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	<title>Arquivos Antonio Banderas - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Antonio Banderas - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Babygirl</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2024 18:45:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Babygirl, escrito e dirigido por Halina Reijn (Morte. Morte. Morte) e estrelado por Nicole Kidman (Enfeitiçados), é uma produção ousada. Não apenas por ser um thriller com pinceladas de soft porn, mas por conseguir convocar organicidade em seus textos falados, que beiram ao absurdo. Mas, a grande questão, que talvez seja a maior de todas mesmo, é o quão o ser humano pode se sentir ainda mais confortável quando se depara com o aparentemente incomum, pois é nele que muitos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Babygirl</strong></em>, escrito e dirigido por Halina Reijn (Morte. Morte. Morte) e estrelado por Nicole Kidman (Enfeitiçados), é uma produção ousada. Não apenas por ser um thriller com pinceladas de soft porn, mas por conseguir convocar organicidade em seus textos falados, que beiram ao absurdo.</p>
<p>Mas, a grande questão, que talvez seja a maior de todas mesmo, é o quão o ser humano pode se sentir ainda mais confortável quando se depara com o aparentemente incomum, pois é nele que muitos segredos guardados na intimidade podem transbordar. Por isso que esses diálogos peculiares saem fluidos e não constrangedores, por essa noção da equipe sobre o prazer humano, que pode ir além do básico.</p>
<p>E Reijn é inteligente ao construir este universo e ao passá-lo de roteiro para imagem. Primeiramente, há todo o mundo asséptico da protagonista Rommy (Kidman). Ela é uma CEO extremamente bem sucedida e ainda é casada com Jacob (Antonio Bandeiras), um homem que é mostrado como perfeito. Mesmo assim, Rommy não é plena e não se satisfaz sexualmente com Jacob. Até que um estagiário, Samuel (Harris Dickinson), chega para mexer neste sistema.</p>
<p>A história de Supercine ganha mais camadas através das visualidades postas na tela. É importante pensar que a premissa é comum, mas é na encenação que ela cresce. Para realizar tal intento, a escolha do elenco é uma bom começo para notar a boa execução de mise-en-scène. Pensar no casal Kidman e Bandeiras e como as suas personagens possuem uma carreira brilhante é uma das camadas elaboradas para criar uma complexidade na narrativa.</p>
<p>A construção de papel que Banderas e Kidman fazem em <em><strong>Babygirl</strong> </em>também fomenta a compreensão de que a imagem de perfeição de alguém ou uma família sempre vem atrelada com diversas verdades escondidas. Kidman segura todos os seus trejeitos costumeiros e traz algo diferente do que geralmente elabora. Os seus gestos são calculados, pois ela cria uma dicotomia entre a Rommy que sempre foi e a nova Rommy, que surge quando ela está com Samuel. Somente com ele, a voz dela vacila e o corpo se torna lânguido.</p>
<p>Assim, é notável a diferença e a mudança progressiva que o garoto tem na vida dela. Já Banderas, que geralmente convoca uma força bruta em sua atuação, com rompantes e um tônus utilizado para explosões, chega com suavidade em <em><strong>Babygirl</strong></em>. A leveza e a sensibilidade de Jacob também funcionam como um contraste para Samuel e para todos os desejos secretos de Rommy.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19006" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-5.png" alt="Babygirl" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O corpo de Antonio Banderas quase que desliza pela tela e as atuações dele e de Kidman são o ponto alto da obra. No entanto, é preciso salientar que a direção de Reijn também imprime qualidade para o longa-metragem. Ainda que a cineasta seja mais convencional na decupagem no que no restante de sua criação, alguns detalhes da encenação e da própria planificação são positivos. Os quadros são, em sua maioria, mais abertos.</p>
<p>Os objetos dispostos ao redor do elenco aparecem em maior ou menor quantidade a depender da situação colocada. Por exemplo, nos momentos de sexo entre Rommy e Samuel, o público tem contato, majoritariamente, com os dois. Em outros contextos, o ecrã é preenchido de objetos. A libertação versus o sufocamento de Rommy são inseridos na trama, através destes sinais dados pela equipe do longa. Desta forma, este trabalho é, em seu resultado geral, bem realizado.</p>
<p>Todavia, a obviedade e a ingenuidade da história em si estragam a complexidade presente em sua execução. Por isso, o maior incômodo em <em><strong>Babygirl </strong></em>é o seu roteiro. De fato, desde o início da projeção, o espectador não é enganado e isso é louvável. É perceptível de cara que este é mais um enredo sobre traição, envolvendo casais impossíveis (aqui, por ela, além de ser casada, ser chefe do rapaz). Ainda há a diferença de idade, que é ressaltada o tempo inteiro &#8211; não é um problema, porém é colocado como um por Rommy.</p>
<p>Os ímpetos juvenis de Samuel são bem esperados. O clássico do amante que vai visitar a família da amada está aqui! Há também o confronto do marido traído, a situação de vergonha após a descoberta do adultério e, claro, o sumiço de Samuel, que deixa de lembrança apenas a recordação da aventura vivida. É por esta razão que visualmente <em><strong>Babygirl </strong></em>interessa mais do que sua trama.</p>
