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	<title>Arquivos Ridley Scott - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Ridley Scott - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Gladiador II</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 12:55:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema, desde seu início, sempre respondeu bem a grandes épicos. Spartacus (1960), Lawrence da Arábia (1962) e Cleopatra (1963) são exemplos de uma década onde os longas-metragens desse subgênero faziam um sucesso estrondoso. O tempo passou e a quantidade de lançamentos de dramas épicos diminuiu &#8211; como ocorreu com subgêneros anteriores e posteriores à ele -, mas sempre existiu um lugar para tais filmes, principalmente em Hollywood. Existe um lugar especial para esse formato fílmico e suas contações de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema, desde seu início, sempre respondeu bem a grandes épicos. <em>Spartacus (1960)</em>, <em>Lawrence da Arábia (1962)</em> e <em>Cleopatra (1963)</em> são exemplos de uma década onde os longas-metragens desse subgênero faziam um sucesso estrondoso. O tempo passou e a quantidade de lançamentos de dramas épicos diminuiu &#8211; como ocorreu com subgêneros anteriores e posteriores à ele -, mas sempre existiu um lugar para tais filmes, principalmente em Hollywood. Existe um lugar especial para esse formato fílmico e suas contações de jornadas e vitórias epopeicas. Lá no início dos anos 2000, por exemplo, o diretor Ridley Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/"><em>Casa Gucci</em></a>, de 2021) trouxe essa fagulha consigo em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-catalogo-gladiador/"><em>Gladiador</em></a>. Agora, 24 anos depois, o diretor tenta acender novamente essa fagulha com <em><strong>Gladiador II</strong></em>.</p>
<p><em><strong>Gladiador II</strong></em> marca dois momentos importantes na carreira do diretor Ridley Scott. O primeiro é a sua nova tentativa de produzir um drama épico nos moldes clássicos &#8211; coisa que veio tentando fazer nos últimos anos com <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/"><em>O Último Duelo (2021)</em></a> e <em>Napoleão (2023)</em>, mas falhou. O segundo marco é o retorno de Scott com uma de suas histórias de maior sucesso sendo continuada por ele próprio, diferente do que vimos em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><em>Blade Runner 2049 (2017)</em></a> ou de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alien-romulus/"><em>Alien &#8211; Romulus (2024)</em></a>. Essa união de fatores colocou o cineasta numa posição de acertos que geraram resultados positivos que há muito não ocorriam em sua carreira.</p>
<p>Ainda que a existência de sua narrativa não se justifique, <strong><em>Gladiador II</em></strong> não vive única e exclusivamente por conta de seu antecessor. Na verdade, ele funciona perfeitamente dentro da lógica de um épico clássico &#8211; inclusive por certas obviedades narrativas tanto da tragédia, quanto do melodrama -, e isso faz com que o filme não tenha apenas uma sobrevida. Mesmo que possa se questionar a razão de fazer uma continuação agora, tantos anos depois, o resultado fílmico acerta onde precisa e entrega uma narrativa coesa e grandiosa como seu antecessor.</p>
<p>O roteiro de David Scarpa (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todo-o-dinheiro-do-mundo/"><em>Todo o Dinheiro do Mundo</em></a>, de 2017) permite que a história tenha três frentes narrativas principais e, com isso, dá oportunidade para que boa parte do elenco central tenha momentos de destaque e entregue performances poderosas. Esse é um dos pontos altos do filme. <strong><em>Gladiador II</em></strong> é um drama épico que se constroi a partir de uma teia estelar de intérpretes. E são essas performances e seus arcos narrativos que conduzem a atenção do espectador do início ao fim do longa. Com todas as suas liberdades históricas que considero desimportantes, Scarpa entrega um roteiro amarrado e bem conduzido para boas performances.</p>
<figure id="attachment_18898" aria-describedby="caption-attachment-18898" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-18898" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Gladiador-II-2-750x500.jpg" alt="Gladiator II (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Gladiador-II-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Gladiador-II-2-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18898" class="wp-caption-text">Denzel Washington, Pedro Pascal e Connie Nielsen em cena de divulgação de Gladiator II (2024)</figcaption></figure>
<p>Quando se fala das três frentes narrativas de <strong><em>Gladiador II</em></strong>, em primeiro lugar está Paul Mescal (<em>Desconhecidos</em>, de 2023). Ele comanda o eixo principal da história com sua jornada de vingança pela morte da esposa e de confronto com o seu passado. Do outro lado, Connie Nielsen (<em>Mulher-Maravilha 1984</em>, de 2020) e Pedro Pascal (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-robo-selvagem/"><em>Robô Selvagem</em></a>, de 2024) embarcam numa busca pela mudança política de Roma, enquanto a personagem de Connie ainda precisa também se confrontar com seu passado.</p>
