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	<title>Arquivos Charles Melton - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Charles Melton - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Segredos de Um Escândalo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jan 2024 19:25:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Segredos de Um Escândalo é um filme incômodo. Muito incômodo. Antes de decidir assistir, é preciso ter isso em mente. A temática é extremamente problemática envolvendo manipulação, abuso infantil, estupro, dissimulação. Tudo isso com pinceladas de encantamento por parte de uma das óticas, que se deixa envolver pela história como um todo. Dito isso, posso afirmar que é um filme excelente e que vale a atenção dos espectadores mais vorazes por temporada de premiação. Elizabeth Berry (Natalie Portman, Thor: Amor [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Segredos de Um Escândalo</strong> </em>é um filme incômodo. Muito incômodo. Antes de decidir assistir, é preciso ter isso em mente. A temática é extremamente problemática envolvendo manipulação, abuso infantil, estupro, dissimulação. Tudo isso com pinceladas de encantamento por parte de uma das óticas, que se deixa envolver pela história como um todo. Dito isso, posso afirmar que é um filme excelente e que vale a atenção dos espectadores mais vorazes por temporada de premiação.</p>
<p>Elizabeth Berry (Natalie Portman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>) é uma atriz badalada do momento que vai interpretar uma mãe de família que virou notícia há alguns anos e decide conhecer os protagonistas da história para entender melhor os personagens. Gracie (Julianne Moore, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-depois-do-casamento/"><em>Depois do Casamento</em></a>) e seu marido Joe (Charles Melton, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-sol-tambem-e-uma-estrela/"><em>O Sol Também é uma Estrela</em></a>) foram alvo de manchetes de jornais há mais de 20 anos, quando se envolveram sexualmente e seguem casados com três filhos. A rotina familiar é completamente virada de cabeça para baixo com a chegada da artista famosa.</p>
<p>Essa é uma história real, o que torna tudo mais chocante. O filme não nos entrega o enredo por completo logo de início e vai oferecendo camadas da situação a medida que avançamos na trama. É perceptível como paira uma névoa de estranhamento em cima da família, mesmo que eles tentem se mostrar muito normais. Os detalhes é que vão nos entregando as problemáticas que precisam ser desafiadas ali.</p>
<p>Gracie é extremamente envolvente com todos ao seu redor. Os vizinhos a amam, sua família aparenta ser devota a ela. Mas logo percebemos o quanto ela é controladora e manipuladora. Sempre regrando os afazeres dos filhos, as atitudes do marido, ela faz com que o mundo gire ao seu redor e suas vontades sejam satisfeitas. Quando as coisas não saem como planejado, ela tem uma crise emocional, chora muito e se desequilibra.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17643" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-1.png" alt="Segredos de Um Escândalo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-1-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Joe é apático. 23 anos mais novo do que Gracie, ele não tem muita personalidade e segue as regras que ela dita. Ele vive em função dela, satisfazendo seus desejos. Num primeiro momento, achamos que ele é o novo marido troféu que tem que conviver com os filhos jovens adultos da protagonista. Afinal, ele não se conecta com os gêmeos e não é muito mais velho que eles.</p>
<p>O fato é que o escândalo que fez essa família famosa é justamente a relação doentia do casal. Gracie conheceu Joe quando ele tinha 13 anos e ela 36, num pet shop que trabalharam juntos. Ele era amiguinho de seu filho mais velho, Georgie (Cory Michael Smith, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><em>O Primeiro Homem</em></a>). Eles se envolveram romanticamente e foram descobertos pelo então marido de Gracie e pai de seus três filhos. Ela acabou sendo presa e descobrindo uma gravidez do rapaz. Quando saiu da cadeia, continuaram a relação, se casaram e tiveram, além da primeira filha, um casal de gêmeos.</p>
