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	<title>Arquivos Henry Cavill - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Henry Cavill - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Guerra sem Regras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Aug 2024 19:23:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre o final dos anos 1990 e início dos anos 2000, o cineasta Guy Ritchie seria a pessoa ideal para dirigir um filme como Guerra sem Regras. Notabilizado por filmes de ação arrojados, marcados sobretudo por uma narrativa frenética como Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) e Snatch: Porcos e Diamantes (2000), o realizador seria o profissional dos sonhos para assinar um filme sobre um grupo de oficiais em missão extra-oficial pelo primeiro-ministro Winston Churchill para &#8220;colocar o terror&#8221; em grupos nazistas. Em 2024, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre o final dos anos 1990 e início dos anos 2000, o cineasta Guy Ritchie seria a pessoa ideal para dirigir um filme como <strong><em>Guerra sem Regras</em></strong>. Notabilizado por filmes de ação arrojados, marcados sobretudo por uma narrativa frenética como Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) e Snatch: Porcos e Diamantes (2000), o realizador seria o profissional dos sonhos para assinar um filme sobre um grupo de oficiais em missão extra-oficial pelo primeiro-ministro Winston Churchill para &#8220;colocar o terror&#8221; em grupos nazistas.</p>
<p>Em 2024, Ritchie não parece ser mais aquele cineasta cheio de energia e frescor dos seus primeiros anos. Inserido na lógica industrial de Hollywood, Ritchie acabou neutralizando seu estilo em prol de uma versão mais &#8220;gourmetizada&#8221; do seu cinema. O cineasta até conduz filmes de relativo sucesso com o público e com a crítica como é o caso de Sherlock Holmes e dos recentes O Pacto com Jake Gyllenhaal e Magnatas do Crime, que rendeu até uma série spinoff na Netflix, mas são obras sem personalidade marcante. Alguns desses filmes até aparentam ter alguma assinatura, mas replicam algo que no início dos anos 2000 poderia até ser encarado como singular, mas que hoje já é estabelecido como uma forma de contar histórias no cinema.</p>
<p><strong><em>Guerra sem Regras</em></strong> é mais um desses filmes genéricos do Guy Ritchie. Apelidado informalmente como o Bastardos Inglórios britânico, o longa do diretor é baseado na história do capitão Gus March-Phillipps, que durante a Segunda Guerra Mundial reuniu um grupo altamente preparado a fim de minar as ações dos nazistas na Europa. O elenco da produção tem nomes que são chamariz para a geração dos streamings, como é o caso do seu protagonista Henry Cavill, detentor de uma fanbase muito forte que até hoje lamenta sua saída da série The Witcher (isso para não falar do seu imbróglio com a DC em virtude do Superman), e Alan Ritchson, astro da série Reacher, indo já para sua terceira temporada no Amazon Prime Video.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18589" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1-4.png" alt="Guerra sem Regras" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Nada é determinante para salvar <strong><em>Guerra sem Regras</em></strong> da sensação de que ele deriva de um monte de referências e no fundo não diz muito a que veio. Ritchie tenta fazer do filme um longa de ação e espionagem &#8220;moderninho&#8221;, mas que no fundo parece uma imitação de tudo o que já foi feito, só que aqui tudo é replicado com um pouco menos de viço. Não tem ritmo, apesar de aparentar ter; não tem humor, apesar de acreditar que é engraçado. É um longa que engana a si mesmo o tempo todo.</p>
<p>Um dos problemas centrais da produção é requerer do seu elenco um humor que ele não está preparado para imprimir na tela. <strong><em>Guerra sem Regras</em></strong> exige de Henry Cavill algo que ele já demonstrou nas mãos do próprio Ritchie em O Agente da U.N.C.L.E. que não está pronto para entregar: comédia, ou mesmo, uma abordagem mais leve e auto-referencial para sua ação. Cavill não consegue sustentar a ironia britânica que parece peculiar ao Gus March-Phillipps. Ainda é difícil para o ator se desvencilhar da persona polida de lorde inglês saído de uma série qualquer da BBC. Nada contra o ator, mas, mais uma vez, ele é vítima do erro de escalação de Guy Ritchie. Sobre os demais, talvez a atriz Eiza Gonzalez, que interpreta a atriz e espiã Marjorie Stewart, tenha tanto destaque em cena quanto Cavill. Ainda assim, a atriz não consegue oferecer maiores camadas para sua personagem, sustentando sua participação em belos looks, ótimos close-ups e uma apresentação musical que emula a era de ouro do cinema.</p>
<p>É uma pena que um cineasta tão promissor quanto Guy Ritchie não tenha conseguido se reinventar na maturidade, tendo se acomodado na fama de visionário dos primeiros anos da sua carreira. <strong><em>Guerra sem Regras</em></strong> não consegue nem mesmo ser correto como O Pacto, ele é apenas tardio, inseguro sobre a sua personalidade e marcado por um elenco que não acompanha as intenções do seu cineasta.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Guy Ritchie</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Henry Cavill, Alan Ritchson, Alex Pettyfer</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/qsSbWjn5pPI?si=TozSIXcSXHp42-bt" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Adão Negro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 11:40:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após a pandemia de covid-19 ter interferido em diversas produções da DC Films dos últimos anos, Adão Negro chega com pré estreias nos cinemas brasileiros nesta quarta-feira (20) com o objetivo de ser um recomeço para o Universo Estendido da DC. Além dos atrasos causados pelo coronavírus, questões institucionais da Warner Bros. Pictures vêm interferindo no processo criativo e na unidade dos filmes do DCEU. No entanto, o novo longa-metragem inspirado nas hqs da DC parece colocar o universo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após a pandemia de covid-19 ter interferido em diversas produções da DC Films dos últimos anos, <em><strong>Adão Negro</strong></em> chega com pré estreias nos cinemas brasileiros nesta quarta-feira (20) com o objetivo de ser um recomeço para o Universo Estendido da DC. Além dos atrasos causados pelo coronavírus, questões institucionais da Warner Bros. Pictures vêm interferindo no processo criativo e na unidade dos filmes do DCEU. No entanto, o novo longa-metragem inspirado nas hqs da DC parece colocar o universo de volta nos trilhos.</p>
<p>As incertezas que envolviam o Universo Estendido começam a diminuir com a manutenção de Ben Affleck (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/"><em>O Último Duelo</em></a>, de 2021, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bar-doce-lar-prime-video/"><em>Bar Doce Lar</em></a>, de 2022) como o Cavaleiro das Trevas e o retorno de Henry Cavill (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-efeito-fallout/"><em>Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</em></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-enola-holmes-netflix/"><em>Enola Holmes</em></a>, de 2020) ao seu papel de Super Homem, confirmado pelo Dwayne &#8220;The Rock&#8221; Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><em>Velozes e Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alerta-vermelho-netflix/"><em>Alerta Vermelho</em></a>, de 2021) numa premiere de <strong><em>Adão Negro</em></strong>.  Apesar do cancelamento de <em>Batgirl</em>, das polêmicas envolvendo Ezra Miller (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-segredos-de-dumbledore/"><em>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</em></a>, de 2022) e do lançamento do <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/"><em>Snyder Cut</em></a>, o novo longa, estrelado por The Rock, traz bons ventos para o futuro do DCEU com uma narrativa redonda, divertida e com cenas de ação surpreendentes.</p>
