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	<title>Arquivos Will Forte - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Will Forte - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Bons Meninos (Now)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2020 20:10:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A comédia besteirol sempre existiu no cinema, mas ganhou dois importantes boons, um nos anos de 1980 e outro nos anos 2000 com filmes cuja proposta era fazer uma crônica do adolescente médio estadunidense. Do gênero saíram longas cultuados por uma geração como Porky&#8217;s, A Vingança dos Nerds, American Pie e Superbad. A história sempre trazia o arco de um colegial que ocasionalmente tinha como meta de vida perder a virgindade e passar de ano, corrigindo alguma grande burrada cometida [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A comédia besteirol sempre existiu no cinema, mas ganhou dois importantes <em>boons</em>, um nos anos de 1980 e outro nos anos 2000 com filmes cuja proposta era fazer uma crônica do adolescente médio estadunidense. Do gênero saíram longas cultuados por uma geração como <em>Porky&#8217;s</em>, <em>A Vingança dos Nerds</em>, <em>American Pie</em> e <em>Superbad</em>. A história sempre trazia o arco de um colegial que ocasionalmente tinha como meta de vida perder a virgindade e passar de ano, corrigindo alguma grande burrada cometida nesse meio tempo antes que seus pais descobrissem e fosse tarde demais.</p>
<p><em><strong>Bons Meninos</strong> </em>é um exemplar que se encaixa nas marcas desse gênero, só que no lugar dos adolescentes do high school prestes a entrar na universidade, o diretor e roteirista Gene Stupnitsky (<em>Professora Sem Classe</em>) leva toda essa gramática do besteirol teen para o universo infantil. Os protagonistas de <strong><em>Bons Meninos</em></strong> têm preocupações do tipo dar o primeiro beijo e ficam às voltas com infrações como beber mais que um gole de cerveja ou acessar pornografia pela internet, coisas que para adultos talvez não tenham grande importância.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12825" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/69380fac4.jpg" alt="Bons Meninos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/69380fac4.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/69380fac4-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/69380fac4-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Stupnitsky consegue um resultado hilário no seu filme ao unir a inocência dos seus protagonistas, afinal todos são crianças e ainda tem um olhar bastante ingênuo para situações como o sexo, o consumo de drogas e a vida adulta de maneira geral, com a típica malícia e escracho desse tipo de material. O diretor insere esse grupo improvável de personagens nas marcas do besteirol americano e tira proveito do ruído que essa situação provoca rendendo momentos hilários como a vez em que os garotos confundem um frasco de vitaminas com drogas pesadas ou sequer desconfiam das utilidades de alguns <em>toys</em> de <em>sex shop</em>, como uma boneca inflável ou ferramentas de sadomasoquismo. Por essa razão, o filme foi tão bem recebido em sua estreia nos EUA ano passado, mas também causou bastante polêmica. Afinal, quem imaginaria ver o angelical Jacob Tremblay de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-quarto-de-jack/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Quarto de Jack</em></a> metido nesse tipo de odisseia?</p>
<p>O acerto de <strong>Bons Meninos</strong> é justamente tirar proveito da maneira como esse grupo de personagens está alheio à malícia do seu próprio roteiro, ou seja, da trama na qual os mesmos acabam sendo inseridos, vivendo uma série de descobertas comuns às suas respectivas idades sem que com isso Stupnitsky os subestime como crianças &#8220;bobinhas&#8221;. É interessante, por exemplo, como eles encontram espaço nessa jornada para momentos de completa ludicidade como quando vão negociar a entrega de um drone com duas adolescentes emulando o comportamento de chefões da máfia ou como a situação de atravessar uma avenida movimentada representa um grande perigo enfrentado por eles (e de fato é!). A maneira como o longa conduz esses movimentos da história é o que garante o barato do filme aliado ao seu elenco de prodígios da comédia.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Gene Stupnitsky<br />