<p>Bom, esta é a visão dela. Mas enquanto falamos, percebemos que não tem como ser assim. Uma mulher de 36 anos não se relaciona amorosamente e nem sexualmente com um pré-adolescente de 13. Isso configura estupro de vulnerável (ao menos na legislação brasileira). E é justamente isso que paira no ar o tempo inteiro de <em><strong>Segredos de Um Escândalo</strong></em>. Um estupro que nunca é mencionado e é romantizado pelo casal.</p>
<p>Os desdobramentos da história vão trazendo ainda mais elementos de incômodo. Vemos o quanto que Joe é afetado por toda a sua história e depende emocionalmente de Gracie para tudo, ainda que não tenha consciência disso. Ela consegue transformar a situação em uma &#8220;linda história de amor&#8221; e é isso que vende para qualquer pessoa que pergunte sobre o caso. Elizabeth acaba vivenciando muitas emoções ao longo da trama, justamente por conta da capacidade absurda de manipulação da abusadora.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17642" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-3.png" alt="Segredos de Um Escândalo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-3-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que a atriz perceba toda a problemática da situação, ela se envolve com Gracie. Uma mistura de repulsa e admiração intrigante. Ela quer dar o seu melhor naquele papel que irá interpretar e, por isso, tenta compreender a mente doentia da protagonista. O resultado é ela entrando cada vez mais no emaranhado daquela família disfuncional.</p>
<p>Não consigo pensar em uma dupla melhor do que Portman e Moore para interpretar essas duas mulheres sedutoras. Porque, sim, elas trabalham todo o tempo o poder da sedução, cada uma a sua forma. Elas são fortes, tem presença e travam diálogos incríveis. Uma mudança no olhar já nos diz muito do intuito de cada cena. Então é realmente um grande espetáculo de assistir.</p>
<p><em><strong>Segredos de Um Escândalo</strong></em> toma um cuidado essencial no desenvolvimento de seu roteiro e direção: não romantizar o fato em si. Ainda que não use em momento algum o termo estupro ou abuso infantil, essa é uma percepção que paira no ar e o enredo faz questão de manter esse incômodo constante. E é justamente esse incômodo que faz com que o espectador tenha consciência de que tudo aquilo que estamos vendo é um grande absurdo. Ainda que a protagonista consiga nos manipular de alguma forma, tal qual os demais personagens.</p>
<p>Este é um filme que desperta as mais variadas emoções e fica conosco muito tempo depois que a sessão acaba. É pesado e requer cautela, especialmente do público mais sensível à temática. Mas é redondo e sem qualquer tipo de excesso ou falta. É um roteiro incrível personificado em um elenco afiado e digno de premiação. É provável que a gente o veja no Oscar deste ano.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Todd Haynes</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Natalie Portman, Julianne Moore, Charles Melton, Cory Michael Smith, Elizabeth Yu, Gabriel Chung, Piper Curda, D.W. Moffett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/HAeZC6cMfz4?si=Pa48CORFaOnkfzyy" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Bad Boys Para Sempre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2020 14:46:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bad Boys Para Sempre chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de janeiro, com a continuação dos dois primeiros filmes protagonizados por Will Smith (Aladdin) e Martin Lawrence (Vovó&#8230; Zona). Neste, a dupla de policiais está discutido se deve continuar ou não na corporação, já que a possibilidade de aposentadoria é real. Enquanto Mike Lowrey (Smith) está super animado para continuar nas ruas, Marcus Burnett (Lawrence) está mais preocupado em curtir a família e o neto que acabou de nascer. Sinceramente, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Bad Boys Para Sempre</strong></em> chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de janeiro, com a continuação dos dois primeiros filmes protagonizados por Will Smith (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aladdin/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Aladdin</em></a>) e Martin Lawrence (<em>Vovó&#8230; Zona</em>). Neste, a dupla de policiais está discutido se deve continuar ou não na corporação, já que a possibilidade de aposentadoria é real. Enquanto Mike Lowrey (Smith) está super animado para continuar nas ruas, Marcus Burnett (Lawrence) está mais preocupado em curtir a família e o neto que acabou de nascer.</p>