<p>A visualidade é o que garante uma boa experiência durante a exibição, seja pela afinação do elenco &#8211; principalmente pelo trabalho de Kidman e Bandeira -, pelas ideias de Reijn e, claro, também há a concepção da equipe de arte, que conduz as relações de poder e de sentimento entre as personagens através das cores nos cenários, figurinos e maquiagem.</p>
<p>Algo que salta aos olhos neste sentido é o fato de Samuel está sempre ligado às temperaturas frias, Rommy entre o neutro e o quente e Jacob, obviamente, fica na paleta mais terrosa, com exceção de alguns momentos que ele oscila de comportamento. Assim, esta pode não ser a sessão mais empolgante do mundo, mas, em um sábado à noite, com uma pipoca quentinha, valerá a pena conferir.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Halina Reijn</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Nicole Kidman, Harris Dickinson, Antonio Banderas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/9XXoNB0lVGo?si=AfXlTO_DrWknlf4l" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Indiana Jones e a Relíquia do Destino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jun 2023 23:53:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Novas produções de estúdios como Walt Disney, Warner Brothers, Universal e Paramount têm destinado sua atenção para o sentimento de nostalgia. Essa é a palavra de ordem dos últimos anos nos principais longas-metragens que chegam aos cinemas. Quando o assunto é franquia, as grandes empresas hollywoodianas mergulham ainda mais fundo nesse mote e apostam suas fichas &#8211; de forma cega, algumas vezes &#8211; em produções nostálgicas. A decisão pode resultar em desastres financeiros, como vimos com a franquia Animais Fantásticos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Novas produções de estúdios como Walt Disney, Warner Brothers, Universal e Paramount têm destinado sua atenção para o sentimento de nostalgia. Essa é a palavra de ordem dos últimos anos nos principais longas-metragens que chegam aos cinemas. Quando o assunto é franquia, as grandes empresas hollywoodianas mergulham ainda mais fundo nesse mote e apostam suas fichas &#8211; de forma cega, algumas vezes &#8211; em produções nostálgicas. A decisão pode resultar em desastres financeiros, como vimos com a franquia <em>Animais Fantásticos (2016-2022)</em> ou no recente <em>Transformers: O Despertar das Feras (2023)</em> . No entanto, existem inúmeros casos que, mesmo sem qualidade, a bilheteria rende, o que faz com que a produção em massa continue, como a mirabolante franquia <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-10/"><em>Velozes e Furiosos</em></a>.</p>
<p>Existem, contudo, raras ocasiões nas quais a qualidade narrativa e de produção dialogam com o retorno financeiro. São os momentos em que o público ganha uma nova história para se orgulhar. Esse é o caso de <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em>. A nova história do arqueólogo mais querido do cinema supera os deslizes de seu antecessor e retoma a nostalgia das aventuras dos anos 1980 e 1990. O longa é capaz de gerar a experiência sensorial de uma boa aventura da Sessão da Tarde vista pela primeira vez. O quinto projeto estrelado por Indy é daqueles que vai mover legiões para as salas de cinema e arrepiar a todos quando a música tema começar a tocar. O filme estreia no Brasil nesta quinta-feira (29).</p>
<p>Recém aposentado da universidade e há anos sem se aventurar numa missão arqueológica, Indiana Jones (Harrison Ford) é retirado à força do seu descanso quando sua afilhada, Helena Shaw (Phoebe Waller-Bridge), busca ajuda. A nova empreitada é em volta de um artefato criado por Arquimedes cujos poderes são desconhecidos, mas possivelmente catastróficos. Ao embarcar na jornada, Indy se vê confrontado um inimigo do passado, o físico nazista Dr. Voller (Mads Mikkelsen). Na corrida para deter o plano nefasto do cientista, Helena e Jones precisam reconciliar sua relação na tentativa de desvendar as pistas milenares deixadas por Arquimedes.</p>
<p>Depois da desastrosa recepção do quarto capítulo da franquia, a postergação do deste último projeto e as recentes falhas do estúdio, descobrir que <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em> é um ponto fora da curva foi uma vitória para o público. Ainda que não tenha mesma delicadeza dos antecessores dirigidos por Steven Spielberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogador-no-1/"><em>Jogador Nº 1</em></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-fabelmans/"><em>Os Fabelmans</em></a>, de 2022) ou que não tenha o dedo de George Lucas no roteiro, o resultado surpreendentemente positivo vem como um grato presente aos fãs. A sacada que faz esse roteiro dar certo é o tom sóbrio, apesar da excitação com o retorno de Indy às telonas. Existe algo palpável no caminho que a vida do personagem tomou e esse é o maior mérito dos roteiristas Jez Butterworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-contra-spectre/"><em>007 Contra Spectre</em></a>, de 2015), John-Henry Butterworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs Ferrari</em></a>, de 2019), David Koepp (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-mumia/"><em>A Múmia</em></a>, de 2017) e James Mangold (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan/"><em>Logan</em></a>, de 2017).</p>