<strong>Elenco:</strong> Jacob Tremblay, Keith L. Williams, Brady Noon, Molly Gordon, Midori Frances, Izaac Wang, Millie Davis, Josh Caras, Will Forte</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tJfosM6lQHk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Os Irmãos Willoughbys (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2020 16:00:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As empreitadas da Netflix em longas de animação são recentes. Klaus foi um grande passo do departamento de animação da empresa e teve uma repercussão positiva, ganhando até mesmo o Annie, prêmio máximo do cinema animado na indústria americana, e uma indicação ao Oscar. Os Irmãos Willoughbys é uma continuidade dessas investidas ao adaptar o livro homônimo de Lois Lowry. Como uma espécie de Desventuras em Série, o filme conta a história de um grupo de irmãos rejeitado por seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As empreitadas da <em>Netflix</em> em longas de animação são recentes. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-klaus/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Klaus</em> </a>foi um grande passo do departamento de animação da empresa e teve uma repercussão positiva, ganhando até mesmo o Annie, prêmio máximo do cinema animado na indústria americana, e uma indicação ao Oscar.<em><strong> Os Irmãos Willoughbys</strong></em> é uma continuidade dessas investidas ao adaptar o livro homônimo de Lois Lowry.</p>
<p>Como uma espécie de <em>Desventuras em Série</em>, o filme conta a história de um grupo de irmãos rejeitado por seus pais buscando algum tipo de aceitação. Com essa premissa incomum e um tanto quanto bizarra para o público que pretende atingir, <em><strong>Os Irmãos Willoughbys</strong></em> acaba se saindo muito bem no desenvolvimento dessa história que versa o tempo inteiro sobre as consequências da falta de afeto no ambiente familiar.</p>
<p>Há no longa de animação méritos estéticos que, inclusive acabam se sobrepondo e preenchendo a qualquer eventual lacuna narrativa. <em><strong>Os Irmãos Willoughbys</strong></em> é um filme repleto de cores e possui uma técnica de animação que o aproxima do <em>stopmotion</em>, gerando um resultado peculiar aos olhos do público. Plasticamente, o longa da <em>Netflix</em> tem uma personalidade que falta às produções de animação contemporâneas que parecem se contentar com o trânsito entre os extremos do 3D e do 2D sem ao menos testar formas híbridas e inventivas de contar suas histórias.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12804" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/3207944.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Os Irmãos Willoughbys" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/3207944.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/3207944.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/3207944.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A narrativa episódica poderia oferecer a <em><strong>Os Irmãos Willoughbys</strong></em> uma falta de coesão, mas o que se vê são eventos que acabam servindo ao desenvolvimento dos seus personagens de forma que eles chegam ao desfecho da narrativa com uma jornada satisfatória de transformação. É também interessante como a animação consegue encontrar um tom satisfatório na condução do teor sombrio e bizarro da sua narrativa sem que com isso traga para a mesma uma atmosfera pesada e isso ele consegue através do humor que atribuem a cada aparição bizarra do casal Willoughbys e sua interação com os filhos ou as interferências irônicas do gato dublado por Ricky Gervais na versão em inglês.</p>
<p>Esse misto de inventividade no departamento visual e narrativo de <em><strong>Os Irmãos Willoughbys</strong> </em>faz a gente ter boas expectativas para o que a <em>Netflix</em> pode ainda produzir como longa de animação. É o tipo de frescor que pode rivalizar e oferecer alternativas ao monopólio de uma cada vez mais repetitiva <em>Pixar</em>, por exemplo. Será interessante assistir a evolução dessa história.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kris Pearn<br />
<strong>Elenco:</strong> Ricky Gervais, Will Forte, Maya Rudolph, Alessia Cara, Terry Crews, Martin Short, Jane Krakowski, Seán Cullen, Brian Drummond</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jIyxgZemlF4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Lavanderia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2019 22:14:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;O mundo é feito de homens escondidos atrás de pilhas de papel&#8221;. Ao longo de A Lavanderia, Jürgen Mossack (Gary Oldman, O Destino de uma Nação) e Ramón Fonseca (Antonio Banderas, Dor e Glória) tentam nos convencer que essa frase é uma mentira. Aliás, esses sobrenomes soam familiares? Se sim, é porque provavelmente você estava assistindo qualquer noticiário em 2016. Em um dos maiores vazamentos jornalísticos da história, descobriu-se que a sociedade advocatícia Mossack Fonseca estava