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	<title>Arquivos Rami Malek - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Rami Malek - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Oppenheimer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jul 2023 17:07:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan é uma das personalidades do cinema mais influentes da atualidade. Com uma carreira de grandes sucessos de público e crítica desde o início dos anos 2000, o cineasta costuma seguir uma mesma linha de produção em seus projetos: grandes histórias, uma equipe técnica potente e um roteiro que é bom, mas não consegue ultrapassar a barreira do sensível. De Amnésia (2000) até Tenet (2020) – passando pelo ‘queridinho’ Interstellar (2014) –, as produções [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor, roteirista e produtor <strong>Christopher Nolan</strong> é uma das personalidades do cinema mais influentes da atualidade. Com uma carreira de grandes sucessos de público e crítica desde o início dos anos 2000, o cineasta costuma seguir uma mesma linha de produção em seus projetos: grandes histórias, uma equipe técnica potente e um roteiro que é bom, mas não consegue ultrapassar a barreira do sensível. De <em>Amnésia (2000)</em> até <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tenet/"><em>Tenet (2020)</em></a> – passando pelo ‘queridinho’ <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-interestelar/"><em>Interstellar (2014)</em></a> –, as produções encabeçadas por Nolan costumam ter dificuldade em se mostrar mais humanas. Elas lutam para chegar no sensível e ir além da dureza de uma produção industrial – ainda que essa tenha espaço para belas imagens, montagens e sons. No entanto, durante duas décadas, o resultado era o mesmo – qualidade técnica, mas nada de palpável no quesito emocional.</p>
<p>Até antes de assistir o mais novo trabalho do diretor, Nolan nunca havia furado essa bolha. Tudo sempre teve qualidade, uma maestria na execução dos processos, resultados belíssimos e maravilhosamente bem administrados. Mas nunca senti sensibilidade. Até então, tudo parecia uma linda embalagem de presente de Natal onde, dentro dela, não havia nada. A superficialidade das emoções humanas e das sensações mais intrínsecas não tinham sido exploradas até a chegada de <em><strong>Oppenheimer</strong></em>. Esse pode ser o filme que mudará a trajetória da carreira do cineasta.</p>
<p>O longa-metragem, que estreia nesta quinta-feira (20), é um passo além do diretor em sua forma de fazer cinema. Não se enganem, a produção continua sendo bem administrada e rodeada por uma equipe técnica sublime – a prova disso está na montagem, fotografia, edição de som e trilha sonora. Contudo, é finalmente possível sentir algo, ainda que de forma sutil. Mesmo que Nolan tenha muito o que explorar sobre a densidade das emoções humanas daqui para frente, ele enfim furou a bolha com <em><strong>Oppenheimer</strong></em>. O boneco de madeira se tornou um garoto de verdade e entregou o seu mais belo trabalho da carreira.</p>
<p>Na cinebiografia, o público embarca na vida de J. Robert Oppenheimer (Cillian Murphy), o físico teórico que ficaria conhecido como pai da bomba atômica. A história descreve desde os primeiros anos do cientista e seus contatos com figuras proeminentes do mundo da física até o início do Projeto Manhattan, seu resultado e os dilemas científico/éticos no pós Segunda Guerra. Em meio aos louros, os relacionamentos, a política e a vaidade, Oppenheimer marcou a história da humanidade como o Prometeu moderno, dando ao povo o poder de se destruir com o início da corrida nuclear.</p>
<p>A partir de uma história como essa, o filme poderia ser muitas coisas, inclusive só mais uma cinebiografia que cairia no esquecimento em pouco tempo. A virada de chave, no entanto, está no <em>timing</em> que o projeto é lançado. Ainda que fale de um acontecimento histórico de décadas atrás, a perspectiva de discutir a relação entre avanço da ciência, guerra e ética não poderia ser mais atual. Com dilemas da inteligência artificial e as atrocidades da guerra na Ucrânia acontecendo, <em><strong>Oppenheimer</strong></em> chega aos cinemas pronto para pontuar o que precisa ser discutido no momento sobre esses assuntos – e, desta vez, com camadas e profundidade.</p>
