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	<title>Arquivos Tom Hanks - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Tom Hanks - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica O Esquema Fenício</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 12:52:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (Asteroid City, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. O Esquema Fenício, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/"><em>Asteroid City</em></a>, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos seus tempos de ouro.</p>
<p>O roteiro de Anderson se desenrola a partir das interações entre um pai e uma filha que nunca tiveram uma relação sólida. A estranheza e o distanciamento conduzem o público durante os 105 minutos de duração por meio de inúmeras cenas absurdamente constrangedoras e satíricas. Anderson não deixa nada a desejar em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. As situações inusitadas que estabelecem as interações dos personagens definem o tom caótico e bem humorado do longa, fazendo com que os fãs do diretor retornem aos primórdios de sua carreira.</p>
<p>O diretor e roteirista sempre debateu os encontros da vida, ainda mais quando o assunto são os encontros dos desajustados e a tentativa de encontrar seus pares &#8211; mesmo que esses tenham seu próprio sangue. E essa dobradinha entre roteiro e direção continua a permitir que o texto ganhe forma em sua condução narrativa visual. As imagens ditam o que o roteiro expressa. Em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, as distância em tela não apenas balanceiam a conhecida simetria das imagens andersianas, mas também exemplificam o abismo que existe entre os personagens de Benicio del Toro (<em>A Crônica Francesa</em>, de 2021) e Mia Threapleton (<em>Firebrand</em>, de 2023).</p>
<figure id="attachment_19514" aria-describedby="caption-attachment-19514" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19514" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg" alt="O Esquema Fenício (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2.jpg 1680w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19514" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;O Esquema Fenício (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Anderson jamais decepciona nessa harmonia entre roteiro e direção. Possam gostar ou não dos seus filmes, achar que eles são desvairados demais ou coisa do tipo, mas é inegável como o cineasta sabe conduzir bem as suas criações com identidade própria. O exagero, os melismas, o humor ácido e insano, tudo isso é formativo de quem é o diretor e o público consegue perceber isso do início ao fim do filme. O longa é um claro exemplo da essência do que é o cinema de Wes Anderson. Sem faltas e com muitos excessos, <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> é a cara de Wes.</p>
<p>Por falar em identidade, a fotografia, a arte e a trilha sonora são elementos essenciais para construir essa cara tão andersiana para as suas obras. No caso desta produção, o cineasta contou com o talento de Bruno Delbonnel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-tragedia-de-macbeth-apple-tv/"><em>A Tragédia de Macbeth</em></a>, de 2021) para conceber os dois momentos imagéticos &#8211; o real e o imaginário do personagem de del Toro &#8211; d&#8217;<em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. A arte foi comandada por Esther Schreiner (<em>Ferrari</em>, de 2023), que se encarrega de dar vida às tonalidades pasteis com uma ludicidade teatral já conhecida das obras do diretor. E, por fim, a composição musical ficou a cargo de Alexandre Desplat (<em>Nyad</em>, de 2023) para embalar o público nessa jornada fantástica e insana.</p>
<p><em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> encanta porque, tanto a equipe técnica como o elenco, consegue convencer o espectador da farsa &#8211; aqui usada no sentido teatral da palavra &#8211; mostrada na telona. Wes Anderson é o mestre da farsa cinematográfica e seu novo longa parece abraçar isso como há muito não fazia. A acidez do humor e a sátira ao capitalismo industrial, às trapaças dos magnatas e do governo estadunidense e à disfunção familiar dos personagens centrais promovem um divertimento absurdo. Do início ao fim, o filme se encarrega de entreter por ser e entender que é um grande e hilário absurdo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Benicio del Toro, Mia Threapleton, Michael Cera, Riz Ahmed, Tom Hanks, Bryan Cranston, Mathieu Amalric, Richard Ayoade, Jeffrey Wright, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Rupert Friend e Hope Davis</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wxidk8ygmBo?si=9FiBlC8QLaATCJTC" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Asteroid City</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Aug 2023 21:06:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Asteroid City é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (Ilha dos Cachorros), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada. Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Asteroid City</em> </strong>é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (<em>Ilha dos Cachorros</em>), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada.</p>
<p>Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo se desenrola como uma peça teatral que é explicada pelo personagem de Bryan Cranston (<em>Breaking Bad</em>). É um modo de construção de enredo bem específico, que pode deixar alguns espectadores incomodados. É cult demais e de nicho (não que ele não possa agradar o grande público). Dito isso, é preciso apreciar o estilo de Wes para seguir na lógico distópica que mistura os dois mundos &#8211; fictício e &#8220;real&#8221;.</p>
<p>Augie (Jason Schwartzman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-atraves-do-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</em></a>) é um homem que vive o luto da perda recente da esposa. Ele não havia contado o evento para os quatro filhos e resolve fazer isso quando está à caminho da casa do avô das crianças e seu carro quebra. Justamente em Asteroid City. Logo na sequência, vários grupos vão chegando por conta da convenção, que é um grande mistério para todos.</p>
