Crítica: A Vida em Si

a vida em si

Falar das relações humanas tem sido um foco cada vez mais comum nos diferentes tipos de meios de comunicação da nossa sociedade. Seja através de podcasts, série, filmes ou documentários, as pessoas vêm se interessando pelo conhecimento das relações, o que torna cada pessoa única e o que faz com que elas ajam de determinadas maneiras. O diretor Dan Fogelman, conhecido pela aclamada série This is Us, é um grande entusiasta desta vertente e traz este foco, mais uma vez, no longa A Vida em Si.

Contando, inicialmente, a história de Will, o filme vai e volta no tempo diversas vezes para justificar o comportamento dele naquela situação. A medida que a trama vai sendo construída, o espectador é apresentado a outros personagens e a história vai tomando diversos rumos, que se convergem em uma conexão maior.

Confesso que, embora seja fã da série This is Us, o excesso de semelhança de A Vida em Si com a mesma me incomodou bastante. A sensação que fica no espectador que tem esse conhecimento prévio é de que houve pouco esforço por parte de Fogelman em criar arcos narrativos diferentes, e acabou utilizando a conhecida fórmula de sucesso. Para o público que não assistiu à série, naturalmente isso não será um problema.

Construindo uma narrativa aos poucos e crescente, os personagens vão sendo apresentados e conectados a partir da história de cada um. É como se uma árvore genealógica fosse criada aos nossos olhos, falando muito sobre os motivos dos comportamentos de cada pessoa. No entanto, talvez o tempo para envolvimento com os personagens seja relativamente curto. O filme é dividido em capítulos e possuem narradores externos ou internos. Com isso, o enfoque muda periodicamente e os personagens do capítulo anterior, embora sejam conectados, deixam de ser os protagonistas.

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No meio do longa temos a mudança mais brusca, já que a conexão com o bloco anterior demora um pouco a chegar e parece excessiva a profundidade que o diretor dá nesta parte. Isso confere cansaço ao ritmo do filme. No entanto, com o tempo, tudo faz sentido. E o público volta a criar empatia pelas pessoas e por suas histórias.

Com uma escolha de elenco cuidadosa e acertada, temos Oscar Isaac, Antonio Banderas e Annette Bening com o maior destaque. Especialmente Banderas, que vive muito bem o contraponto de um dos capítulos.

A Vida em Si é um filme sentimental e definitivamente focado nas relações humanas e suas consequências. Talvez o excesso de drama e tragédias deixe o ritmo do longa um pouco cansativo e o espectador decepcionado. Ainda assim, consegue emocionar e promover empatia. Para quem assistiu This is Us, a excessiva semelhança deve ser um problema, já que claramente o diretor quis levar para as telonas uma proposta que funciona no formato televisivo. Faltando autenticidade, talvez por isso, esta película não tenha chance de ser algo melhor.

Assista ao trailer!

 

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