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	<title>Arquivos Seth Rogen - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Seth Rogen - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Convite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 19:05:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois da recepção tumultuada a Não se preocupe, querida (2022), Olivia Wilde passou por um momento em sua carreira que nem de longe lembrava a repercussão do seu ótimo debut em 2019 com a comédia adolescente Fora de Série. Quatro anos depois de Não se preocupe, querida, o cenário parece bem diferente e a carreira de cineasta de Olivia Wilde retoma os trilhos com a comédia sobre relacionamentos O Convite. É claro que as expectativas reduzidas pós-flop contribuíram para a boa recepção a esse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois da recepção tumultuada a <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-se-preocupe-querida/"><em>Não se preocupe, querida</em></a> (2022), Olivia Wilde passou por um momento em sua carreira que nem de longe lembrava a repercussão do seu ótimo <em>debut</em> em 2019 com a comédia adolescente <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fora-de-serie/"><em>Fora de Série</em></a>. Quatro anos depois de <em>Não se preocupe, querida</em>, o cenário parece bem diferente e a carreira de cineasta de Olivia Wilde retoma os trilhos com a comédia sobre relacionamentos <strong><em>O Convite</em></strong>. É claro que as expectativas reduzidas pós-<em>flop</em> contribuíram para a boa recepção a esse novo projeto da cineasta. No entanto, independentemente disso, <strong><em>O Convite</em></strong>, de fato, é um filme muito consistente e coloca a carreira de Wilde como cineasta no lugar que lhe é de direito.</p>
<p>Longe das pressões de um grande estúdio e das expectativas que sucedem uma boa estreia – algo que prejudicou bastante <em>Não se preocupe, querida</em> –, Olivia Wilde faz um filme mais focado, centrado nas relações humanas, no desenvolvimento das conexões e desconexões entre os seus personagens e tem um resultado bem mais satisfatório, coerente com as ótimas impressões da sua estreia em <em>Fora de Série</em>. <strong><em>O Convite</em></strong> é uma comédia centrada em um roteiro extremamente verborrágico escrito por Will McCormack e Rashida Jones a partir de um longa espanhol dirigido por Cesc Gay e lançado em 2020, <em>Sentimental</em>.</p>
<p>Em um espaço reduzido – o apartamento dos protagonistas da história –, <strong><em>O Convite</em></strong> acompanha o casal Angela e Joe (Olivia Wilde e Seth Rogen) como anfitriões de um jantar para seus novos vizinhos, Piña e Hawk (Penélope Cruz e Edward Norton). Durante a recepção, toda sorte de questões conjugais vêm à tona.</p>
<p>Com a dinâmica próxima de uma montagem teatral, o filme de Olivia Wilde assemelha-se a alguns títulos da filmografia de Woody Allen. Angela e Joe são extremamente neuróticos como personagens que Allen e Diane Keaton viveram nos filmes do diretor, cheios de questões mal resolvidas que acabam eclodindo em diálogos intensos, inteligentes, algumas vezes engraçados, outras dramáticos, mas ágeis. Tudo em uma única noite no evento social que contextualiza a história.</p>
<p>Na função de diretora, Olivia Wilde lida muito bem com um traço muito particular do roteiro de McCormack e Jones: a fluidez com que essa história trafega por gêneros tão opostos, mas curiosamente sinérgicos, quanto a comédia e o drama – e isso acontece, por vezes, em questão de segundos, sobretudo no ato final da trama. Apesar de ser um longa concentrado em poucos personagens e que oferece um único cenário para o espectador, <strong><em>O Convite</em></strong> é marcado pela agilidade. Os personagens estão em ebulição psicológica crescente, transitam pelos cômodos daquele apartamento e promovem um intercâmbio de parceiros, com uma montagem que intercala muito bem os estágios paralelos e dissonantes dessas interações.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20874" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png" alt="O Convite" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>O Convite</em></strong> também é um êxito graças ao desempenho dos seus atores. Como Angela, uma das protagonistas da história, Olivia Wilde demonstra um <em>timing</em> cômico singular e  profundidade psicológica para embarcar nas tensões reprimidas e nas frustrações da sua personagem. A atriz encontra em Seth Rogen um ótimo parceiro de cena, tendo muita química com o ator que vive o seu marido no longa. Mesmo que Rogen não fuja ao tipo nerd desajeitado de outros filmes que já protagonizou, há camadas que ele oferece a Joe que provavelmente o espectador nunca viu o comediante trazer em cena. Ambos estão ótimos como esse casal cheio de frustrações e anseios destruídos pela vida adulta e que gradualmente parece entender o estágio em que se encontra esse relacionamento.</p>
<p>Na grande DR vivida por Angela (Wilde) e Joe (Rogen), o trabalho de Penélope Cruz e Edward Norton é fundamental. Os intérpretes do casal Piña e Hawk acabam sendo figuras que provocam nos protagonistas o entendimento de que estão vivendo uma crise e que é preciso fazer algo para sair daquele lugar. Cruz está especialmente brilhante no ato final do filme, quando promove uma verdadeira sessão de terapia com Angela e Joe.</p>
<p><em><strong>O Convite</strong> </em>é tudo que Olivia Wilde precisava depois de quatro anos do lançamento do problemático <em>Não se preocupe, querida</em> – que, sim, era um filme ruim, mas que teve qualquer discussão sobre o longa em si ofuscada pelas manchetes de tablóides envolvendo seus bastidores e a fofoca envolvendo o relacionamento da diretora com seu protagonista Harry Styles. Aqui, com menos orçamento e recursos propositalmente econômicos, Wilde faz uma das melhores comédias do ano. A diretora tem um olhar certeiro, sofisticado, inventivo, divertido e sensível nessa história sobre casamento e conduz um elenco afiado capaz de gerar um mix de sentimentos ao longo da experiência de assisti-la.</p>
