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	<title>Arquivos Kodi Smit-McPhee - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Kodi Smit-McPhee - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Maria Callas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 12:44:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada de premiações está aí e, com ela, os lançamentos dos possíveis filmes que podem chegar ao Oscar com alguma indicação. Dentre as estreias da semana, Maria Callas, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), está entre os longas-metragens que fazem campanha por algumas vagas na maior premiação do cinema mundial. A produção, que conta os últimos dias de vida do ícone da ópera, desponta como um possível indicado em categorias técnicas referentes ao departamento de arte no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada de premiações está aí e, com ela, os lançamentos dos possíveis filmes que podem chegar ao Oscar com alguma indicação. Dentre as estreias da semana, <strong><em>Maria Callas</em></strong>, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), está entre os longas-metragens que fazem campanha por algumas vagas na maior premiação do cinema mundial. A produção, que conta os últimos dias de vida do ícone da ópera, desponta como um possível indicado em categorias técnicas referentes ao departamento de arte no Academy Awards, mas o foco principal de campanha do filme é a atuação de Angelina Jolie (<em>Aqueles que me Desejam a Morte</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos</em></a>, ambos de 2021).</p>
<p><strong><em>Maria Callas</em></strong> é o terceiro longa do diretor Pablo Larraín (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jackie/"><em>Jackie</em></a>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-spencer/"><em>Spencer</em></a>, de 2021) que foca seus esforços em recriar momentos cruciais da vida de figuras femininas reais. A diferença neste projeto é que o roteirista Steven Knight (<em>Serenidade</em>, de 2019 e <em>Spencer</em>) utiliza da fantasia e de flashbacks constantes para preencher as vivências de Callas, emaranhado a sua vida e morte em números musicais. Essa escolha traz uma estética visual e narrativa de fantasia para o filme, permitindo que sua história vá além de uma simples narração dos últimos dias de vida.</p>
<p>Seja a partir dos devaneios pelos remédios ou através de suas memórias afetivas e dolorosas de vida, a personagem de Angelina teve muito o que viver em seus momentos finais. E esse pastiche de vivências reais e ficcionais permitiram que <strong><em>Maria Callas</em></strong> fosse um projeto um pouco diferente de Larraín. Apesar disso, existe uma estrutura de condução muito clara desse tipo de filme para o diretor. Se o espectador já assistiu Jackie ou Spencer, é possível de imaginar certas escolhas ou encaminhamentos que serão tomados no trabalho do cineasta chileno visto em tela.</p>
<p>Atrelado ainda a ideia de fantasia presente no filme por meio dessas digressões e dos devaneios de Maria, o longa ganha muito nos departamentos de arte e fotografia. Talvez os pontos mais altos de <strong><em>Maria Callas</em></strong> sejam justamente os resultados dos dois departamentos. A arte brilha na composição de sets de época, no figurino e como ele conta a história da personagem-título, tal qual o cabelo e maquiagem finalizam essa composição visual com maestria.</p>
<figure id="attachment_19043" aria-describedby="caption-attachment-19043" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19043" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-750x500.jpg" alt="Maria Callas (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-770x514.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2.jpg 1012w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19043" class="wp-caption-text">Angelina Jolie em cena de &#8216;Maria Callas&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Da mesma forma, o departamento de fotografia de <strong><em>Maria Callas</em></strong>, comandado por Edward Lachman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-conde/"><em>O Conde</em></a>, de 2023), mergulha nas possibilidades narrativas mediadas pela fantasia e memória da personagem de Angelina. A composição estética visual do filme se complementa com essa tríade entre os dois departamentos e a força motriz do roteiro que é a fantasia e as memórias de Callas. Com isso, o espectador tem um espetáculo visual mais interessante dentre as três biografias femininas da carreira de Pablo Larraín.</p>
