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	<title>Arquivos Anne Hathaway - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Anne Hathaway - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Diabo Veste Prada 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:32:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pisar num terreno que fez tanto sucesso no passado não é fácil. A decisão de voltar com esse filme 20 anos depois do marco icônico que foi o primeiro longa foi uma escolha corajosa, para dizer o mínimo. Mas afinal, tinha como O Diabo Veste Prada 2 dar errado mesmo trazendo todo o elenco principal original? Até tinha como ficar ruim, mas já adianto que isso não aconteceu. O filme é, sim, muito divertido e cheio de escolhas acertadas. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pisar num terreno que fez tanto sucesso no passado não é fácil. A decisão de voltar com esse filme 20 anos depois do marco icônico que foi o primeiro longa foi uma escolha corajosa, para dizer o mínimo. Mas afinal, tinha como<strong><em> O Diabo Veste Prada 2</em></strong> dar errado mesmo trazendo todo o elenco principal original?</p>
<p>Até tinha como ficar ruim, mas já adianto que isso não aconteceu. O filme é, sim, muito divertido e cheio de escolhas acertadas. O que é um grande bálsamo para os fãs mais fervorosos, como essa jornalista que aqui escreve. Andy Sachs (Anne Hathaway) passou anos vivendo o seu sonho de escrever histórias relevantes, política, economia, sociedade. Ela é uma jornalista renomada e reconhecida pelo seu trabalho investigativo. Mas nem isso a consegue blindar do trator que é o capitalismo e a necessidade constante de “cortar os custos”.</p>
<p>Os tempos são outros e essa nova realidade de inteligência artificial, produções online e rapidez líquida fez com que o jornalismo de verdade, aquele que tem tempo de pesquisar, entrevistar, fosse colocado em segundo plano. São tempos incertos. Inclusive para Miranda Priestly (Meryl Streep), que do outro lado da moeda, sofre as consequências do trabalho mal feito de sua equipe jornalística, o que pode levar ao seu declínio do topo da Runway (que a essa altura já se tornou uma revista muito mais on-line).</p>
<p>Em meio a essas nuances de cada personagem, o reencontro acontece através da necessidade de ambas. Cada uma de uma ponta, convergindo com o mesmo propósito.</p>
<p>É curioso perceber como mesmo depois de tantos anos, Andy ainda fica nervosa e insegura ao lado de Miranda. É como se ela ativasse aquela jornalista recém formada lá do começo, que tinha que se provar o tempo todo. Ela precisa ser constantemente lembrada que ela ocupa, hoje, um outro espaço e uma outra posição.</p>
<p>Já Miranda segue com a sua personalidade altiva, mas sendo convocada o tempo todo a acessar momentos de mais humanidade. Ela entende (ou é forcada a entender) que o topo é solitário, mas não precisa necessariamente ser. Que por mais que ela esteja sempre jogando com as peças deste quebra-cabeça que é comandar uma revista que dita a moda do mundo todo, o tabuleiro pode contar com outros jogadores.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20638" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png" alt="O Diabo Veste Prada 2" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Minha preocupação com o trailer, onde achei as personagens muito caricatas, por sorte não se confirmou. O roteiro não foi para o caminho de exploração até a última gota de quem é Miranda Priestly e sua indiferença com o próximo. E claro que Meryl Streep faz toda a diferença neste quesito, mas acredito que podemos colocar o resultado nas costas do diretor David Frankel, responsável também pelo primeiro longa.</p>
<p>Aqui em<em><strong> O Diabo Veste Prada 2</strong> </em>a rivalidade feminina é substituída por uma parceria construída de maneira muito natural. As personagens entendem que precisam convergir no mesmo propósito, já que o “universo” (leia-se aqui “capitalismo masculino”) não está disposto a isso.</p>
<p>Mesmo assim, ainda temos a rivalidade feminina apresentada, mas muito mais como um resquício de vingança ou uma necessidade de se provar suficiente pelo passado que viveu ali naquele espaço. Fico triste apenas que o roteiro quis redimir essa personagem no final, completamente sem necessidade. Era melhor ter assumido o seu lado vingativo e seguido com isso.</p>
<p>Para a dupla principal, vemos outras facetas de suas personalidades. Existe uma profundidade maior das personagens, uma exploração mais detalhada de quem cada uma é.</p>
<p>É uma mudança que eu achei legal foi Miranda estar num casamento bacana e amoroso, com um cara que entende a sua posição, enquanto Andy está solteira, mas sem a necessidade de busca pelo masculino. Ela está bem, feliz, completa, sem aquele ar de demanda de relacionamento, mas também sem a sombra da solidão. Isso vai de encontro com o machismo habitual de alguns roteiros, o que é ótimo!</p>
<p>O filme também é um grande serviço para os fãs do primeiro. Ele bebe da mesma fonte, traz milhares de referências claras (e outras sutis), mas sem deixar de lado uma personalidade muito própria. <em><strong>O Diabo Veste Prada 2</strong> </em>é uma grata surpresa em uma época que as continuações tardias são tão rasas e sem propósito. O longa entrega excelentes atuações, uma história legal, nostalgia, looks incríveis e uma leveza necessária. Vale muito a pena!