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	<title>Arquivos Ana de Armas - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Ana de Armas - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Blonde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Sep 2022 22:10:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A história de Marilyn Monroe já foi contada diversas vezes no cinema, de diferentes formas. Desta vez, em Blonde, Ana de Armas (007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer) assume o papel da icônica atriz, que marcou Hollywood para sempre. Aqui vemos muito da dualidade de emoções entre Norma Jeane (nome de batismo) e Marilyn, a diva que todos pensam que conhecem. Traçando um parâmetro desde a sua infância até sua morte, o espectador tem a possibilidade de conhecer mais sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A história de Marilyn Monroe já foi contada diversas vezes no cinema, de diferentes formas. Desta vez, em <em><strong>Blonde</strong></em>, Ana de Armas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></a>) assume o papel da icônica atriz, que marcou Hollywood para sempre. Aqui vemos muito da dualidade de emoções entre Norma Jeane (nome de batismo) e Marilyn, a diva que todos pensam que conhecem. Traçando um parâmetro desde a sua infância até sua morte, o espectador tem a possibilidade de conhecer mais sobre a artista, entendendo muito de seus sentimentos.</p>
<p>Avançamos no longa em meio ao torpor inebriante que é a cabeça emocional de Norma. E sim, aqui faremos diferenciação de Norma e Marilyn, pois <strong><em>Blonde</em> </strong>deixa isso muito claro em todos os momentos: são pessoas diferentes dentro de uma mesma mulher. Enquanto Marilyn é a figura externa de diva que foi criada, que todos desejam e querem ser, Norma é a mulher doída e carente, que tem que sustentar emocionalmente toda a avalanche que a fama te impõe.</p>
<p>O estilo de roteiro e filmagem de <strong><em>Blonde</em> </strong>não deve agradar a todos os públicos. Embora exista uma linearidade dos eventos, ele é contado sob o viés das emoções de Norma Jeane, expondo um caos interno presente em todos os momentos de sua vida, como se ela estivesse constantemente querendo gritar ao mundo quem ela é, mas ninguém está particularmente interessado em ouvir. Ela sofreu o abandono afetivo da mãe, que a culpava pela ausência do pai, que nunca conheceu.</p>
<p>A busca incessante pela figura do pai, inclusive, é o que acaba sujeitando Norma a tantos relacionamento complicados. A carência afetiva e a constante sensação de desamparo permeiam suas decisões, que a colocam em situações difíceis. Na figura de Marilyn, ela é subjugada como mulher o tempo inteiro, tento seu corpo sexualizado sem a sua autorização, invadido, abusado.</p>
<p>A criação da imagem de<em> sex simbol</em> em cima de Monroe é um dos aspectos que mais causa sofrimento e conflitos de emoções. As pessoas, na sua grande maioria homens, só conseguem ver bunda, seios e bocas para satisfazer as suas necessidades nefastas de ejacular. Enquanto isso, ela tem dificuldade de sustentar relações sadias, pois a busca pela família que tanto sonha parece algo absurdo e inalcançável.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15955" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/blonde-o-que-e-verdade.png" alt="Blonde" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/blonde-o-que-e-verdade.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/blonde-o-que-e-verdade-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/blonde-o-que-e-verdade-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/blonde-o-que-e-verdade-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A maternidade também é um ponto delicado que o filme do diretor Andrew Dominik (<em>O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford</em>) transita, com a devida assertividade e cuidado. Norma sempre quis ser mãe, mas nunca conseguiu. Passou por várias gravidez que não foram adiante, seja por abortos espontâneos ou provocados. Um deles particularmente doloroso pois foi realizado para poupar a carreira de Marilyn. Algo que ela nunca superou de fato.</p>
<p>Quando as emoções já estavam consumindo a racionalidade de Jeane, os remédios e a bebida começaram a entrar como suas muletas. Ela precisava cada vez mais para conseguir lidar com a sua realidade depressiva, o que acabou culminando com a sua derrota ao final (no seu atestado de óbito consta que a causa foi overdose de calmantes). Algo que acaba intercalando e sendo pontuado pela loucura real e atestada da mãe, que foi internada em um centro psiquiátrico, onde passou toda a vida.</p>