<figure id="attachment_16856" aria-describedby="caption-attachment-16856" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16856" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-750x500.jpg" alt="Indiana Jones e a Relíquia do Destino (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8.jpg 1280w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16856" class="wp-caption-text">Harrison Ford e Phoebe Waller-Bridge em cena de &#8216;Indiana Jones e a Relíquia do Destino&#8217; (2023)</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar da ausência de Lucas e Spielberg, Mangold conduz a história com cuidado de quem é fã. Existe um quê spielberguiano nas escolhas das sequências. Mesmo que essas escolhas não tenham sido inocentes e sim um cálculo de produção, o resultado narrativo de <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em> funciona. A construção da história é mais robusta e infinitamente mais interessante do que <em>Indiana Jones e a Caveira de Cristal (2008)</em>. Desta vez, a produção soube como amarrar o roteiro e dei conta do tempo de distância entre os filmes. Além disso, o longa ainda é capaz de usar o pano de fundo histórico ao seu favor, como fizeram nos três primeiros filmes da franquia. Tudo isso, com uma aventura que cativa o espectador e o anima durante suas 2h30 de duração.</p>
<p><em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em> corre poucos riscos, apesar do excesso de cenas com um CGI de qualidade duvidosa para rejuvenescer os personagens de Harrison Ford (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><i>Blade Runner 2049</i></a>, de 2017) e Mads Mikkelsen (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-segredos-de-dumbledore/"><em>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</em></a>, de 2022). Tirando esse feito sofrível, o restante da produção se sai bem. O retorno de John Williams na trilha, por exemplo, é um presente aos fãs. Da mesma forma que as performances &#8211; em especial do elenco já conhecido pelos fãs -, são o ponto alto da produção. A dinâmica entre Indy e Helena merece um olhar mais atento. A troca em cena entre Ford e Phoebe Waller-Bridge (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><em>007 – Sem Tempo Para Morrer</em></a>, de 2021) torna cada momento ainda mais interessante. Além da dupla, a participação do jovem Ethann Isidore também é uma grata surpresa. E, como já visto em outros projetos, a poderosa presença vilanesca de Mikkelsen é um show à parte.</p>
<p>É compreensível que o lado fã das pessoas questione a produção, mas isso deve mudar para  a maioria uma vez que elas sentem nas poltronas dos cinemas e vejam essa emocionante aventura. Não há nada de mais interessante do que a pura experiência de diversão durante uma sessão, em especial quando o assunto é filme de ação. <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em> é, portanto, um prato cheio para todos e todas que se permitirem apreciar essa história cuidadosa. Não é o melhor filme da franquia e nem o mais mirabolante, mas o longa cumpre a sua missão de limpar os erros do passado e focar no futuro &#8211; que é esse aguardado adeus.</p>
<p>Com a estreia do quinto e último capítulo da franquia, a verdadeira despedida de Harrison Ford de um dos principais papéis da sua carreira chegou ao seu momento conclusivo. Com uma produção digna de um adeus a uma das maiores narrativas de aventura do cinema mundial, <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino </strong></em>encerra o legado de Indy de forma triunfal e emocionante. A aposta na nostalgia foi efetiva dessa vez e o resultado será observado na bilheteria que deve vir batendo recordes. Além disso, a experiência de escutar a música tema nos cinemas uma última vez vai arrepiar o público. Se você ama a franquia ou quer curtir uma boa história com emoção, risadas e muita ação, o lançamento da semana é a escolha perfeita para você.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Mangold</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Harrison Ford, Phoebe Waller-Bridge, Antonio Banderas, John Rhys-Davies, Toby Jones, Boyd Holbrook, Ethann Isidore e Mads Mikkelsen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>

<iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/jBPJyOP3N5U?si=dMa9zppEP7Je8KYU" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-indiana-jones-e-a-reliquia-do-destino/">Crítica: Indiana Jones e a Relíquia do Destino</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Concorrência Oficial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 23:00:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Concorrência Oficial coloca em rota de colisão três personagens que estão imersos no processo da realização de um filme: a diretora Lola Cuevas, papel de Penélope Cruz, e os atores Félix Rivero e Iván Torres, vividos por Antonio Banderas e Oscar Martínez, respectivamente. Com sua sátira sobre o processo de realização de uma obra cinematográfica, os cineastas argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat querem desmistificar qualquer pré-concepção romântica sobre a criação nas artes, especificamente, no cinema, abordando sobretudo a disputa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Concorrência Oficial</strong> </em>coloca em rota de colisão três personagens que estão imersos no processo da realização de um filme: a diretora Lola Cuevas, papel de Penélope Cruz, e os atores Félix Rivero e Iván Torres, vividos por Antonio Banderas e Oscar Martínez, respectivamente. Com sua sátira sobre o processo de realização de uma obra cinematográfica, os cineastas argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat querem desmistificar qualquer pré-concepção romântica sobre a criação nas artes, especificamente, no cinema, abordando sobretudo a disputa de egos nos bastidores que conduzem a realização de um filme.</p>
