Crítica: Operação Overlord

crítica operação overlord

O longa Operação Overlord chega aos cinemas nesta quinta e traz uma história intrigante que envolve nazistas e zumbis. Sim, pode parecer um pouco exagerado quando falamos assim, mas o roteiro consegue conduzir isso de maneira bastante interessante e acertada. Mesmo os mais céticos vão curtir o filme, que se mostra um ótimo entretenimento de terror e ação.

Um grupo de militares americanos está em sua última missão na guerra, que já se aproxima do fim. Eles têm a missão de derrubar uma torre de comando do exército alemão, mas são interceptados ainda no ar. Depois de perder vários membros da equipe, os sobreviventes decidem dar continuidade ao trabalho e se aproximam cada vez mais do objetivo. No entanto, em meio a essa caçada, eles acabam descobrindo um laboratório de experimentos secreto, que torna tudo mais urgente e aterrorizante.

Com esse cenário e premissa, confesso que o filme começa um pouco lento. Ele tem a intenção de construir a curiosidade e o medo por parte do espectador e isso efetivamente acontece. Porém, acaba beirando o excesso e cansando um pouco. Sabemos que algo de estranho está acontecendo e, em dado momento, queremos apenas saber logo do que se trata.

Quando essa virada do roteiro acontece, aí sim chegamos efetivamente aonde o roteiro intencionava desde sempre. E é realmente muito bom quando isso acontece. O longa é de terror e ação ao mesmo tempo, não deixando nenhum dos gêneros por menos. Tomamos alguns sustos, mas passamos maior parte do tempo atordoados com as cenas em que aparecem os resultados dos experimentos e a violência excessiva. Claro que estamos falando de nazista e zumbis. Então a violência excessiva é extremamente cabível nesta situação.

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Com um cuidado extremo com maquiagem, figurino e cenário, o filme mostra sua qualidade em todas as cenas. A construção do enredo é primorosa e cuidadosa, dando um tom acima nas cenas de luta. Aliás, para um filme que (novamente) fala de nazistas e zumbis, Operação Overlord consegue fazer isso de maneira muito coerente e acertada. Muitos clichês aparecem ao longo da exibição, mas eles são trabalhados de tal forma que não se tornam um problema, efetivamente.

Toda essa coerência é um trabalho bem feito do criador da história original J. J. Abrams com a ótima direção do diretor australiano novato, Julius Avery. Para além disso, o elenco é coeso e alinhado. Jovan Adepo, Wyatt Russell e Mathilde Ollivier dividem a maioria das cenas, apresentando uma atuação coerente com a trama e uma unidade importante para a história. Os demais coadjuvantes também não fazem por menos e compõem muito bem a equipe.

Depois que pega no ritmo, Operação Overlord é ótimo filme de horror  que com certeza vai entreter o público fissurado nesta temática. Uma mistura de Bastardos Inglórios com Residente Evil que incrivelmente deu certo. Vale a pena conferir. Mas se prepare para muito sangue, destruição e mortes violentas!

Assista ao trailer!

 

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