<p>Ainda que <em><strong>Blonde</strong> </em>seja um bom filme, não há como não dedicar ele 100% à presença marcante de Ana de Armas. Ela está em alma e entregue ao personagem. Idêntica fisicamente com Marilyn, ela conseguiu adotar os trejeitos, o modo de andar, de falar, de se portar. Ela está intensa da maneira mais adequada possível em todos as cenas. Aliás, é um show atrás do outro, conseguindo colocar o espectador no centro de tudo e dentro da cabeça caótica e emocional da personagem. A risco dizer que é uma grande certeza, ao menos para mim, de indicação forte ao Oscar de Melhor Atriz na próxima premiação, em 2023.</p>
<p>Tudo o que Norma e Marilyn queria acalmar, no final das contas, era o caos emocional dentro de si. Ela amava demais, sentia demais, se jogava de cabeça demais. Em um mundo que foi cruel e tirou muito proveito dela, o declínio psicológico era o único destino final possível. Blonde retrata isso muito bem, nos colocando dentro desta mente caótica e emocional. Um filme que vale conferir!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andrew Dominik</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ana de Armas, Julianne Nicholson, Bobby Cannavale, Adrien Brody, Sara Paxton, Lily Fisher, Tygh Runyan, Michael Drayer</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/AUfiFWUSp7k" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Agente Oculto (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2022 21:19:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É tudo muito pop em Agente Oculto! Seja por seu elenco cheio de figurinhas comumente vistas em Hollywood &#8211; como Ryan Gosling, Chris Evans ou a Ana de Armas-, pela direção dos Irmãos Russo (Vingadores: Ultimato) ou por ser da Netflix, esta é uma produção que quer fazer honra ao seu estrelato e ser cool em cada minuto de sua projeção. Aí, é só chamar o Herry Jackman (Jumanji: Próxima Fase) para trazer uma junção de músicas eletrizantes, colocar menos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É tudo muito pop em <strong><em>Agente Oculto</em></strong>! Seja por seu elenco cheio de figurinhas comumente vistas em Hollywood &#8211; como Ryan Gosling, Chris Evans ou a Ana de Armas-, pela direção dos Irmãos Russo (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) ou por ser da Netflix, esta é uma produção que quer fazer honra ao seu estrelato e ser cool em cada minuto de sua projeção. Aí, é só chamar o Herry Jackman (<em>Jumanji: Próxima Fase</em>) para trazer uma junção de músicas eletrizantes, colocar menos de um segundo para cada plano e transformar um elenco super expressivo fora dali em um nível Keanu Reeves de atuação e se tem o pacote completo deste filme.</p>
<p>E o que isso quer dizer? A primeira coisa que se pode falar é que a maior parte do elenco não consegue imprimir uma emoção na expressão facial. Os textos são ditos de forma mecânica, quase robótica. A única exceção, talvez, seja Wagner Moura (<em>Cidade Baixa</em>), que faz uma pequena participação como Laszlo. Mas, isto não quer dizer que ele estava bem, pelo contrário. Fugindo da neutralidade de sentimentos, Moura vai para a outra ponta e carrega nas tintas. Laszlo é cheio de trejeitos corporais e uma entonação exagerada. Essa característica do <em>casting</em> afasta uma conexão com o público, porém este não é o ponto mais difícil de lidar durante a projeção.</p>
<p>Algumas vezes, circula por aí uma ideia de que filmes de ação precisam ser cobertos de correria e adrenalina. Essa noção está impregnada neste longa-metragem. Não existem respiros aqui e isso acaba deixando a tarefa de torcer pelo protagonista Six (Gosling) muito mais complicada. Nesse sentido, as sequências mais intensas de suspense e luta são as que mais funcionam, justamente porque é onde o esmero e o talento dos envolvidos parecem estar. As movimentações de câmera, os efeitos especiais e as coreografias se juntam para causar uma sensação de falta de ar em que assiste.</p>