<p>Quando a cidade de Kahndaq está sob uma ameaça moderna, Adão Negro, antes conhecido como Teth-Adam (Dwayne Johnson), é despertado após 5000 anos de sua última aparição. Enquanto tenta salvar a sua terra natal da única forma que sabe &#8211; com fúria e vingança -, a Sociedade da Justiça é convocada para intervir na forma que o suposto vilão está tentando salvar Kahndaq. O encontro não sai como o planejado e os heróis terão que encontrar uma forma de fazer com que Adão Negro entenda o seu papel no mundo e a responsabilidade de seus poderes.</p>
<figure id="attachment_15990" aria-describedby="caption-attachment-15990" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-15990" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-750x500.jpg" alt="Adão Negro (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-15990" class="wp-caption-text">Dwayne Johnson em cena de &#8220;Adão Negro&#8221; (2022)</figcaption></figure>
<p>Um dos principais acertos da produção é o roteiro. Com uma adaptação inteligente e interessante da origem do arqui-inimigo do Shazam, <strong><em>Adão Negro</em></strong> entrega uma narrativa que discute a relação entre neoimperialismo no Oriente Médio e o esvaziamento da dicotomia bem versus mal. Infelizmente a discussão social e histórica sobre as ocupações em países do oriente por nações ocidentais acaba ficando em segundo plano, mas nada que atrapalhe a história. Pelo contrário, é uma grata surpresa perceber que o subgênero esteja se preocupando cada vez mais em trazer discussões atuais e relevantes para suas tramas heroicas.</p>
<p>Quanto ao quesito do bem contra o mal, esse acaba sendo o foco central do roteiro de Adam Sztykiel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rampage-destruicao-total/"><em>Rampage &#8211; Destruição Total</em></a>, de 2018), Rory Haines e  Sohrab Noshirvani. A escolha, apesar de ser comum a diversos filmes de super heróis, é trabalhada de uma forma criativa, graças a presença da Sociedade da Justiça. A interação entre o personagem título e os componentes da Sociedade &#8211; em especial com o Doutor Destino (Pierce Brosnan) e o Gavião Negro (Aldis Hodge) &#8211; cria uma fluidez no roteiro que conduz o espectador numa jornada intrigante. E, apesar de ser um único longa trazendo duas frentes de apresentação de personagens relevantes para as hqs e para o futuro do DCEU, <strong><em>Adão Negro</em></strong> consegue fazer isso de forma cuidadosa e equilibrada.</p>
<p>Além do elenco coeso e das apresentações do personagens serem agradáveis, as cenas de ação são outro ponto forte de <strong><em>Adão Negro</em></strong>. Apesar do uso um tanto exagerado de <em>slow-motion</em> para impactar o público, a ira do personagem de The Rock é mostrada em cada ataque dele. É importante perceber o cuidado (e a corajosa escolha de subir a faixa etária do filme) ao colocar cenas de luta e mortes mais gráficas. Ao fazer isso, a produção se mostra atenta ao cerne do seu personagem principal e decide priorizar isso, uma vez que a violência define o interior de Teth-Adam. Escolha essa que pode ter sido facilitada pela experiência de Jaume Collet-Serra (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aguas-rasas/"><em>Águas Rasas</em></a>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-passageiro/"><em>O Passageiro</em></a>, de 2018) em trabalhos prévios de terror e suspense.</p>
<p><em><strong>Adão Negro</strong></em>, com sua trajetória e narrativa singular, parece ser um sinal de que ainda há esperanças para o futuro do DCEU. Para os fãs do personagem título e da DC, o longa é um presente que há muito não se via &#8211; inclusive por sua única cena pós créditos. Para os amantes do subgênero, a diversão é garantida do início ao fim, com uma história que consegue se sustentar sozinha, não tem amarras e nem se faz dependente de nenhuma produção prévia. O carisma e a influência de Dwayne Johnson conseguiram fazer com que um filme pandêmico, que passou por refilmagens, se tornasse um farol de esperança.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jaume Collet-Serra</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Dwayne Johnson, Aldis Hodge, Noah Centineo, Sarah Shahi, Marwan Kenzari, Quintessa Swindell, Bodhi Sabongui, Viola Davis e Pierce Brosnan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lROrY_3PmQA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2021 22:16:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (Aquaman) sobre a famosa Liga da Justiça. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (Os Vingadores, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que Liga da Justiça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>) sobre a famosa <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (<i>Os Vingadores</i>, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> (2021) emerge e traz um novo olhar para o Universo Estendido DC (DCEU).</p>
<p>Após a perda do guardião da Terra, Batman (Ben Affleck, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>) precisará, ao lado da Mulher Maravilha (Gal Gadot, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>), reunir os maiores super-heróis do planeta para deter um desastre iminente. Além da jornada para juntar esta liga de heróis composta pelo Aquaman (Jason Momoa, <em>Game of Thrones</em>), Flash (Ezra Miller, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-e-onde-habitam/"><em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em></a>) e Ciborgue (Ray Fisher, True Detective), eles precisarão se preparar para deter Darkseid, o conquistador de mundos, e seu exército de parademônios comandados por Lobo da Estepe.</p>
<p>A estreia do filme é uma vitória para os fãs da DC que são os responsáveis por cobrar o lançamento do longa-metragem. Após uma extensa campanha online para liberação do que viria a ser o <b><i>Snyder Cut</i></b> &#8211; como é conhecida a produção por ser o corte do diretor &#8211; a Warner se rendeu ao desejo do público e criou os caminhos para fazer deste filme uma realidade.</p>
<p>O primeiro ponto positivo do <b><i>Snyder Cut</i></b> é seu poder de comprovação de qualidade. As produções da DCEU vaguearam, durante um bom tempo, entre ótimos filmes e outros bem problemáticos &#8211; a exemplo de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman-vs-superman-a-origem-da-justica/"><i>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</i></a> (2016) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><i>Esquadrão Suicida</i></a> (2016). Desta vez, o clamor dos espectadores trouxe o filme para as telas. Sem amarras, da forma que foi pensado (e ainda mais). Com isso, a estreia do HBO Max comprovou novamente que a DC é capaz de realizar produções de qualidade dentro de um arco maior e interativo de filmes.</p>
<p>Ou seja, a construção narrativa da nova <b><i>Liga da Justiça</i></b> traz o universo de volta aos trilhos. No entanto, é importante pensar que esta alusão ao trem descarrilhado existe a partir de uma perspectiva mercadológica e competitiva &#8211; uma vez que <i>Mulher-Maravilha</i> (2017), <i>Aquaman</i> (2018) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><i>Shazam!</i></a> (2019) foram filmes que funcionaram, tem qualidade e são bem amarrados.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13905" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A necessidade de mega bilheterias e a inevitável comparação entre a DC e Marvel e seus universos estendidos são os fatores que regem essa competitividade alucinante. E ela é uma das principais razões que causaram diversos tropeços do DCEU ao longo de sua existência &#8211; seja por falta de planejamento do estúdio ou por uma comparação infundada por parte do público.</p>
<p>Nesta nova versão, existe a profundidade necessária para guiar as motivações das personagens, elas são bem trabalhadas e mostram quem são de verdade. Da mesma forma são os vilões do filme, os quais, desta vez, se sustentam e se mostram capazes de carregar o peso de suas ações e do papel que representam para o Universo Estendido. Esses são os principais elementos narrativos que conseguem, de longe, fazer deste longa-metragem uma produção melhor para inaugurar a jornada da Liga da Justiça nos cinemas.</p>