<p>Auxiliando o diretor a apontar a direção do barco da produção, Angelina Jolie vem como uma força em cena. Talvez um de seus melhores trabalhos dramáticos da carreira, <strong><em>Maria Callas</em></strong> permite que a atriz ande em outros tons e camadas de desenvolvimento que talvez não tenha tido a oportunidade &#8211; ou ao menos uma boa oportunidade &#8211; de desenvolver. O resultado de sua performance no longa merece elogios e louros, no entanto, ela se fragiliza nas cenas onde o enfoque em números musicais são maiores. A dublagem da atriz, por vezes, quebra a vivência do público por soar como uma nítida dublagem.</p>
<p>Com algumas poucas indicações na temporada de prêmios, <strong><em>Maria Callas</em></strong> tem como foco da campanha a indicação de Jolie ao Oscar e, talvez, menções nas categorias dos departamentos de arte e fotografia. Se as chances de indicação ao prêmio de Melhor Atriz já são pequenas por conta do ano disputadíssimo, as vitórias se tornam ainda melhores. Suas chances maiores de indicações e até mesmo possíveis vitórias se concentram nos departamentos de visualidades do longa. No entanto, as expectativas são baixas para o filme despontar como favorito ao Oscar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pablo Larraín</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Angelina Jolie, Pierfrancesco Favino, Alba Rohrwacher, Haluk Bilginer e Kodi Smit-McPhee</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/nHcoK0uuxIw?si=t6j4BGeK8rhFkKUD" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Elvis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2022 00:46:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Será que Elvis não morreu? Essa é a sensação de legado que o filme de Baz Luhrmann deixa para seus espectadores, com as mais de 2h30 de duração. Responsável por longas primorosos como Romeu + Julieta, Austrália e Moulin Rouge &#8211; Amor em Vermelho, o diretor traz aqui a história de um dos maiores cantores de todos os tempos, só que sob a ótica de seu ganancioso empresário Tom Parker (Tom Hanks, Um Lindo Dia na Vizinhança), que estava mais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Será que <strong><em>Elvis</em> </strong>não morreu? Essa é a sensação de legado que o filme de Baz Luhrmann deixa para seus espectadores, com as mais de 2h30 de duração. Responsável por longas primorosos como <em>Romeu + Julieta, Austrália e Moulin Rouge &#8211; Amor em Vermelho</em>, o diretor traz aqui a história de um dos maiores cantores de todos os tempos, só que sob a ótica de seu ganancioso empresário Tom Parker (Tom Hanks, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), que estava mais preocupado com seu próprio enriquecimento do que qualquer outra coisa.</p>
<p>Elvis descobriu a paixão pela música ainda criança, frequentando as igrejas para negros, que eram comuns nos EUA na época. Tão logo ele soube que aquele era o caminho que desejava trilhar e contou com o apoio da família para ir em busca de seu sonho de ser um cantor de sucesso. No meio da estrada, se deparou com Parker, que ajudou a impulsionar sua carreira de maneira astronômica, mudando completamente a realidade dele e da família.</p>
<p>É muito curioso o começo do filme quando Baz deixa o espectador tão curioso em descobrir quem é Elvis, como o próprio Parker. Até o momento em que eles de fato se conhecem, nós apenas temos vislumbres do artista, sua silhueta, sua voz. Foi um artifício acertado do diretor, que só começava a mostrar todo o cuidado que teve ao longo da trama, em termos de imersão do espectador. Enquanto isso, vamos descobrindo a fome por dinheiro e poder que o empresário tem, mostrando um lado bem diferente de Tom Hanks.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15706" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850.jpeg" alt="Elvis" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para um ator que costuma fazer papéis de pessoas bacanas, encarar um vilão tão sem escrúpulos como esse é tarefa difícil, mas que ele leva com muita facilidade. Conseguimos odiar cada momento em que Parker surge, graças à maestria magnífica de seu protagonista. Uma performance digna de premiação, tal qual a do próprio Elvis. É curioso como Austin Butler (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>) não parece nem um pouco com o cantor original, mas coube perfeitamente na sua representação. Ele estudou maneirismos, jeito de andar, de falar. Tudo para assumir este importante papel. Um investimento valioso pois acredito realmente que ele receberá diversas indicações, sendo um forte candidato a levar as estatuetas.</p>
<p>Para além do elenco incrível e afiado, o roteiro de <em><strong>Elvis</strong> </em>é emocionante e envolvente. O espectador acaba descobrindo ainda mais detalhes da origem e início da carreira do músico, assim como entende o frenesi pelo seu nome na época, que perdura até hoje. O sonho dele era espalhar as suas canções pelo mundo, envolver as pessoas com seus poemas cantados. No entanto, tudo isso foi frustrado pela manipulação de Parker em sua vida e sua família. O objetivo dele era sugar ao máximo todo o dinheiro que podia com a carreira de Elvis (não à toa que eles tinham contratos que rendiam 50% de lucros para o empresário), apostando em casinos, fumando charutos e bebendo uísque.</p>