<p>Os movimentos corporais dos intérpretes, principalmente Gosling, são precisos e deixam que o público consiga fruir com atenção cada soco, chute, empurrão etc. No entanto, a tensão evapora se o público não se importar com a vida dos mocinhos. Se Gosling não consegue sustentar o seu carisma nesta personagem inexpressiva, de Armas menos ainda. É irritante como ela ocupa uma posição no cinema daquela mulher que quase consegue fazer alguma coisa. É como se ela sempre pudesse salvar o dia, mas ninguém vê isso acontecendo e ela acaba se tornando uma sidekick genérica.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15844" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-1-do-filme-Agente-oculto-scaled-1.jpg" alt="Agente Oculto" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-1-do-filme-Agente-oculto-scaled-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-1-do-filme-Agente-oculto-scaled-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-1-do-filme-Agente-oculto-scaled-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-1-do-filme-Agente-oculto-scaled-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em <strong><em>Agente Oculto</em></strong> não é diferente e ela se torna tão irrelevante para a trama que é possível esquecer dela em vários momentos da narrativa. Já os supostos vilões são Carmichael (Regé-Jean Page) e Llyod (Chris Evans). O primeiro não ganha espaço de tela o suficientemente para que possa desenvolver seu papel, mas, até onde é mostrado, também não apresenta camadas, é insosso e suas motivações são aleatórias. Já Llyod é o pior de todos. Evans conseguiu a proeza de ser caricato e inexpressivo ao mesmo tempo. Além disso, as atitudes de Llyod, mesmo ele sendo totalmente perturbado mentalmente, não fazem sentido algum.</p>
<p>Quem invadiria a cidade de Praga e mandaria todo mundo sair atirando? Até mesmo dentro da história esta ideia estapafúrdia é comentada, mas, mesmo assim, há um ponto contraditório neste ato, porque Llyod é introduzido como um louco, mas um louco que apresenta resultados. Inicialmente, ele parece minimamente esperto e sagaz, porém, ao passo em que a trama avança, ele vai piorando e, no final do longa, já não parece a mesma personagem. De assustador, ele começa a soar como um mero sanguinolento com ausência de inteligência. Isso só funcionaria se existe um arco dramático para que ele pudesse ir se transformando, mas não é o que ocorre aqui.</p>
<p>Desta forma, <strong><em>Agente Oculto</em></strong> é cansativo, contando apenas com alguns momentos de diversão, como toda a sequência com a ex-detetive Margaret (Alfre Woodard). Ela ganha poucas cenas, mas que é uma das poucas figuras que o público pode se sentir próximo. Esta é uma coisa curiosa, na verdade. Porque mesmo com breves minutos, há um impacto no sacrifício dela e somente duas coisas explicam esta força: a atuação de Woodard e um flashback dela, que é o único que funciona, porque consegue amarrar passado e presente de tal maneira que é emocionante acompanhar o que ocorre com Margaret.</p>
<p>No mais, a obra poderia ser, de repente, um videoclipe? Com takes cheios de movimentos absurdos de câmera e Ryan Gosling performando masculinidade tóxica, sem mexer uma sobrancelha, esta é produção esquecível.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe e Anthony Russo</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ryan Gosling, Chris Evans, Ana de Armas, Regé-Jean Page</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/bsRwoMfiQI8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: 007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Sep 2021 14:53:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de setembro, o longa 007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer, o último da franquia com o ator Daniel Craig (Entre Facas e Segredos) à frente do papel de James Bond. Quinze anos depois de sua estreia na pele do espião, é com muita expectativa que os fãs aguardam essa finalização épica de sua participação, que rendeu tanta transformação no personagem. Ao longo dos anos e, em especial com a chegada de Craig na franquia, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de setembro, o longa <strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong>, o último da franquia com o ator Daniel Craig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>) à frente do papel de James Bond. Quinze anos depois de sua estreia na pele do espião, é com muita expectativa que os fãs aguardam essa finalização épica de sua participação, que rendeu tanta transformação no personagem.</p>