<p>No longa, Cuevas é uma cineasta renomada cujo próximo projeto é financiado por um empresário que em dado momento da vida decide que seu legado não pode ficar restrito aos lucros da sua empresa. Ele decide investir no cinema e o start do mecenas é a adaptação de um romance cujos direitos acaba de adquirir. Lola Cuevas quer, no entanto, fazer uma obra arrojada e chama dois atores de linhas de trabalho completamente opostas para interpretar os personagens principais desta obra. O que se vê em <strong><em>Concorrência Oficial</em></strong> é todo o processo de ensaio e pré-produção da diretora e das suas duas estrelas.</p>
<p>Disposto a ultrapassar os limites no tom ácido do seu olhar para o próprio ofício, <strong><em>Concorrência Oficial</em> </strong>é centrado na disputa de forças entre os três artistas, a cineasta e seus atores. Lola Cuevas é uma diretora arrojada, a típica enfant terrible que no set propõe uma série de joguinhos com seus atores, demonstrando até um ar de deboche e de superioridade na sua relação com Félix e Iván. Iván é um ator compenetrado, apegado a métodos que se levam a sério demais, entendendo o star system como distrativo para a sua profissão, aparentemente um profissional completamente low profile. Já Félix é a estrela de cinema internacional apegada à própria imagem, optando por preguiça ou decisão artística por uma abordagem mais intuitiva na composição das suas personagens e ocupando-se nos bastidores da sua imagem pública em sua conta no Instagram. É uma mistura altamente inflamável, como podem perceber, e inspiradora para Cohn e Duprat.</p>
<p>A comédia choca o interesse dos seus distintos personagens. Em dado momento, Lola, Félix e Iván transformam o set em uma verdadeira arena de gladiadores. No empenho pela excelência artística e pelo controle criativo da obra, os três passam a medir forças em uma competição interna sobre quem é o mais talentoso, quem tem o melhor método&#8230; No final das contas, disputa-se quem tem o controle sobre os caminhos criativos daquela obra e, consequentemente, quem colherá os louros daquele trabalho.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15757" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/concorrenciaoficial777original-1656534307-competenciaoficialstar02_200720223432.jpg" alt="Concorrência Oficial" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/concorrenciaoficial777original-1656534307-competenciaoficialstar02_200720223432.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/concorrenciaoficial777original-1656534307-competenciaoficialstar02_200720223432-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/concorrenciaoficial777original-1656534307-competenciaoficialstar02_200720223432-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/concorrenciaoficial777original-1656534307-competenciaoficialstar02_200720223432-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A personagem de Penélope Cruz tem as ideias mais absurdas para tirar os protagonistas do seu filme dos eixos, o que proporciona a atriz momentos de descontração únicos em sua carreira. Raras vezes vemos Penélope se divertir tanto em uma produção como em <em><strong>Concorrência Oficial</strong></em>. A título de exemplo, em dado momento, a diretora interpretada por Cruz coloca seus atores debaixo de uma rocha presa por um guindaste de segurança nada confiável a fim de que eles extraiam o melhor de um diálogo dramático. Em outra circunstância, Lola tritura todos os prêmios dos atores enquanto eles assistem ao ato imobilizados por fitas adesivas na plateia. Segundo a cineasta, trata-se de um exercício sobre o ego.</p>
<p>É interessante perceber como <strong><em>Concorrência Oficial</em></strong> desenha a trajetória de suas personagens ao longo do filme. Nesse momento inicial, enquanto Cuevas demonstra excitação com a obra que está nascendo, Félix e Iván são tomados pela insegurança na procura pelo tom adequado para seus personagens. Em um segundo momento, quando o processo de realização da obra chega ao fim e ela é lançada em um festival de cinema, percebemos Lola Cuevas emocionalmente consumida pela disputa entre Félix e Iván, chegando à exaustão psicológica ao final do processo. O mesmo não pode ser dito sobre seus atores. No meio da disputa, um deles acaba se sobressaindo e demonstra estar intacto e extremamente dispostos a apresentar a &#8220;cria&#8221; (o filme) para o mundo. Esta construção de <em>Concorrência Oficia</em>l, figurativamente ou não, diz muito sobre a jornada da realização cinematográfica e o processo de consagração altamente personalizado em circuitos de festivais e temporadas de premiações, nos quais a percepção do trabalho coletivo, própria do audiovisual, se dilui diante da distinção individual.</p>
<p>Na maior parte das vezes, <strong><em>Concorrência Oficial</em></strong> sustenta muito bem a sua sátira &#8211; Adam McKay de Vice e Não olhe para cima teria muito o que aprender com Mariano Cohn e Gaston Duprat. É um filme autoconsciente, metalinguístico e ácido, mas consegue uma organicidade como narrativa, é desprendida do próprio ego dos seus cineastas e os seus personagens assumem personalidade própria, não parecem reféns do desejo dos seus diretores e roteiristas de quebrarem tabus. O longa ainda ganha bastante pela performance de Penélope Cruz, Antonio Banderas e Oscar Martínez.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Mariano Cohn, Gastón Duprat</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Penélope Cruz, Antonio Banderas, Oscar Martinez, Manolo Solo, Irene Escolar, Pilar Castro, José Luis Gómez</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/a6tX4rapcZA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Ator</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 17:09:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Oscar 2020 está cada dia mais próximo. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com todos os seus defeitos, é, indiscutivelmente, a maior premiação do cinema, o que faz sua chegada mexer ainda mais com o universo da sétima arte. Críticos, artistas, fãs de cinema e até as pessoas mais desconectadas com o universo param para questionar quem vai levar para casa cada uma das principais estatuetas. Por essa razão, a equipe do Coisa de Cinéfilo segue com suas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Oscar 2020 está cada dia mais próximo. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com todos os seus defeitos, é, indiscutivelmente, a maior premiação do cinema, o que faz sua chegada mexer ainda mais com o universo da sétima arte. Críticos, artistas, fãs de cinema e até as pessoas mais desconectadas com o universo param para questionar quem vai levar para casa cada uma das principais estatuetas. Por essa razão, a equipe do Coisa de Cinéfilo segue com suas apostas sobre essa aclamada cerimônia que acontecerá neste domingo (9).</p>
<p>Apesar de sua pompa, o Academy Awards guarda resquícios de imperdoáveis e contestáveis resultados. Anualmente existe uma categoria na qual o resultado gera um certo descontentamento entre público e crítica. Aqui vamos pensar sobre as atuações masculinas em papéis principais. E, com toda a incerteza do Oscar, questionaremos se, de fato, um ator como Joaquin Phoenix sairá invicto da temporada de premiações.</p>
<p>Apesar de Phoenix ser o favorito absoluto, é inevitável que algumas atuações sejam sentidas por não estarem na lista de indicados. Taron Egerton tem um desempenho primoroso interpretando Elton John em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rocketman/"><strong><em>Rocketman</em></strong></a>. Seu nome apareceu em outros prêmios, mas a Academia o deixou de fora dessa disputa. Outro ator esnobado pelo Oscar foi o veterano Christian Bale. O ator britânico esteve na disputa na maior parte da temporada de premiações por seu papel no esquecível <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em><strong>Ford vs. Ferrari</strong></em></a>. Mesmo com um filme questionável, Bale entrega um trabalho brilhante, digno de uma indicação no Academy Awards.</p>
<p>Por fim, Adam Sandler é um dos nomes de maior polêmico deste ano. O ator, conhecido por suas comédias besteirol, mostrou, mais uma vez, o seu poder cênico ao dar vida à personagem principal do longa-metragem <em>Joias Brutas</em>, dos irmãos Safdie. Sandler entrega uma performance completa e digna de atenção, a qual fez dele um dos indicados no Critics Choice Awards. Contudo, o estereótipo de ator de “filmes medíocres” segue Sandler e o priva de oportunidades de trabalho como essas. Este é um dos nomes que merecem futuras oportunidades e, quem sabe, as tendo, ele possa estar competindo e sendo homenageado por seu trabalho espetacular.</p>
<p>Agora, ao pensar o quadro de indicados, a lista do quinteto do Oscar 2020, na categoria “Melhor Ator”, é composta por Adam Driver, Jonathan Pryce, Antonio Banderas, Leonardo DiCaprio e Joaquin Phoenix. Ironicamente, dos cinco atores, apenas um deles já ganhou uma estatueta e, só três já haviam sido indicados no Oscar. Portanto, apesar das faltas, esse é um grupo interessante, onde todos os artistas tiveram desempenhos brilhantes em seus respectivos trabalhos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12417" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/adam-driver-marriage-story.jpg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Ator" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/adam-driver-marriage-story.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/adam-driver-marriage-story-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/adam-driver-marriage-story-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Adam Driver, por exemplo, é um dos atores que já havia sido indicado no Academy Awards. Ele é um dos casos de Hollywood que tem um crescimento exponencial invejável. As interpretações e papéis de Driver só melhoram com o tempo. Em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em><strong>História de um Casamento</strong></em></a>, Driver brilha. Sua consistência cênica é impecável, assim como a construção de sua personagem. Apesar disso, ele é um dos que está mais longe da corrida pelo ouro cinematográfico.</p>
<p>Na frente do Kylo Ren de Star Wars está Jonathan Pryce. O ator, mesmo com sua longa carreira, foi indicado pela primeira vez neste ano. Sua interpretação do Papa Francisco lhe rendeu aclamações mundiais e merecidas. O domínio da cena mostrado por Pryce é simples, porém preciso. O seu olhar fala a cada segundo do filme. Suas nuances muito bem exploradas só ajudaram a elevar a qualidade de <strong><em>Dois Papas</em></strong> &#8211; em especial nas cenas onde as crenças de Francisco e Bento XVI entrem em atrito. Ao lado de seu parceiro de cena, Jonathan Pryce deu uma aula de simplicidade em frente às câmeras. Ele faz o público lembrar que você não precisa de muito para expressar um turbilhão de emoções. Ainda assim, Pryce também longe de ser um dos favoritos.</p>