<p><strong><em>O Convite </em></strong>é tudo de que Olivia Wilde precisava depois de quatro anos do lançamento do problemático <em>Não se preocupe, querida</em> – que, sim, era um filme ruim, mas que teve qualquer discussão sobre o longa em si ofuscada pelas manchetes de tabloides envolvendo seus bastidores e as fofocas sobre o relacionamento da diretora com seu protagonista Harry Styles. Aqui, com menos orçamento e recursos propositalmente econômicos, Wilde faz uma das melhores comédias do ano. A diretora tem um olhar inteligente, divertido e sensível nessa história sobre casamento e conduz um elenco afiado em um filme que é capaz de gerar um misto de sentimentos ao longo da experiência de assisti-lo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Wilde</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Rashida Jones, Will McCormack</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Seth Rogen, Olivia Wilde, Penélope Cruz, Edward Norton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kn5PmH3BJDE?si=8orIAqWprkiV4cs2" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Super Mario Bros. O Filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Apr 2023 12:00:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Adaptações costumam ser um caminho perigoso no audiovisual. Seja nas narrativas seriadas ou nos cinemas, o resultado de um livro ou jogo querido levado para outra mídia pode ser desastroso. Quando se fala em adaptações de video games, o problema se agrava ainda mais. O histórico desastroso veio dos anos 1980 e continua até hoje com, por exemplo, o lançamento do altamente criticado Mortal Kombat (2021). Ainda que tenham seus erros, adaptações como a série do HBO Max, The Last [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Adaptações costumam ser um caminho perigoso no audiovisual. Seja nas narrativas seriadas ou nos cinemas, o resultado de um livro ou jogo querido levado para outra mídia pode ser desastroso. Quando se fala em adaptações de <i>video games</i>, o problema se agrava ainda mais. O histórico desastroso veio dos anos 1980 e continua até hoje com, por exemplo, o lançamento do altamente criticado <i>Mortal Kombat</i> (2021).</p>
<p>Ainda que tenham seus erros, adaptações como a série do HBO Max, <i>The Last of Us</i> (2023-) provam que ainda é possível mudar uma narrativa de mídia sem que ela perca a qualidade e/ou sua essência. Daí vem a ideia de uma nova versão, agora animada, do clássico jogo do Super Nintendo. O filme <b><i>Super Mario Bros. O Filme</i></b>, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (6), vem para apagar o fracasso de sua adaptação anterior.</p>
<p>Com a missão de conquistar os fãs frustrados há 30 anos e novos espectadores, a produção da Illumination tem uma missão nada fácil. <b><i>Super Mario Bros. O Filme </i></b>acerta na nostalgia nos momentos cômicos, nos <i>easter eggs</i> para os conhecedores do jogo, mas esquece de aprofundar a sua base narrativa. O problema que fica evidente logo nos primeiros 20 minutos de filme é, na verdade, uma questão estrutural da produtora.</p>
<p>Ainda que com sucessos de público, as animações da Illumination costumam ter uma narrativa rasa e majoritariamente infantil. Diferente de suas principais concorrentes, a Disney e Pixar, o estúdio que trouxe ao mundo a franquia <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-malvado-favorito-3/"><i>Meu Malvado Favorito</i></a> (2010-2022) tem dificuldades em tornar suas histórias mais densas. Possivelmente por uma questão de público, o costume não mudou e <b><i>Super Mario Bros. O Filme</i></b> segue essa máxima rasa em seu roteiro.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16639 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-750x500.jpg" alt="Super Mario Bros. O Filme (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É preciso reforçar, no entanto, que esse pano de fundo infantilizado da história não faz de <b><i>Super Mario Bros. O Filme</i></b> um produto ruim. Isso apenas faz com que ela não alcance voos maiores. O exemplo disso são as gargalhadas e os sorrisos arrancados por momentos nostálgicos ao longo da curta uma hora e meia de duração.</p>
<p>O projeto se apega na máxima da empresa a ponto de reverter seus esforços narrativos em criar momentos engraçados e recheados de <i>easter eggs</i>. Assim, ir à sessão do longa-metragem esperando algo inovador ou profundo é frustração garantida. Por outro lado, se o público deseja um divertimento livre de reflexões existencialistas e bastante nostalgia, <b><i>Super Mario Bros.</i></b> é o filme certo.</p>
<p>Em meio ao turbilhão de cores vibrantes e memórias do clássico jogo do Super Nintendo, o longa tem um elenco de vozes extraordinário &#8211; seja em sua versão original como na dublagem brasileira. No entanto, é preciso enaltecer o trabalho da dublagem nacional, em especial em animações. O trabalho de voz dos atores e atrizes que participaram de <b><i>Super Mario Bros. O Filme</i></b> é extraordinário. Dublagem essa que é um dos elencos que ajuda a sustentar o filme, mesmo em seus momentos de deslize.</p>
<p>Assim, a tão aguardada produção sobre um dos jogos mais queridinhos da história irá divertir multidões e, possivelmente, ter uma arrecadação impressionante. Uma possível sequência ou <i>spin-off</i> é inevitável no mundo de hoje e em breve deve vir outras narrativas com o bigode mais famoso do <i>video game</i>. Apesar da sua falta de densidade e camadas narrativas, <b><i>Super Mario Bros.</i></b> ainda consegue ser um divertido programa em família num domingo à tarde.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Aaron Horvath e Michael Jelenic</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Chris Pratt, Anya Taylor-Joy, Charlie Day, Jack Black, Keegan-Michael Key, Seth Rogen e Fred Armisen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Cb4WV4aXBpk?si=Z_03JEcne6HQRxJz" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Os Fabelmans</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 12:53:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta, de 2017, e Jogador Nº 1, de 2018) é um dos principais diretores atuantes no mercado cinematográfico hollywoodiano da atualidade. A carreira do diretor, produtor e roteirista estadunidense tem uma longa lista de sucessos de crítica e bilheteria que marcaram a história da sétima arte. No quesito indústria, as produções de Spielberg inovaram a forma de se fazer cinema. De Tubarão (1975) até West Side Story (2021), a carreira do diretor acompanhou diferentes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Steven Spielberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-post-a-guerra-secreta/"><i>The Post: A Guerra Secreta</i></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogador-no-1/"><i>Jogador Nº 1</i></a>, de 2018) é um dos principais diretores atuantes no mercado cinematográfico hollywoodiano da atualidade. A carreira do diretor, produtor e roteirista estadunidense tem uma longa lista de sucessos de crítica e bilheteria que marcaram a história da sétima arte. No quesito indústria, as produções de Spielberg inovaram a forma de se fazer cinema.</p>
<p>De <em>Tubarão</em> (1975) até <em>West Side Story</em> (2021), a carreira do diretor acompanhou diferentes gerações com obras fascinantes. Em 2022, no auge dos seus 76 anos, Spielberg entregou ao público um retrato sensível sobre a sua arte e a trajetória de vida que o levou até o lugar onde ele está.</p>