<p>Ao longo dos anos e, em especial com a chegada de Craig na franquia, o estilo de Bond foi sendo modificado. Se antes eles primavam muito pelos apetrechos tecnológicos que o auxiliavam nas missões, agora a força e performance física tem espaço muito maior e privilegiado. É claro que não necessariamente isso é um ponto positivo, visto que um dos grandes atrativos do personagem eram justamente os seus <em>gadgets</em>. Neste longa, conseguimos ver um vislumbre daquele James de outrora, com breves aparições desta tecnologia aplicada em prol da espionagem.</p>
<p>Mas não é porque sentimos falta deste detalhe, que vamos desmerecer a importância de Daniel no aprofundamento do personagem. Ele trouxe uma característica mais sentimental e humana, tornando o espião mais passível de romances profundos e não apenas os furtivos. A imensa variedade de Bond Girls deu espaço a amores e tentativas de viver emoções mais intensas. Em <strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong> vemos justamente o resultado desta mudança, com Bond tentando construir um lar com Madeleine (Léa Seydoux, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-kursk-a-ultima-missao/"><em>Kursk &#8211; A Última Missão</em></a>), seu amor depois do sofrimento da perda de Vesper (Eva Green, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baseado-em-fatos-reais/"><em>Baseado em Fatos Reais</em></a>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14584" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review.jpg" alt="007 - Sem Tempo Para Morrer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que o coração pule na frente em muitos momentos, James ainda é um cara sisudo e descrente da sociedade. Ele está afastado dos serviços de espionagem e reluta quando é convocado novamente por M (Ralph Fiennes, <em>A Escavação</em>). É quando surge a figura de Felix (Jeffrey Wright, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lavanderia/"><em>A Lavanderia</em></a>), seu parceiro dos tempos de Cassino Royale e Quantum of Solace, que ele decide aceitar a solicitação.</p>
<p>James carrega em si todo o amargor que a vida deixou ao longo dos anos. Ele tem dificuldade em lidar com as questões de ego que envolvem a presença da nova 007 (sim, a espiã é uma mulher e negra – falaremos disso adiante), assim como enfrentar os demônios do seu passado.</p>
<p>O filme equilibra com maestria os momentos de tensão em leveza, mesmo que esse último elemento seja mais raro. Seguindo o perfil do Bond de Craig, ele ri pouco e tem o tom sempre mais pesado ao encarar as dualidades da vida. Ainda assim, é seu carisma que constrói a base deste capítulo, com suas quase 3h de duração.</p>
<p>Para vilões e coadjuvantes, o elenco composto ainda por Rami Malek (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bohemian-rhapsody/"><em>Bohemian Rhapsody</em></a>) e Christoph Waltz (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pequena-grande-vida/"><em>Pequena Grande Vida</em></a>) tem uma química em cena que dá o tom da trama. Todos têm muita familiaridade com as dinâmicas, mesmo que falte aprofundamento em alguns casos. É uma sensação rapidamente compreendida pelo foco principal da despedida de Bond.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14583" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="007 - Sem Tempo Para Morrer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong> traz ainda a questão da inclusão como foco e isso é muito bem colocado. Personagens negros surgem com muito mais destaque do que antes, mostrando que a franquia procura se atualizar das necessidades da sociedade. Cabe aí o questionamento sobre a eventual cogitação que ocorreu de colocar o ator Idris Elba (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><em>Velozes &amp; Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</em></a>) como o próximo 007. À época, ele sofreu preconceito e chegou a dizer que não aceitaria o convite.</p>
<p>Este é o quinto e último longa de Daniel Craig na pele de James Bond, então o sentimento de adeus está presente na maior parte do tempo. Ele está no seu melhor momento e entrega tudo de si no personagem, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Ele é, acima de tudo, um herói neste filme, com todas as dores que carrega ao longo dos anos, mas curiosamente sempre escolhendo crer numa realidade melhor. Esta foi uma calorosa despedida do personagem que marcou a sua vida.</p>
