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	<title>Arquivos Mamoudou Athie - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Mamoudou Athie - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica O Drama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 12:56:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O que fazer quando um segredo maior do que si ou o outro é revelado? Como seguir com uma relação quando os preceitos de moralidade, ética ou crença se estilhaçam da noite para o dia? E, pior, o que fazer quando quem você acha conhecer se mostra um completo estranho? Essas são as perguntas que guiam o cerne narrativo do novo drama psicológico satírico, que se disfarça como comédia romântica, estrelado por Zendaya (Rivais, de 2024) e Robert Pattinson (Mickey [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O que fazer quando um segredo maior do que si ou o outro é revelado? Como seguir com uma relação quando os preceitos de moralidade, ética ou crença se estilhaçam da noite para o dia? E, pior, o que fazer quando quem você acha conhecer se mostra um completo estranho? Essas são as perguntas que guiam o cerne narrativo do novo drama psicológico satírico, que se disfarça como comédia romântica, estrelado por Zendaya (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rivais/"><em>Rivais</em></a>, de 2024) e Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mickey-17/"><em>Mickey 17</em></a>, de 2025). <strong><em>O Drama</em></strong> estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (9) e já chega como um filme que dividirá opiniões.</p>
<h3>O Texto</h3>
<p>Escrito pelo cineasta Kristoffer Borgli (<em>O Homem dos Teus Sonhos</em>, de 2023), o roteiro tem como base de sua premissa desestabilizar um dos sacros momentos de narrativas românticas: o casamento. Com um segredo que vem à tona &#8211; e que merece ser guardado a sete chaves até que você assista ao filme -, o casal às vésperas da tão sonhada cerimônia se veem perdidos com as revelações e o que elas colocam em jogo. Talvez o mais comum recurso de <em>storytelling</em> quando o assunto é relacionamento no cinema é expor algo do seu interesse amoroso que choque e coloque em prova o sentimento. O problema é que o que é revelado em <strong><em>O Drama</em></strong> é muito maior do que qualquer <em>plot</em> comumente usado em comédias românticas.</p>
<p>Talvez o maior mérito de Borgli seja a escolha do que subverter em seu novo longa-metragem. A partir de trabalhos anteriores, já é possível perceber uma linha criativa que gosta de esgarçar os limites imaginativos de certas situações e convenções da vida e, desta vez, ele resolve invadir o imaginário do sonho casamenteiro para desestabilizá-lo por inteiro. Pôr em jogo a dinâmica, a confiança e até os desejos do casal a partir da revelação de um segredo desconcertante vira o jogo de ponta cabeça e faz de <strong><em>O Drama </em></strong>um filme que merece sua atenção.</p>
<p>É no momento da revelação que o filme se configura como esse drama psicológico. A doçura e o cuidado comuns de uma comédia romântica são descartados e dão lugar a uma onda de paranoias e inseguranças que inundam a narrativa. O que era uma bela história de amor se torna uma frenética corrida contra esse elefante na sala que passou a habitar as vidas de Emma e Charlie (respectivamente, Zendaya e Robert). Apesar da tensão palpável, o roteiro de <strong><em>O Drama</em></strong> tem um sadismo genial que satiriza tudo aquilo a ponto de gerar momentos divertidamente desconfortáveis, onde a única saída do espectador é literalmente rir de nervoso pelo desconforto visto na telona.</p>
<h3>O Diretor</h3>
<p>A direção, também assinada por Borgli, faz questão de criar imagens de puro desconforto. Sejam os <em>flashbacks</em> que vão, aos poucos revelando os segredos, sejam os momentos de confronto imaturo e despreparo do casal, há um claro esforço do cineasta em construir a atmosfera mais desconfortável possível durante o filme. Não existe tempo de respiro entre as cenas, é um turbilhão de momentos estranhos, incômodos e vilmente hilários. <strong><em>O Drama</em></strong> parece ser orquestrado por uma máxima de delírios do &#8216;e se&#8217;. Como se o diretor quisesse colocar o próprio espectador em cheque junto dos seus personagens.</p>
<figure id="attachment_20574" aria-describedby="caption-attachment-20574" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20574" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-750x500.jpeg" alt="O Drama (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG.jpeg 1101w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20574" class="wp-caption-text">Zendaya e Robert Pattinson em cena de &#8216;O Drama (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Ao trazer o público para tão perto, tudo se torna ainda mais desconcertante. O riso não vem pela graça, mas como um mecanismo de defesa da mente para lidar com o que não é possível de se acreditar e/ou resolver. Confrontar os delírios e absurdos vistos em tela geram uma profusão de emoções que acabam, normalmente, saindo como uma gargalhada de desconforto. Por essa razão, <strong><em>O Drama </em></strong>facilmente divide opiniões. O que incomoda instiga ao mesmo tempo que afasta e esse é o maior trunfo &#8211; e o maior risco &#8211; da produção.</p>