<p>É surreal pensar que Elvis não foi nem metade do que ele poderia ser por conta deste agente. Ele não realizou turnês internacionais, que era algo que almejava muito, pois foi proibido e acuado pelo empresário. Fico imaginando como seria o seu legado mundial, pois mesmo com essas privações, ele ainda foi o que foi e é o que é.</p>
<p>Não existe excessos em <em><strong>Elvis</strong></em>. Este é um filme que galga seus caminhos com assertividade, sem pressa, mas também sem enrolação. A medida que somos envoltos pela história, ela não se priva de avançar e mostrar mais nuances e cenários. É um filme intenso, impactante e tão grandioso quanto o próprio foco da cinebiografia. Elvis se mostra, de fato, eterno, pois seu legado persiste mesmo com o passar dos anos e de gerações.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Baz Luhrmann</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Austin Butler, Tom Hanks, Olivia DeJonge, Richard Roxburgh, Kelvin Harrison Jr., David Wenham, Kodi Smit-McPhee, Luke Bracey, Xavier Samuel</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/0vXTcMkSzdI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ataque dos Cães</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Feb 2022 19:43:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ataque dos Cães chegou no catálogo da Netflix já com uma boa promessa de que seria um longa premiável e de destaque dentro da plataforma. Com Benedict Cumberbatch (Homem-Aranha: Sem Volta para Casa) e Kirsten Dunst (O Estranho que Nós Amamos) no elenco principal, o filme conta a trama de dois irmãos completamente diferentes, sendo um mais refinado e polido, enquanto o outro é um bruto fazendeiro. A dinâmica entre eles já é sensível o suficiente e piora com o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Ataque dos Cães</em></strong> chegou no catálogo da Netflix já com uma boa promessa de que seria um longa premiável e de destaque dentro da plataforma. Com Benedict Cumberbatch (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><em>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</em></a>) e Kirsten Dunst (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-estranho-que-nos-amamos/"><em>O Estranho que Nós Amamos</em></a>) no elenco principal, o filme conta a trama de dois irmãos completamente diferentes, sendo um mais refinado e polido, enquanto o outro é um bruto fazendeiro. A dinâmica entre eles já é sensível o suficiente e piora com o surgimento da nova esposa do irmão mais educado. Viúva, ela se torna um incômodo imediato na vida de Phil Burbank (Cumberbatch), que começa a querer infernizar a vida do casal, pela simples inveja.</p>
<p>É simplório demais reduzir a trama de <strong><em>Ataque dos Cães </em></strong>a esta pequena sinopse, pois o filme tem desdobramentos que o tornam difícil de definir com um gênero específico. Ao começo, achamos que o foco será na dupla que mencionei acima, mas isso vai mudando aos poucos a medida que outros personagens surgem. Peter (Kodi Smit-McPhee, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-nome-e-dolemite/"><em>Meu Nome é Dolemite</em></a>) é o filho da viúva. Um rapaz sensível e delicado, o que causa constrangimento aos machões que vivem naquela vila do interior, lá nos idos de 1925. Seu jeito incomoda e é motivo de chacota. Ele parece se importar com isso e prefere a reclusão. A sua fragilidade é bem pontuada no início do texto, através da metáfora da flor de papel que ele produz com tanto cuidado.</p>
<p>A medida que o enredo toma novos rumos, Peter vai crescendo em termos de importância na história. Seu pai se suicidou há alguns anos, o que faz com que ele seja extremamente protetor com a mãe, que possui o emocional muito fragilizado. Quando Phil começa a aterrorizar a convivência da nova família (eles agora moram todos juntos na mesma casa), Rosa volta a beber compulsivamente e ter comportamentos arredios. A diretora Jane Campion passeia por várias nuances no longa, pontuando a questão da inveja e dos desejos reprimidos, de maneira muito sutil e assertiva. Como disse, o filme não se define como gênero a maior parte do tempo, se tornando é mais um elemento interessantíssimo da forma como o roteiro evolui.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15219" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1_3vvNFLk4-JB2Ged_CU6rvg@2x.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1_3vvNFLk4-JB2Ged_CU6rvg@2x.