegar ao objetivo único e monumental &#8211; cujo é capaz de consolidar o universo cinematográfico da DC e os heróis no imaginário dos fãs &#8211; o lançamento de<em> Liga da Justiça</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8637" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/01/19729-destaque.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>A união dos principais super-heróis do Universo Estendido da DC em um só filme foi o foco desde o início dos trabalhos de reformulações indenitárias do estúdio. A <em>Liga da Justiça</em> conta com a introdução de três novos personagens &#8211; Flash, Aquaman e Ciborgue (interpretados, respectivamente, por Ezra Miller, Jason Momoa e Ray Fisher) &#8211; que estrelam o longa ao lado do Batman, Superman e Mulher-Maravilha. Dessa forma, o universo cinematográfico compartilhado de personagens da <em>DC Comics</em> estaria preparado para se desenvolver ainda mais com a produção de novos longas e a introdução de outros super-heróis que o compõem.</p>
<p><em>Liga da Justiça</em> chegou aos cinemas brasileiros no dia 15 de novembro e com ele seus problemas foram revelados. Uma polêmica rodeava o longa-metragem desde o final de sua produção: houve uma troca de diretores, de Zack Snyder (que dirigiu também <em>O Homem de Aço</em> e <em>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</em>) para Joss Whedon (diretor dos filmes sobre os <em>Vingadores</em> da Marvel), gerando algumas refilmagens. Por conta dessa mudança na direção, ainda há alguns erros e deslizes evidentes que atrapalharam a narrativa e, também, a personalidade da obra. O resultado, entretanto, é algo de qualidade. Um filme que conseguiu, sem os problemas de exagero d&#8217;<em>A Origem da Justiça</em>, colocar, num tempo razoável para o espectador, uma quantidade grande de histórias sem que estas perdessem o sentido. Entrando para a terceira semana nos circuitos de cinemas pelo mundo, a arrecadação do longa caminha para os 600 milhões de dólares, provando, portanto, que o Universo DC parece ter achado sua estrada dos tijolos amarelos.</p>
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