</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Frankel</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Aline Brosh McKenna</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Kenneth Branagh, Lucy Liu, Simone Ashley, Justin Theroux</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/r3_gZDsy1iQ?si=4JfTUyL0iCtK7tJB" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Uma Ideia de Você</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2024 15:55:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma Ideia de Você era, sim, um dos filmes de romance mais aguardados do ano, especialmente por ser baseado no livro homônimo de sucesso que vendeu milhares de cópias. O enredo narra a história de Solène (Anne Hathaway, Instinto Materno), uma mãe solo que está prestes a completar 40 anos e quer aproveitar uma viagem da filha para poder se desligar do mundo e focar em si. No entanto, seus planos são frustrados quando o ex-marido diz que não poderá [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Uma Ideia de Você</strong></em> era, sim, um dos filmes de romance mais aguardados do ano, especialmente por ser baseado no livro homônimo de sucesso que vendeu milhares de cópias. O enredo narra a história de Solène (Anne Hathaway, <em>Instinto Materno</em>), uma mãe solo que está prestes a completar 40 anos e quer aproveitar uma viagem da filha para poder se desligar do mundo e focar em si. No entanto, seus planos são frustrados quando o ex-marido diz que não poderá acompanhar a garota na viagem a um festival de música, fazendo com que Sol tenha que mudar completamente a rota.</p>
<p>Aqui não é exatamente uma comédia romântica, pois o tom de humor não transita na maior parte do longa. Temos um romance dramático que propõe, sim, uma leveza, mas que traz emoções bem intensas para seus espectadores. Ver Hathaway no papel de uma mãe é curioso, pois estamos acostumados a tê-la sempre em personagens mais descontraídos e com menos responsabilidades. Mas é justamente esse tom que traz uma perfeição nata à protagonista, que não imagino ser interpretada por qualquer outra atriz.</p>
<p>Solène é muito jovem para ter uma filha de 16 anos e isso fica muito notório quando as pessoas as confundem com irmãs. As responsabilidades maternais logo cedo fizeram com que ela tivesse que pular algumas etapas da vida, o que trouxe uma certa curiosidade e descrença para ela. Não existe confiança em se entregar para o inesperado, pois isso nunca deu certo anteriormente. Mas é justamente isso que a vida lhe convoca.</p>
<p>No festival de música que foi acompanhar a filha, ela acaba conhecendo o cantor principal da noite em uma situação bem inusitada no banheiro. O encantamento e conexão entre ambos é notado logo na primeira cena, como se houvesse um encontro há muito tempo prometido. E temos que atribuir isso 100% à sintonia perfeita entre Anne e Nicholas Galitzine (<em>Vermelho, Branco e Sangue Azul</em>). Eles conseguem transmitir todas as emoções de seus personagens com muita facilidade. É quase palpável.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18058" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image.png" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O estranhamento em Hayes (Nicholas) de encontrar uma desconhecida no seu trailer, ao mesmo tempo que seu olhar revela um deslumbre. É como se ele tivesse sido acertado com força (o que emocionalmente é o que acontece mesmo). Ao longo de <strong><em>Uma Ideia de Você</em></strong>, esses laços vão se afinando e se tornando ainda mais estreitados. É muito fácil se envolver pelo casal, que tem uma dinâmica única. Aliás, Hathaway consegue nos fazer flutuar em todos os sentimentos de sua personagem de maneira milimétrica, tornando a experiência ainda mais incrível.</p>
<p>À medida que a história avança, vemos as dificuldades no desenrolar óbvio dos fatos. Uma jovem mãe de 40 anos se envolvendo com o cantor de uma boy band, de 24 anos e crush de maioria das adolescentes. Toda a improbabilidade do casal só nos faz ficar ainda mais envolvido e curioso com o desfecho que eles vão ter.</p>
<p>O filme toca, em dado momento, em questões importantes como a percepção que a sociedade tem da mulher que se relaciona com um homem mais novo, especialmente quando ela é mãe. O medo do julgamento é sensível em muitos momentos, ainda que Solène faça a escolha de seguir o seu coração em algumas partes. E isso mostra o quanto que a mulher perde, ao longo da vida, em emoções a serem vividas por conta das percepções que a sociedade julga serem importantes.</p>
<p>Além disso, vejo que Uma Ideia de Você acaba nos levando a uma reflexão sobre o amor em si e suas diversas formas de apresentação. E se um grande amor surgir, mas for 16 anos mais novo? E se o amor bater à porta em momentos de vida completamente diferentes? O filme traz esse ponto central e adota uma postura interessante sobre o que precisa ser feito, em muitos momentos.</p>
<p><strong><em>Uma Ideia de Você</em></strong> aprofunda com cuidado a relação amorosa intensa de um casal improvável. O mergulho que damos nas emoções é igualmente intenso, nos fazendo sentir lado a lado a química que transborda na tela. E a finalização muito me agradou, já que não foi para o lugar comum preconceituoso e esperado em muitas películas que tratam da relação de mulheres mais velhas. É um romance que fica com a gente quando acaba a exibição, nos fazendo querer reassistir com muita brevidade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Showalter</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Anne Hathaway, Nicholas Galitzine, Ella Rubin, Annie Mumolo, Reid Scott, Perry Mattfeld</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ZeIGZdfmBhg?si=t-lVQdQUx-x6Yu25" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Armageddon Time</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2022 20:01:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para James Gray, Armageddon Time é seu filme mais pessoal. Adaptando as memórias do diretor em uma infância dos anos 1980, Gray conta a história de Paul Graff, o filho caçula de uma família de imigrantes judeus de Nova York. Paul acaba se aproximando de um colega de turma chamado Johnny, um menino negro que sofre racismo na escola. Quando Paul recebe uma advertência do diretor do colégio, ele é mandado por seus pais para a mesma escola privada do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para James Gray,<strong><em> Armageddon Time</em></strong> é seu filme mais pessoal. Adaptando as memórias do diretor em uma infância dos anos 1980, Gray conta a história de Paul Graff, o filho caçula de uma família de imigrantes judeus de Nova York. Paul acaba se aproximando de um colega de turma chamado Johnny, um menino negro que sofre racismo na escola. Quando Paul recebe uma advertência do diretor do colégio, ele é mandado por seus pais para a mesma escola privada do seu irmão mais velho, um ambiente mais rigoroso, afastando-se da companhia do amigo. A infância dos dois será marcada pela iminência do governo do republicano Ronald Reagan, que durou quase uma década (1981-1988).</p>