<p>É inegável dar os louros ao Snyder pelo seu olhar macro da história &#8211; coisa que ele não conseguiu imprimir em <i>Batman vs Superman</i>. E, quando analisado, é interessante pensar que o projeto inicial se propôs a abrir essa nova página da história com um dos maiores vilões do universo. Além de arriscada, foi uma escolha corajosa introduzir Darkseid de logo cara. Só que isso é feito de forma tão sutil e cuidadosa, que não criou conflitos narrativos; apenas possibilitou diversos caminhos para o DCEU seguir.</p>
<p>No entanto, isto só foi possível porque o <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> tem 4h de duração. E aqui mora o primeiro problema &#8211; quando pensamos na obra dentro do formato de narrativa cinematográfica. Mesmo com a divisão da história em capítulos &#8211; o que permite uma flexibilidade maior na hora de assistir ao filme &#8211; é exaustivo para quem decide encará-lo como um longa-metragem. São 4h que valem a pena pelo resultado, mas existem excessos que são evidentes. Ainda que seja interessante o longa tirar o tempo necessário para estabelecer o contato inicial entre o público e os heróis que ainda não haviam sido mostrados nas telas, a duração cansa o espectador.</p>
<p>Outro fator relacionado aos excessos está na aparição de várias figuras conhecidas que abrem muitas portas para o futuro narrativo. Neste caso, esses caminhos podem levar a mais um momento de desencontro da produção. Fica claro que Zack Snyder quis apresentar a Liga da forma mais completa possível.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Também é compreensível que a escolha foi feita para dar brecha a novos filmes solo e outras interações com referências em quadrinhos diversos, mas isso precisaria ser conduzido de forma cuidadosa. E, ainda assim, existem inserções que extrapolam a narrativa contada pelo Snyder e se tornam mais interrogações na cabeça do espectador, além de ter feito o filme se estender ainda mais, a exemplo de quase todo o epílogo.</p>
<p>É pensando também nesse futuro um tanto incerto que moram os maiores questionamentos sobre o DCEU. A chegada de <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut </i></b>não mudou os caminhos trilhados pelo universo e, até então, não afetou projetos em andamento. A Warner e o próprio diretor também já se pronunciaram alegando que ele não estará mais à frente de projetos do Universo Estendido. Mas isso significa que o conteúdo narrativo do <b><i>Snyder Cut</i></b> será ignorado, como se nunca tivesse sido lançado? Será que outra petição virtual será feita para tornar canônica essa versão e seguir a partir dela? Ou até mesmo, será que outra comoção trará o diretor de volta?</p>
<p>Além disso, não está claro ainda onde o novo Batman se encaixa, da mesma forma que o enredo de <i>The Flash</i> (2022) não foi divulgado e existem apenas rumores sobre o conteúdo do longa. Outras dúvidas são sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill e o <i>reboot</i> do <em>Superman</em> no universo. As polêmicas envolvendo Ray Fisher e a investigação sobre a conduta abusiva de Joss Whedon durante as gravações de <i>Liga da Justiça</i> (2017) também tiveram efeitos. O planejamento do filme solo do Ciborgue parou e talvez ele tenha sido cortado do filme do Flash.</p>
<p>Seja quais caminhos a Warner deseje seguir, duas coisas são esperadas: que haja um planejamento a longo prazo e que o resultado das produções mantenha a qualidade de filmes como <i>Wonder Woman</i>, <i>Aquaman</i>, <i>Shazam!</i> e o <b><i>Snyder Cut</i></b>. É impossível negar a qualidade do que foi visto com a versão de Zack e isso precisa ser respeitado. O trabalho do diretor, produtor e roteirista não é livre de julgamentos e, muito menos, de erros. Há escolhas que poderiam ter sido diferentes, mas o conjunto da obra é satisfatório, não há como negar.</p>
<p>Sem exageros e firulas, Snyder conseguiu demonstrar o seu cinema. E, apesar de ter feito dois filmes no DCEU anteriormente, é em <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> que se vê as marcas do diretor com clareza &#8211; tanto os acertos quanto os erros. Agora os <i>crossovers</i> da DC têm uma cara e ela é madura e sombria. É uma linguagem e arte que descrevem a essência das histórias em quadrinhos da DC Comics. Com o <b><i>Snyder Cut</i></b>, o público e, principalmente, os fãs puderam vislumbrar tudo o que pode acontecer quando um projeto dá liberdade criativa e artística para a equipe. E quem sabe, ao menos o resultado deste filme não impulsione um novo recomeço para a DC nos olhos do público e da própria indústria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zack Snyder<br />
<strong>Elenco:</strong> Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Amy Adams, Amber Heard, Jeremy Irons, Ciarán Hinds, Diane Lane, Joe Morton, J. K. Simmons, Jared Leto, Joe Manganiello, Robin Wright, Ray Porter, Connie Nielsen, Willem Dafoe, Jesse Eisenberg</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sdvBf9XiJnA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Enola Holmes (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2020 00:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estrou nesta quarta-feira, dia 23 de setembro, o longa Enola Holmes, da Netflix e que conta com Millie Bobby Brown (da série Stranger Things), Henry Cavill (O Homem de Aço), Sam Claflin (Como Eu Era Antes de Você) e Helena Bonham Carter (da série The Crown) no elenco principal. O filme conta a história de Enola, uma menina solitária que passa a maior parte dos seus dias aprendendo coisas excêntricas com sua mãe, que é bem fora do comum. Com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estrou nesta quarta-feira, dia 23 de setembro, o longa <em><strong>Enola Holmes</strong></em>, da Netflix e que conta com Millie Bobby Brown (da série <em>Stranger Things</em>), Henry Cavill (<em>O Homem de Aço</em>), Sam Claflin (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-como-eu-era-antes-de-voce/"><em>Como Eu Era Antes de Você</em></a>) e Helena Bonham Carter (da série<em> The Crown</em>) no elenco principal. O filme conta a história de Enola, uma menina solitária que passa a maior parte dos seus dias aprendendo coisas excêntricas com sua mãe, que é bem fora do comum. Com o sumiço repentino de sua mãe, ela recebe de volta os dois irmãos, Mycroft e Sherlock Holmes, para ajudar a resolver a situação. Mas as coisas saem um pouco de controle quando o mais velho decide que quer colocá-la num internato para garotas.</p>
<p>Com um estilo de roteiro que quebra constantemente a quarta parede, <em><strong>Enola Holmes</strong></em> se torna muito mais leve e divertido de acompanhar. A história vai crescendo e ganhando novos fios a serem desenrolados a medida que sua protagonista avança e vai assumindo uma personalidade forte e determinada. Enola não é como a maioria das garotas daquela época, que pensa apenas em casar. Ela quer ganhar o mundo e ser autossuficiente.</p>
<p>Como era de se imaginar, ao envolver a irmã do famoso detetive Sherlock Holmes temos uma onda de mistérios e pistas para encontrar a mãe deles. O mesmo fica um pouco de lado na questão, entendendo que o desaparecimento se trata de uma decisão consciente da genitora e que não há com o que se preocupar. É até uma pena que ele não se mostre um pouco mais e firme uma dupla, mesmo que momentânea, com a irmã. Henry Cavill acaba assumindo um papel bastante secundário.</p>
<p>O mesmo vale para Sam Claflin, que interpreta o irmão mais velho e rabugento. Ele chega a ocupar um lugar meio vilanesco, especialmente quando quer impor à Enola decisões a cerca de sua vida. O grande destaque do filme, no entanto, é mesmo para Millie Bobby Brown e toda a sua desenvoltura em câmera. Ela já vinha se mostrando ótima atriz, mas tem aqui muito mais chances, já que a personagem é cheia de facetas. Enola é sonhadora, determinada, mas não deixa de ser uma adolescente ingênua. A dosagem neste sentido é muito acertada.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13233" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/enola-holmes-millie-bobby-brown-foto-netflix-reproducao-conteudo-categoria-nerd-377247811.jpg" alt="Enola Holmes" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/enola-holmes-millie-bobby-brown-foto-netflix-reproducao-conteudo-categoria-nerd-377247811.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/enola-holmes-millie-bobby-brown-foto-netflix-reproducao-conteudo-categoria-nerd-377247811-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/enola-holmes-millie-bobby-brown-foto-netflix-reproducao-conteudo-categoria-nerd-377247811-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Temos ainda, ao longo do caminho de busca das pistas da mãe (a maravilhosa Helena Bonham Carter), a integração de mais um jovem no elenco, Louis Partridge (<em>Paddington 2</em>), que fará uma espécie de par romântico com a protagonista. Isso é, inclusive, o que vai tornando a trama confusa e perdida em dado momento. A união de duas histórias principais é interessante e proveitosa até certo ponto, mas começa a perder o sentido quando vai adicionando sub-tramas que ficam pouco trabalhadas a medida que o roteiro avança.</p>