<p>A terceira frente é &#8211; e essa merece um destaque especial &#8211; a linha narrativa de Denzel Washington (<em>O Protetor: Capítulo Final</em>, de 2023) com sua ascensão e desejo de poder. Denzel é um show à parte. Ele está claramente usando sua experiência com o teatro shakespeariano para dar vida a sua tragédia particular dentro da narrativa macro de <strong><em>Gladiador II</em></strong>. E é com isso que o ator entrega uma das melhores performances masculinas do ano, até então &#8211; ao lado de Nicolas Cage em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-longlegs-vinculo-mortal/"><em>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal (2024)</em></a>.</p>
<p><strong><em>Gladiador II</em></strong> é uma surpresa positiva tanto para os fãs do original como do diretor. Esse longa foi feito para agradar gregos e troianos por carregar em si uma estrutura e narrativa bem definidas e amarradas, ao mesmo tempo que agrada com o entretenimento do <em>star system</em> e a escolha do elenco. Ao final da sessão, a pergunta sobre a necessidade ou não de uma continuação do filme de Scott de 2000 passa a ser desimportante. O que fica e se torna relevante é que o cineasta foi capaz de entregar uma continuação à altura do original e do subgênero.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ridley Scott</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Paul Mescal, Pedro Pascal, Joseph Quinn, Fred Hechinger, Lior Raz, Derek Jacobi, Connie Nielsen e Denzel Washington</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/tRLyeDklHx4?si=-j469S0ivdreb6Rb" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Casa Gucci</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 23:49:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O super aguardado Casa Gucci finalmente chega aos cinemas com grande elenco e direção de ninguém menos que Ridley Scott (Perdido em Marte). O filme conta a história da magnata família italiana que fundou a famosa marca Gucci, que ouvimos falar em passarelas, roupas de artistas em premiações e bolsas caríssimas. Este longa vem sendo indicado como um possível concorrente na temporada de premiações e vamos discutir mais a seguir se isso é algo, de fato, realista. O roteiro começa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O super aguardado <em><strong>Casa Gucci</strong></em> finalmente chega aos cinemas com grande elenco e direção de ninguém menos que Ridley Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-perdido-em-marte/"><em>Perdido em Marte</em></a>). O filme conta a história da magnata família italiana que fundou a famosa marca Gucci, que ouvimos falar em passarelas, roupas de artistas em premiações e bolsas caríssimas. Este longa vem sendo indicado como um possível concorrente na temporada de premiações e vamos discutir mais a seguir se isso é algo, de fato, realista.</p>
<p>O roteiro começa nos apresentando como surgiu a relação entre Patrizia Reggiani (Lady Gaga, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nasce-uma-estrela/"><em>Nasce Uma Estrela</em></a>) e Maurizio Gucci (Adam Driver, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>), desde o primeiro momento em que eles cruzaram o caminho em uma festa, lá na década de 1970. Ela era uma jovem de classe média, cujo pai era dono de uma empresa de caminhões e ela ajudava na contabilidade dos negócios da família. Quando conheceu Maurizio pela primeira vez, viu nele a oportunidade de colocar em prática toda a sua ânsia por poder.</p>
<p>A medida que a trama avança, acompanhamos a ganância dela contrastando com a falta de ambição do marido. Ele claramente não faz questão de tudo o que tem ou poderia ter, enquanto Patrizia vê sempre a possibilidade além do que a situação revela. O surgimento do tio Aldo (Al Pacino,<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/"><em> O Irlandês</em></a>) apimenta mais o cenário, abrindo um leque que antes havia sido fechado pelo pai Rodolfo (Jeremy Irons, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-red-sparrow/"><em>Operação Red Sparrow</em></a>), que não aceitava a união dos dois.</p>
<p><em><strong>Casa Gucci</strong></em> deixa muito claro que as relações ali não são estabelecidas com o foco em dinheiro. Assim como vimos na série <em>House of Cards</em>, engana-se quem pensa que o objetivo de políticos e empresários é apenas enriquecer. Depois de certo ponto, a fortuna se torna algo muito banal e o que resta são as conexões de poder. A narrativa deixa isso muito claro em todos os momentos ao mencionar o dinheiro, é claro, mas nunca o colocando como uma questão ou objetivo ali.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-14806 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9.jpg" alt="Casa Gucci" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A família tem sede por reconhecimento e fama, uma necessidade constante de ocupar um lugar de superioridade. É como se estivesse no sangue deles, então a maioria dos integrantes disputa a todo momento a atenção e a glória do espaço que ocupa. Seria simplório pensar que Patrizia chegou ali para ter ganância em um lugar onde isso não era pensado. A personalidade dela acabou se encaixando perfeitamente com o nome Gucci, até mais do que alguns membros.</p>