<p>Para entender <em><strong>Armageddon Time</strong></em> é importante compreender um pouco o seu contexto histórico. O governo Reagan ficou conhecido por sua política extremamente conservadora, marcada sobretudo pela redução de gastos com programas sociais, aumento da desigualdade entre as classes, alto investimento no exército e luta contra o comunismo no mundo. Para um país recém-saído da década de 1970 e do governo do democrata Jimmy Carter foi um baque e tanto, especialmente para a geração de imigrantes europeus que ainda assimilavam os espólios da guerra, como o avô de Paul interpretado por Anthony Hopkins, e uma outra mais jovem que vivia sob a frustração da não realização do &#8220;sonho americano&#8221;, especificamente, os pais do protagonista vividos por Anne Hathaway e Jeremy Strong.</p>
<p><strong><em>Armageddon Time</em></strong> tem qualidades natas dos primeiros trabalhos de James Gray, a economia de recursos visuais e narrativos e a profunda humanidade das suas histórias. Em tese, o filme tem um enredo simples sobre ritos de passagem, mas, aos poucos, vai revelando outras camadas. Gray trabalha de maneira sutil e efetiva com o contexto histórico de <em>Armageddon Time</em>, fazendo com que a trajetória dos seus personagens gradativamente &#8220;conversem&#8221; com a chegada do conservador Ronald Reagan na presidência dos EUA. É interessante sobretudo como o longa cria para o protagonista conflitos éticos que o fazem se perceber como parte de uma &#8220;minoria social&#8221; e a emergência da consciência dessa identidade como fonte de força para superar contextos mais duros como os que virão. E o diretor faz tudo isso sem muito alarde, redundância dramática, é tudo sempre tão elegante, sensível, orgânico, como em seus melhores filmes (Amantes, por exemplo).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16129" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4370177.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Armageddon Time" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4370177.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4370177.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4370177.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4370177.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>Armageddon Time</em> </strong>também conta com ótimos atores. O garoto Banks Repeta que dá vida ao protagonista Paul tem uma maturidade cênica impressionante. Anne Hathaway e Jeremy Strong estão excelentes como os pais do protagonista. Com a chegada da adolescência de Paul e as expectativas que ambos nutrem sobre o futuro do garoto (que ao menos sua geração tenha mais sucesso do que a deles), Esther (Hathaway) e Irving (Strong) às vezes perdem as estribeiras, erram na condução da educação do menino, mas fazem tudo acreditando acertar. É muito honesto e crível esse olhar de James Gray para os pais. O diretor vai na contramão daquela visão idílica de maternidade ou paternidade. Ao mesmo tempo, com anos nas constas, o avô Aaron Rabinowitz parece ter os conselhos mais lúcidos da família e Anthony Hopkins traz muita doçura para esse personagem.</p>
<p>Afastando-se das epopeias que representaram seus últimos longas, Z: A Cidade Perdida e Ad Astra, James Gray procura na sua infância um relato mais intimista. <em><strong>Armageddon Time</strong> </em>quer abordar o despertar para questões que acenam para a vida adulta, mas também conta a história de um país e do mundo, o exato momento em que três gerações entram em confronto com suas expectativas sobre a vida, avaliam sua caminhada até aqui e elaboram o que podem fazer a seguir. James Gray faz um filme tocante, com um elenco afiado, marcado pela sua habitual maestria e elegância como diretor e roteirista.</p>
<p>Aparentemente, perde um pouco da sua universalidade ao contar uma história particularmente estadunidense, com elementos de contexto que, talvez, somente eles possam entender instantaneamente. Todavia, ao compreendermos todo esse background sutilmente sugerido pelo realizador ao longo da história, <em><strong>Armageddon Time</strong></em> adquire empatia e demonstra dedicação a questões identificáveis sobre conhecer-se, não reproduzir os erros do passado e manter-se fiel a sua identidade e princípios em contextos políticos não tão humanos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Gray</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Anne Hathaway, Jeremy Strong, Banks Repeta, Jaylin Webb, Anthony Hopkins, Ryan Sell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/aawoA1o7jLY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Confinamento (HBO Max)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Jul 2021 13:24:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Partindo da identificação do espectador com a vivência das personagens durante o isolamento social, causado pela necessidade de se proteger do Coronavírus, Confinamento é mais do que um filme sobre pandemia. Com uma mescla de subgêneros, a produção conduz o espectador sabiamente por um caminho, inicialmente, esperado até a sua surpreendente reviravolta, mas sem perder a base de sua narrativa. Neste jogo entre explorar a relação do casal principal, Linda (Anne Hathaway, Convenção das Bruxas) e Paxton (Chiwetel Ejiofor, The [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Partindo da identificação do espectador com a vivência das personagens durante o isolamento social, causado pela necessidade de se proteger do Coronavírus, <strong><em>Confinamento</em> </strong>é mais do que um filme sobre pandemia. Com uma mescla de subgêneros, a produção conduz o espectador sabiamente por um caminho, inicialmente, esperado até a sua surpreendente reviravolta, mas sem perder a base de sua narrativa. Neste jogo entre explorar a relação do casal principal, Linda (Anne Hathaway, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-convencao-das-bruxas/"><em>Convenção das Bruxas</em></a>) e Paxton (Chiwetel Ejiofor, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-old-guard-netflix/"><em>The Old Guard</em></a>), as angústias em relação ao vírus e os conflitos de um casamento finalizado, são construídas camadas mais profundas, a partir de cada uma dessas premissas.</p>