<p>Na caminhada rumo a uma possível disputa &#8211; e reviravolta na dinâmica das premiações -, Antonio Banderas, se mostra mais forte e capaz de parear com DiCaprio e Phoenix. Em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/"><em><strong>Dor e Glória</strong></em></a>, o ator espanhol supera qualquer trabalho anterior. O filme não seria nada sem a sensibilidade de Banderas. Ele consegue prender você desde o primeiro instante. Até por ser um filme esteticamente diferente do que se espera de Pedro Almodóvar, os olhares se volta de forma mais minuciosa para o desempenho cirúrgico de Antonio. A palavra que define sua performance nessa produção é maturidade. Existe uma aura que paira sobre essa personagem que só o tempo, talento e dedicação podem proporcionar. O espanhol mostrou,mais uma vez, a razão que faz Almodóvar fazer dele o seu ator-parceiro. Banderas é impecável e capaz de criar o que for.</p>
<p>Na disputa final temos um embate de gigantes e velhos conhecidos do público, de Hollywood e do Oscar. Dicaprio e Phoenix estão no topo dessa disputa por seus desempenhos singularmente belos. O astro hollywoodiano Leonardo DiCaprio tem uma longa trajetória tanto no cinema como no Academy Awards. Com uma vitória, ele chegou a sua sexta indicação pelo seu papel de Rick Dalton em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><strong><em>Era uma Vez em… Hollywood</em></strong></a>. DiCaprio construiu um dos personagens mais completos de sua carreira. Sua performance no nono filme de Quentin Tarantino é uma dádiva para os amantes do cinema e uma inspiração para seus colegas de profissão.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12419" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Era-Uma-Vez-em-Hollywood-752x440-1.jpg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Ator" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Era-Uma-Vez-em-Hollywood-752x440-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Era-Uma-Vez-em-Hollywood-752x440-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Era-Uma-Vez-em-Hollywood-752x440-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O texto ajudou absurdamente o ator a criar e estampar toda a emoção e o envolvimento necessário que a trama requisitava. Mas Leonardo foi além. Ele usa a metalinguagem, contida no subtexto de Rick Dalton, para inspirar. É bonito de ver DiCaprio dando vida as crises de profissionais e de meia idade de um ator consagrado de Hollywood. Essa brincadeira proporcionada pelo roteiro deu vida a uma das cenas mais sensíveis de Tarantino que marcam qualquer pessoa que assiste ao filme. E mesmo com DiCaprio não sendo o favorito para levar a estatueta para casa, seu desempenho merece ser louvado.</p>
<p>Agora chegamos a estrela dessa lista. Joaquin Phoenix é um ator de muita sensibilidade e poderio cênico. Desde seus primeiros trabalhos, ele sempre mostrou a sua capacidade de ir além. E o que Phoenix faz em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/"><em><strong>Coringa</strong></em> </a>é exatamente isso, ir ainda mais além. Ele transcende qualquer barreira do público, do filme e até mesmo do personagem e apresentou uma das performances mais lindas do cinema nos últimos anos. Um detalhe importante é o estigma que seu papel carrega desde o início. Ter a missão de interpretar uma das personagens mais famosas e aclamadas de um universo é uma tarefa difícil. Quando isso é alinhado à comparação imediata com o desempenho de um colega, as coisas se intensificam.</p>
<p>Heath Ledger deu vida ao Coringa em 2008. Sua brilhante atuação lhe rendeu um Oscar póstumo e uma marca na história da DC e do cinema. O trabalho de Phoenix não consistia em apenas criar a sua versão da personagem, mas mostrar que ele conseguia colocar a sua marca nessa persona tão cheia de estigmas e fazer um filme solo da personagem valer a pena. E o resultado disso é uma das experiências cinematográficas mais marcantes. Ter o privilégio de assistir Joaquin brincar com uma complexidade de estados mentais, tipos de características e emoções é único. Ele faz qualquer defeito no filme sumir porque sua atuação é o que resta na memória do público. A ininterrupta imagem de uma performance colossal.</p>
<p>Apesar da esmagadora possibilidade de vitória, a corrida pela estatueta Melhor Ator nunca está 100% garantida. A imprevisibilidade do Oscar é algo instigante e provocador. O que resta é esperar para ver quais surpresas a noite de 9 de fevereiro guarda<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a> Vejamos se Phoenix sairá invicto desta temporada de premiações ou se outro colega levará o prêmio para casa. Para saber dessas e mais apostas para o Oscar, fique ligado no Coisa de Cinéfilo!</p>
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		<title>Crítica: Dor e Glória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jun 2019 00:48:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O novo filme do diretor Pedro Almodóvar, Dor e Glória, estreia nesta quinta-feira, 13 de junho, e é um retrato da vida do melancólico do cineasta Salvador Mallo (Antonio Banderas). Por conta de um episódio trágico em sua vida, ele acaba revisitando momentos que determinaram seu presente e o moldaram na maneira de ser. Almodóvar sinalizou durante a produção do roteiro, que ele refletia muito a sua história e coisas que teria vivido no passado. O diretor fala sobre a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo filme do diretor Pedro Almodóvar, <em><strong>Dor e Glória</strong></em>, estreia nesta quinta-feira, 13 de junho, e é um retrato da vida do melancólico do cineasta Salvador Mallo (Antonio Banderas). Por conta de um episódio trágico em sua vida, ele acaba revisitando momentos que determinaram seu presente e o moldaram na maneira de ser.</p>