<p>O roteiro tem muitos pontos de exagero, como a própria história pede. Falamos de uma família italiana, que tem as emoções a flor da pele, que está disputando poder e dinheiro, que é dona de uma das maiores marca de moda do mundo. Não era possível esperar que as nuances fosse simplistas e modestas. Alguns elementos, no entanto, pecam, como é o caso do personagem de Jared Leto (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><em>Esquadrão Suicida</em></a>), o primo Paolo. Ele deveria funcionar como um alívio cômico, mas a performance foi tão pesada e caricata, que acaba destoando demais de todo o resto. Suas aparições são extremamente cansativas.</p>
<p>Seguindo nas atuações, Driver nos oferece um Gucci muito dualista, que cresce na nossa frente. Do rapaz perdido do início ao homem cheio de poder dos últimos momentos, ele passeia muito bem nestas mudanças. Os grandes destaques, no entanto, ficam mesmo com Gaga e Al Pacino. Ela está sensacional no papel da mulher gananciosa que vê seu império ruir e sair do controle. É impressionante como consegue nos apresentar uma personagem completamente diferente e sem marca das outras que já interpretou. Já ele está tão bem no papel do tio Aldo que sentimos uma necessidade maior de vê-lo em cena. Uma dupla bem ornada.</p>
<p>Mas será que vale algum prêmio? Entendo que vale as indicações e serão merecedoras, se houver. Particularmente no caso de Lady Gaga e Al Pacino (talvez Adam Driver pelo conjunto do trio principal). Porém dificilmente levarão estatuetas, pois o filme não segue no mesmo padrão de qualidade e apresenta um resultado muito bom, mas nada além disso. Poderia ter se arriscado mais para tentar mais indicações. <em><strong>Casa Gucci</strong></em> não deixa de ser, no entanto, um ótimo filme para se conferir.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ridley Scott</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lady Gaga, Adam Driver, Al Pacino, Jared Leto, Jeremy Irons, Jack Huston, Salma Hayek, Camille Cottin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/g1Ud5HJXb50" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Último Duelo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 01:39:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nada melhor do que ter um drama épico de qualidade chegando aos cinemas e mostrando que um diretor específico ainda tem toda a energia neste tipo de gênero. Ridley Scott (Alien: Covenant) certa feita nos presenteou com Gladiador, um filme vencedor de 5 estatuetas do Oscar e que estabeleceu um nível bem alto aos seus sucessores. Então não é sem expectativa que chegamos para assistir O Último Duelo. Neste épico, somos apresentados a Jean de Carrouges (Matt Damon, Ford vs. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nada melhor do que ter um drama épico de qualidade chegando aos cinemas e mostrando que um diretor específico ainda tem toda a energia neste tipo de gênero. Ridley Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alien-covenant/"><em>Alien: Covenant</em></a>) certa feita nos presenteou com <em>Gladiador</em>, um filme vencedor de 5 estatuetas do Oscar e que estabeleceu um nível bem alto aos seus sucessores. Então não é sem expectativa que chegamos para assistir <strong><em>O Último Duelo</em></strong>.</p>
<p>Neste épico, somos apresentados a Jean de Carrouges (Matt Damon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs. Ferrari</em></a>), um cavaleiro que busca sua ascensão e reconhecimento perante a corte, sendo extremamente fiel e dedicado. Em um acordo, ele acaba casando com a belíssima Marguerite (Jodie Comer, <em>Killing Eve</em>). Carrouges tem ainda um grande amigo, o ganancioso escudeiro Jacques Le Gris (Adam Driver, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>). O que parece ser uma história que vai pairar sobre a disputa entre os homens, acaba se tornando uma narrativa sobre o subjugamento da mulher na época e o quanto a sociedade a tratava como escória.</p>
<p>O filme é dividido em três capítulos, sendo cada um contado por uma parte deste trio mencionado. Logo o espectador percebe que será apresentado a perspectivas diferentes do mesmo fato e como as pessoas interpretam a situação de maneira muito distinta, a partir de seus comportamentos e personalidades.</p>