<p>É difícil não pensar o quanto foi construído ao longo desses anos e quais as oportunidades que teremos a partir de agora. 007 é uma franquia que se renova sempre e abre espaço para novos agentes e possibilidades. Seguimos ansiosos pelos próximos capítulos e onde esse personagem tão interessante poderá nos levar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cary Joji Fukunaga</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Rami Malek, Léa Seydoux, Ralph Fiennes, Jeffrey Wright, Christoph Waltz, Lashana Lynch, Naomie Harris, Ben Whishaw, Ana de Armas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kCyjw0z-5KI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Wasp Network: Rede de Espiões (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2020 19:05:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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		<category><![CDATA[Wasp Network: Rede de Espiões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Wasp Network: Rede de Espiões se apropria de eventos que realmente aconteceram no início da década de 1990. O longa conta a história de um grupo de cubanos que atuaram como espiões infiltrados nos EUA com o intuito de desmantelar ações que visavam manchar a reputação do país e isolá-lo do restante do mundo, tudo como retaliação às políticas implementadas por Fidel Castro. O roteiro é baseado no romance histórico de Fernando Morais (o mesmo autor de Olga), Os Últimos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Wasp Network: Rede de Espiões</strong></em> se apropria de eventos que realmente aconteceram no início da década de 1990. O longa conta a história de um grupo de cubanos que atuaram como espiões infiltrados nos EUA com o intuito de desmantelar ações que visavam manchar a reputação do país e isolá-lo do restante do mundo, tudo como retaliação às políticas implementadas por Fidel Castro. O roteiro é baseado no romance histórico de Fernando Morais (o mesmo autor de <em>Olga</em>), <em>Os Últimos soldados da Guerra Fria</em>.</p>
<p>O projeto conta com um elenco de estrelas de países de língua espanhola já estabelecidas em Hollywood como Penélope Cruz (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-ja-sabem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Todos Já Sabem</em></a>) e Gael Garcia Bernal (<em>Acusada</em>), com outras latinas já em ascensão, como o brasileiro Wagner Moura (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sergio/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Sergio</em></a>) e a cubana Ana de Armas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>), além de Édgar Ramírez (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-garota-no-trem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Garota no Trem</em></a>), já bastante conhecido por atuar em produções americanas como <em>O Assassinato de Gianni Versace</em>. A direção coube ao francês Olivier Assayas, em momento inspirado de sua carreira depois de êxitos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acima das Nuvens</a> e <em>Personal Shopper</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12930" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Wasp Network" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>Wasp Network</strong> </em>talvez seja o momento mais vacilante da carreira de Assayas nos últimos anos. A trama política e repleta de fatos históricos, como acontece em casos similares, claramente exibe pouco fôlego em uma versão dramatizada com elenco de estrelas. Para justificar o <em>cast</em> e a escolha do formato, <em><strong>Wasp Network</strong></em> insere em seu interessante relato histórico dramas familiares pouco interessantes e que versam basicamente sobre famílias separadas em razão do exílio. Essa veia melodramática do filme, semelhante a tantos outros que já trataram de temáticas similares reduz as participações do seu interessante elenco a personagens que vivem situações nada originais.</p>
<p><em><strong>Wasp Network</strong></em> só engata de fato em seus momentos finais, quando toda a trama de espionagem atinge a família do personagem de Édgar Ramírez e quando ficção e realidade finalmente se fundem com a inserção de imagens de arquivo, como a entrevista de Fidel Castro a uma televisão americana ou o depoimento de Bill Clinton em uma coletiva de imprensa. Isso só serve par confirmar que o projeto tem sim uma trama bem interessante que talvez teria sido melhor servida se fosse apresentada ao público como um documentário. O longa tem momentos de fôlego investigativo e propõe algumas reflexões complexas sobre os temas que levanta, sobretudo a imagem estigmatizada de Cuba que sempre tivemos, mas se perde um pouco quando tenta transformar tudo em um novelão cujo interesse central é o futuro da relação dos personagens de Penélope Cruz e Édgar Ramírez.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivier Assayas<br />