<p>Com um início em escalada, <strong><em>Enola Holmes</em></strong> assume um ritmo mais estável quando atinge o seu suposto ápice e isso é frustrante para o espectador. A proposta com pinceladas diferentes no começo acaba indo para o lugar comum de uma trama de mistérios, nos deixando com mais do mesmo.</p>
<p>O que temos é a história de uma jovem que está descobrindo o mundo como mulher, vendo que não precisa se inserir na sociedade da época para ser respeitada. Algumas oportunidades foram perdidas , como o aproveitamento mais assertivo dos coadjuvantes. No entanto, nada disso faz com que <em><strong>Enola Holmes</strong></em> deixe de ser uma ótima e agradável experiência fílmica.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Harry Bradbeer<br />
<strong>Elenco:</strong> Millie Bobby Brown, Henry Cavill, Sam Claflin, Louis Partridge, Helena Bonham Carter Fiona Shaw, Frances de La Tour, Burn Gorman, Adeel Akhtar</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rcV1I-397Wg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jul 2018 19:09:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alec Baldwin]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Henry Cavill]]></category>
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		<category><![CDATA[Tom Cruise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas mais um capítulo da franquia Missão: Impossível que promete não decepcionar os espectadores. Em Efeito Fallout, Ethan Hunt tem que resolver os problemas causados por uma missão que não saiu como planejado e acabou colocando uma poderosa arma na mão dos inimigos. Ele vai contar com a ajuda de seu time parceiro e ainda receberá apoio do novato Walker, interpretado por Henry Cavill. Tudo isso dirigido por Christopher McQuarrie, responsável também por Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas mais um capítulo da franquia <em>Missão: Impossível</em> que promete não decepcionar os espectadores. Em<em> Efeito Fallout</em>, Ethan Hunt tem que resolver os problemas causados por uma missão que não saiu como planejado e acabou colocando uma poderosa arma na mão dos inimigos. Ele vai contar com a ajuda de seu time parceiro e ainda receberá apoio do novato Walker, interpretado por Henry Cavill. Tudo isso dirigido por Christopher McQuarrie, responsável também por <em>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta</em>, o longa anterior.</p>
<p>A construção da trama se dá de maneira evolutiva e acertada, justificando as mais de 2h de duração do filme. Desde o começo o roteiro vai encaixando as peças que vão culminar no ápice, explicando todos os motivos que levam aquilo a acontecer. Efetivamente, isso já atrai o espectador, uma vez que ultimamente os filmes de ação estão deixando a desejar em construção de narrativa. Indo contra a maré e mantendo a sua tradição de bons roteiro, <em>Efeito Fallout</em> consegue mesclar muito bem as cenas mentirosas de ação com uma história coerente.</p>
<p>Aliás, tais cenas mentirosas de ação merecem destaque. Diferente de filmes como <em>Duro de Matar</em> e o mais recente <em>Arranha-Céu: Coragem Sem Limite</em>, <em>Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</em> realmente oferece uma ótima combinação de cenas de luta, tiros e explosões que são fora da realidade, mas que mantém um perfil tão crível que convence até o espectador mais desconfiado. Algo como se a forma como as cenas fossem feitas tornasse aquela mentira possível. E claro que isso confere ainda mais emoção ao roteiro, uma vez que envolve o espectador, que passa a torcer pelos personagens com muito mais veemência.</p>
<p>Mesmo trazendo importantes informações dos filmes anteriores e mantendo uma continuidade, esse longa consegue se manter independentemente da franquia, o que mostra o seu potencial. Claro que o espectador que só chegou aqui neste sexto episódio vai ficar um pouco perdido com as referências, mas nada que comprometa a percepção como um todo. Acredito que isso é fundamental para esse tipo de franquia que, assim como <em>Velozes e Furiosos</em>, já possui muitas películas e não pretende parar tão cedo.</p>
<p>O diretor Christopher McQuarrie demonstra que está muito à vontade com a franquia e traz uma evolução importante desde o último filme, que já foi bom. Manter o fôlego não é exatamente fácil, mas ele faz isso com qualidade, apresentando um produto que efetivamente vale a pena, trazendo arcos narrativos interessantes e vilões intrigantes.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9180" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/07/0170504.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>A presença do ator Henry Cavill trouxe ainda mais força ao filme. Nosso Super-Homem aparece no papel de parceiro de Hunt, protagonizando a maior parte das cenas de ação ao lado de Tom Cruise. Claro que esse último tem lá seu complexo e não deixa o primeiro brilhar tanto quanto poderia. Mas, afinal, o filme é dele, então vamos respeitar isso aí. É engraçado ver, no entanto, o complexo de altura de Cruise nas cenas em que Cavill está ao lado dele e o jogo de câmeras claramente favorece o primeiro (a diferença de ambos é de 15 cm, mas em tela parece bem menor).</p>
<p>Trazendo o restante do elenco como um todo, a unidade é bem visível e favorece o resultado final. A química de atuações é equilibrada e acaba envolvendo o espectador. Assim como no filme anterior, temos a presença de personagens femininas fortes, encarnadas na pele de Rebecca Ferguson, Angela Bassett, Michelle Monaghan e Vanessa Kirby. De alguma forma, todas elas acabam ajudando ou salvando Hunt em determinados momentos, conferindo ao papel feminino ainda mais importância.</p>
<p>Na pele de Hunt, Tom Cruise precisa lidar com a dualidade de seu caráter e aquilo que seu trabalho impõe. A todo momento ele é questionado a repensar a sua bondade e o fato de colocar as pessoas ao seu redor em primeiro lugar. Numa busca desenfreada de salvar o mundo de uma falha que ele mesmo cometeu, nos questionamos se realmente é preciso essa dissociação tão enfática que a maioria dos filmes de ação faz de protagonistas que não conseguem manter vida pessoal e profissional. No entanto, a própria trama se encarrega de responder esses questionamentos.</p>
<p>O fato do próprio Cruise realizar as cenas de ação e não usar dublês também traz um tempero a mais no filme. Claro que, com o passar dos anos, os estúdios foram usando cada vez mais essa cartada. Mas o fato é que o público gosta de ver esse tipo de coisa e é impossível negar que isso torna a história ainda mais atraente, reforçando o argumento anterior de cenas mentirosas críveis.</p>
<p>Com uma boa mistura de intriga, desconfiança, agentes engraçadinhos, vilões misteriosos, armações, o filme caminha sem dificuldade alguma. As decisões finais são empolgantes e eletrizantes, na melhor escolha de termos. Como dito anteriormente, o roteiro caminha para esse ápice gradativamente e quando chega nele, não decepciona. Cenas de ação muito bem dirigidas e orquestradas, trazendo não apenas empolgação como qualidade de cena.</p>