<p>Baseado no livro ‘Prometeu Americano’, de Kai Bird e Martin J. Sherwin, o roteiro consegue tornar central a discussão da vaidade do personagem e o dilema que a sua invenção gerou para a humanidade e para si. Esse pano de fundo, unido com uma montagem brilhante de Jennifer Lame (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de um Casamento</em></a>, de 2019, e <em>Pantera Negra: Wakanda Para Sempre</em>, de 2022) e as performances de um elenco potente faz as três horas de duração passarem despercebidas. <em><strong>Oppenheimer</strong></em> é um dos melhores trabalhos de Nolan também como roteirista – o qual, possivelmente, estará como um dos favoritos na corrida pela estatueta no Oscar de 2024.</p>
<figure id="attachment_16943" aria-describedby="caption-attachment-16943" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16943" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-750x500.jpg" alt="Oppenheimer (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-610x406.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2.jpg 1169w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16943" class="wp-caption-text">Cillian Murphy em cena de &#8216;Oppenheimer&#8217; (2023)</figcaption></figure>
<p>Outro ponto de destaque na técnica do filme é a fotografia. Como a narrativa se divide em duas tramas – a trajetória de Oppenheimer e a audiência de decisão da entrada de Lewis Strauss como secretário na Casa Branca -, o diretor de fotografia Hoyte van Hoytema (<em>Tenet</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-nao-olhe/"><em>Não! Não Olhe!</em></a>, de 2022) teve a oportunidade de brincar com cores, sombras e formas da imagem em <em><strong>Oppenheimer</strong></em>. Sendo uma das frentes narrativas colorida e a outra em preto e preto, Hoyte entrega um espetáculo visual de tirar o fôlego.</p>
<p>E para permitir que o diretor de fotografia gerasse imagens ainda mais espetaculares, o departamento de arte, especificamente a equipe de efeitos práticos, teve que trabalhar muito. As cenas de recriação da explosão da bomba atômica são algumas das mais belas de se assistir ao longo do filme – e, possivelmente, da filmografia de Christopher Nolan. O trabalho da equipe supervisionada por Scott R. Fisher é fundamental para gerar a humanidade que <em><strong>Oppenheimer</strong></em> necessitava – e que Nolan precisava trazer há anos para suas produções.</p>
<p>Além dos destaques e das possíveis indicações pelo roteiro, montagem e edição, fotografia e efeitos visuais, a edição de som, a trilha sonora e o figurino são outros fortes nomes para indicações aos maiores prêmios de cinema do ano. Falando especificamente do som, ele é, ao lado da fotografia, um dos principais aliados para impulsionar a narrativa. Se <em><strong>Oppenheimer</strong></em> é capaz de alcançar voos ainda mais altos é porque o santíssimo quinteto direção-roteiro-fotografia-som-trilha está operando de forma coesa e eficaz. E o trabalho de composição de Ludwig Göransson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em>Pantera Negra</em></a>, de 2018) é impressionante, potente e completa este pentágono criativo.</p>
<p>Por fim, e não menos importante, <em><strong>Oppenheimer</strong></em> alcança o que alcança por mais duas razões, seu elenco estelar e a direção de Christopher Nolan. Desta vez, diferente da maioria de seus trabalhos, o cineasta pareceu sair de sua função de administrador de uma produção e mergulhou de cabeça como criador, se permitindo sentir e se sensibilizar pela história que estava construindo. Essa dedicação diferenciada para o projeto é claramente sentida desde os primeiros minutos do filme. Nolan terá uma dura concorrência na temporada do Oscar – como por exemplo o forte nome da brilhante Greta Gerwig por <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/"><em>Barbie (2023)</em></a> -, mas, desta vez, o nome do diretor estar entre os indicados é mais do que merecido.</p>
<p>Para encerrar a composição de potência da produção, <em><strong>Oppenheimer</strong></em> conta com um grande elenco. Seja na extensão ou em qualidade, os atores e as atrizes envolvidos nesse processo são um reforço da coesão do projeto e dão razão ao adjetivo. Evidentemente existe um destaque maior para três pessoas: Cillian Murphy, Robert Downey Jr. e Emily Blunt. Os três são as apostas para o Oscar, podendo até, quem sabe, render uma estatueta para o eterno Homem de Ferro, mostrando à Hollywood que ele pode e é mais do que ator de um só personagem.</p>
