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	<title>Arquivos Stellan Skarsgård - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Stellan Skarsgård - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Duna &#8211; Parte 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Feb 2024 12:56:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Existe uma responsabilidade &#8211; ou ao menos deveria existir &#8211; quando o assunto é um trabalho de adaptação. Ao falar de obras literárias de ficção (fantástica ou científica), onde a construção de universo é uma árdua missão, a realização desse processo adaptativo se torna ainda mais difícil. Denis Villeneuve já havia provado em Blade Runner 2049 (2017) que ele sabia como dar continuidade num universo sci-fi. A renovação trazida por ele é repleta de qualidades e por isso seu trabalho [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">Existe uma responsabilidade &#8211; ou ao menos deveria existir &#8211; quando o assunto é um trabalho de adaptação. Ao falar de obras literárias de ficção (fantástica ou científica), onde a construção de universo é uma árdua missão, a realização desse processo adaptativo se torna ainda mais difícil. Denis Villeneuve já havia provado em </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><i><span style="font-weight: 400">Blade Runner 2049 (2017)</span></i></a><span style="font-weight: 400"> que ele sabia como dar continuidade num universo </span><i><span style="font-weight: 400">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400">. A renovação trazida por ele é repleta de qualidades e por isso seu trabalho em </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><i><span style="font-weight: 400">Duna (2021)</span></i></a><span style="font-weight: 400"> foi admirável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A ideia de continuar uma história do escopo da adaptação de <strong><em>Duna</em></strong>, ainda sobre o primeiro livro, impressionou o público, mas Villeneuve não decepciona. O trabalho do diretor e roteirista canadense em </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> é ainda mais louvável. A sequência </span><i><span style="font-weight: 400">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400"> chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29) com a promessa de ser o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400">blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400"> do ano. O novo longa-metragem consegue superar as expectativas (e seu antecessor) e leva o espectador numa odisseia espacial ainda mais estonteante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Como já foi visto inúmeras vezes ao decorrer da história do cinema, alcançar expectativas de filmes que se tornam uma espécie de ‘clássico instantâneo’ para o seu respectivo gênero é um desafio gigante. </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400">, contudo, vem na contramão disso. O segundo capítulo da saga </span><i><span style="font-weight: 400">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400"> interestelar é maior em escopo, qualidade e sensações. Tanto no que Villeneuve e seu colega de roteiro, Jon Spaihts (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho/"><i><span style="font-weight: 400">Doutor Estranho</span></i></a><span style="font-weight: 400"> e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-passageiros/"><i><span style="font-weight: 400">Passageiros</span></i></a><span style="font-weight: 400">, ambos de 2016), fazem ao criar saídas e novas rotas para a adaptação, como no empenho do diretor ao orquestrar essa odisseia espacial, existe uma condução de narrativa invejável no novo longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Talvez o maior mérito de Denis Villeneuve seja este. Construir imagética e esteticamente um universo diferente de tudo já visto &#8211; e o fazer com qualidade técnica e artística &#8211; ao mesmo tempo que ele entrega um produto acessível e possível de alcançar uma bilheteria astronômica. O cineasta canadense justamente é capaz de unir o que alguns chamam de ‘cinema de arte’ com o popular </span><i><span style="font-weight: 400">blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400">. E isso é fascinante sobre </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400">. O longa será capaz de abarcar um número imenso de espectadores com suas possibilidades narrativas, artísticas e técnicas.</span></p>