<p>O longa é agradável e confortável de assistir. Requer atenção do espectador, mas não exige uma dedicação intensa por parte dele. Flui com muita tranquilidade, nos mantendo atentos e interessados a todo momento. E isso se deve tanto ao estilo de gravação e fotografia, quanto à história em si, que é bem interessante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg" alt="Asteroid City" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Logo somos apresentados ao personagem de Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>), uma jovem artista que vive pelo holofote e tem um lado dramático bem acentuado. Com trejeitos de Marylin Monroe, ela começa a flertar com o protagonista, o deixando curioso e incomodado ao mesmo tempo. A atriz conta ainda com a companhia de sua filha, que claramente é fruto de uma gravidez na adolescência e se envolve com o filho mais velho de Augie.</p>
<p>A capacidade que Anderson tem de reunir grandes nomes de Hollywood e ainda gerir todos de maneira equilibrada é impressionante. Temos artistas de peso como Tom Hanks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), Tilda Swinton (<em>Joias Brutas</em>), Steve Carrell (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-querido-menino/"><em>Querido Menino</em></a>), que fazem suas participações (pequenas ou grandes) sem que ninguém tente roubar o holofote. Afinal, o foco ali é a história mais que curiosa daquela cidade. Temos até uma breve aparição do cantor brasileiro Seu Jorge, que surge para dar a &#8220;carteirada&#8221; da sua voz espetacular e marcante.</p>
<p>É curioso como o diretor e roteirista consegue trabalhar temáticas complicadas dentro de uma escala de &#8220;fofura&#8221;. O luto pela perda da esposa e mãe é pautado em vários momentos e representa apenas um dos diversos dilemas existenciais que são apresentados ao espectador. É uma melancolia constante, especialmente quando percebemos que temos um sorriso no rosto e um lamentar constante. E isso se vale pois ele intercala com coisas mais leves, como o amor na adolescência, a pureza infantil e as trapalhadas do governo.</p>
<p><em><strong>Asteroid City</strong></em> é mais um acerto de Wes Anderson, ainda que não seja sua obra suprema. Tem algumas questões em termos de ritmo, especialmente por conta deste vai e vem que representa a narrativa contada de uma peça teatral. Ainda que eu particularmente goste do modelo, é algo que pode trazer inquietação aos espectadores, mesmo os mais fãs. Ainda assim, é uma grata experiência cinematográfica, que merece a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jason Schwartzman, Scarlett Johansson, Tom Hanks, Jeffrey Wright, Tilda Swinton, Bryan Cranston, Edward Norton, Adrien Brody, Liev Schreiber, Hope Davis, Rupert Friend, Stephen Park, Matt Dillon, Willem Dafoe, Margot Robbie, Steve Carell, Jeff Goldblum, Seu Jorge</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wDuQokhnLM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Elvis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2022 00:46:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Será que Elvis não morreu? Essa é a sensação de legado que o filme de Baz Luhrmann deixa para seus espectadores, com as mais de 2h30 de duração. Responsável por longas primorosos como Romeu + Julieta, Austrália e Moulin Rouge &#8211; Amor em Vermelho, o diretor traz aqui a história de um dos maiores cantores de todos os tempos, só que sob a ótica de seu ganancioso empresário Tom Parker (Tom Hanks, Um Lindo Dia na Vizinhança), que estava mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Será que <strong><em>Elvis</em> </strong>não morreu? Essa é a sensação de legado que o filme de Baz Luhrmann deixa para seus espectadores, com as mais de 2h30 de duração. Responsável por longas primorosos como <em>Romeu + Julieta, Austrália e Moulin Rouge &#8211; Amor em Vermelho</em>, o diretor traz aqui a história de um dos maiores cantores de todos os tempos, só que sob a ótica de seu ganancioso empresário Tom Parker (Tom Hanks, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), que estava mais preocupado com seu próprio enriquecimento do que qualquer outra coisa.</p>
<p>Elvis descobriu a paixão pela música ainda criança, frequentando as igrejas para negros, que eram comuns nos EUA na época. Tão logo ele soube que aquele era o caminho que desejava trilhar e contou com o apoio da família para ir em busca de seu sonho de ser um cantor de sucesso. No meio da estrada, se deparou com Parker, que ajudou a impulsionar sua carreira de maneira astronômica, mudando completamente a realidade dele e da família.</p>
<p>É muito curioso o começo do filme quando Baz deixa o espectador tão curioso em descobrir quem é Elvis, como o próprio Parker. Até o momento em que eles de fato se conhecem, nós apenas temos vislumbres do artista, sua silhueta, sua voz. Foi um artifício acertado do diretor, que só começava a mostrar todo o cuidado que teve ao longo da trama, em termos de imersão do espectador. Enquanto isso, vamos descobrindo a fome por dinheiro e poder que o empresário tem, mostrando um lado bem diferente de Tom Hanks.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15706" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850.jpeg" alt="Elvis" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/i562850-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para um ator que costuma fazer papéis de pessoas bacanas, encarar um vilão tão sem escrúpulos como esse é tarefa difícil, mas que ele leva com muita facilidade. Conseguimos odiar cada momento em que Parker surge, graças à maestria magnífica de seu protagonista. Uma performance digna de premiação, tal qual a do próprio Elvis. É curioso como Austin Butler (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>) não parece nem um pouco com o cantor original, mas coube perfeitamente na sua representação. Ele estudou maneirismos, jeito de andar, de falar. Tudo para assumir este importante papel. Um investimento valioso pois acredito realmente que ele receberá diversas indicações, sendo um forte candidato a levar as estatuetas.</p>
<p>Para além do elenco incrível e afiado, o roteiro de <em><strong>Elvis</strong> </em>é emocionante e envolvente. O espectador acaba descobrindo ainda mais detalhes da origem e início da carreira do músico, assim como entende o frenesi pelo seu nome na época, que perdura até hoje. O sonho dele era espalhar as suas canções pelo mundo, envolver as pessoas com seus poemas cantados. No entanto, tudo isso foi frustrado pela manipulação de Parker em sua vida e sua família. O objetivo dele era sugar ao máximo todo o dinheiro que podia com a carreira de Elvis (não à toa que eles tinham contratos que rendiam 50% de lucros para o empresário), apostando em casinos, fumando charutos e bebendo uísque.</p>