<p>Em uma viagem de campanha em nome do Rei, Jean deixa sua esposa em casa, ao lado de mãe e funcionários. Quando eles vão na feira da cidade, Marguerite acaba sendo estuprada por Le Gris. O que se sucede é sua tentativa hercúlea de provar que não teve culpa sobre o ato e que foi apenas vítima da vingança do escudeiro. Ela acaba sendo violentada de diversas formas, emocionais, sentimentais, etc. É uma obra que se passa no século XIV, mas propõe uma reflexão assustadoramente atual e presente na sociedade que vivemos. Qual o papel da mulher nas decisões que competem a sua própria vida?</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14648" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279.jpg" alt="O Último Duelo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jodie-comer-e-marguerite-de-carrouges-em-o-ultimo-duelo-1634147017928_v2_1920x1279-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A escolha de elenco para o trio principal é mais do que acertada. Cada um dá o tom perfeito a intensidade de seus personagens, nos fazendo questionar a todo momento a real versão dos fatos. Damon traz todo o amargor do cavaleiro humilhado e que não tem voz dentro da corte, enquanto Driver flutua entre o galã pernóstico e simpático. Ambos nos convencem de suas versões e o <em><strong>O Último Duelo</strong></em> tem esse elemento de convocar a participação do espectador o tempo todo. Somos mais um personagem de julgamento naquele tribunal.</p>
<p>Mas é Jodie que aprofunda as milhares de nuances da personagem. Ela já vem mostrando sua altíssima qualidade em projetos anteriores, mas dedica sua alma a esse personagem. Silenciosa e falando sempre com os olhos, Marguerite deixa muito mais para as conjecturas do que para os fatos.</p>
<p>Ridley capricha com todo o cenário de locação e figurino impecável. O espectador consegue fazer uma imersão tão bem qualificada quanto o fez em <em>Gladiador</em>. Além disso, a trilha sonora finamente escolhida vem para casar com as cenas de ação bem ensaiadas. Repito sempre sobre a importância de saber quem é quem numa batalha, especialmente neste caso específico, onde a maioria dos guerreiros se vestem igual. São lutas bem realistas e sanguinárias, fazendo uma imersão ainda mais profunda.</p>
<p><em><strong>O Último Duelo</strong></em> é um épico de alta qualidade nos moldes que somos acostumados. Mesmo que o formato de capítulos possa ser um pouco repetitivo em algum momento, o longa não se furta de explorar as temáticas pesadas e densas. O espectador se vê enlaçado pela história e ansiando constantemente o seu desfecho, que é tão vago quanto precisa ser. Mais um grande acerto de Ridley Scott.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ridley Scott</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Matt Damon, Adam Driver, Jodie Comer, Ben Affleck, Harriet Walter, Alex Lawther, Oliver Cotton, Marton Csokas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sm7vofMwXwg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial Catálogo: Gladiador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Nov 2019 15:06:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A tradição dos filmes épicos teve seu início com a obra italiana Cabiria, de 1914. Desde sua estreia, o cinema épico viveu por muito tempo dos louros de produções monumentais desse subgênero como O Nascimento de Uma Nação (1915) – dirigido pelo controverso D. W. Griffith – e a obra francesa sobre um dos maiores conquistadores da história, Napoleão (1927). Apesar da decaída nas produções, a febre dos épicos ainda persistiu até meados do século XX, com trabalhos como o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A tradição dos filmes épicos teve seu início com a obra italiana <em>Cabiria</em>, de 1914. Desde sua estreia, o cinema épico viveu por muito tempo dos louros de produções monumentais desse subgênero como <em>O Nascimento de Uma Nação</em> (1915) – dirigido pelo controverso D. W. Griffith – e a obra francesa sobre um dos maiores conquistadores da história, <em>Napoleão</em> (1927). Apesar da decaída nas produções, a febre dos épicos ainda persistiu até meados do século XX, com trabalhos como o premiado <em>Spartacus</em> (1960), de Stanley Kubrick. Contudo, o último ano antes do novo milênio foi contemplado com o filme <em><strong>Gladiador</strong></em>, que se tornaria um ponto de recomeço para que esse segmento cinematográfico se reinventasse.</p>
<p>A história ambientada na Roma Antiga tem como herói o general Maximus (Russell Crowe, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dois-caras-legais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Dois Caras Legais</em></a>) e para contrapô-lo, a figura do corrupto e incestuoso Commodus (Joaquin Phoenix, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Coringa</em></a>). O conflito entre essas personagens é estabelecido a partir da morte do Imperador Marcus Aurelius (Richard Harris, <em>Harry Potter e a Pedra Filosofal</em>), pai de Commodus.</p>
<p>Em segredo, o então falecido Imperador deixou para Maximus, como última missão, restabelecer o poder político total do Senado romano. Assim, a prosperidade voltaria a reinar no grande Império. Commodus, ao perceber que o general lhe seria uma ameaça, manda que seus guardas matem-no por trair os desejos do novo Imperador. Após fugir de sua sentença mortal,  Maximus transfigura-se no famoso e implacável gladiador de Proximus (Oliver Reed, <em>O Povo Contra Larry Flynt</em>). Sua notoriedade leva-o até o despótico Commodus e o reencontro dos dois promete revelações, tramas políticas e a ira de um tirano que luta para manter-se no poder.</p>