<figure id="attachment_17766" aria-describedby="caption-attachment-17766" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-17766" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-750x500.jpg" alt="Duna: Parte 2 (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6.jpg 1053w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17766" class="wp-caption-text">Timothée Chalamet e Austin Butler em cena de &#8216;Duna: Parte 2&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400">Ainda sobre essa colisão de mundos gerada pela produção, </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> também se torna um evento por envolver um tipo de projeto que há muito não se via &#8211; ao menos não com a dimensão da saga de Villeneuve. Talvez, na ficção, a última vez que o público vislumbrou algo dessa magnitude tenha sido com a saga </span><i><span style="font-weight: 400">Harry Potter (2001-2012)</span></i><span style="font-weight: 400"> ou </span><i><span style="font-weight: 400">Star Wars (1977-2019)</span></i><span style="font-weight: 400">. Em ambos os projetos, no entanto, nunca houve um processo autoral tão claro como em </span><b><i>Duna</i></b><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Continuando o olhar sob os aspectos técnicos de </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> que se destacam, é possível imaginar um futuro repleto de indicações em diversas categorias. O departamento de arte, fotografia, som e efeitos especiais são os principais motivadores desse resultado de tirar o fôlego. Hans Zimmer (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><i><span style="font-weight: 400">007 &#8211; Sem Tempo para Morrer</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2021) media o filme com sua trilha sonora epopeica. Para elevar o trabalho do compositor alemão, o restante do departamento de som constrói camadas sensoriais dessa jornada prometida de Paul Atreides. É inevitável não se arrepiar ao ver o personagem de Timothée Chalamet sendo aclamado pelos seus seguidores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Da mesma forma que o som, a composição visual encabeçada pela tríade fotografia, efeitos visuais e arte cria imagens surpreendentes. Seja no quesito construção de universo ou no fator de vislumbre, as três equipes formam imagens inesquecíveis sobre esse universo espacial ficcional idealizado por Frank Herbert. </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> é um presente aos olhos. Quanto maior a tela e melhor o som, a experiência se intensifica. Para a surpresa do público, a sequência <em>sci-fi</em> consegue entregar um trabalho técnico ainda mais impressionante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não menos importante do que o texto, a técnica ou a direção, o elenco que compõe </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> completa essa ópera espacial perfeitamente conduzida. Os conhecidos nomes do primeiro filme, como Chalamet (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-wonka/"><i><span style="font-weight: 400">Wonka</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2023), Zendaya (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><i><span style="font-weight: 400">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2021), Rebecca Ferguson (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1/"><i><span style="font-weight: 400">Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2023) e Javier Bardem (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-pequena-sereia/"><i><span style="font-weight: 400">A Pequena Sereia</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2023), e as novas adições, como Austin Butler (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><i><span style="font-weight: 400">Elvis</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2022), Florence Pugh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-se-preocupe-querida/"><em>Não Se Preocupe, Querida</em></a>, de 2022) e Christopher Walken, formam um elenco estelar. Essa reunião de talentos, assim como feita no longa anterior, eleva o projeto a um outro patamar com performances meticulosas e poderosas, como Butler interpretando Feyd-Rautha, o violento e cruel sobrinho do Barão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Essa união de fatores faz de </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> um filme fora da curva. Há muito que não se via uma construção de universo tão detalhada e rica como nesse projeto. Para além de conseguir transpor o mundo interestelar criado por Herbert, um dos maiores méritos de </span><b><i>Duna</i></b><span style="font-weight: 400"> é continuar se levando a sério e, por conta disso, manter a missão de sempre evoluir. A sequência é a prova desse compromisso orquestrado por Denis Villeneuve. O cineasta parece ter tido como meta criar uma odisseia espacial ainda maior, mais bela e impactante. E, com a </span><b><i>Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400">, ele foi capaz de realizar isso da forma mais impressionante possível.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Denis Villeneuve</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Timothée Chalamet, Zendaya, Rebecca Ferguson, Josh Brolin, Austin Butler, Florence Pugh, Dave Bautista, Christopher Walken, Léa Seydoux, Stellan Skarsgård, Charlotte Rampling e Javier Bardem</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/QqmbrvluQRA?si=OfC4g2nhRANkAzG9" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Aug 2018 23:07:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fugindo do padrão, o anúncio da sequência de um musical criou um rebuliço no público. Com o início do mês de agosto, os fãs de cinema recebem um presente belíssimo: a sequência de Mamma Mia!, de 2008. Com uma nova trilha sonora empolgante, um enredo cativante e um trabalho técnico incrível, o universo dos musicais ganha mais uma pérola. Mamma Mia! Lá vamos nós de novo chega aos cinemas nessa quinta-feira (2) para fazer com que o espectador relembre o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fugindo do padrão, o anúncio da sequência de um musical criou um rebuliço no público. Com o início do mês de agosto, os fãs de cinema recebem um presente belíssimo: a sequência de <em>Mamma Mia!