<p>Almodóvar sinalizou durante a produção do roteiro, que ele refletia muito a sua história e coisas que teria vivido no passado. O diretor fala sobre a homossexualidade, descoberta do amor precoce e o maduro, definição de propósito de vida, crises existenciais. Tudo isso pincelado com muita naturalidade em um roteiro que flui tão fácil quanto a própria vida cotidiana.</p>
<p>E esse é o ponto mais alto do longa. O perfil autobiográfico nos oferece elementos fortes das escolhas que levaram o diretor a ser quem é na atualidade. Ele aprofunda com muito cuidado a relação estreita com a mãe, Jacinta, vivida por Penélope Cruz, que desde a sua infância batalhou para que tivesse as melhores oportunidades possíveis. Esse relacionamento, inclusive, é o que determina momentos profundos de reflexão ao protagonista.</p>
<p>Além disso, temos a relação de Salvador com ele mesmo. E essa é a relação mais interessante da trama. A maneira como ele reage aos diversos elementos que são inseridos em sua narrativa e como isso molda a sua personalidade. São muitos detalhes que vão tecendo essa trama madura de Almodóvar.</p>
<p>A partir deste pontos, a trama vai se desdobrando na relação carnal e afetiva do protagonista. Ele mostra a homossexualidade com cuidado e como ela teria surgido. A descoberta da criança e o primeiro interesse que Salvador teria tido. Ainda assim, não se priva de ser honesto com a exposição da relação homossexual, sem oferecer rodeios.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10682" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Almodóvar pincela as cenas com memórias afetivas de seu passado. Cheiros, sabores, imagens e nuances. A lembranças que vão surgindo para o personagem, mesmo que de forma não-linear, é o que vai definindo o tom da trama. Associado a isso, uma produção visual que combina com a variações emocionais da personagem. Cores vivas do presente e do passado, em contraposição ao obscuro afetivo. É um trabalho cuidadoso não apenas na narrativa.</p>
<p>A medida que as camadas vão sendo expostas, as inquietações do protagonistas vão sendo sanadas e colocadas de uma nova perspectiva. O filme tem o cuidado real de trazer veracidade psicológica à evolução do personagem, o que torna ele ainda mais meticuloso no seu roteiro.</p>
<p>A força motriz por trás de tudo isso é a relação com a arte. A arte que inquieta o protagonista e o compele a sair de sua zona de conforto, imposta pela situação de saúde em que se encontra. Esse é o mote principal do roteiro. Ele faz com que a produção artística seja o maior motivador e transformador de Salvador.</p>
<p>Na atuação, Antonio Banderas definitivamente nos presenteia com uma das melhores atuações de sua carreira, o que rendeu o Prêmio de Interpretação Masculina no Festival de Cinema de Cannes deste ano. Penélope Cruz também está excelente no papel da mãe do protagonista.</p>
<p>Por fim, Almodóvar deixa em aberto o que seria ficção e o que seria realidade neste longa. <em><strong>Dor e Glória</strong></em> é uma obra contundente e forte, que leva o espectador a experienciar a trajetória realista, sofrida e, ao mesmo tempo, colorida de seu protagonista. Uma verdadeira conversa entre a dor e a glória, como a leitura de um diário íntimo de alguém. Certamente um filme que vale a pena a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pedro Almodóvar<br />
<strong>Elenco:</strong> Antonio Banderas, Asier Etxeandia, Leonardo Sbaraglia, Penélope Cruz, Julieta Serrano, Nora Navas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4IhyLHoSeLY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Cavaleiro de Copas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2016 14:46:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Banderas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Manter recorrências temáticas e abordagens técnicas, estéticas e narrativas em uma filmografia sempre foi encarado no cinema como indício de integridade artística, sobretudo quando nos voltamos para analisar a carreira de um diretor. Ao longo de toda a sua caminhada, o, até então, recluso realizador norte-americano Terrence Malick fora conhecido por inserir em seus filmes preocupações de cunho existencialista, talvez uma herança da sua própria formação como professor de Filosofia, colocando o homem em sua relação de conflito com a natureza e com sua própria função [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Manter recorrências temáticas e abordagens técnicas, estéticas e narrativas em uma filmografia sempre foi encarado no cinema como indício de integridade artística, sobretudo quando nos voltamos para analisar a carreira de um diretor. Ao longo de toda a sua caminhada, o, até então, recluso realizador norte-americano Terrence Malick fora conhecido por inserir em seus filmes preocupações de cunho existencialista, talvez uma herança da sua própria formação como professor de Filosofia, colocando o homem em sua relação de conflito com a natureza e com sua própria função na Terra. Malick gosta do universo interno das suas personagens, mas também os explora na perspectiva do que lhe é externo, suas indagações em meio aos espaços que os mesmos habitam. O diretor não é grande fã das narrativas, prefere realizar um espécie ensaio pictórico com <i>insights </i>esparsos que dão pistas sobre quem os seus protagonistas são, suas trajetórias, suas relações e suas principais indagações ao universo e a alguma entidade religiosa.