<p><em>Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</em> prova, mais uma vez, que filmes de ação podem e devem trazer mais do que apenas tiro e explosão, além de reafirmar que franquias longas também conseguem manter o fôlego, se bem trabalhadas. Um ótimo resultado que merece ser visto no cinema (apesar do 3D extremamente dispensável).</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/FTjuC70Q5Zs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Netflix: Brasileiro Fernando Coimbra dirige drama de guerra Castelo de Areia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Apr 2017 12:32:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Castelo de Areia]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Cavill]]></category>
		<category><![CDATA[Logan Marshall]]></category>
		<category><![CDATA[Nicholas Hoult]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os conflitos pós-11 de setembro, assim como a guerra do Vietnã outrora, já viraram temas batidos entre as produções hollywoodianas. Com produção eminentemente americana e britânica, Castelo de Areia retoma suas questões reciclando ideias que já foram trabalhadas com maior sensação de brilhantismo em filmes como Guerra ao Terror ou A Hora mais Escura, ambos de Kathryn Bigelow, problematizando tópicos como a perspectiva dos soldados sobre os eventos e os efetivos ganhos dos conflitos no Afeganistão e Iraque. O grande [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Os conflitos pós-11 de setembro, assim como a guerra do Vietnã outrora, já viraram temas batidos entre as produções hollywoodianas. Com produção eminentemente americana e britânica, <i>Castelo de Areia </i>retoma suas questões reciclando ideias que já foram trabalhadas com maior sensação de brilhantismo em filmes como <i>Guerra ao Terror </i>ou <i>A Hora mais Escura</i>, ambos de Kathryn Bigelow, problematizando tópicos como a perspectiva dos soldados sobre os eventos e os efetivos ganhos dos conflitos no Afeganistão e Iraque. O grande problema é que a empreitada internacional do brasileiro Fernando Coimbra (premiado lá fora por seu brilhante trabalho em <i>O Lobo Atrás da Porta</i>) passa em suas quase duas horas de duração a indelével sensação de reiteração das discussões que pretende trazer.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme é todo contado pelo ponto de vista de Matt Ocre, um jovem soldado americano em missão no Iraque, que como outros tantos iguais a ele está ali por motivações bem opostas ao senso de dever com sua nação. Ocre vai para a guerra porque deseja pagar sua faculdade quando retornar aos EUA, simples e pragmático assim. Por um tempo, o jovem tenta de um tudo para sair daquele inferno, mas não consegue e acaba ficando junto a um grupo de soldados cujas motivações são completamente distintas das suas. As coisas mudam quando Ocre e seu grupo recebem a missão de levar água potável a pequenas vilas no país e por ironia do destino acabam se vendo em um território ainda mais minado que a zona de conflito em si.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-7604 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/04/sand-castle-03.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Castelo de Areia </i>tem ideias muito diretas sobre a situação em que seu protagonista se encontra: de um lado mostra a importância nula daquela guerra na vida dos seus combatentes e procura desmistificar a visão do soldado  como um sujeito destemido e propenso a arcar com os riscos das suas perigosas missões e do outro lado evidencia como nenhum atrito será cessado se no esforço de neutralizá-lo utiliza-se a truculência como foi o caso da campanha americana no Iraque. Ainda que não sejam pontos de vista inéditos sobre o conflito e os personagens que o viveram, não deixa de ser um ponto positivo para <i>Castelo de Areia </i>ter essa dimensão humanística de toda a situação. O filme reitera temáticas e não pontos de vista rasos e conservadores sobre aquilo que é narrado.</p>
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<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A direção de Fernando Coimbra é protocolar. A câmera elegante do diretor em <i>O Lobo Atrás da Porta </i>pode ser percebida aqui ou ali em decisões curiosas na condução do filme, como alguns planos sequência, mas ficam por isso mesmo, nada é levado ao limite. Um dos destaques do filme, porém, é o desempenho dos seus atores, talvez um traço do realizador que traga de sua experiência no Brasil: Nicholas Hoult exerce bem a responsabilidade de ter o longa carregado em seus ombros, Henry Cavill interpreta com êxito um sujeito bem diferente do Superman que já estamos habituados a vê-lo interpretar nos cinemas e Logan Marshall-Green (que já tínhamos visto em <i>The Invitation</i>, também disponível no Netflix) tem um desempenho que se destaca pelas reações do seu sargento Harper em interação com o jovem e inexperiente protagonista. No final das contas, não dá para esperar que <i>Castelo de Areia </i>seja um filme marcado por rompantes de genialidade e que Coimbra exiba um terço do seu poder criativo nessa empreitada, mas o filme tem seus méritos.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/XsE2k9UuxTs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2016 00:17:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Batman vs. Superman - A Origem da Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Affleck]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
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		<category><![CDATA[Jesse Eisenberg]]></category>
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		<category><![CDATA[Zack Snyder]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não foi uma jornada fácil para a Warner concretizar o sonho de muitos fãs de ver nos cinemas um filme sobre a Liga da Justiça ou, pelo menos, o aguardado encontro entre Batman e Superman, dois dos mais icônicos personagens das HQs. É verdade que essas dificuldades, em parte, podem ser creditadas a problemas de gestão do projeto pela própria empresa, que está longe de ter a mesma organização e logística da sua rival alçada ao status de estúdio, a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não foi uma jornada fácil para a Warner concretizar o sonho de muitos fãs de ver nos cinemas um filme sobre a Liga da Justiça ou, pelo menos, o aguardado encontro entre Batman e Superman, dois dos mais icônicos personagens das HQs. É verdade que essas dificuldades, em parte, podem ser creditadas a problemas de gestão do projeto pela própria empresa, que está longe de ter a mesma organização e logística da sua rival alçada ao <i>status </i>de estúdio, a Marvel, na construção do seu universo em <i>Os Vingadores</i>.  Em outro ponto, sejamos sinceros, em razão da própria concorrência, desde a sua formação a partir de <i>O Homem de Aço </i>de 2013, essa empreitada da Warner/DC Comics sofre com a própria descrença do seu público com a construção desse universo de Liga da Justiça. Parte por uma idolatria exagerada em torno dos filmes da Marvel vinculados a <i>Os Vingadores </i>(me refiro assim porque fora os longas do Capitão América, de <i>Homem de Ferro </i>a <i>Os Vingadores</i> os filmes não são tudo isso que anunciam, deixo claro que é uma perspectiva particular da coisa). O outro elemento fundador dessa descrença está na &#8220;birra&#8221; (por vezes justificada) que parte do público tem no diretor escolhido para ser a mente por trás desse universo, o cineasta Zack Snyder de <i>300 </i>e <i>Watchmen</i>, vendido pelo estúdio como um visionário, mas visto por muitos como uma verdadeira fraude pela direção trôpega que costuma dar a seus trabalhos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No final das contas, todo esse &#8220;agouro&#8221; não deve afetar financeiramente <i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça </i>filme que ao mesmo tempo que serve como continuação de <i>O Homem de Aço</i> de 2013, começa a construir o terreno para a formação de toda uma série de filmes de super-heróis que promete girar na órbita do aguardado longa sobre a Liga da Justiça. Contudo, entre os críticos especializados e para um grupo de fãs dos quadrinhos, Zack Snyder e companhia, enfrentará ainda mais resistência já que o longa não anda sendo muito bem recebido por esse grupo. Às vésperas da sua estreia mundial, <i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça </i>não anda recebendo críticas tão favoráveis e ainda que seja dito que isso não vai afetar o futuro da Warner/DC Comics nos cinemas, já que parte dos projetos estão encaminhados (como <i>Mulher &#8211; Maravilha </i>e <i>Liga da Justiça</i>, previstos para estrearem ano que vem), de alguma maneira isso afeta os envolvidos. Até quando o apelo desse universo com o público será suficiente diante da má impressão causada pelos filmes da Warner/DC Comics que só anda piorando?</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<figure id="attachment_5730" aria-describedby="caption-attachment-5730" style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5730" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/batmanvsuperman7-750x422.jpg" alt="batmanvsuperman7" width="658" height="370" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/batmanvsuperman7-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/batmanvsuperman7.jpg 980w" sizes="(max-width: 658px) 100vw, 658px" /><figcaption id="caption-attachment-5730" class="wp-caption-text">Novo Bruce: Ben Affleck consegue se sair bem na sua versão do Batman, apesar de não ser o centro dramático do filme.</figcaption></figure>