envolvida com empresas de paraísos fiscais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;O mundo é feito de homens escondidos atrás de pilhas de papel&#8221;</em>. Ao longo de <em><strong>A Lavanderia, </strong></em>Jürgen Mossack (Gary Oldman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-destino-de-uma-nacao/"><em>O Destino de uma Nação</em></a>) e Ramón Fonseca (Antonio Banderas, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/"><em>Dor e Glória</em></a>) tentam nos convencer que essa frase é uma mentira. Aliás, esses sobrenomes soam familiares? Se sim, é porque provavelmente você estava assistindo qualquer noticiário em 2016. Em um dos maiores vazamentos jornalísticos da história, descobriu-se que a sociedade advocatícia <em>Mossack Fonseca</em> estava envolvida com empresas de paraísos fiscais (<em>offshores</em>) para evasão fiscal. Entre seus clientes, além de de vários chefes de governo, estava também a empresa brasileira de construção <em>Odebrecht</em>. Lembrou?</p>
<p>Dirigido pelo prolífico Steven Soderbergh (<em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan-lucky-roubo-em-familia/">Logan Lucky</a>, Magic Mike, Onze Homens e um Segredo</em>), <em><strong>A Lavanderia </strong></em>constantemente dialoga conosco. Quando começa, Mossack e Fonseca — quebrando a quarta parede e olhando diretamente para a câmera — explicam didaticamente o processo evolutivo daquilo que chamamos de dinheiro. Ao longo do filme, nas transições entre seus episódios, os sócios explicam todo o <em>juridiquês</em> da história, além de se defenderem das acusações, de maneira cômica, sempre em cenários e com figurinos pomposos e exagerados — Soderbergh chega até a experimentar com animações visuais. Tudo isso contribui para esse tom carnavalesco que serve para mostrar como aquele teatro de aparências é ridículo.</p>
<p>Adicionalmente, no meio de toda esta comédia de Banderas e Oldman, há um drama. Logo, eis que surge Ellen Martin (Meryl Streep, <em>The Post</em>). Após perder seu marido em um passeio de barco nas férias, a viúva decide processar a empresa responsável. Em seguida, ao decidir investigar a situação mais a fundo, acaba se vendo no meio de um esquema de fraudes muito maior do que imaginava.</p>
<p>Todavia, o protagonismo assumido pela veterana atriz rapidamente é mitigado por novos personagens que surgem ao longo de <em><strong>A Lavanderia</strong></em>. Por um lado, essas histórias paralelas funcionem individualmente, reafirmando o ponto de que a corrupção está por todo lugar — seja uma família norte-americana; africana ou chinesa — e que segue um fluxo aleatório, assim como a circulação de dinheiro (afinal, não há nada que conecte essas famílias, além da <em>Mossack Fonseca</em> e da ganância). Por outro, o roteiro de Scott Z. Burns (<i>Terapia de Risco</i>) fica indeciso entre adotar uma estrutura antológica ou uma organicidade investigativa que têm Streep como órgão vital, o que prejudica o ritmo do filme.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11615" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/A-Lavanderia2-750x500.jpg" alt="A Lavanderia" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/A-Lavanderia2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/A-Lavanderia2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/A-Lavanderia2-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda sobre o roteiro, há uma certa lógica arbitrária em seus acontecimentos que mostram como a corrupção entra em uma bola de novo tão grande que se torna incontrolável pelo homem, se tornando uma entidade própria. Assim como um jogo de dominó, é em virtude dessa força natural que a <em>Mossack Fonseca </em>cai. Sua queda passa desde um naufrágio de um pequeno barco até um choque de fio elétrico causado por uma batida de carro.</p>
<p>Certamente, outro problema causado pela estrutura episódica é a falta de aprofundamento de seus personagens. Além do mais, ter um elenco repleto de estrelas é tanto um acerto quanto um erro. Primeiramente, um acerto, porque nomes como: David Schwimmer (Ross de <em>Friends</em>); Jeffrey Wright (franquia <em>Jogos Vorazes</em>); Will Forte (<em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fora-de-serie/">Fora de Série</a>); </em>Sharon Stone (<em>Casino</em>); Matthias Schoenaerts (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-red-sparrow/"><em>Operação Red Sparrow</em></a>); Melissa Rauch (Bernadette de <em>The Big Bang Theory</em>); e Nonso Anozie (Xaro Xhoan Daxos em <em>Game of Thrones</em>) — UFA! — fazem milagre com seus personagens em tão pouco tempo. Contudo, é frustrante demais ter tantos profissionais bons no elenco para aparições mínimas.</p>