<strong>Elenco:</strong> Édgar Ramírez, Penélope Cruz, Wagner Moura, Ana de Armas, Leonardo Sbaraglia, Gael Garcia Bernal, Tony Plana, Nolan Guerra, Osdeymi Pastrana</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/miKvHXrkfM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Sergio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2020 13:50:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2003, o diplomata Sergio Vieira de Mello embarcou para Bagdá, em uma missão designada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Durante sua estadia no local, ele acabou sendo uma das vítimas em atentado, no qual um homem bomba explodiu um caminhão lotado de explosivos no Hotel Canal, falecendo aos 55 anos. Esta história, supostamente, é o foco do novo filme da Netflix, protagonizado pelo brasileiro Wagner Moura (O Homem do Futuro) e dirigido por Greg Barker (Dentro de Casa: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2003, o diplomata Sergio Vieira de Mello embarcou para Bagdá, em uma missão designada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Durante sua estadia no local, ele acabou sendo uma das vítimas em atentado, no qual um homem bomba explodiu um caminhão lotado de explosivos no Hotel Canal, falecendo aos 55 anos. Esta história, supostamente, é o foco do novo filme da Netflix, protagonizado pelo brasileiro Wagner Moura (<em>O Homem do Futuro</em>) e dirigido por Greg Barker (<em>Dentro de Casa: O Dilema do Contra-Terrorismo</em>).</p>
<p>A ideia de contar um pouco da trajetória de uma figura considerada importante dentro das Nações Unidas é positiva. Ainda mais pelo fato de Barker já possuir um documentário que aborda a vida de Sergio, o que poderia dar uma propriedade maior ao cineasta em seu processo criativo. Contudo, não é isto que acontece aqui. O longa é, no geral, uma grande confusão narrativa, com atores perdidos, roteiro repetitivo e apelativo, maquiagem e caracterização artificiais, além de uma direção mal ajambrada. A quantidade de adjetivos negativos poderia ser mais extensa, mas estes são os pilares para os desastrosos – e, talvez, vergonhosos – resultados do filme.</p>
<p>Começando pelo texto, Samantha Power (<em>Watchers of the Sky</em>) e Craig Borten (<em>Clube de Compras Dallas</em>) vão além do período no qual de Mello estava em Bagdá e procuram mostrar outras épocas de sua vida. Misturando completamente as linhas temporais, os autores parecem se perder na escrita e trazem cenas que reiteram constantemente o que o público já sabe, seja em informações ou em emoções. Em certo ponto da exibição fica a sensação de que a dupla queria preencher os espaços para que a sua duração fosse mais extensa. Algumas sequências parecem as mesmas, mas em locais distintos.</p>
<p>Os diálogos são quase idênticos, as situações também. Isto poderia ser evitado se eles escolhessem uma linha específica da trama e procurassem desenvolva-las, fazendo uma pesquisa mais cuidadosa para contar mais sobre a personagem e deixá-lo menos planificado. A estratégia das idas e vindas é bem-vinda, se bem executada. Se a estrutura está confusa, a simplificação acaba sendo uma escolha mais certeira. </p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-12678" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/sergio-2-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/sergio-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/sergio-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/sergio-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/sergio-2.jpg 960w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além da estafa pela repetição, Borten e Power tentam fazer com que espectador se debulhe em lágrimas, com frases de efeito. No entanto, somente o constrangimento fica, porque são sentenças piegas, como em determinada cena onde Sergio diz que quer cair do céu como se fosse chuva. Ou quando de Mello diz duas vezes “Vá para casa, meu amigo”, com uma pausa de quase dez segundos entre cada repetição. Não tão tem nenhuma razão prática para estes momentos acontecerem. Esta busca de traço poético, digamos assim, não foi foi algo construído previamente na personalidade do protagonista e nem servem para o que vem depois. Tão pouco são ditas com verdade cênica ou possuem algum efeito estético que pudesse transformar estes instantes em algo especiais. São as mesmas luzes e os mesmos enquadramentos. O que não casa com o tom do filme.</p>