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<p><i>Batman vs. Superman </i>é o típico caso no qual o filme será abraçado pelo grande público, mas até quando o mesmo será condescendente com os deslizes do grupo? Ainda que defenda <i>O Homem de Aço </i>(não o considero tenebroso como alguns colegas, acho que é um filme eficiente que consegue lidar bem com os elementos da mitologia do Superman), o longa de Snyder sobre o filho de Krypton tinha seus tropeços, implacavelmente atacados por alguns. Declarado como o grande &#8220;engenheiro&#8221; por trás do universo DC Comics no cinema e diretor de <i>Liga da Justiça</i>, Snyder agora enfrenta um  &#8220;abacaxi&#8221; muito mais espinhoso já que o retorno das críticas a <i>Batman vs. Superman </i>tem sido bem mais ruidoso do que o caso <i>O Homem de Aço</i>.</p>
<p>Antes de mais nada, preciso deixar claro que <i>Batman vs. Superman</i> não é &#8220;a&#8221; obra-prima do seu nicho cinematográfico, porém mantém-se firme como um entretenimento bem orquestrado durante boa parte da projeção. É um filme que tem suas falta graves, mas consegue impor-se como uma experiência divertida durante parte da sua projeção, basta que o espectador consiga conviver com os seus equívocos e tropeços. Particularmente, uma das falhas mais severas do longa está fora da própria obra, me refiro a sua agressiva campanha de marketing que não fez questão alguma de &#8220;esconder&#8221; a maioria dos detalhes do longa, o que abordarei mais adiante, algo que pode parecer um detalhe, mas impõe-se como um grande problema considerando que os melhores momentos e diálogos da obra chegaram ao público com seu impacto sensivelmente reduzido. No mais, Snyder não economiza em seus excessos, há soluções simplistas, um amontoado de momentos que existem apenas para satisfazer os fãs e não estão em momento algum à serviço da sua história. Em contrapartida, percebe-se um esboço de ideias interessantes, há a introdução de personagens promissores e o filme funciona melhor como continuação de <i>O Homem de Aço </i>do que como prefácio de <i>Liga da Justiça </i>ou introdução do novo Batman, diga-se de passagem.</p>
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<figure id="attachment_5731" aria-describedby="caption-attachment-5731" style="width: 672px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5731" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/batmanvsuperman3.jpg" alt="batmanvsuperman3" width="672" height="353" /><figcaption id="caption-attachment-5731" class="wp-caption-text">Mais Planeta Diário: Lois Lane e Perry White, personagens de Amy Adams e Laurence Fishburne, têm mais momentos nesse filme.</figcaption></figure>
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<p><i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça </i>tem início com a perspectiva de Bruce Wayne sobre os eventos que levaram Metrópolis a uma destruição em massa ao final de <i>O Homem de Aço</i>, a batalha entre Superman e o vilão Zod. No longa, Superman começa a ser alvo de intensas discussões públicas a respeito da natureza dos seus atos na Terra: o Homem de Aço é de fato um herói, um Deus como muitos fazem questão de afirmar, ou não passa de uma grande ameaça para a humanidade já que suas ações sempre resultam em mortes e quebras de normas sociais? Nesse ambiente, não apenas Wayne começa a alimentar uma vontade de pôr fim às interferências do Superman como também uma grande ameaça a todos os cidadãos de Metrópolis começa a dar as suas primeiras cartadas contra o Homem de Aço, o inescrupuloso empresário Lex Luthor.</p>
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<p>Diferente de <i>O Homem de Aço</i>, em <i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça</i>, o diretor Zack Snyder não economiza em suas excessivas e por vezes aborrecidas e aleatórias marcas estilísticas. Assim, há inúmeros planos que evidenciam os apelos do diretor em transformar qualquer sequência em um grande momento de fotografia cinemagráfica, Snyder também usa a exaustão o <i>slow motion</i>, algo que foi muito mais contido no filme anterior com o Superman dirigido pelo realizador, mas que aqui é usado como &#8220;desculpa&#8221; mais uma vez pelo diretor, que insiste na ideia de emular a linguagem dos quadrinhos nas telonas. Se por um lado não deixa de ser louvável a coragem do diretor, por outro soa como uma insistência tola, já que, diferente de filmes como <i>300 </i>e <i>Watchmen</i>, que funcionavam muito bem sob essa logística<i>, </i>todos esses recursos não prestam serviço algum à trama de <i>Batman vs. Superman</i>. O diretor ainda insiste na produção de sequências que nos remetem a sonhos, delírios ou pesadelos dos seus protagonistas como mecanismos de desenlaces para os nós da sua história, o que não funciona e só serve para tornar a experiência de assistir ao filme um pouco massante. Portanto, se em <i>O Homem de Aço, </i>Snyder mostrou-se controlado em seu &#8220;gênio-criativo&#8221;, o que foi um ganho tremendo para o longa de 2013, aqui ele usa e abusa das ferramentas narrativas e estéticas pelas quais ficou conhecido. Assim,  caso tenham implicâncias por esses arroubos visuais do realizador, estejam preparados, <i>Batman vs. Superman </i>os<i> </i>apresenta em grande volume.</p>
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<figure id="attachment_5732" aria-describedby="caption-attachment-5732" style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5732 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Batman_vs_Superman_1_embed.jpg" alt="Batman_vs_Superman_1_embed" width="621" height="334" /><figcaption id="caption-attachment-5732" class="wp-caption-text">Mulher-Maravilha: Estreia da personagem de Gal Gadot deixa o público com um gostinho de &#8220;quero mais&#8221;.</figcaption></figure>
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<p>Zack Snyder à parte, o roteiro de Chris Terrio e Davis S. Goyer também não faz um grande serviço ao longa. Existe um esboço de ideias interessantes mal executadas não apenas pelo diretor, mas também pelos roteiristas. Há inúmeras concepções interessantes que são mal aproveitadas no filme. A ideia de ter um Batman mais experiente de um lado e um Superman inexperiente do outro tentando lidar com todas as demandas requeridas a um super-herói é muito interessante, mas nunca esgarçada pelos roteiristas, muito menos pelo diretor, que está mais preocupado com seus &#8220;arroubos&#8221; visuais. Operando em duas frentes, de um lado como continuação de <i>O Homem de Aço</i>, explorando com mais veemência relações que foram apenas introduzidas naquele longa, como é o caso da dinâmica entre Clark Kent e Lois Lane, mas também como um prefácio de <i>Liga da Justiça</i>, a <span style="font-family: inherit;" data-blogger-escaped-style="font-family: inherit;"><span style="color: #333333;" data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #333333; line-height: 24px;">verdade é que, na prática, o longa presta muito mais serviço a sua primeira função do que à segunda. Assim, </span><em data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #333333; line-height: 24px; text-align: start;">Batman vs. Superman </em><span style="color: #333333;" data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #333333; line-height: 24px;">soa como um filme melhor quando pensado como uma continuação de </span><em data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #333333; line-height: 24px; text-align: start;">O Homem de Aço </em><span style="color: #333333;" data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #333333; line-height: 24px;">do que como uma preparação para <i>Liga da Justiça</i></span></span><span style="color: #333333; font-family: times, 'times new roman', serif;" data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #333333; font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 16px; line-height: 24px;">. O filme é mais eficiente ao lidar com as questões que envolvem o Superman (algumas bem interessantes, por sinal), do que quando prepara terreno para <i>Liga da Justiça</i>. </span> Quando o centro dramático de <i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça </i>volta-se para a história do Superman, o filme sempre parece fazer mais sentido.