<p>Da mesma forma, Meryl Streep, como sempre, é excelente quando Ellen Martin está em cena. Ela consegue trazer luto, ressentimento e nostalgia nos pequenos gestos e falas, seja ao relembrar das memórias com o marido ou quando deixa transparecer a injustiça do descaso com sua morte. Em particular, sem entrar na zona de <em>spoilers</em>, há, no terceiro ato, uma cena no qual Meryl, em um plano sequência, interpreta com enorme naturalidade e facilidade três personalidades diferentes. Enquanto isso, Banderas e Oldman dão um show à parte em seus papéis, abraçando um lado caricatural. Para isso, ambos usam sotaques acentuados, falas pontuadas e um gestualidade até sensual.</p>
<p>Em suma, <em><strong>A Lavanderia </strong></em>acaba sendo uma mistura de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-grande-aposta/"><em>A Grande Aposta</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-relatos-selvagens/"><em>Relatos Selvagens</em></a>. Em vez da crise de 2007 e antologias de ódio, temos <em>Panama Papers </em>e episódios de ganância. Logo, se alguém demorar a perceber que o protagonista não é Meryl Streep, mas o próprio dinheiro, é provável uma enorme decepção. Por fim, Steven Soderbergh, brincando com a metalinguagem, deixa claro que, apesar dos dois advogados se acharem os donos do mundo, eles são, na verdade, apenas atores de um jogo de poder muito maior, com raízes por todas as instituições.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steven Soderbergh<br />
<strong>Elenco:</strong> Meryl Streep, Antonio Banderas, Gary Oldman, David Schwimmer, Jeffrey Wright, Will Forte, Sharon Stone, Matthias Schoenaerts, Melissa Rauch, Nonso Anozie</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong><br />
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ol58GiV_SmI&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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		<title>Crítica: Fora de Série</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2019 18:20:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tanto clássicos como Clube dos Cinco e Curtindo As Férias Adoidado ou projetos mais recentes como Superbad, Quase 18, Oitava Série, Com Amor, Simon são extremamente aclamados. O cinema, em sua essência, é uma arte jovem, sempre se reinventando e buscando evoluir. Da mesma forma, o gênero de amadurecimento (coming-of-age em inglês) adolescente está passando por mudanças. Juntando-se a lista acima, Fora de Série é mais um furto do coming-of-age, trazendo um novo frescor à categoria e fugindo do clichê. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Tanto clássicos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Clube dos Cinco </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Curtindo As Férias Adoidado</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou projetos mais recentes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Superbad</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quase 18, Oitava Série</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-com-amor-simon/"><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são extremamente aclamados. O cinema, em sua essência, é uma arte jovem, sempre se reinventando e buscando evoluir. Da mesma forma, o gênero de amadurecimento (</span><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age</span></i><span style="font-weight: 400;"> em inglês) adolescente está passando por mudanças. Juntando-se a lista acima, </span><b><i>Fora de Série </i></b><span style="font-weight: 400;">é mais um furto do </span><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age, </span></i><span style="font-weight: 400;">trazendo um novo frescor à categoria e fugindo do clichê.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, uma pergunta: quantos filme você já assistiu sobre meninos </span><i><span style="font-weight: 400;">nerds</span></i><span style="font-weight: 400;"> que nunca curtiram o Ensino Médio e decidem dar a louca (e perder o BV) antes de irem para a faculdade? Alguns. Em contraste à essa tendência do protagonismo masculino nesse tipo de situação, </span><b><i>Fora de Série</i></b> <span style="font-weight: 400;">traz Molly (Beanie Feldstein, <em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em> e irmã de Jonah Hill) e Amy (Kaitlyn Dever, </span><i><span style="font-weight: 400;">Inacreditável</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Juntas, elas formam uma dupla de militantes, socialmente engajadas e que dedicaram toda sua adolescência aos estudos. Após descobrir que todos os outros alunos da escola — os festeiros e baderneiros — foram aprovados em grandes faculdades, Molly surta. Assim, as meninas decidem curtir em uma noite o que não curtiram durante todo o Ensino Médio. O problema? Elas não sabem o endereço da festa que será dada um dia antes da formatura.