<p>É surreal pensar que Elvis não foi nem metade do que ele poderia ser por conta deste agente. Ele não realizou turnês internacionais, que era algo que almejava muito, pois foi proibido e acuado pelo empresário. Fico imaginando como seria o seu legado mundial, pois mesmo com essas privações, ele ainda foi o que foi e é o que é.</p>
<p>Não existe excessos em <em><strong>Elvis</strong></em>. Este é um filme que galga seus caminhos com assertividade, sem pressa, mas também sem enrolação. A medida que somos envoltos pela história, ela não se priva de avançar e mostrar mais nuances e cenários. É um filme intenso, impactante e tão grandioso quanto o próprio foco da cinebiografia. Elvis se mostra, de fato, eterno, pois seu legado persiste mesmo com o passar dos anos e de gerações.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Baz Luhrmann</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Austin Butler, Tom Hanks, Olivia DeJonge, Richard Roxburgh, Kelvin Harrison Jr., David Wenham, Kodi Smit-McPhee, Luke Bracey, Xavier Samuel</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/0vXTcMkSzdI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/">Crítica: Elvis</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Relatos do Mundo (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-relatos-do-mundo-netflix/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Feb 2021 16:13:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste mês, o público pode conferir o novo faroeste Relatos do Mundo, estrelado por Tom Hanks (Um Lindo Dia na Vizinhança), dirigido por Paul Greengrass (Vôo United 93) e distribuído no Brasil pela Netflix. Os nomes de Tom e Paul chamam a atenção e trazem consigo um cheiro de Oscar, talvez. Mas, o que o espectador vai encontrar aqui é um filme um tanto morno, datado e cheio de caminhos previsíveis. Há uma estilística que lembra intensamente produções de 20 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste mês, o público pode conferir o novo faroeste <em><strong>Relatos do Mundo</strong></em>, estrelado por Tom Hanks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), dirigido por Paul Greengrass (<em>Vôo United 93</em>) e distribuído no Brasil pela Netflix. Os nomes de Tom e Paul chamam a atenção e trazem consigo um cheiro de Oscar, talvez. Mas, o que o espectador vai encontrar aqui é um filme um tanto morno, datado e cheio de caminhos previsíveis. Há uma estilística que lembra intensamente produções de 20 ou 30 anos atrás, quando discussões mais autocentradas e sem olhares múltiplos eram mais recorrentes.</p>
<p>Outro traço para esta comparação é desequilíbrio entre o visual e o textual, por assim dizer. Enquanto há a presença de um cuidado intenso com o imagético e a reconstrução da época, o olhar para as relações e representações é fraco. Existe uma tentativa de abordar a conexão entre o Capitão Kidd (Hanks) e Johanna (Helena Zengel), uma criança duplamente órfã – seja pelos pais alemães ou pela sua família indígena. Para construir o estabelecimento desta afeição paternal, todos os clichês são postos em cena. Johanna é hostil com Kidd, aos poucos, os dois passam a trocar dados de suas culturas, até que a menina vai criando afeto por ele.</p>
<p>Aqui, além do incômodo da obviedade do roteiro- baseado no livro de Paulette Jiles-, ainda existe a insistência dos filmes estadunidenses em personificar uma imagem de herói americano – vivido por Hanks bastante no cinema, vide <em>Ponte dos Espiões</em>, <em>Capitão Phillips</em>, <em>Forrest Gump,</em> <em>Toy Story</em> etc -, que, além de tudo, acaba por domesticar uma estrangeira de sua cultura. Johanna tem suas vestes mudadas, vai aprendendo a língua inglesa e, ao final da projeção, agradece a plateia de seu novo pai, se curvando e segurando a barra do vestido.</p>
<p>Além das marcas repetidas há tempos pelo cinema hollywoodiano, soa forçada a aproximação de Kidd com Johanna. Em meio a tanta ação e peripécias postas no roteiro de Greengrass com Luke Davis (<em>Lion: Uma Jornada para Casa</em>), falta fôlego e espaço para o desenvolvimento da dinâmica deles. A ausência de aprofundamento das personagens como indivíduos também é algo perceptível aqui. Existe a dificuldade de Kidd e Johanna não falarem o mesmo idioma, mas há muito que pode ser contado e mostrado na ficção sem texto falado propriamente dito.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13784" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tom_hanks.jpg" alt="Relatos do Mundo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tom_hanks.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tom_hanks-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tom_hanks-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tom_hanks-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Assim, sem saber muito daquelas figuras mostradas na tela, com pouca complexidades inseridas nelas, resta a quem assiste <em><strong>Relatos do Mundo </strong></em>acompanhar os perigos recorrentes pelos quais Johanna e Kidd passam juntos até chegarem ao destino final da viagem. São tantos momentos de brigas e acidente que fica uma sensação de sufocamento. O ritmo se perde quando não há um equilíbrio das velocidades e escolhas de acontecimentos. Era preciso trazer mais momentos de respiro, mais tempo para apresentar e fortalecer as características da dupla principal.</p>
<p>A angustia deste pouco aproveitamento vem também pela qualidade da interpretação de Hanks e Zengel. Os intérpretes parecem compreender o texto e as motivações de suas personagens. Talvez, eles tenham tido acesso a mais informações do que aquelas que aparecem no longa, porém é notável uma espécie de consciência deles sobre as gêneses de Kidd e Johanna. Enquanto a narrativa falha em imprimir estes traços de profundidade e passado, os atores evocam em seus gestos, olhares, pausas, gritos e respirações, lampejos de sentidos mais intensos.</p>
<p>Dentro dos aspectos positivos, é inegável a qualidade do trabalho de Greengrass, ao lado do cinematógrafo Dariusz Wolski (<em>Perdido em Marte</em>). A maneira como as temperaturas mais frias e a iluminação mais fraca dão lugar a uma maior saturação, com mais luz e cores alaranjadas, azuladas e amarelas, revelando como a presença de Johanna interferiu na vida de Kidd, constroem um sentido a mais para a obra. Isto é um exemplo do bom emprego que Grengrass e Wolski fazem da técnica.</p>