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p> É verdade que, no conflito de percepções sobre modelos de heroísmo entre Batman e Superman, o longa tem em mãos uma munição que poderia render discussões muito mais profundas do que ele de fato promove. Em seu filme, Snyder opta por reflexões que são pertinentes e eficientes mas que ficam na superfície e abraça sem maiores problemas o puro e simples entretenimento, &#8220;jogando&#8221; sempre para o público, sobretudo os fãs mais ardorosos, com momentos e cenas que todos esperavam ver: o duelo dos protagonistas, a aparição da Mulher-Maravilha, a formação da Liga da Justiça (algo que a própria Marvel fez no primeiro <i>Os Vingadores</i> que, sejamos sinceros, não passa de um amontoado de sequências de lutas feitas para o único e exclusivo deleite dos fãs dos quadrinhos que aguardavam há anos o encontro entre os personagens icônicos da editora). Sinceramente, também não há problema algum nessa decisão de Snyder e da equipe de <i>Batman vs. Superman</i>. O filme tem a pretensão de privilegiar um nicho do público e segue coerente em todo o propósito traçado pelo realizador e pelo estúdio para os personagens da DC Comics, que possuem uma linha de ação e uma abordagem completamente diferente do tom da Marvel, diga-se de passagem.</p>
<p>Além de tudo isso, sejamos sinceros, no final das contas, entre os valores que filmes de super-heróis acabam adquirindo ao humanizar personagens que são mitos (a franquia <i>Homem-Aranha </i>de Sam Raimi), ao explorar o lado obscuro e violento deles (a versão de Christopher Nolan para o Batman desde <i>Batman Begins</i>), ao abordar discussões de importante cunho social (os filmes da série <i>X-Men</i>) ou fazer um exercício irônico de metalinguagem (<i>Deadpool</i>), o que importa mesmo é que estamos vendo um filme de super-heróis e o que a gente mais quer ver nesse caso específico é esse duelo de titãs, a primeira aparição da Mulher-Maravilha e por ai vai. Nesse sentido, e desde que você tenha consciência e consiga conviver com os problemas do longa, o primeiro encontro entre Batman e Superman cumpre os seus objetivos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>P.S.: Algo que me aborreceu bastante durante a sessão de <i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça</i>, como já antecipei, foi a massiva campanha de marketing feita em torno do filme com um ano e meio de antecedência. Entre diversas versões de trailers disponibilizadas pela Warner, imagens, pôsters, gifs e informações da internet, praticamente todo o filme foi revelado ao público antes mesmo dele ser lançado. Em diversos momentos, pensei se minha reação a determinadas cenas ou diálogos não seriam mais entusiasmadas caso não tivesse acesso a essas informações (e olha que evitei ao máximo, mas nos dias de hoje é praticamente impossível não se deparar com a oferta desses conteúdos). Diversas cenas marcantes e diálogos importantes do filme já haviam sido revelados antes mesmo dele chegar aos cinemas e isso foi uma grande mancada da Warner no que diz respeito a <i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça. </i>Provavelmente, a maior delas.</p>
</div>
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		<title>Crítica: O Agente da U.N.C.L.E.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 22:35:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alicia Vinkander]]></category>
		<category><![CDATA[Armie Hammer]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elizabeth Debicki]]></category>
		<category><![CDATA[Guy Ritchie]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Cavill]]></category>
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		<category><![CDATA[O Agente da U.N.C.L.E.]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Até chegar aos cinemas, O Agente da U.N.C.L.E. teve uma trajetória tortuosa. O filme baseado na  série homônima de TV dos anos 60 quase foi protagonizado por atores como Tom Cruise, George Clooney e Channing Tatum. O projeto esteve por anos nas mãos de Steven Soderbergh, que logo saiu da direção para seguir com a sua &#8220;aposentadoria&#8221; do cinema e deixou a cadeira vaga para Guy Ritchie. Com a saída de Soderbergh, a escalação do elenco ganhou novos rumos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3422" aria-describedby="caption-attachment-3422" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/pegasus_LARGE_t_1581_106482189.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-3422 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/pegasus_LARGE_t_1581_106482189-620x335.jpeg" alt="pegasus_LARGE_t_1581_106482189" width="620" height="335" /></a><figcaption id="caption-attachment-3422" class="wp-caption-text">Trio: Da esquerda para a direita, Armie Hammer, Alicia Vinkander e Henry Cavill são o centro da história do filme</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até chegar aos cinemas, <i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>teve uma trajetória tortuosa. O filme baseado na  série homônima de TV dos anos 60 quase foi protagonizado por atores como Tom Cruise, George Clooney e Channing Tatum. O projeto esteve por anos nas mãos de Steven Soderbergh, que logo saiu da direção para seguir com a sua &#8220;aposentadoria&#8221; do cinema e deixou a cadeira vaga para Guy Ritchie. Com a saída de Soderbergh, a escalação do elenco ganhou novos rumos e Ritchie escolheu Henry Cavill (o Superman de <i>O Homem de Aço</i>) e Armie Hammer (de <i>O Cavaleiro Solitário </i>e <i>A Rede Social</i>), para interpretarem os agentes Napoleon Solo da CIA e Illya Kuryakin da KGB, respectivamente.</p>
<p>Esta trajetória cheia de reviravoltas de <i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>poderia ter um desfecho mais feliz não fosse a gélida recepção do filme nos EUA. A crítica oscilou entre a reprovação e a indiferença e o público não foi assistir ao longa no seu final de semana de estreia, fazendo-o amargar o terceiro lugar nas bilheterias. Uma pena pois o resultado não é tão catastrófico assim.</p>
<figure id="attachment_3423" aria-describedby="caption-attachment-3423" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/03-the-man-from-u-n-c-l-e-armie-hammer-henry-cavill.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3423 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/03-the-man-from-u-n-c-l-e-armie-hammer-henry-cavill-620x367.jpg" alt="XXX MAN UNCLE MOV JY 1187 .JPG A ENT" width="620" height="367" /></a><figcaption id="caption-attachment-3423" class="wp-caption-text">Desarmônico: Falta um pouco de química na dupla principal</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>tem como centro da sua narrativa o ódio mortal entre os agentes Napoleon Solo (da CIA, EUA) e Illya Kuryakin (KGB, União Soviética) em plena Guerra Fria. Os dois acabam sendo obrigados a unirem forças para combaterem uma organização que tem o intuito de desenvolver armamentos nucleares. A improvável união acaba fazendo com que seja criada uma nova organização, a U.N.C.L.E..</p>