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Estas marcas de autoria do diretor chegou ao seu ápice em <i>A Árvore da Vida</i>, de 2011, a obra que inegavelmente sintetiza o cinema de Malick. Não tem como ser mais definitivo sobre esta preocupação com a passagem do homem na Terra do que o filme protagonizado por Brad Pitt e Jessica Chastain. Assim já era hora de Malick testar ou se preocupar com outras questões ou mesmo reverberações das suas obsessões primárias. Contudo, de lá para cá, tudo que o diretor tem feito soa como um arremedo de <i>A Árvore da Vida</i>. Desse mal sofreu <i>Amor Pleno</i>, com Ben Affleck, e desse mal sofre <i>Cavaleiro de Copas</i>, protagonizado por Christian Bale, que chega ao conhecimento dos brasileiros graças a uma recente atualização no catálogo da Netflix. É como se, nesses filmes, o Malick tentasse emular o próprio Malick, gerando um filme que anda em círculos com obsessões do diretor que já vimos ser melhor exploradas em seus títulos anteriores.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6701" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/09/knight2.jpg" alt="&quot;Knight of Cups&quot;" width="610" height="348" /></p>
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<p><i>Cavaleiro de Copas</i> gira em torno da história de um roteirista de Hollywood (Bale) em meio aos questionamentos sobre os rumos da sua própria vida. Os apontamentos de Malick são banais e rasos: a percepção de que Hollywood é um ambiente de superficialidade, que os figurões da indústria estão mergulhados no vazio das suas vidas e que sujeitos com propósitos íntegros como o protagonista podem ser corrompidos uma vez que mergulham nesse sistema. Não há nada além disso, não há jornadas redentoras ou rumos trágicos para o personagem, tudo é angústia sem fim. Como é de praxe, o realizador desperdiça atores que qualquer diretor gostaria de ter em seu <i>cast</i> como Natalie Portman, Cate Blanchett e Antonio Banderas, todos com cerca de 10 minutos em cena, se não estou sendo generoso na contagem.</p>
<p>O que Malick faz mesmo em <i>Cavaleiro de Copas</i> é acompanhar Christian Bale em suas aventuras amorosas, reflexo da sua busca incessante pelo amor pleno, calado e moribundo contemplando paisagens e clamando por respostas do &#8220;pai&#8221; ou da &#8220;mãe natureza&#8221;.  Talvez esteja na hora dos próprios produtores situarem Terrence Malick de que nem sempre um diretor renomado pode usar como escudo suas repetições sob a alegação de ser <i>avant garde</i>, sobretudo quando o que se extrai dessas reiterações de linguagem não acrescentam em nada ao catálogo do realizador e, consequentemente, ao seu público cativo. Não dá mais para engolir. Muda o disco, Malick!</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/lQcBp-l5ejk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Dramas The 33 e Spotlight têm seus trailers divulgados!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2015 20:43:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dois aguardados títulos do segundo semestre de 2015 tiveram seus trailers divulgados. O drama sobre os 33 mineiros chilenos soterrados por 69 dias em 2011, The 33, protagonizado por Antonio Banderas, Juliette Binoche e Rodrigo Santoro, e o suspense Spotlight sobre jornalistas de Boston envolvidos em uma investigação sobre padres pedófilos. The 33 tem direção de Patricia Riggen (de Sob a mesma lua) e tem como enfoque os dramas pessoais das famílias envolvidas no fato. Banderas interpreta o líder dos mineiros, enquanto Santoro vive [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/maxresdefault2.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3217" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/maxresdefault2-620x371.jpg" alt="maxresdefault" width="620" height="371" /></a></p>
<p>Dois aguardados títulos do segundo semestre de 2015 tiveram seus trailers divulgados. O drama sobre os 33 mineiros chilenos soterrados por 69 dias em 2011, <em>The 33</em>, protagonizado por Antonio Banderas, Juliette Binoche e Rodrigo Santoro, e o suspense <em>Spotlight</em> sobre jornalistas de Boston envolvidos em uma investigação sobre padres pedófilos.</p>
<p><em><strong>The 33</strong> </em>tem direção de Patricia Riggen (de <em>Sob a mesma lua</em>) e tem como enfoque os dramas pessoais das famílias envolvidas no fato. Banderas interpreta o líder dos mineiros, enquanto Santoro vive um homem que ficou responsável pelo resgate do grupo.</p>
<p>O filme tem estreia prevista para o dia 13 de novembro nos EUA e ainda não tem data de lançamento no Brasil.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/hOoIBOYqHyw" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spotlight1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3218" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spotlight1-620x349.jpg" alt="spotlight" width="620" height="349" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já <strong><em>Spotlight</em>,</strong> que como <a href="http://coisadecinefilo.com.br/festival-de-toronto-anuncia-sua-selecao-de-filmes/">anunciamos ontem faz parte da seleção oficial do Festival de Toronto</a>, traz um grande elenco encabeçado pelos indicados ao Oscar Michael Keaton e Mark Ruffalo e pela atriz Rachel McAdams. Os três interpretarão jornalistas do Boston Globe. Antes de ser exibido em Toronto, o filme passará pelo Festival de Veneza.</p>
<p>O longa estreia no dia 06 de novembro nos EUA, sem previsão de lançamento no Brasil também. A direção é de Tom McCarthy, o mesmo do independente <em>O Visitante</em>.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EwdCIpbTN5g" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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