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1_3vvNFLk4-JB2Ged_CU6rvg@2x-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1_3vvNFLk4-JB2Ged_CU6rvg@2x-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1_3vvNFLk4-JB2Ged_CU6rvg@2x-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>Ataque dos Cães </em></strong>é cheio de detalhes e nuances que vão sendo pegas aos poucos pelo espectador. Mas consigo afirmar ainda que somente ao final da projeção é que algumas pontas são conectadas. É o tipo de filme que vale a pena ver duas vezes para pegar as sutilezas. A masculinidade tóxica de Phil é apenas um ardil para esconder todas as fraquezas que lhe são peculiares, mas que a sociedade machista local não permite que sejam expostas. Então ele é bruto, violento, ignorante, pois isso se torna uma carapaça mais fácil de lidar. A narrativa vai aos poucos mostrando suas dores e questões internas.</p>
<p>Num cenário de belas paisagens e trilha sonora cuidadosa, assistimos a atuações impecáveis de Benedict Cumberbatch e Kirsten Dunst. Ele se desmonta de qualquer papel anterior para nos apresentar um personagem difícil de aturar e com várias nuances. Já ela encarna o papel da mulher forte que lidou com a morte do primeiro marido e cria o filho sozinha na sociedade machista, mas que acaba se afetando emocionalmente pela inveja direcionada pelo cunhado. Destaque aqui para o jovem Kodi Smit-McPhee que soube dar o tom correto a interpretação de Peter, deixando o espectador em completa dúvida sobre o comportamento do personagem.</p>
<p><strong><em>Ataque dos Cães </em></strong>é um filme de altíssima qualidade pois consegue se provar em diversas nuances, desde o roteiro e atuações, até os detalhes técnicos como a fotografia. Vale todas as 12 indicações que teve no Oscar 2022 e arrisco dizer que é um dos favoritos da premiação, especialmente nas categorias de Roteiro e Melhor Filme.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jane Campion</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Benedict Cumberbatch, Kirsten Dunst, Jesse Plemons, Kodi Smit-McPhee, Thomasin McKenzie, Keith Carradine, Frances Conroy, Genevieve Lemon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ZwXNDdiSAsE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Oeste Sem Lei (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 18:00:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O gênero faroeste foi popularizado a partir da década de 1930 e teve seu auge nas décadas de 1950 e 1960. Grandes clássicos como Era Uma Vez no Oeste e Três Homens em Conflito levaram milhares de pessoas ao cinema, com o longa ficando em cartaz por muito tempo. Com o passar dos anos, o western foi sendo deixado de lado, dando espaço à popularização de outros gêneros. Atualmente, vemos uma atualização do estilo, com filmes como o excelente A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O gênero faroeste foi popularizado a partir da década de 1930 e teve seu auge nas décadas de 1950 e 1960. Grandes clássicos como <em>Era Uma Vez no Oeste</em> e <em>Três Homens em Conflito</em> levaram milhares de pessoas ao cinema, com o longa ficando em cartaz por muito tempo. Com o passar dos anos, o <em>western</em> foi sendo deixado de lado, dando espaço à popularização de outros gêneros. Atualmente, vemos uma atualização do estilo, com filmes como o excelente<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-qualquer-custo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em> A Qualquer Custo</em></a>, de 2016.</p>
<p><em><strong>Oeste Sem Lei</strong> </em>é o longa de estreia do diretor John Maclean, que nos apresenta um material bem interessante. O romântico e intenso jovem Jay Cavendish (Kodi Smit-McPhee,<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-x-men-fenix-negra/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em> X-Men: Fênix Negra</em></a>) resolve cruzar os EUA em busca de seu amor, que fugiu para terras distantes após ser acusada de cometer um crime. Ao longo da jornada, ele conhece Silas Selleck (Michael Fassbender, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-boneco-de-neve/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Boneco de Neve</em></a>), um misterioso caubói que lhe fará companhia e ajudará a enfrentar o trajeto.</p>
<p>Diferente do que estamos acostumados com a paleta de cores de faroeste, onde os tons de marrom prevalecem, <em><strong>Oeste Sem Lei</strong></em> é muito colorido e vívido. As belíssimas fotografias que surgem ao longa da trama são um presente fruto da locação escolhida para gravação, que foi a Nova Zelândia. Mora aí também um problema que é a ambientação errada em diversos momentos, com montanhas verdes demais para a paisagem comumente árida e monocrômica do oeste americano.</p>