<p>Esta artificialidade também está presente nas interpretações. Moura que, geralmente, entrega bons resultados, parece engessado e tenso durante seu tempo de tela em Sergio. Com o corpo enrijecido e um sorriso robótico, o intérprete demonstra desconforto com a construção de sua personagem. Ele não consegue controlar as suas pausas dramáticas e seus olhos arregalados, principalmente quando fala em inglês e precisa demonstrar intensidade. O ator também não joga na contracena, na maioria das vezes, evitando contato visual e perde de criar boas dinâmicas com seus colegas de trabalho por deixar a conexão das intenções de lado. A única pareceria que funciona mais é a que ele fez com Ana de Armas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>), seu par romântico na história.</p>
<p>O tom <em>fake</em> impregna também os maquiadores da equipe. Alguns momentos que deveriam ser tensos são quase risíveis. É notável que o sangue e a poeira foram cuidadosamente colocados nas roupas e no corpo do elenco. Se a direção fosse mais atenta e talentosa, estes elementos negativos teriam sido resolvidos, mas, claro, Barker ainda complementa a fraqueza de sua obra com enquadramentos não pensados. Ele poderia ter buscado criar algum sentido para os planos sem respiro ou cheios de teto, porque eles não parecem estar lá com algum objetivo. Se fosse em uma cena de tensão poderia soar proposital, mas, tudo tem um aspecto caótico, de descaso. Ainda mais quando a fotografia é de Adrian Teijido (<em>O Palhaço</em>).</p>
<p><strong>Direção</strong>: Greg Barker</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Wagner Moura, Ana de Armas, Brían F. O&#8217;Byrne, Garret Dillahunt</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/91b5TEbVTcQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Entre Facas e Segredos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Dec 2019 13:24:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em seu quinto trabalho como diretor e roteirista, Rian Johnson (Star Wars: Os Últimos Jedi, de 2017) traz às telonas um suspense policial a la Agatha Christie. A morte do patriarca de uma família se desenrola numa atmosfera leve e cheia de graça. O paradoxo do cômico em meio ao trágico é uma das melhores sacadas do longa-metragem. Os entrelaces do mistério são tecidos em meio à dramática presença do detetive Benoit Blanc &#8211; interpretado por Daniel Craig. Essa versão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em seu quinto trabalho como diretor e roteirista, Rian Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-os-ultimos-jedi/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Star Wars: Os Últimos Jedi</em></a>, de 2017) traz às telonas um suspense policial a la Agatha Christie. A morte do patriarca de uma família se desenrola numa atmosfera leve e cheia de graça. O paradoxo do cômico em meio ao trágico é uma das melhores sacadas do longa-metragem. Os entrelaces do mistério são tecidos em meio à dramática presença do detetive Benoit Blanc &#8211; interpretado por Daniel Craig. Essa versão atrapalhada e canastrona do Hercule Poirot rendeu ao diretor as possibilidades que diferenciam esse filme de um suspense comum. Com sua mescla perfeitamente dosado entre comédia e suspense, <em><strong>Entre Facas e Segredos</strong></em> chega aos cinemas nesta quinta-feira (12).</p>
<p>O famoso escritor Harlan Thrombey (Christopher Plummer) completa 85 anos. Na manhã seguinte à festa de aniversário, o escritor é encontrado morto em seu escritório. Como em um de seus livros, a morte de Harlan está cheia de mistério e só pode ser resolvida com um olhar mais apurado. Para isso, o renomado detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) se une à investigação para desvendar o possível crime. Esse será, contudo, um caso difícil até mesmo para Blanc porque, diante dos funcionários misteriosos e da família problemática, todos têm motivos e todos são suspeitos.</p>