<p>Entre os embates de Linda e Paxton é possível conhecer mais sobre eles. Através de seus desabafos, em diálogos, majoritariamente, sucintos, quem assiste consegue mergulhar e compreender as aflições, necessidades e razões das personagens. A direção de arte, o figurino e a<em> mise-en-scène</em> fomentam esta perspectiva sobre a dupla. Alguns exemplos ilustram esta sensação que a obra passa: a decoração da casa, seja no quarto e no escritório de Linda que possuem cores mais neutras e suaves, enquanto no de Paxton os tons são mais fechados ou nas vestes e penteados de Linda que vão, lentamente, ficando mais despojados, revelando uma certa transformação dela. Ao mesmo tempo, Paxton vai ganhando confiança e restabelecendo a sua personalidade e detalhes aparecem em suas roupas também, como sua jaqueta de motoqueiro.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14275" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Locked-Down-critica-filme-HBO-Max.jpg" alt="Confinamento" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Locked-Down-critica-filme-HBO-Max.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Locked-Down-critica-filme-HBO-Max-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Locked-Down-critica-filme-HBO-Max-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Locked-Down-critica-filme-HBO-Max-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Nestas mudanças, provocadas pelas reflexões vindas da obrigatoriedade de ficar na residência, os dois parecem se reencontrar, tanto como indivíduos quanto como casal. A partir desta jornada progressiva, na qual se vê nitidamente os processos de questionamentos e modificações de perspectivas de Linda e Paxton, a produção é corajosa ao inserir dinâmicas de múltiplos gêneros dentro do enredo. Há um peso da jornada das personagens, mas, mesclado a isso, existe um humor ácido que preenche a trama. Punchlines e a seleção das músicas incidentais transmitem também as oscilações de humor de Linda e Paxton, seus distanciamentos e aproximações. Além disso, em um <em>plot twist</em>, é instalada uma atmosfera de longa-metragem de crime.</p>
<p>Quando surge a oportunidade de realizar um roubo, a dinâmica da velocidade das ações é modificada. A montagem oferece mais cortes e a direção traz mais movimentações de câmera. Assim, a inércia e as problemáticas internas que ocorrem dentro de casa, em um confinamento, são substituídas por sequências com uma adrenalina, que é instaurada repentinamente, porém que funciona, pois a quebra da lógica moral vai sendo derrubada no próprios embates entre Linda e Paxton. É a partir daí que eles parecem a encontrar um objetivo em comum e afinar os próprios sentimentos desorganizados internamente. Quando o par passa a expor a ultrapassagem dos supostos limites éticos impostos pela sociedade é que eles conseguem recordar quem são e o amor que têm um pelo o outro.</p>
<p>Desta maneira, <strong><em>Confinamento </em></strong>apresenta um resultado equilibrado e ousado, por saber convocar os momentos internos e íntimos, mas jogar também com o cômico e o absurdo. No contexto atual em que o mundo vive, cheio de conflitos políticos e uma crise sanitária grave, a extrapolação da realidade, através de um cenário, aparentemente, tão comum e relacionável, faz com que a projeção valha cada minuto.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Doug Liman</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Chiwetel Ejiofor, Anne Hathaway, Bem Kingsley, Ben Stiller, Jazmyn Simon, Dule Hill, Mark Gatiss, Lucy Boynton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Xb9z2zGQaSk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-confinamento-hbo-max/">Crítica: Confinamento (HBO Max)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Convenção das Bruxas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2020 22:30:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Trinta anos depois do longa original de 1990, Convenção das Bruxas chega aos cinemas com um elenco de peso e a promessa de reavivar a história que conquistou e assustou a todos naquela época. Elementos como a tecnologia no emprego da maquiagem foram colocados como principais artifícios para tornar essa obra diferenciada e talvez ainda melhor que a primeira. Mas será que o resultado foi isso tudo? O enredo traz um garotinho que perdeu os pais num acidente de carro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Trinta anos depois do longa original de 1990, <em><strong>Convenção das Bruxas</strong></em> chega aos cinemas com um elenco de peso e a promessa de reavivar a história que conquistou e assustou a todos naquela época. Elementos como a tecnologia no emprego da maquiagem foram colocados como principais artifícios para tornar essa obra diferenciada e talvez ainda melhor que a primeira. Mas será que o resultado foi isso tudo?</p>
<p>O enredo traz um garotinho que perdeu os pais num acidente de carro e precisou ir morar com a avó. Rapidamente ele descobre a existência de bruxas que odeiam crianças e querem transformá-las em animais. Quando foge junto com sua avó para se esconder em um hotel, eles acabam dando de cara com uma convenção de bruxas, cujo objetivo é transformar todas as crianças em ratos, para depois exterminá-los.</p>