<p>Ainda que a intenção seja honesta, já que há uma construção temática em cima das cores, que realmente tem o objetivo de fugir do padrão, Maclean se priva de brincar um pouco mais com este elemento, que poderia ser associado às personalidades dos personagens. Algumas cenas são prejudicadas pois revelam uma vivacidade que não vemos nas emoções dos personagens.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12862" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/136101.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Oeste Sem Lei" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/136101.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/136101.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/136101.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A evolução da história caminha sem pressa e, ao mesmo tempo, sem enrolação. A apresentação dos personagens acontece a medida que a jornada vai acontecendo, em cada cena nova que surge. Então é interessante como vamos descobrindo nuances e objetivos de cada um, minuto após minuto. Além disso, o clima de mistério por trás das histórias ajuda a sustentar a atração do espectador.</p>
<p>Existe uma dificuldade, no entanto, de aprofundar nos personagens coadjuvantes. Ao focar em Jay e Silas, o diretor esquece que a garota alvo da paixão, Caren Pistorius (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-luz-entre-oceanos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Luz Entre Oceanos</em></a>), vai ter o foco voltado para si no futuro. Seu pai, vivido por Rory McCann (série <em>Game of Thrones</em>), também carece de construção. O que fica é uma grande dificuldade de ter empatia com o destino dos personagens coadjuvantes, que tem seus corpos amontoados ao final.</p>
<p>Este detalhe, inclusive, é uma característica marcante do <em>western</em>, que nos apresenta a morte como algo rotineiro e pouco chocante. Em <strong><em>Oeste Sem Lei</em></strong>, a intensidade fica por parte de Jay, que nos mostrar a cada cena que teve um relacionamento muito mais imaginário do que verdadeiro. Em contraponto a isso, Silas é taciturno e frio. Suas personalidades se cruzam ao final do filme e isso é um elemento bem positivo da construção do roteiro.</p>
<p>Ainda que tenha uma boa proposta, <em><strong>Oeste Sem Lei</strong> </em>não se aprofunda o suficiente e perde a chance de explorar o bom roteiro que tem em mãos. Mesmo tendo menos de 1h30, parece ter muito mais tempo por focar nos elementos errados da trama. Ainda assim, é um ótimo entretenimento que vale a pena ser conferido!</p>
<p><strong>Direção:</strong> John Maclean<br />
<strong>Elenco:</strong> Michael Fassbender, Ben Mendelsohn, Rory McCann, Caren Pistorius, Kodi Smit-McPhee, Alex Macqueen, Jeffrey Thomas, Andy McPhee</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4I089NTpgLw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Meu Nome é Dolemite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Oct 2019 20:55:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não há como falar de Meu Nome é Dolemite sem antes lembrar da história do cinema norte-americano. Entre 1930 e 1968, o Código Hays de censura trouxe uma regra de códigos morais para as produções cinematográficas. Posteriormente, com sua flexibilização e caducidade, explodiu nas décadas de 60 e 70 o gênero de exploitation. Marcado pela violência, palavrão, sexo e nudez, ele se dividiu em diversas categorias. Entre elas, o blaxploitation era, resumidamente, um filme feito por negros para negros. Como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não há como falar de <em><strong>Meu Nome é Dolemite</strong></em> sem antes lembrar da história do cinema norte-americano. Entre 1930 e 1968, o <em>Código Hays</em> de censura trouxe uma regra de códigos morais para as produções cinematográficas. Posteriormente, com sua flexibilização e caducidade, explodiu nas décadas de 60 e 70 o gênero de <em>exploitation</em>. Marcado pela violência, palavrão, sexo e nudez, ele se dividiu em diversas categorias. Entre elas, o <em>blaxploitation</em> era, resumidamente, um filme feito por negros para negros. Como características significantes, ele tinha uma trilha sonora de <em>funk</em> ou <em>soul jazz</em>, um vocabulário forte, melodramas e a ambientação dos <em>ghettos</em>.</p>
<p>Assim, é neste contexto que está o novo filme da <em>Netflix</em>, uma cinebiografia de um nomes famosos do <em>blaxploitation</em>. Rudy Ray Moore (Eddie Murphy, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-funeral-em-familia/"><em>Um Funeral em Família</em></a>) é um pseudo comediante que abre shows em bares de <em>Los Angeles</em>, mas ninguém da plateia ri de suas apresentações. Após escutar histórias hilárias de um mendigo, Rudy decide criar o alter ego de <em>Dolemite</em>, incorporando seus contos em forma de rima. Graças ao sucesso imediato que faz, chegando a estar entre os discos mais vendidos da <em>Billboard, </em>ele que quer mais: fazer um filme.</p>