<p>Sinceramente, é cansativo o esforço de certas franquias em tentar dar continuidade a algo que não tem mais para onde ir. Pior ainda quando a falta de inovação e criatividade reina no roteiro, deixando a experiência do espectador completamente prejudicada. É justamente isso que acontece com <em><strong>Bad Boys Para Sempre</strong></em>. Como uma colcha de retalhos, o filme vai se desenvolvendo da pior forma possível, se levando a sério demais. Seria muito mais simples e acertado assumir sua veia besteirol.</p>
<p>Enquanto a dupla principal se esforça para fazer graça em momentos de drama, uma violência desnecessária é salpicada na tela. Sim, para um filme que tem uma proposta engraçada e divertida, este longa tem muitas cenas sangrentas e expositivas. O espectador é constantemente impactado com muito sangue e mortes trágicas, quando deveria estar dando gargalhadas. Gargalhadas essas que não vêm, a maior parte do tempo, porque o filme ainda quer inserir um drama desalocado para criar empatia pelos personagens.</p>
<p>Caminhando de maneira cansativa, fazendo o público ter a sensação que estar num filme de 3h de duração, <em><strong>Bad Boys Para Sempre</strong></em> anda em círculos até definir qual o destino de seus personagens. Temos ainda um <em>plot twist</em> aleatório e apelativo, que só nos faz ter certeza de que o roteiro foi pensado apenas para criar mais um longa de ação que renda boa bilheteria.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12325" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/3797534.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Bad Boys Para Sempre" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/3797534.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/3797534.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/3797534.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O elenco tem até carisma e entrosamento. Vanessa Hudgens (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-passado-de-presente/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Um Passado de Presente</em></a>) surge meio que do nada em um papel bem coadjuvante, mas interessante e diferente do que ela costuma se propor. Paola Núñez também está bem como a tensão amorosa de Lowrey e chefia do esquadrão. Nada disso consegue salvar, no entanto, a queda do penhasco do roteiro.</p>
<p>O pior, no entanto, é a vilã. Completamente estereotipada como uma mulher sensual, mexicana, que mexe com bruxaria (sim, ela é chamada de La Bruja), velas acesas e vários santos no altar. É completamente ridículo o surgimento dela, assim como a relação com o restante da estética do longa. Um preconceito escancarado, não apenas com os latinos, como com a mulher em si. Em dado momento, nos perguntamos se estamos assistindo a uma novela mexicana da época de Maria do Bairro.</p>
<p>Para além disso, é como se<em><strong> Bad Boys Para Sempre</strong></em> mirasse em <em>Velozes e Furiosos</em> e acertasse num filme de baixa qualidade criado por um estúdio sem orçamento. Ao invés de se dedicar a arte das cenas mentirosas, comédia clara e objetiva, ele tenta fazer do filme algo épico, que simplesmente não acontece. É uma experiência angustiante que deve ser evitada.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Adil El Arbi, Bilall Fallah<br />
<strong>Elenco:</strong> Will Smith, Martin Lawrence, Vanessa Hudgens, Alexander Ludwig, Charles Melton, Paola Núñez, Kate Del Castillo, Nicky Jam</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ddzymN0IW5c" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Sol Também É Uma Estrela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2019 18:28:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vamos lá para mais um filme de temática adolescente que trata do amor e da perda de maneira muito genérica? O Sol Também É Uma Estrela é um longa baseado no livro homônimo de Nicola Yoon, a mesma escritora de Tudo e Todas As Coisas, que também virou filme (confira a nossa crítica clicando aqui). Este último também não era grande coisa. Natasha (Yara Shahidi) é uma jovem prática e objetiva que está prestes a ser deportada dos EUA. Ela [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos lá para mais um filme de temática adolescente que trata do amor e da perda de maneira muito genérica? <em><strong>O Sol Também É Uma Estrela</strong></em> é um longa baseado no livro homônimo de Nicola Yoon, a mesma escritora de<em> Tudo e Todas As Coisas</em>, que também virou filme (confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-e-todas-as-coisas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>). Este último também não era grande coisa.</p>