<p>Este longa segue a mesma história de 1990, com o mesmo modelo estrutural. O que traz um diferencial muito importante é a questão da tecnologia inserida. Se na obra original o apreço pela maquiagem foi uma exigência alcançada com sucesso, neste <strong><em>Convenção das Bruxas</em></strong> os efeitos especiais tomaram conta da tela e fizeram o excelente papel de transformar a experiência com as bruxas. Isso porque, sim, elas são aterrorizantes, assim como se propunha Anjelica Huston (<em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/">John Wick 3 &#8211; Parabellum</a></em>).</p>
<p>Anne Hathaway (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-trapaceiras/"><em>As Trapaceiras</em></a>) assume o papel da bruxa rainha e o faz com maestria. Ela domina todos os trejeitos da personagens, agonias, inseguranças e maldade. A todo momento em que surge, rouba a cena para si. A não ser quando divide a tela com Octavia Spencer (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ma/"><em>Ma</em></a>), que por sua vez faz o papel da avó do garotinho e também garante uma atuação incrível. Aliás, a dinâmica de elenco é muito boa e é o que melhor sustenta a trama.</p>
<p>Hathaway teve o ingrato papel de assumir a cadeira de Huston e isso não era algo exatamente fácil, já que esta última fez um trabalho marcante. Ainda assim, Anne consegue superar e apresentar um bruxa completamente maligna e sem escrúpulos. Sádica, ela é majestosa em qualquer lugar que adentra, fazendo com que todos realizam suas vontades.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13498" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Convenção das Bruxas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Senti falta, no entanto, em parceiros da maldade, por assim dizer. A personagem de Hathaway funciona praticamente sozinha, sem um auxiliar em termos de narrativa. Isso tira um pouco da força da vilania como um todo, deixando uma dualidade muito unificada entre vários personagens do bem contra apenas um do mal.</p>
<p>Além disso, falta explorar um pouco mais os sustos. Trata-se de um filme infantil e temos que ter isso em mente, mas ainda assim, a questão do mistérios das bruxas fica um pouco superficial em alguns momentos, tornando este longa menos assustador que o de 1990.</p>
<p>Um detalhe bastante interessante é umas alfinetadas que temos ao longo do filme na questão racial dos protagonistas e como eles se inserem em contextos sociais que não são originalmente deles. É um elemento explorado na medida certa para que os adultos percebam.</p>
<p>Este <em><strong>Convenção das Bruxas</strong></em> faz excelente uso dos artifícios que possui atualmente, se sustentando como uma obra independente e ótima adaptação do livro de homônimo de Roald Dahl. Embora o comparativo com o filme de 1990 seja inevitável (e diria que ele ainda supera em qualidade do produto final), isso não significa que o resultado não seja satisfatório, especialmente para as crianças de hoje em dia que ainda não foram inseridas neste universo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robert Zemeckis<br />
<strong>Elenco:</strong> Anne Hathaway, Octavia Spencer, Stanley Tucci, Kristin Chenoweth, Chris Rock, Jahzir Bruno, Codie-Lei Eastick, Brian Bovell, Charles Edwards, Eugenia Caruso</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8TQLGcnJ3mc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: O Estagiário (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 14:28:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tem filmes que servem como um acalento na alma. E o fato é que, neste período de isolamento social, eles se fazem ainda mais necessários. O Estagiário (ou O Senhor Estagiário, como era chamado antes de ir parar no catálogo da Netflix) é exatamente este tipo de filme. Pincelando diversas temáticas, o mote principal é falar sobre a atividade na vida de uma pessoa idosa, especialmente depois que ela passa pela aposentadoria. A discussão da temática é muito necessária, especialmente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem filmes que servem como um acalento na alma. E o fato é que, neste período de isolamento social, eles se fazem ainda mais necessários. <em><strong>O Estagiário</strong></em> (ou <em>O Senhor Estagiário</em>, como era chamado antes de ir parar no catálogo da <em>Netflix</em>) é exatamente este tipo de filme. Pincelando diversas temáticas, o mote principal é falar sobre a atividade na vida de uma pessoa idosa, especialmente depois que ela passa pela aposentadoria.</p>
<p>A discussão da temática é muito necessária, especialmente quando paramos para pensar que a terceira idade mudou muito nos últimos anos. Os idosos estão mais ativos, conectados, dispostos. Não são mais aquele estereótipo antigo de senhorinhas sentadas na cadeira de balanço costurando e contando história para os netinhos. <em><strong>O Estagiário</strong></em> pega justamente neste ponto. Ben Whittaker (Robert De Niro, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Irlandês</em></a>) tem 70 anos, viúvo e aposentado. Ele sente que o tempo está sobrando, já que não tem mais uma rotina diária obrigatória. Decide, então, se inscrever num projeto de estágios para idosos.</p>
<p>Quando Ben é contratado, é designado a trabalhar com Jules Ostin (Anne Hathaway, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-trapaceiras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>As Trapaceiras</em></a>), criadora de um bem-sucedido site de venda de roupas. Ela é hiperativa, ocupada ao extremo e parece não ter tempo para olhar os detalhes ao seu redor. Rapidamente perde a paciência com o ritmo de Ben, pedindo para que ele seja removido de seu setor. O que a empresária não poderia esperar é que o estagiário fora do parão acabaria conquistando os funcionários e se tornando popular na empresa.</p>