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; color: #000000;">Além de inverter gêneros, o roteiro também faz uma genial subversão de expectativas ao colocar Amy e Molly como as verdadeiras pessoas que fazem pré julgamentos naquele mundo. Molly constantemente sente-se superior ao colocar seus colegas em papéis estereotipados como: a menina que fica com todos os meninos é burra; o rapaz só é vice-presidente do Conselho para ser popular; os pichadores de desenhos fálicos em todos os muros da escola são idiotas. No mundo paralelo da estudante, não há como essas pessoas serem merecedoras de uma aceitação em grandes faculdades. O crime delas? Ter uma vida fora da escola.</span><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11354" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Fora-de-Série1-750x500.jpg" alt="Fora de Série" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Fora-de-Série1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Fora-de-Série1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Fora-de-Série1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Seguindo a visão completamente deturpada de mundo de Molly, a diretora </span><i><span style="font-weight: 400;">Olivia Wilde </span></i><span style="font-weight: 400;">cria um universo marcado pelo exagero em sua estreia. Logo na primeira cena de </span><b><i>Fora de Série</i></b><span style="font-weight: 400;">, enquanto as protagonistas, de semblante sério, cruzam o corredor da escola, todos os outros estudantes estão festejando o último dia de aula. Igualmente, o diretor do colégio fecha a porta de seu escritório no rosto das meninas quando elas tentam falar sobre uma questão orçamentária com ele. Assim, somos colocado sob o ponto de vista de Molly e acreditamos que mais ninguém parece se importar com os assuntos mais sérios.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; color: #000000;">Outro mérito de Wilde está na forma como a diretora usa dessa cosmologia do exagero para expandir o tempo sem soar inverossímil. Afinal, essa é a noite da vida das protagonistas e, portanto, em suas cabeças, deve ser um momento marcante. Mais do que isso, elas querem que seja eterno. Assim, o filme leva a dupla para diversas localizações diferentes em mini-aventuras, algo que não seria plausível em um curto espaço de tempo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Na direção, Wilde mostra personalidade em diversas sequências, não só quando treme a câmera para acompanhar um ataque de ansiedade de Molly, como também no poético mergulho de Amy na piscina, em um momento de descoberta para a personagem. Além disso, há o uso de um longo plano-sequência que reflete o sentimento de isolamento de uma das meninas durante a festa, culminando em um dos momentos chaves de </span><b><i>Fora de Série</i></b><span style="font-weight: 400;">.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; color: #000000;">Aliás, não há como esquecer que estamos falando de um filme adolescente. Logo, o roteiro possui uma veia cômica muito forte, principalmente pela ultra problematização das protagonistas, o que não deixa de ser uma oportunidade para realmente fazer críticas sociais, como na discussão sobre contribuir para a indústria do pornô, que é, ao mesmo tempo hilária e ácida.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Portanto, como o humor de </span><b><i>Fora de Série</i></b><span style="font-weight: 400;"> se pauta muito nos diálogos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">timing</span></i><span style="font-weight: 400;"> cômico de Dever e Feldstein é perfeito e, juntas, demonstram uma grande química, passando a sensação de que se conhecem há anos. Feldstein é mais hiperativa e faz caras e bocas, além de carregar um enorme potencial dramático quando os acontecimentos exigem mais da personagem. De personalidade oposta, Dever é mais tímida e passa por uma bonita jornada de autoconhecimento. Já no elenco secundário, quem merece menção é Gigi (Billie Lourd, </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Despertar da Força</span></i><span style="font-weight: 400;">), hilária e surtada.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Mostrando que é possível fazer humor sem ser desrespeitoso, </span><b><i>Booksmart</i></b><span style="font-weight: 400;"> transcende essa camada. É um convite a todos que criam pré-concepções de alguma pessoa que mal conhecem;  aos que valorizam uma amizade verdadeir; e para falar sobre sexualidade de maneira natural. Por mais que não condene aqueles que escolhem passar a vida estudando, o filme mostra que não há nada de errado com aqueles que preferiram se dedicar a outras atividades. Afinal, ser adolescente é isto. Rebeldia, impulsividade, exploração. </span></span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Wilde<br />