</em>, de 2008. Com uma nova trilha sonora empolgante, um enredo cativante e um trabalho técnico incrível, o universo dos musicais ganha mais uma pérola. <em>Mamma Mia! Lá vamos nós de novo</em> chega aos cinemas nessa quinta-feira (2) para fazer com que o espectador relembre o sentimento puro de diversão de quando se é criança.</p>
<p>A nova película distribuída pela Universal Pictures segue os passos de sua história antecessora sem perder seu caráter próprio. Com sua narrativa dividida entre passado e presente, o elenco espetacular de <em>Mamma Mia!</em> levará o público a mais uma jornada encantadora e divertida pelo mundo da música. A partir das novas interpretações das músicas do ABBA, todo o cenário da juventude de Donna é apresentado para o público, mostrando em detalhes os fatos mencionados na produção de 2008.</p>
<p>Para homenagear sua falecida mãe, Sophie (Amanda Seyfried) reforma todo o hotel e o transforma no verdadeiro paraíso que Donna (Meryl Streep) sempre sonhou. Para a grande reinauguração que está se aproximando, Sophie convida as melhores amigas de mãe, Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski), e seus três pais, Sam (Pierce Brosnan), Bill (Stellan Skarsgård) e Harry (Colin Firth). Motivada por esse reencontro e por uma feliz surpresa – ela está grávida – Sophie irá mergulhar nas memórias e aventuras da juventude de sua mãe, período no qual Donna (Lily James) conheceu os três pais de sua filha, se estabeleceu na ilha Kalokairi e engravidou.</p>
<p>A primeira coisa que deve ser falada sobre <em>Mamma Mia! 2</em> é o cuidado da produção. Cuidado em respeitar a ideia original do projeto, cuidado ao escolher as novas músicas e atores e, principalmente, cuidado ao dar continuidade ao trabalho feito por Phyllida Lloyd e Catherine Johnson, que fez a história dessa sequência em parceria com Richard Curtis (roteirista dos dois primeiros <em>Bridget Jones</em>). Ao lado desse esmero com a lealdade e respeito ao ideal da narrativa, o desempenho do diretor Ol Parker (<em>Agora e para sempre</em>, de 2012) é merecedor de aplausos. O trabalho de Parker não envolve nada impensado ou inédito, mas a fidelidade presente no produto final e, ao mesmo tempo, a existência de sua assinatura própria são qualidades admiráveis que merecem ser parabenizadas. Além de ter posto tudo isso em prática na direção, Parker segue a mesma linha de trabalho como roteirista da película.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9189" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/5751633.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Cena do Filme Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo" width="610" height="348" /></p>
<p>Ao lado desse trabalho técnico incrível e de uma produção dessa magnitude, nada mais justo do que ter um elenco  tão extraordinário. E é justamente isso que a produtora Legendary Entertainment entrega. Com o retorno dos queridos atores do primeiro longa-metragem e a participação dos novos integrantes, a Legendary forma um elenco completamente coeso que dá vida da melhor forma possível a mais uma aventura inspirada pelas músicas do grupo ABBA. É preciso destacar as performances de Lily James (<em>Em ritmo de fuga</em>, de 2017) e Amanda Seyfried (<em>Os miseráveis</em>, de 2012) que vão além e tornam a experiência do longa ainda melhor. Seyfried, com toda a sua maturidade artística, volta a interpretar Sophie com uma carga dramática aprofundada e presenteia o público mais uma vez com sua belíssima voz. Por outro lado, James se une ao filme para tomar o cativante lugar da magnífica Meryl Streep – o que não é uma tarefa fácil. O talento já provado pela atriz em seus últimos trabalhos – como o recente <em>A hora mais escura</em>, de 2017 – mostra que a jovem inglesa é capaz de ir bem longe.</p>
<p>Como um dos fatores principais da película, a trilha sonora fala por si só. Já disponível nas plataformas digitais desde o dia 13 de julho, o álbum de <em>Mamma Mia! Here we go again</em> (título original) é uma amostra do quão sensacional é o produto final e também é um lembrete do quão fantástico e marcante foi a história do ABBA. Mesclando algumas músicas já conhecidas pelos fãs do musical e interpretações inéditas, o público sairá das sessões cantando sem parar uma playlist tão marcante quanto a do primeiro longa-metragem.</p>