<p>Outro ponto que pode ser controverso é o próprio segredo que mexe com um tema muito caro ao público estadunidense. Apesar de ser algo delicado, não é tratado de forma leviana no filme. Na verdade, o segredo ser o que é vem como uma crítica sobre um estigma social e geracional que persegue e rui diariamente o (nada estável) país. E a forma como Borgli trabalha isso no longa é deliberadamente ácida para incomodar. Ele faz questão de tocar na ferida aberta e rodar o dedo até ver o sangue escorrer. <strong><em>O Drama</em></strong> é um filme que foi feito para incomodar, não há dúvidas nisso.</p>
<h3>O Elenco</h3>
<p>A escolha do elenco não poderia ser melhor. As oposições em cena construídas pelos atores e texto dão força para essa ode ao desconforto criada por Borgli. Por ser um projeto focado em criar e ruir relações diante dos olhos do público, era preciso acertar em cheio no <em>casting</em> para que a narrativa pudesse alcançar o seu ápice. E, não à toa, Zendaya e Pattinson foram grandes acertos. Além da incontestável química e carinho que eles trazem para a relação dos personagens, existe uma equidade de contracena que impressiona. Parece que suas trajetórias os levaram até esse momento para que eles vivessem o desmoronar desse casal fictício em <em><strong>O Drama</strong></em>.</p>
<p>Para além do <em>show</em> que Zendaya e Robert entregam por brilharem em seus papeis, o elenco secundário é outro primor do projeto. Alana Haim (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-licorice-pizza/"><em>Licorice Pizza</em></a>, de 202), Mamoudou Athie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/39o-festival-internacional-de-cinema-de-guadalajara-tipos-de-gentileza/"><em>Tipos de Gentileza</em></a>, de 2024) e Hailey Gates (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-marty-supreme/"><em>Marty Supreme</em></a>, de 2025) merecem ser destacados por suas contribuições aos delírios do casal principal. A raiva borbulhante e impulsiva de Haim, a passividade apaziguadora de Athie e a confusão caótica de Gates são o cerne de suas interpretações e responsáveis por intensificar a equação narrativa proposta pelo roteiro. <strong><em>O Drama</em></strong> nada seria sem seus catalisadores do caos.</p>
<p>É esse equilíbrio entre o elenco, o roteiro e a direção que apontam para o caminho desejado para a narrativa: gerar um incômodo incontestável a qualquer custo. E o resultado é alcançado sem dificuldades. No entanto, é essa máxima que pode afastar uma parcela de pessoas de <strong><em>O Drama</em></strong>. Ainda assim, a intencionalidade desse navio naufragando é também o que há de mais fascinante na narrativa. O filme funciona porque seu elenco cumpri com a missão de tornar palatável a confusão insana de sua história &#8211; e faz isso com uma comicidade ácida tão desconcertante quanto seu roteiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kristoffer Borgli</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim, Mamoudou Athie, Hailey Gates, Zoë Winters, Hannah Gross e Jordyn Curet</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/eJ7_iPylqS4?si=f132P3PJ0dPY_pBJ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>39º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara: Tipos de Gentileza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2024 23:05:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há quem ame Yorgos Lanthimos. Há quem não o suporte. Intenso, provocativo e inventivo, o cineasta grego é um dos nomes pontuais do cinema hollywoodiano contemporâneo. Com uma produção vasta, que ocupa festivais e premiações globais, bem como as salas de bilheteria (Pobres Criaturas, por exemplo, custou $35 milhões e faturou $10 milhões), suas produções mais conhecidas são certamente renomadas, indo de Dente Canino (2009), passando por O Lagosta (2015) e A Favorita (2018), até Pobre Criaturas (2023), seu cinema [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem ame Yorgos Lanthimos. Há quem não o suporte. Intenso, provocativo e inventivo, o cineasta grego é um dos nomes pontuais do cinema hollywoodiano contemporâneo. Com uma produção vasta, que ocupa festivais e premiações globais, bem como as salas de bilheteria (Pobres Criaturas, por exemplo, custou $35 milhões e faturou $10 milhões), suas produções mais conhecidas são certamente renomadas, indo de <em>Dente Canino</em> (2009), passando por <em>O Lagosta</em> (2015) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-favorita/"><em>A Favorita</em></a> (2018), até <em>Pobre Criaturas</em> (2023), seu cinema é marcado pelo o uso da grande angular, da exploração de trocas repentinas de enquadramento, luz e temperatura, bem como pelo amor para com as histórias peculiares e extracotidianas.</p>