<p>Como disse, o filme trata de várias temáticas, especialmente relacionadas ao idoso. A questão do sexo na terceira idade é discutida com muito cuidado e assertividade, assim como a vaidade. As limitações da idade são apresentadas sem rodeios, mostrando que, apesar de existirem, não precisam definir o indivíduo. Além disso, <em><strong>O Estagiário</strong></em> escancara o preconceito que idosos sofrem para adentrar ou permanecer no mercado de trabalho.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12867" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/maxresdefault.jpg" alt="O Estagiário" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/maxresdefault.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/maxresdefault-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/maxresdefault-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ben faz uma verdadeira revolução na vida de Jules, já que eles são o contraponto um do outro. Ele clama pela vivacidade de Jules, enquanto ela precisa apertar no freio e sentir um pouco mais a própria vida. A história mostra, por exemplo, que a diretora escolhe ser <em>workaholic</em> para não precisar lidar com seus problemas pessoais. Assim como ele tem dificuldade de superar o luto pela perda da esposa.</p>
<p>O conflito de gerações nos conduz a uma narrativa leve e sem rodeios, esmiuçando os personagens e fazendo com que o espectador crie rápida empatia por suas histórias. O filme se engrandece em determinadas cenas, como naquela do hotel em que eles discutem a dificuldade da personagem de Jules em conciliar todos os papéis que lhes foram impostos na vida. Ela se despe da carapuça de autoritária e mostra a fragilidade do ser mais íntimo.</p>
<p><em><strong>O Estagiário</strong> </em>tem ainda tons cômicos que nos ajudam nas transições de discussões. A diretora Nancy Meyers, que nos presentou com grandes filmes como <em>Simplesmente Complicado</em> e <em>O Amor Não Tira Férias</em>, apresenta aqui um filme leve que nos faz refletir sobre diversas questões que costumam ser colocadas para debaixo do tapete. Com uma escolha de elenco incrível e acertada, é uma excelente pedida para assistir nesta quarentena.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Nancy Meyers<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert De Niro, Anne Hathaway, Rene Russo, Adam DeVine, Anders Holm, Linda Lavin, Jason Orley, Zack Pearlman</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jHG8TaEBhKI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Preço da Verdade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2020 02:13:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo sendo conhecido por seu trabalho com melodramas como Longe do Paraíso, Carol e a minissérie da HBO Mildred Pierce, Todd Haynes é um cineasta bastante versátil e que dentro dessa versatilidade consegue preservar o DNA das suas histórias. Ele já contou uma biografia nada convencional de Bob Dylan com Não Estou Lá, já contou uma história sobre a infância em Sem Fôlego e já trafegou pela paranoia distópica em Mal do Século. O Preço da Verdade: Dark Waters é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo sendo conhecido por seu trabalho com melodramas como <em>Longe do Paraíso</em>, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-carol/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Carol</em> </a>e a minissérie da HBO <em>Mildred Pierce</em>, Todd Haynes é um cineasta bastante versátil e que dentro dessa versatilidade consegue preservar o DNA das suas histórias. Ele já contou uma biografia nada convencional de Bob Dylan com <em>Não<br />
Estou Lá</em>, já contou uma história sobre a infância em <em>Sem Fôlego</em> e já trafegou pela paranoia distópica em Mal do Século. <strong><em>O Preço da Verdade: Dark Waters</em></strong> é sua incursão no <em>thriller</em> jurídico com a história de um advogado que assume uma causa contra a DuPont, acusado a empresa de destruir o ambiente e gerar uma série de danos à saúde de pessoas ao longo da popularidade do teflon na criação de produtos.</p>
<p>O caso do advogado Rob Billot contra a Dupont durou décadas e só encontrou resolução nos anos 2010. O caso em si é surpreendente sobretudo por tomarmos ciência como esse empreendimento de pesquisas químicas de ponta atingem diversas frentes da nossa vida. De certa maneira, Haynes traz para <em><strong>O Preço da Verdade</strong></em> a mesma lógica de construção atmosférica claustrofóbica de Mal do Século. O personagem de Mark Ruffalo (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) gradualmente imagina a atuação imperceptível e destrutiva desse inimigo silencioso na rotina doméstica.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12437" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4371554.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Preço da Verdade" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4371554.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4371554.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4371554.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mesmo encontrando como limitador um roteiro protocolar e genérico na construção do seu drama familiar e pragmático no tratamento dos meandros jurídicos do caso, Haynes consegue, com discrição e precisão cirúrgica, levar o longa para lugares insuspeitos. Isso ocorre, por exemplo, na maneira como o diretor utiliza a fotografia gélida dos arranha-céus dos escritórios de advocacia onde o caso é investigado &#8211; mais uma vez, uma excelente colaboração com Edward Lachman. Ao mesmo tempo, a paranoia é dimensionada pela dinâmica entre atores, sobretudo quando tem no centro das atenções Mark Ruffalo, em mais uma ótima interpretação.</p>