<p>Sob a enérgica e vibrante direção de Guy Ritchie, <i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>adapta a estrutura e a abordagem dos filmes de espionagem dos anos 60 ao estilo &#8220;moderninho&#8221; do realizador. O longa está longe de ter o <i>aproach </i>sisudo e sombrio dos filmes do <i>007 </i>mais recentes e está mais próximo de um descompromisso que era a marca dos longas do seu gênero. Ao formato, Ritchie injeta a sua montagem clipeira e sua vocação para escolher trilhas sonoras certeiras, ambientando a trama no espírito da época através de artistas como Nina Simone,  Ennio Morricone e até o brasileiro Tom Zé (!), o que faz com que o filme seja muito charmoso.</p>
<figure id="attachment_3424" aria-describedby="caption-attachment-3424" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/cavill-debicki-man-from-uncle.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3424 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/cavill-debicki-man-from-uncle-620x349.jpg" alt="cavill-debicki-man-from-uncle" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3424" class="wp-caption-text">Charme: Direção e trilha que o transformam filme em uma experiência bem agradável</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ponto fraco do longa talvez seja o desnivelamento dos desempenhos dos seus dois protagonistas. Enquanto temos um Armie Hammer muito interessante na pele do explosivo e anti-social Illya, Henry Cavill não se acerta como o cafajeste <i>bon vivant </i>Napoleon. Por esse motivo fica tão evidente a falta de encaixe entre os dois atores na tela, Cavill parece não acompanhar o <i>timing </i>cômico de Hammer e aquele que poderia ser o elemento responsável por dar uma maior consistência à narrativa parece nunca estar presente. Completam o elenco, Alicia Vinkander (ótima na pele de Gaby, a dúbia protegida da dupla de agentes), Elizabeth Debicki (que surge igualzinha ao seu desempenho em <i>O Grande Gatsby</i>) e Hugh Grant (razoável como um personagem que poderia ser aproveitado em sequências que, pelo rumo da recepção do filme, podem não acontecer).</p>
<p><i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>não merece o destino que anda tendo. É <i>old fashioned</i>, mas também é muito contemporâneo, trabalhando com uma variação interessante do seu gênero. É claro que existem determinados elementos que o enfraquecem como a desajustada interpretação de Henry Cavill, uma certa displicência do roteiro com alguns dos seus personagens e a sua excessiva duração, mas é um filme de espionagem divertido e que se sustenta graças à direção sempre eficiente de Guy Ritchie. <i> </i></p>
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		<title>Boletim de Notícias: 07 de julho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2015 22:47:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Armie Hammer]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pine]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Rachel McAdams e Chris Pine em projetos da Marvel e da DC  Escalações de elenco para os próximos filmes da Marvel e da DC/Warner estão tomando conta dos sites de notícia nesse início da semana. A Marvel pretende chamar a atriz Rachel McAdams (True Detective) para viver a principal personagem feminina de &#8220;Doutor Estranho&#8221;, protagonizado por Benedict Cumberbatch e com Chiwetel Ejiofor e Tilda Swinton no elenco. Já a DC está interessada em chamar o ator Chris Pine para [&#8230;]</p>
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<p><strong>Rachel McAdams e Chris Pine em projetos da Marvel e da DC </strong></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3089" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/2015_minions_movie-wide.jpg" alt="2015_minions_movie-wide" width="594" height="387" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/2015_minions_movie-wide.jpg 594w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/2015_minions_movie-wide-100x65.jpg 100w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/2015_minions_movie-wide-260x170.jpg 260w" sizes="(max-width: 594px) 100vw, 594px" /></p>
<p>Escalações de elenco para os próximos filmes da Marvel e da DC/Warner estão tomando conta dos sites de notícia nesse início da semana. A Marvel pretende chamar a atriz Rachel McAdams (True Detective) para viver a principal personagem feminina de &#8220;Doutor Estranho&#8221;, protagonizado por Benedict Cumberbatch e com Chiwetel Ejiofor e Tilda Swinton no elenco. Já a DC está interessada em chamar o ator Chris Pine para interpretar o interesse amoroso da Mulher-Maravilha no filme-solo da heroína ou o próximo Lanterna Verde.</p>
<p><strong>Henry Cavill e Armie Hammer vêm para o Brasil </strong></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/tumblr_nn6v0jAUcr1squubko4_540.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3090" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/tumblr_nn6v0jAUcr1squubko4_540.jpg" alt="Armie Hammer, Henry Cavill" width="512" height="342" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/tumblr_nn6v0jAUcr1squubko4_540.jpg 512w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/tumblr_nn6v0jAUcr1squubko4_540-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a></p>
<p>Os atores Henry Cavill (O Homem de Aço) e Armie Hammer (O Cavaleiro Solitario) devem chegar ao Brasil em agosto para divulgar &#8220;O Agente da UNCLE&#8221;, longa de espionagem de Guy Ritchie que os dois protagonizam. O filme estreia em setembro no Brasil.</p>
<p><strong>Sonia Braga protagonizará novo filme do diretor de <em>O Som ao Redor</em></strong></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/son2.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3091" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/son2-620x388.jpg" alt="son2" width="620" height="388" /></a></p>
<p>O diretor Klebber Mendonça Filho (O Som ao Redor) acaba de oficializar em sua conta pessoal do Facebook que a atriz <strong>Sonia Braga</strong> será a protagonista do seu próximo longa, <em>Aquarius. </em>Há muitos anos Braga está afastada dos cinema brasileiro, este será o retorno da atriz que fez a seguinte declaração sobre a oportunidade de trabalhar com o diretor: &#8220;Quando li Aquarius, tive que parar para respirar. Sim, respirar e entender que era real. Que era um roteiro do Kleber Mendonça e que ele estava me oferecendo para participar. Pareceu de cara um sonho: uma personagem íntegra, da minha idade, com meus sonhos, com os meus sonhados filhos e família. Quis logo viver esta mulher. As palavras do roteiro pareciam que ja tinham andado na minha boca. Quando assisti a O Som ao Redor, entendi logo que tinha que parar, respirar, voar, para entrar no universo incrível e magnificamente estranho do Kleber. Me vi, me senti nele. Sei que a viagem em Aquarius será um mergulho num profundo mar azul, infinito e misterioso, mas simples. Um mergulho nos meus mais profundos sonhos e desejos. Mas, principal e finalmente, a volta e um mergulho na minha língua mãe, que me acolheu sempre tão carinhosamente. Kleber me escolheu e eu fico muito agradecida que um grande cineasta como ele me veja assim, dentro deste universo estranhamente desnivelado , mas com linhas paralelas, que só os artistas colocam no infinito&#8221;.</p>
<p><strong>Filme solo de Han Solo já está em desenvolvimento na Disney</strong></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/HanSolo031612.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3092" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/HanSolo031612-620x348.jpg" alt="HanSolo031612" width="620" height="348" /></a></p>
<p>Como já anunciado, a Disney não pretende lançar apenas uma nova trilogia para a saga <em>Star Wars</em>, cujo primeiro episódio <em>Star Wars &#8211; Episódio VII: O Despertar da Força </em>deve chegar aos cinemas no fim de 2015, mas também vários <em>spin-offs </em>com personagens importantes da franquia. Um desses filmes que já está em desenvolvimento trará Han Solo (Harrison Ford), em sua versão mais jovem e suas aventuras anteriores aos longas da trilogia da década de 80. Os diretores já foram escolhidos, Christopher Miller e Phil Lord, da série <em>Anjos da Lei </em>e da animação <em>Uma Aventura Lego</em>. Resta encontrar o ator que dará vida ao personagem em sua versão mais jovem.</p>
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