<p>Realizando o seu segundo épico da carreira, o diretor Ridley Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alien-covenant/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Alien: Covenant</em></a>) emplaca um filme de sucesso. Com direito a uma bilheteria invejável e críticas bem positivas, o longa-metragem ainda teve 119 indicações &#8211; das quais foi vitorioso em 48 prêmios. Os pontos mais fortes na produção estão no conjunto técnico e artístico que rodeou Scott. Os roteiristas David Franzoni (<em>Amistad</em>, 1997), John Logan (<em>O Aviador</em>, 2004) e William Nicholson (<em>Os Miseráveis</em>, 2012), por exemplo, foram indicados ao Oscar de &#8220;Melhor Roteiro Original&#8221;.</p>
<p><strong><em>Gladiator</em></strong> (título original) é estruturado por uma narrativa que mescla figuras reais com uma criação totalmente livre em cima de um período histórico. Apesar de algumas questões dessa liberdade em cima da realidade, a profusão de acontecimentos marcantes e embates poderosos levanta o roteiro, o concedendo diversas indicações.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11954" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1171525.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Gladiador" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1171525.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1171525.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1171525.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como todo bom épico, <strong><em>Gladiador</em></strong> traz a velha oposição entre o povo e o poder tirânico. Dessa forma, o filme carrega uma crítica social que retrata situações atemporais como abuso de poder, corrupção e a famosa &#8220;política do pão e circo&#8221;. Além da originalidade existente no roteiro, a presença marcante do imponente Russell Crowe faz da simples personagem uma merecedora do <em>Academy Awards</em> de &#8220;Melhor Ator&#8221;. Somando a qualidade do protagonista, Joaquin Phoenix apresenta uma criatura digna de repulsa que conquista os piores sentimentos do espectador. O que acabou lhe proporcionando três indicações como &#8220;Melhor Ator Coadjuvante&#8221; no Oscar, Globo de Ouro e BAFTA.</p>
<p>O vencedor do <em>Academy Awards</em>, todavia, incomoda o público em alguns aspectos. As principais críticas são a quebra com a realidade histórica e a falta de liga sentimental no épico. Esperava-se que o filme apelasse para as emoções do espectador uma vez que o longa estabelece uma identificação com revoluções contra um dominador despótico. Entretanto, a linha fílmica de Ridley Scott não comporta sentimentalismos. Os filmes de Scott expressam um alto teor de razão tornando o fator emotivo algo mais do que secundário, o que se repete em <strong><em>Gladiador</em></strong>. A tentativa exagerada de tocar o público é atribuída ao excesso de artifícios sonoros – ato falho, mesmo com trilha sonora composta pelo excelente Hans Zimmer (<em>O Rei Leão</em>, 1995).</p>
<p>O triunfo de <strong><em>Gladiator</em></strong> está em sua tática interna de compensação. A infertilidade emocional característica de Scott é esquecida graças à montagem fílmica de alta qualidade feita pelo premiado Pedro Scalia (<em>JFK: A Pergunta Que Não Quer Calar</em>, de 1991). O descontentamento relacionado à infidelidade com os fatos reais é vencido pela fascinação do público com histórias de heróis. Tudo isso guiado pelas belas batalhas coreografadas por Nicholas Powell (<em>Coração Valente</em>, de 1995). Além desses, outros setores da produção são notáveis e foram indicados em inúmeras premiações &#8211; como a direção de arte, composição musical, montagem, efeitos especiais etc.</p>
<p>O conjunto cinematográfico do longa levou diversas pessoas a se encantarem com a fotografia, edição, roteiro e atuações magistrais que compõem a beleza do filme. Ademais, Ridley Scott merece louros por ter reapresentado ao público &#8211; já que esse não via nada com tamanha qualidade há décadas &#8211; um épico que honra os seus antecessores e o próprio subgênero.</p>
<p>Você pode conferir esse premiado marco do cinema no catálogo da <a href="https://www.netflix.com/watch/60000929?trackId=13752289&amp;tctx=0%2C0%2C6693b9eba1cd98cf69bec410b01a46edb212a2d6%3A2e4ec8a66f17c36c3507f58ee9d6175f07a1fd4c%2C%2C"><em><strong>Netflix</strong></em></a>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ridley Scott<br />
<strong>Elenco:</strong> Russell Crowe, Joaquin Phoenix, Connie Nielsen, Oliver Reed, Richard Harris, Derek Jacobi, David Hemmings, Djimon Hounsou</p>
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		<title>Crítica: Todo o Dinheiro do Mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2018 20:06:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Plummer]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Wahlberg]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Williams]]></category>