<p>O longa tem um claro apelo ao tom de denúncia e isso não lhe retira os méritos, pelo contrário, o engrandece. Em casos como esse, não tomar partido soa como negligente ao próprio propósito de contar uma trama tão grave como esta. <em><strong>O Preço da Verdade</strong></em> pode soar como algo deslocado na filmografia de Todd Haynes, mas acaba endossando os passos da sua carreira até aqui, um filme coeso, coerente com o seu gênero cinematográfico e capaz de ser contundente e preciso com a sua retórica.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Todd Haynes<br />
<strong>Elenco:</strong> Mark Ruffalo, Anne Hathaway, Tim Robbins, Bill Camp, Bill Pullman, Victor Garber, Mare Winningham, William Jackson Harper, Louisa Krause</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/v7vNnxgYTzM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: As Trapaceiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jul 2019 20:52:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema faz uso do humor de diferentes formas e não há um mais correto do que o outro. Seja ele sarcástico, escrachado, romântico ou dramático, o humor pode ser um veículo importante para falar de temáticas mais intensas, de uma maneira suavizada. As Trapaceiras, no entanto, foi incapaz de ver o limite esperado ao colocar um personagem no ridículo o tempo todo, em especial por se tratar de uma minoria. Josephine (Anne Hathaway) e Penny (Rebel Wilson) são duas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema faz uso do humor de diferentes formas e não há um mais correto do que o outro. Seja ele sarcástico, escrachado, romântico ou dramático, o humor pode ser um veículo importante para falar de temáticas mais intensas, de uma maneira suavizada. <em><strong>As Trapaceiras</strong></em>, no entanto, foi incapaz de ver o limite esperado ao colocar um personagem no ridículo o tempo todo, em especial por se tratar de uma minoria.</p>
<p>Josephine (Anne Hathaway) e Penny (Rebel Wilson) são duas trapaceiras profissionais, cada uma ao seu estilo. Enquanto a primeira é organizada e eficiente, a segunda deixa o barco ser levado como a situação manda. Elas acabam cruzando o caminho uma da outra e trabalhando juntas em um golpe.</p>
<p>O filme, em si, não se leva tão a sério e isso é bom. A proposta dele é essa mesmo, de ir para o exagero e personagens caricatos. Um verdadeiro dramalhão novelesco que agrada muitas pessoas (eu, inclusive). Mas até a performance expositiva precisa ter um limite.</p>
<p>Como mulher, não consigo entender o que leva Rebel Wilson (<em>A Escolha Perfeita</em>), uma atriz que tem algum potencial, a sempre fazer o mesmo papel de &#8220;gorda patética alvo de piadas&#8221;, que está na trama apenas pelo humor. A sociedade vem problematizando todas essas questões do papel da mulher e como o corpo é uma ferramenta de imposição e manipulação. Aí uma atriz de Hollywood, que ocupa uma posição de privilégio de fala, ao invés de participar de roteiros que coloquem a mulher gorda no lugar de normalidade que lhe cabe (sendo desejada, normatizada, bem sucedida, etc), escolhe fazer sempre o mesmo papel.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10941" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/4415574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/4415574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/4415574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/4415574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Anne Hathaway (<em>Os Miseráveis</em>), por sua vez, segue sendo um grande alívio de atuação. Ela veste bem o papel exagerado de sua personagem, mas sem cair no ridículo. É uma cafona com estilo. O problema mesmo está no roteiro, que não ajuda nenhuma das duas. É fraco e sem atrativo real. A ideia de humor se perde e o espectador passa mais de 90% do tempo sem dar uma única risadinha. E isso é extremamente problemático, já que o humor escrachado exige, minimamente, boas gargalhadas.</p>
<p>A finalização deixa ainda mais a desejar e, de novo, coloco aqui o papel da mulher. Um filme que tem duas protagonistas femininas fortes, interpretadas por atrizes igualmente fortes, chega ao ponto final em que um homem surge e salva a cena. Como se toda a competência delas não fosse o suficiente para superar o masculino. E sim, isso incomoda demais. Talvez se a gente tivesse rido bastante, isso passasse um pouco mais batido. Mas definitivamente não é o caso.</p>
<p>Por fim, Chris Addison, responsável pelo excelente seriado <em>Veep</em>, nos apresenta um trabalho pequeno em <em><strong>As Trapaceiras</strong></em>. Esperamos constantemente por uma melhoria que não vem, uma empolgação que morre na maré mansa. É extremamente ineficiente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chris Addison<br />
<strong>Elenco:</strong> Rebel Wilson, Anne Hathaway, Alex Sharp, Dean Norris, Casper Christensen, Ingrid Oliver, Nicholas Woodeson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1lnYoiuTAK0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Calmaria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 15:56:15 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O roteirista Steven Kinight circula faz algum tempo em Hollywood e impressionou a crítica recentemente com seu segundo longa como diretor, <em>Locke</em>, que só tem o ator Tom Hardy em seu elenco e é centrado em suas ações dentro de um carro. Antes disso, Knight esteve por trás de roteiros dirigidos por gente como Stephen Frears (<em>Coisas Belas e Sujas</em>), pelo qual foi indicado ao Oscar, e David Cronenberg (<em>Senhores do Crime</em>). Estranhamente, alguém com tanta estrada e caminhos abertos na indústria é capaz de realizar um filme como <em><strong>Calmaria</strong></em>, cujo &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221; é justamente o seu roteiro trôpego com direito a um absurdo twist que faria inveja a M. Night Shyamalan nos seus piores dias (algo do nível <em>Fim dos Tempos</em>).</p>