<p>A utilização constante de <em>travellings</em> eleva o clima de suspensão das cenas de ação. Até mesmo os recorrentes planos mais gerais, aumentam a emoção dos momentos, seja para provocar medo do que virá ou convocar imagens que emocionam, pela pura beleza da locação escolhida. Ainda que não cheguem a contribuir diretamente para o enredo, são um ganho dentro de um contexto enfadonho e perdido. No geral, <em><strong>Relatos do Mundo</strong></em> não é um afronte ao audiovisual. A produção possui algumas qualidades, mas peca por parecer perdida no tempo e no que deseja contar.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Paul Greengrass</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Tom Hanks, Helena Zengel, Elizabeth Marvel</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/OawrKhc3XdM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Ator Coadjuvante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 16:14:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Assim como no quesito direção e filmes, as atuações de 2019 foram impecáveis. Sejam nas categorias principais ou coadjuvantes, os artistas mostraram alguns dos seus melhores trabalhos nesse último ano. Aqui vamos conferir o Especial Oscar 2020: Melhor Ator Coadjuvante. Apesar de não existirem surpresas na lista de indicados, a sua presença é interessante quando pensada no Oscar como um todo. O quinteto de indicados é formado por cinco conhecidos do Academy Awards, onde quatro já venceram ao menos uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como no quesito direção e filmes, as atuações de 2019 foram impecáveis. Sejam nas categorias principais ou coadjuvantes, os artistas mostraram alguns dos seus melhores trabalhos nesse último ano. Aqui vamos conferir o <strong>Especial Oscar 2020: Melhor Ator Coadjuvante</strong>. Apesar de não existirem surpresas na lista de indicados, a sua presença é interessante quando pensada no Oscar como um todo. O quinteto de indicados é formado por cinco conhecidos do Academy Awards, onde quatro já venceram ao menos uma vez. O irônico disso é que o quinto membro da lista (o que nunca venceu) é justamente o favorito do ano. Liderado por Brad Pitt o quinteto do Oscar 2020 na categoria “Melhor Ator Coadjuvante” conta com a presença de Joe Pesci, Al Pacino, Tom Hanks e Anthony Hopkins.</p>
<p>A base dessa lista começa com a dupla de atores de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>O Irlandês</em></strong></a>. Tanto Joe Pesci como Al Pacino estão longe de serem os concorrentes mais fortes. Pesci, evidentemente, mostra sua vitalidade ainda em cena, mas nada comparado ao seu desempenho vitorioso de Os Bons Companheiros. Joe, assim como a narrativa do longa-metragem, parece estar numa zona de conforto. Não existe agitação. Apenas é possível encontrar a linearidade do argumento de Scorsese e, da mesma forma, a linearidade em Pesci. Falta o brilho que ele já mostrou em outras produções.</p>
<p>Da mesma forma está Al Pacino. Apesar de ter reaparecido nas premiações com esse papel, sua dinâmica em cena pede mais. Existem momentos que ele parece estar retraído e, por isso, não explora suas possibilidades em cena. Faltam momentos em que a personagem de Pacino possa explodir o seu turbilhão de emoções que existem naquele momento da narrativa. Falta a característica tão marcante do ator de extrapolar o extracampo. O longa de Martin Scorsese é muito comedido em atuações &#8211; mesmo quando a cena pede mais &#8211; e isso afeta a performance tanto de Robert De Niro, que nem foi indicado, quanto de Pesci e Pacino.</p>
<p>Tom Hanks, no entanto, consegue já estar na disputa apesar do favoritismo ser declaradamente para Pitt. Hanks mostra que, apesar de questão de roteiro e direção, ele é capaz de ir além. A performance do ator é uma de suas melhores dos últimos tempos. Ao viver o famoso apresentador de um programa infantil, Fred Rogers, Tom traz toda a sensibilidade inerente a pessoa real. A todo momento o público é lembrado que existe uma tênue linha entre o mundo da fantasia e a vida real para Rogers. E essa precisão ao abordar essas nuances é brilhante. Tom Hanks está simplesmente emocionante e que tornam <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></strong></a> muito melhor.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12410" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/anthony-hopkins-em-dois-papas-1573502838062_v2_1280x720.jpg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Ator Coadjuvante" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/anthony-hopkins-em-dois-papas-1573502838062_v2_1280x720.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/anthony-hopkins-em-dois-papas-1573502838062_v2_1280x720-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/anthony-hopkins-em-dois-papas-1573502838062_v2_1280x720-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda no páreo pela estatueta, Anthony Hopkins surge como um exemplo estonteante. Sua interpretação do Papa Bento XVI em <em><strong>Dois Papas</strong></em>. Ao lado de Jonathan Pryce, Hopkins demonstra ainda ter muito o que mostrar e interpretar no cinema. Sua atitude em cena é impecável. Fernando Meirelles aproveita os pequenos detalhes tanto de Pryce como de Hopkins para potencializar os filmes. Esse embate cênico de gigantes cria um resultado soberbo merecedor das duas indicações. A autoridade que Anthony Hopkins demonstra na tela é produto de uma carreira recheada de coisas diferentes, mas que são complementares. Hopkins demonstra ser exatamente isso como ator &#8211; e aqui não foi diferente &#8211; ele é adaptável e assertivo.</p>
<p>Por fim temos o favorito da noite. Apesar de muitos afirmarem que esse é um prêmio por seu trabalho da vida, Brad Pitt deu uma de suas melhores performances da carreira. De fato ele não é um ator de trabalhos exclusivamente excelentes, mas existentes muitos que marcam e Cliff Both é um deles. Mais uma vez o roteiro de Quentin Tarantino permitiu que seu ator brilhasse. É incrível a forma como Pitt brinca com as minúcias do texto. Seus momentos em frente à câmera demonstram o resultado de uma carreira com cicatrizes de aprendizado e essa personagem é a sua redenção.</p>