<p>Regada de dúvidas, delírios e vaidades, a jornada pessoal e ética do físico J. Robert Oppenheimer é, sem sombra de dúvidas, um dos filmes do ano e marcará a temporada de premiações por sua qualidade e poderio técnico. Além de, como pontuado algumas vezes ao longo do texto, ser, quem sabe, uma nova fase para Christopher Nolan. Se <strong><em>Oppenheimer</em></strong> representar o início de uma nova era de produções com mais profundidade e sensibilidade do cineasta britânico, então o futuro do cinema guarda algo inspirador. Caso tenha sido apenas um flerte momentâneo com esse lado mais denso e humano do diretor, pelo menos o mundo terá a oportunidade de vivenciar a experiência cinematográfica que é assistir ao filme.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher Nolan</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Cillian Murphy, Emily Blunt, Matt Damon, Robert Downey Jr., Florence Pugh, Josh Hartnett, Casey Affleck, Rami Malek, Kenneth Branagh, Benny Safdie e Jack Quaid</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/F3OxA9Cz17A?si=t_qYi7N4cEY9hHD9" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: 007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Sep 2021 14:53:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de setembro, o longa 007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer, o último da franquia com o ator Daniel Craig (Entre Facas e Segredos) à frente do papel de James Bond. Quinze anos depois de sua estreia na pele do espião, é com muita expectativa que os fãs aguardam essa finalização épica de sua participação, que rendeu tanta transformação no personagem. Ao longo dos anos e, em especial com a chegada de Craig na franquia, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de setembro, o longa <strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong>, o último da franquia com o ator Daniel Craig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>) à frente do papel de James Bond. Quinze anos depois de sua estreia na pele do espião, é com muita expectativa que os fãs aguardam essa finalização épica de sua participação, que rendeu tanta transformação no personagem.</p>
<p>Ao longo dos anos e, em especial com a chegada de Craig na franquia, o estilo de Bond foi sendo modificado. Se antes eles primavam muito pelos apetrechos tecnológicos que o auxiliavam nas missões, agora a força e performance física tem espaço muito maior e privilegiado. É claro que não necessariamente isso é um ponto positivo, visto que um dos grandes atrativos do personagem eram justamente os seus <em>gadgets</em>. Neste longa, conseguimos ver um vislumbre daquele James de outrora, com breves aparições desta tecnologia aplicada em prol da espionagem.</p>
<p>Mas não é porque sentimos falta deste detalhe, que vamos desmerecer a importância de Daniel no aprofundamento do personagem. Ele trouxe uma característica mais sentimental e humana, tornando o espião mais passível de romances profundos e não apenas os furtivos. A imensa variedade de Bond Girls deu espaço a amores e tentativas de viver emoções mais intensas. Em <strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong> vemos justamente o resultado desta mudança, com Bond tentando construir um lar com Madeleine (Léa Seydoux, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-kursk-a-ultima-missao/"><em>Kursk &#8211; A Última Missão</em></a>), seu amor depois do sofrimento da perda de Vesper (Eva Green, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baseado-em-fatos-reais/"><em>Baseado em Fatos Reais</em></a>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14584" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review.jpg" alt="007 - Sem Tempo Para Morrer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que o coração pule na frente em muitos momentos, James ainda é um cara sisudo e descrente da sociedade. Ele está afastado dos serviços de espionagem e reluta quando é convocado novamente por M (Ralph Fiennes, <em>A Escavação</em>). É quando surge a figura de Felix (Jeffrey Wright, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lavanderia/"><em>A Lavanderia</em></a>), seu parceiro dos tempos de Cassino Royale e Quantum of Solace, que ele decide aceitar a solicitação.</p>
<p>James carrega em si todo o amargor que a vida deixou ao longo dos anos. Ele tem dificuldade em lidar com as questões de ego que envolvem a presença da nova 007 (sim, a espiã é uma mulher e negra – falaremos disso adiante), assim como enfrentar os demônios do seu passado.</p>
<p>O filme equilibra com maestria os momentos de tensão em leveza, mesmo que esse último elemento seja mais raro. Seguindo o perfil do Bond de Craig, ele ri pouco e tem o tom sempre mais pesado ao encarar as dualidades da vida. Ainda assim, é seu carisma que constrói a base deste capítulo, com suas quase 3h de duração.</p>