<strong>Elenco:</strong> Kaitlyn Dever, Beanie Feldstein, Billie Lourd, Lisa Kudrow, Will Forte</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/kPNlvxfwJXQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Um Amor A Cada Esquina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2015 14:40:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Imogen Poots]]></category>
		<category><![CDATA[Independente]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Aniston]]></category>
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		<category><![CDATA[Owen Wilson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um filme independente com atores do circuito blockbuster de cinema. Como seria isso? Um Amor A Cada Esquina coloca essa possibilidade à prova e mostra que, além de ser possível, o resultado sai bem interessante para o espectador. O enredo fala sobre uma jovem aspirante a atriz que ganha a vida como garota de programa, sempre idealizando seu sonho maior. Em uma de suas noites de trabalho, ela encontra com um diretor teatral, que, além de tratá-la muito bem, faz [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Um-amor-a-cada-esquina-1_0.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3869" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Um-amor-a-cada-esquina-1_0.jpg" alt="Um-amor-a-cada-esquina-1_0" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Um filme independente com atores do circuito <em>blockbuster</em> de cinema. Como seria isso? <em>Um Amor A Cada Esquina</em> coloca essa possibilidade à prova e mostra que, além de ser possível, o resultado sai bem interessante para o espectador.</p>
<p>O enredo fala sobre uma jovem aspirante a atriz que ganha a vida como garota de programa, sempre idealizando seu sonho maior. Em uma de suas noites de trabalho, ela encontra com um diretor teatral, que, além de tratá-la muito bem, faz uma proposta irrecusável: 30 mil dólares para ela deixar a prostituição. Isabella aceita a oferta e começa a se dedicar à carreira de atriz. O que ela não poderia imaginar é que em uma audição para uma peça, ela ia se deparar justamente com este diretor, que está acompanhado da esposa, que também é artista.</p>
<p>Com um estilo de narrativa diferente, onde a personagem principal é entrevistada por uma jornalista e vai falando abertamente sobre os primórdios da sua carreira como atriz, os fatos vão acontecendo sempre sob sua perspectiva, situação que ela deixa clara principalmente ao falar de sua terapeuta e o ex-cliente perseguidor.</p>
<p>O diretor Peter Bogdanovich é contemporâneo de Martin Scorsese, Francis Ford Coppola e Steven Spielberg, da geração “Nova Hollywood”, mas não obteve todo o sucesso dos demais. Seu filme de maior sucesso é de 1971, <em>A Última Sessão de Cinema</em>. Ele retorna, com <em>Um Amor A Cada Esquina</em>, 12 anos depois de sua última produção. Um estilo bem diferente, é verdade.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/sftw.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3870" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/sftw.jpg" alt="sftw" width="610" height="348" /></a></p>
<p>No elenco principal, temos Imogen Poots e Owen Wilson, como o casal protagonista. Kathryn Hahn e Jennifer Aniston também são boas adições ao longa, com seus papéis mais histéricos e dramáticos. Elas interpretam a esposa traída e a terapeuta psicótica, respectivamente. Tem ainda o excelente Rhys Ifans (que nunca esquecerei com seu papel de Spike em <em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>) e Will Forte. A dinâmica do grupo é muito clara e simples, dando um tom bem pessoal ao filme.</p>
<p>A comédia flui com muita leveza e entretém o espectador a todo momento. É atrativo e intrigante, fazendo a pessoa querer saber sempre o que vai acontecer na próxima cena. A risada é garantida e tem uma boa finalização. No entanto, não é nenhuma narrativa memorável e exclusiva, que marca quem assiste. As atuações são ótimas e a sintonia do elenco sustenta a maior parte do roteiro.</p>
<p>No final das contas, cumpre bem um objetivo não pretensioso. Fiquei com a sensação de dever cumprido e satisfeita com o resultado. É divertido!</p>
<p>Bônus: curiosidade para os amantes de Jennifer Aniston e do seu personagem na série <em>Friends</em>. Neste filme, seu namorado se chama Joshua e seu cachorro, Chip, uma referência a dois namorados da personagem Rachel, em <em>Friends</em>.</p>
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