<p>O mais novo longa do diretor chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (12) como um dos favoritos para ser o principal vencedor da temporada de premiações de 2023. Na última terça (10), Steven Spielberg ganhou o Globo de Ouro de &#8220;Melhor Direção&#8221; e <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> ainda levou para casa o prêmio de &#8220;Melhor Filme de Drama&#8221;.</p>
<p>Ainda sem os anúncios do BAFTA e Oscar, a produção já acumula 112 indicações e 17 vitórias. Além das cinco indicações no Globo de Ouro, <b><i>Os Fabelmans</i></b> conseguiu duas nomeações no <em>SAG Awards</em> e foi o segundo mais indicado no <em>Critics Choice Awards</em>, concorrendo em 11 categorias.</p>
<p><strong><em>Os Fabelmans </em></strong>traz aos fãs do diretor um cinema que há muito não se via. O fundador e sócio da produtora <em>Amblin Entertainment</em> retorna às suas origens (literal e figurativamente) para dividir com o mundo uma narrativa inspirada em sua vida. O longa-metragem descreve a jornada de um garoto que sempre sonhou em fazer parte da magia do cinema.</p>
<figure id="attachment_16325" aria-describedby="caption-attachment-16325" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16325" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-750x500.jpg" alt="Os Fabelmans (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-2048x1366.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-1400x934.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16325" class="wp-caption-text">Paul Dano, Mateo Zoryan Francis-DeFord e Michelle Williams em cena de Os Fabelmans (2022)</figcaption></figure>
<p>Como a vida e arte se entrelaçam, o desejo de fazer filmes se confunde aos dilemas infantis, juvenis e adultos do personagem que representa o diretor em <b><i>Os Fabelmans</i></b>. É fascinante como o roteiro de Spielberg, em parceria com Tony Kushner (<em>Munique</em>, de 2005, e <em>Lincoln</em>, de 2012), consegue conduzir o público por uma história tão cheia de sensibilidade e simplicidade.</p>
<p>A parceria de longa data entre Steven e Kushner entrega um trabalho primoroso sobre o desejo de fazer cinema. A força motriz representada na narrativa pode ser sentida pelo público durante a sessão. Apesar da duração ser extensa, os 151 minutos passam sem que sejam sentidos. O espectador é tão bem conduzido pelo sonho do jovem diretor que as únicas reações possíveis durante a sessão são gargalhadas e lágrimas. A nostalgia, o cuidado e a sensibilidade do que estava sendo composto em cena são os maiores méritos de <strong><em>Os Fabelmans</em></strong>.</p>
<p>O resultado emocionante e poderoso de <b><i>Os Fabelmans</i></b> deve-se, também, ao elenco. Encabeçada por Michelle Williams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-depois-do-casamento/"><em>Depois do Casamento</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom-tempo-de-carnificina/"><em>Venom: Tempo de Carnificina</em></a>, de 2021) e Paul Dano (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-okja/"><em>Okja</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman/"><em>Batman</em></a>, de 2021), a família Fabelman encanta o público num piscar de olhos. Além das poderosas cenas do casal &#8211; dando um destaque ainda maior para as nuances maravilhosamente desenvolvidas por Michelle -, o jovem ator que faz a versão mais velha do personagem principal também precisa ser parabenizado.</p>
<p>Gabriel LaBelle (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-predador/"><em>O Predador</em></a>, de 2018) foi a escolha perfeita para representar Spielberg em <strong><em>Os Fabelmans</em></strong>. O ator é o responsável não apenas por encarnar um dos maiores diretores das últimas décadas, mas por equilibrar as tensões vividas por seu personagem. O equilíbrio que Gabriel traz para o caos da família através de sua arte sensível é poderoso e emocionante.</p>
<p>Como pode-se ver pelo elenco, Spielberg costuma reunir os maiores nomes da indústria e a parte técnica não poderia ser diferente. A fotografia de <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é algo que vale a pena destacar e apreciar. O trabalho do colaborador de longa data de Steven, Janusz Kamiński (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ponte-de-espioes/"><em>Ponte dos Espiões</em></a>, de 2015, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-bom-gigante-amigo/"><em>O Bom Gigante Amigo</em></a>, de 2016), torna a história ainda mais potente e tocante.</p>
<figure id="attachment_16327" aria-describedby="caption-attachment-16327" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-16327" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1.jpg" alt="Os Fabelmans (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16327" class="wp-caption-text">Mateo Zoryan Francis-DeFord em Os Fabelmans (2022)</figcaption></figure>
<p>A brincadeira feita em <b><i>Os Fabelmans</i></b> de falar da criação de imagens a partir do que seriam imagens amadoras é genial. O diretor de fotografia constrói belas cenas e não poderia ter sido uma escolha melhor para potencializar a produção &#8211; principalmente ao considerar que Kamiński e Spielberg trabalham juntos desde 1993.</p>
<p>Outro antigo colaborador do diretor que está em <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é o editor Michael Kahn. Desde o início da parceria entre Kahn e Steven, que começou em 1977, o editor não trabalhou com o diretor em apenas um de seus projetos: <em>E.T. O Extra Terrestre</em> (1982). Em meio a tantas colaborações, Kahn ganhou três Oscar trabalhando com Spielberg: <i>Indiana Jones: Os Caçadores da Arca Perdida</i> (1981), <i>A Lista de Schindler (</i>1993) e <i>O Resgate do Soldado Ryan</i> (1995).</p>
<p><strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é o melhor trabalho de Steven Spielberg dos últimos 10 anos. É claro que fazer um filme sobre a sétima arte tem um apelo para a indústria, crítica e cinéfilos, mas o diretor não estava tentando agradar esse pessoal. Fica evidente durante a sessão que Spielberg fez esse filme para ele mesmo. Para que ele pudesse ser o contador de sua história &#8211; história essa que, em muitos momentos, se confunde com a do cinema hollywoodiano.</p>
<p>Essa paixão é nítida no texto, na direção, no elenco e em cada departamento do projeto. Não há nada que fuja do equilíbrio dessa trajetória emotiva em busca da realização de um sonho. E é isso faz de <b><i>Os Fabelmans</i></b> uma produção capaz de encantar o espectador e tornar o assistir ainda mais especial.</p>