<p>Para vilões e coadjuvantes, o elenco composto ainda por Rami Malek (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bohemian-rhapsody/"><em>Bohemian Rhapsody</em></a>) e Christoph Waltz (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pequena-grande-vida/"><em>Pequena Grande Vida</em></a>) tem uma química em cena que dá o tom da trama. Todos têm muita familiaridade com as dinâmicas, mesmo que falte aprofundamento em alguns casos. É uma sensação rapidamente compreendida pelo foco principal da despedida de Bond.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14583" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="007 - Sem Tempo Para Morrer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong> traz ainda a questão da inclusão como foco e isso é muito bem colocado. Personagens negros surgem com muito mais destaque do que antes, mostrando que a franquia procura se atualizar das necessidades da sociedade. Cabe aí o questionamento sobre a eventual cogitação que ocorreu de colocar o ator Idris Elba (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><em>Velozes &amp; Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</em></a>) como o próximo 007. À época, ele sofreu preconceito e chegou a dizer que não aceitaria o convite.</p>
<p>Este é o quinto e último longa de Daniel Craig na pele de James Bond, então o sentimento de adeus está presente na maior parte do tempo. Ele está no seu melhor momento e entrega tudo de si no personagem, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Ele é, acima de tudo, um herói neste filme, com todas as dores que carrega ao longo dos anos, mas curiosamente sempre escolhendo crer numa realidade melhor. Esta foi uma calorosa despedida do personagem que marcou a sua vida.</p>
<p>É difícil não pensar o quanto foi construído ao longo desses anos e quais as oportunidades que teremos a partir de agora. 007 é uma franquia que se renova sempre e abre espaço para novos agentes e possibilidades. Seguimos ansiosos pelos próximos capítulos e onde esse personagem tão interessante poderá nos levar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cary Joji Fukunaga</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Rami Malek, Léa Seydoux, Ralph Fiennes, Jeffrey Wright, Christoph Waltz, Lashana Lynch, Naomie Harris, Ben Whishaw, Ana de Armas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kCyjw0z-5KI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Ator</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2019 21:57:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Oscar 2019 nos traz mais uma categoria de incertezas, que é a de Melhor Ator. As premiações anteriores privilegiaram diferentes atuações, dando mais foco em Rami Malek, por Bohemian Rhapsody, e Christian Bale, por Vice. No entanto, mesmo não tendo o reconhecimento (até o momento), outros candidatos fortes entram na disputa, como é o caso de Viggo Mortensen, por Green Book: O Guia, e Bradley Cooper, por Nasce Uma Estrela. Fechando a lista dos indicados nesta categoria, temos a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Oscar 2019 nos traz mais uma categoria de incertezas, que é a de Melhor Ator. As premiações anteriores privilegiaram diferentes atuações, dando mais foco em Rami Malek, por <em>Bohemian Rhapsody</em>, e Christian Bale, por <em>Vice</em>. No entanto, mesmo não tendo o reconhecimento (até o momento), outros candidatos fortes entram na disputa, como é o caso de Viggo Mortensen, por <em>Green Book: O Guia</em>, e Bradley Cooper, por<em> Nasce Uma Estrela</em>. Fechando a lista dos indicados nesta categoria, temos a não tão badalada indicação, mas também justa, de Willem Dafoe, pelo longa <em>No Portal da Eternidade</em>!</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10031" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/maxresdefault-6.jpg" alt="Willem Dafoe" width="610" height="348" /><br />
<strong>Willem Dafoe, por No Portal da Eternidade</strong></p>
<p style="text-align: center;">Em <em>No Portal da Eternidade</em>, Willem Dafoe interpreta ninguém menos que o pintor Vincent Van Gogh e a sua batalha travada com os transtornos mentais que o acometem. Marcado por um estilo de filmagem mais cru e lento, o longa nos oferece bons momentos para compreender ainda mais a história do artista. Dafoe nos apresenta um trabalho brilhante e primoroso, completamente incorporado na dualidade e devaneios de Van Gogh. É ele quem nos conduz na narrativa, ora confusa, e funciona como o pilar estrutural da trama. Willem chegou a aprender a pintar para incorporar ainda melhor o personagem. São nos pequenos detalhes que ele consegue traduzir o protagonista, desde o olhar perdido até o desespero intenso de suas emoções.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10032" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/3552387.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Christian Bale" width="610" height="348" /><br />
<strong>Christian Bale, por Vice</strong></p>