<p>Por fim – e para fugir do habitual – preciso sair da tentativa de objetividade para entrar na esfera pessoal. Por mais que esse seja um tipo de texto opinativo, sempre tento expressar minhas percepções da maneira menos parcial possível, para que não estrague nenhuma experiência cinematográfica. Hoje, contudo, me deparo com a necessidade de tentar descrever o indescritível. De um fã declarado e absoluto de musicais &#8211; em especial de <em>Mamma Mia! </em>que marcou a minha infância &#8211; para você que tem a mínima intenção de ir aos cinemas para ver essa obra, só posso te dizer uma coisa: vá! Não pense duas vezes, apenas se dirija até um caixa e compre o seu ingresso. A experiência de assistir esse filme foi uma mistura de nostalgia, orgulho e alegria. E este último sentimento é o resultado final da sessão, uma alegria infinita e pura. A leveza da história unida às músicas e seus respectivos números musicais fazem com que você sinta uma alegria genuína que se tem na infância e que me levou para os meus dez anos, quando assistia sem parar ao primeiro longa. Se você quer sentir essa sensação pura e única que só trabalhos especiais como este podem lhe proporcionar, corra já para o cinema mais próximo e se permita ser criança mais uma vez.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YClcvscKf3w" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Borg vs. McEnroe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Nov 2017 23:22:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Revivendo a rivalidade entre o americano John McEnroe e o sueco Björn Borg, Borg vs. McEnroe &#8220;bebe&#8221; a tradição dos filmes sobre dramáticas disputas esportivas. O filme do dinamarquês Janus Metz, do documentário Armadillo, possui conclusões muito parecidas às de Rush: No Limite da Emoção, longa de 2013 de Ron Howard que narrava o confronto entre os pilotos Niki Lauda e James Hunt. O intuito de Borg vs. McEnroe é mostrar a competição como combustível, mas também como dimensão de cumplicidade entre sujeitos que, apesar de lidar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Revivendo a rivalidade entre o americano John McEnroe e o sueco Björn Borg, <i>Borg vs. McEnroe </i>&#8220;bebe&#8221; a tradição dos filmes sobre dramáticas disputas esportivas. O filme do dinamarquês Janus Metz, do documentário <i>Armadillo</i>, possui conclusões muito parecidas às de <i>Rush: No Limite da Emoção</i>, longa de 2013 de Ron Howard que narrava o confronto entre os pilotos Niki Lauda e James Hunt. O intuito de <i>Borg vs. McEnroe</i> é mostrar a competição como combustível, mas também como dimensão de cumplicidade entre sujeitos que, apesar de lidar de maneira diferente com os desafios do próprio oficio, sentem empatia pelo oponente. É nesse exato lugar que <i>Borg vs McEnroe </i>quer chegar.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Ambientado no torneio de Wimbledon de 1980, o filme conta parte da trajetória do campeão mundial de tênis Björn Borg a partir de eventos que o prepararam para sua grande partida com John McEnroe, jovem tenista americano conhecido como o <i>bad boy </i>das quadras. Popularizada como a &#8220;partida do século no tênis&#8221;, a final serviu para ambos estabelecerem laços e marcou a ascensão de McEnroe e a despedida de Borg das quadras.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8370" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/11/BorgMcEnroe-Shia-LaBeouf-1024x684.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Com uma estrutura que alterna momentos presentes com <i>flashbacks </i>das infâncias de Borg e McEnroe, sem dúvida, o longa é mais feliz no retrato do primeiro, ainda que o intérprete do segundo, Shia LaBeouf, obtenha mais êxito em cena que o sueco Sverrir Gudnason. Na essência, <i>Borg vs. McEnroe </i>reproduz decisões formais comuns a filmes de esporte, como o mote da superação, a dramaticidade e a tensão das quadras e toda a mitologia do herói desportivo em evidência.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O filme fica mais interessante quando o percebemos como um drama que retrata o perfil de dois jovens dedicados às suas carreiras, lidando com as pressões desse mundo de maneira distinta. Enquanto John McEnroe explodia com um temperamento difícil de lidar, o que lhe conferia uma má fama por vezes desproporcional à realidade, Borg era a personificação do controle emocional dentro e fora dos campeonatos, um quadro que fora resultado de uma longa jornada de aprendizado nos primeiros anos como tenista. O desafio em comum de enfrentar as pressões da carreira cria um sentimento de empatia nos dois sem que ambos precisem trocar palavras a respeito durante todo o filme, basta uma partida, a disputa decisiva dos ícones de uma geração nas quadras. A difícil final de Wimbledon protagonizada por Borg e McEnroe se encarregou de estabelecer o elo entre os dois, sintetizado pela cena que encerra o filme num encontro casual de aeroporto.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Reiterando determinadas chaves interpretativas de um lado, mas também encontrando em uma relevância temática que justifique o filme, <i>Borg vs. McEnroe </i>é um longa com bons momentos, dramatizando um episódio importante na história do esporte. Carece de mais informações sobre os personagens que estão no centro da &#8220;arena&#8221;, mas ainda assim tem <i>insights </i>curiosos que extrapolam uma leitura estritamente narrativa da obra.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Ij0w630GQ5A" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Cinderela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2015 13:23:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cate Blanchett]]></category>