<p>E é a partir dessa lógica de desejos que o filme se encerra e faz o público querer mais. <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é um espetáculo de arte, emoção e sensibilidade. Não é à toa que a produção é uma das mais cotadas para ganhar o maior prêmio do cinema. Mesmo sem o anúncio oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, é possível apostar que o longa (quase) autobiográfico de Spielberg deva concorrer em, ao menos, 7 categorias. Dentre elas, &#8220;Melhor Direção&#8221; e &#8220;Melhor Filme&#8221;, os quais têm fortes chances de levar o Oscar para casa. Assim, o artista estadunidense que tanto sonhou em fazer cinema mostra que sonhos não apenas podem virar realidade, como são transformadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steven Spielberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gabriel LaBelle, Michelle Williams, Paul Dano, Seth Rogen e Judd Hirsch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/J-mBTEQ-uJU?si=W9H2yIPJrsYcZ-nG" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Rei Leão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jul 2019 19:29:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enfim chegou a estreia de um dos live-actions mais aguardados de todos os tempos. O Rei Leão de 1994 foi um completo sucesso de crítica e bilheteria, ficando marcado na história de crianças, adolescentes e adultos, que se comoveram com a história de Simba e Mufasa, além de dar muita risada com as trapalhadas de Timão e Pumba. Com a promessa de uma nova versão, todas essas pessoas que se apaixonaram pelo primeiro, ficaram empolgadas com o lançamento. Eu, no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Enfim chegou a estreia de um dos <em>live-actions</em> mais aguardados de todos os tempos. <strong><em>O Rei Leã</em></strong>o de 1994 foi um completo sucesso de crítica e bilheteria, ficando marcado na história de crianças, adolescentes e adultos, que se comoveram com a história de Simba e Mufasa, além de dar muita risada com as trapalhadas de Timão e Pumba. Com a promessa de uma nova versão, todas essas pessoas que se apaixonaram pelo primeiro, ficaram empolgadas com o lançamento.</p>
<p>Eu, no entanto, me mostrei apreensiva desde o começo. <em><strong>O Rei Leão</strong> </em>(1994) é uma obra completa e sem arestas. Funciona de diversas formas e não tem pontos a serem melhorados. A ideia de um <em>live-action</em>, em sua maioria, é colocar a versão com pessoas, como foi o caso de <em>Aladdin</em>, <em>Cinderela</em>, etc. Não é o caso deste filme aqui, uma vez que ele é 100% protagonizado por animais. Seria, então, realmente um<em> live-action</em>? Ou um modelo atualizado de animação, mais realista?</p>
<p>Fico com a segunda opção. O problema surge justamente aí. O que diferencia a <em>Disney</em> da maioria dos estúdios (e isso se mostra bastante no <strong><em>Rei Leão</em></strong> original) é a capacidade de dar expressão e coerência a seres inanimados ou animais. Simba realmente tem expressões faciais humanas, assim como o tenebroso Scar. E é isso que torna a animação tão incrível e intensa. Nesta versão nova, foi o elemento que mais se perdeu.</p>
<p>O filme segue a mesma cartilha do primeiro. As cenas são praticamente iguais, a trilha sonora é a mesma, os diálogos também. Então, sim, é uma excelente produção. Acrescentamos aí o realismo deste produto, que é realmente surreal de bem feito. Cada pelinho dos animais, cada folha da paisagem. Tudo é feito milimetricamente perfeito e alinhado. O resultado é impressionante e enche os olhos do espectador.</p>
<p>Este mesmo espectador, chora nas cenas de sofrimento, como a morte de Mufasa. Conseguimos sentir a mesma intensidade do filme original, que retira lágrimas até da pessoa mais durona. Rimos bastante também com os personagens Timão e Pumba. Ouso dizer que a versão atual tem até ganhos neste quesito, já que eles são ainda mais debochados.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10903" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/4414826.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/4414826.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/4414826.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/4414826.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Decidi assistir na versão dublada, já que a memória afetiva da infância é essa. As canções na versão brasileira, assim como os diálogos. E fiquei muito feliz com o resultado. Eles conseguiram fazer uma ótima dublagem, atualizando as piadas e termos para a nossa realidade, tornando a experiência ainda mais divertida. Vou assistir posteriormente na versão original, mas a dublada definitivamente vale a pena.</p>
<p>A trilha sonora segue nos emocionando do começo ao fim, especialmente na primeira cena quando somos &#8220;surpreendidos&#8221; pelo clássico. É emocionante, empolgante e deixa qualquer um arrepiado. O cuidado do diretor Jon Favreau em respeitar a história do filme e sua importância é notado em todas as cenas. Ele realmente reverenciou a obra para os fãs.</p>
<p>A perda, no entanto, está justamente nas expressões faciais que falei anteriormente. Até que eles conseguem fazer algo interessante, principalmente com Simba. Mas no geral, senti falta do olhar debochado e odioso de Scar, da presença forte de Mufasa e do &#8220;pouco caso&#8221; de Timão e Pumba. Eles ganharam por um lado, na realidade, mas perderam no detalhe da emoção. É um filme perfeito nos quesitos técnicos, mas perde no lado emocional.</p>
<p>Isso não prejudicou a experiência como um todo, que foi muito positiva. Saímos com uma sensação boa do cinema, de nostalgia e coração quentinho. Há muita beleza neste filme, que deve ser considerado independentemente do original. Ele tem a sua própria trajetória e funciona como tal, nos oferecendo uma experiência incrível de realismo animal.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jon Favreau<br />
<strong>Elenco:</strong> Donald Glover, Beyoncé Knowles-Carter, James Earl Jones, Seth Rogen, Chiwetel Ejiofor, Alfre Woodard, Billy Eichner, John Kani, John Oliver</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wOWGxGTNpWE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Casal Improvável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jun 2019 21:00:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema atual está muito focado em determinados gêneros. Super-heróis, terror e adaptações cinematográficas de livros juvenis é o que mais rende filmes ultimamente, especialmente porque é uma certeza de bilheteria um pouco maior. Diferente da década de 1990, a comédia romântica foi esquecida e relegada a projetos simplórios e rasos. É por isso que fui ao cinema assistir Casal Improvável com uma mistura de ansiedade e descrença. Na trama, o jornalista Fred Flarsky (Seth Rogen) reencontra por acaso sua [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema atual está muito focado em determinados gêneros. Super-heróis, terror e adaptações cinematográficas de livros juvenis é o que mais rende filmes ultimamente, especialmente porque é uma certeza de bilheteria um pouco maior. Diferente da década de 1990, a comédia romântica foi esquecida e relegada a projetos simplórios e rasos. É por isso que fui ao cinema assistir <em><strong>Casal Improvável</strong> </em>com uma mistura de ansiedade e descrença.</p>