<p style="text-align: center;">Agora, vamos com Christian Bale e sua atuação em <em>Vice</em>. O ator interpreta o político americano Dick Cheney, que foi o vice-presidente durante o período de George W. Bush. Sob a direção afiada e nada básica de Adam McKay, Bale vai construindo a personalidade do protagonista em consonância com todas as suas aspirações de poder. Ele não apenas engordou 20 quilos para o papel, como estudou bastante o comportamento de Cheney, tanto físico quanto emocional. O resultado é um personagem com várias facetas que funciona como o pilar da história dissecada por McKay. Este é um papel bem diferente do que Bale está acostumado fazer. Embora assuma o protagonismo da história, ele tem pouco espaço para se expressar com liberdade, sendo sempre contido e mais calculista. Isso foi o suficiente para lhe render o Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia ou Musical, mas será o suficiente para levar o Oscar?</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0940097.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Bradley Cooper" width="610" height="348" /><br />
<strong>Bradley Cooper, por Nasce Uma Estrela</strong></p>
<p style="text-align: center;">Já Bradley Cooper é uma pedra preciosa que vem sendo deixada de lado na maioria das premiações. Em <em>Nasce Uma Estrela</em>, além de ser responsável por roteiro, produção e direção, ele assume o papel do protagonista, o cantor Jackson Maine. É curioso ver o quanto as pessoas enaltecem o trabalho de Lady Gaga, quando, na verdade, a alma do filme é Cooper. Ele transita por muitos sentimentos do personagem e o espectador acompanha de perto o sufoco e a queda do músico. É como se uma estrela precisasse apagar para que outra acendesse. Bradley nos presenteia com o melhor trabalho de sua carreira, o mais intenso, profundo e contundente. Ele não apenas nos envolve pelas emoções, quando pela realidade de tudo que ele passa. A dedicação fora de tela trouxe ainda mais força para o que acontece diante de nossos olhos, em um trabalho incrível. Pena que ele não esteja sendo devidamente reconhecido nas premiações.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10034" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Bohemian-Rhapsody-Rami-Malek.jpg" alt="Rami Malek" width="610" height="348" /><br />
<strong>Rami Malek, por Bohemian Rhapsody</strong></p>
<p style="text-align: center;">Quem está recebendo toda a glória e reconhecimento é o ator Rami Malek. No papel de Freddie Mercury, em <em>Bohemian Rhapsody</em>, ele nos oferece uma nova faceta de atuação, que antes não conhecíamos. Rami é, definitivamente, um excelente ator e sua dedicação em aprender tudo sobre o protagonista (até a forma de mexer as mãos), faz com que ele seja o próprio Mercury em tela. A minha questão, no entanto, é o excesso de afetação do ator, que consegue transcender o personagem. Embora muito boa, esta não é uma atuação formidável que merecia o maior prêmio do cinema. Considero inferior a outros concorrentes, como Bradley e Viggo. O filme, que passou por um processo intenso de troca de diretores, pode ter contribuído para essa percepção menos gloriosa. É como se o espectador percebe-se o tempo todo que é Rami interpretando Freddie naquele momento e isso desfavorece a experiência como um todo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10035" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/5463075.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Viggo Mortensen" width="610" height="348" /><br />
<strong>Viggo Mortensen, por Green Book – O Guia</strong></p>
<p style="text-align: center;">Para fechar, o ator Viggo Mortensen nos traz o papel mais &#8220;fora da curva&#8221; de sua carreira no longa <em>Green Book &#8211; O Guia</em>. Ele interpreta Tony Lip, um fanfarrão descendente de italiano e preconceituoso que embarca em uma viagem com o seu novo chefe negro. Todo o processo de descoberta do personagem é incrível de se ver e vivido com tanta intensidade e cuidado por Viggo. Assim como Bale, ele engordou mais de 20 quilos e se esmerou na arte de aprender a se portar como um descente de italiano nato, com todas as suas peculiaridades. Ele é o foco do filme, com todas as descobertas e transformações que sofre ao longo da viagem. Viggo transita por muitas emoções e se desdobra nas camadas de Tony. A sua melhor atuação da carreira e a mais diferenciada, definitivamente.</p>
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		<title>Crítica: Bohemian Rhapsody</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Oct 2018 17:28:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bohemian Rhapsody]]></category>