<p><em><strong>Knives Out</strong></em> (título original) funciona como uma espécie de tributo aos romances policiais que inspiraram sucessos cinematográficos das décadas de 1950 e 1960. A partir do uso de formatos padrões, como o estilo narrativo do <em>whodunit</em> &#8211; expressão designada para histórias desencadeadas por um assassinato e seguidas pela árdua investigação do mesmo -, o longa consegue beber dessas fontes sem perder sua originalidade. A partir da mescla entre o cômico e o suspense &#8211; assim como foi feito em <em>A Noite de Jogo</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-pequeno-favor/"><em>Um Pequeno Favor</em></a> (ambos de 2018) &#8211; Rian Johnson entrega ao público uma história inteligente e instigante. O espectador fica preso àquela trama do primeiro ao último minuto.</p>
<p>Outra sacada que faz <strong><em>Entre Facas e Segredos</em></strong> se sobressair é a utilização da ironia metalinguística presente na história. A ideia de ver um renomado escritor de romances policiais vivendo suas próprias histórias potencializa a trama. Durante todo o filme, o público é lembrado dessa ironia por meio da personagem de Noah Segan (<em>Looper: Assassinos do Futuro</em>, de 2012) que é um fã das histórias de Harlan Thrombey. A possibilidade de brincar com a narrativa dentro e fora dela é um fator que cativa a atenção do espectador. Dessa forma, a metalinguagem potencializa tanto a comicidade como a tensão do longa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12064" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5367347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Entre Facas e Segredos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5367347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5367347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5367347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A inovação não é um ponto forte no roteiro, mas a forma como Johnson brinca com os preceitos já estabelecidos faz toda a diferença. As personagens são versões problemáticas de uma família completamente disfuncional que sempre viveu às custas do pai. Não há nada de novo nisso, contudo, a maneira como as nuances de cada personagem são reveladas mostra ao público que existem camadas por trás dessas “pessoas conhecidas”. Ao mesmo tempo que a narrativa carrega essas personagens comuns, Daniel Craig <em>(<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-contra-spectre/">007 Contra Spectre</a></em>, de 2017) e Ana de Armas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><em>Blade Runner 2049</em></a>, de 2017) vivem figuras com características peculiares que, tanto ajudam no desenrolar da trama, como funcionam como outra saída cômica.</p>
<p>Tecnicamente, <strong><em>Knives Out</em></strong> é um filme correto. A direção é extremamente precisa e inteligente em suas escolhas. Os enquadrados, por exemplo, dinamizam as cenas e, consequentemente, a trama. Ao pensar no roteiro, os <em>plots</em> são um ponto-chave. A proposta escolhida por Johnson, apesar de não ortodoxa, é bem elaborada e se torna uma motivação a mais para o espectador se prender ao que acontece na tela. A fotografia e a direção de arte do filme também ajudam a compor a atmosfera lúdica e misteriosa da narrativa. As imagens que passam diante dos olhos do público não são apenas esteticamente belas, mas também estão carregadas de significados.</p>
<p>Com seus 130 minutos de duração, <em><strong>Entre Facas e Segredos</strong></em> é uma experiência prazerosa. O mistério é satisfatório e recheado de criativas saídas que não permitem que a narrativa caia nas mesmices do gênero. Com uma bilheteria que já ultrapassa mais de três vezes seu orçamento, o longa chega aos cinemas brasileiros para ganhar a atenção do público. Além do sucesso comercial, o filme também é bem visto pela crítica. Com o prêmio de “Melhor Elenco de Filme” no Satellite Awards, o longa foi, recentemente, indicado em três categorias do Globo de Ouro (“Melhor Ator em Comédia ou Musical”, “Melhor Atriz em Comédia ou Musical” e “Melhor Comédia ou Musical”).</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rian Johnson<br />
<strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Chris Evans, Ana de Armas, Noah Segan, Jamie Lee Curtis, Michael Shannon, Don Johnson, Toni Collette, Lakeith Stanfield, Christopher Plummer, Katherine Langford</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fEVEpTq0k2k" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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