<p>Na trama, o jornalista Fred Flarsky (Seth Rogen) reencontra por acaso sua primeira paixão, Charlotte Field (Charlize Theron). Enquanto Flarsky cresceu e se tornou um redator impulsivo, Charlotte ocupa o cargo de Secretária de Estado norte-americana, sempre rodeada por assessores de sua confiança. O caminho dos dois vai se cruzar profissionalmente e render uma longa história.</p>
<p>Comentei no <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-5-comedias-romanticas-imperdiveis/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Especial: Cinco Comédias Românticas Imperdíveis</strong> </em></a>que a principal receita para uma comédia romântica de qualidade é o equilíbrio nas duas partes do gênero. O espectador tem que ser ofertado com muita comédia e muito romance, tudo na medida certa e respeitando o espaço dos dois. O que vem acontecendo nos longas deste estilo nos últimos anos é que a comédia sobrepõe o romance, dando pouco espaço para apaixonar o espectador.</p>
<p>Felizmente, <strong><em>Casal Improvável</em></strong> acerta perfeitamente neste equilíbrio. Começamos com um ritmo acertado de risos exacerbados e cenas toscas, evoluindo lentamente para o romance que vai surgindo entre o casal principal. Acredito que um dos maiores ganhos do longa é que ele respeita o momento de romance, sem interferir com a risada. Em uma das cenas mais lindas quando o casal principal dança nos bastidores de uma festa, nós podemos curtir aquele momento, se apaixonar pela música e pelos dois. Não temos o clímax interrompido.</p>
<p>Diferente do que a ideia do filme pode propor, este não é um filme sobre um cara bosta que consegue a mulher maravilha. O que seria péssimo porque isso é muito triste de se ver em cena e alimenta um comportamento muito comum na sociedade, onde mulheres incríveis se rebaixam para se relacionar com homens medíocres. O enredo é muito mais sobre pessoas diferentes em comportamento e personalidade, se relacionando. Ele é jornalista investigativo impulsivo que perde o emprego porque não aceita a nova gerência e suas imposições. Ela é uma secretária de Estado que não deixa nem um fio solto porque está com o objetivo de concorrer à presidência. Então tudo é milimetricamente pensado e estudado.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10732" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/2008046.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/2008046.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/2008046.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/2008046.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A maneira como eles se encontram, inclusive, é o que torna o romance possível. Em um mundo comum, onde eles não se conhecessem previamente, Charlotte jamais olharia para Fred com algum interesse. Ela já está condicionada a direcionar o olhar dela para outros estilos de homem. Então o histórico de infância dos dois torna tudo mais real.</p>
<p>Ainda que com toques de realismo, o filme não se propõe a ser menos lúdico. Momentos de ação, por exemplo, são inseridos como artifício para impulsionar o relacionamento do casal e funciona muito bem. O mesmo vale para resultados meio absurdos no final, que sabemos que não aconteceriam na vida real. Mas a ideia do filme é justamente ficar nesse limiar entre a realidade e a ficção.</p>
<p>Na pele do casal principal, a combinação de atores tão improvável quanto seus personagens. Seth Rogen (<em>Ligeiramente Grávidos</em>) é a cara do clássico nerd: barbudo com o cabelo sem cortar, roupas largas, barrigudo e com cara de que não curte um banho. Já Charlize Theron (<em>Mad Max: Estrada da Fúria</em>) é a definição de perfeição de beleza. Elegante, sedutora, se veste bem, sabe se portar em todos os ambientes e dedicada. A química dos dois é suave e verdadeira, deixando as cenas ainda mais emocionantes. Eles nos convencem a todo momento sobre o surgimento do amor da dupla.</p>
<p>Podemos dizer que<strong><em> Casal Improvável</em></strong> é uma comédia romântica raiz, na melhor definição do termo. Ela possui todos os elementos para deixar o espectador completamente envolvido na história. O amigo maravilhoso que acredita no protagonista, o vilão suave que separa o casal principal, encontros emocionantes, o surgimento de uma paixão improvável e uma trilha sonora envolvente. Somos agraciados com todas essas emoções, que nos levam a rir muito, se apaixonar e chorar.</p>
<p>Há muito tempo (muito tempo mesmo) eu não assistia uma comédia romântica tão maravilhosa quanto essa. E quem vos fala é uma das maiores fãs de comédia romântica possível. Então acreditem quando eu digo: <strong><em>Casal Improvável</em></strong> é incrível e vale cada segundo da sessão. Assistam!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jonathan Levine<br />
<strong>Elenco:</strong> Charlize Theron, Seth Rogen, O&#8217;Shea Jackson Jr., Andy Serkis, June Diane Raphael, Bob Odenkirk, Ravi Patel, Alexander Skarsgård, Lisa Kudrow</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/asxSt10ZQac" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Festa da Salsicha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2016 21:16:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Evan Goldberg]]></category>
		<category><![CDATA[Festa da Salsicha]]></category>