<p>É divertido, tenso e saudoso ver Pitt em cena. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>Era uma Vez em… Hollywood</em></strong></a> proporciona para o público o vislumbre de um ator que tem qualidade quando se é exigida. Aqui Pitt está diante de um divisor de águas para a sua carreira que, em 2019, foi apenas de sucesso. Tanto nesse filme como em <em>Ad Astra &#8211; Rumo às Estrelas</em>, ele se provou merecedor de toda a pompa que envolve sua carreira. Brad Pitt não é mais o garoto bonito que aparece e <em>Thelma &amp; Louise</em> como um objeto sexual. Ele é um ator experiente e com qualidade que vai dar o seu máximo quando for pedido.</p>
<p>Apesar de tudo isso, a imprevisibilidade da Academia merece ser pontuada sempre. Nada é certeza até que seja anunciado o(a) ganhador(a) de determinada categoria. Mas, sem sombra de dúvidas, Brad Pitt está invicto por merecimento. Resta aguardar os próximos capítulos dessa curiosa premiação e torcer para que, na noite de 9 de fevereiro, o desejado se concretize. Para saber dessas e mais apostas para o Oscar, fique ligado no Coisa de Cinéfilo!</p>
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		<title>Crítica: Um Lindo Dia Na Vizinhança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2020 13:00:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caso esteja procurando uma crítica sobre como Um Lindo Dia Na Vizinhança (A Beautiful Day in the Neighborhood) é fiel ou não ao seu material original, sugiro que feche este texto agora. Aqui, o retrato da vida de Fred Rogers é a camada mais superficial de uma história superficial sobre otimismo e fé. Aliás, eu nem cresci vendo o apresentador infantil, então pouco me interessa julgar a produção por sua fidelidade com o real. O longa de Marielle Heller (Poderia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">Caso esteja procurando uma crítica sobre como </span><b><i>Um Lindo Dia Na Vizinhança</i></b><i><span style="font-weight: 400"> (A Beautiful Day in the Neighborhood</span></i><span style="font-weight: 400">) é fiel ou não ao seu material original, sugiro que feche este texto agora. Aqui, o retrato da vida de Fred Rogers é a camada mais superficial de uma história superficial sobre otimismo e fé. Aliás, eu nem cresci vendo o apresentador infantil, então pouco me interessa julgar a produção por sua fidelidade com o real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O longa de Marielle Heller (<em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-poderia-me-perdoar/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Poderia Me Perdoar?</a></em>) conta a história de Lloyd Vogel (Matthew Rhys, <em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-post-a-guerra-secreta/">The Post &#8211; A Guerra Secreta</a></em>), um jornalista investigativo que é cercado de problemas paternos. Não só ele é um pai e marido ausente, por conta de sua dedicação ao trabalho, como também guarda um rancor do próprio pai, Gary Vogel (Chris Cooper, <em>Álbum de Família</em>). Todavia, Lloyd é designado por sua chefe para um trabalho incomum: ele deve ir ao programa de Fred Rogers (Tom Hanks, <em>O Círculo</em>), apresentador infantil nacionalmente famoso, e traçar seu perfil para uma matéria sobre heróis do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por conta de seu perfil investigativo, é muito revelador como uma das primeiras perguntas de Lloyd para Fred seja sobre como ele consegue lidar com as duas personalidades — o personagem que aparecere diante da câmera e sua pessoa real. Afinal, para Llyoyd, não é possível que aquele apresentador seja real, certo? Rogers é como essa figura imaculada e perfeitamente ingênua. Ele é vegetariano porque não mataria ninguém que tenha uma mãe. Dá atenção para garotos doentes que lhe visitam antes da gravação. Tira foto de todas as pessoas que encontra e possui um hipnotizante jeito de falar, com suas pausas e um tom inofensivo.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12076" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/2709272.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Um Dia Lindo Na Vizinhança" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/2709272.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/2709272.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/2709272.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não que Lloyd seja um personagem unidimensional ranzinza, mas ele não acredita em heróis. Pelo menos, não depois do pai abandonar sua mãe enquanto ela morria, para se afundar no álcool. Todo esse trauma gerou um ceticismo muito grande dentro dele. Justamente por isso, quando ele encontra Rogers, há essa dificuldade em aceitar que um homem da idade do pai possa ser tão perfeito. É como se o protagonista ficasse procurando um defeito escondido no apresentador para desmascará-lo e revelar suas fraquezas, pois ele reflete em Rogers suas próprias frustrações paternais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, ao longo de <b><i>Um Lindo Dia Na Vizinhança</i></b></span><span style="font-weight: 400">,  Lloyd vai sendo teletransportado da realidade fria e cinzenta (a própria entrada de sua casa é bem decadente) para o mundo mágico de Rogers. A presença do famoso carrega um magnetismo de otimismo e fantasia ao seu redor, como na cena do metrô em que uma menina lhe reconhece e, literalmente, todas as pessoas daquele vagão começam a cantar. Justamente pela realidade do jornalista ser tão fria e sóbria, a bondade do apresentador vira uma entidade quase que não pertencente dentro deste universo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Se acreditamos na pureza de Rogers</span>, é porque Tom Hanks está em um dos papéis mais dóceis de sua carreira. Ele externaliza toda a inocência (até meio infantil) do personagem, mas que, ao mesmo tempo, também traz uma presença dominante muito forte. Realmente, é como se ele fosse um ser superior. Quando o próprio Lloyd vai entrevistá-lo, ele consegue inverter a situação e começa a questionar sobre a vida do jornalista. Portanto, Rogers acaba sendo essa espécie de guru espiritual que veio mudar a visão de mundo do protagonista, Como um anjo que surge em sua vida. Neste sentido, <strong><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></strong> me remete a <em>A Felicidade Não Se Compra </em>(1946), de Frank Capra.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12075" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0740237.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Um Dia Lindo Na Vizinhança" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0740237.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0740237.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0740237.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na direção, a própria Heller tem aqui um trabalho muito cuidadoso para construir uma figura sacra e onipresente de Rogers. Para exemplificar, em um dos quadros de seu programa, ele está controlando um fantoche. Em um <em>travelling</em>, a câmera passeia por toda a extensão dos bastidores do cenário e para em um enquadramento captando o fantoche e o apresentador. Em seguida, um <em>zoom </em>aproxima Fred da tela e a única coisa que resta é sua imagem se entregando na manipulação daquele boneco. Toda essa sequência está prol desta noção de que Rogers e o programa são uma coisa só.</p>