		<category><![CDATA[Ridley Scott]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma coisa não pode ser negada. É louvável a maneira como o veterano Ridley Scott conseguiu contornar a tormenta que tomou conta de Todo o Dinheiro do Mundo às vésperas do seu lançamento comercial, entregando uma obra que não foi afetada criativa e artisticamente por suas refilmagens. Para quem não está por dentro dos acontecimentos, Scott decidiu refilmar as cenas protagonizadas por Jean Paul Getty no filme porque Kevin Spacey, ator que o interpretava, se envolveu num número sem fim de denúncias [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Uma coisa não pode ser negada. É louvável a maneira como o veterano Ridley Scott conseguiu contornar a tormenta que tomou conta de<b> </b><i><b>Todo o Dinheiro do Mundo</b> </i>às vésperas do seu lançamento comercial, entregando uma obra que não foi afetada criativa e artisticamente por suas refilmagens. Para quem não está por dentro dos acontecimentos, Scott decidiu refilmar as cenas protagonizadas por Jean Paul Getty no filme porque Kevin Spacey, ator que o interpretava, se envolveu num número sem fim de denúncias de assédio sexual em 2017. Em dezembro, o filme estrearia comercialmente e um mês antes Ridley Scott substituiu o ator por Christopher Plummer. É certo que o trabalho não foi muito tendo em vista que o personagem apesar de importante para o filme aparece pouco e na maioria das vezes sozinho. No entanto, há que se reconhecer a habilidade com que o diretor conseguiu sair rapidamente de uma saia justa como essa.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Todo esse contexto é sintomático de uma característica do próprio <i>Todo o Dinheiro do Mundo</i>. Trata-se de um filme que é cercado de indícios da habitual competência e adaptabilidade de Ridley Scott a qualquer gênero ou trama. Tendo passeado por ficções científicas (<i>Blade Runner</i>) e épicos (<i>Gladiador</i>), Scott sempre demonstrou ter a habilidade de atender às demandas de quaisquer roteiros que caiam em suas mãos. Com <i>Todo o Dinheiro do Mundo </i>não seria diferente, o filme destoa no tom, no gênero e na ambiência dos seus dois últimos títulos , por exemplo, <i>Alien: Covenant </i>e <i>Perdido em Marte</i>. Aqui, Scott se interessa pela história real da família Getty tendo como gatilho da sua trama o sequestro do jovem John Paul Getty de 16 anos nos anos de 1970 e o conflito entre a mãe do rapaz e seu sogro Jean Paul Getty, um magnata do petróleo que por avareza recusou pagar o resgate do neto.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8643" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/01/1515112008575.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Apesar de correto e feito com disciplina pelo seu diretor, é preciso notar que, como alguns exemplares na carreira do realizador, <i>Todo o Dinheiro do Mundo</i> também sofre por um aspecto decorrente da mesma adaptabilidade de Scott que mencionamos anteriormente: o seu olhar burocrático ou protocolar para certas histórias. Como em outros dos longas de Ridley Scott, ainda que exiba uma história tecnicamente competente e com pouquíssimos elementos que possam depor contra o seu resultado, <i>Todo o Dinheiro do Mundo </i>parece um filme que não tem pulso ou &#8220;sangue&#8221; que corra por suas veias. Ainda que crítico e claramente tendo algo de pertinente a dizer sobre seu tema central, a ganância, Scott insiste em se manter distante de sua trama e dos seus personagens, o que faz com que o longa não renda uma experiência minimamente envolvente para um espectador que passa mais de duas horas acompanhando a sua sucessão de acontecimentos. <i> </i></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Atores como Michelle Williams e Christopher Plummer estão bem em seus papéis, mas poderiam estar melhores caso Scott buscasse se aproximar um pouquinho mais das relações afetivas (ou ausências de relações afetivas) da família Getty. Está claro que a frieza com que Scott conduz o sequestro do neto de Getty e toda a tensa relação dele com sua nora está vinculado àquilo que o realizador tem a dizer sobre o próprio personagem de Plummer, um sujeito que praticamente se isolou do mundo para preservar sua riqueza. A proposta de Scott parece ser a seguinte: tornar <i>Todo o Dinheiro do Mundo </i>um filme frio sobre a natureza corruptora do dinheiro porque assim eram as relações que o velho Getty estabeleceu com os membros da sua família. No entanto, em alguns momentos, isso acaba sendo um problema para a obra, sobretudo quando envolve outros personagens como Gail Harris (Williams), uma mulher evidentemente no limite das suas emoções pelo sequestro do filho, mas com quem, muitas vezes, o público não consegue estabelecer elos mais fortes justamente pela insistente frieza com que Scott se relaciona com sua história e protagonistas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Todo o Dinheiro do Mundo </i>é correto pela usual competência do seu diretor, o filme é um <i>thriller </i>sombrio e<i> </i>cheio de tensão com um olhar mordaz para as relações sociais e familiares pertencentes às esferas por onde circulam as grandes fortunas do mundo, mas também é um longa que não marca o espectador por características que também são próprias à filmografia de Ridley Scott. Incapaz de provocar empatia no público com a trama do resgate desesperado de um filho por sua mãe, o filme tem muito a dizer sobre os temas que aborda. No entanto, às vezes isso é muito pouco para garantir a atenção do espectador e fazer com que sua obra marque de alguma forma o cinema ou a biografia do seu realizador.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/VvwrUWiKZKc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Alien &#8211; Covenant</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 May 2017 20:12:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alien]]></category>