		<category><![CDATA[Jonah Hill]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Wiig]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pense no cenário atual. O setor de alimentos industrializados crescendo assustadoramente a cada ano no mesmo compasso do aumento dos índices de obesidade. Ao mesmo tempo, a gastronomia anda em alta com reality shows e a proliferação de cursos no ramo, que angariam cada vez mais futuros chefs, pessoas que até ontem tinham a culinária apenas como hobby. Nessa mesma sociedade, através de mídias sociais como o Instagram ou o Facebook, gourmetiza-se tudo, um simples hamburguer vira um similar visualmente sofisticado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Pense no cenário atual. O setor de alimentos industrializados crescendo assustadoramente a cada ano no mesmo compasso do aumento dos índices de obesidade. Ao mesmo tempo, a gastronomia anda em alta com <i>reality shows </i>e a proliferação de cursos no ramo, que angariam cada vez mais futuros chefs, pessoas que até ontem tinham a culinária apenas como <i>hobby.</i> Nessa mesma sociedade, através de mídias sociais como o Instagram ou o Facebook, <i>gourmetiza</i>-se tudo, um simples hamburguer vira um similar visualmente sofisticado da alta gastronomia, tem-se prazer (muito prazer) com essas imagens dessa cultura <em>junk food</em>. É esse contexto que inspira a criação das personagens e do universo da animação adulta <i>Festa da Salsicha</i>.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Entre embutidos e frutas, <i>Festa da Salsicha </i>leva o termo <i>food porn</i> às últimas consequências com um filme de conteúdo ácido e &#8220;politicamente incorreto&#8221;, dando um novo sentido ao termo &#8220;orgia gastronômica&#8221;, algo bastante popularizado hoje em dia, por sinal. Pela via da irreverência, a comédia é genial em sua crítica à sociedade e sua incessante busca por válvulas de escape para aliviar as angustias e incertezas terrenas. Assim, os alimentos da animação cultivam uma veneração irrefreada pelo Deus humano, que imaginam levar todos para uma espécie de paraíso, quando na verdade o que ocorre é um verdadeiro extermínio durante as refeições.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No filme, os alimentos de um grande supermercado sonham em sair da prateleira das suas seções por pensarem que distantes dali terão uma vida melhor. Cultivando uma adoração pelos humanos, eles mal sabem que da porta para fora serão devorados sem a menor piedade por aqueles que consideram divinos (e como os deuses podem ser cruéis!). Nesse cenário, uma salsicha e uma baguete conseguem acidentalmente escapar das suas respectivas embalagens e unem forças com outros alimentos para revelarem aos demais a verdade por trás da passagem dos humanos pelo supermercado. Assim promete ter início uma grande rebelião das comidas contra os seus algozes, os homens e as mulheres que, famintos, lotam seus carrinhos de compras.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Roteirizado pela trupe de Seth Rogen (<i>Vizinhos 2</i>), <i>Festa da Salsicha </i>é uma criação do próprio ator, que dubla o protagonista Frank, Jonah Hill (<i>O Lobo de Wall Street</i>), que dá voz a salsichinha Carl, e Evan Goldberg, diretor de <i>A Entrevista </i>e <i>É o Fim</i>. A ideia era fazer uma comédia animada voltada para adultos repleta de piadas de cunho explicitamente sexual com alimentos típicos da indústria do <i>fast food </i>como protagonistas<i>, </i>realizando provocações, através das linhas do seu roteiro, à sociedade em suas mais diversas frentes, mas, sobretudo, na sua relação com a fé (por uma religião, ideologia etc.) e como isso interfere na expressão individual dos sujeitos que fazem parte desse coletivo. No filme, em particular, interessa entender como isso é articulado com a sexualidade, mas podemos associar essa repressão e a posterior libertação de crenças a outras dimensões das nossas vidas.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6771" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/salsicha.jpg" alt="salsicha" width="610" height="348" /></p>
<p>No território entre o sagrado e o profano que destinamos aos nossos lanches (reforçando, temos prazer orgástico e consideramos sacros nossos momentos com eles), <i>Festa da Salsicha </i>tem um olhar anárquico para uma sociedade que deposita sua fé em toda sorte de crença. A leitura central que podemos ter do filme versa em torno da sua crítica ao fanatismo religioso e quão libertador pode ser se desvencilhar dele a depender das circunstâncias, basta percebermos como as personagens, principalmente as femininas, são sexualmente reprimidas no início do longa por seu temor às regras do Deus humano e, ao final do filme, todos são libertados disso a partir de uma revelação. Nesse momento, salsichas, baguetes e tacos se entregam aos seus prazeres carnais e&#8230; Bem, é melhor assistirem para ver o que ocorre.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Pelo ponto de vista narrativo, o filme aparenta ter seus percalços, mas <i>Festa da Salsicha </i>não tem como forte a construção de arcos complexos e &#8220;redondinhos&#8221; para os seus personagens já que o que pretende mesmo é levar sua sátira aos extremos das associações. Nesse sentido, prevalecem o <em>non sense </em> e os referenciais. Prova disso são três momentos geniais do longa: a cena em que Frank e Brenda saem das suas embalagens e são abandonados no mercado, uma sequência que nos faz lembrar filmes de guerra como <i>O Resgate do Soldado Ryan</i>, com direito a farinha de trigo fazendo as vezes de fumaça e dando um efeito acinzentado na fotografia; a revolta dos alimentos contra os humanos no mercado, que nos remete às cenas de grandes batalhas épicas em produções como <i>O Senhor dos Anéis </i>ou <i>Game of Thrones; </i>a &#8220;confraternização&#8221; final entre as comidas, que me fez lembrar do famigerado <i>Calígula</i>, polêmica co-produção da Penthouse com Malcolm McDowell e Helen Mirren no elenco.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É uma pena que comédias, sobretudo comédias com um teor tão corrosivo quanto esta, não tenham o mesmo <i>status </i>de outros gêneros cinematográficos, o que promete relegar a <i>Festa da Salsicha </i>apenas as notas de rodapé do ano de 2016. Mesmo que venha na embalagem de um grande besteirol tipicamente americano, o filme possui chaves de leitura complexas, o que evidencia a sofisticação do seu roteiro. Claro que uma sofisticação que vem pela via daquilo que beira o vulgar. E se a gente pensar que estamos falando de um universo no qual a fé estabelece um regime de proibições e tais interdições estão relacionadas com a sexualidade das personagens, nada mais natural do que um filme que apele o tempo inteiro para piadas em torno do sexo. Em um ambiente de castrações, o que está mais presente nas conversas e nas relações dos sujeitos é justamente aquilo que se proíbe. Assim, a hiper sexualização das personagens e de toda a história é bastante coerente e está à serviço das pretensões críticas dos seus realizadores.</p>
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<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p> O longa de animação é uma curiosa realização de Seth Rogen e cia., que parecem não esgotar a capacidade de nos surpreender a cada instante com algumas das mais interessantes pérolas do absurdo que um produto do seu nicho pode proporcionar. Da associação do inanimado com situações do mundo real (imaginem, por exemplo, o que eles conseguem fazer com um chiclete e até mesmo com fezes!) ao seu olhar ácido para o que tem levado pelo cabresto a sociedade contemporânea, uma crença em qualquer coisa que nos castra, <i>Festa da Salsicha </i>é um filme que berra, muitas vezes grosseira e graficamente, a sua genialidade.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wRkw7BxKBFo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Steve Jobs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2016 23:55:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Sorkin]]></category>