		<category><![CDATA[Bryan Singer]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bohemian Rhapsody é um projeto que chega com algumas dificuldades às telonas. Depois de passar pela mão de mais de um diretor e sofrer recortes, é de se esperar que o resultado deixe o espectador apreensivo. No entanto, o filme consegue transpor essas questões e apresentar um produto bem redondo e bem finalizado. O longa traça a história do surgimento da banda Queen com grande foco em Freddie Mercury. É maravilhoso acompanhar desde o começo como as coisas foram se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Bohemian Rhapsody</strong></em> é um projeto que chega com algumas dificuldades às telonas. Depois de passar pela mão de mais de um diretor e sofrer recortes, é de se esperar que o resultado deixe o espectador apreensivo. No entanto, o filme consegue transpor essas questões e apresentar um produto bem redondo e bem finalizado.</p>
<p>O longa traça a história do surgimento da banda Queen com grande foco em Freddie Mercury. É maravilhoso acompanhar desde o começo como as coisas foram se encaixando e a obra prima do grupo surgiu. Além disso, Mercury é um espetáculo a parte que merece toda a nossa atenção e respeito. Tudo isso é muito bem mostrado no filme.</p>
<p>Para quem conhece as músicas do Queen, o filme tem um serviço ainda maior de mostrar como as canções foram criadas e pensadas pelos artistas. Não que isso deixe de fazer sentido para quem não é tão familiar com o grupo. O roteiro consegue conduzir a história de uma forma que contextualiza bem o espectador, dispensando um conhecimento anterior. Claro que se você o tiver, isso fará toda a diferença.</p>
<p>O roteiro é extremamente cuidadoso com o quesito musical e isso poder ter a ver com o fato de que Brian May e Roger Taylor, integrantes do Queen original, entraram como consultores criativos no filme. Somos bombardeados com grandes canções e, ao mesmo tempo, a forma como elas surgiram e foram pensadas. O processo criativo de composição é maravilhoso de acompanhar e valorizamos ainda mais o produto final. Carinhosamente a narrativa vai conduzindo o espectador a se apaixonar e torcer pela banda. As canções ajudam a traçar uma linha temporal no filme, com o suporte dos álbuns que foram lançados ao longo do tempo.</p>
<p>O filme peca um pouco, no entanto, no quesito ritmo, especialmente no meio do caminho. Ele começa muito bem e empolgante, mas entra em uma maré mansa que deixa o espectador um pouco entediado. Isso não seria um problema em outras películas, mas o considero nesta. Estamos falando de Freddie Mercury, um dos maiores artistas de todos os tempos e marcado pela irreverência. Cair no lugar comum com ele é, no mínimo, desrespeitoso.</p>
<p>A finalização, no entanto, consegue redimir boa parte deste lugar comum. Em uma cena longa e cuidadosamente pensada para encantar o espectador, nós participamos de um verdadeiro show. Toda a força das canções e dos artistas é colocada em foco numa apresentação inesquecível e memorável. O espectador fica deslumbrado e aprecia ainda mais de perto a atuação de Rami Malek.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9505" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/1870791.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Este quesito &#8220;atuação&#8221;, por sinal, vale a pena ser notado. A escolha de Rami para interpretar Mercury foi acertada e ele incorporou perfeitamente os trejeitos do artista. Em alguns momentos conseguimos ver muito de Rami, mas ele logo consegue transformar isso e deixar o espectador completamente inserido na personagem. Os demais integrantes da banda não deixam por menos. Meu destaque pessoal para Gwilym Lee e toda a sua naturalidade no papel de Brian May.</p>
<p>Temos também a relação com Mary, vivida por Lucy Boynton. A convivência dos dois ajuda a dar o tom na narrativa e marcar a mudança de alguns comportamentos do protagonista. Não apenas isso, ela consegue dar a força necessária para o destaque do personagem de Rami. Uma relação que definitivamente funcionou em tela, mostrando um grande acerto na escolha de elenco.</p>
<p>Questões como a descoberta da homossexualidade de Freddie, sua relação com o próprio ego e com o mundo ao seu redor dão o tom do filme como um todo. Conhecemos não apenas o artista, mas a pessoa por trás. Todas as suas frustrações e dificuldades. Entendemos que todos os erros cometidos tem um motivo, uma razão. E isso é fundamental para construir a trama e o entendimento do espectador. Conseguimos nos envolver ainda mais com a banda.</p>