<p>Gostando ou não de Lanthimos, é impossível dizer que suas obras passam despercebidas. É por este motivo que uma expecatativa foi criada em torno de seu novo longa-metragem: <strong><em>Tipos de Gentileza</em></strong>. No entanto, aparentemente confuso com sua própria estética e seu grande desejo de transformar roteiros em imagens, talvez tenha faltado ao diretor se perguntar se não seria um bom momento para tirar umas férias, respirar e criar apenas quando estivesse refrescado e respirado. Isto porque tanto em sua direção, quanto em seu roteiro &#8211; escrito ao lado de Efthimis Filippou -, falta respiro, seja criativo ou técnico.</p>
<p>Contando três histórias distintas, mas repetindo o mesmo elenco em todas elas, as três tramas carecem de progressão e uma própria noção do que quer ser contado. Por esta razão, as personagens se tornam planas, bem como as suas motivações soam como esvaziadas. Falta tempo de tela, e de reflexão dos próprios autores da produção, sobre gênesis das figuras dramáticas e as relações que elas estabelecem entre si. Desta maneira, toda a concepção visual elaborada por Yorgos, ainda que estimulante em termos estéticos, não ganha a força que geralmente possui, justamente porque a decupagem não está à serviço da história.</p>
<p>O espectador aqui acompanha somente trajetórias focadas em efeitos e não em investigação. E o que tudo isso quer dizer? A ficção, antes de mais nada, em sua maioria, é sobre humanos, ainda que com metáforas e outros recursos que possam ser utilizados. Se não há uma profundidade no enredo e nas personagens, o imagético se esvazia. Mesmo que possam haver trabalhos artísticos que tenham apenas esta função (e isto é raro), sobretudo no cinema e, mais ainda, no cinema de Lanthimos, é preciso imbricar técnica e discurso. No longa, ainda que ele busque lançar um olhar sob as facetas mais sombrias, irônicas, hipócritas, egoístas e perversas da sociedade, a multiplicidade destas personalidades não são inseridas nelas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18427" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-1.png" alt="Tipos de Gentileza" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>De certa maneira, quando são postas no ecrã situações extremas de violência verbal e física, esse lado da humanidade emerge. No entanto, para inserir três curtas e chamar eles de longa, seria preciso criar uma unidade entre elas e que as mesmas fossem redondas, bastando-se em termos narrativos. A primeira necessidade se cumpre, pois em termos de argumentação e identidade visual, <strong><em>Tipos de Gentileza</em></strong> se completa em si. Já a segunda parte não acontece, porque são produtos inacabados que Yorgos oferta para o público. A sensação ao final da sessão é um vazio que se alastra.</p>
<p>Se personagens dependentes emocionalmente, que se submetem à condiçõe humilhantes, porque precisam da aprovação de alguém &#8211; de uma seita, do chefe, da esposa etc. -, o relacionamento do opressor com o oprimido tem que ser retratado em cena. O jogo de mise-en-scène, dos diálogos e textos não verbais devem marcar esta estratégia, porém para além dos rompantes e das reviravoltas. Falta uma jornada nestes cenários disruptivos, uma Bella Baxter, que descobre o mundo, um David, que quer curar seu coração partido para se encaixar no planeta, uma Abigail, que quer vencer na vida, porque a pobreza lhe convoca desconforto.</p>
<p>Falta Yorgos dentro do próprio Yorgos. Falta a mágica de ver personagens desabrocharem, falharem, tramarem, mas com um objetivo certeiro, que se desenha no ecrã, tal qual uma pintura, criada ao vivo para o comprador. Ainda que Hollywood exija de seus supostos gênios uma produtividade incessante e que Lanthimos seja portador de um dom para instaurar e/ou subverter lógicas do cinema dos Estados Unidos, com toda a sua mente estrangeira, o esgotamento alcança até o mais talentoso artista. Por isso que <strong><em>Tipos de Gentileza</em></strong> é um exercício árduo de espectatorialidade.</p>
<p>A plateia não tem tempo hábil de se conectar com nada que está sendo colocado em cada sequência do filme. Sem digerir uma peripécia mal contada, logo é exposto para a próxima e para a próxima aventura tola, que poderia sim ser um acontecimento cinemaográfico, caso fosse não um, mas três filmes, pensados, estudados, calmamente desenvolvidos. Uma pena&#8230;sobretudo para Jesse Plemons que esbanja talento em cada aparição apresentada, sendo o único a criar papéis realmente distintos entre si.