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		<category><![CDATA[Michael Fassbender]]></category>
		<category><![CDATA[Prometheus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alien: Covenant segue a história apresentada no longa Prometheus, de 2012, e também do diretor Ridley Scott. Mas parece que a franquia Alien não tem mais a força de outrora e precisa se esforçar muito para entreter o espectador. Embora a história dê sequência à de Prometheus, qualquer um que assista este longa sem ver o primeiro poderá entender o roteiro. Isso prova que a película funciona independente da anterior. Mas quebra a lógica de continuidade da franquia, apresentando um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Alien: Covenant</em> segue a história apresentada no longa <em>Prometheus</em>, de 2012, e também do diretor Ridley Scott. Mas parece que a franquia <em>Alien</em> não tem mais a força de outrora e precisa se esforçar muito para entreter o espectador. Embora a história dê sequência à de <em>Prometheus</em>, qualquer um que assista este longa sem ver o primeiro poderá entender o roteiro. Isso prova que a película funciona independente da anterior. Mas quebra a lógica de continuidade da franquia, apresentando um produto fraco e sem emoção.</p>
<p><em>Alien: Covenant</em> traz um grupo de exploradores que estão numa nave com o objetivo de colonizar um novo planeta que foi descoberto, o Origae-6. No meio do caminho, eles captam um sinal que parece humano e resolvem investigar do que se trata. Eles acabam parando no mesmo mundo que acontece a narrativa de <em>Prometheus</em>.</p>
<p>A falta de senso começa quando os exploradores resolvem mudar a rota de colonização super planejada há anos e investida por vários futuros colonos, para checar que som estranho é esse que eles estão captando pelo rádio. Extremamente prudente mudar a rota de uma nave imensa, não é?!</p>
<p>Seguindo em frente, a reunião de bizarrices continua quando a nave pousa no novo planeta e os exploradores resolvem sair com a cara limpa, sem máscaras nem trajes espaciais. Por mais que o planeta seja idêntico à Terra e a nave tenha identificado a presença de oxigênio suficiente, não me parece uma boa ideia chegar num lugar desconhecido sem um pouco de cautela.</p>
<p>Esses fatos, no entanto, são apenas detalhes no que diz respeito à trama como um todo. No contexto maior, o roteiro é falho e pouco empolgante. Este episódio da franquia <em>Alien</em> foca no questionamento de como surgiu a humanidade, como fomos criados no universo. Ridley Scott consegue conectar alguns laços que <em>Prometheus</em> não conseguiu, mas ainda assim, não é o suficiente.</p>
<p>O longa sofre de alguns problemas como o uso excessivo de efeitos visuais e digitais, o que não contribui positivamente para o resultado final. O foco da tensão acaba se perdendo e essa é uma das maiores falhas do roteiro. São diversos aliens que surgem ao longo da história, mas mesmo assim o espectador não fica tenso pela próxima cena. O diretor não consegue criar um clima de <em>thriller</em> digno da franquia. O que é muito decepcionante, especialmente com o filme <em>Vida</em> sendo lançado tão próximo e sendo tão tenso.</p>
<p><em>Alien: Covenant</em> consegue ser ainda mais apático de <em>Prometheus</em> (e olhe que este último dividiu muito as opiniões na época). Mostra um enfraquecimento da franquia <em>Alien</em> e uma falta de empolgação notória do diretor Ridley Scott em criar tramas mais tensas e atrativas.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/5incfB5jHWU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Perdido em Marte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2015 11:30:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Chiwetel Ejiofor]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ridley Scott é um diretor de ficções científicas. Não é por acaso que dois dos filmes mais celebrados da carreira do realizador  são Alien &#8211; O 8º Passageiro e Blade Runner e que na sua filmografia recente um dos pontos altos tenha sido seu retorno ao gênero com Prometheus. Existe algo no formato que parece inspirar o realizador e trazer uma faceta bem diferente do Scott burocrático e aborrecido de Robin Hood, Cruzada ou Falcão Negro em Perigo. Perdido [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3706" aria-describedby="caption-attachment-3706" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Matt-Damon-as-Mark-Watney-in-The-Martian.