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		<category><![CDATA[Seth Rogen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Quando faleceu em 2011, o co-fundador da Apple Steve Jobs instantaneamente tornou-se tema de inúmeras publicações interessadas em sua biografia. Não demorou muito também para que o setor cinematográfico escolhesse Jobs como protagonista de projetos de documentários e longas de ficção que teriam como centro narrativo a sua trajetória e vida pessoal. Tratava-se de um movimento natural dada a magnitude e a representatividade da figura de Jobs no final do século XX e início do século XXI, afinal estamos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4327" aria-describedby="caption-attachment-4327" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4327 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/20-fall-preview-movies-steve-jobs-michael-stuhlbarg-michael-fassbender-kate-winslet.w750.h560.2x-620x320.jpg" alt="20-fall-preview-movies-steve-jobs-michael-stuhlbarg-michael-fassbender-kate-winslet.w750.h560.2x" width="620" height="320" /><figcaption id="caption-attachment-4327" class="wp-caption-text">Três atos: Roteiro de Aaron Sorkin constroi uma interessante estrutura para o filme.</figcaption></figure>
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<p>Quando faleceu em 2011, o co-fundador da Apple Steve Jobs instantaneamente tornou-se tema de inúmeras publicações interessadas em sua biografia. Não demorou muito também para que o setor cinematográfico escolhesse Jobs como protagonista de projetos de documentários e longas de ficção que teriam como centro narrativo a sua trajetória e vida pessoal. Tratava-se de um movimento natural dada a magnitude e a representatividade da figura de Jobs no final do século XX e início do século XXI, afinal estamos falando do homem que revolucionou a indústria dos computadores em diversas frentes e que mantinha um certo interesse midiático por controversos aspectos da sua vida pessoal e profissional &#8211; os mais evidentes deles eram os seus atritos com antigos companheiros de trabalho como Steve Wozniak, amigo pessoal de Jobs e peça fundamental na concepção de computadores pessoais da Apple II (modelo da empresa na década de 1970), e o antigo CEO da Apple John Sculley. Assim, multiplicaram-se os livros, documentários e filmes de ficção que buscavam explorar os meandros da ascensão de Jobs, mas talvez nenhuma dessas obras seja tão eficiente quanto<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs</i>, filme de Danny Boyle, que traz o ator Michael Fassbender na pele do empresário e inventor.</p>
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<div>
<p><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>traz os bastidores de três momentos importantes na vida do seu biografado: em 1984, acompanhamos o fundador da Apple no lançamento do Macintosh, no qual vislumbrava-se o potencial comercial de uma máquina cujas funções eram comandadas pelos usuários através do<span class="apple-converted-space"> </span><i>mouse</i>; o ano de 1988, quando Jobs foi desvinculado da Apple e fundou a Next, uma empresa especializada no desenvolvimento de computadores voltados para instituições de educação superior; e 1998, época em que Steve retornou a Apple e apresentava ao público o iMac. Nos três períodos, o espectador acompanha os passos da vida e da carreira de Jobs e a maneira como ele lidava com alguns dos mais importantes relacionamentos da sua vida, entre eles,  a sua complicada relação com a filha Lisa e os atritos o antigo companheiro da Apple Steve Wozniak.</p>
</div>
<figure id="attachment_4328" aria-describedby="caption-attachment-4328" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4328 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/stevejobsfrançoisduhameluniversal-620x310.jpg" alt="stevejobsfrançoisduhameluniversal" width="620" height="310" /><figcaption id="caption-attachment-4328" class="wp-caption-text">Performance equilibrada: Um dos méritos do filme é o seu elenco, principalmente Michael Fassbender que evita a caricatura na pele de Steve Jobs</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para começar, o longa beneficia-se pelo incrível roteiro escrito pelo sempre afiado Aaron Sorkin, baseado no livro de Walter Isaacson. Por mais que o diretor Danny Boyle faça aqui um dos seus trabalhos mais equilibrados da sua recente filmografia, fica evidente que o realizador interfere muito pouco no trabalho do seu roteirista ao transformar<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>em uma grande peça de teatro filmada. Boyle interfere muito pouco em cena e demonstra muita maturidade ao entender que  no caso de<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>quanto menos interferência visual, melhor.</p>
<p>Com o roteiro usualmente verborrágico de Aaron Sorkin (tal qual seus trabalhos em<span class="apple-converted-space"> </span><i>A Rede Social<span class="apple-converted-space"> </span></i>de David Fincher ou na série<span class="apple-converted-space"> </span><i>West Wing</i>) e a interessante estrutura em três atos,<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>funciona como uma encenação teatral na qual os atores ocupam praticamente um mesmo espaço, basicamente os interiores dos grandes auditórios e salas de apresentação que Jobs escolhia para fazer os seus anúncios<i> </i>empresariais. Dessa forma, o que se vê são atores entrando e saindo de cena em três décadas diferentes e todas as ações e dinâmicas centradas nos relacionamentos dos seus personagens com o Steve Jobs interpretado por Michael Fassbender. Assim,<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>beneficia-se pela estrutura do seu roteiro, que soube dar conta das principais questões que rondaram a vida do seu biografado sem recorrer à clássica cartilha das biografias cinematográficas: o nascimento, a vida, a obra e a morte do protagonista. O roteiro do filme, aliado ao tom da interpretaçao dos seus atores, também acerta ao evitar transformar seus personagens em vilões ou mocinhos, ou seja, não se perde em meio a um &#8220;fascínio adolescente&#8221; pela figura de Steve Jobs. Tanto ele, quanto os demais personagens da obra tem muitas camadas e cada um traz em si defeitos e qualidades que os tornam humanos e por isso mesmo fascinantes para o público nos três atos do filme.</p>