<p>No mesmo sentido, é interessante notar como Heller decide fazer diversas transições no filme usando as maquetes das cidades do programa de Rogers. Tal escolha reforça essa ideia da onipresença do personagem, como se ele controlasse tudo. A própria sequência onírica na qual Lloyd está dentro do castelo de fantoche deixa bem clara esta ideia de que ele está sendo diretamente influenciado e manipulado (no bom sentido) pelo apresentador.</p>
<p>No fim, <em><strong>Um Lindo Dia Na Vizinhança </strong></em>acaba sendo como o grande clássico natalino de Capra. Exalando otimismo e inocência, Rogers é como este grande anjo que resgata o próprio espírito infantil do protagonista e daquele que está assistindo o filme.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Marielle Heller<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Hanks, Matthew Rhys, Chris Cooper, Susan Kelechi Watson, Maddie Corman, Enrico Colantoni, Wendy Makkena, Tammy Blanchard</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=AGt5L9SrZQE]</p>
<p>*Filme assistido durante exibição no <a href="http://www.festivaldorio.com.br/"><strong><em>Festival do Rio 2019</em></strong></a>.</p>
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		<title>Crítica: Toy Story 4</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jun 2019 17:39:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o desfecho de Toy Story 3, ficou claro que a franquia dos brinquedos da Pixar não precisava de mais um capítulo. O filme de Lee Ulkrich de 2010 encerrava de maneira satisfatória a jornada dos seus personagens com a cena na qual Andy, partindo para a faculdade, deixava sua coleção de bonecos aos cuidados da pequena Bonnie. Acontece que Toy Story 4 foi feito pela Pixar, ele existe, e o estúdio conseguiu realizar mais uma história que mescla de maneira orgânica aventura, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Com o desfecho de <i>Toy Story 3</i>, ficou claro que a franquia dos brinquedos da Pixar não precisava de mais um capítulo. O filme de Lee Ulkrich de 2010 encerrava de maneira satisfatória a jornada dos seus personagens com a cena na qual Andy, partindo para a faculdade, deixava sua coleção de bonecos aos cuidados da pequena Bonnie. Acontece que <i><b>Toy Story 4</b> </i>foi feito pela Pixar, ele existe, e o estúdio conseguiu realizar mais uma história que mescla de maneira orgânica aventura, humor e momentos emocionantes com seu grupo de personagens de carisma comprovado.</p>
<p>O quarto longa é centrado numa história sobre Woody, que acaba não se tornando o brinquedo preferido de Bonnie como poderíamos imaginar. Ainda assim, o cowboy é extremamente fiel a sua dona e faz de tudo para vê-la feliz, principalmente agora que ela começou sua jornada no Jardim de Infância e acaba se apegando a Garfinho, um boneco que cria a partir de sucatas no seu próprio colégio. Quando encontra Betty, brinquedo preferido da irmã de Andy, ao acaso, Woody passa a questionar se está de fato entregando para os outros àquilo que de melhor tem a dar e passa a considerar deixar Bonnie.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10786" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4636005.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4636005.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4636005.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4636005.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O quarto capítulo da franquia acaba sendo um filme que reflete sobre os efeitos de bem estar e autoestima gerados a partir do exercício da sua própria vocação, no caso de Woody, claramente, servir às pessoas. <i><strong>Toy Story 4</strong> </i>lança as questões: para o que você é feito? A partir disso, você está sendo de fato aproveitado no máximo do seu potencial pelo mundo? É interessante notar como os realizadores do filme encontraram um propósito para sua história que tornou o quarto longa tão urgente quanto os demais, ainda que evidentemente acessório.</p>
<p>Dosando momentos de puro entretenimento que exploram o carisma comprovado de antigos personagens e apresenta em igual potência a simpatia e complexidade dos seus novatos (como Garfinho, o Coelho e o Pato, Gabi), <strong><i>Toy Story 4 </i></strong>é um filme delicioso de se assistir e presenteia o público com momentos de grande sensibilidade que fazem justiça à tradição Pixar (um deles pela boneca Gabi do antiquario e outro pelo próprio Woody). Não vou nem afirmar que um quinto filme é desnecessário porque o legado de <i>Toy Story </i>está mais do que dado com esse conjunto de obras porque é bem possível que o estúdio faça mais um título com o sucesso desse e seja tão bom quanto.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Josh Cooley<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Hanks, Tim Allen, Annie Potts, Tony Hale, Keegan Michael Key, Madeleine McGraw, Jordan Peele, Keanu Reeves, Christina Hendricks, Ally Maki</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/76CslX-q5C4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Sully &#8211; O Herói do Rio Hudson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Dec 2016 15:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Eckhart]]></category>
		<category><![CDATA[Clint Eastwood]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Linney]]></category>