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Yorgos Lanthimos</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jesse Plemons, Emma Stone, Williem Dafoe, Margaret Qualley, Hong Chau, Joe Alwyn, Mamoudou Athie, Hunter Schafer</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/iO_w4L662ac?si=c8zf4jteEgDk_ngL" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Jurassic World &#8211; Domínio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 18:22:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jurassic World &#8211; Domínio chega aos cinemas para deixar os fãs de dinossauros em polvorosa. Isso porque este longa consegue unir as duas franquias, Jurassic World e a saudosa Jurassic Park. Por si só, isso já seria motivo o suficiente para ficarmos bastante empolgados com a trama. Indo além, o longa nos oferece um toque de nostalgia na medida, nos fazendo envolver novamente com a história. O mundo agora convive diariamente com os dinossauros, depois que a Ilha Nublar foi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio</strong> </em>chega aos cinemas para deixar os fãs de dinossauros em polvorosa. Isso porque este longa consegue unir as duas franquias, <em>Jurassic World</em> e a saudosa <em>Jurassic Park</em>. Por si só, isso já seria motivo o suficiente para ficarmos bastante empolgados com a trama. Indo além, o longa nos oferece um toque de nostalgia na medida, nos fazendo envolver novamente com a história.</p>
<p>O mundo agora convive diariamente com os dinossauros, depois que a Ilha Nublar foi destruída. É algo como andar na rua e se deparar com algum desses bichos. Ainda assim, os cientistas estudam os impactos que isso pode ter na ordem da Terra, nas cadeias alimentares e tudo mais. Enquanto isso, Claire (Bryce Dallas Howard, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rocketman/"><em>Rocketman</em></a>) e Owen (Chris Pratt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) lidam com a presença de Maisie (Isabella Sermon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jurassic-world-reino-ameacado/"><em>Jurassic World: Reino Ameaçado</em></a>), a garota que foi clonada pela filha do dono do Jurassic Park e agora é perseguida por uma grande corporação.</p>
<p>Ellie Sattler (Laura Dern, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) ressurge incrível e maravilhosa para investigar o aparecimento de insetos gigantes que estão devastando plantações inteiras e aterrorizando as pessoas. Ela pede a ajuda, então, de seu grande amigo das antigas Alan Grant (Sam Neil, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/"><em>Thor: Ragnarok</em></a>) já que tem uma suspeita de que uma grande corporação está fazendo uma mutação genética.</p>
<p><em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio</strong></em> é um grande serviço aos fãs, pois toca em todos os pontos de memória afetiva que podemos ter. Eles relembram cenas e personagens a todo momento, mas de maneira sutil para não perder a personalidade do longa em questão. São animais que surgem, reencontros carinhos, personagens fisicamente parecidos com anteriores e por aí vai. Cena após cena, somos imersos mais uma vez neste universo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15559" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster.jpg" alt="Jurassic World - Domínio" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>E é justamente essa imersão que faz o filme funcionar muito bem. Eu particularmente sempre critiquei <em>Jurassic World</em> por não conseguir fazer o espectador se envolver tanto quanto Jurassic Park. E esse filme corrige muito bem este problema. Não sei se apenas pela retomada de personagens principais da trilogia anterior ou pelo próprio roteiro que adota estratégias inteligentes.</p>
<p>Tratando tudo com mais objetividade, o longa não tem um grande <em>plot twist</em> ou milhares de inimigos que vão surgindo tal qual ratos do bueiro. Ele segue uma linha mais dos anos 1990 (que muito me agrada), onde não se tinha tanta pressa em contar a história, pois se criavam menos arcos narrativos. Desta forma, conseguimos nos envolver mais e comprar a ideia que está sendo vendida ali.</p>
<p>A relação de Claire e Owen tem esse adicional de ter uma filha na personagem de Maisie e como o casal se une para defender aquilo que ama e acredita. Eles não são o grande foco deste filme (e com razão), mas ainda assim seguem como protagonistas. Temos ainda a adição simpática de Kayla (DeWanda Wise, <em>Paternidade</em>) que funciona com uma ótima coadjuvante na história.</p>
<p>O grande trunfo de <em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio</strong></em>, no entanto, é retomar a dinâmica de Ellie e Alan. E como é bom relembrar o quanto eles eram ótimos em cena. Uma parceria que deu certo lá atrás e só reforçou aqui. Os dois se reencontram depois de anos de falta de contato e a chama de uma possível relação amorosa ressurge, deixando o espectador ansioso com essa possibilidade. Mesmo sem ter muitas informações sobre a missão, Alan rapidamente topa a proposta de Ellie pois sabe que vai sair daquela fase de inércia e solidão em que se encontra.</p>