<p>Dirigido por Craig Brewer (<em>remake </em>de <em>Footlose</em>), <em><strong>Meu Nome é Dolemite</strong></em> é, primeiramente, um metacinema. Com um ritmo ágil, a segunda metade do longa passa por todas as etapas da realização de um filme. Vai desde o <em>pitching </em>(venda da ideia para o produtor bancar o projeto), passando pelo <em>brainstorm </em>do roteiro e até dificuldades técnicas como falta de filme na câmera. Além de cada cena ser uma bela homenagem não só à Rudy como todo o <em>blaxploitation</em>, os bastidores funcionam por si só. O leve roteiro e o comprometimento dos atores realmente passam a imagem daquele ambiente como uma família.</p>
<p>Neste sentido, <em><strong>Meu Nome é Dolemite </strong></em>é também um projeto de amor de Eddie Murphy, já que ele também é seu produtor. Indo além, mais do que um testamento para Rudy, este filme é a oportunidade perfeita para, assim como <em>Dolemite, </em>que uma nova geração lembre do ator de <em>Um Tira da Pesada</em>, que aos poucos caia no esquecimento. Com uma das atuações mais fortes de sua carreira, Murphy se atesta mais uma vez como um dos grandes nomes de sua geração.</p>
<p>Evidentemente, o astro é mais conhecido por seu <em>timing </em>cômico, mas seu papel como <em>Dolemite</em> não se limita a isso. Sempre vestido com figurinos coloridos e excêntricos — categoria que merece ser reconhecida em premiações —, Murphy incorpora o lado caricatural do personagem. Ele solta um <em>fucking </em>a cada duas frases e conta suas piadas sempre se movimentando com molejo e uma bengala. Ainda que mostre autoconfiança na maior parte do tempo, há também nuances dramáticas e de fragilidade em sua atuação, como na cena em que recebe uma notícia desanimadora e a câmera de Brewer vai apenas aproximando dele na cabine telefônica, trazendo uma sensação de enclausuramento.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11679" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Dolemite2.jpg" alt="Meu Nome é Dolemite" width="667" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Dolemite2.jpg 667w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Dolemite2-610x457.jpg 610w" sizes="(max-width: 667px) 100vw, 667px" /></p>
<p>Igualmente, o carisma de <em><strong>Dolemite É Meu Nome </strong></em>também passa por todo seu elenco de apoio. Ele vai desde participações especiais de Snoop Dogg (<em>Reincarneted</em>) e Chris Rock (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/review-a-very-murray-christmas/"><em>A Very Murray Christmas</em></a>) como radialistas até um brilhante Wesley Snipes (franquia <em>Blade</em>). Este é outro que se destaca, fazendo o ator D&#8217;Urville Martin, que se acha profissional demais para trabalhar com o resto da equipe, como o cinegrafista Nick <em>(</em>Kodi Smit-McPhee<em>, </em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-x-men-fenix-negra/"><em>X-Men: Fênix Negra</em></a>).</p>
<p>Assim como Eddie Murphy, Snipes é outro caberia em premiações, se entregando aos poucos no ridículo, à medida que vai percebendo que não dá para levar aquele filme a sério. Já Tituss Burgess (Titus de <em>Unbreakable Kimmy Schimidt</em>), basicamente, interpreta outra versão de seu papel mais famoso, o que é sempre positivo. Ainda sobre tecnicidades, o colorido figurino que transborda alegria, a trilha sonora do <em>funk</em> norte-americano e uma ambientação de época com cheia de tons amarelos trazem a total imersão para a década de 70.</p>
<p>Por fim, <em><strong>Meu Nome é Dolemite</strong></em> é uma carta de amor para Rudy Ray Moore, Eddie Murphy e Wesley Snipes. Em um passeio nostálgico pelo gênero de <em>blaxploitation</em>, a trama lembra o recente <em>Artista do</em> <em>Desastre </em>ao retratar pessoas apaixonadas produzindo um filme<em> B</em>. No entanto, diferentemente de Tommy Wiseau, há um <em>swag</em> inegável nesta metaficção. Se <em>Dolemite </em>começou a fazer filmes para cobrir seu ego pessoal, ao final, ele ganha consciência de que é uma inspiração para diversos jovens negros que buscam eternizar seu nome em capas de discos assim como ele.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Craig Brewer</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Eddie Murphy, Wesley Snipes, Keegan-Michael Key, Kodi Smit-McPhee, Craig Robinson, Chris Rock, Mike Epps, T.I., Tituss Burgess, Snoop Dogg, Da&#8217;Vine Joy Randolph</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Jt2p7WFZanI&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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