		<category><![CDATA[Cinderela]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Helena Bonham Carter]]></category>
		<category><![CDATA[Kenneth Branagh]]></category>
		<category><![CDATA[Lily James]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Madden]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cinderela é o tipo de filme que já chega encantando muito antes de sua estreia. A expectativa era enorme, principalmente do fiasco que foi Malévola no ano passado, que frustrou muitos fãs com uma história completamente distorcida daquela conhecida da Disney. Muito diferente disso, Cinderela seguiu à risca o conto de fadas e trouxe todo o deslumbramento que lhe é característico. A história é uma velha conhecida e fala sobre uma jovem que perde a mãe e seu pai decide [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Disne-Cinderella-Lily-James-2015.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2765 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Disne-Cinderella-Lily-James-2015.jpg" alt="Disne-Cinderella-Lily-James-2015" width="610" height="348" /></a></p>
<p><em>Cinderela</em> é o tipo de filme que já chega encantando muito antes de sua estreia. A expectativa era enorme, principalmente do fiasco que foi <em>Malévola</em> no ano passado, que frustrou muitos fãs com uma história completamente distorcida daquela conhecida da Disney. Muito diferente disso, Cinderela seguiu à risca o conto de fadas e trouxe todo o deslumbramento que lhe é característico.</p>
<p>A história é uma velha conhecida e fala sobre uma jovem que perde a mãe e seu pai decide se casar com outra mulher, que tem duas filhas. Eles têm uma relação superficial desde o começo, mas com o falecimento do pai, a situação se agrava e Cinderela passa a viver como criada da madrasta e das duas irmãs postiças. Ela trabalha duro na mansão, limpando, cozinhando e servindo as três, mas sempre com o sonho e a doçura de qualquer jovem comum. Ela acaba conhecendo acidentalmente o príncipe na floresta, sem saber de quem ele se trata. Quando surge o baile real, ela vê como uma oportunidade para conhecer o castelo e vivenciar uma noite de sonhos.</p>
<p>O diretor Kenneth Branagh surpreendeu com o filme, uma vez que não tinha experiência anterior com contos de fadas. A história consegue seguir no gênero infantil e encantar os adultos, ao mesmo tempo. É encantadora e emocionante. Ele fez questão de destacar os aspectos de cada personagem e trabalho as possibilidades muito bem. Associado à direção de arte, que também fez um excelente trabalho e compôs cores incríveis e contrastes visuais que deixam um filme muito variado.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/cinderella_glamour_19nov15_pr_b_810x540.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2766 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/cinderella_glamour_19nov15_pr_b_810x540.jpg" alt="cinderella_glamour_19nov15_pr_b_810x540" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Devemos destacar também que a edição de som também teve um trabalho destacável, que já começou desde o trailer que fazia qualquer pessoa mais sensível se arrepiar com a intensidade da música. Essa aposta foi repetida no filme e casou perfeitamente com todo o deslumbramento causado pelas vestimentas. Aliás, capricharam no figurino. O vestido da Cinderela para o baile é de chamar a atenção, destacando em cada passada que ela dar. Parece que foram usados 200 metros de pano para fazer todas as camadas. Incrível!</p>
<p>No quesito atores, não poderia haver escolha melhor. Lily James traz toda a inocência e gentileza que a personagem sugere, além de ser linda e delicada. O príncipe é representado por Richard Madden, que os fãs da série<em> Game of Thrones</em> podem se lembrar como Robb Stark, e também assume muito bem o papel, com toda a virilidade e olhar apaixonado. Mas ninguém melhor que a Madrasta, vivida por ninguém menos Cate Blanchett, que rouba todas as cenas que parece e finaliza com um solo incrível. É inebriante como ela consegue ser má e perfeitamente linda, ao mesmo tempo. Tem também Helena Bohan Carter como a Fada Madrinha. Como sempre, simplesmente perfeita.</p>
<p>Vale lembrar que, embora a história seja uma cópia bastante fiel daquela contada pela Disney, dá umas justificativas melhor explicadas, como a relação de Cinderela com o pai, que é bem explorada no começo. Além disso, mostra o motivo pelo qual a Madrasta odeia e inveja tanto a menina, trazendo seu passado como explanação. Isso dá ainda mais sentido na história.</p>
<p><em>Cinderela</em> é um filme encantador, leve e apaixonante, que faz com que o espectador sai da sala de cinema sonhando e sorrindo para as possibilidades de contos de fadas que a vida traz. A filmagem em live-action do clássico foi muito acertada e tem agradado a gregos e troianos, recebendo críticas positivas ao redor do mundo. Não deixe de conferir!</p>
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