<p><em><strong>Calmaria</strong> </em>tem início quando somos apresentados a Baker Dill, personagem de Matthew McConaughey, e sua obsessão por um peixe. Dill tem um barco chamado &#8220;Calmaria&#8221; cujos clientes, a maioria turistas que estão de passagem pela região litorânea onde mora, parecem pretextos para o solitário marinheiro sair em busca do animal que batiza de &#8220;Justiça&#8221;. Quando Karen, personagem de Anne Hathaway, retorna na vida de Dill lhe oferecendo muito dinheiro em troca de um serviço sujo ele se vê tentado a aceitar a oferta concretizando sua obstinada procura pelo animal.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10060" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/1903197.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Calmaria" width="610" height="348" /></p>
<p>Claramente, Steven Knight faz de <strong><em>Calmaria</em> </strong>um filme <em>noir</em> ambientado no litoral americano. McConaughey e Hathaway interpretam figuras conhecidas do gênero, o anti-herói enlaçado por uma trama criminosa apresentada a ele pela<em> femme fatale</em> da atriz exibindo uma inédita (?) madeixa loira. A princípio, o realizador parece apostar no gênero e nessa variação alternativa oferecida por essa ambiência, instigando o espectador a perseverar na história a fim de descobrir o que existe por trás da obsessão do seu protagonista pelo tal peixe e o risco que a moça interpretada por Hathaway irá oferecer a sua vida.</p>
<p>Na medida que a trama avança, vem a grande decepção. Como uma &#8220;carta na manga&#8221;, o realizador traz uma história paralela que faz com que toda a realidade construída até então seja uma verdadeira farsa. No terceiro ato, Knight faz <strong><em>Calmaria</em> </strong>aparentar ser inteligente demais, como se tivesse extraído da &#8220;cartola&#8221; informações para impressionar o público mais desavisado, mas no fim das contas isso tudo só serve para a trama cair na descrença do espectador. <strong><em>Calmaria</em> </strong>acaba esquecendo-se de encerrar &#8220;nós&#8221; da sua história que no final das contas não fazem muito sentido. Fica com a honra de provavelmente ser o filme com o <em>twist</em> mais estapafúrdio do ano.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/brlixT-fPSQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Oito Mulheres e Um Segredo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2018 20:41:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O longa Oito Mulheres e Um Segredo chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07, e promete atrair grande público aos cinemas. Com o suporte de Onze Homens e Um Segredo, do diretor Steven Soderbergh, este atual traz a versão feminina e atualizada. No entanto, deixou de aproveitar vários pontos positivos do antecessor e acabou caindo em uma série de clichês desnecessários. Debbie Ocean é irmã do famigerado Danny Ocean, interpretado por George Clooney na película sitada acima. Ela acaba de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>Oito Mulheres e Um Segredo</em> chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07, e promete atrair grande público aos cinemas. Com o suporte de <em>Onze Homens e Um Segredo</em>, do diretor Steven Soderbergh, este atual traz a versão feminina e atualizada. No entanto, deixou de aproveitar vários pontos positivos do antecessor e acabou caindo em uma série de clichês desnecessários.</p>
<p>Debbie Ocean é irmã do famigerado Danny Ocean, interpretado por George Clooney na película sitada acima. Ela acaba de sair da cadeia e já planeja um novo golpe para faturar milhões. Ela conta com a ajuda da parceira Lou e, juntas, elas reúnem outras mulheres para executar o plano de roubar uma joia durante o Baile do Met.</p>
<p>Desta introdução você já percebe que o filme é bem parecido com a versão masculina. Mas isso não seria problema algum se o roteiro deste aqui inovasse e fosse menos previsível. Cada cena, cada ato, é facilmente identificável pelo espectador, que começa a se entediar com a falta de elementos novos. Até o clímax do filme é perdido no meio de tantos clichês.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8976" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/341755.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>O diretor Gary Ross se limita, infelizmente, a reproduzir o roteiro masculino, sem dar corpo e identidade à esse. Ao invés de aproveitar a premissa e trabalhar em cima disso, ele simplesmente copiou e colou, sem adequar direito à questão feminina. Estamos falando de um elenco forte e majoritariamente feminino. Tudo isso poderia ser muito bem explorado. As possibilidades são infinitas. Mas Ross se contentou em trazer o básico do básico.</p>
<p>O grande suporte que esse filme tem, de fato, é o elenco. Uma atriz mais impecável que a outra e que funcionam muito bem juntas. Além de grandes atuações, temos uma unidade forte na equipe. Todas têm seus momentos de glória, mas se destacam entre a multidão também. Destaque especial para Rihanna, que mostra amadurecimento na atuação e está ótima no papel da hacker Bola Nove. Mas é claro que a dinâmica entre Sandra Bullock e Cate Blanchett é única e deliciosa de assistir.</p>
<p>Não menos importante, temos Helena Bonham Carter, Sarah Paulson, Anne Hathaway, Mindy Kaling e a mais novata Awkwafina. É tanta mulher retada junto que a gente até esquece o roteiro fraco. Elas valem a pena todos os momentos e as quase 2h de duração do filme.</p>
<p>Mesmo dentro de todos esses moldes pré-arranjados, <em>Oito Mulheres e Um Segredo</em> é um filme com começo, meio e fim, e funciona razoavelmente bem. O público se diverte, dá risada, fica animado. Tudo que é de se esperar desta proposta. O que decepciona mesmo é que ele poderia ir muito além disso, mas prefere ser apenas um longa comum. Vale a pena, sim, mas perdeu a chance de ser lembrado no futuro como algo inovador.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/eRVknc7kQGQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oito-mulheres-e-um-segredo/">Crítica: Oito Mulheres e Um Segredo</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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