<p>Natasha (Yara Shahidi) é uma jovem prática e objetiva que está prestes a ser deportada dos EUA. Ela e sua família devem retornar à Jamaica, depois de nove anos morando em solo americano. Determinada a resolver a situação e continuar morando no lugar que considera lar, ela vai em busca de um advogado especialista, como um sopro de esperança. Ela tem pouco mais de 24h para resolver tudo e tentar ficar no país. No meio do caminho, Tasha conhece Daniel (Charles Melton), um jovem filho de coreano que cruza seu caminho de forma inesperada.</p>
<p>Tudo isso dito acima é apenas um plano de fundo para uma rasa história de amor. Primeiramente, a personagem principal vivida por Yara Shahidi (<em>Black-ish</em>) não estabelece raízes verdadeiras em Nova York. Por mais que seu discurso seja esse, a trama não mostra amigos, nem sua escola e quase não define o lugar onde mora. Fica difícil para o espectador acreditar na sua luta, uma vez que ela não tem vínculo algum com o ambiente e sua família vai junto com ela para a Jamaica.</p>
<p>Dito isso, já não compramos a ideia de cara. Parece muito mais uma menina birrenta que não aceita mudanças. Paralelo a isso, a inserção do personagem de Charles Melton (<em>Riverdale</em>) é tão aleatória quanto poderia ser. Além da péssima atuação do rapaz, seu personagem é pouco carismático e tem uma personalidade muito volúvel. Se apaixona à primeira vista por uma jovem que vê a metros de distância em uma estação de trem e resolve &#8220;perseguir&#8221; ela para conseguir trocar algumas palavras.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10542" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5351068.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5351068.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5351068.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5351068.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Tudo isso bate de encontro com a ideia do filme de ficar enaltecendo o destino, uma vez que o próprio casal principal tem um destino fabricado por uma das partes. Todas as cenas são permeadas com diálogos sofríveis e pobres, sem amparo emocional algum. Parece que pegaram um grande compilado de frases motivacionais da internet e jogaram no roteiro, torcendo para que fizesse algum sentido. Isso se torna ainda pior quando vemos que o protagonista masculino anda com um caderninho de poemas na mão. A clara necessidade de torná-lo um príncipe à moda antiga é triste.</p>
<p>A tentativa de colocar personagens que representem as minorias é válido. Ela é negra e imigrante. Ele é descendente de coreano e vindo de uma família super preconceituosa. Família essa que conta com a presença desnecessária e clichê de um irmão revoltado. Ele personifica um dos piores personagens da trama. Ainda assim, essa representatividade é colocada de lado quando Natasha aceita e dá risada de cenas absurdas de preconceito racial, só porque é proveniente da família de seu amado.</p>
<p>Vale ressaltar que esse amado foi o rapaz que ela conheceu há menos de 2 horas e já está andando para cima e para baixo pela cidade, como se fossem grandes conhecidos. A construção do romance principal é mal feita e deixa o espectador indignado com a chatice do casal.</p>
<p><em><strong>O Sol Também É Uma Estrela</strong></em> é um filme de baixa qualidade, com péssimas atuações e completamente entediante. Aguardamos ansiosamente por uma reviravolta emocionante na trama, que nunca acontece. Nem a presença do ótimo John Leguizamo (<em>De Volta ao Jogo</em>) serve como alívio nesta produção difícil da diretora Ry Russo-Young.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ry Russo-Young<br />
<strong>Elenco:</strong> Yara Shahidi, Charles Melton, John Leguizamo</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/J_QTQx-3eco" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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