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3706 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Matt-Damon-as-Mark-Watney-in-The-Martian-620x310.jpg" alt="Matt-Damon-as-Mark-Watney-in-The-Martian" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3706" class="wp-caption-text">Sobrevivente: Protagonista é dado como morto em Marte e tem que sobreviver no planeta vermelho</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ridley Scott é um diretor de ficções científicas. Não é por acaso que dois dos filmes mais celebrados da carreira do realizador  são <i>Alien &#8211; O 8º Passageiro </i>e <i>Blade Runner </i>e que na sua filmografia recente um dos pontos altos tenha sido seu retorno ao gênero com <i>Prometheus. </i>Existe algo no formato que parece inspirar o realizador e trazer uma faceta bem diferente do Scott burocrático e aborrecido de <i>Robin Hood</i>, <i>Cruzada </i>ou <i>Falcão Negro em Perigo</i>. <i>Perdido em Marte </i>é prova viva disso. Dá para sentir em cada sequência do longa um realizador pulsante, envolvido com sua histórias e seus personagens e comprometido a fazer do seu filme uma experiência marcante para o espectador. Dá para perceber cada fibra de Ridley Scott em <i>Perdido em Marte</i> e talvez seja por isso que este seja um dos melhores longas da filmografia recente do realizador.</p>
</div>
<div>
<p>Em <i>Perdido em Marte</i>, Matt Damon vive um astronauta que é dado como morto por seus companheiros de missão em Marte. Todos acreditam que Mark Watney (Damon) não conseguiu sobreviver a uma tempestade no planeta vermelho. Watney, no entanto, está vivo e em busca de uma maneira de sobreviver e retornar ao planeta Terra. Com suprimentos escassos, o astronauta tenta estabelecer contato com a Nasa antes que seja impossível manter-se de pé no planeta.</p>
</div>
<figure id="attachment_3705" aria-describedby="caption-attachment-3705" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3705 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/1499188_orig-620x362.jpg" alt="1E2FE3AD" width="620" height="362" /><figcaption id="caption-attachment-3705" class="wp-caption-text">Coadjuvantes de peso: Damon divide cena com um elenco de primeira. Na foto, o ator, Jessica Chastain, Sebastian Stan, Kate Mara e Aksel Hennie</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em linhas gerais, <i>Perdido em Marte</i> é um filme de sobrevivência estabelecendo paralelos com produções como <i>Gravidade </i>e <i>Alien &#8211; O 8º Passageiro, </i>do próprio Ridley Scott. Portanto, <i>Perdido em Marte </i>explora o temor hipotético de estar sozinho no espaço e todo o empreendimento heróico para tentar sair de uma situação aparentemente incontornável. A grande diferença é que <i>Perdido em Marte </i>apresenta uma faceta improvável do Ridley Scott, o humor. O longa consegue fugir das &#8220;obviedades&#8221; de um tipo de narrativa ao explorar o riso até mesmo nas situações de risco iminente, sem perder o fio da meada e compreender que a situação na qual o seu protagonista se encontra é angustiante. É genial, por exemplo, a maneira como Scott explora a trilha sonora em determinadas sequências do filme, trazendo canções  icônicas de artistas como o ABBA e até mesmo o clássico &#8220;I will survive&#8221;.</p>
</div>
<div>
<p>Assim, através de um Ridley Scott que oferece uma condução equilibrada e interessada no material que tem em mãos (bem diferente do Scott de filmes anteriores que somente &#8220;batia o cartão&#8221; nos sets de filmagem), <i>Perdido em Marte </i>proporciona ao público um espetáculo com múltiplas gamas de emoções, Emoções estas que também são proporcionadas é claro, pela inteligente e carismática performance de Matt Damon. É claro que apesar do <i>star power </i>de Damon outros atores disputam as atenções do espectador como a sempre impecável Jessica Chastain, o experiente Jeff Daniels, o recém indicado ao Oscar Chiwetel Ejiofor e até mesmo uma Kristen Wiig mais séria que o costume, mas o filme é do seu protagonista e ele segura as rédeas da história como poucos.</p>
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<figure id="attachment_3707" aria-describedby="caption-attachment-3707" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/martian.png"><img decoding="async" class="wp-image-3707 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/martian-620x306.png" alt="martian" width="620" height="306" /></a><figcaption id="caption-attachment-3707" class="wp-caption-text">Humor: Filme de Ridley Scott cresce ao inserir um elemento improvável em um trabalho com a assinatura do realizador, o bom humor</figcaption></figure>
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<p>Visualmente interessante e tecnicamente irretocável, <i>Perdido em Marte </i>traz um Ridley Scott interessado no seu ofício ou, se preferir, inspirado. O filme parece um apanhado de recursos e tramas já vistas em outros longas, mas encontra nos esforços e na experiência do seu realizador uma maneira vibrante de cativar o interesse da sua platéia. Trata-se de uma prova cabal de que Ridley Scott deveria evitar dramas existencialistas sobre o mundo do crime (<i>O Conselheiro do Crime</i>) e até mesmo épicos que em nada lembram a exceção do acaso <i>Gladiador</i>. Ridley Scott não deveria nunca mais sair do espaço. O público agradece.</p>
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