<p>Não acho que ser um serviço aos fãs seja um demérito, principalmente quando temos equilíbrio e um roteiro bem trabalho. E é justamente isso que acontece aqui em <em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio. </strong></em>Ainda que tenham algumas falhas de ritmo no meio do caminho, o filme funciona muito bem e é um ótimo entretenimento, até mesmo para aqueles que não são fãs assíduos do parque dos dinossauros.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Colin Trevorrow</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Jeff Goldblum, Laura Dern, Sam Neil, DeWanda Wise, Mamoudou Athie, Isabella Sermon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kATdt-lCnU8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ameaça Profunda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jan 2020 03:07:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Longas de suspense que exploram o desconhecido como artifício para criar a tensão no espectador. Essa não é a premissa mais inovadora do cinema, é bem verdade. Mas como eu costumo sempre dizer: não é necessário uma história ser exatamente inovadora para que possa funcionar. A construção de um filme vai muito além da originalidade. No caso de Ameaça Profunda, o excesso de faltas é que deprime a experiência do longa. O filme já começa confuso e sem tempo para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Longas de suspense que exploram o desconhecido como artifício para criar a tensão no espectador. Essa não é a premissa mais inovadora do cinema, é bem verdade. Mas como eu costumo sempre dizer: não é necessário uma história ser exatamente inovadora para que possa funcionar. A construção de um filme vai muito além da originalidade. No caso de <em><strong>Ameaça Profunda</strong></em>, o excesso de faltas é que deprime a experiência do longa.</p>
<p>O filme já começa confuso e sem tempo para que o espectador se ambiente com a história. Depois de uma breve cena de reflexão de Kristen Stewart (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-panteras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>As Panteras</em></a>), a primeira explosão na plataforma submarina acontece, dando início a tensão que se prolonga até o fim. O roteiro se exime de apresentar os personagens, explicar um pouco mais do conceito da trama ou explorar geograficamente o local onde eles estão confinados. Partimos para a ação sem qualquer suporte ou apego emocional com a história.</p>
<p>Trata-se de uma plataforma situada em uma fossa abissal de mais de 10 quilômetros de profundidade, que tem o objetivo de explorar o fundo do oceano. Por si só, isso é suspense o suficiente. No entanto, o roteiro explora muito mal o seu melhor elemento. Como um compilado de várias narrativas, <em><strong>Ameaça Profunda</strong> </em>mescla o medo do desconhecido, a escuridão, animais bizarros, a falta de ar e o confinamento. A falta de foco é o que prejudica a trama como um todo. Ao invés de eleger uma tensão principal e deixar as demais como acessório, o filme fica flutuando entre todas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12170" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/2224085.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Ameaça Profunda" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/2224085.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/2224085.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/2224085.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No quesito elenco, é como se todos estivessem sem ânimo para o longa. A própria Stewart parece ter regredido para a época em que era monótona em suas expressões, sem apresentar profundidade à personagem (o roteiro também a prejudicou neste sentido). O mesmo vale para Vincent Cassel (<em>Crimes Ocultos</em>), que é quase esquecido a maior parte do tempo e quando surge em cena, é apenas para compor o cenário.</p>
<p>O grande problema de <em><strong>Ameaça Profunda</strong></em> é que a história simplesmente não evolui. O mesmo empecilho se repete diversas vezes, fazendo o espectador se questionar se todo aquele esforço vale a pena. Quando finalmente somos apresentados aos reais vilões da história, o cansaço já tomou conta. Bichos assustadores que moram no fundo do mar, mas com características humanoides demais.</p>
<p>O longa caminha para um final esperado, sem surpresas e sem atrativos. Com apenas 90 minutos de duração, mais parece que o espectador acompanhou um longa imenso e cansativo. O diretor William Eubank (<em>O Sinal &#8211; Frequência do Medo</em>) soa muito preguiçoso ao preferir explorar o simples suspense da claustrofobia, do que focar nos animais aterrorizantes das fossas abissais.</p>
<p><strong>Direção:</strong> William Eubank<br />
<strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Vincent Cassel, T.J.Miller, John Gallagher Jr., Jessica Henwick, Mamoudou Athie, Gunner Wright</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/R4x5RO2gDBo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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