		<category><![CDATA[Sully: O Herói do Rio Hudson]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Hanks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Sully: O Herói do Rio Hudson, Clint Eastwood (Menina de Ouro) nos narra o episódio verídico envolvendo o capitão Chesley &#8220;Sully&#8221; Sullenberger que, em janeiro de 2009, após sair do aeroporto de La Guardia em Nova York e ter as turbinas do avião que pilotava danificadas por uma revoada de pássaros, faz um pouso forçado no rio Hudson e salva os 150 passageiros a bordo da aeronave. Instantaneamente, como manda o circo midiático, Sully se transforma em um herói [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Sully: O Herói do Rio Hudson</i>, Clint Eastwood (<i>Menina de Ouro</i>) nos narra o episódio verídico envolvendo o capitão Chesley &#8220;Sully&#8221; Sullenberger que, em janeiro de 2009, após sair do aeroporto de La Guardia em Nova York e ter as turbinas do avião que pilotava danificadas por uma revoada de pássaros, faz um pouso forçado no rio Hudson e salva os 150 passageiros a bordo da aeronave. Instantaneamente, como manda o circo midiático, Sully se transforma em um herói nacional, trazendo para si todos os louros, mas também todo o peso que o título impõe.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como bom exemplar da filmografia do seu realizador, <i>Sully </i>conta com o olhar elegante de Clint Eastwood para os fatos narrados e para o próprio orgulho americano que inescapavelmente transpira por todos os seus poros, caso contrário não seria um filme de Eastwood. O diretor sempre confere um tom patriótico a suas histórias e a jornada dos seus protagonistas, flertando sem grandes receios com a emoção em alta intensidade, mas, como ocorre nos seus melhores longas, evita as afetações dos seus colegas. Assim, Eastwood consegue transformar <i>Sully </i>numa história eminentemente americana, mas sem a histeria, as frases de efeito e a agressividade nacionalista de alguns realizadores que trafegam por uma mesma chave de discurso que a sua.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6998" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/sully.jpg" alt="sully" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Sully </i>fica evidente que Eastwood retoma um tema que lhe foi muito caro em <i>Sniper Americano</i>, seu filme anterior, as consequências de atos que aos olhos públicos são considerados como heróicos. Assim como o Chris Kyle, só que em um outro contexto, Sully vive o fardo da fama que lhe atribuem e muitas vezes entra em conflito a respeito da própria natureza do seu feito. O início de <i>Sully </i>nos apresenta seu protagonista em meio a tais questionamentos e todos eles são retomados na excelente sequência em que o personagem é julgado pela agência de regulação aérea norte-americana ao lado do seu co-piloto Jeff Skiles, interpretado por Aaron Eckhart (de <i>Batman: O Cavaleiro das Trevas</i>). Esse olhar de Eastwood para o seu protagonista beneficia a interpretação de Tom Hanks (<i>Ponte dos Espiões</i>), que vive o Capitão Sully como um homem nobre e honrado, mas evita as afetações típicas das composições do herói americano ausente de imperfeições, ou seja, uma interpretação coerente com os propósitos do filme e do seu realizador.  É uma pena, contudo, que Eastwood desperdice uma atriz do calibre de Laura Linney (<i>O Mestre dos Gênios</i>) na pele da esposa do protagonista que só contracena com o mesmo através da linha do telefone, um tipo de clichê que já deveria ter sido extinto nesse tipo de história há anos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa tem uma estrutura relativamente questionável. <i>Sully </i>intercala momentos em que seu protagonista assimila o seu feito com a própria reconstituição do acidente e do pouso forçado. Esta decisão do roteiro de Todd Komarnicki no lugar de acender um interesse do espectador pelos eventos, serve apenas para causar uma estranheza pelas suas idas e vindas na linha temporal e pela repetição insistente da sequência do avião. Por sorte, temos Eastwood na direção, contornando esses problemas e evitando reiterações de emoções desnecessárias ao espectador.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p> De maneira muito discreta, elegante e emocionalmente sincera (e sem sensacionalismo), Eastwood ainda consegue inserir <i>Sully </i>em um momento da aviação norte-americana pós-11 de setembro, tornando o olhar do seu personagem para o seu próprio ato e sua forma de lidar com uma situação potencialmente traumática ainda mais urgente aos olhos do espectador. <i>Sully </i>pode não ser um dos grandes feitos da carreira de Eastwood, mas ao menos reitera com acertos as marcas do realizador.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9n6hcBc4bgE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Inferno</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-inferno/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Oct 2016 21:25:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Anjos e Demônios]]></category>
		<category><![CDATA[Felicity Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Inferno]]></category>
		<category><![CDATA[O Código Da Vinci]]></category>
		<category><![CDATA[Omar Sy]]></category>
		<category><![CDATA[Ron Howard]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Hanks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2003, o mundo foi tomado por uma febre literária chamada O Código Da Vinci, obra escrita pelo norte-americano Dan Brown. O livro era uma trama policial protagonizada por um professor de simbologia da Universidade de Harvard chamado Robert Langdon que, após o assassinato do curador do Museu do Louvre, se via envolvido em uma trama sobre segredos da Igreja Católica que colocavam em cheque a divindade de Jesus Cristo. A obra ocupou o topo das listas de livros mais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em 2003, o mundo foi tomado por uma febre literária chamada <i>O Código Da Vinci</i>, obra escrita pelo norte-americano Dan Brown. O livro era uma trama policial protagonizada por um professor de simbologia da Universidade de Harvard chamado Robert Langdon que, após o assassinato do curador do Museu do Louvre, se via envolvido em uma trama sobre segredos da Igreja Católica que colocavam em cheque a divindade de Jesus Cristo. A obra ocupou o topo das listas de livros mais vendidos de todo o mundo, gerou documentários e discussões sobre a veracidade das teorias apresentadas por Brown e transformou o escritor em um dos autores mais populares da primeira década do século XXI.