<p>Embora fique a sensação de faltou algo, o resultado do filme é bem positivo. Talvez tenha faltado o excesso clássico de Freddie Mercury, que seria a cereja no sorvete da trama. Ainda assim, não tem como dizer que o produto não agrada. É um belo longa que traz fielmente e cuidadosamente a história de uma das maiores bandas de todos os tempos.</p>
<p><strong>Assista ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/trailer/">trailer</a>!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GryRsVhOvxo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Papillon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Oct 2018 18:52:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie Hunnam]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Papillon]]></category>
		<category><![CDATA[Rami Malek]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, dia 04 de outubro, o longa Papillon, remake do clássico de 1973, protagonizado por Steve McQueen e Dustin Hoffman. Desta vez, quem assume os protagonistas são Charlie Hunnam, da série Sons of Anarchy, e Rami Malek, de Mr. Robot. Já a direção fica por conta do novato Michael Noer. A trama traz Papillon, um ladrão que foi injustamente acusado de assassinato na França de 1930 e é condenado a viver em uma prisão na Guiana Francesa, na América [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, dia 04 de outubro, o longa <em><strong>Papillon</strong></em>, remake do clássico de 1973, protagonizado por Steve McQueen e Dustin Hoffman. Desta vez, quem assume os protagonistas são Charlie Hunnam, da série <em>Sons of Anarchy</em>, e Rami Malek, de <em>Mr. Robot</em>. Já a direção fica por conta do novato Michael Noer.</p>
<p>A trama traz Papillon, um ladrão que foi injustamente acusado de assassinato na França de 1930 e é condenado a viver em uma prisão na Guiana Francesa, na América do Sul. Ao chegar no lugar, ele se encontra com Louis Dega, um falsificador milionário que claramente precisa de proteção para sobreviver. Tudo isso, vale dizer, baseado em uma história real.</p>
<p>O filme, desde o começo, traz um ótimo clima de tensão ao espectador, que vai criando empatia pelo protagonista aos poucos. A medida que as regras da prisão vão ficando claras e o tipo de tratamento que eles recebem, o público acompanha o desenvolvimento cruel da história, torcendo por um final minimamente feliz. Durante as duas horas de duração do filme, três arcos narrativos principais são construídos, marcados pela dinâmica dos personagens.</p>
<p>Naquele lugar, qualquer preso que transgredir as regras e tentar fugir, vai passar dois anos na solitária. Se ele for reincidente, neste caso, passa mais cinco anos. Caso sobreviva à essa tortura, é claro. A tensão psicológica é muito clara na trama e favorece ao incômodo que vai surgindo no espectador. Aos nossos olhos, vemos os personagens definharem e mudarem a feição, a medida que a esperança vai esvaindo da alma. É triste constatar, no entanto, que tudo aquilo foi real.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9402" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/1736294.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="crítica: papillon" width="610" height="348" /></p>
<p>Assumindo a rédea da produção, o diretor Michael Noer traz uma condução de trama muito boa e assertiva. Ele consegue mesclar o tom de heroísmo com o sacrifício que é feito diariamente pelo personagem. Além disso, Papillon é um filme sobre lealdade, mesmo em situações contrárias. Papillon cria uma amizade tão verdadeira com Degas, que vai além da proteção inicial acertada. Ele passa a efetivamente dar a vida pelo amigo e cuidar para que ele saia vivo daquele lugar. Não que alguém tenha exatamente esperança que isso aconteça.</p>
<p>Charlie Hunnam assume o protagonista com força e dedicação. O que assistimos é um ator se transformando em cena, a medida da necessidade do personagem. O mesmo vale para Rami Malek que dá um excelente apoio à Hunnam e desempenha um papel excepcional. Falta, no entanto, maior aprofundamento nos personagens como um todo. A sensação que fica é de que o roteiro paira na primeira camada, de muitas que poderiam ter sido exploradas.</p>
<p>Desnecessariamente longo, o filme poderia ter uns 20 minutos a menos e ainda assim, manter a qualidade do produto. <strong><em>Papillon</em></strong>, no entanto, é um ótimo remake, embora notoriamente abaixo do longa original. Ele acaba vivendo na sombra do primeiro.</p>
<p><strong>Assista ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/trailer/">trailer</a>!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_DwrDBXRtjQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-papillon/">Crítica: Papillon</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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