<figure id="attachment_4329" aria-describedby="caption-attachment-4329" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4329 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/stevejobsass-620x349.jpg" alt="stevejobsass" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4329" class="wp-caption-text">Biografia: Filme acerta ao evitar o &#8220;lugar comum&#8221; das cinebiografias.</figcaption></figure>
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<p>Por todo o cuidado que Danny Boyle tem com o texto de Aaron Sorkin e o destaque que ele dá aos duelos de palavras entre os seus personagens, o desempenho dos atores de<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>acaba tendo importância fundamental para o êxito do filme e não há um só integrante do elenco que se saia mal. A começar pelo seu protagonista, Michael Fassbender que acerta imensamente ao evitar o <i>overacting </i>ou buscar trejeitos ou transformações físicas e vocais muito drásticas em sua performance, uma muleta recorrente em trabalhos de atores que se dedicam a interpretar personagens reais, principalmente figuras históricas como Steve Jobs (foi o caso da péssima composição de Ashton Kutcher em <i>Jobs</i>, cinebiografia mal sucedida do mesmo personagem). Fassbender acerta ao ter como principal preocupação do seu trabalho as palavras de Aaron Sorkin e os vestígios da natureza de Steve Jobs que cada uma delas oferece, sendo fiel ao biografado não por uma fisicalidade, mas por conseguir dimensiona-lo como homem, empresário, inventor, pai e amigo e, desta forma, aproximar intimamente o público da sua personalidade. Ao lado de Fassbender estão atores que conseguem magistralmente dar conta de personagens igualmente interessantes e multifacetados que engrandecem ainda mais o desempenho do  seu protagonista, entre eles, Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels, Michael Stuhlbarg e Katherine Waterston.</p>
</div>
<div>
<p>Mostrando-se como um rica e profunda biografia, que surpreende a plateia pela estrutura extremamente sagaz do seu roteiro, <i>Steve Jobs </i>fisga o público não apenas por ter como epicentro uma figura conhecida, uma vantagem que parte das cinebiografias ruins conseguem usufruir, mas porque é um grande filme. Com um elenco talentoso que aproveita cada cena do elegante e inteligente roteiro de Aaron Sorkin e com um diretor  como Danny Baoyle que mostra-se inteligente o suficiente para saber que muitas vezes é preciso que o cineasta saia de cena para que parte da sua equipe brilhe e revele o verdadeiro poder da sua obra, <i>Steve Jobs </i>é um longa repleto de virtudes.</p>
</div>
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		<title>Crítica: A Entrevista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2015 20:10:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[James Franco]]></category>
		<category><![CDATA[Seth Rogen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Por ter degringolado situações que renderam notícias que foram além das usuais coberturas de prémieres e números de bilheterias, a comédia A Entrevista talvez tenha sido o evento cinematográfico de 2014. O anúncio da realização do longa deu início a uma série de ameaças contra a Sony, estúdio responsável pela produção, seguidas de ataques de hackers aos e-mails da empresa, revelando uma série de negociações e projetos sigilosos. O filme tem uma premissa bombástica e promissoramente corrosiva, um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: justify;">
<p><i><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2667" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/the-interview-pirate-bay-620x348.jpg" alt="the-interview-pirate-bay" width="620" height="348" /></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>P</i>or ter degringolado situações que renderam notícias que foram além das usuais coberturas de prémieres e números de bilheterias,<i> </i>a comédia <i>A Entrevista </i>talvez tenha sido o evento cinematográfico de 2014. O anúncio da realização do longa deu início a uma série de ameaças contra a Sony, estúdio responsável pela produção, seguidas de ataques de hackers aos e-mails da empresa, revelando uma série de negociações e projetos sigilosos. O filme tem uma premissa bombástica e promissoramente corrosiva, um vaidoso apresentador de TV  e seu produtor conseguem uma entrevista com o ditador da Coreia do Norte Kim Jong-un. Com esse<i> plot</i>, <i>A Entrevista </i>poderia ser um filme que traria um grau de preocupação com as relações pouco amigáveis entre Estados Unidos e Coréia do Norte. No entanto, o que se vê no resultado do projeto é alarde demais para filme de menos.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>O filme dirigido por Seth Rogen e por Evan Goldberg poderia utilizar todos os recursos da comédia para fazer uma crítica tanto aos Estados Unidos quanto à Coreia do Norte. Contudo, o que se vê na tela é uma coletânea de piadas de mal gosto, que oscilam entre o apelo ao sexo e à escatologia. Ou seja, apesar de pretender ser uma comédia corrosiva em seu discurso sobre as relações internacionais e até mesmo sobre a mídia, <i>A Entrevista </i>acaba adentrando em uma zona já conhecida e pouco produtiva que o gênero tem apelado nos últimos anos através de similares hollywoodianos.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/the-interview-james-franco-seth-rogen1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2668" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/the-interview-james-franco-seth-rogen1-620x348.jpg" alt="the-interview-james-franco-seth-rogen1" width="620" height="348" /></a></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Seth Rogen funciona para o filme, interpretando o personagem que costuma viver em longas como <i>Ligeiramente Grávidos </i>ou <i>Vizinhos</i>, e ainda que esteja diante de um roteiro vacilante como esse, consegue ter bons momentos na fita. James Franco, intérprete do apresentador narcisista Dave Skylark, por sua vez, é o lado mais fraco do filme. Franco compõe seu personagem de maneira excessiva e, em inúmeros momentos, no lugar de provocar riso, gera um certo constrangimento no espectador.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><i>A Entrevista </i>promete mexer com um vespeiro, o que é natural, já que o longa é abertamente ofensivo. No entanto, toda a celeuma gerada nos faz procurar um sentido para tamanha preocupação tendo em vista que o filme não é eficaz na produção de um discurso crítico ou irônico àquilo que pretende escrachar.</p>
</div>
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