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não demorou muito para Hollywood transformar a trama de <i>O Código Da Vinci </i>em uma grande produção dirigida por Ron Howard (<i>Uma Mente Brilhante</i>) e protagonizada por Tom Hanks em 2006. Claro que o filme faturou muito, cerca de US$ 217 milhões só nos EUA, mas, para a crítica, o resultado não foi dos melhores. Apesar dos esforços de Howard na adaptação, transformar em ficção cinematográfica um livro calcado basicamente em teorias e informações históricas era complicado. Com personagens desleixadamente desenvolvidos, <i>O Código Da Vinci </i>parecia um vídeo institucional ou educativo, daqueles tipo <i>Telecurso 2000</i>, sobre as elucubrações e teorias conspiratórias de Brown acerca da Igreja Católica. Com o sucesso do primeiro filme veio <i>Anjos &amp; Demônios</i>, que parecia padecer do mesmo mal numa trama de suspense sobre a sucessão dos papas no Vaticano.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Chegando tardiamente aos cinemas, <i>Inferno </i>é o terceiro filme da franquia. Assim como os outros, o longa é dirigido por Ron Howard e protagonizado por Tom Hanks. Como os demais, também sofre com seus inúmeros problemas. Robert Langdon segue como um personagem desenvolvido tropegamente e tem como função exclusiva guiar o espectador na solução do enigma da trama. Sem motivações concretas ou uma psicologia mais complexa e instigante ao público, dessa vez, a personagem de Hanks está às voltas com o perigo iminente de um vírus, que promete se propagar graças a ação de um grupo interessado em conter o crescimento da população mundial.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6803" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/infernohanks.jpg" alt="infernohanks" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Além da ausência de aprofundamento na psiquê de Langdon, que segue plano e simplificado por características peculiares como suas fobias (algo que não é o suficiente para constituir um sujeito como personagem), <i>Inferno </i>se apoia nas inúmeras teorias de Dan Brown, construídas graças ao grande quebra-cabeça que idealiza em suas páginas e que envolve artefatos e personagens históricas. Tal qual <i>O Código Da Vinci </i>ou <i>Anjos &amp; Demônios</i>, <i>Inferno </i>segue na chave da explicação didática desse quebra-cabeça ao espectador através de diálogos expositivos protagonizados por Langdon e pelos demais personagens. Por obra irônica do destino, esse cacoete da franquia, em dado momento, é lembrado na própria trama quando alguém repreende o professor por sua obsessão pela leitura esmiuçada de tudo o que lhe aparece. Assim, <i>Inferno</i> não desafia o raciocínio do espectador, já que explica absolutamente tudo, entregando a resolução dos seus ganchos de &#8220;mão beijada&#8221;, tampouco gera empatia, afinal não é marcado pela passagem de personagens complexas e que inspiram afeto no espectador.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com três adaptações igualmente sofríveis, as conclusões que podemos extrair da jornada de Robert Langdon nos cinemas são as seguintes: a) as histórias de Dan Brown são difíceis de serem adaptadas para a tela grande; ou, talvez b) a série literária de Dan Brown tenha uma abordagem que necessita de alterações drásticas em prol do incremento das suas personagens, não necessariamente do percurso traçado por elas. <i>Inferno </i>não corrige os erros anteriores, pelo contrário, se alimenta deles, os utiliza largamente em prol de uma trama igualmente enfadonha de suspense cujas teorias sempre parecem mais interessantes quando são objeto de séries documentais do Discovery Channel, por exemplo. Isso não é uma ironia, experimente assistir algum desses programas do canal sobre as teorias do Dan Brown, são melhores do que qualquer um dos três filmes do Ron Howard.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EkGOkzn_W_w" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Negócio das Arábias</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-negocio-das-arabias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Aug 2016 17:49:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Negócio das Arábias]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Hanks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com foco total no protagonista, que tem como objetivo se reencontrar, muito além de regular sua situação financeira, Negócio das Arábias nos apresenta um roteiro modesto e agradável, com personagens interessante e uma história muito simples. Alan Clay é um empresário falido que busca uma oportunidade de se reerguer na carreira a partir da venda de um programa na Arábia Saudita. Ele vai até o local, onde tem que se adequar àquela cultura completamente diferente da sua e se misturar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com foco total no protagonista, que tem como objetivo se reencontrar, muito além de regular sua situação financeira, Negócio das Arábias nos apresenta um roteiro modesto e agradável, com personagens interessante e uma história muito simples.</p>
<p>Alan Clay é um empresário falido que busca uma oportunidade de se reerguer na carreira a partir da venda de um programa na Arábia Saudita. Ele vai até o local, onde tem que se adequar àquela cultura completamente diferente da sua e se misturar da melhor forma possível para que tenha sucesso no negócio.</p>
<p>O longa nos traz várias diferenças culturais e religiosas, principalmente em se tratando de um país islâmico. Ainda assim, eles conseguem fazer isso de forma mais natural possível, sem estigmatizar tanto quanto poderiam. Uma grata surpresa, em se tratando de uma produção europeia/americana.</p>
<p>Neste novo lugar, Alan encontra com as mais variadas pessoas e cada um lhe causa um desconforto diferente. Todos acabam contribuindo para sua mudança no estilo de vida e percepção da vida. Ele, que chegou com o objetivo de passar pouco tempo e retornar correndo para a filha, acaba vendo que os lugares mais improváveis são, às vezes, aqueles onde nos encontramos.</p>
<p>Sim, existem vários clichês e reações óbvias. Mas como afirmei, o roteiro modesto e agradável nos faz receber tudo com muita tranquilidade. Tom Hanks conduz muito bem o protagonista, enquanto sua parceira Sarita Choudhury mostra o lado oposto. Eles possuem ótima química. As cenas se tornam mais leves com a presença de Yousef, um jovem motorista que sempre ajuda nos atrasos de Alan.</p>
<p>Como um todo, o filme não necessariamente é memorável, mas é bom da sua forma.</p>
<p>Assista ao trailer:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IZoqzuZctXA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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